Avaliação do comportamento mecânico de próteses fixas provisórias durante e após ensaio de fadiga... por Luiz Gustavo Cavalcanti Bastos - Versão HTML

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AVALIAÇÃO DO COMPORTAMENTO MECÂNICO DE PRÓTESES

FIXAS PROVISÓRIAS DURANTE E APÓS ENSAIO DE FADIGA –

EFEITO DE TRÊS TIPOS DE REFORÇOS (FIBRA DE VIDRO,

FIBRA DE ARAMIDA E FIO DE AÇO) E DUAS EXTENSÕES DE

PÔNTICO (12,5 e 22,75 mm)

LUIZ GUSTAVO CAVALCANTI BASTOS

Tese apresentada à Faculdade de

Odontologia de Bauru da Universidade de

São Paulo, como parte dos requisitos para a

obtenção do título de Doutor em Odontologia

– Área de Reabilitação Oral.

(Edição Revisada)

BAURU

2006

AVALIAÇÃO DO COMPORTAMENTO MECÂNICO DE PRÓTESES

FIXAS PROVISÓRIAS DURANTE E APÓS ENSAIO DE FADIGA –

EFEITO DE TRÊS TIPOS DE REFORÇOS (FIBRA DE VIDRO,

FIBRA DE ARAMIDA E FIO DE AÇO) E DUAS EXTENSÕES DE

PÔNTICO (12,5 e 22,75 mm)

LUIZ GUSTAVO CAVALCANTI BASTOS

Tese apresentada à Faculdade de

Odontologia de Bauru da Universidade de

São Paulo, como parte dos requisitos para a

obtenção do título de Doutor em Odontologia

– Área de Reabilitação Oral.

Orientador: Prof. Dr. Paulo Martins Ferreira

(Edição Revisada)

BAURU

2006

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Bastos, Luiz Gustavo Cavalcanti

B297a

Avaliação do comportamento mecânico de

próteses fixas provisória

s durante e após ensaio de

fadiga – efeito de três tipos de reforços (fibra de vidro,

fibra de aramida e fio de aço) e duas extensões de

pôntico (12,5 e 22,75 mm) / Luiz Gustavo Cavalcanti

Bastos. - Bauru, 2006.

141 p.:il.; 30 cm

Tese (Doutorado) - Faculdade de Odontologia de Bauru -

Universidade de São Paulo.

Orientador: Prof. Dr. Paulo Martins Ferreira

Autorizo exclusivamente para fins acadêmicos e científicos, a

reprodução total ou parcial desta tese por processo fotocopiadores

e/ou meios eletrônicos.

Assinatura do autor:___________________________

Data: / /

LUIZ GUSTAVO CAVALCANTI BASTOS

19 de janeiro de 1976

Nascimento

Salvador –BA

Filiação

Eduardo José da Silva Bastos

Terezinha

Cavalcanti

Bastos

1995 – 2000

Curso de Odontologia – Faculdade de Odontologia

da Universidade Federal da Bahia.

2000 – 2001

Professor

Substituto do Departamento de

Odontologia Restauradora da Faculdade de

Odontologia da Universidade Federal da Bahia.

2001 – 2003

Curso de Pós-Graduação em Reabilitação Oral em

nível de Mestrado, na Faculdade de Odontologia de

Bauru

–USP.

2003 – 2006

Curso de Pós-Graduação em Reabilitação Oral em

nível de Doutorado, na Faculdade de Odontologia

de Bauru –USP.

2004 - 2004

Curso de Aperfeiçoamento em Periodontia

2006 -

Professor Adjunto do Curso de Odontologia da

Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública -

Fundação Bahiana para Desenvolvimento das

Ciências (FBDC), Salvador - BA.

Associações

ABO – Associação Brasileira de Odontologia –

Secção Bahia

SBPqO – Sociedade Brasileira de Pesquisa

Odontológica

iii

Dedicatória

A Deus, fonte incessante de força e luz ao meu caminhar

Aos meus pais, Eduardo e Terezinha, que sempre me apoiaram de forma irrestrita e desprendida nos meus vôos em busca de minhas aspirações

Aos meus irmãos, Eduardo e Ana Carolina, pelo carinho incondicional

Aos meus tios Abílio e Regina, à minha prima Mariana e à minha avó

Adélia, pelo amparo sempre afetuoso, pelo exemplo de vida na valorização do que é sereno

A toda minha família de Petrolina-PE, pela demonstração de uma vida simples, mas sólida de princípios

Continuamos juntos, cada um sendo parte de um todo, e é a vocês que dedico este trabalho.

iv

“Por isto mesmo, jamais devereis transigir - jamais,

volto a insistir, quaisquer que sejam as circunstâncias do

momento -, porque a vida que ireis construir dependerá

dessa intransigência, como nos dizem as belas palavras

de Hipócrates: “É mister que as mãos se mantenham

puras e a consciência imaculada”.

