Ação de fração do hormônio paratireóideo no metabolismo ósseo: estudo experimental em ratos por Ana Cristina Ferreira Bassit - Versão HTML

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0

Lewis VEH

Lewis PTH

Dwarf VEH

Dwarf PTH

Gráfico 4

Conteúdo mineral ósseo trabecular - BMC

(mg/mm)

3.5

3

*

2.5

m

*

2

/m 1.5

gm 1

0.5

0

Lewis VEH Lewis PTH

Dwarf VEH Dwarf PTH

39

Gráfico 5

Densidade mineral óssea trabecular - BMD

(mg/cm3)

700

600

*

*

500

3

400

/cm 300

gm 200

100

0

Lewis VEH Lewis PTH

Dwarf VEH Dwarf PTH

Gráfico 6

Interaction Line Plot for TRAB_DEN

Effect: Treatment * Group

600

550

500

450

ean

Dw arf

400

el M

Lew is

C 350

300

250

200

PTH

VEH

Cel

Linhas de interação tratamento * grupo para a densidade

trabecular – análise post-hoc

40

Gráfico 7

Área óssea total (mm2)

20

18

*

16

*

14

12

2

10

mm 86

4

2

0

Lewis VEH

Lewis PTH

Dwarf VEH

Dwarf PTH

Gráfico 8

Área trabecular (mm2)

6

*

5

*

4

2

3

mm 2

1

0

Lewis VEH

Lewis PTH

Dwarf VEH

Dwarf PTH

41

Quanto ao osso cortical, os valores obtidos nas diáfises femorais (Fig. 4)

dos animais dos grupos 1 e 2 também mostraram diferenças significantes entre as

duas linhagens. Os parâmetros conteúdo mineral ósseo total (total BMC),

densidade óssea total (total BMD), conteúdo mineral ósseo cortical (cortical BMC),

área cortical, espessura cortical, circunferência endosteal e circunferência

periosteal mostraram-se significantemente inferiores nos animais da linhagem

dwarf do que na linhagen Lewis, com exceção da densidade mineral óssea cortical

(cortical BMD) . Ao se considerar os parâmetros do tecido ósseo cortical nos

grupos 3 e 4, praticamente todos os valores obtidos nas diáfises femorais não

demonstraram efeito algum do tratamento com PTH em nenhum dos grupos, com

exceção da densidade mineral óssea cortical (cortical BMD), que se mostrou

aumentada (p<0,003), como pode-se observar nos gráficos 9 a 16.

Gráfico 9

Conteúdo mineral ósseo total - Total BMC

(mg/mm)

8

7

6

5

m 4

/mg 3

m 2

1

0

Lewis VEH Lewis PTH

Dwarf VEH Dwarf PTH

42

Gráfico 10

Densidade mineral óssea total - Total BMD

(mg/cm3)

1000

900

800

700

3

600

500

/cmg 400

m

300

200

100

0

Lewis VEH Lewis PTH

Dwarf VEH Dwarf PTH

Gráfico 11

Conteúdo mineral ósseo cortical - Cortical content

(mg/mm)

8

7

6

5

m 4

/mg 3

m 2

1

0

Lewis VEH

Lewis PTH

Dwarf VEH

Dwarf PTH

index-54_1.png

index-54_2.png

index-54_3.png

index-54_4.png

index-54_5.png

index-54_6.png

index-54_7.png

index-54_8.png

index-54_9.png

index-54_10.png

index-54_11.png

index-54_12.png

index-54_13.png

index-54_14.png

index-54_15.png

index-54_16.png

index-54_17.png

index-54_18.png

index-54_19.png

index-54_20.png

index-54_21.png

index-54_22.png

index-54_23.png

index-54_24.png

index-54_25.png

index-54_26.png

index-54_27.png

index-54_28.png

43

Gráfico 12

Densidade mineral óssea cortical - Cortical

density (mg/cm3)

1400

1200

1000

3

800

/cmg 600

m

400

200

0

Lewis VEH Lewis PTH

Dwarf VEH Dwarf PTH

Gráfico 13

Área cortical - Cortical area (mm2)

