A radiografia das caras por Vitor Century - Versão HTML

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O exorcismo radical dos complexos

O exorcismo dos complexos e da perplexidade que lhe está associada;

sabido que a perplexidade, corrompe, enfraquece ou devassa o juízo perfeito, e

a saúde física dos neurónios cerebrais.

Prefácio e princípio

O sentido da colisão entre o bosão de Higges, e qualquer outra partícula, visa a

superior organização das células, e da sua saúde mental, logo do todo que

anima e pode ser animado e de tudo vivo que se move, no ser humano.

Quando do big-bang, este bosão conferiu a sua massa a todas as outras

partículas; A vontade simples de estar desperto e compreender todos os

fenómenos mentais possíveis de acontecer, em permanência, é uma réplica

actual desse big-bang que assim se perpétua como um efeito; sendo pois a

origem da força super simétrica destas partículas e de organização de todas as

células e conjuntos de órgãos dum corpo móvel; que incluem a força do

comando, independente dos movimentos da vontade involuntária deste corpo.

No big-bang reside a eventualidade real de novos fenómenos mentais

supostamente sendo uma repetição. No bosão de Higges, reside a força que

confere força e organização a todas as outras células nervosas.

Esta força inclui as imagens e emoções transmitidas durante os sonhos, a

partir dos quais o cérebro reconstrói a sua vida emocional automaticamente e

no sentido do seu equilíbrio permanente, adaptando-o a resistir a qualquer

situação psicológica de vida real penosa.

Psicologicamente, este mesmo cérebro humano são labirintos de simetrias

acumuladas duma representação global real com uma outra figuração global

virtual; o mesmo sofre e incomoda-se quando é assolado por assimetrias entre

uma coisa e outra, ou seja: entre uma representação real e uma figuração

virtual; assim como nutre prazer quando reconhece ou imagina novas

simetrias, que se associam instintivamente a anteriores simetrias, num ciclo

interminável de equilíbrio mental, afectivo e emotivo.

As máscaras e os sentimentos

Esta ficção, intercalada com um ensaio, estuda as máscaras humanas,

associadas à vergonha e perplexidade que as mesmas provocam: as reacções

e as emoções que estes sentimentos nos inspiram, durante estados eventuais

de alucinação ocasional; considerando-se este estado de alucinação como

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fazendo parte duma assimetria mental, que incomoda e corrompe o juízo

perfeito. Qualquer sentimento pode ser transformado em alucinação, a qual se

associa inevitavelmente à estrutura do mesmo, como são o caso da vergonha e

da perplexidade juntas.

As máscaras, por mais que pensemos que as conhecemos, serão sempre

muito estranhas, enganosas e misteriosas; tal como um “graffiti” excêntrico de

três dimensões, borrando uma parede limpa, ou insinuando-se numa pequena

paisagem de objecto muito próximo da nossa pessoa.

A máscara, é um objecto psíquico bruto, tal como, por exemplo, uma vulgar

cadeira, é uma coisa filosoficamente estúpida; e que parece ter sido concebida

por algo misteriosamente caprichoso.

Na sua essência, a máscara, é uma imagem e símbolo plástico de movimentos

livres, que subtilmente nos iludem a cada instante, na sua prisão panorâmica

global de expressão estática; assim como é um misto de simetria e de

assimetria, de contornos físicos muito desiguais, que divergem em pormenor

de máscara para máscara, divergência esta que nos afecta, sem que

possamos evitar como.

A interpretação desta expressão estática, será sempre uma grande e eterna

utopia impossível de se compreender, pela contradição com esse movimento

de expressão plástica a que está subjacente, que se constitui em memória por

uma convenção psicológica automática primária por cada gesto ou mímica, que

a mesma reflecte a outrem alheio, a quem se expõe, e com quem se comunica.

Aquilo que cada um sente por detrás da sua máscara, mais ninguém

conseguirá alguma vez sentir, da mesma forma e afectação do que aquele que

se sente a si mesmo, a não ser por falsa ilusão ou aparência convencionada;

assim como não é possível conhecer ou imaginar a afectação, que a nossa

máscara faz sentir a outrem; que não é o mesmo daquilo que nos faz sentir a

nós; este fenómeno de susceptibilidade nervosa recíproca põe em relevo uma

brutal assimetria afectiva, entre um ser e outro ser semelhante, pelos

sentimentos que lhe estão associados de vergonha e perplexidade, num híper

complexo mental de pensamento moral.

O ser humano, é uma identidade diferenciada e entidade com e sem sanidade

mental previamente garantida, em pleno; e numa dinâmica de instabilidade

emocional psico-social adquirida como um desafio virtual vital, desde infância;

num simultâneo de variadas, precárias, frequentes e intensas objecções de

lucidez permanente e perpétua, sob um panorama fixo de egoísmo e altruísmo

biológico dinâmico. Este mesmo ser humano ilude-se a si mesmo, com aquilo

que julga afectar e existir por detrás da máscara de outrem com quem

instintivamente se comparará eternamente.

