A historia de Bebeto por Sheila Bastos - Versão HTML

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Um menino diferente

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2012 A História de Bebeto Capa: George Santos

Diagramação: Sheila Bastos Foto da Autora: N & M Fotógrafos Sheila Bastos

sheilabastoslivros@hotmail.com

Tel:(71) 8866-0169

Agente Literário: Carlos Nery Contato: N&M fotógrafos

nildessantos@hotmail.com

Dados de catalogação da Publicação Registro: Fundação Biblioteca Nacional Salvador/BA Escritório de Direitos Autorais.

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Dedicatória

Matheus. Uma história cheia de boas mensagens pra você filho, de quem tanto te Gessiane Santos, Everton Luiz, Joílson Santos, Nicolas Santos, Marcelinho Nascimento e a todas as crianças, jovens e adultos que nunca deixam de sonhar.

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Sumário

Bebeto na rua.............................6

Meu Amigo Lambão.....................10

A vida de Bebeto.........................12

Bebeto na Escola..........................13

Garoto esperto.............................14

Meu Pai......................................15

Dia a Dia....................................17

Lar doce lar................................23

O futuro de Bebeto.......................30

Bibliografia.................................32

Agradecimentos...........................33

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BEBETO NA RUA

Acordo bem cedinho com o barulho dos carros a correr pelas ruas e a buzinar, numa afobação só. Vejo de pertinho mais um dia começando, com um sol bem quentinho. Às nuvens tem desenhos de bichinhos e eu acordo bem perto ao farol.

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As pessoas andam de um lado para o outro sem tempo para nada. E

agente aqui bem na calçada, livre, leve e com o cabelo louco, sem nenhum dinheiro no bolso, e é assim que começa o nosso dia.

Escovo meus dentes na biquinha, De onde a água sai bem quentinha.

Não sei de onde ela vem se é da rua de cima ou da linha do trem.

Não deixo nada pra depois, arrumo tudo que colocamos no chão para dormir e nosso dia começa com muita agitação. Papai Alberto rapidinho já está de pé e logo começa a gritaria, o Luís para lá, o Tico para cá e lá se vai o nosso dia.

Minha pele é bem bronzeada, torradinha, diferente da dos meus dois irmãos. O Tico e o Luís são brancos como a nuvem. Será que caíram num balde de leite ou fui eu que gastei tanta tinta e ai faltou para Deus pintar os dois.

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Mas tem gente que passa na rua e ainda diz:

_Cara de um, focinho de outro.

Como é que pode moço? Eles devem está ficando loucos, nós não somos

cachorros,

parecidos

menos

ainda. Nascemos sim da mesma mãe, só não sei se do mesmo pai. Veja só como somos.

O Tico tem o zóio torto,

o Luís é manco e loiro

e eu sou bem franzino e moreninho.

Imagina o que dizer do meu pai que parece com um japonesinho.

Quando

eu

nasci

sai

da

maternidade numa caixinha de sapato, de tão pequenino que eu era; agora virei uma fera. Antes só comia mamava e dormia e fui engordando igual a uma melancia. Agora mal tenho tempo de rezar uma avemaria.

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Nem sempre moramos na rua não, sempre tínhamos o pão, uma casa e uma cama quentinha.

A gente foi parar na rua assim que: O dinheiro acabou,

a comida faltou,

a geladeira pifou

e mamãe sumiu;

E nem era primeiro de abril.

Papai não é um cara muito falador, quando chega à noite às vezes ele deita no papelão e chora, eu não sei nem contar por quantas horas, parece que vai fazer um rio.

Eu também nem toda noite consigo dormir direito, fico acordado com todas aquelas baratinhas passando de lá para cá. Não tá me vendo não suas loucas, parece que tenho doce na roupa, só falta quererem me carregar.

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MEU AMIGO LAMBÃO

Quando vi o meu cachorro lambão foi amor à primeira vista, e meu pai logo me falou.

_Filho, você é cego das suas vistas?

Ele me disse isso só por que lambão era quase banguelo, eu disse quase. Ele ainda tinha uns quatro dentes e passou mancando bem na minha frente.

Ai, eu não tive dúvida,

peguei o danado na carreira e olha que me deu uma canseira; imagina como o bichano é.

