Caçando Deus, servindo ao homem por Tommy Tenney - Versão HTML

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Caçando DEUS

Servindo ao homem

Tommy Tenney

Título original: Chasing God, Serving Man

Tradução: Maria Eugenia da Silva Fernandes

Shemá Produções, 1ª Edição, Outubro, 2004

Digitalizado por LUZ

Revisado por SusanaCap

HTTP://SEMEADORESDAPALAVRA.QUEROUMFORUM.COM

S u m á r i o

CONTRA-CAPA

DEDICATÓRIA

PRÓLOGO

ELENCO DE PERSONAGENS

TOCAS DE RAPOSAS E NINHOS DE AVES

BETÂNIA OU BELÉM?

POR QUE VOCÊ NÃO É COMO EU?

DEIXE-ME SÓ...

MUITO PESADO PARA VOAR

ESPIRITUALIDADE BIPOLAR

SEUS SAPATOS NÃO SERVEM PARA MIM!

A PRIORIDADE DA SUA PRESENÇA

VOCÊ CONSEGUE ANDAR DE BICICLETA?

A IGREJA GERALMENTE ESTÁ UM POUCO "DESEQUILIBRADA"

EFEITO DA PROXIMIDADE

EDIFICANDO UMA BETÂNIA

EPÍLOGO

Contra-capa

Você já se perguntou...

Devo ADORAR ou devo SERVIR?

Então este livro é para você! Caçando Deus, Servindo ao

Homem é um livro pioneiro escrito pelo autor de best-sellers

Tommy Tenney. Neste livro ele mergulha apaixonadamente no

conflito para encontrar o equilíbrio entre a adoração e o serviço,

tanto individualmente quanto na igreja, declarando...

"Se você criar um ambiente em que Maria e Marta possam

viver em paz sob o mesmo teto, você terá a credibilidade para

invocar Jesus a fim de ressuscitar seus irmãos mortos! Esta é a

verdadeira definição de avivamento!"

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Usando o cenário de Betânia e a casa de Maria e Marta,

Tommy Tenney explora biblicamente um território novo. Os

conceitos revolucionários deste livro podem mudar a sua vida.

Você descobrirá quem você realmente é! (E desvendará o

segredo de quem "elas" são!)

O conflito se dissipa e o novelo da vida se desenrola,

quando você aprende a viver em paz com duas paixões...

Dedicatória

Aos diáconos e intercessores, às secretárias e cantores.

A Bart e Coralee Pierce, e a Tommy Barnett, que me

ensinaram muito sobre como servir ao homem (mesmo que à

distância).

A Ed Miller, Billy Cole e Tom Barnes, que me ensinaram

muito sobre servir a Deus.

Se algumas vezes eu me sinto espiritualmente

esquizofrênico entre a adoração de Maria e o serviço de Marta,

estas pessoas me ajudaram a trazer o equilíbrio na minha vida.

A Billy Joe e Sharon Daugherty, por serem parteiros no

nascimento.

A Thomas Trask, que demonstra dignidade ao servir. A

Elmer Towns, que estimulou meu apetite por escrever — eu

honro você pelas coisas que aprendi porque nossos caminhos se

cruzaram.

A David e Nita, Brenda e Lloyd, Stephen e Sherrie, Karyn e

Tiffany, por me ajudarem a manter o equilíbrio na minha vida

particular.

A Mamãe e Papai, a Jeannie e minhas três filhas, por me

ensinarem que o equilíbrio é a saúde.

Prólogo

Sem dúvida, este será o livro mais controvertido que eu já

escrevi. Os que buscam o avivamento dirão: "Tommy abandonou

a busca". Os praticantes do ministério da compaixão com

consciência social dirão: "Tommy finalmente usou o bom senso".

A verdade está em algum ponto entre a cozinha de Marta e o

altar de Maria.

Marta e Maria estão aparentemente em inimizade eterna.

Que haja um tratado de paz neste livro. Eu não abandonei a

busca. Estou no meio, vivendo em paz — adorando e

trabalhando; caçando Deus, servindo ao homem.

Elenco de Personagens

Maria, a do Vaso de Alabastro — a irmã que serviu a Jesus

com um joelho dobrado, um coração quebrantado, uma

adoração com lágrimas e um precioso óleo da unção.

Marta, a da Cozinha — a irmã mais velha e proprietária da

casa da família, que servia fielmente da cozinha a comida, a

bebida e inúmeras regalias humanas a Jesus e Seus convidados.

Lázaro, o do Túmulo Vazio — o irmão de Maria e Marta, e o

único homem ressuscitado por um Amigo da família (Ele também

foi o único homem que Jesus chamou de Seu amigo).

Simão, o ex-leproso e organizador de banquetes — o

proprietário da casa em que Maria e Marta ofereceram a festa

final em Betânia para a Divindade e para a humanidade sob um

único teto.

Judas Iscariotes, o discípulo e traidor de Jesus — o

tesoureiro e, no Novo Testamento, o crítico humano mais

ferrenho quanto à adoração que custe algo.

Quando Jesus e os discípulos continuavam em seu caminho

para Jerusalém, chegaram a uma aldeia onde uma mulher

chamada Marta deu-lhes hospedagem na sua casa. Maria, irmã

dela, sentou-se aos pés do Senhor, ouvindo o que Ele ensinava.