6

5

4

2

3

mm 2

1

0

Lewis VEH

Lewis PTH

Dwarf VEH

Dwarf PTH

44

Gráfico 14

Espessura cortical - Cortical thickness (mm)

0.8

0.7

0.6

0.5

m 0.4

m 0.3

0.2

0.1

0

Lewis VEH

Lewis PTH

Dwarf VEH

Dwarf PTH

Gráfico 15

Circunfêrencia periosteal - Periosteal

circumference (mm)

12

10

8

m 6

m 4

2

0

Lewis VEH

Lewis PTH

Dwarf VEH

Dwarf PTH

index-56_1.png

index-56_2.png

45

Gráfico 16

Circunferência endosteal - Endosteal

circumference (mm)

7

6

5

4

mm 3

2

1

0

Lewis VEH

Lewis PTH

Dwarf VEH

Dwarf PTH

Fig. 3 - Imagem da região

Fig. 4 - Imagem da região

metafisária do fêmur obtida

diafisária do fêmur obtida por

por pQCT.

pQCT.

index-57_1.jpg

index-57_2.jpg

46

4.3

Análise histomorfométrica

O volume trabecular mostrou-se notadamente diminuído nos animais da

linhagem dwarf em relação aos da linhagem Lewis, ao se comparar os animais

dos grupos 1 e 2 (1,2 ± 1,4% vs. 18,9 ± 3,3%, p < 0,0001).

O número de trabéculas e a espessura trabecular também mostraram-se

diminuídos nos ratos dwarf, enquanto a separação trabecular apresentou-se

aumentada.

A

B

Fig. 5 - Imagens das metáfises proximais das tíbias de animais

dwarf (A) e Lewis (B). Evidente diminuição do número e da

espessura das trabéculas ósseas (coradas em preto - Van Kossa),

indicando osteopenia trabecular nas ratas dwarf.

47

O crescimento ósseo longitudinal mostrou-se três vezes superior nos ratos

Lewis em comparação aos ratos dwarf (72,1 ± 4,9 µm/d vs. 24,5 ± 10,7 µm/d, p <

0,0001).

Ao se considerar os parâmetros de superfície óssea trabecular, não houve

diferença significativa entre os valores médios de superfície osteóide, superfície

osteoblástica e superfície osteoclástica entre os grupos 1 e 2.

No entanto, a taxa de aposição mineral (MAR) no osso trabecular, um

índice de atividade osteoblástica, mostrou-se significantemente diminuída nos

animais da linhagem dwarf em comparação aos da linhagem Lewis (0,9 ± 0,2 µm/d

vs. 1,5 ± 0,3 µm/d, p < 0,0005).

A área cortical estava marcadamente diminuída nos ratos dwarf em relação

aos ratos Lewis (1,9 ± 0,1 mm2 vs. 3,2 ± 0,2 mm2, p < 0,0001), da mesma forma

que a espessura cortical (488,9 ± 19,7 µm vs. 682,6 ± 35,4 µm, p < 0,0001).

Índices de crescimento do osso cortical, como taxas de aposição mineral

endocortical e periosteal, e taxas de formação óssea endocortical e periosteal,

também apresentaram valores significantemente mais baixos.

O tratamento com PTH provocou aumento significativo no volume

trabecular nas vértebras lombares dos ratos da linhagem Lewis (26,4 ± 6,4 % vs.

37,0 ± 6,4%, p < 0,0001) e dwarf (15,9 ± 4,4 % vs. 25,1±6,7%, p < 0,003),

pertencentes aos grupos 3 e 4 respectivamente, quando comparado ao tratamento

placebo. Provocou ainda aumento na espessura trabecular e diminuição na

separação trabecular nestas mesmas estruturas (gráficos 17 a 20).

