As Profecias sem Mistério por Paiva Netto - Versão HTML

ATENÇÃO: Esta é apenas uma visualização em HTML e alguns elementos como links e números de página podem estar incorretos.
Faça o download do livro em PDF, ePub, Kindle para obter uma versão completa.

andarem jogando pedras uns nos outros,

dando tiros uns nos outros, escravizando-se

uns aos outros, desrespeitando de forma vil

a Mãe Natureza, cada um pensando somente

em si, o planeta pode tornar-se insuportável

para todos.

Solidariedade tornou-se

estratégia de sobrevivência

É imprescindível promover uma época melhor para as

nações. “O negócio é tirar vantagem...” Essa “máxima”, que

tanto mal fez ao Brasil, hoje quase não mais se escuta, porém

os resultados dessa mentalidade, vemo-los por toda parte:

4 0

pessoas querendo enriquecer a qualquer custo, como se as

demais não existissem, esquecendo-se de que se não am-

pliarmos solidariamente o nosso pensamento social, ninguém

estará a salvo, nem sequer em condomínios fortificados.

Há muito vimos alertando para o fato de que a Solidarie-

dade hoje expandiu-se do luminoso campo da ética e se

apresenta como uma estratégia, de modo que o Homem

possa alcançar a sua sobrevivência. À globalização da miséria,

contrapomos a globalização do Amor Fraternal, como forte

instrumento de reação ao pseudofatalismo da pobreza (…),

pois essa é a mais importante das globalizações. Por isso, há

décadas lancei às consciências uma proposta concreta: a

Economia da Solidariedade Humana, dentro da Estratégia

da Sobrevivência. Aliás, o que igualmente afirmo é que a

força do Espírito nos leva a sobreviver. (…) Não foi sem

motivo que Virgílio escreveu, há milênios, na Eneida, que

“a fome é má conselheira”. (...) A escalada da violência não

respeitará limites, se os povos — e seus governantes — não

estiverem verdadeiramente integrados na Lei do Criador do

Universo, que, com todo o cuidado, deveria ser estudada

pelas maiores cabeças pensantes do mundo, naturalmente

que bem longe de qualquer fanatismo, religioso ou ateu. O

ilustre Ministro e poeta Olavo Drummond mostrou

compreender a urgência dessa diretriz, quando definiu:

Precisamos fazer o que vocês realizam na

Legião da Boa Vontade: a globalização do

Amor, pois essa é a mais importante das

globalizações.

4 1

Um dia cada um aprenderá a

governar a si mesmo

Há, ainda, gente que se perturba quando ouve falar em

Apocalipse. No entanto, ele apresenta trechos e mais trechos

resplandecentes como se fossem a mais bela poesia, a

despeito da mensagem poderosa. Certa ocasião, alguém teria

dito que o Livro Profético Divino no Novo Testamento seria

a prova do desamor de Deus para com as Suas criaturas. Só

podemos concluir que, embora respeitável, esse notável ir-

mão nunca leu esse Livro ou o fez apressadamente. (...) Não

basta a cultura material. Por isso, é necessário aliar à instrução

comum das coisas humanas, por mais elevadas que sejam

— Literatura, Idiomas, Física, Matemática, Economia, Quí-

mica, História, Geografia, Arte, etc. —, os conhecimentos

espirituais que compõem o ensino refinadíssimo, para que

nos tornemos melhores uns para com os outros. A Educação

e a Cultura, a Saúde e o Trabalho com Espiritualidade, que

implantamos na LBV Mundial, é um método que bons frutos

tem proporcionado à nossa sociedade. O estudo do Apo-

calipse — em Espírito e Verdade à luz do Mandamento Novo

do Amor do Cristo — é primordial para que saibamos o que

realmente estamos fazendo na Terra. Um dia, mesmo que

distante, o Ser Humano estará tão compenetrado no cumpri-

mento primeiro dos seus deveres, antes de tudo morais e

espirituais, que a noção de liderança sofrerá profundo ama-

durecimento, porquanto os homens ajuizadamente se con-

duzirão a si próprios, pois educar deve ter seu início no

coração. Afinal, antigo preceito de Zarur é o de que “governar

é ensinar cada um a governar a si próprio”. E isso depreende

4 2

reeducar também os educadores. Grande parte das escolas

não ensinam o Homem a refletir, raciocinar. Sócrates, na sua

sabedoria reconhecida, modestamente proclamava que

quanto mais sabia, convencia-se de que mais precisava

aprender. O segredo desse inacreditável sucesso de cada

um vir a realmente entender que é responsável pelos seus

próprios atos, deixando de derramar a culpa nos outros,

encontra-se no Evangelho-Apocalipse, para quem tem olhos

de ver e ouvidos de ouvir e que não se sujeita a qualquer

preconceito, mesmo que sob o disfarce da intelectualidade

mais avançada.

A escalada da violência não respeitará limites, se

os povos — e os seus governantes — não estiverem

verdadeiramente integrados na Lei do Criador do

Universo, que, com todo o cuidado, deveria ser

estudada pelas maiores cabeças pensantes do

mundo, naturalmente que bem longe de qualquer

fanatismo, religioso ou ateu.

4 3

4 4

Apocalipse

e Moderação (II/Final)

Falta Humildade à Razão? Da mesma

forma jamais deverá faltar Razão à

Humildade.

