As Profecias sem Mistério por Paiva Netto - Versão HTML

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enviou.

— 30 Outra vez Lhe perguntaram: — Que

sinal apresentas Tu para que O vejamos e

creiamos em Ti? Que fazes?

— 31 Nossos pais comeram o maná do

deserto, conforme está escrito: Deu-lhes a

comer Pão do Céu.

*3 Multiplicação dos pães e peixes — Evangelho de Jesus, segundo João, 6:1 a 15.

175

— 32 Ao que lhes replicou Jesus: — Em

verdade, em verdade vos digo: Moisés não

vos deu o Pão do Céu; mas meu Pai vos dá

o verdadeiro Pão Divino;

— 33 Porque o Pão de Deus é o que desce

do Céu e dá vida ao mundo.

— 34 Disseram-Lhe então: — Senhor, dá-

nos sempre desse pão!

— 35 Eu sou o Pão da Vida — declarou-

lhes o Cristo — quem vem a mim, de forma

alguma terá fome; e quem crê em mim,

jamais terá sede!

— 36 Mas Eu vos disse que me tendes

visto, e não credes.

— 37 Tudo que o Pai me dá, virá a mim;

e aquele que vem a mim, de modo nenhum

o lançarei fora.

— 38 Porque desci do céu, não para fazer

a minha vontade, mas a vontade Daquele que

me enviou.

— 39 A vontade Daquele que me enviou

é esta: que Eu nada perca de tudo o que Ele

me deu, mas que Eu o ressuscite no último

dia.

— 40 Esta é, pois, a vontade de meu Pai:

que todo aquele que vê o Filho e Nele creia,

tenha a Vida Eterna; e Eu o ressuscitarei no

último dia.

— 41 Os adversários se puseram a

murmurar a respeito de Jesus por Ele haver

176

proclamado: Eu sou o Pão que desceu do

Céu.

— 42 E perguntaram: Mas este não é

Jesus, o filho de José? Acaso, não Lhe

conhecemos o pai e a mãe? Como, pois, diz

Ele agora: Desci do Céu?

— 43 Ao que Jesus Lhes respondeu: —

Não murmureis entre vós.

— 44 Ninguém pode vir a mim, se não o

trouxer o Pai que me enviou; e Eu o ressus-

citarei no último dia.

— 45 Está escrito nos Profetas: E serão

todos ensinados por Deus*4. Todo aquele

que do Pai tem ouvido e aprendido, vem a

mim.

— 46 Não que alguém tenha visto o Pai,

pois somente aquele que é de Deus tem

visto o Pai.

— 47 Em verdade vos digo: Quem crê,

tem a Vida Eterna.

— 48 Eu sou o Pão da Vida!

— 49 Vossos pais comeram o maná no

deserto, mas morreram.

— 50 Este é o Pão que desceu do Céu, para

que se coma dele e não se morra.

— 51 Pois Eu sou o Pão Vivo que desceu

do Céu; e se alguém comer deste Pão, viverá

*4 Livro do Profeta Isaías, 54:13: “Todos os teus filhos serão ensinados pelo Senhor, e grande será a paz de teus filhos”.

177

eternamente; e o Pão que Eu darei para a vida

do mundo é a minha própria carne.

Jesus, a permanente segurança.

Meus Amigos e meus Irmãos, apesar de esta passagem

ser somente um trecho do Evangelho, segundo João (o mes-

mo João do Apocalipse), é tão rica que poderíamos passar

vários dias analisando-a.

Vocês não querem segurança? Mas, para sempre?... Então,

procurem-na em Deus! Não em mágicas fórmulas que amanhã

se mostrarão enganosas e que os ameaçarão com a maior

pobreza, que é a espiritual e, conseqüentemente, a material.

Aprendamos com Jesus este ensinamento, que bem poderia

ser empregado pelos políticos de todo o mundo, porque a

humildade os aproximaria mais dos surpreendentes poderes

de seu Criador, o que certamente beneficiaria seus povos:

— (…) Vosso Pai Celeste sabe que

necessitais de todas essas coisas (materiais).

(...) Tudo aquilo que pedirdes na prece,

crede que havereis de receber e vos será

concedido (Evangelho, segundo Mateus, 6:

32 e 21: 22).

178

Jesus, o Pão que desceu do Céu.

A verdadeira Paz.

Aprendendo o que o Cristo diz a respeito de ser Ele o

Pão que desceu do Céu, entenderemos por que as nações

ainda não trouxeram Paz à Terra.

A culpa é de Deus?

Como?!

O Pai Celestial já nos deu vida, inteligência para que nós

as usemos, sublimando-as na forma de Sabedoria.

A culpa é nossa, Seres Humanos. Tenhamos coragem de

dizê-lo e de nos corrigirmos de verdade.