48

Gráfico 17

Volume trabecular vertebral (%)

50

45

*

40

35

*

30

) 25

(% 20

15

10

5

0

Lewis VEH

Lewis PTH

Dwarf VEH

Dwarf PTH

Gráfico 18

Espessura trabecular vertebral (µm)

80

70

*

60

*

50

m 40

µ 30

20

10

0

Lewis VEH

Lewis PTH

Dwarf VEH

Dwarf PTH

49

Gráfico 19

Número trabecular vertebral (#/mm)

9

8

*

*

7

6

) 5

m 4

(#/m 3

2

1

0

Lewis VEH

Lewis PTH

Dwarf VEH

Dwarf PTH

Gráfico 20

Separação trabecular vertebral (µm)

200

*

180

160

140

*

120

) 100

m(µ 8060

40

20

0

Lewis VEH

Lewis PTH

Dwarf VEH

Dwarf PTH

index-61_1.jpg

index-61_2.jpg

index-61_3.jpg

index-61_4.jpg

index-61_5.jpg

50

O mesmo efeito foi observado no volume trabecular tibial (gráfico 21) , em

ratos Lewis (19,4 ± 2,8 % vs. 24,6 ± 4,3 %, p < 0,0001) e dwarf (2,8 ± 1,8 % vs. 8,8

± 2,8 %, p < 0,0001), assim como aumento no número trabecular (gráfico 22),

(figuras 6 e 7).

Fig. 6 - Metáfise proximal da

Fig. 7 - Metáfise proximal da

tíbia de animal dwarf que

tíbia de animal dwarf que foi

recebeu medicamento

tratado com PTH. Evidente

placebo. Osteopenia

aumento do número e da

caracterizada por diminuição

espessura trabecular. Nota-

do número de trabéculas

se ainda aumento da região

ósseas e também da

da placa de crescimento.

espessura trabecular.

51

Gráfico 21

Volume trabecular tibial (%)

35

30

*

25

20

% 15

*

10

5

0

Lewis VEH

Lewis PTH

Dwarf VEH

Dwarf PTH

Gráfico 22

Número trabecular tibial(#/mm)

8

7

*

6

5

m

*

4

#/m 3

2

1

0

Lewis VEH

Lewis PTH

Dwarf VEH

Dwarf PTH

52

O crescimento longitudinal tibial (gráfico 23) foi significantemente maior nos

animais submetidos ao tratamento com PTH, tanto no grupo 3 - Lewis (70,9 ± 5,6

µm/d vs. 8,3 ± 12,7 µm/d, p < 0,0001), como no grupo 4 – dwarf (27,3 ± 8,7 µm/d

vs. 72,8 ± 6,1 µm/d, p < 0.0001). A análise post hoc (gráfico 24) revelou interação

entre os efeitos de grupo e tratamento para este parâmetro, obsevando-se que o

acréscimo no crescimento longitudinal nos ratos dwarf foi maior do que o

observado nos ratos Lewis.

Gráfico 23

Crescimento ósseo longitudinal tibial (µm/d)

100

*

90

80

*

70

60

50

/dm 40

µ

30

20

10

0

Lewis VEH Lewis PTH

Dwarf VEH Dwarf PTH

53

Gráfico 24

Interaction Line Plot for Longitudinal bone grow th

Effect: Treatm ent * Group

90

80

70

ean 60

Dw arf

el M

Lew is

50

C

40

30

20

PTH

VEH

Cel

Linhas de interação tratamento * grupo para o crescimento

ósseo longitudinal tibial – análise post-hoc

Os ratos dwarf tratados com PTH exibiram ainda um aumento de 7 e 13

vezes na superfície de mineralização e taxa de formação óssea das vértebras

lombares respectivamente, quando comparados aos ratos dwarf tratados com

placebo (gráficos 25 e 26). Os ratos Lewis tratados com PTH mostraram aumento

de 3 e 4 vezes na superfície de mineralização e taxa de formação óssea das

vértebras lombares respectivamente, quando comparados aos ratos Lewis

tratados com placebo.