Não se deve criar obstáculos ao entendimento dos

assuntos divinos, apesar de alguns, nos tempos atuais,

continuarem a confundi-los com emblemáticos desvios da

superstição. À beira do Terceiro Milênio, é hora de se saber

separar essas coisas. O Século da Cibernética não pode

baralhar germano com gênero humano. Afinal de contas,

com todo o indesmentível avanço tecnológico, o Homem

anda à procura de entender por que nasceu, por que vive, por

que se entristece, por que se alegra e por que um dia

compulsoriamente terá de largar a vestimenta material que

envolve o seu Espírito. Significa dizer: cresceu-se na forma,

mas ainda se fica muito a desejar no tocante à essência. Nós,

Seres Humanos, ainda teimamos na complicação do discer-

nimento daquilo de que somos na realidade constituídos,

4 5

surpreendentemente labutando contra a decifração do nosso

destino. Depois nos queixamos do “azar”. Seria aconselhável

que recorrêssemos ao Apocalipse do Cristo, 10: 7:

— 7 Mas nos dias da voz do Sétimo Anjo,

quando ele estiver para tocar a trombeta,

cumprir-se-á então o mistério de Deus,

segundo Ele anunciou aos Seus servos, os

profetas.

Não estaria faltando um pouco de humildade à Razão para

o efetivo aclaramento dessas palavras apocalípticas? (...)

Por outro lado, religião para fazer guerra, para aumentar

o ódio no mundo e acabar com o que resta de Fraternidade

é o que há de mais perigoso para as nações da Terra. (...) “A

guerra fria acabou...”, dizem. Todavia, temos, nós, povos,

de cuidar para que esse fato auspicioso não se torne triste

prenúncio de novas guerras quentes, que são também o

recrudescimento do crime organizado, com o tráfico de dro-

gas, a prostituição, o contrabando de artefatos nucleares, e

vai irresponsavelmente por aí... Enquanto o coração do

Homem estiver envenenado pela ira, o perigo é real e não

deve ser desprezado.

Algumas pessoas, analisando as profecias, raciocinam

assim: “Vem aí o fim do mundo! Guerras de extermínio!”

Tem-se a impressão até de que se sentem satisfeitas com

essa terrível possibilidade. Nós, não! Até porque não vibramos

nessa faixa sinistra. O que vem acontecendo é uma extraor-

dinária mudança, tantas vezes por caminhos perigosos que

não devemos trilhar. É aquela história: se Você cair de um

4 6

index-49_1.jpg

O Sétimo Selo.

Os sete Anjos com as suas trombetas.

Então vi os sete Anjos que se acham em pé diante de

Deus, e lhes foram dadas sete trombetas.

(Apocalipse de Jesus, 8: 2)

4 7

prédio, pode ferir-se gravemente; inclusive morrer. A culpa

será de Deus? ou da construção que foi levantada com vários

andares para atender às exigências do progresso, ou, cá entre

nós, por desmedida ambição imobiliária? Nem de um, nem

de outra. A responsabilidade é sua! Se Você puser a mão no

fogo e queimar-se, o culpado será o calor incandescente? Se

Você admira uma comida saborosíssima, passa dos limites e

tem indigestão, o problema é da comida? A não ser que

esteja estragada, a causa do mal-estar não será ela, mas nós,

que nos deveríamos prevenir contra a gula. Tudo o que é

exagerado faz mal. Muita gente se convence e diz: “Ih, eu

estou tão apaixonada!”. Daqui a pouco esfria porque foi por

excesso. Nada como a ação moderada (não confundi-la com

pasmaceira), até quando exige certa dose de energia. Seus

resultados são melhores e mais duradouros.

Trabalhemos então unidos para que a Paz seja uma

realidade definitiva na Terra. E o Livro da Revelação de Deus

descortina para nós um seguro roteiro:

— 10 Sê fiel até à morte, e Eu te darei a

coroa da vida (Apocalipse de Jesus, 2: 10).

Ainda teimamos na complicação do

discernimento daquilo de que somos na realidade

constituídos, surpreendentemente labutando

contra a decifração do nosso destino.

Depois nos queixamos do “azar”.

4 8

Apocalipse e

“Fim do Mundo”

Jesus quer salvar, não flagelar.

Os que acompanham nossa palavra, no rádio e na

TV, e os nossos artigos pela imprensa, já entenderam que a

preocupação fundamental de Jesus, no Apocalipse, opos-

tamente ao que julgam alguns, não é flagelar as criaturas, mas

salvá-las, admoestando-as para que não sejam vitimadas

pelos fatos ali anunciados, e que são criações da própria

Humanidade, não castigos de um Deus sem entranhas.

Estarão assim alertadas a respeito do divino acontecimento,

a Volta Triunfal do Cristo, que é o que de mais importante

apresenta o livro profético. É uma excelente notícia.

Quem são os Simples de Coração

Pregamos o Apocalipse de Jesus para os Simples de

Coração. Quando digo Simples, não me refiro a quem tenha,

ou não, dinheiro. Há gente pobre cheia de soberba. E existem

4 9

pessoas que até poder têm nas mãos e que, no entanto, são

humildes. Aliás, quem o tem mesmo neste mundo? Os cemi-

térios estão cheios de poderosos... Como tantas vezes já

comentamos, os homens têm apenas momentos de poder,

dos quais prestarão severas contas, mais dia, menos dia. Ele

só serve, enquanto serve ao povo e não aos interesses

inconfessáveis de quem quer que seja. Não fazemos distinção

de classe social, nível cultural, situação política, beleza física.

