Cinco Cadernos Parte 1 por Manuel Rodrigues - Versão HTML

ATENÇÃO: Esta é apenas uma visualização em HTML e alguns elementos como links e números de página podem estar incorretos.
Faça o download do livro em PDF, ePub, Kindle para obter uma versão completa.
Introdução

Explicar o porque das cartas pouco importa, somente uma pessoa precisa de saber porque,

mencionar a quem se destinam, ficara no segredos dos Anjos Celestiais. Importante é que elas

tragam satisfação a quem as vai ler. Se nunca te escreveram uma carta de amor, é uma

oportunidade de imaginar as cartas que sempre esperaste, se te escreveram uma carta de

amor, é tempo de recordar esses tempos. Aos homens é dada a coragem para escreverem, e

de terem exemplos de como escrever uma carta de amor ou poesia. As cartas tem caído em

desuso, e as cartas amor tornaram-se ainda mais raras. No mundo de hoje, aonde as cartas

que aparecem nos nossos correios, são enviadas, pelas finanças, pelos bancos, seguros,

lembrando-nos das nossas obrigações diárias, em cartas burocraticamente escritas, ou

reclames uniformes de publicidade, lembrando-nos das nossas necessidades diárias, enfim

monotonias sem fim. Os amigos contentam-se a nos saudar com um toque de buzinão, quando

passam de carro, prometendo nos ver em breve, ao dão um toque pelo telemóvel, escrevendo

em latim de telemóvel, de frases curtas e já ensaiadas. Nem nos filmes se usam cartas, tudo é

feito por computador, sem dor de amor sem sabor de nada. Por tudo isso a vida se despiu de

poesia, vestimos o mesmo sorriso por e-mail, de pouca graça e gratuito, sem nos podermos

magoar com os sentimentos dos outros, ficando por conhecer, os nossos próprios sentidos.

Enfim tornamo-nos desconhecidos de nós próprios, ficamos a sentir o vazio. Mas quando

recebemos uma carta de alguém, o Sol nasce, mesmo que ele o Deus do Calor, esteja a

iluminar no outro lado do mundo. A luz da Lua Minguante aquece mais do que o Sol intenso de

verão de meio-dia. São relatos exagerados? Mas muita gente, para ter essa alegria,

possivelmente terá de escrever para si própria. Se nunca recebeu uma carta de Amor, leia este

ensaio com muito carinho. Quarenta e duas páginas, para dar outro enquanto há sua vida,

quarenta e duas páginas, roubando muito pouco tempo de leitura e dando muitíssima

satisfação. Irá apreciar este pequeno livro, composto por cinco cartas, vinte e sete poemas e

de um conto. Este livro é um pequeno fragmento da minha imaginação, é o fermento do meu

querer escrever e encantar.

Manu Rodrigues

Argonauta@sapo.pt

1

Capitulo I- Se nunca te escreveram uma carta

Se nunca te escreveram

Aqui vai a voz da minha alma, escrita numa carta, vestida de branco, com letras pintadas de

preto, soltando palavras vindas do coração vermelho apaixonado.

Soletrando as sete cores do arco-íris, através das sete notas musicais. Dando voz há minha

inocência angélica, da ingenuidade verde como o verde do Mar da Fantasia.

Tendo como fundo o Azul do Celeste aonde o Sol brilha iluminando o nosso amor.

Escuta lê o segredo de cada frase descodifica o meu coração, porque eu não consigo, estou

perdido nos meus pensamentos e só tu tens a chave, indicadora do meu caminho a seguir.

Deixa-me ler a poesia escrita nos teus olhos, liberta o meu querer, expresso no teu falar. Para

poder tocar aonde escondes os teus segredos.

Abrir os cheiros que escondes, que libertas quando amarmo-nos intensamente.

Depois compor a musica que iremos escutar sozinhos, no recanto do jardim da nossa relação,

o canto dos anjos.

Na tua face nutrida de vida, na sinfonia dos teus longos risos, naturais, sem artificialidades.

Observar a Lua Cheia que nunca minguará em Lua Nova. Indo de crescente a crescente,

crescendo em Nova de Amor, porque o nosso amor não é um satélite, nem é planeta com dia e

noite, mas sim estrela, sempre brilhante.

Só iremos aos planetas como semi-deuses, e amar no segredo dos nossos sentidos a nossa

receita de mel.

