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Amor e extrosão por L P Baçan - Versão HTML

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Direitos exclusivos para língua portuguesa:

Copyright © 2007 L P Baçan

Pérola — PR — Brasil

Edição do Autor. Autorizadas a reprodução e distribuição gratuita desde que sejam preservadas as características originais da obra.

CAPÍTULO 1

Deitado em sua cama, no quarto do hotel, Tom Simpson pensava na primeira vez que vira Lissa Benson...

Ela estava sentada em sua cadeira de balanço, no alpendre de sua casa, na fazenda. Seus olhos fixavam-se na direção do milharal e espelhavam ternura, como se aquelas plantas fossem algo muito querido. Tom já havia visto mulheres bonitas, mas Lissa Benson não era só beleza: era alguma coisa selvagem, indomável como vento que soprava do deserto; e também serena como as noites de luar.

Ele havia deixado seu carro na estrada e caminhava até lá, levando a maleta com as amostras e tabelas de adubos, inseticidas e pesticidas.

Ao vê-la, teve a certeza de que não precisaria vender-lhe nada para ter ganho seu dia.

Aquele rosto dourado pelo sol parecia a própria natureza em toda a sua beleza; os cabelos amarelos eram ouro puro, emoldurando a beleza daquele rosto.

Tom foi gentil, com maneiras da cidade, o que impressionou a mulher. Após as apresentações, Tom falou sobre o estado da terra, possibilidades de aumento da produtividade e uma proção de detalhes técnicos que conhecia como ninguém.

Lissa ficara impressionada. Seus olhos azuis traduziam simpatia. Tom entendera isso logo.

Estava acostumado a interpretar toda e qualquer manifestação feminina de agrado. Era um bom vendedor. Tinha boa aparência e sabia se comunicar. Vender era sua profissão; conquistar as mulheres, sua diversão.

Mas Lissa benson era esperta, muito esperta. Queria agrados, gostava de ouvir a conversa de Tom, mas não cedia. Isso o excitava cada vez mais a respeito da bela mulher. Para não se impacientar, resolvera jogar seu laço em outra direção...

Marlon Rose era a camareira do hotel. Uma ruiva rebolante que lhe lançava olhares inflados e ardentes. Tom vinha notando a insistência com que ela o olhava. Às vezes, quando se cruzaram no corredor, Marion costumava esfregar a língua nos lábios, num típico gesto de provocação.

Nos primeiros dias, Tom não se importou com ela. Como Lissa não cedesse e ele sentisse aumentar dentro de si aquela tensão sensual, marion Rose passou a ser uma boa opção.

Normalmente, saía cedo do hotel. Naquele dia, porém, resolvera agir de outra forma. Já havia feito bons negocios. Sua viagem a Novelville fora rendosa. Ainda havia uma porção de fazendeiros a serem visitados, mas eles poderiam esperar algumas horas.

Tom sabia que Marion passaria pela portaria, verificaria quais clientes haviam saído, antes de subir para arrumar os quartos. Ele, então, se levantou cedo e, deixando a porta do quarto destrancada, desceu até a portaria e entregou a chave. Tomou café e subiu furtivamente para o quarto, deitando-se à espera da camareira.

Fazia calor em Novelville. O vento que soprava do deserto, logo pela manhã, tornava o ar quente e abafado. Não o incomodava aquele clima. Tom já se habituara a ele, percorrendo as cidades daquela parte Oeste do Estados Unidos.

Estava ansioso, com o mesmo tipo de ansiedade que o assaltava, quando, à noite, ia para a casa de Lissa. Ela o recebia com cordialidade. Conversavam. Lissa gostava de ouvi-lo falar sobre cidades grandes como Chicago, São Francisco, Nova Iorque. Tom exagerava um pouco, provocando a admiração da mulher. Tentava alguma abordagem às vezes, mas era logo desencorajado.

Tom não conseguia entender como ela, viuva e rica, se contentasse em ficar ali, quando poderia ter uma vida melhor em qualquer outra parte. Além disso, Tom conhecia as mulheres.

Lissa era do tipo irriquieto diante de um homem. Ele não podia entender como ela, após perder o marido, não se ligara a outro homem.

Lissa era do tipo que não podia passar suas noites sozinhas, sem a companhia de um homem. Sua resistência, porém, o intrigava, além de excitá-lo cada vez mais.

Tom usara de todo o seu charme na noite passada. Havia sugerido algumas coisas, contando algumas estorias picantes a pedido dela, criado um ambiente propicio, mas nada acontecera. Lissa o evitara como das vezes anteriores...

Ouviu passos no corredor do hotel.

Ele se sobresaltou, sentindo uma espécie de arrepio percorrer seu estomago. Poderia ser de Marion Rose. Ouviu um barulho de chave no quarto vizinho. Instantes depois, uma voz feminina cantarolava.

Não havia dúvida. Tinha de ser Marion Rose. Mudou o rumo de seus pensamentos, pensando no que faria em seguida. Permaneceria na cama, vestido como estava, ou esperaria no banheiro até que ela entrasse?

Não, com Marion Rose não precisaria de truques. Ela entraria, ficaria surpresa a principio e depois entenderia as intenções dele.

Permaneceu na cama, ouvindo-a cantarolar no quarto vizinho. Imaginou seu corpo rechonchudo se movendo, pelo aposento, debruçando-se para arrumar os lençóis da cama, distendendo-se todo para limpar os móveis.

Estava excitado, não por Marion Rose, mas por Lissa. Ela o punha em fogo com sua proximidade, com sua voz encantadora, com seu hálito perfumado. Havia um apelo irresistivel naquela mulher. Ela era toda tentação e perfeição. Ele percebia alguma coisa misteriosa nela, como se guardasse o segredo de sua resistência em alguma coisa que Tom não conseguia entender.

Isso o desesperava, às vezes. Quando a deixava, altas horas da noite, Tom apanhava seu carro e saía pela estrada deserta, parando em algum ponto para pensar em onde havia falhado. O ar da noite acalmava seus nervos; a brisa fresca esfriava seu rosto afogueado.

Tom fumava alguns cigarros, pensando em Lissa. Chegara, uma noite dessas, a pensar numa tática mais direta e violenta, como agarrar Lissa e possui-la sobre o sofá da sala, onde ficavam conversando habitualmente. Lissa era terna, porém. Tom sabia que aquela tática não daria certo porque estragaria todo o relacionamento dos dois.

Mas se viu tentado, algumas vezes, a valer-se. Ia com esse pensamento em sua cabeça, mas ao vê-la parada no alpendre, esperando-o, tudo mudava dentro dele. Submisso e vencido, ele aceitava o jogo dela e conversavam como das vezes anteriores...

Marion Rose parou de cantarolar no quarto vizinho. Tom a ouviu deixar aquele aposento e dar alguns passos pelo corredor, parando à porta do quarto dele.

Ele cruzou as mãos atrás da cabeça e ficou olhando para a porta. Um barulho de chave, desnecessário, e a porta se abriu repentinamente.

Marion não o percebeu, até que fechou a porta e depositou na penteadeira a roupa de cama que trazia em seus braços.

Ela ficou deliciosamente surpresa ao vê-lo ali. Seu rosto se ruborizou repentinamente, mas manteve a calma. Esfregou a lingua pelos lábios daquele modo provocante que Tom conhecia e sorriu.

— Desculpe-me! — disse ela. — Vi sua chave lá embaixo, pensei que tivesse saído.

— Sim, eu ia sair, mas mudei de idéia. Foi pena eu não ter avisado lá embaixo.

— Se preferir, volto depois.

— Oh, não, não quero interromper seu trabalho. Faça-o, garanto que não vou inconodá-la —

disse ele, levantando-se da cama e indo sentar-se perto da janela.

Marion retirou o lençol da cama e a fronha do travesseiro, trocando-os por novos. Espanou os móveis, limpou o banheiro e trocou as toalhas. Varreu o chào e parou, à porta, indecisa.

Tom a estivera observando o tempo todo. Marion tinha coxas firmes e bronzeadas. Talvez tomasse banhos de sol, mas Tom não soubera de nenhuma piscina na cidade.