Falamos à inteligência do coração. Porque se temos a do

cérebro, desfrutamos também a que é, digamos, representada

pelo “órgão do sentimento”. (No Oriente, há quem considere

o fígado como tal. E existem aqueles que afirmam ser o

baço.) Elas têm de subsistir unidas, porque quando um

homem é somente cérebro, poderemos defrontar-nos com a

secura do grande conhecimento que constrói a bomba

atômica; ou quando é unicamente coração, pode ser arrastado

pelos excessos do sentimentalismo. Os mais antigos costu-

mam dizer: in medio virtus. A virtude está no equilíbrio.

Cícero e Profecias

No dizer de Cícero, as Profecias são de interesse universal:

“Não há povo, por mais requintado e culto que seja, que

não acredite no dom que certas pessoas têm de prever o

futuro”.

5 0

Apocalipse — livro sociológico

O Apocalipse não é somente um livro restrito a profecias,

considerando-se o conceito limitado a que o povo, na maioria

das vezes, foi levado a ter delas. Daí a importância de ex-

plicarmos que o Apocalipse não está, como nunca esteve,

aprisionado dentro de qualquer tipo de fronteira, porquanto

sendo Profecia de Deus tem a amplitude Dele mesmo, que,

nesse Livro, fala a todos os extratos do pensamento humano,

sublimando-o. Por isso, necessário se faz que saibamos ler o

seu recado moral, juntamente com o do Evangelho. Sobre

estes, encontram-se firmadas as bases das civilizações

vindouras, passe o tempo que passar. Quando o seu brado

de previsões estiver consumado, restarão, imanentes ao seu

texto, normas antes impensáveis da forma pela qual Deus

soberanamente governa, não apenas a Terra, mas todo o

Universo. É uma mecânica extraordinária que os religiosos

intuem e que os cientistas vão revelando. A Ciência iluminada

pelo Amor ergue o Ser Humano à conquista da Verdade.

Profecia não é susto, mas expressão das Leis

Divinas e suas conseqüências.

É urgente reformar o conceito de Profecia que para muitos

é a mera anunciação de fatos que se darão num futuro pró-

ximo ou distante, porquanto ela trata também da consolidação

dos fatos previstos pelo Poder de Deus nas sociedades

humana e espiritual, isto é, da Terra e do Céu da Terra. Da

maneira como alguns se referem à Profecia, ela não passa

5 1

de um susto, a criação de uma grave expectativa para a

Humanidade, que nem sempre se consuma de acordo com

os seus analistas, mesmo os mais conceituados. No entanto,

ela é decisão matemática da Lei Divina, resultante do com-

portamento humano: o que vai influir sobre a nossa vida, a

da nossa família, da nossa cidade, do nosso estado, do nosso

país e do mundo, afinal. Vamos, portanto, acabar com essa

história de que a profecia é um assombro que Deus quer

lançar sobre nós. Alguns pensam assim porque Jesus diz

que Sua Volta será como um relâmpago, que corta o horizonte

de um lado a outro. Mas o que o Divino Chefe quer dizer é

que devemos estar preparados para recebê-Lo a qualquer

momento. Nada mais, nada menos.

Apocalipse e combate à hipocrisia

Em nossas preleções, já expliquei que é preciso ampliar

o conceito de Religião no que se refere à vida diária dos

povos, particularmente pelo prisma dos que militam no setor

da Política. Muitos pensam que Religião é assunto exclusivo

dos sacerdotes. Não, meus Irmãos, Religião somos todos

nós, todo o tempo. Você é Religião! Por isso dizia Zarur que

“Política é a Religião filosófica e cientificamente praticada”.

Praticar a Religião científica e filosoficamente é ser político.

Gandhi afirmava que Política sem Religião é armadilha

mortal, porque mata a Alma.

Por isso, também, o Apocalipse de Jesus deve ser com-

preendido e estudado por todos. O último livro da Bíblia

Sagrada não é uma brincadeira. Sua mensagem tem muito a

5 2

ver com a verdadeira libertação, mesmo daqueles que não

lhe dão o mínimo crédito. O Compêndio das Profecias Finais

os acompanha. Porque a Revelação é o resultado dos nossos

procedimentos, públicos e íntimos, mesmo aqueles que

alguns não têm coragem de revelar nem à mãe, nem ao pai,

nem à própria consciência. Ainda bem que o Criador, para o

bem da Criatura, “não se deixa escarnecer”, como dizia o

Apóstolo Paulo, “aquilo que semearmos iremos colher” . Por

isso, explicamos que as Sete Trombetas (Apocalipse de Jesus,

8:7 a 13, 9:1 a 21, 11:15 a 19) — que anunciam à Humanidade

a chegada de grandes acontecimentos também sociais,

políticos e político-guerreiros — são tocadas pelos Anjos no

Apocalipse, não de forma arbitrária, mas por força dos atos

praticados por nós mesmos, Seres Humanos. São as atitudes

que andavam escondidas em nosso interior, até que foram

abertos os Sete Selos. Ao abri-los, Jesus agiu como o Plutão

Astrológico (que está sob o Seu comando), trazendo à tona,

como antes nunca se vira, a intimidade das criaturas, com os

seus bons feitos e feitos nem tão bons assim. É o bisturi do

Apocalipse. Tudo o que apodreceu acaba saindo de dentro

de nós para que as boas coisas se revelem.

