A Mulher que amava os lobos

A Mulher que amava os lobos. (PRIMEIRA PARTE)
Do alto da encosta da montanha, podia avistar a cor púrpura alvejada de toda a terra que
tal um lençol cuja alvura invejaria o mais puro algodão, Entre a brancura da neve, um figura
imóvel envolta em peles observava toda a extensão que seus olhos podiam ver, pelo seu olhar
parecia não se incomodar com o frio que congelava tudo ali, trazia em suas mãos uma lança e
nas suas costa arco e flecha em seu ombro direito uma falcão, seus olhos de repente se
fixaram num ponto e ela apenas apontou o braço para aquela direção e o falcão alçou um voo
naquela direção. Ela então se pós a andar velozmente o máximo que podia, pois a neve não
lhe deixava ir mais rápido, enquanto o falcão desbrava mente cortava o céu gelado parecendo
lhe mostrar uma direção, ela sabia que não teria muito tempo de vida, na situação em que
estava, por isto apresava o mais que podia o passo. Sentiu que as mãos apesar das peles
começavam a congelar, os pés já doíam e sentia um certo congelar, andou muito e logo
avistou entre umas pedras cobertas de neve o corpo estendido e imóvel, mais que depressa
tentou ate correr mais caiu, várias vezes, mas conseguiu chegar e ao pega-lo no colo, o mesmo
soltou um leve grunhido, estava vivo, ela riu naquele deserto de gelo. logo o falcão pousou no
seu ombro e ela resolveu sair dali, o pequeno filhote de lobo que ela agora carregava nos
braços precisava de ajuda e ela sabia que tinha que achar algum abrigo, pois não teriam
chances nenhuma no tempo limpo em que estavam, então mais que depressa tomou rumo de
volta para o altos da montanha tinha que achar um lugar. Ela conhecia a região, e logo achou
uma enorme caverna, sorte ,havia pedaços de madeiras, velhos pedaços de árvores, estavam
secos, sabia fazer fogo, logo a luz de uma fogueira tomou conta daquele lugar tão sombrio
envoltos de pedras ela tinha alguns alimentos conservados em pequenos sacos de pele, comeu
alguns, antes colocou o pobre do filhote de lobo a beira da fogueira, o calor do fogo aqueceu o
pobre do animal que se sentiu mais confortável com a quentura. O falcão pousado entre os
galhos secos e observava ela.
A mulher que amava os lobos. (SEGUNDA PARTE)
Ela viu que o seu falcão a observava, olhou para o mesmo e riu um riso como se
entendesse o olhar da ave, olhou para a fogueira e ali esta deitado um pequeno filhote de
lobo, agora adormecia aquecido pelo calor intenso da fogueira, ela o tinha salvo do frio, mas
uma pergunta lhe ia mente adentro o que levara o filhote a estar jogado nas montanhas em
meio aquela maldita nevasca? Aonde será que estaria a matilha de lobos? Pensou nis so e se
agarrou mais firme a lança, sabia que eles poderiam vir em busca do filhote, não dormiu a
noite, passou de vigília, mas nada aconteceu. Quando sentiu que era dia, colocou mais fogo na
fogueira, o fogo seria a salvação deles, teria que economizar na lenha, pois senão estariam
perdidos. Viu seus bornais de alimentos e decidiu que teria que sair para caçar, mas teria que
deixar o falcão cuidando do pequeno filhote, não tinha escolha, ele era um bom protetor. Se
armou da lança e do arco e flecha e mais uma vez desceu a montanha congelada, por sorte o
vento agora eram menos forte, sabia aonde tinha um rio, sabia que estava congelado, mas
sabia também que havia lugares que o gelo era fácil ser quebrado, assim o fez logo estava em
cima dos rio, em cima do gelo e como uma estátua com a lança preparada, esperou, o corpo
retesado, imóvel, sentia o corpo doer, sentia o frio lhe castigar mas não se mexeu, a espera
compensou, logo um peixe passou embaixo dos seus pés, sob o gelo, em seguida mais outros
eram enorme, um metro mais ou menos, seu ataque foi certeiro, não gostava de matar