— Sempre faz calor assim nesta cidade? — indagou ele, caminhando pelo quarto, ao redor de Marion Rose.

— Sim, sempre — respondeu ela, percebendo, na inquietação dele, o desejo.

— Como se faz para refrescar o corpo num dia assim?

Ela sorriu maliciosamente, indo se sentar na cama. Cruzou as pernas com provocação, jogando a cabeça para trás e olhando para cima, enquanto falava.

— Há o rio, não conhece? Não há lugar mais agradavel que aquele.

— Vai sempre lá?

— Sim, quando o calor é demais.

Tom a olhou. O assunto era desinteressante. Cada umd eles sabia o que aconteceria ali, entre eles. Conversar banalidades apenas adiaria o momento do amor. Tom não quis esperar mais.

Caminhou para ela. Marion Rose o aguardou, olhando-o quase comd esafio. Ele parou à frente dela.

— Por que não fecha a janela, amorzinho? — pediu ela.

Tom a atendeu, fechando a persiana. Marion Rose cheirava a óleo de moveís e desinfetante do banheiro, mas tinha lábios saborosos e um corpo ardente como o próprio deserto, ao longe.

Despiram-se rapidamente. Marion Rose se estendeu na cama, respirando apressada. Tom a olhou por instantes. O corpo da jovem era tentador, de formas cheiras, mas delineadas, seios opulentos e firmes.

Tom pensou em Lissa e fechou os olhos, debruçando-se sobre o corpo de marion. Seus lábios desejavam devorar aquelas carnes, acariciando-a com beijos sofregos.

Seus corpo se enroscaram com luxúria. Tom era um hábil amante. Suas viagens constantes lhe haviam proporcionado as mais diversas experiencias. Cada mulher era uma nova emoçao, apesar de Tom conhecer cada tipo que elas encarnavam.

Marion se mexeu sob ele, excitando-o ainda mais. Ele a apertou contra si. Seu hálito quente deslizou pelo pescoço da garota, trantornando-a.

Ele a mordiscou no pescoço. Marion suspirou, fogosa e inquieta. Beijos alucinados foram trocados em seguida. Suas linguas se buscaram, carregadas de prazer. As mãos dele percorriam os contornos mais promissores do corpo dela, levando-a a uma empolgação crescente e desenfreada.

Os dentes dele buscaram os bicos endurecidos dos seios de Marion. Ela torceu o corpo, agarrando-o pela cabeça e apertando-o contra o peito. Toms e sentiu sufocar, atacando com mais sofreguidão.

Seus dedos hábeis escorregaram pelo ventre dela, buscando-lhe a feminilidade.

Marion se contorcia sobre o leito, tomada de sensações que a inundavam de calor e prazer.

Suplicou pela posse.

Tom prolongou um pouco mais suas caricias, levando-a à beira da alucinação. Quando a sentiu pronta, acomodou-se sobre ela, roçando sua rija masculinidade contra suas carnes úmidas.

Depois, com um movimento brusco e direto, penetrou-a com facilidade. Marion se estremeceu sob ele, movimentando os quadris circularmente. Tom iniciou seus movimentos, pondo toda a sua potência em cada golpe.

O êxtase chegou com impetuosidade, fazendo Marion gemer em delírio. Tom, no prazer final, golpeou-a com todas as suas forças, pensando em Lissa e desejando tê-la ali, vencida e saciada, assim como marion estava naquele momento.

***

Quando Tom deixou o hotel, a manhà já ia pelo meio. O sol ardia inclemente, fazendo-o suar. Ele apanhou seu carro e visitou alguns clientes. Sentia-se calmo e repousado. Marion Rose havia sido uma excelente terapia, além de ser muito deliciosa.

À hora do almoço, esperava ser servido no restaurante do hotel. Enquanto isso, tomava um aperitivo. O uísque descia aquecido e forte, como são os uísques daquela parte dos E.U.A.

Tom levantou o copo, olhando o líquido de um amarelo forte. Uma idéia lhe passou pela cvabeça.

Havia algo que Tom não tentara ainda. Lembrou-se que havia um motel na rodovia estadual que atravessava a cidade, há algumas milhas da fazenda de Lissa. O motel mantinha um bom resturante.

A idéia seria convidar Lissa para um jantar. Naturalmente ela aceitaria. Gostava de ser cortejada e cercada de atenção. Uma vez no restaurante, Tom a encheria de champanhe, por exemplo, deixando-a vencida. Poderiam ir para o próprio motel ou então fazerem uma parada em algum ponto da estrada, onde a relva fosse macia...

Sim, era uma bnoa idéia, reconheceu. Primeiro Tom falaria das mulheres das cidades grandes, de como elas apreciam champanhe. Enquanto contasse, cuidaria em manter a taça de Lissa sempre cheia. Talvez desse certo.

Ruminou a idéia, pensando em todos os detalhes. Se falhasse em levá-la para o motel, poderia inventar uma desculpa para parar o carro na estrada. Faria as coisas de um modo a não assustá-la.

O almoço foi servido. Tom comeu com apetite, sempre pensando em Lissa. Aquela mulher era diferente de todas as que já havia conhecido. Era sensual, provocante, mas intransigente.

Tom nunca tivera antes que se esforçar tanto para conquistar alguém.

Geralmente bastava um pouco daquela sua conversa hábil e tudo ficava acertado. Lissa o intrigava. Talvez fosse um tipo diferente de mulher, desconhecida para Tom.

Pensou no assunto. As mulheres que conhecera não eram exemplos de virtude, mas mesmo essas Tom havia conquistado.

Certa vez havia conhecido um fazendeiro, homem de idade e já desgastado para coisas do amor, com uma esposa jovem e fogosa.

Ela oferecera alguma resistencia, mas terminara cedendo. Aquela resistencia valorizara a conquista. Tom havia sentido um prazer inigualável ao tê-la nos braços, após alguns dias de assédio.

Lissa, porém, ultrapassava qualquer espectativa. Resistia dia após dia com aquela calma e aquela ternura que od esarmavam totalmente. No entanto, a cada novo encontro, Tom sentia aumentar aquele desejo de apertá-la em seus braços, sugar aqueles lábios, gozar aquele corpo.

Ela simplesmente o confundia. Tom não sabia onde estava a chave para abrir a porta daquele coração.

Mas tinha um novo plano e precisava pô-lo em prática. Após o almoço, foi até o telefone e ligou para Lissa, convidando-a para o jantar.

— Para que isso, Tom? — indagou ela, com aquela sua voz modulada com perfeição,s ensual, quente.

Toms entia arrepios no estomago a cada vez que ela falava. Fechou os olhos para melhor mentalizar os lábios de Lissa, lábios carnudos e vermelhos, provocantes.

— Acheia que gostaria de experimentar um hábito civilizado. Além disso vamos variar um pouco.

— Está bem — concordou ela, sem esconder o prazer que o convite lhe causara.

Ao desligar o telefone, Tom ficou parado pensando nela. Lissa era imprevisível. Num momento se mostrava fria, distante; no outro, era toda entusiasmo. Isso desorientava-o.

À tarde, saiu para mais algumas visitas. Havia alguns clientes relutantes, desses que precisavam ser convencidos a custo a usarem as mais modernas técnicas de preparo do solo, deixando de lado antigas e tradicionais.

Quando retornou, ao anoitecer, estava cansado, mas a perspectiva do jantar com Lissa o animava. Barbeou-se cuidadosamente, escolhendo uma de suas mais viris loções de barba.

Após o banho, espalhou-a pelo rosto e pelo corpo.

Vestou-se com esmero. Lissa gostaria daqueilo. Quando chegara, pedira ao porteiro do hotel para que levasse seu carro ao posto de gasolina para ser lavado e abastecido. Aquela seria uma noite especial. Tom caprichava em todos os detalhes.

Ao deixar o quarto para ir ao encontro de Lissa, notou marion que subia as escadas em sua direção. Seria uma boa chance de testar seu charme.

Marion parou à frente dele, olhando-o deslumbrada. Em seus olhos Tom leu a aprovação.

Estava irresistivel naquela noite. Lissa fatalmente seria vencida, subjugada, possuida. Pensar nisso, fazi-o estremecer e arrepiar.

