Análise de internações por doenças do aparelho respiratório, pacientes residentes em Maringá-PR:... por Isabel Barbosa dos Anjos - Versão HTML

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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS

DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA FÍSICA

ISABEL BARBOSA DOS ANJOS

ANÁLISE DE INTERNAÇÕES POR DOENÇAS DO APARELHO RESPIRATÓRIO,

PACIENTES RESIDENTES EM MARINGÁ-PR: RELAÇÕES COM O ESPAÇO

URBANO E A VARIABILIDADE CLIMÁTICA.

VERSÃO REVISADA

São Paulo

2011

ii

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS

DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA FÍSICA

ANÁLISE DE INTERNAÇÕES POR DOENÇAS DO APARELHO RESPIRATÓRIO,

PACIENTES RESIDENTES EM MARINGÁ-PR: RELAÇÕES COM O ESPAÇO

URBANO E A VARIABILIDADE CLIMÁTICA.

ISABEL BARBOSA DOS ANJOS

Tese apresentada ao Programa de Pós

Graduação

em

Geografia

Física,

do

Departamento de Geografia da Faculdade

de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da

Universidade de São Paulo, para a

obtenção do título de doutor em Geografia.

Área de concentração: Geografia Física.

Orientador: Prof. Dr. Gil Sodero de Toledo

Co-orientação: Prof.ª Drª. Maria Eugênia Moreira Costa Ferreira

VERSÃO REVISADA

São Paulo

2011

iii

FOLHA DE APROVAÇÃO

Isabel Barbosa dos Anjos

Análise de internações por doenças do Aparelho Respiratório, pacientes residentes

em Maringá-PR: Relações com o espaço urbano e a variabilidade climática.

Aprovado em:

Banca Examinadora

Prof. Dr. Emerson Galvani (Presidente)

Universidade de São Paulo - USP

Profª Drª. Maria Eugênia Moreira Costa Ferreira

Universidade Estadual de Maringá – UEM

Prof. Dr. José Tadeu Garcia Tommaselli

Universidade Estadual de São Paulo (UNESP – Presidente Prudente)

Prof. Dr. Hélio Silveira

Universidade Estadual de Maringá – UEM

Prof. Dr. Victor de Assunção Borsato

Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão

São Paulo

2011

iv

DEDICATÓRIA

Aos Anjos de minha vida: Antonio Barbosa dos Anjos, Maria Minervina dos Anjos

(meus pais) e ao meu Anjo da Guarda: Natanael.

v

AGRADECIMENTOS

Primeiramente a Deus, pela vida, saúde, discernimento, pela família, os amigos e

todos os dons que Ele me deu.

Ao professor doutor Gil sodero de Toledo, Universidade de São Paulo por ter-me

aprovado nesse Programa e pela orientação.

A professora doutora Maria Eugenia Moreira Costa Ferreira, Universidade Estadual

de Maringá, pela orientação.

A professora doutora Ligia Viseu Barroso e ao professor doutor Emerson Galvani

Universidade de São Paulo, pela colaboração.

Ao professor doutor Victor de Assunção Borsato, Faculdade de Jandaia do Sul e a

professora doutora Leonor Marcon da Silveira, Universidade Estadual de Maringá,

pela contribuição.

Aos colegas de trabalho, da Estação Climatológica Principal de Maringá, Edson

Carlos Martins, Elia Crespi Vasconcelos e Marilene Avancini e a Sonia Maria da

Silva, pelo apoio.

A Secretaria Regional de Saúde, pela permissão das informações cedidas e a

Márcia com prestativa explicação, auxiliou-me nos primeiros passos, de como extrair

as informações necessárias contidas nas Autorizações de Internações Hospitalares

(AIH).

Especial agradecimento ao professor doutor Jonas Teixeira Nery, Universidade

Estadual de São Paulo (UNESP-Ourinhos), que um dia acreditou em minha

capacidade e incentivou-me a continuar. Acredito que, sem o seu apoio no passado,

jamais conseguiria concluir essa tese, hoje. Muito obrigada de coração.

A todos, que de forma indireta ajudaram-me na conclusão desta tese.

vi

[...] talvez não tenhamos conseguido

fazer o melhor, mas lutamos para que o

melhor fosse feito [...] Não somos o

que deveríamos ser, mas somos o que

iremos ser. Mas graças a Deus, não

somos o que éramos (Martin Luther

King).

vii

SUMÁRIO

LISTA DE FIGURAS....................................................................................... ix

LISTA DE TABELAS.....................................................................................

x

LISTA DE APÊNDICES.................................................................................. xiii

LISTA DE QUADROS....................................................................................

xiv

LISTA DE ABREVIATURAS.......................................................................... xiv

RESUMO......................................................................................................... xvi

ABSTRACT..................................................................................................... xvii

RESUMEN...................................................................................................... xviii

