A Comunidade Dos Poetas por Eliaxe Mondarck - Versão HTML

ATENÇÃO: Esta é apenas uma visualização em HTML e alguns elementos como links e números de página podem estar incorretos.
Faça o download do livro em PDF, ePub, Kindle para obter uma versão completa.
index-1_1.jpg

A Comunidade dos

Poetas

Por

Eliaxe Mondarck

Primeiro Capitulo

¥

“Eliaquim”

“A comunidade dos Poetas”

_Era aqui neste barracão abandonado, como

pode ver a estrutura é baixa, escura e úmida,

se procurar pelos cantos ainda encontrara

vestígios desta sociedade que posso qualificar

como secreta... Como disse que era seu nome

mesmo?

_Melissa...

_Não ligue, minha mente ás vezes voa, eu nem

sei que dia é hoje para ser sincero...

_Dia 28 de maio.

_Estava falando da semana, os números eu

ignoro.

_Terça feira...

_Então...

_Mas como veio ao encontro?

_Por que você me disse que seria no dia

seguinte. Veja, era ali, colocamos o palco ali,

era modesto, mas o que precisávamos... Me

lembro que eu estava aprendendo a tocar

violão, deveria ter uns quinze anos para ser

sincero...

_Por que começaram isso?

_Talvez insatisfação, falta do que fazer, sei

lá...

_Qual a última coisa que você se lembra?

_Estava ali falando sobre decadência...

_E como começou?

_Deixa-me ver...

Éramos três garotos enchendo a cara,

procurando satisfação, o que nos parecia

proibido chamávamos de aventura, mas deixo

claro não roubávamos nada de ninguém... Nós

éramos extremamente religiosos, nossas

conversas se baseavam no apocalipse,

temíamos e amávamos temer o fim do mundo,

o juízo final, então conhecemos um rapaz, ele

deveria ter uns vinte e cinco anos no máximo,

era casado... Ele nos convidou a participar de

um grupo formado por jovens, este grupo

discutia coisas sobre a bíblia, era um grupo

dentro da igreja católica, ás vezes íamos a

missa, mas poucos de nós freqüentávamos na

verdade a igreja, preferíamos discutir

livremente a epístolas em nosso grupo, ali

trazíamos artigos sobre demônios e suas

influencias, aos fins de semana fazíamos

churrasco na chácara, tomávamos banho no

rio, enfim era divertido, confesso que aquilo

ali me marcou naquele período, mas logo veio

o fim, algumas pessoas pararam de ir, éramos

garotos e garotas, a maioria de nós estávamos

interessados, em ficar com alguém, e as

meninas costuma a investir todas em um

mesmo cara, mas este cara se casou com uma

de fora, isso desanimou boa parte das

meninas, e consequentemente desanimou boa

parte dos menino, e quando vimos éramos

apenas cinco de um grupo que no começo era

uns trinta, então fomos levado pela

desistência de nosso líder a debandar...

Estávamos na rua de volta, nada para fazer, e

novamente o traficante tinha seus mais

antigos clientes, era o fim aquilo, a vida se

tornava vazia novamente... Por um longo

período me afastei de todos, me tornei o

rapaz de família, trabalhava e estudava a

noite, pensava eu que não queria aquela vida

para min, e foi então que eu amei pela

primeira vez, por minha paixão passei a

escrever poemas, e então em seguida fui

levado a começar aprender violão, neste

período revi alguns velhos amigos, todos me

diziam o quanto eu estava mudado, mas ainda

assim eu não desejava me mostrar diferente,

estudando a noite conheci uma menina, ela

tinha dezessete anos, e eu ainda me

aproximava dos dezesseis, ela era a mais bela

da sala, mas ainda assim era muito simpática,

não havia quem ela ignorasse, mas na maior

parte do tempo ela se mantinha solitária, e eu

levei muito tempo para entender por que,

achava que para ela que era tão bela nunca

deveria haver problemas... Então um dia

inflamado pela paixão me coloquei a escrever

um poema, e quando bateu o sinal para o

recreio, ela passou por minha cadeira e ali

conversamos, e quando ela viu o poema se

surpreendeu, não achava que eu, pessoa tão

rústica escreveria um poema...

_Não consigo imaginar você assim.

_Mas eu era assim, um sotaque caipira, uma

voz tímida e um olhar inseguro.

_E por que mudou?

_A paixão nos muda...

_E por que não o amor?