Meu irmãozinho Tico até parece meu cachorro lambão; só fica quieto quando eu dou um gritão.

10

Como

disse

tenho

um

cachorro chamado lambão, ele lambia o meu prato de comida, o meu chulé e até sabão. Vixe que cachorro comilão.

Agente precisava de um cão de guarda, e o lambão não pode nem ouvir zoada, que já fica de orelha em pé. Sai mancando e correndo atrás da gente, eu fico orgulhoso e contente, que amigão que ele é. Mesmo depois que eu jogava bola o lambão vinha lamber o meu pé.

11

A VIDA DE BEBETO

Tomamos nosso banho matinal no chafariz que fica bem na pracinha, e sempre me da uma vergonha danada.

De bumbum de fora ou de tanguinha, papai nos deixa ficar bem à vontade.

Jorrando água para todo lado, agente brinca para valer,

Mas assim que papai me chama, vou logo lhe atender.

Papai sai bem cedinho e só leva o Luís e o Tico, por que eles ainda são bem pequeninos, um tem quatro o outro tem cinco.

Eu já sou bem crescidinho, ano que vem vou completar nove aninhos.

Sou um menino bem arteiro e levado, vou levando a vida no papo. Subo e desço do ônibus sem ser notado. Olha como eu sou retado.

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Vou passando entre os bancos tentando vender meus doces, um me pisa o outro empurra e vai me dando uma tontura com o vai e vem do ônibus e eu nem sei de que lado veio à pisadela. Imagina como fica o meu dedo do pé.

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BEBETO NA ESCOLA?

Nunca entrei numa escola, só passo na porta, levando pirulitos, balas, pastilhas e chocolates para vender. Às vezes vendo tudo bem depressa, os meninos e meninas quando podem sempre me ajudam a beça.

Na saída da aula vou gritando na porta: Olha o doce, olha o doce!

Sr. Adriano o porteiro nem se importa, sempre compra uma paçoca e me deixa vender a vontade.

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GAROTO ESPERTO

Quando estou no sinal, além de vender doces também cato latinhas e papelão, para tirar tudo do chão.

O que todo mundo não percebe, é que é dali que tiramos o nosso sustento.

Eu deito e durmo ao relento, e quem me abusa é o vento.

Sempre me achei um garoto muito esperto, eu passo a perna no Gilberto, outro menino lá da esquina. Ele sempre

tenta

disputar

comigo

as

latinhas, mas eu sou o mais rápido da vez. Tenho um braço maior que a perna e a minha família é a minha razão.

Tenho o Tico, o Luís e o Lambão, sou um menino bem magrinho, mas na hora do trabalho mais pareço um leão.

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MEU PAI

Mais onde meu pai vai trabalhar eu não sei. Só sei que fico esperando a minha vez, e sempre com um trocado na mão.

Tico também é meu brother e me conta as coisas, ele diz que fica com uma senhora, enquanto papai diz que vai para trabalhar e comprar algumas coisas.

Ás vezes ele demora muito a voltar e Tico tem medo de nunca mais sair de lá. Ela é uma senhora muito boazinha mais parece bruxinha, faz uma sopa até legal, mas esquece de botar o sal.

Era mesmo, agora eu lembro bem, meu papai às vezes traz umas 16

coisas é verdade, e sempre me pedia para guardar; nunca tive coragem de espiar. Por onde ele anda, ainda não sei, mas rezo para os três sempre voltar; eles vão me encontrar sempre no mesmo lugar.

Imagino meu pai viajando num disco voador, que vai da terra ao céu em um segundo ou será que ele opera um computador que toma conta da vida de todo mudo.

Sei que ele é o meu pai, igual ao de todo mundo, sempre sai pelo mundo mais não se esquece de nos.

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DIA A DIA

À hora do almoço é a melhor hora do dia, é quando papai nos leva a padaria. Vem aquele pãozinho bem quentinho com fumaça dentro, leve e cremoso, que bom alimento, enche a nossa pança até a noite chegar.

Uma

sopa

com

bastante

verdura eu não posso dispensar. Senhor Raul o dono da farmácia já me falou, que quando tiver uma chuvinha ele traz.

Vem no prato ou na quentinha Uma gostosa sopinha é demais.