1 INTRODUÇÃO ...........................................................................................

1

2 HIPÓTESES................................................................................................. 3

3 JUSTIFICATIVA........................................................................................... 3

4 OBJETIVOS................................................................................................. 4

4.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS..................................................................... 4

5 REVISÃO DE LITERATURA ...................................................................... 5

5.1 A SAÚDE NO BRASIL........................................................................... 5

5.2 GEOGRAFIA MÉDICA E GEOGRAFIA DA SAÚDE.............................. 9

5.3 ESTUDOS DO CLIMA RELACIONADOS À SAÚDE............................. 12

5.4 ESTUDOS DO CLIMA RELACIONADOS A DOENÇAS

RESPIRATÓRIAS.................................................................................. 16

5.5 CONFORTO TÉRMICO HUMANO........................................................ 18

5.6 A QUESTÃO ESPACIAL NA SAÚDE...................................................

22

5.7 O APARELHO RESPIRATÓRIO............................................................ 23

6 CLIMATOLOGIA DA REGIÃO SUL DO BRASIL....................................... 24

6.1 PARANÁ................................................................................................. 28

6.2 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO - MARINGÁ................... 29

6.2.1 ASPECTOS FÍSICOS DE MARINGÁ............................................ 36

6.2.2 ASPECTOS DA SAÚDE EM MARINGÁ....................................... 42

7 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS..................................................

46

7.1 PROCEDIMENTOS ESTATÍSTICOS.................................................... 50

8 RESULTADOS E DISCUSSÕES................................................................. 54

8.1 GRUPO DE CAUSAS, CATEGORIA, SEXO E FAIXA ETÁRIA............ 54

8.2 INTERNAÇÕES POR DOENÇAS RESPIRATÓRIAS E O ESPAÇO

URBANO...............................................................................................

61

viii

8.2.1 POPULAÇÃO POR ZONAS MUNICIPAIS................................... 63

8.2.2 INTERNAÇÕES POR ZONAS MUNICIPAIS............................... 66

8.2.3 COEFICIENTE DE INCIDÊNCIA POR ZONAS MUNICIPAIS..... 66

8.2.4 ÓBITOS POR ZONAS MUNICIPAIS............................................ 69

8.2.5 MÉDIAS E AMPLITUDES DE INTERNAÇÕES, PARA O

PERÍODO DE ESTUDO............................................................... 70

8.2.6 SÍNTESE DOS RESULTADOS DE INTERNAÇÕES POR

GRUPO DE CAUSAS, SEXO E FAIXA ETÁRIA.......................... 72

8.3 INTERNAÇÕES POR DOENÇAS RESPIRATÓRIAS RELACIONADA

COM A VARIABILIDADE CLIMÁTICA................................................

74

8.3.1 ANÁLISE RÍTMICA...................................................................... 77

8.3.2 ANÁLISE DE CONFORTO TÉRMICO (DE HORA EM HORA)... 89

8.3.3 ANÁLISE DE CONFORTO TÉRMICO (MÉDIA DIÁRIA)............. 99

8.3.4 ANÁLISE DE CONFORTO TÉRMICO PARA O PERÍODO DE

ESTUDO....................................................................................... 106

8.3.5 ANÁLISE DE REGRESSÃO MÚLTIPLA...................................... 109

8.3.6 SÍNTESE DOS RESULTADOS DE INTERNAÇÕES

RELACIONADA COM A VARIABILIDADE CLIMÁTICA.............. 118

9 CONSIDERAÇÕES FINAIS......................................................................... 122

10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......................................................... 126

ANEXOS......................................................................................................... 134

APÊNDICES A: Registros mensais de internações e óbitos.................... 136

APÊNDICES B: Cálculos do índice de conforto térmico........................... 137

ix

LISTA DE FIGURAS

Figura 1:

Localização da área de estudo..................................................... 30

Figura 1A: Organização do espaço urbano de Maringá-PR........................... 33

Figura 1B: Base cartográfica do Município de Maringá-PR............................ 34

Figura 1C: Base cartográfica da área urbana de Maringá-PR........................ 35

Figura 1D: Hipsometria do Município de Maringá-PR...................................

36

Figura 2:

Comportamento da precipitação pluvial e temperatura, período:

1976-2007..................................................................................... 42

Figura 3:

Número absoluto de internações por doenças respiratórias,

conforme o grupo de causas e sexo. Maringá-PR, 2000-2007..... 58

Figura 4:

Número absoluto de internações por doenças respiratórias, por

sexo, para cada faixa etária. Maringá-PR, 2000-2007.................. 60

Figura 5:

Percentual de óbitos por doenças respiratórias, para cada faixa

etária. Maringá-PR, 2000-2007..................................................... 60

Figura 6:

Respectivas Zonas Municipais de Maringá-PR............................. 62

Figura 7:

População por Zonas Municipais. Maringá-PR............................

64

Figura 8:

Número absoluto de internações, por Zonas Municipais.

Maringá-PR, 2000-2007...............................................................