— Continue o injusto fazendo injustiça, o

imundo ainda sendo imundo; o justo per-

maneça na prática da justiça, e o santo a

santificar-se (Apocalipse do Cristo, 22:11).

Já explicamos aqui que o Divino Mestre não está de-

sejando que o infeliz se torne mais desgraçado. Nada disso!

Está, sim, pedindo-nos que nos revelemos; porquanto, que

5 3

mundo pode sobreviver sob o nefando culto da falsidade?

Firmada sobre a mentira não há sociedade que possa real-

mente ser solidária. Eis por que Ele considera a hipocrisia

um obstáculo mortal para nossa existência. Observem que

alguns dizem: “Sou muito franco! Sou muito franca!” e

entretanto suas ações desmentem suas palavras, quando,

em verdade, têm de corroborá-las. Ao final, o que se revela

são os nossos pensamentos, que não devem permanecer na

escuridão. Mesmo que nossas palavras sejam umas e nossos

atos, outros, cedo ou tarde, nossos pensamentos fatalmente

se revelarão em nossas realizações. Livrai-vos do fermento

da hipocrisia, advertia o Cristo, no Seu Evangelho, segundo

Lucas, 12:1.

Da maneira como alguns se

referem à Profecia, ela não passa de um

susto, a criação de uma grave expectativa para a

Humanidade, que nem sempre se

consuma de acordo com os seus analistas,

mesmo os mais conceituados.

5 4

Apocalipse — Razão e Coração

Improvável como pareça aos analistas do caos

contemporâneo, o último livro da Bíblia Sagrada, por vezes tão

temido, por vezes ignorado, traz em si um roteiro ético,

sociológico, econômico, político, capaz de abrir os olhos da

Humanidade para a construção de dias melhores. O sentido

moral (não me refiro aqui a moralismos) tem de ser prepon-

derante, porque os dramas interiores, apesar de todo o avanço

tecnológico, prosseguem torturando o homem moderno.

Alziro Abraão, um jovem de 17 anos, concluiu com perspicácia:

Realmente, o Homem, apesar do extraor-

dinário avanço tecnológico, não está evoluin-

do como deveria; na verdade, só está andando

mais depressa, sem saber, com certeza, ainda,

para onde vai. Por esse motivo, o mundo

continua sendo um grande quebra-cabeças.

Inteligência do cérebro e do coração

Ensina a Legião da Boa Vontade nas suas prédicas popu-

lares, evangélicas e apocalípticas, que a solução, para o Brasil

5 5

ou qualquer nação do mundo, é “ligar a tomada em Cristo

Jesus”, o que pode soar absurdo a homens excessivamente

racionais. Não sou contra a razão, como não me oponho ao

sentimento. In medio virtus, preconizava a sabedoria dos

antigos. Por isso, há décadas venho afirmando que precisa-

mos unir à inteligência do cérebro a do coração. Costumo

valer-me deste exemplo: quando em boa hora surgiu o Ilumi-

nismo, depois da Idade Média, já dentro da Idade Moderna,

os homens viram no racionalismo a solução efetiva, enquanto

acusavam as religiões pela aflição permanente das criaturas.

É óbvio que a razão realiza importantíssimo trabalho pelo

crescimento dos povos, mas não bastou para emancipá-los

de seus tormentos. Trouxe incontáveis inovações, contudo

somou-se àquilo que os iluministas qualificaram de erros

religiosos, uma carrada de novos enganos. Adicionaram-se

aos anteriores os equívocos advindos do uso desmedido da

razão. Novamente, a Humanidade se coloca na busca do

equilíbrio, um caminho para a solução de suas angústias.

O Amor é o espanto de Deus

É quando, radioso, emerge, liberto da obscuridade e do

estigma do medo, o Apocalipse do Divino Chefe: uma carta de

Amigo que apenas deseja o bem do destinatário, escrita com

providencial antecedência aos dramas que a Humanidade teria

de enfrentar, pelos milênios, em virtude da desarmonia criada

por si mesma para com as leis universais eternas. Jesus, o Co-

Autor do Apocalipse, é a expressão mais elevada da Fraterni-

dade. E é por esse prisma que o texto profético deve ser anali-

5 6

sado. (...) O Homem faz muita questão de ser “racional”. Por

isso, às vezes, demora a entender toda a Programação Divina

para o desenvolvimento das gentes, porque não leva na

consideração devida a Lei do Amor, isto é, a Lei da Solidariedade

Social. Eis que o Amor é o espanto de Deus para algumas

criaturas. É a surpresa benéfica, que não se espera num Planeta

permanentemente atribulado. Há previsões anunciando que,

quando os fatos criados pelas ações humanas chegarem ao

paroxismo dos desatinos, o Poder Divino se manifestará por

intermédio de uma solução que ninguém jamais imaginaria.