_O amor nos aceita como somos, mas a paixão

nos quer como ela deseja, enfim... Olhando

para o poema, ela me falou que também

escrevia, e me convido para ir até a casa dela,

eu disse que iria, então ela pegou as coisas

dela e disse, “vamos...” Era hora do recreio, a

única maneira de sair seria pulando a cerca, e

foi o que fizemos, e na casa dela ela me

mostrou seus poemas, o mais modesto

envergonhava os meus, e foi então que eu

pude pela primeira vez ouvir uma fita cassete

inteira de Metal, o rock and roll era tão triste,

tão rebelde, tão forte, tão sensual... E eu me

apaixonei por Type O negative, a voz grave

parecia provir de um deus pagão... E

finalmente eu encontrei novamente sentido na

rebeldia, um motivo melhor para abandonar

tudo que parecia certo, pois para estar com

ela eu faltava as aulas, e por estar com ela,

muitas vezes voltando de madrugada não

conseguia acordar para ir trabalhar, e se fosse

trabalhava de forma desleixada, era ressaca,

dores de cabeça, e muitas vezes ainda estava

torpe...

_E você se lembra do nome dela?

_Era Franci...

_Você a amava?

_Não... Eu já estava apaixonado por outra.

_E por que ficava tanto tempo com ela.

_Ela era tão bela, sensual, tão inteligente, eu

aprendia com ela, ela me falava sobre livros

que pela quantidade de páginas, eu

acreditava que nunca conseguiria ler, com ela

eu sempre ouvia a melhor parte das coisas, e

sem contar que muitas vezes era tão bom

abraçar ela, quando ela estava triste ela

colocava sua musica predileta, e ficávamos

abraçados, ela me falava sobre as coisas

sombrias do mundo, coisas da realidade...

_E vocês tinham um relacionamento intimo?

_Tínhamos, mas não transava-mos, ás vezes

nos beijamos, mas só quando estávamos bem

bêbado, uma vez quase transamos, mas

estávamos bêbados demais, tiramos nossas

roupas e dormimos abraçados, foi hilário,

quando acordamos acreditamos que havia

ocorrido algo, mas acabamos nos lembramos

em risos, de que quando acordamos, isso em

vagos fleches, nos deparávamos com o outro

dormindo, e rimos disso...

_Um homem não falaria tão claramente que

um dia falhou...

_Dane-se os homens e seus preconceitos,

odeio tudo e todos, e algumas coisas só

servem para dificultar nossas vidas já tão

complicadas, e se você é mais uma entre

tantos, lhe digo que infelizmente preciso ir...

_Não... Não pretendia deixar soar assim.

_Eu já não perco tempo com pessoas que tudo

que trazem, são suas vagas idéias, que lhe

corresponde á certeza de como o mundo deve

ser, e isso em todos os sentidos.

_Então continue.

_...Eu tentava manter meu trabalho, mas

estudar estava se tornando difícil... Havia

coisas que agora eu sabia que a escola não

ensinava lá, precisava ler, saber mais,

precisava ignora o estudo básico e me fixar

em algo mais profundo, por incrível que

pareça, no quarto de Franci, um quarto com

cortinas finas de cor púrpura, cuja decoração

se misturava entre varia culturas religiosas

pagãs, nós nos afogávamos em bebidas e

livros, ela me falava sobre a cultura Celta e

sobre suas deusas, ela me falava sobre

filosofia, e logo algumas perguntas que eu

ignorantemente outrora fazia, agora se

encaixavam como um luva, ali naquele quarto

de quatro metros quadrados, cujo o ar estava

perfumado pelos incensos, discutíamos a

realidade e a ilusão, sonhávamos juntos, era

estranho ela sabia tanto e ainda queria

estudar numa escola que se ela abrisse a boca

envergonharia o professor, então ela me falou,

que vivíamos em um mundo onde um pedaço

de papel valia mais que o conhecimento, mas

ela me avisou que eu deveria moderar meu

conhecimento, eu não entendia, mas ela dizia

que queria olhar para meu sorriso por muito

tempo, ás vezes dizia para sempre, e então

ela se perguntava onde acharia alguém que a

pudesse entender como eu entendia, mas eu

não achava que a entendia, então ela fazia

planos, em seu plano eu sempre estava lá,

mas alguém pode ser amigo para sempre? Eu

achava que sim... Mas tudo mudou depois...

_E por que mudou?