Porém Marta se preocupava com o grande jantar que estava

preparando. Ela veio a Jesus e disse: "Senhor, não Lhe parece

injusto que minha irmã fique só sentada aqui, enquanto eu faço

o trabalho todo? Diga-lhe que venha me ajudar".

Mas o Senhor lhe disse: "Minha querida Marta, você está

tão preocupada com todos esses detalhes! Há realmente apenas

uma coisa que importa. Maria a descobriu — eu não tirarei isso

dela!" (Lucas 10:38-42 NBV).

Ora, amava Jesus a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro (João

11:5).

Seis dias antes de começarem as cerimônias da Páscoa,

Jesus chegou a Betânia, cidade de Lázaro — o homem que Ele

havia ressuscitado. Um jantar foi preparado em homenagem a

Jesus [na casa de Simão, um homem que tinha lepra]. Marta

servia, e Lázaro sentou-se à mesa com Ele. Então Maria tomou

um frasco de uma libra de perfume caro feito de essência de

nardo, e ungiu com ele os pés de Jesus, enxugando-os com os

seus cabelos. E a casa ficou cheia do perfume.

Mas Judas Iscariotes, um dos Seus discípulos — aquele que

O haveria de trair — disse: "Esse perfume valia uma fortuna.

Deveria ser vendido, e o dinheiro dado aos pobres". Não que ele

se importasse com os pobres — ele era um ladrão que tomava

conta do dinheiro dos discípulos, e com freqüência tirava algum

para seu próprio uso.

Jesus respondeu: "Deixem-na! Ela fez isto como preparação

para o Meu sepultamento. Vocês sempre terão os pobres entre

vocês, mas Eu não estarei aqui por muito tempo. [Ela derramou

este perfume em Mim a fim de preparar o Meu corpo para o

sepultamento. E Eu lhes garanto que onde forem pregadas as

Boas Novas em todo mundo, os feitos desta mulher serão

contados, para memória sua]" (João 12:1-8 NBV, com detalhes

de Mateus 26:6-13 NBV).

C a p í t u l o U m

Tocas de Raposas e Ninhos de Aves

DE UM VENTRE EMPRESTADO A UMA TUMBA EMPRESTADA

Você já viajou para um destino distante e acabou

descobrindo que se esqueceu de fazer a reserva de hotel? Todo

viajante experiente sabe o que é chegar em um lugar e descobrir

que o hotel errou na sua reserva antecipada, deixando-o sem

acomodações para a noite.

O primeiro encontro de Jesus como ser humano na terra

começou com uma placa de "Sem Vagas" em Belém, marcando o

início da Sua busca frustrada por um colchão de boas vindas na

terra. A verdade é que Ele foi de um ventre emprestado para

uma tumba emprestada, na busca de um lugar para repousar a

Sua cabeça. O paradoxo ultrajante desta descrição é o fato de

que esse era o Proprietário Incógnito, o Criador Divino, que

estava implorando para conseguir hospitalidade suficiente a fim

de nascer na dimensão inferior dos seres criados.

O gerente do Hotel Belém não sabia a quem ele havia

recusado hospedagem, quando se negou a dar um quarto para

José, Maria e o santo bebê. Talvez ele estivesse seguindo os

procedimentos pré-estabelecidos ou tivesse pouca paciência

para as quebras do protocolo normal. Será possível que ele

acreditou que nenhuma reserva antecipada tivesse sido

registrada? Não adiantou os profetas clamarem a mensagem: "O

Messias está vindo" e, especificamente, dizerem que Ele

chegaria em Belém, a cidade de Davi, a "casa do pão"1). De

qualquer forma, nós sabemos que ele disse ao casal que

esperava o filho com o burrinho: "Sigam em frente!".

Não é esquisito que Jesus ainda esteja encontrando placas

de "Sem Vagas" em tantas "casas do pão" (igrejas) que levam

hoje o Seu nome? Podem estar cheias de pessoas, mas estão

vazias de Deus. Estão repletas de procedimentos estabelecidos

para os seus cultos religiosos, de agendas de reuniões e de

protocolos de adoração pré-aprovados.

Estas casas de adoração de prestígio exibem

orgulhosamente seus controles cautelosos sobre quem elas

consideram ser adoradores extravagantes, com extremismo

religioso e os perigos da paixão desenfreada. Quando algo ou

alguém aparece na porta dando sinais de aparente gravidez

espiritual, eles se recusam a fazer com que o homem dê lugar

para Deus. (Não existe nada melhor que a exibição da paixão

para fazer com que a complacência se sinta ameaçada e fora de

lugar). Eles colocam prontamente suas placas de "Sem Vagas" e

continuam com a igreja como normalmente, enquanto a

visitação "se move" em busca de outro lugar de habitação. Um

estábulo espiritual é preferível à falsa superlotação de um hotel

humano.

A peregrinação da Divindade na terra é dolorosamente

comum nas Escrituras. Cedo no Seu ministério, Jesus advertiu

um futuro discípulo: "As raposas têm suas tocas e as aves do

céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde

repousar a cabeça".2 Fico triste em dizer que esta passagem

ainda define o principal obstáculo que bloqueia a visitação

divina.

A Divindade Invadiu a Humanidade a partir de uma

Manjedoura Humilde

Sem saber, o administrador da modesta manjedoura

hospedou a Divindade naquela noite no seu pequeno hotel para

animais da aldeia. O resto é "História" — uma história

transformada quando a Divindade invadiu a humanidade a partir

de uma manjedoura humilde de Belém.