65

Figura 9:

Coeficiente de incidência, por Zonas Municipais. Maringá-PR,

2000-2007....................................................................................

68

Figura 10:

Média mensais da pressão atmosférica (hPa), precipitação

pluvial (mm), umidade relativa do ar (%), temperatura máxima,

mínima e média (ºC). Número absoluto de registros de

internações por doenças respiratórias. Maringá-PR, 2000-

2007............................................................................................... 75

Figura 11:

Análise rítmica: das informações meteorológicas e o número

absoluto dos registros de internações por doenças respiratórias,

em janeiro de 2000. Maringá-PR.................................................. 78

Figura 12:

Análise rítmica: das informações meteorológicas e o número

absoluto dos registros de internações por doenças respiratórias,

em julho de 2000. Maringá-PR...................................................... 80

Figura 13:

Análise rítmica: das informações meteorológicas e o número

absoluto dos registros de internações por doenças respiratórias,

em janeiro de 2003. Maringá-PR.................................................. 82

Figura 14:

Análise rítmica: das informações meteorológicas e o número

absoluto dos registros de internações por doenças respiratórias,

em junho de 2003. Maringá-PR.................................................... 84

Figura15:

Análise rítmica: das informações meteorológicas e o número

absoluto dos registros de internações por doenças respiratórias,

x

em janeiro de 2007. Maringá-PR.................................................. 86

Figura 16:

Análise rítmica: das informações meteorológicas e o número

absoluto dos registros de internações por doenças respiratórias,

em junho de 2007. Maringá-PR.................................................... 88

Figura 17:

Variação diária da temperatura do ar, da umidade relativa do ar

e da Temperatura Efetiva (TE), das massas de ar atuantes e as

internações (DRs), em janeiro de 2000. Maringá-PR................... 91

Figura 18:

Variação diária da temperatura do ar, da umidade relativa do ar

e da Temperatura Efetiva (TE), das massas de ar atuantes e as

internações (DRs), em julho de 2000. Maringá-PR....................... 93

Figura 19:

Variação diária da temperatura do ar, da umidade relativa do ar

e da temperatura efetiva (TE), das massas de ar atuantes e as

internações (DRs), em janeiro de 2003. Maringá-PR................... 94

Figura 20:

Variação diária da temperatura do ar, da umidade relativa do ar

e da temperatura efetiva (TE), das massas de ar atuantes e as

internações (DRs), em junho de 2003. Maringá-PR..................... 96

Figura 21:

Variação diária da temperatura do ar, da umidade relativa do ar

e da temperatura efetiva (TE), das massas de ar atuantes e as

internações (DRs), em janeiro de 2007. Maringá-PR................... 97

Figura 22:

Variação da diária da temperatura do ar, da umidade relativa do

ar e da temperatura efetiva, (TE), das massas de ar atuantes e

as internações (DRs), em junho de 2007. Maringá-PR................. 98

LISTA DE TABELAS

Tabela 1:

Censos realizados no Município de Maringá: 1950-2000................ 31

Tabela 2:

Comparativo do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal

(IDH-M), 2000: 1) Esperança de vida ao nascer (em anos); 2)

Taxa de alfabetização de adultos (%); 3) Taxa bruta de frequência

escolar (%); 4) Renda per capita em (R$); 5) Índice de

longevidade (IDHM-L); 6) Índice de Educação (IDHM-E); 7) Índice

de Renda (IDHM-R); 8) Índice de Desenvolvimento Humano

Municipal (IDH-M); 9) Classificação na UF; 10) Classificação

Nacional............................................................................................ 32

Tabela 3:

Média dos principais atributos do clima, em Maringá-PR, período:

1976-2007........................................................................................ 41

Tabela 4:

Dias de Geadas com as respectivas temperaturas mínimas

registradas, Maringá-PR, período: 1976-2007................................. 41

Tabela 5:

Internações por grupo de causas (CID-10) em Maringá-PR, no

xi

período de 2000-2007...................................................................... 44

Tabela 6:

Percentual das internações por grupo de causas e faixa etária,

CID-10

(por

local

de

residência

-

Maringá-PR)

em

2007.................................................................................................. 45

Tabela 7:

Grupos de causas das internações e óbitos, por doenças

respiratórias, em número absoluto e percentual. Maringá-PR,

2000-2007........................................................................................ 55

Tabela 8:

Internações por doenças respiratórias, com o grupo de causas e

as categorias. Maringá-PR. 2000-2007............................................ 56

Tabela 9:

Número absoluto das internações por doenças respiratórias por

faixa etária, Maringá-PR, para cada ano: 2000-2007...................... 57

Tabela 10:

Número absoluto das internações por doenças respiratórias, por

faixa etária, o coeficiente de incidência (100.000 hab.), a

probabilidade e a população estimada. Maringá-PR. 2000-

2007.................................................................................................. 57

Tabela 11:

Número absoluto de óbitos por doenças respiratórias, por Zonas

Municipais. Maringá-PR. 2000-2007................................................ 70