Ou quereremos ser sempre os não-responsáveis pelos

fatos que se sucedem na Terra? Ora, de uma forma ou de

outra, perante a Lei Divina, espiritualmente todos o somos,

uns mais, outros menos, por tudo isso que ocorre, de bom

ou de não tão bom assim. Voltaremos a falar sobre isto.

Quantas oportunidades o Ser Humano perde por não

realizar o mínimo pelos seus semelhantes?

Você pode, às vezes, auxiliar o necessitado até mesmo

com uma simples prece e não o faz... Inventa uma porção

de desculpas, fica com vergonha de que os outros estejam

vendo Você orar por um sofredor... Ainda bem que muitas

pessoas estão tomando coragem cada vez maior e rezando,

nas praças, nas ruas, em qualquer oportunidade, íntima ou

publicamente. E esse ato, ao lado da ação solidária, diligen-

temente pode contribuir para a Paz. Por isso, está aí a Ronda

da Caridade à Meia-Noite, da LBV. Como ensina Emmanuel,

qualquer um deve, pelo menos, oferecer um copo d’água a

quem tem sede.

179

A boa influência da LBV

Muito se deve também à Legião da Boa Vontade pelos

assuntos espirituais receberem melhor atenção hoje. Os fatos

estão aí, a comprovar os passos pioneiros de Alziro Zarur,

ao pregar as Religiões Irmanadas e o Ecumenismo Total*5,

pelo rádio e pela imprensa. Não foi sem motivo que ele

advertiu: “O maior criminoso do mundo é aquele que prega

o ódio em nome de Deus”.

Vamos Falar com Deus

Quando o Irmão Zarur começou com o Vamos Falar com

Deus, alguns diziam que era pretensioso, ou estava louco,

porque afirmava que a criatura podia falar com o Criador.

Então Jesus estaria doido primeiro, porque quando Lhe pe-

diram: — “Mestre, ensina-nos a orar”, Ele veio com o Pai-

Nosso (Evangelho, segundo Lucas, 11: 1 a 4), que é a Oração

Ecumênica por excelência. Todo mundo pode entoá-la, sem

ferir os postulados da sua crença, porque trata-se de um

filho, um suplicante, dirigindo-se a seu pai. Por isso é co-

nhecida como Pai-Nosso, a Sua Prece milenar.

*5 Poema do Ecumenismo Total — Alziro Zarur (1914-1979) escreveu-o durante a sua juventude.

180

Jesus disse: Pai-Nosso.

Repararam que é Pai Nosso? Pai de todos! Jesus não falou

Pai meu. Ele disse “Pai Nosso, que estais no Céu”, e vai por

aí:

Prece Ecumênica de Jesus

— Pai Nosso, que estais no Céu (e em

toda parte ao mesmo tempo), santificado

seja o Vosso Nome. Venha a nós o Vosso

Reino (de Justiça e de Verdade, sem as quais

não pode haver Bondade, muito menos

Amor). Seja feita a Vossa Vontade (jamais a

nossa vontade), assim na Terra como no

Céu. O pão nosso de cada dia dai-nos hoje

(o pão transubstancial, a comida que não

perece, o alimento para o Espírito; porque o

pão para o corpo, iremos consegui-lo com o

suor do nosso rosto). Perdoai as nossas

dívidas, assim como nós perdoarmos aos

nossos devedores. Não nos deixeis cair em

tentação, mas livrai-nos do mal, porque

Vosso é o Reino, e o Poder e a Glória para

sempre. Amém!

Por que é Ele quem completamente sacia a nossa fome,

incluída a de Paz, atrás da qual as nações do mundo andam

correndo sem conseguirem alcançá-la?

181

Porque Ele é o Pão Vivo que desceu do Céu, como destaca

o capítulo sexto do Evangelho do Cristo, consoante a narrativa

de João, versículos 22 a 51, que, há pouco, analisamos.

Diante dos tribunais

Observem que já comentamos tudo isto e nem propria-

mente entramos no texto. Essa fartura de conhecimentos

virá à sua cabeça, de acordo com o que Jesus revelou:

— 11 Não vos preocupeis, quando vos

conduzirem para vos entregarem aos tri-

bunais; não estejais de antemão solícitos

pelo que havereis de dizer. Mas, o que vos

for dado naquela hora, isso falai; porque

não sereis vós os que falais, porquanto o

Espírito Santo falará por vós (Evangelho,

segundo Marcos, 13: 11).

Certas pessoas ficam esperando um dia serem convocadas

a um tribunal qualquer, para então darem testemunho de

sua fidelidade a Deus, ao Cristo e ao Espírito Santo. Ora, os

tribunais são também os fatos diários da existência, que nos

convocam a demonstrar se o nosso comportamento desen-

rola-se de acordo com a Lei Divina, ou não.