Dona Silvana mulher do senhor Raul é quem faz.

Quando encontro ela na rua eu digo.

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_Obrigada Dona Silvana, sua sopinha é demais.

Sinto muita falta da minha mãezinha, mas sei que se ela pudesse estaria ao nosso lado agora, se separou e sumiu de casa tão cedo tadinha e deixou nos três com pai.

Papai

se

esforça

para

sustentar nos quatro, às vezes tá na sinuca ou no baralho, mas não se esquece de nós. Está sempre dando uma olhadinha na gente, mas eu logo digo: _Pai, pode ficar a vontade, eu to de olho nos pestinhas.

No domingo não saiu para vender os doces e passo o dia todo catando latinha e papelão, para tentar ajudar a comprar o pão, mas não largo do meu amigo lambão.

Depois dos meus afazeres saiu por ai com o lambão, procurando 19

diversão, e vou parar na pracinha. Lá tem um escorrega, e eu coloco o lambão para subir e para descer. O bichinho fica tão assustado, acho que tem medo de perder mais um dente. Mais eu sou responsável tomo muito cuidando com o danado, meu amigo para valer.

O melhor lanche que eu já fiz foi um sanduíche bem maneiro com salada e tudo dentro, tinha ovo e tinha coentro e as batatas eu ponho dentro. Ganhei de uma moça bonita lá na praça, ela tinha acabado de sair da lotérica, quem sabe ganhou algum prêmio ou apenas tenha virado evangélica ou pode ter sido até promessa. Mais o que importa é que foi bem legal. E na hora da saída ela até me disse tchau.

Quando quiser, moça bonita pode voltar outra vez aqui na praça, e vê se não se esquece de vim fazer outro gostoso lanchinho e agora eu levo comigo o Tico e o Luisinho.

20

No fim do ano me junto aos outros meninos, que ficam na mesma esquina que eu, pois já vem chegando o Natal, e o melhor é sair em turma.

Ficamos sempre esperando e rezando para alguém se lembrar de nós.

Talvez eles tragam uma bola ou um carrinho bem maneiro, um joguinho ou boneco de plástico. Pode trazer

qualquer

brinquedo

que

a

meninada vai achar fantástico.

Mais

talvez

ninguém

se

lembre da gente e entre latas e bolinhas de gude vamos seguindo contente. O

bom é passar o Natal em família, todos reunidos lá na praça em volta de uma árvore que o prefeito mandou colocar, cheia de bolinhas iluminadas para a gente se alegrar.

Foi

chegando

à

noitinha

colocamos a melhor roupinha, que ainda estava sujinha e fomos admirar a iluminada árvore de natal. Eu e Tico que tínhamos

o

extinto

de

aventura

observamos cada detalhe, foi quando vimos uma fumacinha que saia de uma 21

das bolas da árvore, o fogo foi subindo queimando tudo num minuto chamaram os bombeiros, mas nada puderam fazer.

A grande árvore virou uma fogueira só.

Foi até animado vimos os bombeiros trabalhando de perto, eles são bem espertos, de capacete e mangueira na mão terminaram com aquela confusão.

Depois da meia-noite a gente foi logo dormir e acordamos com um forte cheirinho de fumaça e a cara toda amaçada da farra de ontem.

E assim gente vai vivendo,

vivendo para valer.

Nas esquinas e nas ruas,

esse é o nosso lazer.

E não se esquecendo de agradecer a papai do céu pela vida.

É que talvez haja uma saída, de um dia agente vencer.

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Andar de trem deve ser bem legal, fico parado na estação sonhando em ser maquinista e puder apertar aquele apitão.

Puder andar de lá, para cá, sem ter hora pra voltar.

Eu queria muito ter um avô e uma avó para ganhar muito xodó. Já ouvi um ditado assim:

Que nossos avôs são como os nossos pais, só que sempre deixam a gente fazer tudo o que quiser E nem reclama do nosso pum ou do chulé.

Ai como eu queria ter pelo menos um avô e uma vó.

Eu ia ser o melhor neto, ia ficar bem quieto. Ia forrar a minha cama pela manhã, colocar o meu café, lavar o prato e o talher, não ia deixar nada a migue, para meu avô não reclamar do meu xulé.