54

Gráfico 25

Superfície de mineralização (%)

60

*

50

*

40

) 30

(%

20

10

0

Lewis VEH

Lewis PTH

Dwarf VEH

Dwarf PTH

Gráfico 26

Taxa de formação óssea vertebral (10-2µm3/µm2/d)

80

*

70

*

) 60

/d2 50

m 40

/µ3 30

m

-2 µ

20

10

(10

0

Lewis VEH Lewis PTH

Dwarf VEH Dwarf PTH

A taxa de aposição mineral do osso trabecular vertebral também mostrou-

se aumentada nos ratos Lewis submetidos ao tratamento com PTH (1,07 ± 0,12

55

µm vs. 1,35 ± 0,08 µm, p < 0,0001) e nos ratos dwarf tratados com PTH (0,88 ±

0,09 µm vs. 1,25 ± 0,14 µm, p < 0,0001), quando comparados aos seus

respectivos grupos controle (gráfico 27).

Gráfico 27

Taxa de aposição mineral do osso trabecular

vertebral (µm/d)

1.6

1.4

*

*

1.2

1

)/d 0.8

m 0.6

(µ

0.4

0.2

0

Lewis VEH

Lewis PTH

Dwarf VEH

Dwarf PTH

4.4

Dosagem sérica de IGF-I

Os níveis séricos de IGF – I nos ratos dwarf foram cerca de três

vezes menores quando comparados aos valores observados nos ratos Lewis, a

despeito do tratamento realizado, placebo ou com PTH (gráfico 28).

56

Gráfico 28

IGF- I sérico (ng/mL)

1200.0000

1000.0000

800.0000

L 600.0000

/mgn 400.0000

200.0000

0.0000

Lewis VEH Lewis PTH

Dwarf VEH Dwarf PTH

57

5. DISCUSSÃO

58

5

DISCUSSÃO

Na análise fenotípica, os animais da linhagem dwarf apresentaram peso

corpóreo médio 52,9 % inferior que os da linhagem Lewis e comprimento femoral

14,8 % menor. A taxa de crescimento longitudinal, acompanhando este padrão,

mostrou-se também três vezes menor nos ratos dwarf, quando comparados aos

ratos Lewis (72,1 ± 4,9 µm/d vs. 24,5 ± 10,7 µm/d, p < 0,0001).

A diferença significativa no tamanho destes animais, dwarf e Lewis, pode

ser comparada à observada nos camundongos knockout, com peso corpóreo

médio 60 % inferior ao do grupo controle (sem alteração genética para o IGF-I),

conforme observado por Powell-Braxton et al. (1993) ao desenvolver esta

linhagem. Os ratos da linhagem dwarf, apesar de terem apresentado crescimento

retardado, mostraram-se hígidos e não foram observados distúrbios graves pós-

nascimento, malformações no sistema músculo-esquelético e mortalidade

elevada, comumente vistas em animais “knockout”. Os animais da linhagem

Lewis, por sua vez, foram considerados como o grupo controle ideal ou linhagem

de referência (“background strain”) , uma vez que a linhagem dwarf, conforme

previamente citado, originou-se de uma colônia de ratos Lewis (Charlton et al.,

1998).

Os ratos dwarf apresentam vantagens também sobre ratos

hipofisectomizados, bastante utilizados em pesquisas sobre os efeitos da

deficiência de GH e IGF-I sobre o crescimento longitudinal (Thorngreen e

Hansson, 1975; Thorngreen e Hansson, 1977; Thorngreen et al., 1977).; Schoenle

59

et al., 1982). Estes animais, porém, apresentam maior susceptibilidade a

infecções, diminuição da eritropoiese e estado geral debilitado.

Yeh et al. (1995) ao realizarem avaliação histomorfométrica de ratos

hipofisectomizados, observaram que a deficiência de GH resultou em perda de

tecido ósseo trabecular, além de interrupção no crescimento ósseo, diminuição do

ganho de peso corpóreo e do metabolismo ósseo. Relacionaram esta perda óssea

primariamente à supressão do crescimento ósseo longitudinal e também à inibição

do remodelamento ósseo, com diminuição taxa de formação óssea em relação à

reabsorção. Iwamoto et aI. (2007) também observaram que a hipofisectomia

levava à cessação do crescimento ósseo e osteopenia trabecular em ratos

jovens.