_Um dia eu estava triste, havia retornado as

aulas, isso por que dias antes eu havia

tomado coragem e indo falar com aquela que

eu amava, o nome dela era Ângela, me lembro

que naquele dia eu estava inflamado, olhei

para ela vindo ao longe, seus cabelos loiros

brilhavam pelo sol que trazia atrás de sua

cabeça, ela parecia uma divindade, e eu não

resisti, era capaz de pular nela e rouba-la para

min, o coração saia pela boca, e eu perguntei

o nome dela e ela sorriu, então acredito te

falado algo bonito, pois no outro dia ela parou

no escritório e conversávamos quando o filho

de meu patrão chegou e a comprimento, eles

eram velhos amigos, e quando ela saiu ele me

disse o quanto gostava dela, e há muito

esperava por um oportunidade com ela, ele

me odiava agora, nunca nos demos, mas ele

me odiava agora, e foi então que tudo se

perdeu, não demorou muito até mentiras

inflamar a ira de meu patrão, e quando me

defendi irado este me despediu, foram dias

difíceis, esperei nos arredores para ver se ela

passava pelo mesmo lugar, mas por azar ela

havia mudado seu caminho, acho que

mentiras haviam chegado até ela também,

então voltei a vida normal, pouco falava com

Franci, então ela me esperou diante da minha

casa, e quando eu saia ela veio até min, me

perguntando por que eu estava distante, eu

disse que precisava ir para a escola, e esta era

verdade absoluta, o mundo era a realidade,

então para que sonhar... Foi o que eu disse,

ela pegou o meu caderno, e agindo de forma

estranha, parecia irritada o lançou no bueiro,

e depois se recuperando me disse, “Vamos

para casa...” Eu a segui, lá enchemos a cara, e

eu falei que amava alguém, ela pareceu se

entristecer, afinal tinha feito planos, talvez

para nós dois, mas acho que nunca havia

pensado em nós como nós, mas eu como um

seguidor dela. Não nego era tão bom estar nos

braços dela, tínhamos o sexo oposto para

estudar com calma, podíamos nos abraçar, se

alguém pedisse para o outro tirar a roupa,

acredito que tiraríamos...

_E você achava isso normal?

_Tudo que queremos na adolescência e ter e

tocar alguém do sexo oposto, isso pode ser

para conhecimento, curiosidade ou prazer,

depois disso tive relacionamentos assim, por

algumas vezes, tinha grupo de amigos onde

havia varias meninas, e eu tinha determinado

relacionamento com ela, relacionamento sem

compromisso se não ‘o descobrir’.

_E isso é bom?

_Quer descobrir?

_...Acho que... Vamos voltar... E qual foi á

atitude dela depois?

_Ela bebeu mais, e quando deitou a cabeça

pesada em meu peito disse que eu era tão

diferente, enfim ela havia encontrado alguém

para estar com ela, realmente com ela, e que

só quisesse isso, disse como se sentia

importante quando meus olhos esperavam

ansiosos por uma resposta, disse como se

sentia sensual toda vez que se deitava sobre

meu corpo e meu corpo a desejava, de como

se sentia a mulher mais bela do mundo

quando eu a abraçava e dizia como ela era

bela... Eu realmente amava os cabelos ruivos

dela, e ela me falou como se sentia uma deusa

quando eu a buscava por conhecimento, e eu

disse que tudo ali era belo, tanto o

conhecimento quanto ela, e ela me perguntou

então por que não ficar aqui para sempre,

jovens e belos para sempre, o mundo lá fora

não era importante para ela, então ela pediu

que eu a olhasse inteira, e envergonhado o fiz,

e ela me acusou do quanto eu a desejava, e

antes que adormecesse em meus braços falou

o quanto se sentia só... Ela era tão bela, eu

tinha tudo, mas queria estar em outro lugar,

queria que fosse outro alguém que estivesse

ali tão insinuante e desprotegida em meus

braços, então quando acordei ela já estava

desperta, era manhã de sábado, ela estava ao

meu lado, e velava meu sono, e disse, “eu o

quero para min, mas o quero inteiro, se me

beijar, e ficar, eu estarei com você e para

sempre, mas se não for capaz então não

volte...”

_E qual foi a sua resposta?

_Eu não poderia enganar alguém a quem tanto

eu admirava, eu a queria, mas não a amava,

tudo que pude fazer foi vestir minha camisa e

partir.