23

LAR DOCE LAR

Papai

chegou

com

uma

novidade e eu vou contar vocês. Hoje eu vou sair da rua. Papai nos levou para morar numa casinha de um vão só, parede com parede com a casa da vizinha, e tinha ainda uma janelinha. Ela fica numa grande comunidade, bem no alto do morro.

Eu sou vizinho da Madalena, uma moça morena, papai diz que ela vale à pena.

O que isso significa eu não sei, ele só diz que não pode perder a vez.

De lá do alto vejo o sinal, a escola e a calçada onde ficava com minha família. Espero que agente nunca mais saia da nossa casinha. Queria que toda criança pobrezinha pelo menos tivesse uma casa como a minha.

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Agora aqui em casa aos domingos papai faz um panelão de calabresa com ovo frito, agora sim tenho um prato favorito. Luís diz que tem gosto de gato molhado que dormiu na laje, não sei quando foi que ele comeu isso, mas acho que é papo daquele nanico.

Sei que com a nossa casinha papai gasta bem mais,

tem a luz e tem o gás

e a água ele racha com a vizinha.

Eu bolei um quartinho bem maneiro, dividi a sala com o mosquiteiro e ronco para valer.

No banheiro só cabe um,

tirei as baratas para poder dar um pum.

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O chuveiro é bem maneiro,

cai um pingo no cabelo,

e vai descendo pro bumbum.

O nosso sabão tem um gostoso aroma de coco, tirado do pé e quase oco, vai deixando o meu cabelo bem crespo e louco.

Quando

vem

chegando

à

noitinha fico ouvindo aquela musiquinha o roc-roc do meu estômago, e já deitado com meus irmãos formamos juntos uma grande orquestra que só se cala quando o dia começa a clarear.

Papai

cuida

do

nosso

café,

um

pouquinho de mingau ou café. Faz dois ovos para três. Tico diz:

_ Papai, tá sem sal.

_Filho, esqueci de comprar.

Mais pra ele não ficar triste eu sempre digo.

26

_Não tem nada não pai, ficou gostoso.

Hoje de manhã foi me olhar no pedacinho de espelho que papai deixa lá no banheiro e notei um pontinho preto bem no dentinho da frente. Mais um dentinho estragado essa não. Mostrei a papai e ele disse:

_Você vai ficar igual ao seu cachorro lambão.

Para escovar os dentes eu sou preguiçoso, de noite só deito e durmo de tão cansado que estou, e a sujeira fica no

dente,

comendo

roendo

cada

dentinho novo. Olha que bichinho da cárie esperta. Um dia ainda te pego seu danado, tá me tirando como otário, nem acabo de comer todo o meu biscoito e já estou ficando banguelo de novo.

Meu pai trouxe para casa um galo, bem robusto e depenado,

cantava o dia todo.

Era engraçado.

Óh, galo tagarela!

27

Passava o dia todo cantarolando na minha janela.

Parece que ele quer ser gente, quando vê o meu irmão Luís, fica todo contente. Luís subia e descia com o galo em baixo do braço, colocou até um nome extraordinário, Zagalo. Mas um dia ele acordou bem cedo e foi brincar com o galo, entrou chorando em casa dizendo:

_E agora? Zagalo sumiu.

Zagalo era o nome do galo dele, procuramos o bichinho por toda minha rua, mas por aqui ninguém sabe ninguém viu. Deve ter ido parar em alguma panela. Mais não teria uma morte, mas singela? Para o amigo do meu irmãozinho?

Ontem já bateu um moço na nossa porta, ele foi entrando e disse que se meu pai não arranjar um emprego de verdade vai levar eu, o Tico e o Luís com ele. Vai guardar agente num lugar e que só depois papai vai poder nos pegar.

28

O moço disse que quando papai vê gente, já vai mandando botar a mão no bolso, mais o que isso significa seu moço, diz para mim que eu quero saber.

Deu uma semana para papai se virar, mais onde nós vamos parar.

Será que papai fez alguma coisa errada? Ou será que caiu em alguma cilada.

Prefiro pensar que ele é um super-herói que toma conta de nós, e todo mundo diz que ele é veloz. Mas se agente precisar ele logo vem, pela rua de cima ou correndo como um trem. Eu só fico contente quando ele chega em casa à noitinha.

