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As profissionais por L P Baçan - Versão HTML

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Direitos exclusivos para língua portuguesa:

Copyright © 2007 L P Baçan

Pérola — PR — Brasil

Edição do Autor. Autorizadas a reprodução e distribuição gratuita desde que sejam preservadas as características originais da obra.

CAPÍTULO 1

Ellen Lake desceu do carro e entrou no hall do grande edificio, caminhando devagar e de cabeça erguida. Seu perfil esbelto e ereto chamava a atenção dos homens que passavam por ela e provocava inveja nas mulheres.

A jovem passou por eles sem se importar com os elogios indiscretos, superiot a tudo aquilo.

Tomou o elevador e instantes depois estava na ante-sala do escritorio de Cari Pomerance, um dos advogados mais famosos de Los Angeles.

— Boa-tarde, Srta Ellen — cumprimentou-a Barbara Mortonm a eficiente secretária do advogado.

— Boa-tarde, Bárbara. Carl está ocupado.

— Não, quer que eu a anuncie?

— Pode deixar, sei o caminho.

Ellen passou pela mnesa da secretária e tocou a caçaneta da porta com firmeza. Carl levantou-se da escrivaninha e foi até ela, tão logo ela entrou.

— Ellen, querida! — exclamou ele, abraçanbdo-a e beijando-a.

A jovem deixou-se beijar sem nenhuma emoção. Estranhamente, desde que haviam anunciado o noivado, sua atração pelo rapaz vinha diminuindo. Carl começava a mostrar uma tendência para transformar Ellen em objeto.

Isso Ellen não conseguia enetender, já que ele era um dos solteirões mais disputados de toda a cidade.Alto e espadaúdo, um sorriso brilhante e uma voz marcante, além de uma inteligência superior que o fazia acumular sucesso sobre sucesso, mesmo nos casos mais dificeis.

— Vai estar de folga hoje? — indagou ela, sentando-se na cadeira dele, enquanto ele apoiava uma das pernas no canto da escrivaninha.

Carl pensou por alguns instantes, depois deu um tapa na testa, lembrando-se de algo.

— Puxa vida, querida! Eu havia prometido...

— Oh, Carl! Não vá dizer que se esqueceu.

— Sinto muito, querida. Tenho um cliente muito importante que virá esta tarde, é um caso muito delicado, pode coroar minha carreira se puder levá-lo até o fim.

— Sim, já sei, esperava por isso.

— Não fale assim, por favor, você pode ir, assim que eu terminar irei ter com você.

— Está bem. Tem alguma idéia para a casa?

— Não, deixo a escolha a seu critério. Deve haver algumas mansões desocupadas em Beverly Hills, gostaria de ir, mas você sabe como é meu trabalho.

— Escolherei uma que me agrade então, pode ser?

— Como quiser, querida. Não se preocupe com o preço, deixe isso por minha conta.

Ellen mordeu os lábios, contendo sua indignação. A cada dia que passava, Carl dedicava-se mais e mais a seu trabalho, esquecendo-se, às vezes, de compromissos marcados com ela ou deixando-a para ir cuidar de algum negócio de última hora.

Ellen sabia que seu trabalho o forçava a isso, mas lamentava que Carl não estabelecesse um horário, um limite para tudo. Acumulava casos sobre casos, não se incomodando com o quanto eles o manteriam ocupado.

— Você gosta de jardinagem, Carl? — indagou ela.

— Sim, mas ultimamente não tenho tido tempo.

— Gostaria de uma casa com um imenso gramado e muitas flores.

— Claro, você terá muito tempo para cuidar de tudo depois.

Era isso justamente que Ellen temia. O tédio, os dias sucedendo-se sempre igual, ela numa casa enorme, sozinha, cercada de todo o conforto, mas distante do carinho dele, da presença dele.

Carl mostrava que em momento algum, no futuro, deixaria seu trabalho de lado para dedicar-se a ela por alguns momentos que fosse. Isso a atemorizava, fazia-a pensar.