Mel doce, presença doce, a ausência amarga. Amargura conservadora dos sentimentos, sal da

vida desejo ardente. No nosso encontro, transformar o sal em favos de mel, lambuzar e

abusar, sem nunca saciar o nosso querer mais.

2

Capitulo I

Do acaso se faz um caso

São letras tiradas ao acaso, mas fazendo delas um caso. Um caso sério de amor.

Não rejeites, estás linhas, nem lhe dês desdém, nem as dês a ninguém, queima o papel.

Como que se nunca te tivessem escrito cartas de amor, queima-as no papel, mas não na

mente, deixa-os fluir no teu pensamento. Mastiga cada palavra, mastigando-os como se me

beijasses. Não castigues o meu querer.

Te poder ter sem limites, ilimitadamente, poder ter o inimaginável como algo banal, o

impossível acontecer todos os dias.

Viver sem saudades, porque o presente será um regalo do futuro, isento de lamentações, sem

ilusões.

Só audível com pautas musicais sem dós, pautadas pelo Sol, Ré e Mi. Se tu me deres o Si, eu te

darei a Mi, o Mi da mais pura paixão. Reunirei o Ré às cartas, aonde com os raios do Sol

reflectirei as nas pautas, às mais belas composições musicas.

Para Ti, Só para TI

O desbotar da paixão não é ilusão, é o sabor da vida.

O clamar por amor não é reclamar. Dá sabor de implorar. Imploro, nada me resta, recuso

vegetar na memória do teu rosto. Recuso te ignorar, e de te deixar ignorante, sobre o meu

amor por ti. Te quero, corro por ti num coro de versos. Verão quente da minha vida, o sol

suave que me bronze a pele, inspira os meus desejos mais formosos, de te ver nua na praia

deserta. Praia nua, mas cheia do nosso amor. Amar nas cómodas dunas, não incomodar a

Deus. Porque ele não precisa de aparecer, aonde as ondas do amor cantam a sua música.

De Eu do Fundo de Mim Dia do Amor Mês de Paixão Ano Zero

3

Se nunca te escreveram uma carta

Arquitectura Amorosa

Foram eternas as deliciosas vezes, o encontro da minha felicidade, na cidade dos meus

sonhos. Aonde arquitectei, desenhar as ruas e trazer a felicidade ao teu rosto, dando prazer ao

meu ser, de te ter em viagem, num supersónico carro, te passear a opulência da tua beleza, e

cruzarmos, a tua cidade comprado encantadoras roupas, ver a tua alegria a escoar como um

rio. No cais desancorar o barco voador, voarmos com a nossa felicidade e veres a cidade,

construída por mim, para ti, para te acarinhar, adorar e amar.

A cidade feita há tua medida, com um jardim só para rosas brancas, outro só com rosas cor-

de-rosa, enfim cada praça terá um jardim de rosas, e cada uma delas terá uma cor diferente.

Nas ruas os passeios terão árvores criadoras de sombras, as estradas iram dar ao teu palácio,

decorado no exterior por mármore cor-de-rosa clarinho. As avenidas serão feitas, por renques

de prédio cobertas, com a cobertura de bolo, do mais fino açúcar branco. Haverá lagos de

sumo de fruta, de todos os sabores. No centro do teu palácio haverá um lago, aonde o pó de

ouro cobrirá as margens, no lago vazarei leite de coco, e as margens do lago será o leito aonde

iremos nos acarinhar, adorar e amar.

Gostaria de poder contar com um pouco da tua imaginação na edificação da doce paixão.

Dares o teu parecer, apareceres e dares assas á visão, construirmos juntos a ponte da unidade

dos nossos corações numa só noção.

Eu queria estar nas nuvens contigo, como um Deus e uma Deusa irreverentes e

indisciplinados. Ter as nuvens como o leito de amor, amar loucamente, levitar nas nuvens e

acariciar-te com o calor das tempestades dos trópicos. Irei à terra apenas para colher

morangos maduros, e adoça-los com açúcar moreno, e leva-los para ti para adoçar mais os

teus lábios e amar-te, num húmido amor tão quente como nos trópicos, molhado com o suor

dos nossos corpos.

Amar é partilhar as diferenças. Manu 31-12-2010

4

Capitulo II – Se nunca te escreveram uma poesia