— Esqueci de lhe dizer uma coisa — falou Marion, aproximando-se um pouco mais.

— E o que é?

— Meu horário termina às dez da noite. — informou ela, sugestiva e convidativa.

— Não me esquecerei disso, querida — sorriu ele, passando por ela.

Marion o segurou pelo braço, olhando-o comd esejo. Depois sorriu e o deixou caminhar pelo corredor. Tom retribuiu ao sorriso. Se tudo falhasse, o que ele julgava impossivel, restaria Marion Rose para aplacar-lhe os desejos provocados por Lissa.

Ao passar pelo porteiro, este lhe entregou as chaves do carro. Tom lhe deu uma gorjeta e já estava na porta, quando o rapaz o chamou. Ele se vbirou para ouvir o que ele dizia.

— Os montanheses, senhor. Eles vêm aí.

— Sim, e daí? Eles compram adubo?

— Talvez, senhor. Talvez — disse o rapaz, num Tom de voz alarmado, que Tom não entendeu.

Lissa estava à espera dele. Depois conversaria melhor com o rapaz, procurando entender o que ele queria dizer com tudo aquilo.

CAPÍTULO 2

Tom se sentia, em parte, frustrado. Pela primeria vez em sua vida usaria de um recurso pouco honesto para conseguir o amor de uma mulher. Esgotados todos os argumentos costumeiros, só lhe restava aquela alternativa. Lissa era desejável demais, valia o precedente.

Ela estava magnifica, esperando-o no alpendre de sua casa. Aliás, Lissa, logo au ouvir o barulho do carro, saía a porta esperá-lo, isso quando já não estivesse em sua cadeira de balanço, oscilando preguiçosasmente de um lado para outro.Ela estava levando a sério o convite. Tom a viu com um vestido, muito elegante. Um decote ousado sugeria os contornos de seus seios; a barra do vestido, porém, abaixo do joelho, escondia as formas provocantes de suas pernas.

— você sempre me surpreende, Lissa — disse ele, assim que desceu do carro.

— Por quê, tom?

— Geralmente as mulheres fazem os homens esperar — observou ele, aproximando-se para tomar a mão dela e levá-la aos lábios.

Tom teve a nitida impressão de que Lissa estremecera durante o beijo, mas era uma manifestação quase impossivel, vindo dela.

— E eu não o faço, esperar, Tom? — retrucou ela, sorrindo com malicia.

Tom concordou com a cabeça, satisfeito com um detalhe. Lissa estava em seus momentos de provocação, quando se mostrava aberta e acessível. Se esse estado de espirito durasse a noite toda, talvez Tom nem precisasse recorrer ao champanhe.

— Podemos ir? — indagoue le.

— Sim — disse ela, trancando a porta da casa e guardando a chave na bolsa.

Tom se adiantou para abrir a porta do carro. Lissa agradeceu e sentou-se. Ele tomou seu lugar ao volante e seguiram na direção da estrada.

Uma lua enorme surgia, dando reflexos prateados à vegetação que margeava a rodovia. O

asfalto, banhado a luz, parecia, em alguns pontos, um longo espelho negro.

Um perfume suave dinha da mulher, enebriando os sentidos de Tom. Ela estava adorável.

Tom não se lembrava de tê-la visto antes tão deliciosamente provocante. Lissa se acomodou ligeiramente voltada para ele, mas olhando a estrada.

Tom sentiu vontade de testar a receptividade de Lissa anquela noite. A lua estava esplêndida, o momento era propício. Talvez devesse sugerir alguma coisa e ver até onde poderia ir com a Lissa daquela noite.

— Luar magnifico, nào? — observou ele.

— Sim, muito romântico. Em noites assim, costumo ficar lá no alpendre, olhando as montanhas, quando a lua nasce.

— O que há de especial nas monhtanhas? — indagou Tom, lembrando-se das palavras do rapaz do hotel.

Lissa guardou silêncio, olhando-o com uma expressão sonhadora nos olhos brilhantes. Tom não entendeu o detalhe, mas tinha algo a fazer.

— É tudo muito bonito por aqui. Muita poesia, muito romantismo, coisas que nàos e vê nas grandes cidades. A gente sente o ar puro entrar em nosso pulmões. A gente vibra com esse romantismo e essa pureza que nos predispõem ao amor.

— Sim, concordo — disse ela, surpreendendo Tom.

Talvez as coisas fossem mais fáceis do que ele esperava. Talvez Lissa tivesse escolhido aquela noite, para, finalmente, se mostrar mulher.

— Importa-se se eu parar o carro por alguns instantes? — indagou ele, olhando-a de relance.

Lissa balançou a cabeça negativamente, dando de ombros. Um sorriso de satisfação pairou nos lábios dele, ao mesmo tempo que um arrepio percorria seu estomago. Estava feito. Seria naquela noite, talvez naquele momento mesmo.

Tom conduziu o carro para oa costamento, parando-o. Ligou o rádio, sintonizando música.

Virou-se para Lissa. A mulher olhava para frente, pensativa.

— Aceita um cigarro? — ofereceu ele.

Emr esposta ela estendeu a mão. Tom colocou um cigarro acesso entre seus dedos.

— Por que não se casou ainda, Tom? — indagou ela, inesperadamente.

Tom mordeu os lábios, contrariado. O momento não era para uma pergunta como aquela.

Será que Lissa não entendia o que ele desejava dela? Teria ele que declarar abertamente, implorar aos pés dela?

Acalmou-se após algumas tragadas em seu cigarro. Lissa o olhou interrogativamente.

— Acho que ainda não encontrei a mulher certa — disse Tom.

— E como é a mulher certa para você?

A pergunta era sugestiva e dava margem a que Tom iniciasse um ataque. Talvez conseguisse tocá-la, chegar até ela, despertar a sua sensibilidade.

Ele se virou para ela, olhando-a nos olhos. O luar os fazia brilhar encantadoramente. Tom adotou sua melhor expressão de romantismo.

— Alguém... como você, Lissa. Alguém que me inspire às melhores emoções e me prometesse os melhores momentos. Alguém que simbolizasse a indomabilidade das montanhas e a ternura da natureza. Alguém que fosse bela, mas inteligente; que soubesse ser simples e refinada, dependendo do momento...

— Você vê tudo isso em mim? — indagou ela, gratamente surpresa e emocionada com as palavras dele.

Tom percebeu uma brecha na defensiva de Lissa e precisava continuar aquele ataque. A vitoria lhe acenava, prometendo delicias indescritíveis.

— Sim, Lissa, e muito mais. Tenho viajado muito. Em toda parte sinto-me cansado, menos aqui, onde conheci a tranquilidade da terra, a paciência da plantação que nasce, a fidelidade do lar.

Lissa olhava-o enternecida. Tom conseguira chegar até ela e precisava aproveitar a chance.

Com muita delicadeza ele tomou a mão dela e levou-a aos lábios.

Foi um beijo calculado. Desta vez Tom teve certeza de que Lissa havia estremecido. Isso o empolgou, dando-lhe a certeza de que teria caminho livre pela frente.

Seu braço escorregou pelo encosto do assento de Lissa, até tocar o ombro dela. Ele se sentiu tonto, embriagado de felicidade, após a impaciencia de tanta espera.

Uma suave pressão de sua mão fez Lissa pender para ele. Os lábios dela estavam úmidos.

Ele a viu fechar lentamente os olhos, vencida, subjugada.

Os lábios dele pousaram sobre os dela, suavemente. Lissa se encostou a ele. Tom sentiu a suave pressão dos seios dela contra seu peito, excitando-o. Ele a abraçou, aumentando a força do abraço, assim como a intensidade do beijo que unia seus lábios.

Lissa suspirou, deixando a cabeça pender sobre o ombro dele. Tom a beijou com mais intensidade, abrindo os olhos para ver a beleza da pele dos ombros e os contornos sombreados e promissores dos seios, através do decote.

Seus lábios escorregaram pelo rosto dela, até a orelha, em beijos rápidos, mas ardantes.

Dali deslizaram, cada vez mais sofregos, pelo pescoço de lissa, até seu ombro. Lissa suspirou, novamente, estremecida.