Tabela 12:

Médias mensais de internações e óbitos para Maringá-PR. 2000-

2007.................................................................................................. 71

Tabela 12A: Amplitudes de internações por doenças respiratórias, em relação

com a média do período: 2000-2007. Maringá-PR.......................... 72

Tabela 13:

Síntese do número absoluto da população, das internações, do

coeficiente de incidência e a probabilidade de riscos, por Zonas

Municipais......................................................................................... 73

Tabela 14:

Variação sazonal: Primavera; verão; Outono; Inverno, referente à

temperatura (máxima mínima e média), precipitação pluvial,

umidade relativa do ar e as doenças respiratórias para Maringá-

PR. 2000-2007................................................................................. 76

Tabela 15:

Média de temperatura do Termômetro de bulbo seco (Ts),

temperatura do Termômetro de bulbo úmido (Tu), umidade

relativa do ar (UR), temperatura efetiva (TE), sistema atmosférico,

sensação térmica e o número absoluto de internações por

doenças respiratórias. Janeiro de 2000........................................... 100

Tabela 15A: Média de temperatura do termômetro de bulbo seco (Ts),

temperatura do Termômetro de bulbo úmido (Tu), umidade

relativa do ar (UR), temperatura efetiva (TE), sistema atmosférico,

sensação térmica e o número absoluto de internações por

doenças respiratórias. Julho de 2000.............................................. 101

Tabela 16:

Média de temperatura do Termômetro de bulbo seco (Ts),

temperatura do Termômetro de bulbo úmido (Tu), umidade

relativa do ar (UR), temperatura efetiva (TE), sistema atmosférico,

sensação térmica e o número absoluto de internações por

doenças respiratórias. Janeiro de 2003........................................... 102

Tabela 16A: Média de temperatura do termômetro de bulbo seco (Ts),

xii

temperatura do termômetro de bulbo úmido (Tu), umidade relativa

do ar (UR), temperatura efetiva (TE), sistema atmosférico,

sensação térmica e o número absoluto de internações por

doenças respiratórias. Junho de 2003............................................. 103

Tabela 17:

Média de temperatura do termômetro de bulbo seco (Ts),

temperatura do termômetro de bulbo úmido (Tu), umidade relativa

do ar (UR), temperatura efetiva (TE), sistema atmosférico,

sensação térmica e o número absoluto de internações por

doenças respiratórias. Janeiro de 2007........................................... 104

Tabela 17A: Média de temperatura do termômetro de bulbo seco (Ts),

temperatura do termômetro de bulbo úmido (Tu), umidade relativa

do ar (UR), temperatura efetiva (TE), sistema atmosférico,

sensação térmica e o número absoluto de internações por

doenças respiratórias. Junho de 2007............................................. 105

Tabela 18:

Médias mensais de temperatura do termômetro de bulbo seco

(Ts), temperatura do termômetro de bulbo úmido (Tu), umidade

relativa do ar (UR), temperatura efetiva (TE) e a sensação

térmica, para 09h00min, 2000-2007................................................ 106

Tabela 19:

Médias mensais de temperatura do termômetro de bulbo seco

(Ts), temperatura do termômetro de bulbo úmido (Tu), umidade

relativa do ar (UR), temperatura efetiva (TE) e a sensação

térmica, para 15h00min, 2000-2007................................................ 107

Tabela 20:

Médias mensais de temperatura do termômetro de bulbo seco

(Ts), temperatura do termômetro de bulbo úmido (Tu), umidade

relativa do ar (UR), temperatura efetiva (TE) e a sensação

térmica, para 21h00min, 2000-2007................................................ 108

Tabela 21:

Resumo da análise de regressão múltipla, como variáveis

independentes: as temperaturas máxima (ºC), mínima (ºC), média

(ºC) e a temperatura efetiva (ºC), umidade relativa do ar (%),

precipitação pluvial (mm). Variável dependente: o número

absoluto das internações por doenças respiratórias. Janeiro de

2000................................................................................................. 110

Tabela 22:

Resumo da análise de regressão múltipla, como variáveis

independentes: as temperaturas máxima (ºC), mínima (ºC), média

(ºC) e a temperatura efetiva (ºC), umidade relativa do ar (%),

precipitação pluvial (mm). Variável dependente: o número

absoluto das internações por doenças respiratórias. Julho de

2000.................................................................................................. 111

Tabela 23:

Resumo da análise de regressão múltipla, como variáveis

independentes: as temperaturas máxima (ºC), mínima (ºC), média

(ºC) e a temperatura efetiva (ºC), a umidade relativa do ar (%),

precipitação pluvial (mm). Variável dependente: o número

absoluto das internações por doenças respiratórias. Janeiro de

2003.................................................................................................. 112

Tabela 24:

