60 Fábulas por Esopo - Versão HTML

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FÁBULAS

DE

ESOPO

AS SESSENTA MAIS FAMOSAS FÁBULAS DE ESOPO

Pág.

Nota introdutória ........................................

4

FÁBULAS

Pág.

1

A raposa e o corvo .....................

8

2

O lobo e o cordeiro .......................

9

3

O milhafre e os pombos ...............

10

4

O leão, o urso e a raposa ..............

11

5

O cão e a sombra ..........................

12

6

O lobo e a cegonha .......................

13

7

O javali e o burro .........................

14

8

O corvo e o mexilhão ......................

15

9

O rato do campo e o rato da cidade 16

10

O leão e o rato ................................

17

11

Os galos brigões e a águia .............

18

12

A raposa e o crocodilo ...................

19

13

A porca e o lobo .............................

20

14

O cão e a ovelha .............................

21

15

A raposa e a cegonha ....................

22

16

As rãs que queriam ter um rei ...... 23

17

O boi e a rã .................................... 24

18

O veado olhando para a água .........

25

19

Os lobos e as ovelhas .......................

26

20

A raposa e o leão doente .................

27

21

O veado e o cavalo ...........................

28

22

O cavalo e o burro carregado .........

29

23

O lavrador e a cegonha ...................

30

24

A águia e o corvo ............................

31

25

O cão na manjedoura ......................

32

26

O velho leão ......................................

33

2

27

A raposa e a cabra ...........................

34

28

O atum e o golfinho .........................

35

29

A raposa e as silvas ..........................

36

30

O leão apaixonado ...........................

37

31

A leoa e a raposa ..............................

38

32

O veado e a cria ................................

39

33

A raposa e as uvas ............................

40

34

A viagem do cão e do galo ...............

41

35

A videira e a cabra ...........................

42

36

O burro, o leão e o galo ...................

43

37

A serpente e o caranguejo ...............

44

38

O corvo e o cisne ..............................

45

39

A raposa e o caranguejo ..................

46

40

O pavão e a pega ..............................

47

41

O leão, o burro e a raposa ...............

48

42

O cabrito e lobo ................................

49

43

Os gansos e os grous ........................

50

44

O touro e a cabra .............................

51

45

A ama e o lobo ..................................

52

46

A tartaruga e a águia .......................

53

47

O cão mau .........................................

54

48

O pavão e o grou ..............................

55

49

A raposa e o tigre .............................

56

50

O leão e os quatro touros ................

57

51

O corvo e o cântaro ............................

58

52

O leopardo e a raposa ........................

59

53

O falcão e o lavrador ..........................

60

54

O casamento fatal ...............................

61

55

O falcão e o rouxinol ......................... 62

56

O gato e a raposa .............................. 63

57

O lobo, o cordeiro e a cabra .............. 64

58

O galo e a raposa ................................ 65

3

59

A raposa dentro do poço .................... 66

60

O lobo e o leão ......................................

67

NOTA INTRODUTÓRIA

Pensa-se que o presumível autor destas fábulas,

Esopo, viveu entre 620 a.C. e 560 a.C., mas não há a

certeza quanto ao local onde nasceu. Não se sabe se veio

da Trácia, da Frigia, da Etiópia, de Samos, Atenas ou

Sárdis, mas dizem antigos autores que ele era escravo de

um cidadão chamado Idamon, em Samos, na atual

Grécia.

Segundo Heródoto, que escreveu cerca de duzentos

anos mais tarde, Esopo teve morte violenta, tendo sido

lançado num precipício pelo povo de Delfos. Desconhece-

se, contudo, a ofensa que teria praticado. Um autor diz

que foi o sarcasmo mordaz das fábulas; outro conta que

ele se apropriou de dinheiros que o rei Creso, da Lídia,

lhe confiara; diz ainda outra versão que Esopo roubou

uma taça de prata.

Esopo foi, indubitavelmente, libertado pelo seu

senhor, Idamon, porque veio a viver na corte do rei

Creso, onde conheceu o grande estadista e sábio

ateniense Sólon. Pisístrato, governador de Atenas, era

parente de Sólon, e Esopo visitou a sua corte, na qual

conseguiu convencer os cidadãos a permitirem que o seu

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governador conservasse o trono. Fê-lo contando-lhe a

fábula “As rãs que queriam ter um rei” (fãbula 16), e tão

grande era a eloqüência de Esopo que Pisístrato

conseguiu manter-se como ditador.

Alguns escritores negam a existência de Esopo, e a

verdade é que possuímos poucos pormenores da sua vida

e do seu trabalho. Até o seu aspecto físico é discutível.

Segundo um monge de Constantinopla, Máximo

Planudes, que escreveu no século XIV, Esopo era um

anão feio e disforme , e é assim que a famosa estátua de

mármore de Villa Albani, em Roma, o representa. Mas

Plutarco, escrevendo cerca de mil e trezentos anos antes,

não nos diz nada acerca do seu aspecto físico. Consta

que os Atenienses erigiram uma magnífica estátua em

honra de Esopo.

Atualmente considera-se que, embora Esopo

tivesse existido, ele não foi o autor das famosas fábulas

que lhe são atribuídas. Eram-lhe familiares, mas não

escreveu nenhuma, limitando-se a contar as histórias aos

outros. Na Grécia, as fábulas eram populares, como em

todo o mundo do antigo. Foram-no, certamente,

centenas de anos antes do tempo de Esopo.

De fato, veio a provar-se que muitas das fábulas

são muito antigas. “O leão e o rato” (fábula 10), por

exemplo, foi encontrada num antigo papiro egípcio com

milhares de anos e a fábula “O rato do campo e o rato

da cidade” (fábula 9) encontra-se nas Sátiras de

Horácio.

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Certos estudiosos crêem que todas as fábulas são

de origem indiana, árabe ou persa e que Esopo se

limitava a espalhar as fábulas que ouvira contar ou que

conhecia há muito tempo. Nenhuma das fábulas foi

descoberta em grego original e só passadas algumas

centenas de anos foram compiladas. Demétrio de

Falerno publicou um conjunto de fábulas nos finais do

século IV a.C., que veio a perder-se.

Se houvéssemos de atribuir a autoria das fábulas a

alguém, seria talvez a Bábrio, que viveu durante o século

III d.C., na Síria, que então fazia parte do Império

Romano. Bábrio escreveu em grego, mas a sua obra só

foi conhecida através de citações de outros escritores até