Não é o tribunal do juiz paramentado, é muito mais. Bem

que os Apóstolos, os Discípulos e muitos seguidores de Jesus

foram arrastados à justiça para testemunhá-Lo.

O Divino Mestre também se referia, lato sensu, aos fatos

182

da vivência comum. Se Você, diante dos acontecimentos

que todo o dia o desafiam, não age segundo o que Ele nos

ensina, não estará sabendo comportar-se diante dos juízes

do mundo: a vida é uma constante prestação de contas, um

teste permanente para a nossa consciência.

Não temamos enfrentar os problemas cotidianos. Se nos

mantivermos na Sintonia de Deus, o Espírito Santo falará

dentro e fora de nós. Daí a necessidade do nosso Minuto de

Silêncio Espiritual. Pode haver alarido à vontade por toda a

parte. Vocês, todavia, entrarão no Silêncio tão precioso!

O Espírito Santo realmente se manifestará por intermédio

de Vocês, que jamais se negarão a testemunhar o Cristo,

para merecerem ser testificados por Ele (Evangelho de Jesus,

segundo Mateus, 10:32 e 33):

— 32 Todo aquele que me confessar

diante dos homens, também Eu o confessarei

ante meu Pai, que está nos céus;

— 33 mas aquele que me negar diante

dos homens, também Eu o negarei perante

meu Pai, que está nos céus.

Saberemos então nos defender das coisas difíceis, diante

das quais, a todo momento, somos dispostos pela própria

existência, perante exigentes tribunais. Com Jesus, teremos

a Paz que o mundo não nos pode conceder, e seremos final-

mente vitoriosos, pois teremos vencido o espírito das trevas,

isto é, o ego exacerbado da criatura humana.

183

Curados ao tocar as vestes de Jesus

Observem bem aquela passagem comentada por nós em

que Jesus e Seus discípulos haviam atravessado o lago e

chegado à terra de Genesaré, local em que tinham aportado.

Ao desembarcarem, os habitantes do lugar O reconhe-

ceram e corriam por toda aquela região atrás Dele. Começa-

ram então a trazer nos leitos os que se encontravam doentes.

E, em qualquer lugar que Ele entrasse, fosse nos campos,

nas aldeias, nas cidades, ali depunham os enfermos e Lhe

rogavam que os deixassem tocar ao menos a orla das Suas

vestes. E todos os que conseguiram, ficaram curados.

Para não perder o equilíbrio

Bom, já expliquei que nos devemos grudar na fímbria

das vestimentas do Cristo, como as crianças fazem quando

vão acompanhando as mamães e os papais pelas ruas. E

não devemos largá-la de forma alguma, quer dizer, não nos

devemos afastar jamais dos Seus ensinamentos, sob o risco

de perdermos o equilíbrio, portanto a Paz que exclusivamente

Ele nos pode oferecer, conforme nos advertiu:

— 27 Minha Paz vos deixo, minha Paz vos

dou, Eu não vos dou a paz do mundo. Eu vos

dou a Paz de Deus que o mundo não vos

pode dar (Evangelho, segundo João, 14:27).

Ora, os governantes da Terra seguramente ainda não a

184

compreenderam, ou temem proclamá-la, porque as nações

até hoje não a conseguiram desfrutar, porquanto não O qui-

seram ouvir, pois Ele explicitamente declara: “O Pão que Eu

darei para a Vida do Mundo é a minha própria carne” (Evan-

gelho, segundo João, 6:51), portanto, as Suas palavras e

exemplos.

Se o Planeta está faminto de Paz, é porque não quer

usufruir o alimento que Jesus, há dois mil anos, lhe oferece.

E isto é bem perigoso, basta recordar como os povos andam

armados, até mesmo os mais pobres...

Para que não nos falte o pão material

Agora Vocês podem entender mais este trecho:

(Evangelho de Jesus, segundo João, 6:25 a 27)

— 25 Ao encontrarem Jesus do outro lado

do mar, muitos Lhe perguntaram: — Mestre,

quando chegaste aqui?

— 26 E Ele lhes respondeu: — Em

verdade, em verdade vos digo: Vós me

procurais, não porque vistes milagres, mas

porque comestes dos pães e dos peixes e

vos fartastes.

— 27 Trabalhai, não pela comida que

perece, mas pelo alimento que perdura para

a Vida Eterna, e que o Filho de Deus vos

dará; porque Nele foi que o Pai, que é Deus,

imprimiu o Seu sinal.

185

Estabilidade material permanente

Que coisa maravilhosa, e quanto ensinamento!