O mundo se misturará como um oceano

Fala Dom Bosco, grande educador e taumaturgo católico*1:

Guerra entre os príncipes e súditos, entre a

verdade e o erro, a luz e as trevas, o pobre e o

rico. (…) Um grandioso acontecimento se está

preparando no céu, para fazer pasmar as

gentes. (…) Far-se-á uma grande reforma entre

todas as nações, e o mundo irá misturar-se

como um oceano. (…) Nunca o grande marulho

se afervorou tão forte; nunca se viu um lobo

desta espécie. (…) Momento mais potente que

o reboar do trovão, de rumor, alarido e pânico.

(…) Um raio despontará, em seguida, para

consolar os tímidos, que sentem o gelo entre

seus ossos. (…) Depois, paz universal.

*1 Revista Vita e Pensieri, de Milão (Ano II, vol. 3, pág. 188)

5 7

Afinal de contas, “Deus é Amor”, inegavelmente que tam-

bém Justiça (Primeira Epístola de João, capítulo 4, versículo 8:

“Aquele que não ama, não conhece a Deus, pois Deus é Amor”).

E Zarur completava assim: “E nada existe fora desse Amor”.

Portanto, esse Amor, para os, em demasia, racionais, é realmente

um espanto, um confortador imprevisto, é o espanto de Deus!

É ainda no capítulo 4, versículo 16, também da sua Primeira

Epístola, que o discípulo amado volta para reforçar:

— 16 E conhecemos e cremos no Amor

que Deus tem por nós. Deus é Amor, e aquele

que permanece no Amor, permanece em

Deus, e Deus, nele.

E se o Ser Humano ainda não compreende Deus ou O vê

equivocadamente como um ser cruel, é porque na verdade,

ainda não O sente. Assombra-se com as ações do Seu Amor.

E nem sempre as compreende, porque o Seu Amor também é

Justiça. Ora, o Apocalipse é uma Revelação Divina (Apocalipse,

1:1). Por isso, não pode ser algo que venha a atemorizar

aqueles que são cumpridores dos seus deveres, perante a sua

própria consciência e a Consciência do Criador. (...)

Mas o Apocalipse, sobre o qual temos falado e muito mais

pretendemos dizer, não pode ser analisado sob visão mera-

mente literal, escrava das limitadoras dimensões de tempo e

espaço terrenos, ou sob o reprovável critério do recalque.

Precisamos unir à inteligência

do cérebro a do coração.

5 8

Apocalipse

e Sabedoria

— Quem tem ouvidos de ouvir, ouça o que o

Espírito diz às igrejas do Senhor. Ao vencedor,

darei a comer os frutos da Árvore da Vida Eterna

que se encontra no paraíso de meu Deus

(Apocalipse de Jesus, segundo João, 2:7).

A Legião da Boa Vontade, ao proporcionar Edu-

cação e Cultura, Saúde e Trabalho com Espiritualidade ao

povo, em todos os ideais que divulga e em todas as ações que

realiza, fundamenta-se na vivência do Evangelho-Apocalipse

de Jesus, interpretado em Espírito e Verdade, pelo prisma do

Seu Mandamento Novo: “Amai-vos uns aos outros como Eu

vos amei (a Lei). Nisto reconhecerão todos que sois realmente

meus discípulos” (o regulamento da Lei), enunciado no

Evangelho, segundo João, capítulo 13, versículos 34 e 35.

Alguém poderá perguntar: “Mas por que Evangelho-Apocalipse?

Não são dois livros tão diferentes?” Ao falar de improviso sobre

o último livro da Bíblia Sagrada, expliquei muitas vezes a

5 9

complementaridade entre ambos. No primeiro, Jesus vem

semear o Amor de Deus nos corações e acaba aparentemente

derrotado pela inveja e pela maldade. No segundo, o Divino

Mestre ressurge com Poder e Grande Glória, e vem colher os

frutos das ações humanas, para dar a cada um de acordo com

as próprias obras. É a Vitória do Amor, pois o Amor é o grande

campeão das mais difíceis batalhas. Se o Evangelho é a Boa

Nova, o Apocalipse é a Boa Nova moderna, como preconizava

Zarur. No Evangelho, Jesus nos ensina a sermos equilibrados,

generosos, amantes da Verdade, cumpridores do Amor Uni-

versal. Então, trata-se, o Evangelho, de ensinamento prévio,

básico para a decifração perfeita do Apocalipse. Se não

tivermos uma boa dose de bom senso no coração, não

poderemos entender devidamente o sentido do Livro das

Profecias Finais. Não se deve analisar a Revelação como quem

relaciona arroz, feijão, azeite ou carne-seca num depósito. Ela

exige que exercitemos a humildade (a humildade corajosa,

não omissa), para receber o banho lustral da Sabedoria, o que

ainda não se conquista nas escolas do mundo, por melhores

que sejam, como o samba que não se aprende no colégio, no dizer de Noel Rosa. Quando a gente o quer, a vida ensina a ser

sábia. A escola desenvolve a inteligência, a intelectualidade, o

saber técnico, mas a Sabedoria está acima de tudo isso. É uma

iluminação divina que pode descer sobre religiosos e ateus,

indistintamente. De pouco adiantará ao Homem do Terceiro

Milênio, que está se educando agora, formar-se nas respeitáveis

Escolas Superiores, se não for capaz de domar seu coração,

porque este tem sido o drama do mundo. De que lhe valerá

(e à Sociedade) tornar-se um bom profissional se, contudo,

desconhecer a ética de erguer-se como um profissional bom?!