Você nunca sabe quem ou o que você está acomodando

quando hospeda homens — podem ser anjos que o pegam sem

saber.3 A Divindade pode aparecer quando menos você espera.

Sempre dá resultado praticar a hospitalidade santa. Eu creio que

os relatos do evangelho sobre a chegada de Jesus em Belém

seriam diferentes hoje se o gerente de Belém soubesse a quem

ele estava rejeitando. Eu fico imaginando quão frequentemente

a nossa história seria mudada se soubéssemos a quem nós

rejeitamos.

Parece bastante óbvio que o erro humano em deixar de

hospedar Jesus como bebê reaparece como uma relutância em

mostrar a hospitalidade para com a maturidade do Messias. A

Bíblia relata, e as práticas passadas e presentes na Igreja

confirmam esta observação. Nós nos recusamos a acreditar na

Sua concepção, nós O ignoramos no nascimento e O

crucificamos na maturidade. Assim é a história do avivamento.

Aparentemente, Maria e José deram amor e educação

suficientes para fazer confortável a infância de Jesus, mas

momentos embaraçosos ainda surgiram devido à Sua divindade

e à Sua missão divina.

Nós sabemos que Jesus teve um encontro intenso e extenso

com os doutores da Lei no templo de Jerusalém durante a festa

da Páscoa no Seu décimo segundo ano. Nós também

entendemos que Sua devoção obsessiva pelos "negócios de Seu

Pai" criou uma tensão óbvia que desafiava as percepções mais

terrenas de Maria e José:

Quando seus pais o viram, ficaram perplexos. Sua

mãe lhe disse: "Filho, por que você nos fez isto? Seu

pai e eu estávamos aflitos à sua procura". Ele

perguntou: "Por que vocês estavam me procurando?

Não sabiam que eu devia estar na casa de meu Pai?"

Mas eles não compreenderam o que lhes dizia.4

A estranheza da unção já se sentia em casa na atmosfera

de adoração do templo. Contudo, Ele voltou para casa com a

humanidade: "Então foi com eles para Nazaré, e era-lhes

obediente".5

Nunca Houve Uma Cabeça como a Sua Cabeça!

Uma vez Jesus tendo saído da casa da Sua adolescência e

deslanchado no ministério, na maturidade, ficou cada vez mais

difícil encontrar um local confortável. Por quê? Por que é mais

fácil a raposa encontrar sua toca e uma ave fazer um ninho do

que Jesus encontrar um lugar para repousar Sua cabeça

cansada? Porque nunca houve uma cabeça como a cabeça dEle!

Como o ministério requer que eu passe bastante tempo na

estrada, levo com freqüência minha esposa e nossas filhas.

Nessas ocasiões, minha equipe capricha para garantir que nós

tenhamos quartos de hotel "ligados". Isto permite que minhas

filhas tenham seu próprio quarto, enquanto minha esposa e eu

temos o nosso. Precisamos "fazer de conta que estamos em

casa" mesmo quando estamos na estrada.

Depois de muita experiência frustrante, aprendi que há

uma distinção entre "quartos contíguos" e "quartos ligados". Que

o céu o ajude se você ou o recepcionista do hotel não

entenderem isso. Nós aprendemos sofrendo que até os

funcionários do hotel experientes frequentemente não entendem

a diferença entre quartos "ligados" e "contíguos"! (A definição

parece bastante simples: quartos contíguos são próximos uns

dos outros mas não têm uma porta entre eles, enquanto que

quartos ligados compartilham uma porta comum, que permite o

movimento livre entre os quartos).

Quando ministrava na área de Nova York, encontramo-nos

na recepção de um das cadeias de hotel mais respeitadas,

levando avante um diálogo bastante familiar:

Perdoe-me, senhora, mas o funcionário das

reservas cometeu um erro. Nós pedimos

especificamente quartos ligados, mas não foi o

que a senhora nos deu".

"Bem, vocês estão próximos uns dos outros. Não

foi o que o senhor pediu?"

Senti o calor da frustração começar a crescer,

mas apertei os dentes e disse: "A senhora não

entende. Eu tenho filhas pequenas comigo esta

noite. Não vou deixar que elas fiquem num

quarto de hotel sem a minha esposa ou eu com

elas. E inaceitável".

"Senhor, nós estamos lhe dando quartos

contíguos. É tudo o que podemos fazer".

"Então o que a senhora está dizendo é que eu

vou estar sozinho em um quarto esta noite, para

que a minha esposa e minhas filhas fiquem juntas

do outro lado de uma parede divisória?"

A atendente gaguejou um pouco antes de dizer

rapidamente: "Mas eles são próximos um do

outro!"

"Não", eu disse, "eu quero que eles se

conectem". Infelizmente, naquela hora da noite, a

atendente noturna nada podia fazer (embora eu

tivesse a certeza de que ela desejaria fazer).

Relutantemente, entrei no meu quarto contíguo-mas-não-

ligado e exausto me apoiei na porta de entrada. Então fixei os

olhos no espaço de parede branca onde a "porta de conexão"

estaria (e deveria estar). Quanto mais eu olhava para aquela

parede, mais sentia falta da minha esposa e filhas "do outro

lado". Por que estou fazendo isso? pensei. Trouxe minha família

para estar JUNTO COM ela!