Resumo da análise de regressão múltipla, como variáveis

independentes: as temperaturas máxima (ºC), mínima (ºC), média

xiii

(ºC) e a temperatura efetiva, (ºC), a umidade relativa do ar (%),

precipitação pluvial (mm). Variável dependente: o número

absoluto das internações por doenças respiratórias. Junho de

2003.................................................................................................. 113

Tabela 25:

Resumo da análise de regressão múltipla, como variáveis

independentes: as temperaturas máxima (ºC), mínima (ºC), média

(ºC) e a temperatura efetiva, (ºC), a umidade relativa do ar (%),

precipitação pluvial (mm). Variável dependente: o número

absoluto das internações por doenças respiratórias. Janeiro de

2007.................................................................................................. 115

Tabela 26:

Resumo da análise de regressão múltipla, como variáveis

independentes: as temperaturas máxima (ºC), mínima (ºC), média

(ºC) e a temperatura efetiva, (ºC), a umidade relativa do ar (%),

precipitação pluvial (mm). Variável dependente: o número

absoluto das internações por doenças respiratórias. Junho de

2007.................................................................................................. 116

LISTA DE APÊNDICES

Tabela A.1: Registros mensais de internações por doenças respiratórias,

(AIH-SUS). Maringá, 2000-2007................................................ 136

Tabela A.2: Registros mensais de óbitos por doenças respiratórias, (AIH-

SUS). Maringá, 2000-2007........................................................ 136

Tabela B.1: Resultados da Temperatura Efetiva (TE), para o dia e hora:

janeiro de 2000.......................................................................... 137

Tabela B.2: Resultados da Temperatura Efetiva (TE), para o dia e hora:

julho de 2000............................................................................. 138

Tabela B.3: Resultados da Temperatura Efetiva (TE), para o dia e hora:

janeiro de 2003.......................................................................... 139

Tabela B.4: Resultados da Temperatura Efetiva (TE), para o dia e hora:

junho de 2003............................................................................ 140

Tabela B.5: Resultados da Temperatura Efetiva (TE), para o dia e hora:

janeiro de 2007.......................................................................

141

Tabela B.6: Resultados da Temperatura Efetiva (TE), para o dia e hora:

junho de 2007............................................................................ 142

xiv

LISTAS DE QUADROS

Quadro 1: Manifestações Fisiopsicológicas do homem pela ação dos

elementos climáticos................................................................... 14

Quadro 2: Temperatura efetiva e sensações térmicas................................. 20

LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS

AIH - Autorização de Informação Hospitalar.

CID -10 - Classificação Internacional de Doenças, 10ª Revisão.

DATASUS - Departamento de Informática e Informação do Sistema Único de Saúde.

ECPM - Estação Climatológica Principal de Maringá.

J00-J99 - Doenças Respiratórias

J00-J06 - Infecções agudas das vias aéreas superiores (J00-J06);

J10-J18 - Influenza [gripe] e pneumonia

J20-J22 - Outras infecções agudas das vias aéreas inferiores

J30-J39 - Outras doenças das vias aéreas superiores

J40-J47 - Doenças crônicas das vias aéreas inferiores

J95-J99 - Outras doenças do aparelho respiratório

IAPAR - Instituto Agronômico do Paraná

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

IDH - E - Índice de Desenvolvimento Humano - Educação.

IDH - R - Índice de Desenvolvimento Humano - Renda.

IDH - M - Índice de Desenvolvimento Humano - Municipal.

IDH - L - Índice de Desenvolvimento Humano - Longevidade.

INAMPS - Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social.

xv

INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

INMET - Instituto Nacional de Meteorologia.

INPS - Instituto Nacional de Previdência Social.

IPARDES - Instituto Paranaense de Desenvolvimento Humano.

IVAS - Infecção das Vias Aéreas Superiores.

MCC - Complexos Convectivos de Mesoescala.

mEc - massa Equatorial continental.

mPa - massa Polar atlântica.

mTc - massa Tropical continental.

mTa - massa Tropical atlântica.

OMS - Organização Mundial de Saúde.

OPA - Organização Pan - Americana.

PSF - Programa Saúde da Família.

SAMDU - Serviço de Assistência Médica e Domiciliar de Urgência.

SEDUH - Secretaria de Desenvolvimento e Habitação de Maringá.

SF - Sistema Frontal.

SIAB - Sistema de Informação da Atenção Básica.

SIG - Sistema de Informação Geográfica

SIH - Sistema de Informações Hospitalares.

SIH-SUS – Sistema de Informações Hospitalares do SUS

SRS - Secretaria Regional de Saúde

SUS - Sistema Único de Saúde.

TE - Temperatura Efetiva.

UBS - Unidade Básica de Saúde

UR - Umidade relativa do ar.

ZCAS - Zonas de Convergência do Atlântico Sul.

xvi

RESUMO

ANJOS. Isabel, B. Análise de internações por doenças do aparelho respiratório,

pacientes residentes em Maringá-PR: relações com o espaço urbano e a

variabilidade climática. 2011. 142 f. Tese (Doutorado). Faculdade de Filosofia,

Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011.