No entanto, a hipofisectomia leva à deficiência, não somente do hormônio

do crescimento, mas também à deficiência de outros hormônios pituitários,

incluindo o hormônio estimulante da tireóide, hormônio adrenocorticotrófico e

hormônio folículo estimulante, que também atuam no metabolismo do tecido

ósseo, dificultando a interpretação dos dados obtidos.

Os efeitos da hipofisectomia estão também relacionados à idade por

ocasião da cirurgia e, ainda, se esta foi completa, uma vez que os parâmetros de

crescimento longitudinal puderam ser correlacionados por Thorngreen et al. (1980)

com o exame microscópico de cortes em série da sella turcica.

A haploinsuficiência de IGF-I leva à redução dos valores de densidade

mineral óssea (Mohan e Baylink, 2005) sem os altos índices de mortalidade até

então observados, porém a diminuição dos niveis séricos de IGF-I nestes

60

heterozigotos é de apenas 20 a 30%, enquanto nos ratos dwarf eles se mostraram

três vezes mais baixos quando comparados aos observados nos ratos Lewis (p <

0,0001). O método ELISA (Enzyme-Linked Immuno Sorbent Assay) foi aplicado

para obtenção dos níveis séricos de IGF-I, utilizando-se o kit Rat/Mouse IGF-I

ELISA, produzido pelo Laboratório IDS – Immunodiagnostic systems. Na seleção

deste método, levou-se em consideração o fato de que o IGF-I de ratos e

camundongos difere do IGF-I humano. São observadas três substituições nas

posições de aminoácidos (posições 20, 35 e 67)

A histomorfometria permite avaliar de forma direta e precisa, os

mecanismos celulares e teciduais da formação e remodelação do tecido ósseo,

através da análise quantitativa dos componentes da morfologia óssea, como

volume, área, perímetro, etc., além de fornecer dados acerca de sua

microarquitetura e conectividade da malha trabecular (Carvalho et al., 2000).

Na avaliação histomorfométrica realizada, o volume trabecular mostrou-se

acentuadamente diminuído nos ratos dwarf em relação aos ratos Lewis (1,2 ±

1,4% vs. 18,9 ± 3,3%, p < 0.0001), e esta osteopenia estava associada à redução

do número de trabéculas e aumento da separação trabecular. Embora os valores

para a superfície osteóide e superfície osteoblástica não tenham se mostrado

significativamete diferentes entre os dois grupos, a taxa de aposição mineral do

osso trabecular, considerada como uma indicação de atividade osteoblástica,

apresentou valores inferiores significativos nos ratos dwarf. A superfície

osteoclástica tampouco apresentou diferenças significativas entre os dois grupos.

A análise das metáfises femorais pela tomografia computadorizada (pQCT)

revelou que os parâmetros estruturais do osso trabecular apresentaram-se

61

significantemente mais baixos nos ratos dwarf, comparados aos dos ratos Lewis (p

< 0,0001). Todos os valores do osso cortical obtidos na na diáfise femoral (com

exceção da densidade mineral óssea cortical) também se encontraram diminuídos

nos animais da linhagem dwarf. A tomografia computadorizada pode avaliar a

medida da verdadeira densidade mineral volumétrica, por sua característica

tridimensional (com valores expressos em mg/cm3 para densidade), eliminando

interferências nos resultados em função do tamanho do osso. Mostra-se, desta

forma, superior às primeiras avaliações não invasivas através de métodos lineares

como SPA (Single-energy Photon Absorptiometry - absorciometria simples) e

posteriormente Dexa (Dual x-ray absorptiometry – absorciometria de dupla

emissão radiológica), expressas como densidade mineral óssea por área

(mg/cm2). A realização de pQCT, tanto nos ratos Lewis como dwarf, não

apresentou as dificuldades observadas por Bikle et al. (2001) ao utilizarem

camundongos “knockout”, fornecendo dados consistentes e consonantes com os

obtidos pela análise histomorfométrica. Os camundongos “knockout”

apresentaram ainda outros resultados divergentes dos obtidos com os ratos dwarf;

Bikle e cols. (2001) notaram também diminuição do tamanho e da taxa de

formação óssea das tíbias, porém obtiveram valores aumentados para o volume

trabecular e número de trabéculas. Os ossos destes animais foram então

considerados menores, porém mais compactos, apesar de não terem sido

observadas alterações semelhantes nas vértebras lombares.