Quem chamou o rapaz pode ter sido a nossa vizinha, ela já tem a fama de bocão, mas reparei que também tem um zoião. Veja que Senhora feinha.

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Ou pode ter sido aquela outra vizinha, a Dona Amélia caguete, essa a gente fica colado parede com parede.

Ela vive reclamando da zuada que meu irmão Tico faz. Dona Amélia grita de lá: _O que é isso rapaz?

Ele diz que não é nada com a gente, só foi à dor de fome e isso não tem nem nome não. Só que meu irmão Tico tinha um tremendo barrigão.

Papai

falava:

Deve

ser

a

lombriga, para ter tanta dor de barriga.

_E deve ser um lombrigão, pois Tico vivia com a mão no chão.

Papai me disse que é de lá que vem às lombrigas, que dar a dor de barriga no meu irmão. Eu fiquei observando mais não vi nada não, só conseguir enxergar barata, rato e formigão.

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Então meu irmão deve ter engolido todas as lombrigas e não deixou nenhuma dando sopa para eu ver.

A vida aqui é bem diferente, na minha rua não passa carro só gente.

E o tempo corre que agente nem sente.

Na casa do meu pai agora eu até tenho uma tv, Oh glória! Agora é que eu tenho tanta história para contar.

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O FUTURO DE BEBETO

E quando estou indo para o sinal vejo os meninos jogando bola, mas na hora da escola, eles correm para estudar.

Acho que quero ir à escola, queria muito saber ler e escrever e trazer para casa muito dever.

Quem sabe um dia eu vou conseguir estudar? Quero realizar aquele sonho bem maneiro, de deixar de ser um passageiro e maquinista eu virar.

Mas meu pai só chega em casa a noitinha e não da nem para gente conversar. Queria pedir para ele na escola me matricular.

Conheci uma moça no parquinho lá na esquina, ela se chama Suzana sempre 32

leva seu cachorro Tadeu para passear.

Às vezes ela conversava comigo e falava que queria me adotar. Será que ela não sabe que já tenho um lar?

De adotar eu bem sei,

se fui eu que adotei o Lambão de vez.

Mas disse a ela que não precisa não, porque lá em casa sou eu que sempre levo o pão

e sem mim podia até faltar.

As coisas na minha casa não vão nada bem,

eu vou ficar para linha do trem, eu quero mudar a minha história.

Sou um garoto de bem,

mas com tanto perigo na rua, fora da escola eu não posso ficar.

Se eles tentarem me levar sumo de vez, pois da rua eu sou freguês e a Deus peço misericórdia.

Só quero ficar com a minha família, eu vou curar as minhas feridas; eu vou tentar entrar para ESCOLA.

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Bibliografia

Obras da Escritora Sheila Bastos que ainda serão lançados.

Dona Alice

Descrição: Romance

Eu, Juana e o Lago

Descrição: Conto e realidade Pingos de Chuva

Descrição: Conto

Assunto de Mulher

Descrição: Autoajuda

O faxineiro

Descrição: Mistério religioso Contato

Agente Literário: Carlos Alberto Sheila Bastos

(sheilabastoslivros@hotmail.com)

Tel: (71) 8866-0169

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Agradecimentos da Autora

Agradeço a Deus por ter colocado na minha vida tantas pessoas iluminadas.

Meus pais Carlos Nery e Maria do Carmo, por cuidarem de mim até hoje.

Minha irmã Liliane Bastos, por ser mais que uma irmã pra mim. Meus padrinhos, Vovô Bira Bastos (músico), Solange Bastos, (a sol), por sempre rezar por mim. Natan Bispo por sua alegria de viver.

Meu marido, George Santos, por me aturar todos esses anos e me ajudar tanto.

Meu filho, Felipe Matheus, a quem eu dedico esse livro, ele é importante só por existir.

Toda família Almeida, Bastos e Santos, todos os meus sobrinhos de coração.

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Sheila Bastos

Soteropolitana, cantora, compositora e escritora. Depois de mais de doze anos trabalhando no cenário musical Sheila Bastos descobriu a sua verdadeira vocação; escrever histórias. Hoje com mais de seis livros prontos para serem publicados, sobre temas variados, ela também se dedica a literatura infanto-juvenil.

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