Luiz Venere Décourt,

em Os Deveres do Médico, 1955.

v

Agradecimento Especial

Ao Prof. Dr. Paulo Martins Ferreira, aquele que me orientou, que me ensinou e que muitas vezes me acolheu. A amizade sedimenta-se não somente pelo acúmulo de situações de aprendizado vividas em conjunto, mas pela afinidade e parceria na defesa de nossos preceitos de vida. Agradeço, novamente, com veemência a sua orientação e amizade.

vi

Agradecimento Especial

Aos amigos que se tornaram irmãos de caminhada, Rafael, Renato e Paulo

Fukashi. Conviver com vocês é um exercício afável de vida. A vocês, minha profunda gratidão e amizade.

À família Martins Ferreira, pelo acolhimento e amizade. Meus sinceros agradecimentos.

A Juliana Azevedo pelo carinho e solicitude irrestrita.

Aos amigos Carlos Palomino e Ian Matos pela amizade e companhia

A Renata Teixeira pelo afeto e disponibilidade

Ao Vinícius Porto, pela amizade e pelo exemplo de professor e ser humano

Aos colegas de Doutorado Marly, Marinelle, Ana, Antonio Ricardo, Eduardo Ayub, Paulo Rosseti, Leylha, Tatiany, Jefferson, Oswaldo, pela companhia quase diária, pela amizade e permuta cultural e científica.

vii

Agradecimentos

Ao Prof.Dr. Luiz Fernando Pegoraro, exemplo de sensatez, pela condução de seus ensinamentos e princípios, pelas orientações sempre pertinentes e em defesa de nosso desenvolvimento.

Ao Prof.Dr. José Henrique Rubo, pela transmissão de conhecimentos e convívio. Pelo exemplo que é de uma pessoa serena e disciplinada.

Ao Prof.Dr. Accácio Lins do Valle e ao Prof.Dr. Gerson Bonfante, pela disponibilidade e valiosas orientações.

Ao Prof.Dr. Paulo César Rodrigues Conti e ao Prof. Dr. Carlos Araújo, pela forma empolgante com que conduzem seus conhecimentos.

Aos Professores do Departamento de Prótese, Wellington, Salvador, Renato

e Lucimar por tudo que me ensinaram,

A todos, meu muito obrigado!

viii

Aos funcionários do Departamento, Edna, Cláudia, Débora, Riva, Marcelo, e

Valquíria, pelo profissionalismo e gentileza em todos os momentos.

Ao Prof. Dr. José Roberto Pereira Lauris, pela paciência em instruir a análise estatística deste trabalho.

A Faculdade de Odontologia de Araraquara, UNESP, pela disposição de seu Laboratório de Ensaios Mecânicos.

Aos funcionários da Pós-Graduação da FOB, pela atenção e sempre

disponibilidade, em particular a Eduardo, Cleuza, Meg e Giane.

Aos Professores e Funcionários do Departamento de Materiais Dentários, em particular à Sandra, por disponibilizar o laboratório para execução deste trabalho.

Aos funcionários da biblioteca pela solicitude e profissionalismo.

A Faculdade de Odontologia de Bauru – USP, representada pelo seu Diretor

Prof.Dr. Luiz Fernando Pegoraro,

e à sua Comissão de Pós-Graduação, representada pelo

Prof.Dr. José Carlos Pereira.

ix

A CAPES, pelo apoio financeiro tornando exeqüível este trabalho.

A todas as pessoas que de alguma maneira, direta ou indiretamente, contribuíram com esta conquista.

Meus sinceros agradecimentos.

x

SUMÁRIO

LISTA DE FIGURAS ..................................................................................................xii LISTA DE TABELAS ..................................................................................................xv LISTA DE ABREVIATURAS E SÍMBOLOS...............................................................xvi RESUMO ..................................................................................................................xvii 1 – INTRODUÇÃO ......................................................................................................2

2 – REVISÃO DE LITERATURA .................................................................................6

3 – PROPOSIÇÃO ....................................................................................................59

4 – MATERIAL E MÉTODOS ....................................................................................61

5 – RESULTADOS ....................................................................................................79

6 – DISCUSSÃO .......................................................................................................94

7 – CONCLUSÃO ....................................................................................................114

8 – ANEXOS ............................................................................................................118

9 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................127

ABSTRACT .............................................................................................................141

xi

LISTA DE FIGURAS

Figura 1. Ilustração da matriz de aço para a confecção dos corpos de prova com extensão do pôntico 62

de 12,5 mm.

