A Caverna dos Magos por Varios - Versão HTML

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A CAVERNA

DOS MAGOS

Fascinantes Histórias sobre

Magia e Magos

Organização

PETER HAINING

Tradução

Roberto Argus

BERTRAND BRASIL

Copyright © 2001 by Seventh Zenith Ltd.

Título original: The Wizards' Den

Capa: Silvana Mattievich

2003

Impresso no Brasil

Printed in Brazil

CIP-Brasil. Catalogação-na-fonte

Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ

C374c A caverna dos magos: fascinantes histórias sobre magia e

magos/organização Peter Haining; tradução Roberto Argus. — Rio

de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003

256p.

Tradução de: The wizards' den

ISBN 85-286-1036-5

1. Magia — Ficção. 2. Magos — Ficção. 3. Mágicos — Ficção.

4. Antologias (Literatura fantástica). I. Haining, Peter, 1940-.

II. Argus, Roberto.

CDD-808.8015 03-1550

CDU-82-312.9

Todos os direitos reservados pela:

EDITORA BERTRAND BRASIL LTDA.

Rua Argentina, 171 — 1º. andar — São Cristóvão

20921-380-Rio de Janeiro- RJ

Tel: (0xx21) 2585-2070 - Fax: (0xx21) 2585-2087

Não é permitida a reprodução total ou parcial desta obra, por quaisquer

meios, sem a prévia autorização por escrito da Editora.

Atendemos pelo Reembolso Postal.

Este livro é dedicado a

JAMES, CHARLIE e BEN,

três pequenos magos

A magia exerce uma atração universal.

J. K. ROWLING, autora da série Harry Potter

Reader's Digest (dezembro de 2001)

Lá em alguma caverna sombria onde os magos

preparam seus encantamentos.

ANN RADCLIFFE

Os mistérios de Udolpho (1794)

SUMÁRIO

O Mundo da Magia, por Peter Haining

O Professor de Lara e o Encantamento de Dois Centavos, de E. Nesbit

Escola para o Extraordinário, de Manly Wade Wellman

O Diretor Demônio, de Gillian Cross

Bandos de Fantasmas, de Humphrey Carpenter

Grimnir e a Alteradora de Formas, de Alan Garner

O Misterioso Oliver, de Russell Hoban

Os Guardiães do Descobridor, de Joan Aiken

Os Endiabrados, de William Harvej

A Magia de Voar, de Jacqueline Wilson

O Enigma Chinês, de John Wyndham

O Desejo, de Roald Dahl

O Menino Invisível, de Ray Bradbury

Meu Nome é Dolly, de William E Nolan

Algo para Ler, de Philip Pullman

O Centésimo Sonho de Carol Oneir, de Diana Wynne Jones

Agradecimentos

O MUNDO DA MAGIA

Se um dia você for à pequena aldeia de Cader Idris, em Corris, no vale das grandes montanhas

Welsh, encontrará a entrada de algumas cavernas enormes, conhecidas como Labirinto do Rei

Arthur. Em seu interior, está sentado um menino mago chamado Myrddin, popularmente conhecido

como Merlin, que uma vez profetizou a chegada do guerreiro rei Arthur e previu a batalha entre um

dragão branco e um dragão vermelho pelo futuro da nação galesa. O menino, de aparência

inteligente e cabelo louro, em sua túnica de tecido de saco, não é real, claro, e sim um modelo

aparentemente vivo de um dos muitos magos que, durante gerações, praticaram a sua antiga arte da

magia.

Porque, acredite, os magos são reais e não apenas personagens imaginários das mentes de

contadores de histórias como T. H. White, J. R. R. Tolkien e, mais recentemente, J. K. Rowling.

Fato é que os magos têm estado por aí há séculos. Na Bíblia, no Capítulo 19 de Isaías, eles são

chamados de "feiticeiros", e você pode encontrá-los também nos poemas de John Milton, que

mencionam "magos com estrelas reluzentes... exalando doces odores", e na peça de Shakespeare A

tempestade, apresentando o mago Próspero. Na maioria das vezes, são descritos como homens mais

velhos: altos, com barba, cabelo ondulado, vestindo longos mantos decorados com símbolos

místicos e segurando bastões mágicos. Também existem as mulheres feiticeiras, conhecidas como

magas, e uma, muito famosa, é mencionada por Percy Shelley em seu livro de fantasia A bruxa de

Atlas com as seguintes palavras: "Todos os dias aquela senhora maga sentava-se reservadamente,

decifrando rolos de Venerável antigüidade." Não obstante, cada uma daquelas pessoas começou o

aprendizado da magia quando ainda jovem, e não poucas, subseqüentemente, se tornaram o foco de

mitos e de lendas, bem como de inspiração para contos. No passado, sempre se falava a respeito

desses fazedores de magias em sussurros, numa mistura de temor e respeito; hoje, eles talvez sejam

mais conhecidos como "magos".