6 0

Eis por que pugnamos por Educação e Cultura aliadas à

ação iluminante da Espiritualidade. Por sinal, para que se faça

a grande síntese (como diria Ubaldi) entre as luzes do intelecto

e o Sol do conhecimento espiritual, a LBV avança

pioneiramente para trazer às salas de aula — conquanto vimos

consolidando a Pedagogia do Cidadão Ecumênico, ou Cidadão

Solidário, nas suas escolas de ensino fundamental e médio —

a capacitação para o discernimento ético, visando a Vida

Eterna, e o que é também importante: aplicada aos concretos

desafios da existência terrena. Assim como na geometria

cartesiana, é preciso fazer com que a Educação material (eixo

dos xis) encontre o saber proveniente das mais elevadas esferas

da Sabedoria Divina, que é o Amor (eixo dos ípsilons). O

sábio entende e utiliza a inteligência, a intelectualidade, o

conhecimento técnico ou específico em prol dos seres huma-

nos. Ora, há tanta gente inteligentíssima fazendo o mal neste

Planeta. Por acaso é sábia a pessoa que prejudica o semelhante?

Não é! Ganhemos, pois, Sabedoria com Jesus que, sendo o

Co-Autor do Orbe Terreno*1, lavou os pés de Seus irmãos,

conforme a narrativa de João, capítulo 13, versículos 1 a 20. E

aí estaremos no caminho certo, para iluminar o Espírito sob

uma claridade que não produz sombras: a de Deus.

*1 Jesus é o Co-Autor do Orbe Terreno:

Evangelho do Cristo, segundo João, 1:1 a 5, 9,10 e 14: 1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 Ele estava no princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por intermédio Dele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. 4 A vida estava Nele, e a vida era a luz dos homens. 5 A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela (...) 9 a saber: a verdadeira luz que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem. 10 Estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio Dele, mas o mundo não O conheceu. 14 E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a Sua glória, glória como do unigênito do Pai.

6 1

Se não tivermos uma boa dose de

bom senso no coração, não poderemos

entender devidamente o sentido do

Livro das Profecias Finais.

6 2

Os Profetas e o

Fim dos Tempos (I)

O Apocalipse não é um bicho-de-sete-

cabeças

Meus Amigos e meus Irmãos, muita gente pensava

que a revelação profética estivesse circunscrita ao último livro

das Sagradas Escrituras. Entretanto, o Apocalipse permeia

toda a Bíblia, exatamente por ser uma Divina Revelação.

Como este ainda é um mundo de expiações, há pessoas

que equivocadamente o vêem como tenebrosa mensagem,

capaz de nos tirar o sono, como se fôssemos frágeis crianças

amedrontadas. O Apocalipse não é um bicho-de-sete-cabeças;

bicho-de-sete-cabeças é não lê-lo. Por isso, para entendê-lo,

costumo afirmar, neste campo ecumênico da Religião de

Deus, que o Apocalipse, em última análise, é o livro mais

promissor da História, porque anuncia a Volta Triunfal do

Cristo. E, da mesma forma, pregamos a Política Divina, Política

para o Ser Humano e, guardem bem, para o seu Espírito

Eterno. Preparemo-nos, então, com esse conhecimento evan-

6 3

gelizador, para nos tornarmos íntimos do seu significado

transformante. E, por intermédio do Centro Espiritual Univer-

salista (CEU*1), promoveremos o desenvolvimento da nossa

mediunidade, carisma, sensitividade ou paranormalidade, isto

é, a nossa qualificação de entremearmos vida material e

extrafísica, de modo a participarmos do novo Céu e da nova

Terra (Apocalipse de Jesus, 21:1), com a descida da Nova

Jerusalém (Apocalipse do Cristo, 21:2 e 10), que baixa do

Alto, isto é, da Pátria Espiritual. Assistiremos, então, à aliança

consciente dos dois Mundos: o Superior com o humano.

Daí a importância do Templo da Boa Vontade, o TBV*2, que

une à Humanidade de Cima a Humanidade de baixo, como

escrevi a respeito da sua notável abrangência*3: Céu-Terra,

Terra-Céu, poderosa alavanca para efetivar a Revolução

Mundial dos Espíritos*4. Graças a todo esse discernimento,

aprendemos que o Apocalipse não é um livro infernal, é

infernal para os infernais... Ele próprio ensina, reforçando a

advertência do Cristo no Evangelho, que “a cada um será

dado segundo as suas próprias obras” (Apocalipse de Jesus,

22:12). E é precisamente a Profecia que nos dá conforto,

*1 Centro Espiritual Universalista — Trata-se de uma área da Religião de Deus que se dedica ao desenvolvimento dos dons espirituais do Ser Humano, seja

qual for sua crença, raça, nacionalidade, condição social, pois todos, querendo ou não, somos dotados de faculdades mediúnicas, carismáticas, e devemos

aprender a colocá-las a serviço do Cristo, sob a ética do Seu Novo Mandamento

— “Amai-vos como Eu vos amei” — para o bem de nossos semelhantes.

*2 Templo da Boa Vontade, TBV — O monumento mais visitado de Brasília/DF

está localizado no SGAS 915, Lotes 75/76, telefone: (61) 245-1070.