_Não consegue enganar?

_Eu não conseguia enganar...

_Então é capaz disso agora?

_Se não fosse não estaria vivo aqui.

_E você a abandonou...

_Queria o que, que eu passe um tempo com

ela, e se depois eu encontrasse a que

realmente amava, a abandonasse? Para min a

palavra tinha um valor muito alto naquele

tempo, não era capaz de dizer nada que não

pudesse arcar com as conseqüências...

_E pela palavra...

_Me diz, você prefere a verdade ou a mentira?

_A verdade...

_Mentira, você é como todo mundo, prefere a

mentira, dizendo que ama a verdade, prefere

dormir tranqüila com a mentira, a chorar a

noite inteira com verdade.

_Todos queremos dormir tranqüilo, todos

queremos a paz.

_A paz é a primeira de todas as mentiras...

_Eu tenho esperança...

_E a esperança é o último e o mais vil de todos

os males...

_Pode continuar. E depois o que você fez?

_Estava triste e só, pensava que talvez não

devesse ser tão sincero e nem tão claro, e foi

então que voltei a alguns velhos amigos, a

vida deles também estava um lixo, filhos de

pobres não tem tanta visão ou opções de

futuro, poucos em relação a tudo se salvam de

um a realidade clara e clássica, mas tudo é

apenas uma questão de momento e

oportunidade, eu tive a oportunidade de

conhecer, entender e amar a literatura, as

artes, a musica, enfim... Mas foi tudo

conseqüência de um momento influenciado

pelas circunstancias... Entre estes amigos

voltei a falar dos velhos momentos, dos velhos

assuntos, e foi então que pensei em afastar a

solidão me ligando a algumas pessoas, e neste

período eu estava lendo sobre ocultismo,

tinha uma visão ampla das coisas de

desrespeitavam a religião, então houve uma

oportunidade, fui convidado a estar em uma

festa... ‘Neste barracão...’ Aqui havia sido

uma empresa que consertava maquinários

pesados, pode perceber que ainda hoje se

pode sentir certo cheiro de graxa e olho no

ar... Eu não queria vir, mas quando cheguei

aqui, me deparei com um lugar frio, úmido e

sombrio, perguntei a quem pertencia, e

aquele que havia me convidado disse que o

pai dele era dono do lugar, procurava vender,

mas talvez levasse anos, o nome dele era

Samuel, e eu perguntei a ele se ele sempre

fazia festas ali, e ele me disse que ás vezes

sim, mas na maior parte do tempo estava

abandonado, com exceção do escritório na

frente, onde sempre era limpo, então naquela

noite bebemos muito, e eu mostrei para ele

uma saída para as noites em que não se tem o

que fazer, e ele se empolgou... Dias depois eu

ainda acreditava que era apenas conversa de

bêbados, então me encontrado ele me falou

quando faríamos ser real o plano, e foi então

que passei a selecionar membros, no começo

eram apenas seis rapazes interessados e

poesias, ervas e ocultismo, mas pouco

interessados em trabalho, pois levou quase

uma semana para se construir um palco ali...

Não havia luz no barracão, por isso, tirando de

nossos bolsos o enchemos de grossas velas,

isso trazia um clima ainda mais sombrio, e

assim foi nossa primeira reunião, discutimos

sobre rebelião, isso se resumia a Satanás...

Alguns tinham trazido alguns poemas que

discutimos sobre eles um bom tempo, e antes

que percebêssemos a noticia sobre a estranha

comunidade corria pelos becos, e muitos

estavam interessados em participar, muitas

meninas, mas eu dizia, que um lugar sem leis

não deveria ser a estada de uma dama, pois

não havia proibições, e inacreditavelmente

isso foi o que mais atraiu as meninas, eu

segurei um bom tempo a iniciação delas na

comunidade, fui muito cobrado por isso, mas

eu não desejava cometer o erro de escolher

pessoas vazias sem conhecimento ou

sensibilidade, no principio, dentre os seis

acredito que eu era o único que havia lido um

livro inteiro, mas logo todos falavam como

verdadeiros conhecedores da literatura, então

eu sabia que não poderia moldar pessoas

mais, seria uma perda de tempo, precisava de

pessoas prontas, e foi o que eu fiz, nove

meses depois eu havia selecionado onze

meninas e cinco garotos, o total éramos onze

garotos e onze garotas, não por acaso, eu

havia escolhido os mais belos, decidi que essa

deveria ser uma exigência, ser belo e sábio, e

acredito que este foi o principio da

comunidade e quando o grupo se estabilizou,

eu não desejava mais ninguém, era o bastante

o numero de pessoas, e agora me chamavam

de mestre, e o nome a comunidade foi dado

por acaso, pois quando perguntavam o que

fazíamos, dizíamos que escrevíamos,

estudávamos e discursava-mos poesia, e por

isso nos chamaram de comunidade dos

poetas...