Muita gente até hoje corre atrás de Jesus porque quer

estabilidade material. (...) O Divino Amigo deseja de nós

que compreendamos a Sua Mensagem, o Pão que desceu

do céu, o Pão Transubstancial que apenas Ele nos pode

ofertar. Se o aceitarmos, nos tornaremos fortes e abriremos,

com a Alma devidamente nutrida, o nosso próprio caminho

(que jamais perderemos) para o êxito, porque corretamente

estaremos adotando as Leis da Sua Sagrada Economia: o

Reino de Deus, primeiro (Evangelho, segundo Mateus, 6:33).

Quantas vezes a LBV Mundial alerta, em sua programação

de rádio e TV, para que todos percebam o que o Cristo nos

ensina ao pedir no Pai-Nosso: “O pão nosso de cada dia dai-

nos hoje...”

Trata-se do alimento material, também! Entretanto, se-

gundo o preceito do “primeiramente o Reino de Deus e Sua

Justiça”, devemos professar o Cristo, não por causa do pão

ou do peixe que Ele multiplicou, mas da Sua Doutrina que

permitirá que façamos o mesmo.

— 27 Trabalhai, não pela comida que

perece, mas pela que permanece para a

Vida Eterna (Evangelho de Jesus, segundo

João, 6: 27).

Ele não quer que aprendamos pela metade. Por isso

afirmou:

186

— 12 Vós fareis mais que Eu, pois voltarei

para o Pai, e vós permanecereis na Terra

(Evangelho, segundo João, 14:12).

Diante disso, nada será impossível para nós. Esse co-

nhecimento levanta qualquer povo pois, ao lhe fortificar a

Fé Realizante, lhe fortalecerá o caráter.

Jesus não nos engana

Ele não é demagogo. Não nos quer iludir. Almeja que te-

nhamos os Seus poderes em plenitude, na integridade do seu

valor. Porque se corrermos atrás de Jesus, não por causa de

coisas passageiras, todavia em virtude do Pão que desce do

céu, que é a Sua Instrução Eterna, jamais o alimento que sus-

tenta o corpo nos faltará. Ele mesmo, no Evangelho, é bom

repetir, ensina que primeiro devemos buscar o Reino de Deus

e Sua Justiça, de forma que mereçamos que todas as coisas

venham a nos ser adicionadas, sem nunca nos faltarem.

Quem pode o mais, pode o menos.

Ele é o Co-Autor da Terra, ergueu este planeta por ordem

de Deus (Evangelho, segundo João, 1:1 a 3 e 10). Sua Obra

constitui fortuna maior do que tudo o que pudermos amealhar

em uma ou em várias existências. Como é que não nos dará

aquilo de que precisarmos, se realmente respeitarmos a Sua

Lei!? Afinal foi Ele quem disse:

187

— 24 Tudo o que pedirdes na prece,

crede que havereis de receber e vos será

concedido (Evangelho, segundo Marcos,

11:24).

Na Terra, ao infringir as ordenações humanas, Você é

punido. No Campo Espiritual é a mesma coisa, com maior

gravidade, dada a magnitude das conseqüências.

É melhor não bambolear

Não é que Deus vá castigá-lo aleatoriamente. É que se

Você andar bamboleando, ou na beira da calçada, poderá

escorregar e quebrar a cabeça no asfalto ou no paralelepí-

pedo...

Jesus e a Economia Mundial

Procuremos, então, o Reino de Deus e Sua Justiça, o Pão

que desce do Céu, a comida que não perece, o alimento

para o Espírito, e nada nos fará falta!

Se Jesus falou, está falado! E Ele disse que, se assim

fizermos, todas as coisas nos serão acrescidas.

(Evangelho, segundo Mateus, 6:33):

— 33 Buscai, primeiramente, o Reino de

Deus e Sua Justiça, e todas as coisas materiais

vos serão acrescentadas.

188

Sem Jesus, o Pão que desceu do Céu, jamais haverá esta-

bilidade na Economia mundial. Ela precisa mostrar sua di-

mensão humana e espiritual. Por isso, há décadas, lançamos

a Economia da Solidariedade Humana, que faz parte da Es-

tratégia da Sobrevivência.

(Apocalipse de Jesus, 3:13):

— 13 Quem tem ouvidos de ouvir, ouça

o que o Espírito diz às Igrejas do Senhor.

Certas pessoas ficam esperando um dia serem

convocadas a um tribunal qualquer,

para então darem testemunho de sua fidelidade

a Deus, ao Cristo e ao Espírito Santo.

Ora, os tribunais são também os fatos

diários da existência, que nos

convocam a demonstrar se o nosso

comportamento desenrola-se de acordo

com a Lei Divina, ou não.