*3 Vide A Abrangência do Templo da Boa Vontade, TBV — no segundo volume das Diretrizes Espiritualistas da Religião de Deus, do mesmo autor.

*4 Revolução Mundial dos Espíritos — Leia o livro Voltamos, também de Paiva Netto, lançamento da Editora Elevação.

6 4

index-67_1.jpg

index-67_2.jpg

Conjunto Ecumênico da LBV

J. A. Parmegiani

O Templo da Boa Vontade, pirâmide heptagonal na 915

Sul, foi inaugurado em Brasília/DF, Brasil, a 21 de outubro

de 1989. Na noite de Natal de 1994, abriu-se aos povos o

Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica,

o ParlaMundi da LBV. Em momento de inspiração, a

sensitiva Lui Vieira afirmou que este

Conjunto Ecumênico é “o Portal do Terceiro Milênio”.

6 5

porque consolar é também alertar, avisar do perigo que cor-

remos se nos afastarmos do comportamento ético abençoado

pelo Criador e intrinsecamente desejado por Suas criaturas

que se vão rebelando contra a impunidade desagregadora

de todo esforço social e espiritual (...). E isto, por ser Lei de

Deus, é inderrogável pela ação descomedida do Homem,

que ainda não aprendeu a encontrar o tranqüilo itinerário

para a sua verdadeira felicidade. “Está feito”, diz o Anjo no

Apocalipse, capítulo 16, versículo 17, logo após o Arma-

gedom:

— 17 Então derramou o sétimo Anjo a sua

taça pelo ar, e saiu grande voz do Templo,

do lado do trono, dizendo: Está feito!

Sim, finalmente “está feito!” E a cada um, no Dia da Volta

do Cristo, será dado consoante as suas ações:

— 27 Porque o Filho de Deus há de vir na

glória de Seu Pai, com os Seus Anjos, e então

dará a cada um a paga, segundo as suas

obras (Evangelho, relatado por Mateus,

16:27).

O Evangelho-Apocalipse deve iluminar

as constituições do mundo

Por que amamos e respeitamos o Livro das Profecias Finais?

Seria, ele, inspiração humana? É claro que não! O papel

6 6

moral, portanto educativo, da Revelação que é de Deus,

através do Cristo e do Espírito Santo, destaca-se ao longo da

Bíblia, pelo seu Divino Conteúdo, como um seguro fun-

damento para a sublimação de todas as leis que compõem

até mesmo as constituições dos povos, porque tudo vai

mudar:

— 1 E vi novo Céu e nova Terra, porque

o primeiro Céu e a primeira Terra passaram,

e o mar já não existe (Apocalipse de Jesus,

21:1).

Não se fala tanto no advento de um governo mundial?

Albert Einstein foi um esforçado defensor desse ideal fan-

tástico. Mas como isso poderá ocorrer, mesmo que a longo

prazo, se os homens não se entendem, porque não se amam,

porquanto não aprenderam a conhecer melhor a si mesmos,

conseqüentemente a seus irmãos, como filhos de um único

Deus, que é Amor!? Isso me faz recordar o pensamento ins-

crito no frontal do Templo de Apolo, em Delfos, Grécia:

“Conhece-te a ti mesmo”. Mas como isso se dará, se ainda

teimamos em permanecer tão longe da Verdade Divina?

Recorro ao Evangelho de Jesus, segundo João, 8:31 e 32, na

certeza de encontrar o caminho certo da realidade capaz de

nos libertar para todo o sempre:

— 31 Disse, pois, Jesus aos que haviam

acreditado Nele: Se permanecerdes na minha

palavra, sereis verdadeiramente meus dis-

cípulos;

6 7

— 32 e conhecereis a Verdade e a Verda-

de vos libertará.

Evidentemente, como ensinava Alziro Zarur, Jesus se re-

feria à Verdade de Deus, não à dos seres humanos, que

muda conforme a latitude, o clima, os interesses religiosos,

sociais, políticos, econômicos, financeiros, artísticos, espor-

tivos e tantos outros que nem podemos imaginar. Diante da

luminosa conclusão do Fundador da LBV Mundial, pode-

ríamos assim repetir a extraordinária lição do Divino Mestre:

“Conhecereis a Verdade (de Deus) e a Verdade (de Deus)

vos libertará” , porque é desta Verdade que fala Jesus. E,

alcançando-a, começaremos realmente a discernir a verda-

deira noção crística de nós mesmos. E o Apocalipse tem

muito a ver com isso, porque é uma Revelação, e do Criador

para as Suas criaturas:

— 1 Revelação de Jesus, o Cristo, que

Deus Lhe deu para mostrar aos Seus servos

as coisas que em breve devem acontecer (...)

(Apocalipse de Jesus, 1: 1).

Advento do Governo Mundial

Dessa forma, pela claridade que resplandece das páginas

do Evangelho-Apocalipse do Divino Mestre, o ensinamento

exposto no frontispício do templo do deus da beleza, na

mitologia greco-romana, Nosce te ipsum*5, tornar-se-á um fato

definitivo. A marcha ascensional da Humanidade é morosa,

6 8

até mesmo prejudicada por interesses escabrosos, conquanto

inexorável. As portas da consciência moral dos povos, tor-

nados solidários pela libertação da ira que os perturbava,

proporcionada pela mensagem divina de Amor Fraterno,

serão abertas para o advento do Governo Mundial, porque

as barreiras do ódio irão cair. Entretanto que, ao seu tombar,

não surjam outras mais perigosas à sobrevivência humana

até hoje ameaçada. E para que isso não aconteça, só se nos

integrarmos no energético pensamento de Amor, com o qual

Deus construiu e dirige o Universo.