Tom estava certo da vitória e se sentia o homem mais feliz do mundo naquele momento.

Uma das mãos que acariciavam as costas de Lissa se retirou lentamente, até o ombro dela.

Lissa não opôs nenhuma resistência. Aquela mão deslizou pelo braço da mulher, acariciando-o lentamente, até saltar ousadamente para a cintura dela.

Tom esperou alguns instantes. Lissa estava empolgada, deixando-se beijar. Ele redobrou a intensidade de seus beijos pelo pesoço dela. Lissa respirava irregularmente, ofegante.

A mão dele, na cintura dela, moveu-se lentamente na direção do quadril, contornando-o e chegando às coxas. Arrepiou de prazer estremeciam o corpo de Tom. As coxas de Lissa eram lisas e firmes sob o tecido.

Tom apertou suavemente aquelas carnes. Os braços de Lissa rodearam o pescoço de Tom.

Suas unhas fizeram cócegas deliciosas por entre os cabelos dele. A mão do homem deixou de acariciar as coxas tentadoras e subiram pelo ventre, na direção dos seios.

Lissa retribuia, agora aos beijos, mordiscando a orelha de Tom, enquanto sua pele parecia arder com os beijos dele. Tom sentiu o calor que vinha dos seios dela, quando sua mão parou sobre o decote.

Insinuamentemente, seus dedos caminharam pela pele macia e aveludada, na direção da promissora elevação. Lissa estremeceu mais forte.

Toms entiu sob seus dedos um dos seios dela. O bico eriçado lhe deu a certeza de que ela partilhava do mesmod esejo dele. Uma caricia inicial foi feita. A empolgação dominou Tom.

Seus dedos envolveram o seio de Lissa, massageando-o com volúpia.

As mãos que acariavam os cabelos de Tom desceram pelo seu tronco, até se apoiarem em seu peito, quando iniciaram uma leve pressão. Tom não quis acreditar a principio, mas aquela pressão foi aumentando, até que ele percebesse que ela o estava empurrando.

Separarm-se. Não houve alternativa para Tom. Seus braços ficaram caídos, enquanrto ele olhava para a frente, tentando coordenar seus pensamentos e entender a atitude de Lissa.

Uma profunda revolva o dominou. Talvez a melhor maneira fosse forçá-la, cominá-la pela força, mostrar a ela seu valor como homem e macho.

— Puxa, Lissa! — exclamou ele, dando um murro no volante do carro. — Não entendo você, juro como não entendo. Estou louco de amor, será que não percebe isso?

— Agora basta, Tom. Temos um jantar a nossa espera.

— Como você pode ser tão fria assim? — indagou ele, elevando a voz. — Como pode interromper um momento como este e ficar aí, como uma estátua? Que espécie de mulher é você, Lissa? O que pretende? Deixar-me louco?

Lissa o olhou com suavidade nos olhos, o que o desarmou totalmente. A frustração era uma dor inc6omoda em seu ventre. O desejo pedia um complemento, uma continuidade. A mulher, no entanto, demonstrava nàos e incomodar nem um pouco com isso.

— Não quero as coisas assim, Tom. Gosto de você, é agradável ouvir você falar...

— que mais, Lissa? Você gosta de mim, de me ouvir falar, mas há outras coisas que surgem quando um homem e uma mulher se encontram e se entendem. Não vá me dizer que não viu isso nascendo dentro de mim, crescendo a cada dia, tornando-se imenso, maior que as minhas forças.

— Eu sinto imensamente, Tom, se...

— Sente imensamente o quê, Lissa? Que eu a ame desesperadamente? — indagou ele, arrependendo-se ems eguida.

Era um golpe perigoso. Tom nàos abia o que era o amor. Conhecia o desejo, a paixão, o amor que durava momentos. A empolgação o levara a dizer aquilo.

Lissa se surpreendeu com a declaração. Tom percebeu isso. Talvez não fosse um erro ter dito aquilo. Mudou de tática. Adotou uma expressão de sofrimento capaz de convencer Lissa e se debruçou sobre o volante.

— Você... Bem... É verdade o que disse há pouco? — gaguejou ela.

— Sim, e me arrependo de ter dito isso. Agora você vai rir de mim, vai me achar um tolo sentimental. No entanto, é a verdade, Lissa. Amo-a como um louco e sofro com o seu desprezo, Lissa...

— eu não o desprezo, Tom. Você entendeu mal, eu apenas nào... Como dizer? Mas eu acho maravilhoso isso. Faz-me ficar emocionada, puxa! Eu... Você me deixou confusa!

Tom sorriu internamente. Se a deixara confusa era um bom sinal. Tinha de ir em frente coma quela encenação. Era a sua última chance.

— Não se justifique, Lissa. Você não tem obrigação de me entender ou de corresponder ao meu amor. Foi um erro eu ter me apaixonado por você.

— Não, não diga isso. Vamos conversar friamente, racionalmente...

— Como você espera conversar racionalmente com alguém que está louco de amor? A única linguagem que posso entender é a do amor. Quero que você me ame, Lissa, tão desesperadamente como eu a amo — finalizou ele, abraçando-a novamente e cobrindo-a de beijos ardentes.

Lissa ficou confusa entre os braços dele. Tom aproveitou para iniciar caricias arrasadoras. O

corpo dela se estremeceu quando as mãos de Tom buscaram seus pontos mais sensiveis.

Ela entreabriu os lábios. Tom leu o desejo na expressão daquele rosto, acariciando-a e beijando-a com mais impeto.

— Tom... ouça-me... Por favor — pediu ela, nos intervalos entre os beijos.

Por momento ele a seintiu vacilar, parecendo entregue em seus braços. Depois ela reagiu, colocando as mãos no peito dele e empurrando-o novamente para trás, com força e determinação.

A batalha estava perdida. A frustação doía dentro dele, quando a soltou. Ficaram ambos ofegantes, olhando a estrada à frente deles.

Tom desejou ler os pensamentos dela, penetrar naquela linda cabecinha e descobrir o que havia lá dentro, impedindo-a de aceitar aquele momento de amor.

— É seu marido, nào? — disse ele, com voz rouca.

— O que há com ele, Tom?

— É ele que está entre nós, nào? Quanto tempo faz?

— Que ele morreu.

— Sim.

— Três anos.

— É muito tempo para se lamentar um morto — disse ele, olhando-a.

Lissa abriu a boca comos e fosse dizer alguma coisa, mas permaneceu em silêncio. Havia certa surpresa em seu olhar. O rosto dela ficou tenso, depois foi serenando até voltar àquela placidez habitual.

O silêncio dela deu a entender ao homem que ele estava certo em sua observação. Toms e sentia frustrado, mas com uma espécie de remorso, também.

Lissa poderia ser uma daquelas mulheres fiéis aos maridos, capazes de sentimentos duradouros, mesmo após à morte destes. Alguém capaz de amar dessa maneira deveria valer muito. Poderia fazer a felicidade e o prazer de um homem a cada momento da vida em comum.

— Se quiser, pode me levar para casa — disse ela, desconsolada.

Tom a olhou. Havia, agora, tristeza nos olhos dela. Uma tristeza que o atingia e o confundia.

Tom ficou sem saber o que pensar. Possivelmente havia estragado tudo, além de ter magoado Lissa com a sua insistencia. Talvez ainda houvesse alguma chance se ele se mostrasse bondoso e compreensivo.

Seria, também, uma boa estratégia. Mostraria a Lissa que ele era um cavalheiro, capaz de respeitar os sentimentos alheios. Mais dia ou menos dia, Lissa somaria todos esses pontos e talvez se decidisse.

Tom ainda tinha alguns dias na cidade. Conquistar aquela mulher ainda estava em seus pensamentos, apesar do que houvera. Seria impossivel afastar-se dela, nunca mais vê-la, sem ter nada que levar de recordação.

— Nào, Lissa, desculpe-me. Acho que estraguei nosos principio de noite, mas prometo que or estante será inesquecivel. Você me perdoa?

— Sim, Tom. Não falemos mais nisso.

— Não posso evitar isso dentro de mim, Lissa. Eu a amo, não se esqueça disso.

— Tom, por favor! — pediu ela.

