Avaliação da resposta imune contra as proteínas L e G do vírus respiratório sincicial humano por Yordanka Medina Armenteros - Versão HTML

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RESUMO

Medina-Armenteros Y. Avaliação da resposta imune contra as proteínas L e G do Vírus

Respiratório Sincicial Humano [tese (Doutorado em Microbiologia)]. São Paulo: Instituto de

Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo; 2012.

O desenvolvimento de vacinas pediátricas contra o Vírus Respiratório Sincicial Humano,

HRSV (do inglês, Human Respiratory Syncytial Virus), tem sido problemático devido à

população alvo envolvida e a dificuldades para atingir um balanço entre atenuação viral e

imunogenicidade. Tanto a imunização com a glicoproteína G do HRSV, proteína de ligação

ao receptor celular e alvo para a resposta de anticorpos neutralizantes e protetores, quanto a

primeira vacina testada inativada com formalina, encontram-se associadas com a indução de

eosinofilia pulmonar mediada por uma resposta de células TCD4+ Th2 após exposição ao

HRSV selvagem. Foi identificado um peptídeo da proteína G, dentro do ectodomínio

conservado (aa 184 a 198), que predispõe para essa resposta Th2, sendo que a introdução de

mutações eliminou a capacidade desse peptídeo predispor camundongos a desenvolver

eosinofilia. Esse achado torna essa seqüência uma ferramenta atraente para o direcionamento

da resposta imune protetora contra o vírus HRSV. Células T CD8+ específicas para o epítopo

imunodominante encontrado na proteína M2-1 (aa 82 a 90) de HRSV reduzem a resposta Th2

e mediam resistência contra desafio com HRSV quando administrado por via intranasal em

camundongos. Em humanos, existe uma relação entre a resposta de linfócitos T citotóxicos

(LTC) contra HRSV e redução dos sintomas clínicos. Assim, a busca de novos epítopos nas

proteínas estruturais do vírus é importante. Neste trabalho identificamos epítopos de células

TCD8+ na proteína L, a polimerase viral, altamente conservada e a menos estudada nesse

aspecto. Essa identificação foi feita por predição utilizando ferramentas de bioinformática,

síntese dos peptídeos correspondentes e avaliação da resposta imune celular contra eles, tendo

sido demonstrado que L apresenta epítopos de células T restritos pelo H-2d. Resta caracterizar

sua capacidade de proteção frente a desafio com HRSV. Uma segunda abordagem na busca de

imunógenos efetivos contra HRSV, consistiu na construção de vacinas de DNA inserindo a

seqüência nucleotídica do peptídeo da proteína G mutado (GM, aa164 a 204), mencionado

acima. Isso foi feito em vetores de expressão eucariótica em fusão com a seqüência sinal do

ativador de plasminogenio tecidual, e com a subunidade B da toxina colérica (CTB), um

potente adjuvante de mucosa. Também expressamos e purificamos o peptídeo GM em fusão

com CTB, a partir de um vetor bacteriano. A caracterização da resposta imune contra HRSV

estimulada por esses vetores eucarióticos e peptídeos purificados revelou que o plasmídio

pTGMCTB, bem como as proteínas GM e GMCTB foram capazes de induzir resposta de

anticorpos contra GM. Esses anticorpos, porém, não se mostraram neutralizantes de HRSV,

como era nossa expectativa. A capacidade de proteção frente a desafio com HRSV não foi

demonstrada, porém nenhum destes imunógenos induziu esosinofilia pulmonar. Concluímos

que o peptídeo GM não adquire uma conformação adequada capaz de gerar anticorpos

neutralizantes, quando está em fusão com a proteína CTB, tanto na forma de proteína, quanto

como vacina de DNA.

Palavras-chave: Vírus Respiratório Sincicial Humano (HRSV). RNA polimerase. Epítopos

de células TCD8+. Predição de epítopos. Glicoproteína G de ligação. Eosinofilia pulmonar.

FI-HRSV. Vacina de DNA.