O objetivo deste estudo foi analisar o número absoluto das internações por doenças

do aparelho respiratório (J00-J99), em pacientes residentes em Maringá, localizada

ao norte do Paraná-Brasil, com latitude 23º30 S e longitude 52º00 W, com altitude

entre 542 a 600 metros acima do nível do mar. Trata-se de um estudo ecológico de

séries temporais, para o período compreendido entre 2000 a 2007. Foram

selecionados alguns itens, como: infecções agudas das vias aéreas superiores,

influenza {gripe} e pneumonias, outras infecções agudas das vias aéreas inferiores,

outras doenças das vias aéreas superiores, doenças crônicas das vias aéreas

inferiores e outras doenças do aparelho respiratório. Primeiramente, as internações

foram analisadas por grupo de causas, categoria, sexo, faixa etária, Zonas

Municipais e em seguida, relacionada com as informações climáticas, através da

climatologia dinâmica e parâmetros estatísticos. Os resultados mostraram 18.339

registros de internações e 736 registros de óbitos, para o período de estudo. As

Zonas Municipais densamente populosas destacaram com maior registros de

ocorrências. A faixa etária entre 0-4, 60-69 e mais de 70 anos, apresentaram grande

vulnerabilidade a essa doença. A maior quantidade encontrada foi para o sexo

masculino, com 54,7% dos casos e o sexo feminino com 45,3%. A maior

predominância foi por influenza {gripe} e pneumonias, sendo responsável por 59,0%

das internações. Foi verificada menor intensidade de internações em janeiro e maior

para junho e julho, devido a vários fatores, como: diminuição da precipitação pluvial,

a atuação mais ativa da massa Polar atlântica (mPa), que provoca quedas bruscas

de temperatura e umidade relativa do ar. Com base nas investigações realizadas, foi

observada correlação significativa entre os controles climáticos e as internações por

doenças respiratórias, em Maringá.

Palavra-chave: Maringá, clima, temperatura, saúde, doenças respiratórias.

xvii

ABSTRACT

ANJOS. Isabel, B. Analyzis of hospitalizations due to diseases in the respiratory

system, patients living in Maringá-PR: statement with the space pulite and

climatic variability. 2011. 142 f. Tese (Doutorado). Faculdade de Filosofia, Letras e

Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011.

This study was carried out to analyze hospitalizations due to diseases in the

respiratory system (J00-J99) of patients living in Maringá, located in the north part of

Paraná-Brazil, at latitude 23°30 S and longitude 52°00 W at an altitude between 542

to 600 meters above sea level. This is an ecological study in time series from 2000 to

2007. Was selected some tems, such as acute upper airway infections, influenza

{flu}, and pneumonia, other acute lower airway infections, other upper airway

diseases, chronic lower respiratory diseases, and other diseases of the respiratory

tract. First, of hospitalizations was analyzed by group of cause, sex, age groups,

Municipal Zones and then it was verified in related with the information climatic, from

the dynamics climatologic and statistical parameters. The results showed 18.339

records of hospitalizations and 736 records of deaths during this period of study.

More densely populated Municipal Zones had of greater register of occurrences. The

age group between 0-4 years, 60-69 and above 70 years had greater vulnerability to

this disease. There were more cases for the masculine gender with 54,7% than for

the feminine gender with 45,3%. The highest prevalence was influenza {flu} and

pneumonia, accounting for 59% of these hospitalizations. Was verified less intensity

of hospitalizations in january and greater for june and july, due to several factors

such as: reduced rainfall, as the Polar Atlantic Mass (PAM) being more active, which

causes the sudden drops in temperature and relative humidity in the air. Based on

investigations, it was observed correlation significant between climatic control and

the hospitalizations by respiratory problems, in Maringá.

Keyword: Maringá, climate, temperature, health, respiratory diseases.

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RESUMEN

ANJOS. Isabel, B. Análisis de las internaciones por enfermedades del sistema

respiratorio, pacientes residentes en Maringá-PR: relación con el espacio

urbano y la variabilidad climática. 2011. 142 f. Tese (Doutorado). Faculdade de

Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011.

El objetivo de este estudio fue analizar las internaciones en los hospitales, debido a

enfermedades del sistema respiratorio (J00-J99), pacientes residentes en Maringá,

ciudad ubicada al norte del Estado de Paraná-Brasil, con latitud 23º30 S y longitud