Ele abixou a cabeça, vencido. Materia o combinado. Lissa teria uma noite agradável. Tom a levaria ao restaurante como prometera, procurando apagar a má impressão daquele momento.

Ele sorriu, então, antes de ligar o carro, lembrando-se de algo. Havia perdido aquela batalha, mas não a guerra. Ainda tinha uma arma secreta, o champanhe. Talvez a resistência de Lissa não fosse tão forte depois de alguns goles do líquido maravilhoso.

Sim, a noite mal estava começando. Ainda havia muita coisa a ser feita. Conquistar Lissa se tornava, a cada minuto, uma questào de honra para Tom, mesmo que, para isso, ele tivesse que se valer de todos os seus truques, mesmo os mais sujos.

CAPÍTULO 3

Tom voltou para o hotel, naquela noite, completamente desanimado. Lissa havia sido mais esperta do que ele, vencendo mais uma vez. Aceitara a bebida, mas fora precavida. Tom não quis insistir, para não piorar mais as coisas.

Lissa parecia inatingível. Naquela noite, Tom havia, praticamente, usado de todos os seus recurosos e conhecimentos de conquistador. Animava-o, porém, saber que conseguira chegar perto. Houve um momento, no carro, que Tom julgou quer a teria em definitivo. Ela havia se entregado em seus braços, quase vencida. Mas ela soubera reagir.

Antes de subir para o seu quarto, Tom passou pelo bar do hotel e pediu um uisque.

Precisava pensar, chegar a uma conclusão. Havia alguma coisa em Lissa, alguma coisa misteriosa e desconhecida que Tom precisava descobrir.

O uisque pareceu acalmá-lo. Seria uma longa noite aquela. A frustração era algo inc6omodo pressionando seu ventre. Possivelmente não conseguia dormir. Estava quente e abafado.

Decidido, apanhou uma garrafa de uisque e subiu para o seu quarto. Entrou e, sem acender a luz, atirou-se na cama. Puxou o travesseiro para melhor se acomodar. Havia um apapel preso nele.

Tom acendeu a luz do abajur. Leu o bilhete: "Sabe onde me encontrar? Marion Rose".

Atirou o bilhete para um lado,d esanimado. Abriu a garrafa e tomou um gole. O uisque forte arranhou-lhe a garganta, aqueceu-lhe o corpo ainda mais. Ele se levantou e foi abrir a janela.

Suava. Voltou para a cama e tomou um outro gole. Estava muito abafado. Depois do terceiro gole, a idéia já lhe parecia tentadora. Levou mais um gole à garganta para se decidir.

Apanhou novamente o bilhete de Marion Rose. Ela só poderia estar em um lugar. Desligou a luz e saiu do quarto. Na portaria, indagou ao rapaz onde ficava o rio. Ele lhe informou. Tom já ia saindo, quando se lembrou de algo.

Virou-se para o rapaz:

— Escute, o que você quis dizer com aquela estória sobre montanhes?

O rapaz olhou para os lados, como se temesse que alguém ouvisse o que Tom dissera.

— Não foi nada. Cedo ou tarde descobrirá — falou, então, enigmaticamente.

Tom ficou olhando para ele,s em entender a insinuação, mas farejando alguma espécie de encrenca por trás daquilo tudo. Marion Rose o esperava. Ainda voltaria ao assunto.

Foi para o carro e seguiu na direção indicada pelo rapaz. Piuco depois, chegava ao rio. Tom já havia passado por ali algumas vezes e nem reparara naquele rio.

Aliás, era amis um reagto, com árvores e arbustos em suas margens. Assim que desceu do carro,s entiu, com alivio, seu corpo se refrescar com a umidade.

Marion Rose deveria estar por ali, em alguma parte. Ele parou, tentando ouvir alfum ruido.

Em algum local, afastado da estrada, alguém nadava. A lua estava alta e clara. Tom não teve dificuldade para chegar ao local.

Havia uma pequena represa após uma curva do rio. De longe Tom pode ver os contornos brancos de Marion Rose, nadando. Ele se aproximou lentamente. A garota o percebeu, parando de nadar e ficando flutuando.

— Está sozinha? — indagou ele.

— Sim.

— Não tem medo?

— De quê?

— De um lobo mau.

— Estava ansiosa para que ele aparecesse. Por que não vem até aqui?

Ele desabotou sua camisa, tirando-a. Depois se livrou de sua calça. Marion estava nua. Tom a imitou. Ela o convidou mais uma vez. Ele respirou fundo e depois correu e atirou-se na água, mergulhando.

Suas mãos tocaram as carnes macias das coxas da garota. Ela o convidou mais uma vez.

Ele respirou fundo e depois correu e atirou-se na água, mergulhando.

Suas mãos tocaram as carnes macias das coxas da garota. Ela deu um gritinho de surpresa e excitação, agarrando-o pelos cabelos e levantando-o.

Seus corpos se juntaram para um beijo frenético. Toda aquela ansiedade dentro dele precisava ser desabafada de algum modo. Como não pudesse ter Lissa, ao menos esquecê-la por alguns instantes seria possivel sobre o corpo macio de Marion Rose.

Ela se livrou do abraço dele, nadando com ágeis braçadas, Tom foi em seu encalço, agarrando-a pelos tornozelos e subindfo por sobre ela. Marion vibrava de empolgação, rindo divertidamente e excitada.

Beijaram-se, enquanto seus corpos afundavam lentamente. Quando o ar lhes faltou, voltaram à superficie para iniciarem um novo beijo que os levaria até o fundo novamente. A brincadeira era excitante.

Marion se enroscava nela, possessivamente. Tom extravasara todo seu desejo, acariciando-a totalmente. Suas mãos desciam pelas nádegas provocantes. Dali circulavam o quadril até o ventre, feminino, subindo para dominarem os seios livres e fartos de Marion.

A garota arfava deliciosamente, beijando-o com impeto. Tom aceitava e retribuia aos beijos, sofregamente. Ambos estavam excitados ao extremo. Quando se cansaram daquele tipo de provocação, nadaram para a amrgem.

Tom saiu primeiro da água, ajudando-a. Marion ficou parada à frente dele. Seus cabelos escorriam graciosamente pelos eu rosto. Sua pele refletia o luar, tornando-a mais tentadora.

Ela se aproximou dele lentamente. Suas mãos deslizaram pelo peito dele com provocação.

Ela debruçou sua cabeça. Tom sentiu, então, a lingua dela percorrer seu tórax, sorvendo a água que ainda escorria.

Tonto de prazer, ele a apertou contra si. Os lábios de Marion se ofereceram a ele, entreabertos. Tom sugou-os com avidez, ao mesmo tempo em que suas mãos percorriam o corpo molhado de Marion, alisando-o.

As mãos de Marion deslizaram pelo corpo de Tom, buscando o que ele tinha de mais rijo e desejado. A caricia foi violenta, Tom a apertou ainda mais. Suas mãos dominaram os seios de Marion, apertando-os com luxuria.

A relva sob seus pés era convidativa e fresca. Tom forçou o corpo de Marion, fazendo-a se deitar. Ele se acomodou ao lado dela. Seus lábios se uniram novamente, num beijo cheio de desejo.

Tom sentia dentro de si crescer ainda mais aquele desejo violento de acariciar e gozar um corpo de mulher. Lissa era uma imagem indelével ems eus pensamentos. Marion era um corpo em seus braços, lânguidos, entregue.

Ele a beijou no pescoço e no ombro, enquanto suas mãos continuavam acariciando com volúpia os seios dela. A pele de Marion estava fresca e molhada. Tom desejou secá-la e aquecê-la com os beijos sucessivos que foi espalhando pelo corpo da jovem.

Toms entiu, então, as unhas de Marion riscarem suas costas, arrancando um prazer violento de seu corpo. Aquilo mais o incentivou. Seus lábios desceram para o ventre de Marion, incendiando-o. Suas mãos se coordenaram para acariciar os seios e as coxas da garota.

Marion ofegava, entregando-se toda. Seu corpo era estremecido por espasmos de prazer.

Tom aumentou a intensidade de suas caricias. Suas mãos percorreram a intimidade de Marion, fazendo-a gemer baixinho.

