A relação do suicídio com o uso do fluoxetina por Edson Pilger Dias, Juliano Henrique Dias, Mauricio - Versão HTML

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A RELAÇÃO DO SUICÍDIO COM O USO DO FLUOXETINA

Edson Pilger Dias1; Juliano Henrique Dias1; Mauricio dos Santos Aranda1;

Tulio Pineze Tonzar1; Sandra Cristina Catelan Mainardes2

RESUMO: A Fluoxetina é um inibidor seletivo da captação da serotonina no nível do

córtex cerebral, neurônios serotoninergicos e das plaquetas. Não inibe a captação

de outros neurotransmissores, não tendo afinidade pelos receptores adrenergicos,

muscarinicos, colinergicos, H1-histaminicos, serotoninicos ou dopaminicos. Sua

principal indicação é para o tratamento da depressão, do transtorno obsessivo-

compulsivo e da bulimia nervosa. O risco que Fluxetina pode causar é a possível

síndrome de serotonina que requer tratamento para toda a vida. As pessoas com

idade inferior a 18 anos correm maior risco de sofrerem efeitos secundários tais

como: tentativa de suicídio, ideação suicida e hostilidade (predominantemente

agressividade, comportamento de oposição e cólera), quando tomam medicamentos

desta classe. A depressão o está associada a um aumento do risco de

pensamentos suicidas, auto-agressão e suicídio. O risco persiste até haver uma

melhoria na sua doença. Como a melhoria pode não ocorrer durante as primeiras

semanas ou mais de tratamento, os doentes deverão ser cuidadosamente vigiados

até que ocorra essa melhora. Outros estados psiquiátricos para os quais a Fluxetina

é receitada podem também estar associados com um risco aumentado de

acontecimentos relacionados com o suicídio. O suicídio é uma manifestação

individual resultante da interação conflituosa do indivíduo dentro de um grupo. A sua

não assimilação ao conjunto social resulta uma auto-percepcao distorcida,

potencializando aspectos patológicos subjetivos, que tem sua origem em

determinantes genéticos, biológicos, culturais, em uma ação que observada

superficialmente aponte para uma não adequação pessoal, quando de fato expõe a

dimensão dos conflitos sociais. O objetivo do presente projeto foi de verificar com

que freqüência os médicos receitam esse tipo de medicamento para adolescentes. A

metodologia utilizada para coleta de dados foi à pesquisa de campo qualitativa, por

intermédio de 8 perguntas semi-estruturadas. Participou da pesquisa uma amostra

de 8 médicos, sendo 5 clínicos gerais e 3 psiquiatras, todos atuantes na rede do

SUS de Maringá. Pudemos verificar que todos os médicos entrevistados disseram

que não receitam esse medicamento para adolescentes, por causa das contra

indicações, e que no mercado têm outros mais eficientes. Quando perguntados se já

haviam receitado, apenas 37,5% dos entrevistados disseram que já haviam

receitado para adolescentes no início de sua carreira e que não receitam mais.

Quando perguntados pela relação entre o uso do remédio e o suicídio, verificamos

que todos os entrevistados disseram que existe sim uma grande possibilidade das

pessoas que fazem uso terem pensamentos suicidas e por isso é necessário um

1Discente do curso de Bacharelado em Psicologia do Centro Universitário de Maringá (Cesumar).

Maringá –Pr. Epd14@hotmail.com; julianosix@hotmail.com; mauricio_aranda7447@hotmail.com; tulio23_1@hotmail.com.

2Docente do Centro Universitário de Maringá (Cesumar). Maringá –Pr.. catelan@cesumar.br

acompanhamento quando a pessoa está fazendo uso do mesmo. Verificamos que

os médicos entrevistados preferem não receitar o fluoxetina por causa das contra-

indicações e por isso preferem receitar outros fármacos. Quando perguntado se

existia uma relação entre fluoxetina e suicídio em adolescentes, verificamos que

todos disseram que esse medicamento deve se tomar com muita cautela

independente da idade, pericialmente para que não haja interação como outros

medicamentos e assim provocar outros efeitos colaterais.

PALAVRAS-CHAVE: Fluoxetina; Psicologia da saúde; Suicídio

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