Figura 2. Matriz em aço para a confecção dos espécimes com extensão de pôntico de 12,5 mm (A) 62

Vista frontal, e (B) Vista oclusal.

Figura 3. Ilustração da matriz de aço para a confecção dos corpos de prova com extensão do pôntico 62

de 22,75 mm.

Figura 4. Matriz em aço para a confecção dos espécimes com extensão de pôntico de 22,75 mm (A) 62

Vista frontal, e (B) Vista oclusal.

Figura 5. Vista vestibular do enceramento do espécime em forma de prótese parcial fixa. Com 64

distância de pôntico de (A) 12,5 mm, e (B) 22,75mm.

Figura 6. Vista oclusal do enceramento do espécime. Com distância de pôntico de (A) 12,5 mm, e (B) 64

22,75mm. O círculo ilustra o posicionamento da esfera de aço com 8,0 mm de diâmetro que será posicionada durante os ensaios mecânicos.

Figura 7. Matriz em silicone bi-partida para confecção dos espécimes em resina PMMA. Com 64

distância de pôntico de (A) 12,5 mm, e (B) 22,75mm.

Figura 8. Posicionamento da base da matriz de silicone sobre a matriz de aço. Com distância de 64

pôntico de (A) 12,5 mm, e (B) 22,75mm.

Figura 9. Articulação da matriz de silicone bi-partida sobre a matriz de aço. (A) Posicionamento das 64

partes da matriz de silicone, e (B) Matrizes articuladas.

Figura 10. Detalhe da fibra de poli(aramida) Kevlar® Du Pont®.

66

Figura 11. Detalhe da fibra de vidro Fibrante® Ângelus® - Odontológika Ind. Ltda 66

Figura 12. Detalhe do fio de aço metálico ortodôntico Ø 0,7 mm – Dental Morelli® Ind.

66

Figura 13. Ilustração do posicionamento das fibras sobre as matrizes de silicone e metálica. (A) Vista 70

frontal mostrando as fibras que foram colocadas inferiormente nas proximidades da porção gengiva do conector e as fibras posicionadas mais superiormente na face oclusal dos preparos na matriz metálica. (B) Vista Oclusal do posicionamento das fibras do grupo FIBRANTE

Figura 14. Ilustração do posicionamento das fibras do grupo KEVLAR sobre as matrizes de silicone e 70

metálica.

Figura 15. Ilustração do posicionamento das fibras do grupo FIO AÇO sobre as matrizes de silicone e 70

metálica.

Figura 16. Injeção da resina na base da matriz de silicone e sobre as fibras previamente 71

posicionadas.

Figura 17. Injeção da resina através do orifício na parte superior da matriz de silicone até o seu 71

extravasamento.

Figura 18. Disposição das matrizes após a completa inserção da resina com a apreensão de suas 71

partes através de elásticos.

Figura 19. Vista oclusal do espécime simulando prótese parcial fixa provisória após a polimerização 71

da resina.

Figura 20. Espécime sendo removido das matrizes utilizadas para a sua confecção.

71

Figura 21. Espécime pronto após o acabamento com a remoção dos excessos de resina.

71

xii

Figura 22. Máquina de testes MTS 810 (Material Testing System / MTS System Corporation/ USA), 74

utilizada para ambos os ensaios de fadiga e de resistência à fratura.

Figura 23. Célula de carga e garras servo-hidráulicas para apreensão da haste contendo em sua 74

ponta a esfera de Ø 8,0 mm, e o “aquário” onde foi posicionada a matriz de testes contendo o espécime.

Figura 24. Detalhe do “aquário” mostrando a esfera posicionada sobre o espécime, além da fonte de 74

calor com o dispositivo que controlava a temperatura da água em 37º C.

Figura 25. Espécime posicionado sobre a matriz de teste com a esfera posicionada no centro do 74

pôntico para exercer a carga durante o ensaio de fadiga ou de resistência à fratura.

Figura 26. Deformação Média, em (mm), durante um ciclo de 0 a 100 N, registrada a cada 100, 500, 79

1.000, 5.000 e 10.000 ciclos, de cada espécime do grupo CONTROLE com extensão do pôntico de 12,5 mm

Figura 27. Deformação Média, em (mm), durante um ciclo de 0 a 100 N, registrada a cada 100, 500, 80

1.000, 5.000 e 10.000 ciclos, de cada espécime do grupo FIO AÇO com extensão do pôntico de 12,5

mm.