As mãos dela buscaram a masculinidade de Tom. Ele se viu louco de prazer. Seus beijos se tornaram mais ardentes ainda, fazendo do corpo de Marion uma sucessão de tremores e contorçòes. Gemidos escaparam descontrolados da garganta da jovem, misturando-se ao marulhar das águas do rio e ao suave farfalhar das folhas nas árvores.

A paixão chegava ao seu climax. Os dois corpos se emaranhavam, ansiosos um pelo outro, como se o roçar de suas peles pudessem aplacar aquele desejo que os unia.

Tom queria o máximo de Marion, a satisfação total. Para isso, precisava dar a ela a mesma medida. Seus lábios incansáveis incendiaram o ventre de Marion, caminhando para um ponto onde fizeram com que o corpo da garota se estirasse e se contorcesse, enquanto ela gemia mais alto, implorando por ele.

Ele a atendeu. Seu corpo se acomodou sobre o dela. Marion era experiente em matéria de amor. Seus quadris executaram movimentos que levavam Tom à loucura, antes mesmo da posse.

Ao sentir a rigidez do homem sobre seu ponto amis sensivel, o quadril de Marion se retraiu um pouco para, em seguida, golpear bruscamente contra o de Tom.

Um gemido rouco escapou de sua garganta, enquanto Marion continuava movendo os quadrisd com habilidade. Tom procurou coordenar seus movimentos como os dela. Quando cosneguiu isso, ambos gozaram um prazer intenso.

Os beijos se sucediam, ávidos, inquietos e apressados. Os movimentos de seus corpos foram ganhando febrilidade até o frenesi total. Num arranco final, abraçaram-se com impaciência e rolaram pela relva, saboreando cada instante de prazer que fazia de seus corpos um só corpo, unido pela mesma satisfação.

***

Caminhavam abraçados na direçao do carro. Seus corpos umideciam as suas roupas. Os cabelos de ambos estavam em desalinho e molhados ainda.

Tom a fez entrar no carro. Acendeu dois cigarros e passou um para ela. Sentia-se cansado e satisfeito. Não havia sido uma noite má, afinal de contas, pensava Tom. Começara alguma coisa com Lissa. Apesar de não terminá-la com Lissa, o havia feito com marion. Isso lhe dava uma espécie de compensação.

— Você mora lá mesmo no hotel, marion? — indagou ele.

— Nào, Tom. Moro perto.

— Guie-me, então — pediu ele, pondo o carro em funcionamento.

Não falaram muito. Ambos se sentiam cansados. Havia sido uma dura batalha. Marion o orientou. Ele a deixou em sua casa e depois rumou para o hotel.

Apesar de cansado, Tom se sentia sem sono. A noite estava linda e ele tinha uma porção de coisas em que pensar ainda. Chegou a parar o carro em frente ao hotel, mas, mudando de idéia, saiu para uma volta.

Tomou a rodovia. Pensou em Lissa. Sentiu uma espécie de revolta dentro de si e desabafou aquilo apertando firme o acelerador. Seu carro tinha um bom motor e correspondia. Toms entiu o vento em seu rosto, refrescando. Os fárois iluminavam adiante. De repente, surgido do nada, um vulto dançou à frente do carro.

Tom pisou no freio, girando o volante para desviar o carro. Teve certeza que não atingiu ninguém, mas olhando pelo retrovisor, viu um corpo tombar sobre o asfalto.

O carro derrapou perigosamente pelo acostamento, até que Tom o dominasse e o fizesse parar. Ele fez o contorno e voltou velizmente. Estava apavorado com o acontecido. Suas pernas tremiam e ele suava frio.

Parou ao lado do vulto caído e desceu rapidamente. Era uma garota, quase uma menina.

Tom levantou sua cabeça. Ela era muito bonita, mas seu rosto se contraía numa expressão de dor e sofrimento.

— Ajude-me! — suplicou ela, num fio de voz.

Tom apalpou-lhe o corpo, em busca de algum ferimento. Sua mão estacou, no ventre da garota. Os olhos de Tom se arregalaram de surpresa. Estava grávida.

— Você se machucou com a queda? O carro bateu em você? — indagou ele.

— Não, felizmente não. Ajude-me, por favor! Meu bebê está para nascer...

— Nascer? Oh, nào! Espere um pouco, não faça nenhuma bobagem — disse ele, levantando-se e indo abrir a porta do carro.

Depois voltou para junto dela, ainda sem saber como levantá-la, todo confuso com a inusitada situação em que se vira envolvido.

— Acha que pode se levantar? — perguntou ele.

— Sim, acho que sim.

Tom a ajudou a se por em pé, mas as pernas da garota fraquejaram. Ele teve de ampará-la em seus braços e levá-la até o carro.

Ali, ele a acomodou no assento traseiro. Não podia entender como uma garota como ela, naquele estado, pudesse estar ali, sozinha. Se ele não aparecesse, fatalmente aconteceria o pior.

Ele pôs o carro em movimento, rumando para a cidade a toda. Constantemente olhava pelo espelho retrovisor. O rosto da garota se alterava em expressões de dor e alivio. Às vezes ela se contorcia, gemendo baixinho.

Isso aumentava o desespero e a pressa de Tom. Finalmente ele chegou à cidade, rumando direto para o hospital. Ali, a esquipe de plantão levou a garota para dentro, enquanto ele, sem saber o que fazer, entrava atrás.

A jovem foi levada para a sala de parto. Tom ficou na sala de espera, fumando nervosamente. Uma enfermeira veio até ele.

— Por favor, preciso de algumas informações para prencher a ficha de internamento. Pode me acompanhar, por favor?

Tom olhou apatetado na direção da sala de parto. A enfermeira sorriu com compreensão.

— Não se preocupe, ela estará bem. O médico está com ela, tudo correrá normalmente.

Tom, então, a seguiu até a portaria. A mulher apanhou uma folha de papel e a colocou na máquina de escrever.

— Nome, por favor!

— Tom Simpson — respondeu ele atrapalhado.

A enfermeira riu, balançando a cabeça de um lado para outro.

— Não o seu nome, Sr. Simpson. Quero o nome da Sra. Simpson.

— Sra. Simpson? Não há Sra. Simpson — respondeu ele, surpreso.

— Falo da garota que está lá dentro, Sra. Simpson.

— ela não é minha esposa, se é isso que quer saber.

A mulher sorriu embaraçada, tentando compreender a situação.

— Está bem, não importa. Qual é o nome dela?

— Da garota?

— Sim, Sr. Simpson.

— Não sei.

— Como não sabe? — perguntou ela, já impaciente com a confusão.

— Eu a encontrei na estrada. Quase a atropelei. Vi que ela precisava de ajuda, por isso a trouxe para cá.

A mulher relaxou o corpo na cadeira, passando as mãos pelo rosto. Tom a olhou preocupado.

— Nesse caso vamos ter que avisar a policia — disse, então.

— Não vejo necessidade disso, enfermeira.

— É regulamento do hospital. Se ela precisar de alguma coisa teremos que obter consentimento da familia ou de um responsavel. Como não conhecemos ninguém nessas ciscunstâncias, temos que recorrer à policia.

— Se é assim, está bem — disse ele, dando alguns passos na direção da sala de espera.

Parou, no entanto, voltando-se para a enfermeria.

— E se eu me responsabilizar por ela?

— É maior de idade e pode fazê-lo, Sr. Simpson. Nesse caso temos de acreditar nos enhor.

— Então eu me responsabilizo por ela. Quero que cuidem bem dela, eu pagarei todas as despesas — disse, voltando à sala de espera.

Ainda não sabia ao certo o que estava acontecendo. No entanto, para convencê-lo de que fazia as coisas certas, tinha, ainda diante dos seus olhos, o rosto sofrido e suplicante da garota, pedindo-lhe ajuda.

CAPÍTULO 4

Quando o chorinho infantil se fez ouvir, ecoando debilmente pelos corredores vazios, uma expressão de alivio se desnehou no rosto de Tom. Um sorriso pairou em seus lábios.

Uma enfermeira passou, saindo da sala de partos.

— É uma linda garotinha! — exclamou ela.

— E a mãe, como vai?

— As duas estão bem.