A construção e preservação de uma mentalidade, passa fundamentalmente,

pelo desenvolvimento recolhido duma psicologia de fruição natural; uma

psicologia de auto-exorcismo do íntimo da sua excentricidade virtual, por

pressão interior de diversos adventos, no silêncio e agitação interna da

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memória da máscara, enquanto tempo, e activa de cada um, onde se sucedem

multi sugestões e emoções que auto impressionarão sempre e eternamente

todo o ser humano; numa necessidade permanente de exorcismo dos

complexos, a partir do bosão de Higges.

A psicologia não será, assim, só uma ciência, mas também será essa forma,

técnica e método mental, imediatamente disponível, pela inteligência e para a

contemporização e fruição de si mesma, pela tal identidade de diferenciação

sintética perante todos os outros seres, quer nas formas, quer nos conteúdos; e

sem deixar de ser idêntico a todos os outros, embora de forma bruta ou

estúpida.

Nesta contemporização, estará sempre iminente, o perigo em retorno aos focos

embaraçantes de instabilidade original e por uma harmonia contrariante de

uma convicção, confiança em conhecimento e experiência dessa identidade

diferenciada, simbolizadas na máscara, subjacentes a uma cultura própria ou

saber inspirado ou conhecimento aceite como influências interiores e

exteriores.

Por vontade impulsiva, todo o ser ambiciona projectar a vergonha e a

perplexidade que o incomoda noutro ser, como forma de se libertar desse

incómodo.

Cada um, honrando-se e dignificando-se a si mesmo, será sempre obrigado a

proteger-se com actividade mental e coragem das perplexidades, originadas

pelas máscaras, que paralisam o pensamento; a única forma de

intelectualmente nunca cair no desânimo, dissolvendo essas micro

perplexidades naturais comuns inevitáveis, cuja assimetria subtil, e

subitamente, surge, a cada momento; quando ameaçados, devido à nossa

natureza insana, em admitir deixar de ser um ser único e exclusivo, contagiável

e empaticamente dominável por algumas partes desse “todos” colectivo,

enfrentando a tensão de passarmos a ser só essas partes fragmentadas, desse

incómodo “todos”; que será totalmente incompatível com o ser único, com o

qual nascemos e que sempre quisemos e quereremos ter como um poder forte,

simétrico, uno, íntegro, dominante e intangível.

A força e o poder de intuição, compreensão e retenção, síntese de

centralização e informação mental sistematizada por contextos, constrói-se ao

longo da vida, enquanto estudo permanente; esta construção será sempre

inerente ao benefício instantâneo do estado de lucidez, por rasgos desta

mesma lucidez sob inteligência, oposta à inesperada alucinação ocasional,

inspirada nas máscaras, sempre destorcedora das sensações mais normais ou

simétricas.

O cérebro tende a formar, então, ideias primárias panorâmicas sintéticas de

multi percepções, imediatamente disponíveis por atenção subjacente e às

quais fica emocionalmente afecto (neuro-psicogenia), segundo a utilidade inter

contagiante de alivio -tensões biológicas cronicamente latentes em atracção ou

repelência de sugestões objectivas imateriais ou materiais ou eróticas, nas

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quais, mesmo o significado representado dos objectos brutos (máscaras) em

ideias ou imagens têm uma dependência e intensidade de interesse-

desinteresse; tal como a visão, e outros órgãos, que formam e transmitem as

imagens reais ao mesmo cérebro, também o poder de compreensão sintético

transmite a formação de associação, de ideias sistematizadas e equilibradas,

por contextos emotivos inspirados nas máscaras; tal como uma paisagem

visual transmitida de imagens multi focadas pela visão, sejam estas estáticas

ou móveis.

No cérebro há zonas especiais onde estão os diversos comandos: zona da

mobilidade, da fala, do sono, da fome, da sede, do pensamento, da atenção,

dos afectos, sendo que para cada sentimento dos milhares e milhares que

existem, há também um centro específico.

A lucidez, na sua lentíssima acção larvar, proporciona a desmistificação dos

complexos contraídos, das relações com estes objectos brutos, que são as

máscaras, e as ideias a elas inerentes, assim como propicia uma dissolução

eficaz de intrincadas ou ilógicas alucinações ocasionais, a eles relativos; ou em

projecções, de fascínios por formas, cores e sons.

O corpo humano, para além da cara, enquanto máscara, é física e

objectivamente composto por várias molas articuladas (tronco, pescoço, pernas

braços, mãos e pés) e uma bola assimétrica (cabeça), que se suporta em cima

das mesmas.