Eram ambos de duas ilustres familias da cidade. O noivado e o futuro casamento já haviam sido divulgados por todos os colunistas mais importantes e era considerado como o casamento do ano.

Pouco mais de cinco semanas separavam Ellen daquele passo definitivo e, possivelmente, trágico em sua vida. Mas havia pressões, ela não podia voltar atrás, não podia recuar.

Iria casar-se com Carl Pomerance, mas sentia, no seu intimo, que não o amava mais. Sua tragédia era saber que iria suicidar-se sentimentalmente, mas não tinha forças para evitar aquilo.

— Telefone à imobiliária então, Carl. Diga-lhes que estou indo.

— Sim, farei isso logo que você saia.

— Quando poderemo ir juntos visitar a casa, caso eu encontre alguma que me agrade?

— Tão logo eu tiver um tempinho...

— E quando será isso?

— Breve, não se preocupe.

— Está bem, vou indo, Carl. Não quero apressar-me, mas Nãos e esqueça que temos um compromisso à noite para o teatro.

— Sim, passarei em sua casa para apanhá-la às nove. Depois iremos jantar?

— Espero que sim.

Ellen deixou que ele a beijasse novamente e saiu. Um turbilhão de pensamentos passava por sua cabeça. Seu desejo era gritar a aCarl que a farsa acabara, que eles nunca poderiam ser felizes juntos, mas calava-se. Covardemente se calava.

As aparências a serem mantidas eram o principal em seu mundo. Escândalos tinham que ser evitados a todo custo. Desistir daquele casamento provavelmente a marcaria para sempre.

Teria que se sujeitar a comentários maldosos, a insinuações sutis. Sabia que não resistiria àquilo.

O carro com motorista aguardava-a na porta do edificio. Entrou e ditou o endereço ao chofer, permanecendo depois em silêncio, enquanto olhava pela janela e sentia inveja daquela gente que caminhava pelas calçadas, parecendo livre e despreocupada.

Na imobiliaria foi recebida pelo próprio diretor, que se desmanchou em gentilezas, mostrando-lhe uma série de fotografias de excelentes mansões em Beverly Hills.

— Todas elas esTão desocupadas agora? — indagou a garota.

— Sim, todas elas.

—E o que está havendo com esse pessoal?

— Vem e vão com muita facilidade. Temos artistas de cinema entre nosso melhores clientes. Quando estão no auge do sucesso, compram; quando decaem, vendem.

— Gostei particularmente desta — disse a garota, mostrando uma das mansões em estilo moderno, cercada por um imenso jardim e muitas árvores.

— É a melhor de todas, garanto que Carl vai gostar dela.

— Tenho certeza que sim. Eu poderia ir vê-la?

— Claro que sim, já designamos um funcionário para acompanhá-la. Ele poderá fornecer todos os detalhes sobre a casa.

— Gostaria de ir logo, então.

— Como quiser, senhorita — disse o diretor, apertando o botão do intercomunicador sobre a mesa e chamando por um nome.

Instantes depois um jovem muito bem trajado e de maneiras educadas entrava na sala.

— Este é David Trimble, um de nosos melhores vendedores. Ele vai acompanhá-la até lá.

Qualquer outra informação pode solicitar a ele, está apto a esclarecer qualquer dúvida.

— Obrigada! Podemos ir? — indagou a jovem ao rapaz a sua frente.

— Quer ir em seu proprio carro ou prefere o carro da firma? — indagou ele, gentilmente, mas com um acento ironico na voz.

— Prefiro meu carro — respondeu ela, levantando a cabeça e passando por ele.

David seguiu-a, após observá-la atentamente. Conhecia aquele tipo de cliente. Chegavam sempre falando de cima, arrogantes e de nariz empoinado. Ele tinha que se desdobrar em explicações, coisas que fazia com muito ânimo porque, afinal de contas, aqueles grã-finos representavam boas comissões no final do mês.