Tom agradeceu e caminhou lentamente pelo corredor, na direção da saida. Ao passar pela portaria, recomendou que o avissassem, caso a garota precisasse de alguma coisa.

Quando se atirou na cama, pouco mais tarde, adormeceu imediatamente. Havia sido uma longa noite, cheia de imprevistos.

No dia seguinte, quando Tom acordou, ouviu um barrulho incomum vindo da rua.

Geralmente àquela hora, tudo era calmo na cidadezinha. Saindo à janela, viu a agitação de homens, mulheres e crianças, enfeitando as casas, estendendo faixas nas ruas.

Divertido com aquilo, vestiu-se rapidamente e desceu para or estaurante. Quando lhe serviam o café, indagou ao rapaz.

— O que está havendo por aqui? Por que toda aquela agitação lá fora?

— É o domingo, senhor, não sabia?

— Nào. O que há de especial no próximo domingo?

— É o dia do torneio de tiro ao alvo, uma das amis concorridas festas desta regiào. Vêm atiradores de todos os Estados vizinhos. E o prêmio é fabuloso!

Tom agradeceu e ficou pensando. Havia sido um bom atirador no Exército. Talvez pudesse até participar da festa.

Saindo à eua, após o café, ficous abendo que haveria duas modalidades de disputa; uma com espingarda e outra com pistolas. O que o agradou acima de tudo, foi o prêmio: cinco mil dólares em dinheiro.

Durante aquela manhà, percorreu alguns clientes de sua lista, fechando alguns negocios.

Após o almoço, resolveu pensar mais seriamente naquele torneio. Além do prêmio, teria uma boa promoção, tanto para si como para os produtos que vendia.

Lembrou-se de Lissa. Talvez ela ytivesse alguma arma que Tom pudesse usar para testar sua pontaria, antes de se arriscar a se inscrever no torneio.

Resolveu visitá-la. Faltavcam poucos clientes em sua lista, não precisava se preocupar quanto a isso. Quando deixava o hotel, o porteiro o chamou.

— senhor, telefonaram do hospital...

— Hospital? Oh, sim! — exclamou ele, lembrando-se da garota da noiter anterior. — E o que eles queriam?

— Querem que os enhor passe por lá, assim que puder.

— Está bem, obrigado! Vou fazer isso agora mesmo — disse o vendedor, dando alguns passos na direção da porta.

— Senhor! — insistiu o porteiro.

Tom o encarou, esperando uma pergunta. O rapaz o olhou com uma expressão de desafio e dúvida nos olhos.

— Vai participar do torneio? — indagou o rapaz.

— Sim,e stou pensando seriamente nisso.

— Eles sempre ganham.

— Eles quem?

— Os montanheses, senhor.

Tom passou a mão pelos cabelos, antes de caminhar na direção do rapaz. Este o olhou comc erto temor nos olhos. Tom encarou-o de frente.

— Que tal você me explicar a respeito desses montanheses? Não é a primeira vez que você me fala deles. Noto uma certa advertência em suas palavras. O que há afinal?

— É Big Joe, senhor. Não ouviu falar dele ainda?

— Nào, quem é ele?

— Uma fera, uma verdadeira fera, além de ter ótima pontaria. Ele já matou alguns homens, sabia?

— E o que tenho eu a ver com Big Joe e sua pontaria.

— Se eu fosse o senhor, tomaria cuidado com ele, principalmente por causa da viuva Benson...

O rapaz voltou a seu posto, atrás do balcão, para atender a um cliente.

Tom ficou estático, pensando nas palavras que ouvira. Estaria ali o segredo de toda a resistencia de Lissa? O que ela temia de Big Joe? Será que ele matara por causa dela?

Era algo absurdo aquilo, dificil de se acreditar em plesno século vinte. Tom havia ouvido muitas estorias a respeito dos montanheses, em suas andanças pelo oeste. Algumas exageravam e chegavam a ser engraçadas; aquela, porém tinha um aspecto trágico que confudia e assustava-o.

Conversaria com Lissa a respeito. Se Big Joe fosse o obstáculo que a impedia de manifestar seus sentimentos, Tom se encarregaria de fazer alguma coisa. Lissa compensava qualquer sacrificio.

Passou pelo hospital. Havia alguns detalhes ainda a serem acertados. Tom concodrou com todos eles. Não o incomodava se o dinheiro gasto fosse ou não reembolsado pela garora.

Estava fazendo alguma coisaq ue o deixava satisfeito consigo mesmo.

— Gostaria de vê-las? — perguintou a enfermeira, quando ele se preparava para sair.

Tom estacou, pensando no assunto. Ficou confuso. Não sabia se tinha ou não o direito de fazer aquilo. Afinal de contas, a garota nada representava para ele. Estava lhe prestando um favor, ajudando-a.

— Bem, eu nÀo sei...

— Ela perguntou pelos enhor — falou a enfermeira.

Ele se lembrou, então, daquele rostinho sofrido que lhe pedia ajuda. Não faria mal algum vê-

la. Aceitou. A enfermeira o conduziu pelo corredor, até uma porta.

— É aqui — disse ela, afastando-se.

Tom hesitou. Talvez não devesse se envolver. Já estava fazendo muito em pagar todas as despesas do hospital. Depois pensou. Aquela garota devia estar sozinha no mundo para ter sido encontrtada do modo como ele a encontrou.

Bateu levemente na porta.

— Entre! — ordenou-lhe uma voz suave, vinda lá de dentro.

Tom girou lentamente a maçaneta da porta, abrindo-a. A garota demonstrou surpresa ao vê-

lo. Depois, seu rosto se abriu num sorriso ao reconhecer em Tom o homem que a havia ajudado na noite anterior.

— Olá! — gaguejou ele, aproximando do leito.

— Oi! — respondeu a garota, sorrindo brejeiramente.

Olharam-se. Tome xaminou aquele rosto, dourado pelo sol.

Era de uma beleza agreste e simples, com um par de olhos azuis como o céu do deserto.

Seus cabelos eram louros. No entanto, ela não passava de uma criança ainda, talvez dezessete anos.

Ela manteve aquele sorriso cordial e grato em seus lábios, enquanto olhava para ele.

— Como está? — perguntou Tom.

— Muito bem e gostaria de agradecê-lo. Eu...

— Não se preocupe com isso. Saber que tudo está bem é a melhor maneira de me sentir recompensado. E sua filhinha, como está ela?

— É a coisa mais linda desse mundo. Eu... Eu ... — gaguejou ela, enquanto seus olhos se enchiam de lágrimas.

Tom se aproximou da cabeceira da cama, retirnado o lenço de seu bolso e enxugando as lágrimas que rolaram silenciosas e quantes. Foi um gesto espontâneo, mas que lhe causou uma emoção profunda.

A garota mordeu os lábios, contendo os soluços.

— Está tudo bem, não se preocupe. Comos e chama?

— Kelly Grantfor.

— Sou Tom Simpson — emendou ele, estendendo a mão.

A garota apertou seus dedos come fusividade. Tom se sentiu invadido por uma onda de ternura.

— De onde você veio, Kelly? O que fazia ontem à noite lá na rodovia?

— É uma longa estoria, sr. Simpson...

— Por favor, Tom apenas!

Kelly vinha de longe, de muito longe com seu filho no ventre. Tencionava chegar à California, mas não foi possivel. O bebê chegara antes, interrompendo a viagem.

Ela vinha de carona, desde que deixara Kansas City.

— E o pai do bebê. O que houve com ele?

Kelly sorriu embaraçada, abaixando a cabeça. Fora uma pergunta sem maldade da parte de Tom, mas que produziu, na garota, uma reação inesperada. Talvez fosse alguma coisa que ela desejava esquecer, uma desilusão muito grande.

— Está bem, não vamos falar mais nisso. Tem parentes na Califórnia?

— Nào, apenas uma amiga muito querida.

— É uma viagem e tanto, Kelly. Não pensou que ela seria arriscada?

— Eu estava desesperada e só, precisava fazer alguma coisa pelo bebê...

— Bom, agora está tudo feito. Fique tranquila e se recupere logo. Se precisar de alguma coisa, é só me avisar.