Então, o que é um mago? Segundo os dicionários, são pessoas conhecedoras das artes

ocultas e que praticam a magia e a feitiçaria. Também são sábios, podem ver o futuro e hipnotizar

pessoas comuns. Foram instruídos na magia e nos encantamentos e usam uma linguagem

característica, muito diferente das expressões comuns freqüentemente associadas à magia, como

Abracadabra! e Abre-te, Sésamo! Os magos vivem em um mundo em que praticamente tudo é

possível: conseguem alterar a própria aparência — uma habilidade conhecida como "mutação de

forma"—, transfigurar todos os tipos de objetos inanimados e até se tornar invisíveis. Podem ver

fantasmas, evocar poderes sobrenaturais e criar enorme felicidade ou pôr em prática uma terrível

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vingança. Mas os magos não são maus. Apesar de alguns deles terem cedido às tentações e feito

mau uso desses poderes, não os usam necessariamente para infligir danos. Embora possam fazê-lo,

ao lutar contra pessoas más e criaturas mortais ou quando envolvidos em batalhas contra as forças

das trevas.

Um dos primeiros livros de contos sobre magos foi O mago desmascarado, escrito em 1652.

Ninguém sabe quem foi o seu autor, mas, acredita-se, pode muito bem ter sido um mago,

considerando o conjunto de informações que o livro contém acerca da arte secreta. Ele até apresenta

a lista de alguns magos sobre os quais se comentava que faziam magia em Londres naquela época.

Havia o "homem astuto" em Bankside, um "mago peludo" em Pepper Alley e o "doutor Forman",

com as suas "bochechas de gaita-de-foles" em Lambeth. Ainda mais intrigante eram a mãe

Broughton, em Chick Lane, e o jovem mestre Oliver, que vivia em Turnbull Street. Ele,

obviamente, foi um bom discípulo e aprendeu a arte da magia com mais rapidez do que a maioria.

Embora pouco se saiba sobre Gliver além de seu nome, ele fez parte de uma tradição antiga e foi

precursor de alguns jovens magos mencionados neste livro.

.

Um mago Tradicional evocando alguns espíritos interessantes em seu círculo mágico

Infelizmente, embora o livro O mago desmascarado contenha a figura de um mago em

atividade em seu círculo mágico, não apresenta um retrato do extraordinário mestre Oliver.

Entretanto, muito mais coisas são conhecidas sobre o menino mago Merlin, que cresceu

para ser, provavelmente, o fazedor de magias mais famoso da história. Os fatos sobre a vida de

Merlin são, é verdade, envoltos em mistério, mas acredita-se que ele tenha vivido no final do século

VI. Comenta-se que foi um "menino sem pai", que cresceu em Carmarthen, estudando magia com

um sábio famoso, Blaise de Brittany. Foi em Gales que Merlin começou a ganhar a reputação de

profeta, quando vaticinou a chegada do rei Arthur. Ele também ofereceu orientação ao rei galés

Gwrtheyrn, quando o monarca tentava construir um castelo em Dinas Emrys. Merlin disse que

aquilo jamais se concretizaria devido a dois dragões, um branco e outro vermelho, que dormiam em

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um lago subterrâneo nas proximidades. Quando Gwrtheyrn ordenou que o lago fosse drenado, os

dois dragões despertaram e começaram a lutar, até que o vermelho finalmente triunfou. Embora

Gwrtheyrn ainda não fosse capaz de construir sua fortaleza, diz-se que aqueles acontecimentos

foram o motivo pelo qual o dragão vermelho tornou-se o emblema nacional do País de Gales.

Atualmente, Bryn Myrddin, a "Colina de Merlin", em Carmarthen comemora os dias da

juventude do mago e há rumores de que aquele é o lugar em que ele ainda dorme, aprisionado,

conta-se, por ter revelado alguns de seus segredos de magia. Segundo uma lenda local, os "lamentos

fantasmagóricos" de Merlin podem ser ouvidos em noites escuras, tempestuosas, vindos das

profundezas da colina.