Os camundongos deficientes em IGF-I produzido pelo fígado (LID, do inglês

liver IGF-I deficient) apresentam ablação da expressão do gene IGF-I no fígado,

com níveis sistêmicos de IGF-I notadamente reduzidos, porém sem alterações na

62

produção local de IGF-I no tecido ósseo (Yakar et al., 1999) O índice de

sobrevivência destes animais é superior ao observado em camundongos knockout

e os níveis séricos de IGF-I encontram-se reduzidos em 75 %, valores inferiores

aos observados nos ratos dwarf. Curiosamente, porém, eles não exibem efeitos

negativos sobre o crescimento e desenvolvimento geral; exibem redução na área

e espessura corticais, com diminuição da resistência óssea, enquanto a

arquitetura do osso trabecular não é afetada. O aumento nos níveis séricos de

IGF-I podem também inibir a liberação de GH, como resposta à estimulação do

receptor do GH, em um clássico mecanismo de “feedback” negativo de controle

hormonal. Este mesmo mecanismo poderia levar ao aumento do GH em resposta

aos baixos níveis de IGF-I na circulação, mantendo o crescimento, como foi

observado nestes animais.

Existem ainda diversas outras linhagens de animais transgênicos

disponíveis, criados com o intuito de investigar de forma isolada diferentes etapas

ou fatores de crescimento, hormônios e mecanismos de sinalização celular

envolvidos no metabolismo ósseo.

Em resumo, os ratos dwarf apresentaram diminuição dos níveis séricos de

IGF-I, do índice de crescimento, do tamanho e peso corpóreo, além de alterações

dos parâmetros estruturais ósseos reveladas pela histomorfometria e pQCT,

caracterizando uma situação de osteopenia. Com base nestes dados, a linhagem

dwarf revelou-se como um modelo animal promissor, capaz de mimetizar

condições clínicas de osteopenia ligadas à deficiência do eixo GH/IGF-I, nas quais

os níveis de GH/IGF-I encontram-se diminuídos, porém não abolidos. Podem ser

63

úteis na avaliação da importância do IGF-I sobre a eficácia de agentes

farmacológicos que possam estimular a formação de tecido ósseo.

A administração intermitente de PTH apresenta efeitos anabólicos no

esqueleto e reduz o risco de fraturas em mulheres com osteoporose pós

menopausa (Zhou et al., 2001; Swarthout et al. 2002). Em 1999, Jilka et al.

consideraram que a ação anabólica do PTH se devia a um efeito anti-apoptótico,

exercido sobre os osteoblastos, e observado em estudos in vitro. Em 2007, em

um trabalho de revisão sobre os mecanismos celulares e moleculares

responsáveis pelo efeitos anabólico do PTH, Jilka voltou a considerar que o

aumento de osteoblastos ocorria devido à não apoptose e maior tempo de

sobrevivência destas células. Em trabalho recente, porém, Jilka et al. (2009), ao

estudar os efeitos do PTH sobre o periósteo, observaram aumento na

diferenciação dos osteoblastos.

O papel do IGF-I como possível mediador dos efeitos anabólicos do PTH

também tem sido considerado controverso. Diversos autores consideram o IGF-I

como um mediador essencial para os efeitos anabólicos ósseos do PTH in vitro e

in vivo (Canalis et al., 1989; Linkhart e Mohan, 1989; Pfeilschifter et al., 1995;

Watson et al., 1995; Bikle et al., 2002; Yamaguchi et al., 2005). Os resultados das

pesquisas realizadas com ratos hipofisectomizados mostraram-se conflitantes.