Então minha mente começou a funcionar. "Wal-Mart está

logo ali na rua", disse alto para mim mesmo. "Eu poderia

comprar uma serra elétrica e resolver rapidamente esse

problema! Por uns poucos dólares gastos em comprar a serra, eu

conseguiria cortar um buraco pela parede divisória e colocar

uma porta de ligação bem ali..." Calcular as multas que o hotel

acrescentaria à minha conta me trouxe de volta à realidade. O

dinheiro gasto para comprar a serra era mínimo, em

comparação.

A Divindade Demoliu a Parede que Divide

Apesar do meu imenso desapontamento na ocasião, não

serrei a porta naquela noite. Mas o Pai celestial usou aquela

situação para me fazer lembrar que Ele frequentemente se sente

da mesma maneira! Lembrei-me que Ele ficou tão ofendido por

uma parede divisória que Ele realmente criou a Sua própria

porta. Através da obediência do Seu Filho! Quase consegui vê-Lo

dizer: "Por que tenho que passar por isto? Criei a humanidade

para estar COM ela!"

Deus sempre detestou "véus". Logo que obteve o direito

legal, Ele rasgou o véu, tornando-o irrecuperável ao Se abrir.

Paulo contou aos efésios: "Pois Ele... destruiu o muro de

separação"6. Uma tradução diz: "Ele destruiu o muro" 7.

Se Deus destruiu um muro de separação, então isso

significa que, em primeiro lugar, tinha que haver um muro que O

separava dos Seus filhos.8

Alguns podem argumentar corretamente que Deus erigiu

aquele muro de proteção, mas Deus pensou o bastante sobre a

raça humana que Ele escolheu para "remodelar" o Céu, criando

uma "porta de acesso" nova e viva para todos os homens

através de Seu Filho. Jesus contou aos seus discípulos:

Digo-lhes a verdade: Eu sou a porta das ovelhas...

quem entra por mim será salvo. Entrará e sairá. E

encontrará pastagens.9

Você sabe quanto custou para Deus "remodelar" o Céu,

para criar aquela porta? Algumas vezes, enquanto sentimos a

presença de Deus na adoração, nós orgulhosamente mostramos

para Ele o quanto nos custa estar lá. Lembre-se de que carreira,

tempo, dinheiro e prazer são apenas simbólicos. Considere o que

custou para Ele nos visitar na adoração. Talvez uma revisada em

João 3:16 coloque o custo da visitação divina em perspectiva:

Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho

Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça,

mas tenha a vida eterna.10

Quando chegou a hora de Deus destruir o muro de

separação entre nós, Ele não foi a uma loja de ferramentas ou de

descontos para comprar uma "serra elétrica". Ele destruiu o

muro legalmente dividindo ou rasgando o "véu" da carne do Seu

Filho para criar uma porta divina de acesso entre o Céu e a terra.

O Quanto Deus Odeia as Coisas que Separam

Considerando o grande custo da nossa salvação, o quanto

você acha que Deus odeia as coisas que O separam dos Seus

filhos hoje?

Logo que Jesus removeu o muro de separação do pecado e

retornou à direita do Pai no Céu, nós começamos a reconstruir

barreiras religiosas outra vez! Paulo repreendeu publicamente

Pedro e Barnabé por ressuscitarem as paredes divisórias da raça

e da religião para separá-los dos cristãos gentios "impuros".11

Quando os apóstolos começaram a ser martirizados e os

anos avançaram, a Igreja se afastou da liberdade que Jesus

comprou na cruz, para abraçar a escravidão da agenda religiosa

humana e para estabelecer de novo "mediadores" feitos pelo

homem.

Outra vez Deus interveio para trazer correção à Igreja,

destruindo as nossas paredes autoconstruídas e restaurando as

coisas perdidas através da apatia e da apostasia! (É quase como

se Ele tivesse que reinventar constantemente a Igreja). Ele

trouxe a reforma por meio de Martinho Lutero e outros grandes

reformadores. Restaurou as Escrituras para os homens comuns

por meio de William Tyndale, ativou a oração por meio dos

Morávios, o avivamento através dos Wesleys e a transformação

através de inúmeros outros que começaram centenas de

renovações, avivamentos e "despertamentos" espirituais.

Por meio de tudo isso, Deus confrontou a nossa tendência

de nos afastarmos da paixão pela Sua presença, na direção da

facilidade relativa da vida "religiosa" morna. O Senhor tem

dificuldade para Se "encaixar" nas igrejas mornas que se

tornaram tão comuns na nossa geração.12 Não há espaço... não

há avivamento. Aprendemos como deixar a igreja confortável

para o homem, mas onde está a igreja que aprendeu a fazer as

coisas confortáveis para Deus?

O Problema é que Jesus era de "Dupla Natureza"

Diferentemente dos viajantes Tenneys, Jesus não disse: "O

Filho do Homem não tem onde repousar a Sua cabeça"13 só

porque tinha filhos viajando com Ele. Ele o disse por causa da

Sua natureza singular. Jesus não estava dizendo: "Não tenho

amigos". Nem estava dizendo: "Não tenho dinheiro suficiente

para conseguir um quarto de hotel". Ele estava dizendo: "Tenho

dificuldade em encontrar um lugar onde Eu me encaixo e me

sinta confortável". O problema é que Jesus tinha "dupla

natureza".

Se Jesus Cristo fosse puramente Deus, então qualquer

templo legítimo de adoração estaria bem. Se Ele fosse apenas

um homem, qualquer hotel de quatro estrelas serviria. O

problema é que Ele foi tanto Deus quanto homem. Ele teve que

encontrar um refúgio que fosse tanto um local de adoração para

a divindade quanto um local de hospitalidade para o lado

humano. Ele precisava de um lugar de descanso que O fizesse

sentir confortável em casa como Divindade, também cuidando

das Suas necessidades humanas. Sem parede divisória!