Basta jamais nos esquecermos da lição moral e educativa

constante da Parte Divina da Bíblia, para reconhecermos a

sua importância quanto ao nosso destino, como solidíssimo

sustentáculo de todos os preceitos que nortearão os trans-

cendentes rumos das vindouras populações humanas e

espirituais que, no relato do Apocalipse, 21:1 a 8, habitarão

novo Céu e nova Terra, pois, ainda no capítulo 21:

— 24 As nações andarão mediante a sua

luz, e os reis da Terra lhe trarão a sua glória

e a sua honra.

— 25 As suas portas nunca jamais se

fecharão de dia, porque noite ali não haverá.

— 26 E lhe trarão a glória e a honra das

nações.

*5 Nosce te ipsum – “Conhece-te a ti mesmo”. No portal do Templo de Apolo, em Delfos, Grécia, esta advertência encontrava-se registrada em grego antigo, mas é muito conhecida na sua forma latina.

6 9

— 27 Nela jamais penetrará coisa alguma

contaminada, nem os que praticam abomi-

nação e mentira, mas somente aqueles que

estão inscritos no Livro da Vida do Cordeiro

de Deus, o Livro da Vida Eterna; porquanto,

— 23 A cidade (a Nova Jerusalém) não

precisa nem do sol, nem da lua, para lhe

darem claridade, pois a Glória Divina a

iluminou, sua lâmpada é o Cristo de Deus .

Assistiremos, por fim, com a descida da Nova Jerusalém,

à elevação deste planeta de orbe de expiação a de regene-

ração. Trata-se da União das Duas Humanidades, com as

excelentes conseqüências, em todos os setores da vida, para

aqueles que houverem perseverado na Solidariedade

Humana, Social e Espiritual.

A compreensão da Profecia, em Espírito e Verdade à luz

do Novo Mandamento do Cristo (Evangelho, segundo João,

13: 34 e 35, 15: 12 e 13), isto é, sem fanatismo, constitui

claramente o caminho a ser trilhado pelas nações, de forma

que venhamos a ter um Brasil melhor e uma Humanidade

mais feliz.

Diante disso, apresento-lhes agora, pelo rádio, TV e im-

prensa, trechos de uma pesquisa que só tinha dado a co-

nhecer a alguns Irmãos que trabalham diariamente comigo:

7 0

Profetas e Fim dos Tempos

Percorramos, juntos, fraternalmente, as vias luminosas do

Texto Sagrado: Isaías, capítulo 34, versículo 16:

— 16 Buscai no Livro do Senhor, e lede;

nenhuma destas coisas falhará.

Registraram bem a advertência do quinto Evangelista*6,

“nenhuma destas coisas falhará”?

Realmente guardaram a admoestação do Profeta? Então,

completemo-la com estas palavras de Ezequiel, capítulo

terceiro, versículo décimo primeiro:

— 11 (...) Quer ouçam quer deixem de

ouvir. (...) Assim diz o Senhor.

Deus é o grande decifrador dos Mistérios

Vejam bem Quem afirma isto: o Senhor, quer dizer, Deus!

Deus proclama o que tem de ser revelado, quer os homens,

tantas vezes desatentos, se interessem em saber ou não. O

raciocínio é simples, Ele cumpre o dever de verdadeiro

Amigo: avisa-nos! E, aqui, uma pergunta oportuna: desde

quando o Mestre pode submeter-se à ignorância do discípulo?

*6 Quinto Evangelista referência a Isaías, tamanho o acerto com que profetizou a respeito da vinda e a existência sacrificial do Messias, Jesus, o Cristo de Deus.

7 1

É obrigação do preceptor livrar seu pupilo do analfabetismo

humano, moral ou espiritual, senão não é um verdadeiro

mentor. Jesus adverte que “o discípulo não pode ser maior

que o seu mestre” (Evangelho do Cristo, segundo Mateus,

10: 24), até que se torne mestre também.

Aprendamos, então, com quem igualmente sempre possui

algo de valioso a nos ensinar: Ezequiel, no capítulo sétimo,

versículo segundo do seu livro extraordinário, anuncia: “O

fim vem! O fim vem!”

— 2 Ó tu, Filho do Homem, assim diz o

Senhor Deus, acerca da terra de Israel:

Haverá fim! O fim vem sobre os quatro

cantos da Terra.

Os quatro cantos da Terra. Antigamente pensava-se que

a Terra fosse plana; por conseguinte, teria quatro cantos.

Destaco esta passagem, porque Ezequiel diz que “o fim vem

sobre os quatro cantos da Terra”. Aproxima-se, portanto, se

damos valor ao alertamento do Profeta, uma tremenda

transformação para todo o mundo.

Avizinha-se de nós o término do reino da maldade, da

impunidade, da insensibilidade, contudo o início da regene-

ração, porquanto Deus declara no Apocalipse, 21:5: “(...) Eis

que faço novas todas as coisas”.

O Apocalipse é o último livro do Novo Testamento, por-