Quando se aproximaram do carro, o motorista abriu a porta para que Ellen entrasse.

Quando David ia fazer o mesmo, o rapaz fechou a porta, deixando-o de fora.

— Seu lugar é lá na frente comigo — falou o motorista, empertigado.

— Nesse caso é melhor você me seguir, vou apanhar o carro da firma — respondeu David, à altura.

— Pode entrar aqui comigo — disse Elle, abrindo a porta.

David sorriu cinicamente para o motorista, antes de ordenar:

— Beverly Hills, queridinho.

Depois entrou e acomodou-se ao lado dela, no amplo assento traseiro do carro, um Lincoln preto e reluzente.

— Desculpe-me os maus modos do motorista, foi treinado assim — falou Ellen, num tom impessoal.

— Não se preocupe, estou acostumado a isso.

Ellen sorriu sem vontade.

— Quer que eu lhe dê alguns detalhes da casa?

— Sim, seria interessante.

— Foi construida para Michael Douglas, aquele astro de filmes de oeste. Não tem um ano e dispõe de acomodações para vinte pessoas, sem falar no stand de tiros, uma pista térmica e uma porção de outras vantagens.

— O que houve com Michael Douglas?

— Mudou de cenário.

— Como assim?

— Está na Itália filmando bangue-bangue. Engraçado, não?

— Sim, muito engraçado, sem dúvida — respondeu ela, sem muita emoção.

David observou-a. Aquela bela jovem não parecia muito entusiasmada pelo que ia fazer.

Geralmente seus clientes, quando visitavam uma casa em que estavam interessados, tornavam-se eufóricos, falavam muito, faziam quesTão de todos os detalhes.

Ellen olhava para frente o tempo todo. David pode observá-la de perfil e concluir que era, realmente, muito linda, mas não parecia feliz. Arriscou perguntar:

— Desculpe-me, mas está se sentindo bem?

— Interessa-lhe? — retrucou ela, parecendo ofendida.

— Não quis incomodá-la, mas não me parece muito feliz para quem vai escolher uma casa, principalmente em se tratando de uma bela mansão em beverly Hills.

— Realmente não me sinto feliz — respondeu ela, abrandando a voz.

— Quer falar a respeito? Isso ajuda às vezes.

— Não o direito de lhe passar meus problemas.

— Eu não me incomodo em ouvir.

Ellen olhou-o com simpatia. Alie stava um desconhecido lhe oferecendo ajuda, um ombro onde podia desabafar todas as suas preocupações. Por um momento quase cedeu, depois levantou novamente a cabeça, permanencendo em silêncio.

David não a incomodou mais. Não pode, no entanto, evitar de fazer suposições. Na certa, aquela mulher estaria se casando por conveniência, forçando-se a uma situação que lhe seria desagradavel.

Não tinham, poirém, nada com aquilo. Precisava pensar apenas que aquela bela mulher representava um bom acréscimo em seu pagamento. Precisava apenas convencê-la a comprar a casa. O resto não lhe dizia respeito.

Estavam chegando a Beverly Hills. Uma colina verdejante pontilhada de casas enormes, com jardins gramados e muitas flores, foi o ponto indicado por David ao motorista, enquanto se aproximavam.

Mais algumas instruções e paravam à frente de uma casa enorme e de boa aparência.

David desceu para abri-la.

— O que gostaria de ver primeiro? — indagou ele, cortesmente.

— Vamos pelas partes de cima primeiro., Quero ver os quartos — pediu ela.

David conduziu-a por uma escada com degraus de mármore negro e um corrimão reluzente de metal. A parte superio da casa conservava o mesmo estilo da parte inferior. Um corredor imenso estendia-se, com portas de ambos os lados.

— Você têm muitos amigos? — perguntou o rapaz.

— Sim, mas não espero recebê-los todo de uma só vez.

— Temos dez quartos aqui. Gostaria de examiná-los?

— Qual deles é o principal?