Uma coisa é hospedá-Lo puramente como Deus, ou servir a

Ele puramente como homem. Outra coisa, porém, é hospedá-Lo

tanto como Deus quanto como homem ao mesmo tempo!

Nós achamos que sabemos o que fazer para a Divindade.

Alguns de nós ficamos em pé e levantamos as nossas mãos em

louvor e adoração enquanto outros caem de joelhos em

arrependimento e adoração diante dEle! Sabemos das Escrituras

que você proporciona entretenimento para Deus ao adorá-Lo. Se

Ele fosse apenas um homem, seria ainda mais fácil demonstrar

hospitalidade para com Ele suprindo as necessidades com as

quais todos estamos familiarizados. E a combinação messiânica

dos dois que se torna tão difícil para nós.

Qualquer estudo dos relatos dos Evangelhos deixa claro que

Jesus revisitava frequentemente certos locais. Nós entendemos

porque Ele visitava Jerusalém com freqüência. Ela é mencionada

pelo nome 821 vezes na Bíblia, e Jesus a chamava de "cidade do

grande Rei".14 Nós assumimos que Cafarnaum esteja na lista,

porque Jesus fez muitos milagres lá e ficava regularmente em

uma casa naquela cidade.15

O que transformou a casa de Maria e Marta em um lar?

E Betânia? Por que parece que Jesus ficava em Betânia

todas as vezes em que ia para Jerusalém? O que havia de tão

especial naquele lugar? Eu creio que Jesus se sentia à vontade

na casa de Maria e Marta porque tanto seu lado humano quando

divino recebiam atenção. Acho que a casa se tornou um lar para

Jesus porque Maria entretinha o seu lado divino e Marta

hospedava o Seu lado humano.

Essa pequena aldeia está situada no lado oposto do Monte

das Oliveiras em Jerusalém. Sabemos das Escrituras que Betânia

distava de Jerusalém de uma "jornada de um sábado"16, ou de

cerca de uma milha.17

Isto é significativo, porque os fariseus tinham uma norma

de que se podia caminhar apenas uns tantos passos no sábado.

Qualquer pessoa que desse um passo a mais transgredia a Lei.

Jerusalém era uma cidade com muralhas, e as portas da

cidade eram fechadas na entrada da noite todos os dias. Jesus

não reclamava de conduzir os negócios do reino em Jerusalém

mas, por alguma razão, Ele preferia deixar Jerusalém e ficar em

Betânia. A aldeia estava dentro da "distância de ida e volta"

legal para os viajantes judeus ansiosos de seguir os dogmas da

Lei.

Havia algo singular sobre aquela casa

Quando Jesus ia a Betânia, Ele sempre parecia gravitar em

torno da casa de Maria e Marta.18 Será que era porque Marta

tinha uma casa maior? Não sabemos quão grande era a sua

casa. Sabemos apenas que ela possuía uma,19 e que havia algo

ali que fazia com que Jesus se sentisse bem-vindo e à vontade.

Havia algo singular sobre aquela casa.

Seja lá o que for, fazia com que o mesmo que disse: "O filho

do Homem não tem onde repousar a Sua cabeça" dissesse pelas

Suas ações: "Posso repousar minha cabeça aqui. Minha

divindade e Meu lado humano estão em casa neste lugar. Eu me

sinto bem-vindo e respeitado aqui, Eu me sinto bem hospedado".

Existe arte na hospitalidade. Uma cadeia de restaurante

italiano que eu frequento parece possuir uma compreensão

peculiar sobre a hospitalidade. Quando você passa pela porta

desses restaurantes, é cumprimentado por um funcionário que

abre a porta pessoalmente para você.

Bem, um "típico gerente de negócios" desaprovaria e diria:

"Você pode usar melhor esse empregado que está segurando a

porta, fazendo-o limpar as mesas ou atender os clientes". Eu

acho ótimo que um pensador de ampla visão prevaleça nesse

restaurante. Alguém aprendeu a liberar o potencial disponível

através da arte da hospitalidade. O valor e a alegria do jantar de

qualquer restaurante aumentam quando alguém caminha "a

milha extra" para criar o ambiente adequado de hospitalidade

em que os clientes se sintam à vontade.

Ele precisava receber hospitalidade em dois planos

Havia algo no ambiente da casa de Maria e Marta que fazia

Jesus se sentir especialmente confortável lá. Estou convencido

de que o segredo do Seu conforto começa com a Sua dupla

natureza. Ele era todo Deus, e era todo homem. Isso significa

que Ele precisava receber hospitalidade em dois planos.

A natureza dupla de Jesus aparece constantemente nos

Evangelhos. Um dos exemplos mais claros envolve um pequeno

barco de pesca, uma grande quantidade de água e uma

tempestade furiosa:

De repente, uma violenta tempestade abateu-se sobre

o mar, de forma que as ondas inundavam o barco.