Merlin também é associado à Cornualha, onde se estabeleceu anos após vaguear pelo país,

tendo como único companheiro um porco selvagem. Ali, no castelo Tintagel, diz-se que o Merlin e

seu discípulo, o jovem rei Arthur, encontram-se com a Senhora do Lago menino Arthur nasceu,

destinado a ser um dos maiores reis ingleses, e Merlin usou a sua magia para se tornar um membro

inestimável da corte e aliado dos famosos Cavaleiros da Távola Redonda. De acordo com outra

lenda, o mago empregou seus poderes para transportar, desde seu lar original, na Irlanda, suas

rochas gigantescas, que agora formam Stonehenge. Elas foram reunidas, voaram sobre o mar da

Irlanda até a planície de Salisbury e, depois, foram ali organizadas segundo os planos de Merlin. As

lembranças do grande mago são mantidas vivas em Tintagel por uma caverna sob o castelo no topo

do despenhadeiro, conhecida como a "Caverna de Merlin", e também nas páginas do clássico

romance de fantasiai espada na pedra, de T.H. White, que reconta a história da infância de Arthur e

o papel do mago como seu tutor.

Merlin e seu discípulo, o jovem rei Arthur, encontram-se

com a Senhora do Lago

No norte da Inglaterra, em Alderley Edge, num íngreme despenhadeiro de arenito que se

ergue da planície de Cheshire, pode-se encontrar um poço dos desejos que também é associado a

Merlin. No poço, formado por uma fonte natural, há a seguinte inscrição:

Beba desta até se saciar,

Porque a vontade do mago Jaz a água jorrar.

Acredita-se que Merlin realizou uma de suas maiores proezas de magia naquele local,

abrindo maciços portões ocultos na face da rocha para revelar uma imensa caverna. Lá dentro, o rei

Arthur e seus cavaleiros estavam adormecidos, esperando o chamado, quando os ingleses mais uma

vez necessitassem de sua coragem e bravura. Essa lenda foi utilizada no famoso romance A pedra

encantada de Brisingamen, de Alan Garner, que contribuiu para este livro.

A Escócia também tem as suas histórias de magos. Em Selkirk, encontra-se a torre de

Oakwood, o lar de Michael Scot, que, assim dizem, compilou um volume de feitiços e

encantamentos conhecido como Livro de poder. Scot viveu nos primeiros anos do século XIII e

aprendeu os segredos da magia em Paris.

Segundo a lenda, ele foi um astrólogo e vidente brilhante, com tamanho controle de magia,

que uma vez voou para a França montado em um cavalo demoníaco. Acredita-se que o Livro de

poder tenha sido sepultado com ele na abadia de Melrose. Mais próximo a nossa época, no século

XVIII, outro escocês, Alexander Skene, foi para a Itália quando ainda era adolescente a fim de

aprender tudo sobre como se tornar um mago.

Quando retornou a Aberdeen e viveu no local agora chamado de Skene House, seus poderes

mágicos eram de tal ordem, que ele se tornou conhecido em toda a redondeza como "o mago

proprietário de terras". Conta-se que ele jamais produziu uma sombra, nem mesmo sob a mais

intensa luz do sol, e viajava a todos os lugares com quatro pássaros — um corvo, um falcão, uma

pega e uma gralha — aos quais ele chamava de "meus duendes". Era hábil na elaboração de poções

mágicas com ervas colhidas nos vales locais, empregando-as contra inúmeros fazedores de mal. Na

comarca de Aberdeen, ainda hoje se repetem histórias sensacionais sobre o "mago proprietário de

terras".

Outra narrativa popular escocesa famosa, "O aprendiz de feiticeiro", coletada por J. F.

Campbell e publicada em seu livro Contos populares das montanhas da Escócia, em 1860, conta a

história do filho de um jovem fazendeiro que foi treinado nos caminhos da magia por um feiticeiro,

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Uma aula de magia na Escola de Magia

do Grande Mago

Fiachaire Gobha. O rapaz aprendeu a lançar encantamentos e também se tornou especialista em

metamorfose", transformando-se em cachorro, touro, cavalo e até mesmo em um par de foles

durante um estranho incidente. O que torna essa história particularmente interessante é a referência

à Escola de Magia do Grande Mago que o velho freqüentou e para onde enviou seu jovem

discípulo. Na história, há pouquíssima informação autêntica a respeito da escola, embora haja uma

sugestão de que ela estivesse localizada na Itália e que talvez tenha sido o mesmo estabelecimento

freqüentado por Alexander Skene. É mais provável que estivesse situada na Escócia, possivelmente

em um canto remoto das montanhas ocidentais. De qualquer maneira, pode ser considerada a

precursora da Escola Hogwarts de Feitiçaria e Magia, de Harry Potter, que também está localizada

em um remoto castelo escocês.