— No fim do corredor.

— Quero vê-lo primeiro.

— Talvez não aprecie o que restou da decoração. Michael Douglas tinha um gosto muito discutivel — informou ele, quando chegaram à frente da porta.

— Posso imaginar que tudo aí dentro lembrará o oeste, Não?

— Sim, o que sobrou.

David empurrou a porta e deixou que ela entrasse. Ellen estacou, não sabendo se ria ou se apreciava aquele teto pintado de azul come strelas prateadas, com imagens lembrando o deserto que tomavam conta de toda a parede e alguns cactos nos cantos.

— Ele gostava realmente dfo oeste — comentou ellen.

— Tudo isso pode ser modificado. Não tocamos em nada porque alguns clientes gostam de conservar o estilo do proprietário anterior, principalmente quando ele é um astro de cinema.

— Os outros quartos são assim?

— Não, felizmente não.

— Ótimo. Gostaria de ver os fundos da casa, se não se incomodar.

— Claro, passaremos lá embaixco pela cozinha se quiser. É muito moderna, com todas as facilidades.

— Não me preocupo com isso, não sei cozinhar.

— É uma pena.

— Por quê?

— Um marido perde muito da esposa quando não prova a sua comida.

— É uma filosofia muito vulgar, Não?

— Mais válida.

— A maior p[arte de nossas refeições são feitas em restaurantes, pode entender isso, Não?

— Sinceramente, Não.

— E por que Não?

— Talvez porque eu não posssa fazer minhas refeições em restaurantes, principalmente naqueles que vocês frequentam.

— Posso entender isso.

— Mas venha, vou mostrar-lhe o resto da casa — convidou ele, conduzindo-a pela casa toda, informando e dando detalhes e sugestões.

A última coisa que ela quis ver foi o jardim. Ficou extasiada com a beleza do gramado e com a qualidade das flores.

— É uma pena que seja tão grande — observou David.

— Não concordo.

— Não poderá cuidar dele sozinho, terá que contratar um jardineiro.

— E que mal há nisso?

— Terá sempre flores frescas e bonitas, mas Nãos entirá nunca a sensação de que elas lhe pertencem.

— E como se faz para conseguir isso?

— Talvez uma casa menos, um jardim mais modesto. Poderia cuidar delas sozinha e, quando elas florescem, poderia sentir-se orgulhosa em saber que suas mãos produziram toda aquela beleza.

— Muito trabalhoso, Não?

— Desculpe-me, não pensei nisso.

— Acho que nossas idéias são positivamente opostas, Não?

— Mas numa coisa acho que concordamos.

— Que coisa é essa?

— De que vale uma casa enorme como essa aí, se não a podemos encher de felicidade.

Ellen olhou-o intrigada, não sabendo se ficava ofendida ou se concordava com ele. Girou o corpo e voltou para o carro.

— Vai ficar com a casa? — indagou ele, assim que se sentou ao lado dela.

— Telefonarei quando decidir.

— Não se demore, há outros clientes interessadfos.

— Tenho certezxa que esperarão com calma.

— Está bem. Se decidir alguma coisa, aqui está meu cartão. Fale pessoalmente comigo.

Deve entender, eu ganho uma comissão pelas vendas.

— Não se preocupe, não o prejudicarei.

CAPÍTULO 2

Ellen consultou o relogio pela décima vez nos últimos minutos e olhou pale janela de seu quarto. Não havia ainda um sinal da chegada de Carl. Caso ele demorasse um pouco mais, chegariam atrasados para o teatro.

Apanhou sua bolsa, disposta a esperá-lo na parte inferior de sua casa. Seu pai, também um famoso advogado, mas agora aposentado, fumava na biblioteca quando a garota passou.

— Ellen! — chamou ele.

A garota parou por alguns instantes, depois voltou, entrando aonde estava o pai.

— Carl não vinha apanhá-la para o teatro? — indagou ele, admirando-a. — Você está linda, querida!