Hock e Fonseca (1990) consideraram o eixo GH/IGF-I essencial para as ações do

PTH sobre o tecido ósseo. Em contraste, Schmidt et al. (1995), realizaram estudo

semelhante e concluíram que o GH e IGF-I não eram necessários para induzir a

formação óssea estimulada pelo PTH. Gunness e Hock (1995) relataram que o

aumento de massa óssea induzido pelo PTH não respondia à suplementação com

64

GH ou IGF-I. Miyakoshi et al. (2001), utili zando camundongos “knockout” para

IGF-I, sugeriram que este fator era fundamental para que o PTH pudesse

manifestar efeitos anabólicos ósseos.

Os resultados obtidos com o tratamento com PTH, nos grupos 3 e 4, foram

contrastantes com os observados na literatura, em sua maior parte. Apesar de

apresentarem níveis séricos de IGF-I comprovadamente diminuídos, os ratos

dwarf submetidos ao tratamento com PTH não apresentaram diferença

significativa quanto ao peso corpóreo, quando comparados aos ratos dwaf

tratados com placebo (grupos 1 e 2 utilizados como controle). O tratamento com

PTH também não aumentou os níveis séricos de IGF-I na linhagem Lewis ou

dwarf. No entanto, o tratamento com PTH provocou aumento do volume trabecular

vertebral e do volume trabecular tibial de ratos Lewis e dwarf, quando comparados

aos respectivos grupos placebo, fato associado ao aumento na espessura

trabecular e diminuição da separação trabecular.

Os ratos dwarf tratados com PTH exibiram aumento de 7 e 13 vezes

respectivamente, na superfície de mineralização e taxa de formação óssea

quando comparados aos ratos dwarf tratados com placebo. Os ratos Lewis

apresentaram valores 3 e 4 vezes maiores para estes mesmos parâmetros

quando comparados aos ratos Lewis tratados com placebo. A taxa de aposição

mineral do osso trabecular, um índice de atividade osteoblástica, e o crescimento

tibial longitudinal estavam aumentados nos animais tratados com PTH, tanto dos

grupos dwarf como Lewis.

As análises por pQCT das metáfises femorais revelaram valores

significantemente superiores para os parâmetros estruturais nos dois grupos

65

tratados com PTH, quando comparados aos animais tratados com placebo.

Observou-se ainda interação grupo-tratamento quanto à densidade trabecular,

sendo que os ratos dwarf tratados com PTH mostraram aumento mais acentuado

do que o observado nos ratos Lewis submetidos ao mesmo tratamento. Os valores

para o osso cortical, avaliados nas diáfises femorais não apresentaram diferenças

significativas, com exceção da densidade mineral cortical, que se mostrou

aumentada, possivelmente porque o tecido ósseo cortical necessitaria de um

tratamento mais prolongado para que efeitos anabólicos pudessem ser

observados com a mesma intensidade.

Elis et al. em recente publicação (setembro, 2010), utilizaram animais

transgênicos com modificações para o IGF-I endócrino ou autócrino/parácrino,

concluindo que níveis séricos elevados de IGF-I sinergizam a ação do PTH sobre

o esqueleto apenas quando o IGF-I do tecido ósseo permanece intacto

Certamente, muitas pequisas ainda serão realizadas até serem elucidados

os múltiplos fatores de crescimento, hormônios, receptores e moléculas

sinalizadoras que atuam sobre os efeitos do GH, do IGF-I e do PTH sobre o

metabolismo ósseo. No entanto, a resposta positiva ao tratamento com PTH nos

animais da linhagem dwarf, permite confirmar a sua indicação terapêutica como

um potente agente anabólico ósseo, ainda que em condições de deficiência de

GH/IGF-I sistemico.

66

6. CONCLUSÕES

67

6

CONCLUSÕES

1- A deficiência do eixo GH/IGF-I teve efeitos negativos sobre o crescimento e

formação de tecido ósseo trabecular e cortical nos animais da linhagem

dwarf.

2- O tratamento com PTH provocou efeitos anabólicos ósseos, a despeito dos

baixos índices de IGF-I circulantes.

68

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

69

7

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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