189

190

Jesus é o Pão Vivo

que desceu do Céu (II/Final)

Sintonia com o Cristo

Meus Amigos e meus Irmãos, entremos no Silêncio

da Alma. Já aprendemos que este silêncio independe de

confusão e barulho. Independe de tudo. Depende somente

da nossa integração em Deus, no Cristo e no Espírito Santo.

Somos nós olhando para dentro de nós mesmos (ou de nós

mesmas), ingressando na sintonia do nosso Cristo interno e

com Ele dialogando. É o que cada um vai fazer agora e todos,

coletivamente, formando, assim, uma potente egrégora.

(Todos se concentram num minuto de silêncio)

O leitor deve fazer o mesmo, antes de se integrar nesta e

nas outras matérias.

191

Jesus — O maior economista.

Enriqueçamo-nos, buscando primeiramente o Reino de

Deus e Sua Justiça, de forma que todas as coisas materiais

possam ser acrescentadas às nossas vidas (Evangelho, se-

gundo Lucas, 12:31). Este é um ensinamento máximo do

Cristo Estadista no campo da Economia. Um assunto que

poderemos tratar muitas vezes. Observem que Jesus é o

maior Economista do mundo. Não podemos esquecer que

Ele é Co-Autor (pois o fez com Deus) da construção do

Planeta Terra que, por Sua misericórdia, habitamos (Evan-

gelho, segundo João, 1:1 a 3 e 10).

Vamos dar continuidade à análise das palavras de Jesus,

segundo João, 6:25 a 27:

— 25 Ao encontrarem Jesus do outro lado

do mar, perguntaram-Lhe: Mestre, quando

chegaste aqui?

— 26 Respondeu-lhes o Cristo: — Em

verdade, em verdade vos digo: Vós me

procurais, não porque vistes milagres, mas

porque comestes dos pães e vos fartastes.

— 27 Trabalhai, não pelo alimento que

perece, mas por aquele que fica para a Vida

Eterna, e que o Filho de Deus vos dará;

porque Nele foi que o Pai, que é Deus,

imprimiu o Seu Selo.

Abro parênteses para uma explicação: o Texto Bíblico

geralmente fala em Filho do Homem. Preferimos dizer: o

192

Filho de Deus. O termo Filho do Homem foi usado, no

Velho Testamento, para designar Ezequiel. É só ir ao seu

livro. O profeta é extraordinário. Jesus, porém, é incompa-

rável! Então qualquer citação que possa confundi-Lo com

grandes figuras da História Religiosa, por maiores que sejam,

sempre procuraremos evitar.

Jesus e alimento imperecível

Bem, voltemos à matéria em estudo: comentei que este

trecho do Evangelho do Cristo, segundo João, “Jesus, o Pão

vivo que desceu do Céu”, é tão profundo que poderíamos

analisá-lo por vários programas.

Vamos tratar, no encerramento deste capítulo, somente

do versículo 27, em que aparece a palavra selo, às vezes,

substituída por sinal.

— 27 Trabalhai, não pelo alimento que

perece, mas por aquele que fica para a Vida

Eterna, e que o Filho de Deus vos dará;

porque Nele foi que o Pai, que é Deus,

imprimiu o Seu Selo.

Recorramos então ao Seu Apocalipse, segundo João,

capítulo 7. Vocês verão que todo o Texto Sagrado está

interligado, como explicamos no primeiro livro da coleção

O Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração.

193

Cento e quarenta

e quatro mil selados de Israel

— 1 Depois disto vi quatro Anjos em pé

nos quatro cantos do mundo, conservando

seguros os quatro ventos, para que nenhum

soprasse sobre a terra, nem sobre o mar,

nem contra árvore alguma.

— 2 Vi outro Anjo que subia do nascente

do sol, tendo o sinal do Deus Vivo, e clamou

em alta voz aos quatro Anjos, àqueles aos

quais fora dado fazer dano à terra e ao mar,

— 3 dizendo: Não danifiques nem a terra,

nem o mar, nem as árvores, até que assina-

lemos em suas frontes os servos do nosso

Deus.

— 4 Então ouvi o número dos que foram

selados, que era cento e quarenta e quatro

mil, de todas as tribos dos filhos de Israel:

— 5 da tribo de Judá foram selados doze

mil; da tribo de Rúben, doze mil; da tribo de

Gade, doze mil;

— 6 doze mil da tribo de Áser; da tribo de

Náftali, doze mil; da tribo de Manassés, doze

mil;

— 7 doze mil da tribo de Simeão; doze mil

da tribo de Levi; doze mil da tribo de Issacar;

— 8 doze mil da tribo de Zabulom; doze

mil da tribo de José; doze mil da tribo de

Benjamim.

194

index-197_1.jpg

Cento e quarenta e quatro mil

selados de Israel

Então ouvi o número dos que foram selados, que era

cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos

de Israel (Apocalipse de Jesus, 7:4).