Figura 28. Deformação Média, em (mm), durante um ciclo de 0 a 100 N, registrada a cada 100, 500, 80

1.000, 5.000 e 10.000 ciclos, de cada espécime do grupo KEVLAR com extensão do pôntico de 12,5

mm.

Figura 29. Deformação Média, em (mm), durante um ciclo de 0 a 100 N, registrada a cada 100, 500, 81

1.000, 5.000 e 10.000 ciclos, de cada espécime do grupo FIBRANTE com extensão do pôntico de 12,5 mm.

Figura 30. Deformação Média, em (mm), durante um ciclo de 0 a 100 N, registrada a cada 100, 500, 81

1.000, 5.000 e 10.000 ciclos, de cada espécime do grupo CONTROLE (sem reforço) com extensão do pôntico de 12,5 mm.

Figura 31. Deformação Média, em (mm), durante um ciclo de 0 a 100 N, registrada a cada 100, 500, 82

1.000, 5.000 e 10.000 ciclos, de cada espécime do grupo FIO AÇO com extensão do pôntico de 22,75

mm.

Figura 32. Deformação Média, em (mm), durante um ciclo de 0 a 100 N, registrada a cada 100, 500, 82

1.000, 5.000 e 10.000 ciclos, de cada espécime do grupo KEVLAR com extensão do pôntico de 22,75

mm.

Figura 33. Deformação Média, em (mm), durante um ciclo de 0 a 100 N, registrada a cada 100, 500, 83

1.000, 5.000 e 10.000 ciclos, de cada espécime do grupo FIBRANTE com extensão do pôntico de 12,5 mm.

Figura 34. Valores médios e desvio padrão da deformação à carga de 100 N, em (mm), de cada 84

grupo em função do número de ciclos, quando a extensão do pôntico foi de 12,5 mm. Grupos unidos por linhas horizontais não apresentaram diferenças estatísticas significantes.

Figura 35. Valores médios e desvio padrão da deformação à carga de 100 N, em (mm), apresentados 84

em cada nº de ciclos em função do reforço utilizado, quando a extensão do pôntico foi de 12,5 mm.

Grupos unidos por linhas horizontais não apresentaram diferenças estatísticas significantes.

Figura 36. Valores médios e desvio padrão da deformação à carga de 100 N, em (mm), de cada 85

grupo em função do número de ciclos, quando a extensão do pôntico foi de 22,75 mm. Grupos unidos por linhas horizontais não apresentaram diferenças estatísticas significantes.

Figura 37. Valores médios e desvio padrão da deformação à carga de 100 N, em (mm), de cada 85

grupo em função do número de ciclos, quando a extensão do pôntico foi de 22,75 mm. Grupos unidos por linhas horizontais não apresentaram diferenças estatísticas significantes.

Figura 38. Linhas de tendências obtidas a partir do teste de regressão linear simples da deformação a 86

100 N, em (mm), apresentada por cada grupo em função do nº de ciclos 100, 500, 1.000, 5.000 e 10.000, com espaço protético de 12,5 mm.

Figura 39. Linhas de tendências obtidas a partir do teste de regressão linear simples da deformação a 87

100 N, em (mm), apresentada por cada grupo em função do nº de ciclos 100, 500, 1.000, 5.000 e 10.000, com espaço protético de 22,75 mm.

xiii

Figura 40. Valores médios e desvio padrão do limite de elasticidade em N, para cada extensão do 88

pôntico em função dos grupos (tipo de reforço). Grupos unidos por linhas horizontais não apresentaram diferenças estatísticas significantes.

Figura 41. Valores médios e desvio padrão do limite de elasticidade em N, para cada extensão do 89

pôntico em função da extensão do pôntico. Grupos unidos por linhas horizontais não apresentaram diferenças estatísticas significantes.

Figura 42. Valores médios e desvio padrão da carga máxima, em N, para cada grupo (tipo de reforço) 90

em função da extensão do pôntico. Grupos unidos por linhas horizontais não apresentaram diferenças estatísticas significantes.

Figura 43. Valores médios e desvio padrão da carga máxima, em N, para cada grupo (tipo de reforço) 90

em função da extensão do pôntico. Grupos unidos por linhas horizontais não apresentaram diferenças estatísticas significantes.

Figura 44. Detalhe da fratura (setas) do tipo Total Separada apresentada pelos espécimes do grupo 92

CONTROLE.

Figura 45. Detalhe da fratura (setas) do tipo Parcial apresentada pelos espécimes do grupo 92

FIBRANTE.

Figura 46. Detalhe da fratura (setas) do tipo Parcial apresentada pelos espécimes do grupo KEVLAR.