Evidências a respeito de magos também podem ser encontradas em outros locais. Algumas

vezes, eles parecem ter aterrorizado tanto as pessoas, que alguns tiveram o mesmo destino de

Thomas Sche que, em 1596, foi queimado na estaca. Há referência a uma acusação, em 1751, sobre

"uma grande multidão em Tring (Hertfordshire) que declarou vingança contra Osborne e sua

esposa, acusando-os de mago e feiticeira", e, um século mais tarde, o autor, William Hone, em seu

Every-day Book relata que, em julho de 1825, "um homem foi afogado, sob a acusação de ser mago

em Wickham Skeith (Suffolk)". Outros escritores falam mais favoravelmente a respeito das

atividades dos magos, incluindo Henry Mayhew em sua obra London Labour and the London Poor

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(1851-62), citando um homem: "Considero-me um mago, o que significa conjurador, astrólogo e

leitor da sorte". Três famosos magos do século XIX também são mencionados em obras de ficção:

Sir Walter Scott descreve "lorde Gifford, em sua estranha vestimenta de mago", em Marmion

(1808); Gerald Dow, o mago nascido na Holanda, é mencionado por Nathaniel Hawthorne,

praticando sua arte nos Estados Unidos em Tangkwood Tales (1853) e Rudyard Kipling refere-se,

em Life's Handicap (1891), a "Juseen Daze, o mago que tem a cabeça do macaco falante".

Magos de todas as épocas também continuaram a aparecer na ficção moderna. Em 1900, a

pequena Dorothy pôs-se a caminho para encontrar 0 mágico de Oz, na história de L. Frank Baum.

Ela foi seguida, em 1938, pela obra de T. H. White, A espada na pedra, apresentando o menino

Wart, a quem Merlin ensinou a estória do filho de um jovem fazendeiro que foi treinado nos

caminhos da magia por um feiticeiro, Fiachaire Gobha. O rapaz aprendeu a lançar encantamentos e

O mago moderno, professor de Lara e uma jovem cliente em potencial

também se tornou especialista em "metamorfose", transformando-se em cachorro, ouro, cavalo e até

mesmo em um par de foles durante um estranho incidente. O que torna essa história particularmente

interessante é a referência à Escola de Magia do Grande Mago que o velho freqüentou e para onde

enviou seu jovem discípulo. Na história, há pouquíssima informação autêntica a respeito da escola,

embora haja uma sugestão de que ela estivesse localizada na Itália e que talvez tenha sido o mesmo

estabelecimento freqüentado por Alexander Skene. É mais provável que estivesse situada na

Escócia, possivelmente em um canto remoto das montanhas ocidentais. De qualquer maneira, pode

ser considerada a precursora da Escola Hogwarts de Feitiçaria e Magia, de Harry Potter, que

também está localizada em um remoto castelo escocês.

Evidências a respeito de magos também podem ser encontradas em outros locais. Algumas

vezes, eles parecem ter aterrorizado tanto as pessoas, que alguns tiveram o mesmo destino de

Thomas Sche que, em 1596, foi queimado na estaca. Há referência a uma acusação, em 1751, sobre

"uma grande multidão em Tring (Hertfordshire) que declarou vingança contra Osborne e sua

esposa, acusando-os de mago e feiticeira", e, um século mais tarde, o autor, William Hone, em seu

Every-day Book relata que, em julho de 1825, "um homem foi afogado, sob a acusação de ser mago

em Wickham Skeith (Suffolk)". Outros escritores falam mais favoravelmente a respeito das

atividades dos magos, incluindo Henry Mayhew em sua obra London Labour and the London Poor

(1851-62), citando um homem: "Considero-me um mago, o que significa conjurador, astrólogo e

leitor da sorte". Três famosos magos do século XIX também são mencionados nos caminhos da

magia e que se metamorfoseou em diversos animais para aprender seus caminhos. Wart foi descrito

como um ancestral espiritual de Harry Potter, uma opinião com a qual qualquer um que leia o livro

provavelmente concordará. Merlin reapareceu em ThatHideous Strength por C. S. Lewis (194S).

Em 1968, J. R. Tolkien apresentou outro personagem maravilhoso, o mago Gandalf, em 0

senhor dos anéis. Em suas pegadas, chegou, por J. K. Rowling, o jovem e versátil Harry Potter,

aprendiz de mago na Hogwarts School, continuando a tradição de magia de fato e ficção que se

comprovou tão fascinante aos leitores de todas as idades.

Espero, sinceramente, que as histórias que escolhi para este livro, acerca dessa tradição há

muito existente — começando com "Professor de Lara e o encantamento de dois centavos", de E.

Nesbit, a escritora da qual J. K. Rowling admitiu ter recebido enorme influência —, transportem

você, leitor, ao mundo da magia onde qualquer coisa, e quero dizer qualquer coisa mesmo, é

possível. E, assim espero, se a magia não for excessivamente poderosa, que lhe permitam retornar

em segurança...

PETER HAINING

Dolgellau, País de Gales

Abril de 2001

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