195

Visão dos glorificados

— 9 Depois destas coisas olhei, e eis

grande multidão que ninguém podia enu-

merar, de todas as nações, tribos, povos e

línguas, que estava em pé diante do trono e

diante do Cordeiro de Deus, trajando ves-

tiduras brancas, com palmas nas suas mãos;

— 10 e clamava em grande voz, dizendo:

— Ao nosso Deus, que se assenta no trono,

e ao Divino Cordeiro, pertence a salvação.

— 11 E todos os Anjos estavam de pé em

derredor do trono, e dos anciãos, e dos

quatro seres viventes: e ante o trono se

prostraram sobre os seus rostos e adoraram

a Deus,

— 12 dizendo: — Amém. Bênção e

claridade, e o louvor, e a glória, e a sabedoria,

e ações de graça, e a honra, e o poder, e a

fortaleza sejam ao nosso Deus pelos séculos

dos séculos. Amém.

— 13 Um dos anciãos tomou da palavra,

dizendo: Estes que trajam vestiduras brancas

quem são e de onde vieram?

— 14 Respondi-lhe: Meu Senhor, Tu o

sabes. Ele, então, me disse: São estes os que

vêm da grande tribulação, que lavaram suas

vestiduras e as alvejaram no sangue de

Cristo Jesus,

— 15 razão por que se acham diante do

196

trono de Deus e O servem de dia e de noite

no Seu Templo; e Aquele que se acha

sentado no trono estenderá sobre eles o Seu

tabernáculo, e habitará sobre eles.

— 16 Jamais terão fome, nunca mais terão

sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor

algum,

— 17 pois o Cordeiro de Deus que se

encontra no meio do trono os apascentará e

os guiará para as fontes da água da vida. E

Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.

Vocês, realizando a devida análise, poderão comprovar

as ligações marcantes entre o capítulo 6 do Evangelho se-

gundo João, versículos 25 a 27, e o capítulo 7 da Revelação

de Jesus, também segundo João, o Evangelista-Profeta e Após-

tolo do Apocalipse, a respeito do qual o Cordeiro de Deus

disse a Pedro, quando Lhe perguntou, na narrativa de João,

21: 21 e 22:

— 21 E este, Senhor, que ocorrerá a ele?

Jesus o repreendeu, dizendo:

— 22 Que tens tu com isto, Simão, se Eu

quiser que ele permaneça até a minha volta?

E João aí está por meio do Apocalipse e também da Lei

Universal da Reencarnação.

Há muitos anos, meu querido pai, Bruno, a respeito de

um tema que encontrara num livro, comentou comigo que

os norte-americanos preferiam perder o avião ao piloto. Um

197

avião é feito num instante, e um piloto, para formá-lo, são

necessários muitos esforços. Além disso, trata-se de um Ser

Humano. O mesmo ocorre com os missionários do Cristo:

Jesus cuidadosamente os prepara e os vai mandando pelas

vidas sucessivas, cada vez mais especializados, até que se

cumpra o Planejamento de Deus para aquele ciclo.

Recado moral dos milagres

Vocês viram que Jesus repreendeu as multidões que cor-

riam atrás Dele, a pé (observem a força do carisma do Cristo

de Deus), dizendo-lhes que em verdade O procuravam não

porque haviam visto aqueles sinais que prodigamente rea-

lizava. Ele curava cegos, mudos, leprosos; expulsava demô-

nios; ressuscitava mortos e, apesar de tudo isso, muitos O

procuravam, não por causa do recado moral dos milagres,

que demonstravam a todos o Poder de Deus, o Selo de Deus

no Cristo, mas porque os seus estômagos tinham ficado satis-

feitos na multiplicação de pães e peixes. E repreendia-os:

— 27 Trabalhai, não pelo alimento que

perece, mas por aquele que fica para a Vida

Eterna, e que o Filho de Deus vos dará;

porque Nele foi que o Pai, que é Deus,

imprimiu o Seu Selo (Evangelho de Jesus,

segundo João, 6: 27).

Quer dizer: o Selo Divino, não o da besta. Jesus teve

impresso no Seu Espírito o Selo do Pai Celestial, o Criador

198

do Universo; portanto Ele é o Pão que desceu do Céu. Tem

em si todos os Poderes de Deus, a ponto de afirmar: “Eu e o

Pai somos Um” (Evangelho, segundo João, 10: 30).