— Eu o agradeço muito bem, tom. Não sei como vou pagá-lo por isso, mas pode estar certo de que receberá até o último centavo.

Tom sorriu da determinação da garota, dando um tapinha na mão dela. Levantou-se, despediu-se e deixou o quarto. Ao sair do hospital, a enfermeira que estava de plantão o chamou:

— Sr. Simpson, pediu-nos que o avisasse caso a garota precisasse de alguma coisa, nào?

— Sim, eu fiz isso. Do que ela precisa?

— Roupas para ela e para o bebê, principalmente.

— Está bem, poderiam providenciar tudo isso? — indagou ele, retirando uma nota de cem dólares de sua carteira.

Depositou-a sobre o balcão, pensativo. Depois, resolutamente, retirou uma outra nota, juntando-a à primeira.

— Creio que isso é suficiente, nào?

— Sim, penso que sim.

— Então, por favor, prodencie o que ela precisar — finalizou ele, deixando o hospital.

Os duzentos dólares não lhe fariam falta, bem como o que gastaria com o hospital.

Novelville havia lhe rendido bem mais do que esperava.

Seus pensamentos, então, voltaram-se para Lissa e para as instruçòes do porteiro do hotel.

Sabia que havia alguma coisa de estranho com aquela mulher. Esse mistério bem poderia ter alguma relação com os tais montanheses.

Tomou seu carro e se dirigiu para a fazenda de Lissa. Lá o informaram que ela estava percorrendo as plantações, no lado leste. Ele caminhou naquela direção.

O dia estava quente. Havia um mormaço constante no ar, pesando sobre o corpo e fazendo-o suor. Tom entreabriu a caminhasa, procurando andar pela sombra. Um pouco adiante, ciu o jipe usado pela mulher estacionado sob uma árvore. Ela deveria estar por perto.

Tom ainda não conhecia aquela parte da fazenda. Já havia perocrrido uma parte da propriedade em compnhia de Lissa, mas nunca estiveram ali.

Ele olhou ao seu redor, à procura da mulher. Seus olhos pousaram num grupo de árvores que ficava aos pés de uma colina. Havia um reflexo por entre as ramagens, como se ali houvesse um riacho ou um lago. Ele se dirigiu para lá.

Ao atingir aquele ponto, Tom se esgueirou por entre os troncos, ao ouvir o barulho de água.

Lá estava Lissa, deliciosamente repousada, com os pés na água, a saia repuxada à altura das coxas.

Sua pele dourada e umidecida refletia os raios do sol que caiam sobre a superficie de um pequeno lago. Ela não o percebeu olhava sonhadoramente para o céu, enquanto agitava os pés dentro da água.

Os olhos dele pousaram sobre o mais belo par de pernas que ele já vira.

Os cabelos dela caiam com displicência sobre seus olhos. Lissa estava despreocupada e feliz com a sua solidão. Toms e moveu lentamente na direção dela. Seus pés pisaram num graveto que estalou, chamando a atenção de Lissa.

Ela se virou, surpresa. Ao ver Tom, seu rosto se abriu num sorriso.

— O que faz por aqui? — indagou ela, dobrando a cabeça para trás.

Tom se postou atrás dela. Um botão de sua blusa estava solto. Os seios eram percebidos com tentação. Lissa não se incomodou em recompor seu vestuário. Ele se sentiu tentado ante a graça e a naturalidade da mulher.

Sentou-se ao lado dela e descalçou os sapatos, tirando as meias a seguir, e mergulhando os pés na água, asssim como Lissa o fazia.

— Ouvi falar do torneio de tiro ao alvo lá na cidade e pensei que você talvez tivesse uma arma para me emprestar?

— Vai participar do torneio? — indagou ela, surpresa.

— Sim, pretendo. Não sei como anda a minha pontaria, mas fui um bom atirador no Exército.

— Não terá chances, Tom.

— Por que diz isso?

Lissa se calou, olhando para o lago. Tom resolveu tirar a limpo as dúvidas que pairavam em seu espirito.

— Acha que os montanheses vão vencer como das outras vezes? — indagou ele.

A reação dela foi inesperada. Ollhou-o com uma expressão assustada, depois se levantou rapidamente e foi se afastando. Tom correu ems eu encalço, segurando-a pelo braço. Lissa o encarou em suspense.

— O que a assusta, Lissa? É isso que a impede de se entregar a mim? Tem medo de Big Joe?

— O que sabe sobre ele?

— Pouca coisa, mas gostaria que você me contasse mais...

— Nào, Tom. Talvez você devesse ir embora. Acho que já terminou seus negocios por aqui.

Vá embora, é o melhor que pode fazer.

— Nào, não terminei meus negocios ainda. E, mesmo se já os tivesse concluido, haveria ainda um deles a ser resolvido, talvez o mais importante para mim — disse ele, estreitando-a em seus braços.

Lissa tremia. Seus lábios se entreabriram, como se ela fosse dizer alguma coisa. Tom a impediu, no entanto, beijando-a com sofreguidão.

Ela se entregou àquele beijo como nunca se entregara antes. Tom a percebeu vencida. Algo se agitou dentro dele, descontrolando-o. Ele a acariciou com ímpeto, beijando-a novamente com a mesma ansiedade anterior.

Lissa ficou imóvel, deixando-se beijar e acariciar, mas havia passividade em sua aceitação agora. Tom percebeu isso, afastando-a para olhá-la nos olhos.

— O que está acontecendo, Lissa?

— Talvez se você obtiver o que tem procurado todo esse tempo se satisfaça e vá embora —

disse ela, surpreendendo-o, num Tom de voz impessoal e frio.

Tom entendeu, então, o que ela pretendia. Lissa simplesmente estava decidida a se entregar a ele para afastá-lo, depois, de sua vida. Temia por ele. Esse pensamento encontrou eco dentro de seu coração, fazendo-o olhá-la com mais ternura.

Se ela se preocupava por ele, era sinal de que sentia alguma coisa a seu respeito. Essa idéia o agradou, do mesmo modo como o intrigava descobrir qual a relação entre Lissa e Big Joe, o temivel motanhes descrito pelor apaz do hotel.

Tom abraçou Lissa e a fez sentar-se debaixo de uma árvore. Ela obedeceu sem opor resistencia.

— Por que não me fala a respeito de Big Joe? — pediu ele.

Lissa o olhou com resignação nos olhos. Via determinação em Tom, ele não fugiria.

— Big Joe é uma longa estoria em minha vida. Eu o conheci antes de me casar. Big Joe pôs os olhos em mim e decidiu que eu seria dele e de mais ninguém. Quando eu me casei, foi um inferno. Big Joe nos vinha incomodar constantemente, até que um dia aconteceu o pior. Meu marido saiu para caçar e foi encontrado morto com sua própria arma. Até agora ninguém descobriu nada a respeito, apesar das investigações. Depois disso, todos os anos, quando desce das montanhas para participar do torneio de tiro ao alvo, Big Joe me visita. Se descobre que alguém se aproximou de mim...

— E o que ele pretende com isso?

— Isolar-me, para que homem nenhum se aproxime. Ele acha que eu cederei um dia.

Tom simplesmente não acreditou no que acabara de ouvir. Era um absurdo. Havia, porém, sinceridade em Lissa, o que confirmava todo os eu relato. Apesar de ainda não conhecer Big Joe, sentiu por ele um ódio mortal.

CAPÍTULO 5

A principio, Tom se sentiu atemorizado. Big Joe era uma ameaça e, ao mesmo tempo, um obstáculo sério a seu relacionamento com Lissa. Ela estava sentada ao lado dele, cabisbaixa e pensativa.

Tom pousou seus olhos sobre os cabelos dourados dela, depois em seu rosto de uma beleza impar. Um outro botão se soltara na blusa de lissa. Um de seus seios era uma graciosa elevação de carne, de um dourado-pálido excitante. Sua cintura era afunilada; seus quadris eram proporcionais.

Ela recuara uma das pernas. A saia havia deslizado até seus joelhos. Toms entiu od esejo latejar em suas têmporas.

— Lissa, que posso fazer para ajudá-la?

— Nada, Tom. Nada. Afaste-se de mim, é o melhor para nós dois.