52º00 W, con altitud 542 a 600 metros sobre el nivel de mar. Se trata de un estudio

ecológico, de series temporales, para el período entre 2000 a 2007. Fueron

seleccionados algunos ítems, como: infecciones agudas de las vías aéreas

superiores, influenza {gripe} y pneumonias, otras infecciones aguda de las vías

aéreas inferiores, otras enfermedades de las vías aéreas superiores, enfermedades

crónicas de las vías aéreas inferiores y otras del sistema respiratorio. Primero, la

cantidad de internaciones fue analizada por grupo de la causas, categoría, sexo,

niveles de edad, Zonas en el censo y posteriormente con relación con la información

del clima, por médio de la climatología dinâmica y parámetro estadístico. El

resultados mostraron 18.339 registros de internaciones y 736 registros de muertes,

para el período de la estudio. Las zonas incluidas en el censo de gran densidad

poblacional se destacaron con el mayor registro de ocurrencia. El segmento de edad

de 0-4, 60-69 y con más de 70 años, presentó mayor vulnerabilidad para esa

enfermedad. La mayor cantidad encontrada fue del sexo masculino, con 54,7% de

los casos y del sexo femenino con 45,3%. La mayor predominancia fue por influenza

{gripe} y pneumonías, siendo responsable por 59,0% de estas internaciones. Fue

verificada bajas intensidad de internaciones en enero y mayor en junio y julio, debido

a varios factores, como: diminución de las lluvias, la mayor actividad de la Masa

Polar Atlántica (mPa), que provoca bruscas bajas en la temperatura y humedad

relativa del aire. Con base en las investigaciones hechas, fue observado correlación

significativa entre los control climáticos y internaciones por enfermedades

respiratórias, en Maringá.

Descriptores: Maringá, clima, temperatura, salud, enfermedades respiratórias.

1

1 INTRODUÇÃO

Entende-se por variabilidade climática a inconstância observada durante um

certo período de tempo, tratando-se de um ciclo periódico, que podem ser sazonal,

anual, interanual. Essas variações ocasionais, são propícias para o aumento de

algumas doenças que variam conforme as estações do ano.

Nos períodos de outono e inverno, ocorrem diferenciações nas condições do

tempo atmosférico, muito rápidas, devido à atuação mais frequente da massa de ar

Polar (mPa), logo após a passagem de um sistema frontal, provocando a queda de

temperatura, facilitando a ocorrência de alguns problemas de saúde, em virtude do

organismo humano levar algum tempo para acostumar-se a essa mudança.

Desta forma, os problemas respiratórios aumentam em períodos climáticos

favoráveis, à ocorrência de agravos. Alguns estudos realizados apontaram

principalmente a temperatura e a umidade relativa do ar, como causa de efeitos

diretos e indiretos na saúde humana.

Segundo Mendonça (2001, p. 23) desde Hipócrates, século V a. C., na sua

célebre obra Ares, Águas e Lugares, a preocupação de estudiosos com a influência

do clima sobre o organismo dos homens vem sendo observada e registrada.

Em relação aos problemas respiratórios, são encontradas pesquisas que

relatam aumentos significativos nos meses de outono e de inverno, como Nadal e

Vide (1999), Castro (2000), Mendonça, Bórax e Paula (2000), Pitton (2000), Lima

(2000), Bejarán (2001), Zem (2004) e Barros (2006).

A produção cientifica referente à temática, embora associe as enfermidades

com as condições do tempo atmosférico, reportam-se também em relacionar a

poluição do ar com as doenças respiratórias, como Sobral (1988), Castro (2000),

Pitton (2003), Coelho-Zanotti (2007) e Braga et al., (2007).

Todos esses autores encontraram respostas do clima, quando relacionadas

aos problemas respiratórios. Grande parte destas produções utilizaram

principalmente, a temperatura e umidade relativa do ar, com aplicação de modelos

estatísticos como forma de predição e apontaram para a importância de analisar a

saúde do ser humano sem ignorar os controles climáticos.

Nessa perspectiva, analisou as doenças respiratórias em Maringá-Paraná, no

período de 2000 a 2007, juntamente com as informações meteorológicas. Visto que,

2

é comum evidenciar na região considerável aumento de problemas respiratórios,

principalmente entre os meses de junho, julho e agosto.

Não foram exploradas todas as possibilidades existentes, tendo em vista os

inúmeros fatores, que podem ser considerados para que um indivíduo venha a ser

acometido por complicações respiratórias. Esse fato vai desde uma predisposição

genética, ou crônica. Também não foram envolvidas: a poluição, embora este item

de certa forma contribua para agravos respiratórios; nem as condições de moradias

ou de trabalho; as aglomerações em ambientes de creches e escolas, ônibus. Pois

perderia o foco da pesquisa, que procurou analisar as condições atmosféricas

relacionadas com o número de registros de internações.

Também não abordou todas as causas de internações por doenças

respiratórias, julgou-se que, algumas delas não estão relacionadas direta ou

indiretamente com as condições atmosféricas, sendo desnecessárias para análise,

como as: doenças pulmonares devidas a agentes externos (J60-J70); outras

doenças respiratórias que afetam principalmente o interstício (J80-J84); afecções

necróticas e superativas das vias aéreas inferiores (J85-J86); outras doenças da

pleura (J90-J94).