_E como era o convívio?

_Precisei de leis para manter a ordem...

_E como montou estas leis?

_Eu nunca fazia nada precipitado, esperava,

foi neste período que aprendi a estudar as

pessoas e seus comportamentos, chegou um

tempo que eu apenas olhava e sabia como

elas eram, e que decisão tomaria diante de

determinada circunstancia, por isso avaliei as

faltas por quase um mês, e para garantir

esperei mais um mês até tomar a decisão de ir

ao palco e falar a todos...

_Pode olhar para min?

_Claro...

_Me diz, o que vê em min?

_Vejo uma garota que acredita possuir o poder

e o controle baseado em sua vaidade e ego,

vejo uma garota que quer jogar, mas que vai

perder, essa é a única verdade...

_Pode ser... E então, o que disse a eles?

_Naquele dia antes de subir ao palco falei com

os pioneiros, mostrei a eles as leis, e eles

concordaram, e assim me levantei e disse:

“Hoje, para min é um grande dia, pois o

período de vossa experiência chega ao fim, é o

momento de confirmar os votos a nossa

comunidade, há uma lei para cada dama e

cavalheiro, onze leis deveremos seguir a partir

de agora, e todas estas leis terão influencia

em nosso dia a dia...

Primeira Lei_ Não haverá entre nós aquele que

a partir de agora possa falar ao estranho das

coisas desta casa, não haverá aquele que

pronunciara esta casa, nenhum segredo

haverá entre nós, mas nenhum conhecimento

desta casa será levado ao estranho, não

estamos aqui para salvar o mundo, estamos

aqui para fugir dele, e a primeira lei vem a ser

desde o principio chamada de a máscara,

nenhuma identidade será revelada a partir de

agora, e maldito seja aquele que quebrar a

primeira lei.

Segunda Lei_ Se fosse em outros tempos seria

chamada de a espada, mas como estamos em

dias insanos... Esta é a segunda lei, cada

membro tem como objetivo manter a mascara,

e se houver aquele que comente sobre nós o

objetivo é ignorar ou envergonhar este

individuo, de maneira que se este souber algo

sobre nós, o envergonhemos a ponto de sua

palavra perder toda e qualquer credibilidade,

mesmo nós provaremos aos demais que esta

comunidade acabou aqui, que ela nunca

existiu, que era um mentira, e esta será a

espada, feriremos com a vergonha todo

aquele que se pronunciar contra nós, e as

coisas desta casa ficaram para sempre nesta

casa, e não haverá aqueles que nos julgue e

condene por nossos livres atos.

Terceira lei _ Não haverá quem questione

estas leis, não os convidamos a estar aqui,

antes você desejaram estar, e aqui tornaram-

se livres, e estas leis serão para garantir que

todos sejam realmente livre, e não sejam

vistos como estranhos quando tornarem para

a realidade e os ignorantes supersticiosos os

olharem de forma estranha, julgando vos,

quando são tão belos a maneira que são.

Quarta lei _ Se acaso houver algo que os

desagrade, que este se levante e fale, pois

não haverá entre nós pessoas reprimidas que

amaldiçoa pelos cantos, não haverá intrigas

ou fofocas, não haverá interesses concretos,

pois aqui somos livres para vivermos da

melhor maneira, ninguém aqui pertence a

ninguém, ninguém precisa dar explicações a

ninguém, se for ferido, fira de imediato, não

incube a ira, mas não haverá violência entre

nós, a palavra é a pior de todas as espadas,

pois ela fere a alma, por isso são livre para

debater, eu não estou acima da lei, ninguém

aqui esta, não á patamares ou hierarquia

entre nós, há apenas conhecimento e a troca

deles...