— Obrigada, papai!

— E Carl?

— Deve ter-se atrasado por algum motivo.

— É bom acostumar-se a isso. O trabalho dele é cheio de imprevistos, nunca se sabe quando alguém vai procurar-nos com algum problema.

— Mas tem que ser sempre assim, papai?

— Temo que sim.

— Mas não pode ser, papai. Carl afasta-se de mim a cada dia. Seu trabalho está se tornando mais importante que eu. Não acho que seja justo.

— Não se preocupe, Carl ama-a, todos sabem disso. Mudando de assunto, você foi ver a casa?

— Sim, escolhi uma em Beverly Hills.

— Muito cara?

— Não atentei para esse detalhe. Carl disse que eu não devia preocupar-me com o preço, contanto que a casa me agradasse.

— Pois está vendo? É uma prova de que ele quer satisfazer todos os seus gostos.

— Mas isso não é o mais importante, papai.

— Eu sei, mas depois que vocês se casarem tudo vai mudar, ele terá mais tempo para você. Tem que entendê-lo, está no auge de sua carreira, precisa aproveitar todas as chances para consolidar seu nome como o do mais importante e melhor em seu gênero.

A garota afastou-se e foi até a janela olhar lá fora. Nenhum carro se aproximava ainda de sua casa. Falou, com voz calma:

— Papai, acho que meu amor por Carl está morrendo.

— Que bobagem, filha! — exclamou ele, aproximando-se dela para estreitá-la em seus braços. — você está preocupada, talvez um pouco de tensão pela proximidade do casamento.

— Espero que seja, papai.

O telefone tocou. A garota correu a atender, pressentindo que se tratava do noivo.

— Ellen, querida, já está pronta?

— Sim, há algum tempo.

— Sinto muito, eu gostaria mesmo de ir, mas surgiu algo importante de última hora...

Ellen abaixou o fone. Sabia de todas as palavras que ele ia dizer. Ultimamente já as pudere decorar. Quando recolocou o fone no ouvido, Carl chamava-a com insistência.

— Pensei que tivesse desligado — comentou ele.

— Não, ainda estou aqui.

— Desculpe-me, querida. Não há outro jeito, tenho que ficar aqui no escritório, é um caso importante.

— Como todos os outros?

— sim, claro. Seu pai não poderia levá-la?

— Não, não há mais tempo para isso.

— Você viu a casa? — indagou ele, mudando de assunto.

— Sim, vi uma delas.

— Gostou?

— Pareceu-me ótima.

— Telefonarei para a imobiliaria amanhã e fecharei o negocio. Você poderia ir cuidando da decoração, que acha?

— Farei isso.

— Não me parece bem, querida...

— Talvez eu esteja cansada.

— Ótimo, ao invés de irmos ao teatro você poderá descansar um pouco.

— Sim, ótima idéia, Carl.

— Eu a vejo amanhã, está bem? Poderemos almoçar juntos se quiser.

— Irei ao seu escritorio.

— Sim, depois iremos ver a casa, estou ansioso para ver o que escolheu.

— Boa-noite, Carl — finalizou ela, sem ânimo.

— Você foi muito dura com ele — observou o pai.

— Estou cansada, papai. Acho que vou sair e dar uma volta. Quer pedir para Stewart tirar meu carro?

— Onde pretende ir?

— Por aí, sei lá. Preciso pensar um pouco — disse a garota, sdaindo e dirigindo-se ao seu quarto para mudar de roupas.

Retirou o longo luxuoso e foi até o guarda-roupa. Escolheu algo esportivo e informal. Após vesti-lo, esvaziou o conteúdo de sua bolsa, apanhando os cigarros e dinheiro.

Seus olhos pousaram num cartão de apresentação. Era o que aquele vendedor havia-lhe entregado naquela tarde. Levantou-o e leu-o. Alguma coisa estranha se agitou dentro dela.

Guardou-o na carteira junto com os cigarros e o dinheiro e saiu.