Foram analisadas aqueles casos de internações que aparentemente estão

relacionadas com os aspectos climáticos, como as: infecções agudas das vias

aéreas superiores (J00-J06); influenza {gripe} e pneumonias (J10-J18); outras

infecções agudas das vias aéreas inferiores (J20-J22); outras doenças das vias

aéreas superiores (J30-J39); doenças crônicas das vias aéreas inferiores (J40-J47);

e outras doenças do aparelho respiratório (J95-J99).

Essa tese abordou dois focos diferenciados, no primeiro seguimento

identificou-se o número absoluto de internações por Zonas Municipais, procurando

apontar dentro do espaço urbano, qual o local em que a ocorrência das internações

seria mais destacada.

O segundo seguimento abrangeu as questões do aspecto climático de

Maringá, observando as possíveis relações com os registros de internações, para o

período de estudo e para identificar de acordo com a sazonalidade, ou seja, em

determinadas épocas do ano diferentes, utilizou-se do mês que apresentou mais e

aquele que apresentou menos internações, dentro do período estudado, sendo

então composto por janeiro e julho de 2000, janeiro e junho de 2003 e janeiro e

junho de 2007.

3

Tais abordagens, vem de encontro aos interesses da Geografia da Saúde,

com destaque ao papel da Geografia, no desenvolvimento de linhas de pesquisas

direcionadas ao homem, a natureza, a saúde e o meio ambiente, que procura

identificar e avaliar, as mais variadas causas e riscos de populações expostas à

contrair doenças em geral.

Assim, visa colaborar com apontamentos importantes, despertando para o

surgimento de debates e considerações essenciais, na prevenção relacionadas à

saúde e doença.

2 HIPÓTESES

Com base nos referenciais bibliográficos, conceituais metodológicos e

teóricos, a hipótese levantada nesse trabalho é que:

- É possível apontar um perfil de internações por problemas respiratórios através das

Zonas Municipais, em Maringá;

- A variação do tempo atmosférico pode favorecer ao aumento das doenças

respiratórias, em determinadas épocas do ano, nesta cidade;

- O desconforto térmico, pode ser considerado subsídio importante para ser

associado com o surgimento e agravos de problemas respiratórios, em linhas gerais

a sensação de conforto ou de desconforto é sentido devido a condição da

temperatura e da umidade relativa do ar.

- Previsão com apontamentos de períodos críticos, para a gestão de saúde.

3 JUSTIFICATIVA

Estudar o espaço urbano e a variação do tempo atmosférico e sua relação

com as doenças respiratórias, tem como finalidade facilitar a melhor compreensão e

entendimento, na questão da saúde. Como em Maringá, ocorre o aumento de

4

problemas respiratórios durante o período de outono e inverno, pensou-se em

analisar esse fato junto com as informações meteorológicas.

A população da área urbana conta 97,5% dos habitantes do municipio,

eliminou-se a população da área rural, com 2,5% da população, pois com a

utilização de referenciais das internações através do CEP do paciente internado,

tornou-se impossivel agregar o espaço rural, no qual, utiliza-se a Caixa Postal.

Foram utilizadas os dados de internações da Secretaria Regional de Saúde

de Maringá (SRS), devido a facilidade de obter as informações de internações por

doenças respiratórias, sendo encontradas inúmeras dificuldades nos Postos de

Saúde, para a coleta de consultas, bem como, nos órgãos privados. Limitou-se ao

período de 2000 até 2007, devido à extensão de informações, contidas nas

Autorização de Internações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (AIH-SUS).

Essa pesquisa é somente de cunho técnico computadorizado, no qual foram

utilizadas as informações arquivadas referente ao clima e as internações, não foram

realizadas entrevistas a pacientes, mas contém reflexões que certamente auxiliarão

na área da saúde e a outros pesquisadores, na incessante busca de aprimorar as

pesquisas voltadas ao clima e ao homem, de modo geral. Desta forma, essa tese

será de grande importância para a região estudada.

4 OBJETIVOS

O objetivo geral foi analisar o número absoluto de internações por problemas

respiratórios, em pacientes residentes em Maringá-Paraná, através das Zonas

Municipais e as informações meteorológicas, para o período compreendido de

janeiro de 2000 a dezembro de 2007.

4.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

1) Verificar dentre as causas de internações por doenças respiratórias, quais são

mais destacadas;

2) Analisar o número absoluto de internações e óbitos, por sexo e por faixa etária;

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3) Identificar quais Zonas Municipais apresentam maior abrangência de internações

e de óbitos;

4) Analisar a variação dos atributos climáticos, como a temperatura máxima, mínima

e média, umidade relativa do ar, precipitação pluvial, pressão atmosférica e

relacioná-las com o aumento dos registros de internações;

5) Verificar de acordo com a sazonalidade qual o período propício para os aumentos

de problemas respiratórios;

5) Analisar a temperatura efetiva e verificar a possível relação com a quantidade de

internações;

6) Investigar a correlação existente entre as variáveis climáticas e as internações