Quinta lei _ Se acaso houver aquele que não

se sinta bem diante de alguma atividade da

ordem, poderá se retirar e fazer o que mais

lhe agrade, ninguém aqui esta obrigado a

nada, e não haverá aquele entre nós que

tentara persuadir alguém, todos somos livres

para ir e vir quando desejar, será duramente

repreendido por qualquer um aquele que for

pego tentado persuadir alguém, livre será

para falar de suas teorias, mas não haverá

aquele entre nós que tentará fazer de seu

mundo e de sua opinião o melhor para todos,

cada um de nós é um mundo, nele estamos

solitários, esta casa que nos recebe é apenas

um ponto de troca de opiniões

desinteressadas.

Sexta lei _ Nesta casa não haverá quem

julgue, aqui não zombamos uns dos outros, se

acaso algo lhe parece estranho e

desagradável, ignore respeitando a liberdade

de expressão, e se apoiando na quinta lei de

que ninguém poderá persuadir ninguém, não

zombamos, não discutimos apenas ignoramos,

se for o caso de expressar uma opinião

contraria, a expresse, mas nenhum dos que

debatem, poderão esperar estarem de todo

certo, e se estes insistirem, lhes daremos as

costas, pois aqui não desejamos comparar

nem saber quem é melhor ou pior, quem está

certo ou errado, mas se caso alguém se

interessar em conhecer a verdade, que seja

livre para perguntar a todos qual é a razão, e

se acaso virar um tumulto, será encerada a

reunião e todos terão a obrigação de

pesquisar sobre o assunto e nos trazer a

melhor opinião a respeito, mas será

compreendido que aquele que não conhece o

assunto que esta sendo debatido, não trás o

direito de debate-lo, isso para que não seja

visto entre os demais como aquele que fala

apenas palavras vãs.

Sétima Lei _ Respeitar para ser respeitado,

não há aquele que aqui levantara a voz irado,

não haverá aquele aqui que falará

obscenamente entre nós, somos um grupo de

cavalheiros e damas, e todos merecemos o

respeito de não ouvirmos nada que

envergonhe ao que diz e ao que ouve, por isso

nos trataremos com respeito, e seremos

tratados da mesma forma.

Oitava Lei _ Não a quem discuta assuntos com

relação á casa fora dela, pois o que somos

aqui não seremos lá fora.

Nona Lei _ Que todos conheçam os próprios

limites para não serem depois acusados pela

consciência, ser livre não significa se perder,

esta lei não é para cobrar dos demais, mas de

si mesmo.

Décima lei _ Se há algo que preze, algo que

não deseja que seja tocado, não o exponha a

comunidade, pois sei que há em cada um de

nós crenças e sonhos que não desejamos ver

desfragmentado, então não coloque algo tão

pessoal na roda de discussão, para que não

seja ferido na alma, pois aqui é o lugar onde

todas as coisas são desmascaradas

insensivelmente, por isso não espere de seu

companheiro a mesma atenção com a suas

coisas particulares, isso para que não venha a

ser desiludido.

Undécima Lei_ Todo ser é livre e poderá

desfrutar de liberdade, este é o lugar onde

todas as coisas são permitidas, o que se faz

aqui, aqui fica, serás livre a tomar qualquer

atitude, isso desde que não influencie na

opinião dos demais, desde que não influencie

na liberdade dos demais, desde que não

contrarie a opinião dos demais, antes que faça

só, a tentar persuadir alguém que não deseja

o mesmo, aqueles que não compartilham a

mesma opinião não poderão julgar aquele que

compartilha, e nos fim tudo será para o

melhor de todos em cada individuo, e se

alguém se dispor a compartilhar com alguém

uma opinião ou uma atitude, serão

respeitados pelos demais, e todos igualmente

seremos livres. E todas as leis se encaixam em

apenas respeito e liberdade.

_Realmente ignoravam e nunca julgavam ou

zombavam?

_Realmente, até que era divertido.

_E conseguiram aceitar as leis e seguir?

_Logo moldaram sua própria visão sobre a lei,

eram livres e respeitosos, esse era o objetivo,

no principio havia aqueles que tentavam

influenciar outros, e se magoavam quando não

eram bem aventurados, a lei exterminou com

estas coisas, todos falavam, e quando se

dirigiam a alguém que havia passado uma

opinião errada ao demais, ao contrario de

parecer uma repreensão, este dizia... “Acho

interessante este assunto, havia ouvido que

era desta forma, e não de outra...” Então se

ouvia a opinião, e não era raro na próxima

reunião alguém aparecer dizendo que alguém

tinha razão, nós passávamos boa parte de