Jesus, porém, dormia. Os discípulos foram acordá-

lo, clamando: "Senhor, salva-nos! Vamos morrer!" Ele

perguntou: "Por que vocês estão com tanto medo,

homens de pequena fé?" Então ele se levantou e

repreendeu os ventos e o mar, e fez-se completa

bonança.20

Esta descrição faz com que a maioria dos pescadores do

meu estado natal de Louisiana21 imediatamente se lembre do

Lago Pontchartrain, um grande lago ao norte da cidade de New

Orleans. Os entusiastas de esporte e pescadores profissionais de

outras regiões tais como Wisconsin, Michigan, Illinois e Ohio

podem imaginar de imediato o pesadelo de ser apanhado numa

embarcação pequena quando uma daquelas tempestades de

inverno incríveis desce subitamente sobre o Lago Superior, o

Lago Michigan ou o Lago Erie.

Todo pescador profissional admite que pode dar medo sair

na tempestade com um barco pequeno. Pedro, Tiago e João

pescavam nas águas do Mar da Galiléia em barcos que não eram

grandes pelos nossos padrões, mas eram suficientemente

grandes para transportar Jesus e os 12 discípulos.

Parece que pelo menos 7 dos 12 discípulos eram

pescadores profissionais — homens que haviam pescado nas

águas do Mar da Galiléia a vida toda.22 Jesus estava dormindo no

fundo do barco quando se formou uma tempestade tão brava

que até aqueles pescadores experientes estavam convencidos

que iriam afundar!

Quanto uma tempestade teve que ser brava para que

Pedro, o pescador profissional corajoso e autoconfiante dissesse:

"Acho que vamos morrer, rapazes!" ? Como Jesus podia dormir

tão profundamente em meio a tamanha crise?

O descanso de Jesus na tempestade prova seu lado

humano

Alguns argumentariam que ele prova Sua divindade,

raciocinando que: "Ele era Deus, portanto podia dormir de

qualquer jeito". Pelo contrário, eu acho que o descanso é uma

prova do Seu lado humano! Este incidente fornece uma prova

sólida de que a humanidade de Jesus podia se tornar "cansada

até os ossos".

Em alguns finais de semana, tenho falado três vezes no

sábado e o domingo em até quatro igrejas ou conferências

diferentes. No final do último culto de domingo à noite, acho que

eu poderia dormir como um bebê se alguém fosse gentil o

suficiente para me arrumar um cantinho.

Acho que Jesus estava tão cansado que adormeceu

profundamente. Você tem que estar bastante fatigado para que

uma gangue de marujos preocupados bata no seu ombro e diga:

"Se tu não acordares, então vais afundar e nem vais saber

disso!"

Quando Pedro e os outros despertaram freneticamente o

lado humano de Jesus, Sua divindade se levantou e repreendeu o

vento e as ondas. Este é um instantâneo fotográfico da natureza

dupla de Jesus Cristo.

Seu lado humano desejava o fruto; Sua divindade

repreendeu a infertilidade

Em outro local, o lado humano de Jesus desejava comida,

então Ele procurou um fruto entre as folhas verdes de uma

figueira. Quando Seu lado humano não conseguiu encontrar o

fruto, a despeito da exibição de folhas típicas de figueiras

saudáveis e que dão fruto, então a divindade de Jesus

repreendeu a árvore e a fez murchar até a raiz.23

O Evangelho de Marcos infere que a fome do Senhor estava

fora de sincronia com a estação usual da planta dar fruto, mas o

problema realmente dizia respeito ao "sinal" da figueira, de que

ela deveria estar pronta para entregar seu fruto cedo. De

qualquer forma, parece que Jesus queria fazer uma observação

sobre "infertilidade" aos seus discípulos.

Porque sou humano, o alimento (ou a falta dele) é um

problema sério para mim, especialmente com minha agenda

ministerial sobrecarregada. Frequentemente, é difícil encontrar

comida decente tarde da noite, quando me vejo livre para uma

refeição. Finalmente começamos a pedir aos nossos hóspedes

para que nos coloquem num "hotel de serviço completo" para

ajudar a resolver o nosso problema singular.

Foi quando descobri que algumas pessoas têm uma

definição diferente de "hotel de serviço completo". A maioria dos

lugares em que nos querem colocar é de hotéis realmente

ótimos. Fornecem quartos limpos e café da manhã continental,

que é tudo o que eu precisaria, se não tivesse que lutar com

uma programação tão ativa.

O problema é que às vezes fico sem comer o dia inteiro

porque voei de manhã à noite para chegar ao local da reunião.

Frequentemente, tomo um banho e corro para o local da reunião

tão logo chego, falo naquela noite e oro e encorajo

espiritualmente pessoas famintas até a metade da noite.

Finalmente, chego cansado no meu quarto de hotel às 23h30, e

percebo que não comi durante 12 horas ou mais. As coisas

podem ficar difíceis para mim se o hotel não tem serviço de

quarto, ou se ele termina às 22 h, porque os cozinheiros foram

embora para casa.

Muitos hotéis que não possuem "serviço completo" não têm

um restaurante nas suas dependências. Geralmente não tenho

carro, porque meus hóspedes graciosamente se oferecem para

me levar e me trazer até o um quarto muito lindo. Muitas vezes

tive que pedir ao motorista: "Poderíamos parar em alguma loja

de conveniência ou supermercado?" Então faço um passeio

solitário pelos corredores da loja às 23h30, pensando: O que

posso levar para comer no quarto?

Muitas pessoas não compreendem o que uma visitação

de Deus requer

Estou certo de que meus hóspedes me amavam, e eu sei

que eles realmente fizeram o melhor para cuidar de mim. O

problema foi que simplesmente eles não compreenderam. Da

mesma forma, há muitas pessoas que simplesmente não

entendem o que é exigido para uma visitação de Deus. Eu

jamais igualaria uma visita de Tommy Tenney à visitação de

Deus. Estou apenas dizendo que as pessoas não entendem.