Os perseverantes serão selados pelo Cristo

O sofrimento de Jesus é que muitos dos que corriam atrás

Dele (homens e mulheres) o faziam por uma coisa mes-

quinha; enquanto o Cristo, por ter sido selado por Deus, lhes

oferecia o Conhecimento Divino para que nunca mais tives-

sem fome, nem sede, nem doença, como vemos no versículo

16 desse capítulo 7 do Apocalipse (nós estamos comparando

o capítulo 6 do Evangelho do Cristo com o 7 do Seu Apoca-

lipse, ambos segundo João). Nesse relato dos cento e qua-

renta e quatro mil selados de Israel, em “A visão dos glorifi-

cados”, Jesus toma do Selo que Deus Lhe deu e vai destacar

os que perseverarem até o fim, que são o número-qualidade

de cento e quarenta e quatro mil. E esses que resistiram

como Ele determina na Igreja em Esmirna — persistindo

sobre todo o sofrimento para serem dignos da coroa da

vida, que não se deixaram tomar pela preocupação excessiva

com as coisas do mundo — mereceram a assinalação maior

que é a do Cristo e puderam dominar também as coisas

pequenas (pois quem pode o mais, pode o menos), rece-

bendo o Selo de Deus. Para os pertinazes, os versículos 16 e

17 do capítulo 7 do Apocalipse dizem que foram assinalados

pelo Cristo com o Selo que Ele recebeu do Pai Celestial; por

isso, essa confortadora promessa, digna de registro:

199

... jamais terão fome, nunca mais terão

sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor

algum, pois o Cordeiro de Deus, que se

encontra no meio do trono, os apascentará

e os guiará para as fontes da água da vida.

E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.

A selagem está aqui. Prossigamos no capítulo 7, voltando

aos versículos iniciais, ao número 2, em particular. Neste

ponto, Jesus está selando (é Ele quem sela por intermédio

dos Anjos), porque recebeu o Selo de Deus. Ele e o Pai são

Um. É vital nunca esquecermos disto.

— 2 Vi outro Anjo que subia do nascente

do sol, tendo o sinal do Deus Vivo.

E vejam que força esse Anjo tem:

e clamou em alta voz aos quatro Anjos,

àqueles aos quais fora dado fazer dano à

terra e ao mar,

— 3 dizendo: Não danifiques nem a terra,

nem o mar, nem as árvores (por quê?), até

que assinalemos em suas frontes os servos

do nosso Deus.

Aqueles que não debocham do ensinamento do Cristo,

portanto, não desmaiarão quando Ele vier sobre as nuvens;

não se lamentarão (como está descrito no versículo 7 do

capítulo 1 do Seu Apocalipse). Por quê? Porque eles escuta-

200

ram a palavra de Jesus na Carta à Igreja em Esmirna, no

capítulo 2:10 e 11:

— 10 Não temas as coisas que tens de

sofrer. Eis que o diabo está para lançar em

prisão alguns dentre vós, para serdes postos

à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê

fiel até à morte, e Eu te darei a coroa da vida.

Eu te darei a mim mesmo, diz o Cristo (Apocalipse,

segundo João, 2: 28 e 22: 16), que é o Pão que desceu do

Céu (Evangelho, segundo João, 6: 35 e 51).

E, em seguida, no versículo 11, o alerta para que não

temamos as provas, que sejamos fiéis até à morte, a ponto

de merecermos Dele (Jesus) a coroa da vida.

— 11 Quem tem ouvidos de ouvir ouça o

que o Espírito diz às igrejas do Senhor. O

vencedor (aquele que perseverar até o fim e

merecer alimentar-se com o Pão que desceu

do Céu, que é o Cristo), de nenhum modo

sofrerá o dano da segunda morte (a morte

espiritual, a morte moral).

Multidão inumerável alcançará a salvação

Versículo 4 do capítulo 7 do Apocalipse do Cristo:

— 4 Então ouvi o número dos que foram

201

selados, que era cento e quarenta e quatro

mil, de todas as tribos dos filhos de Israel

(...).

Já explicamos que, neste caso, Israel não significa somente

os Irmãos judeus, mas toda a Humanidade.

Cada uma dessas tribos representa aqui vários povos da

Terra, até porque, historicamente falando, muitos judeus se

misturaram com elementos de outras raças, de outras crenças,

de outras ideologias, forçados ou voluntariamente.

Depois vem a citação, no versículo 14 do mesmo capítulo

7, daqueles que vieram da grande tribulação, que lavaram

suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cristo. No ver-

sículo 15, a razão por que se acham diante do Trono de

Deus, e O servem de dia e de noite no Seu Templo.

Vejam que em “A visão dos glorificados” há uma “multidão

que ninguém pode enumerar” (são os versículos 9 e 10 do

capítulo 7 do Apocalipse de Jesus): uma quantidade tamanha

formada

— (...) de todas as nações, tribos, povos

e línguas, que estava em pé diante do trono

e diante do Cordeiro de Deus, trajando

vestiduras brancas, com palmas nas suas

mãos; e clamava em grande voz, dizendo:

Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e

ao Divino Cordeiro, pertence a salvação.