Deus deseja um "hotel de serviço completo". O que é um

"hotel de serviço completo" para Deus? E um local que se

importa com o lado humano enquanto também hospeda a

Divindade.

Gostemos ou não, Deus não ficará em um motel — Ele

merece uma suite de serviço completo. Ele não se satisfará com

acomodações de quartos próximos. (Ele tolerou isso por mais de

um milênio quando os homens estavam permanentemente

separados dEle pelo véu do pecado e da divisão religiosa). Ele

não quer nada menos do que quartos ligados.

Onde Deus e o homem finalmente se conectam, você tem a

casa de Betânia. O que começou em Belém com um aviso de

"Sem vagas" foi finalmente concluído em Betânia, com um lugar

para Ele repousar a Sua cabeça. A visitação em Jerusalém

ocorreu porque houve uma Betânia.

Notas finais

1. Tommy Tenney, The God Chasers (Shippensburg, PA: Destiny

Image Publishers, 1998), pp.17-26.

2. Mateus 8:20.

3. Veja Hebreus 13:2.

4. Lucas 2:48-50.

5. Lucas 2:51 a.

6. Efésios 2:14.

7. Efésios 2:14, The Message: New Testament, de Eugene H.

Peterson, copyright 1993, Electronic Edition STEP Files copyright 1999,

The Learning Company, Inc.

8. Eu entendo que, de acordo com Paulo, aquela parede divisória era

"a Lei com todas as suas ordenanças", que separava os gentios da rica

herança do povo judeu encontrado na Lei e nos Profetas. A Lei,

entretanto, enfatizou os efeitos terminais do pecado e a impossibilidade

do homem "conquistar" sua própria salvação pelas obras. Mesmo o

povo judeu, fazendo o melhor para guardar os estatutos da Lei, não

conseguiu ganhar novamente a intimidade do Jardim sem a graça de

Deus. Meu ponto é que a solução do Pai celestial para ambos os

problemas foi "abrir um buraco na parede divisória", enviando Seu

único Filho, Jesus Cristo, para libertar igualmente judeus e gentios,

através da Sua morte expiatória na cruz e da ressurreição dos mortos.

9. João 10:7,9b.

10. João 3:16.

11. Veja Gálatas 2:11-16.

12. Veja Apocalipse 3:14-22.

13. Mateus 8:20 a.

14. Veja Mateus 5:35. O número de vezes que Jerusalém é

mencionada está citado no "Programa de Pesquisa" para a palavra-

chave Jerusalém em "Quick Verse 4.0 Deluxe Bible Reference

Collection", Parksons Technology, One Parsons Drive, P.O. Box 100,

Hiawathta, IA 52233-0100.

15. Veja Marcos 2:1. Como o Senhor disse que Ele não tinha um lugar

para repousar Sua cabeça, sabemos que Jesus não possuía essa casa

mencionada no Evangelho de Marcos. Pode ter pertencido a algum dos

muitos discípulos que provavelmente viviam em Cafarnaum.

16. Marcos 11:1 liga o Monte Olivet, ou o Monte das Oliveiras, a

Betânia, e Atos 1:12 diz que o Monte Olivet, o local da ascensão do

Senhor ao Céu, estava a uma "distância da caminhada de um sábado"

com relação a Jerusalém.

17. Merril C. Tenney, ex-reitor da Graduate School em Wheaton

College, disse que Betânia distava "uma milha para o lado leste do

declive do Monte das Oliveiras", no seu renomado texto, New

Testament Survey, (Grand Rapids, MI: Wm. B. Eerdmans Publishing

Co, 1961), p.216.

18. Lucas 10:38 diz que Marta recepcionou Jesus "na sua casa".

Alguns autores acham que Marta foi uma viúva que recebeu dinheiro e

um imóvel após a morte do seu marido. (Um marido nunca é

mencionado nos relatos do Evangelho). Isto explicaria como ela

possuía recursos para tomar conta dEle (assim como para prover as

coisas essenciais de seu irmão mais novo e sua irmã).

19. Os Evangelhos se referem pelo menos a três "Marias", e as pessoas

frequentemente confundem uma com as outras. A Bíblia também

descreve uma mulher cujo nome não foi mencionado, mas tinha

reputação imoral, que ungiu Jesus com unguento precioso, lavou seus

pés com lágrimas e secou-os com seu cabelo. Um debate teológico de

muito tempo ainda continua sobre "quantas Marias" existem e quem

fez o que, quando e onde. Alguns clamam que há quatro Marias.

Outros dizem que há três Marias (referindo-se a Maria de Nazaré, a

mãe de Jesus; Maria Madalena e Maria de Betânia, enquanto chamam

alguém simplesmente de "outra Maria"). Meu interesse neste livro nada

tem a ver com quantas Marias existem ou com quantas vezes Jesus foi

ungido pelas mulheres em público. Algumas pessoas sentem, como eu,

que foi Maria de Betânia que ungiu Seus pés em uma ocasião anterior

no Seu ministério e ungiu Sua cabeça pouco antes da Sua morte.

Outros dizem que duas Marias ou duas mulheres diferentes estavam

envolvidas. Francamente, eu não me importo realmente se foram seis

Marias. No contexto de Caçando

Deus, Servindo ao Homem, estou mais interessado na atitude exibida

pela Maria ou pela mulher sem nome que ungiu Jesus durante uma

refeição. Elas compartilham da mesma atitude de coração demonstrada

por Maria de Betânia quando ela se sentou aos seus pés. Não importa

se a Maria aos pés de Jesus foi a mesma mulher que ungiu Sua cabeça

com o conteúdo de um vaso de alabastro quebrado em outro

Evangelho. Por quê? Porque estou falando de um coração puro de

devoção exibido por estas mulheres para com Ele como divindade. (A

teóloga Kathleen E. Corley também nota este ponto em Private

Women, Public Meals: Social Conflicts in the Synoptic Tradition

[Peabody, MA: Hendrickson Publishers, 1993], p. 103). Quanto aos

eventos em Betânia, pode ter havido muita Maria, mas o registro do

Evangelho nos conta claramente que Jesus ficou no lar de Marta,

Lázaro e sua irmã Maria.

20. Mateus 8:24-26.

21. Para os leitores estrangeiros que podem não estar familiarizados

com a geografia da América do Norte, Louisiana está localizada na

parte sulina dos Estados Unidos, tocando o Golfo do México. Tem um

passado cultural francês notável e é conhecida pela sua grande

variedade de peixes frescos de água salgada.

22. George Cansdale, "Fishing in the Lake of Galilee", um artigo

publicado no Eerdman's Handbook to the Bible (Grand Rapids, MI:

William B. Eerdmans Publishing Company, 1973), pp.502-503.

23. Marcos 11:13-14,20-21.

C a p í t u l o D o i s

Betânia ou Belém?

A SEGREGAÇÃO ESPIRITUAL É UM ERRO!

Uma Escritura pouco notada em João 11:1 faz esta

afirmação: "...Betânia, o povoado de Maria e de sua irmã Marta".

Se Belém foi infame pela sua atitude inóspita, então Betânia

podia ser famosa como um lugar favorito para Jesus ficar. Mas

não foram as ruas esquisitas ou a localização de prestígio que

fizeram de Betânia um lugar favorito e famoso. Foram Maria e

Marta!

Eu me pergunto o que teria acontecido se Maria e Marta

não fossem capazes de viver sob o mesmo teto ou na mesma

aldeia. A atração de Jesus por Betânia teria desaparecido?

Quando o espiritual é segregado da sociedade, qualquer Betânia

pode virar uma Belém.

Divida e conquiste. Os líderes militares, imperadores, reis e

presidentes têm seguido essa máxima simples como estratégia

de guerra durante séculos. O adversário das nossas almas ainda

a está usando com grande sucesso. Uma forma de "segregação

espiritual" está varrendo o mundo inteiro com uma força incrível

enquanto escrevo. Também infectou a Igreja.

Talvez você se lembre de sua mãe ou pai, ou um parente

amigo assumir uma posição na sua infância, dizendo: "Não na

minha casa!" Nosso Pai celestial está hoje advertindo a Igreja

moderna: "Não viverei ou ficarei em um lugar que separa e

divide. Não suporto — não na Minha casa".

E como se Deus estivesse assumindo uma posição contra as

barreiras e muros de separação de toda espécie: "Não na Minha

casa!". O próprio Deus está declarando à Igreja comprada com

sangue: "Eu despedaçarei toda parede divisória, porque estou

procurando um lugar com unidade para habitar".

O padrão de "divida e conquiste" varrendo a sociedade e a

Igreja provém do antigo pecado do Jardim do Éden. A serpente

iniciou sua campanha de separação seduzindo Eva a buscar um

status especial e a se segregar do plano de Deus, alcançando o

fruto ilícito do pecado. Ironicamente, Adão e Eva criaram a

primeira "comunidade segregada", quando tentaram se esconder

de Deus depois que pecaram, cobrindo-se (ou "dividindo") a sua

nudez recém-percebida com folhas de figueira.1 O plano de

segregação espiritual do inimigo teve sucesso por um tempo

depois que o pecado infectou a humanidade, separando-nos do

jardim do Éden e do relacionamento íntimo com Deus.

O esforço para separar o espiritual do secular e para

remover Deus da vida da raça humana continua hoje com

energia renovada. A segregação espiritual de qualquer nível é

um esforço para trancar Deus em certos lugares ou fora das

atividades humanas.

Você pode ver com freqüência esta declaração neste livro:

"As Igrejas tendem a ser espiritualmente apaixonadas ou

socialmente compassivas". Dificilmente ocorre um equilíbrio

entre ambos. É como se satanás dissesse: "Se eu conseguir

dividir os dois, posso colocar uma pausa no propósito". Esta é a

essência da segregação espiritual. A delimitação de linhas entre

o que pode ser a adoração, cria inimizade e animosidade entre

Maria e Marta. Se Maria tivesse que sair, a casa viraria um hotel

com hospitalidade estéril. Não devemos segregar o espiritual do

secular.

Alguns Fariam Separação entre a Justiça e a Vida

Pública

A segregação espiritual assume muitas formas, mas eu

predigo que o novo grande conflito virá quando as forças da

imoralidade empreenderem guerra contra as forças da

moralidade em um esforço para segregar a justiça da vida

pública.

O processo começou muitos anos atrás, mas vamos ouvir

cada vez mais vozes com autoridade declararem: "Não, vocês

não podem orar nas escolas. Não, vocês não podem orar nos

jogos de futebol, nas cerimónias de formatura, ou no banco do