Quer dizer, uma multidão ecumênica de todas as nações,

de todas as tribos, de todos os povos, de todas as línguas.

202

Como também está no Evangelho de Jesus, segundo João,

10: 16:

— 16 Ainda tenho outras ovelhas, não

deste aprisco; a mim me convém conduzi-

las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá

um só Rebanho e um só Pastor.

Templo da Boa Vontade no Apocalipse

Que templo é esse citado no versículo 15? Tudo indica,

pelo seu papel altamente solidário, que se trata do Templo

do Ecumenismo Irrestrito, que a Legião da Boa Vontade

levantou em Brasília. A respeito dele, disse o Irmão Zarur,

ao explicar a decifração, feita por Daniel, do sonho de Na-

bucodonosor: “Quando Jesus voltar encontrará erguido o

Templo da Boa Vontade”, o TBV. Estruturado pela Boa Von-

tade dos Homens, iluminada pela Boa Vontade de Deus. A

LBV tem posição singular perante o mundo. É a grande

propugnadora do Ecumenismo Irrestrito, porquanto não des-

preza o Mundo Espiritual; por isso, preconiza a urgente

necessidade de um intercâmbio consciente com as Dimensões

onde habitam os Espíritos, que são, hoje, o que seremos

amanhã. A Vida na Pátria da Verdade não é uma abstração,

mas realidade avassaladora, como o tempo provará, e uma

incomensurável mensagem de Esperança, posto que à dor,

companheira contumaz da existência humana, sobrevirá a

luz da Eternidade, de acordo com o que houvermos semeado

na Terra. A colheita, lá, depende da nossa semeadura aqui.

203

Nada mais justo. Portanto, usemos bem a seara que Deus

nos oferece.

Bom, vou parar hoje por aqui. Tudo isso é porque estamos

analisando o capítulo 6 do Evangelho, segundo João, que

tem esse título extraordinário: “Jesus é o Pão Vivo que desceu

do Céu”.

Políticos e Sabedoria de Deus *2

Mas é preciso que persistamos, porque o próprio Cristo

diz que na nossa fidelidade encontraremos a nossa libertação.

— Na vossa perseverança, salvareis as

vossas almas (Evangelho, segundo Lucas,

21: 19).

Um político que, no Terceiro Milênio, desconhecer essas

coisas, “não vai poder dirigir mais nada. O poder se tornará

fluídico nas mãos dos homens e lhe sairá por entre os dedos”,

anunciava Alziro Zarur, há mais de meio-século.

Nenhum político, religioso, militar, economista, ninguém

tem poder, somente instantes de poder, dos quais prestarão

contas. Só quem tem poder é Deus! O poder só serve,

enquanto serve ao povo e não aos interesses inconfessáveis

de quem quer que seja. A elite de um país é o seu povo;

*2 Políticos e Sabedoria de Deus — Sobre o tema, leia também do mesmo autor: Tratado Universal sobre a Dor, A Bíblia para o Povo, Voltamos! — A Revolução Mundial dos Espíritos, O Brasil e o Apocalipse (vol. 3) e Reflexões e Pensamentos.

204

conseqüentemente, sua grande riqueza e o seu potencial

humano e espiritual. No Terceiro Milênio, a solução para os

problemas de um país também sairá realmente do seu povo,

não unicamente de governos transitórios e nem sempre iden-

tificados com as necessidades de sua gente. Por isso, a grande

importância da proposição da LBV Mundial é Educação e

Cultura, com Espiritualidade, para que haja Saúde e Trabalho

com fartura, no tempo devido. Dirijam suas reflexões, a médio

prazo, para o significado do Novo Céu e da Nova Terra,

com o Rio da Existência Eterna, a Árvore da Vida com seus

doze frutos e suas folhas para a cura das nações. Nada mais

político, econômico e social que isto. Eis a razão de pregar-

mos a Política de Deus.

Compêndios de Sabedoria

A Política de Deus traz a cultura do Saber Espiritual, pois

o Apocalipse e o Evangelho são compêndios de erudição

para aqueles que têm olhos de ver e ouvidos de ouvir e

desejarem realmente realizar o bem para as suas nações,

neste encerramento de milênio, de século e de ciclo apoca-

líptico, contudo, início de uma era em que a Verdade e o

Amor de Deus comandarão, como dizemos na melodia

“Jesus!*3”, finalmente, os destinos de homens, povos e nações.

Jesus é o Pão que desceu do Céu!

205

O sofrimento de Jesus é que muitos dos que

corriam atrás Dele (homens e mulheres) o faziam

por uma causa mesquinha; enquanto o Cristo,

por ter sido selado por Deus, lhes oferecia o

Conhecimento Divino para que nunca mais