Coletânea de Creepypastas VOL.1 por arthur - Versão HTML

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COLETANEA                     DE

CREPYPASTAS

VOL.1

 

 

O EXPERIMENTO RUSSO DO SONO

 Pesquisadores Russos, no fim dos anos 40, deixaram cinco pessoas acordadas por quinze dias, usando para isso um gás experimental estimulante. Eles foram mantidos em um ambiente selado, e monitorando o oxigênio deles, para que o gás não os matasse, já que possuía altos níveis de toxina concentrada. Para observá-los, havia um circuito interno de câmeras com microfones de cinco polegadas e pequenas janelas de vigia dentro do ambiente. O compartimento estava cheia de livros e cobertores, mas sem colchões, água corrente e banheiro; também havia ração desidratada para todos os cinco, suficiente para um mês.

As cobaias do teste eram prisioneiros políticos declarados inimigos do Estado durante a Segunda Guerra Mundial.

Tudo estava bem nos primeiros cinco dias, as cobaias dificilmente reclamavam, já que haviam sido avisados (falsamente) de que seriam libertadas se participassem do teste e não dormissem por 30 dias. Suas conversas e atividades eram monitoradas, e foi notado que elas conversavam constantemente sobre incidentes traumáticos no passado, sendo que o tom geral da conversa tomou um tom sombrio a partir do quarto dia.

Depois de cinco dias, as cobaias começaram a reclamar das circunstâncias e eventos que os trouxeram à atual e começaram a demonstrar paranoia severa. Elas pararam de falar umas com as outras e começaram a sussurrar alternadamente nos microfones e a bater nas janelas. Estranhamente eles pensavam que poderiam conseguir a confiança dos cientistas ao se tornarem colegas, e tentavam conquistá-los. No começo, os pesquisadores suspeitaram que se tratava de algum efeito secundário do gás…

 

Depois de nove dias, um deles começou a gritar. Corria por toda a extensão da câmara gritando a plenos pulmões por três horas seguidas. Ele continuou a gritar, mas depois de algum tempo só conseguia produzir grunhidos. Os pesquisadores acreditaram que ele conseguira fisicamente romper as próprias cordas vocais. O mais surpreendente nesse comportamento foi como os outros reagiram a ele… ou melhor, não reagiram. Eles continuaram a sussurrar nos microfones até que finalmente outro prisioneiro começou a gritar. Os que não gritavam pegaram os livros disponíveis, arrancando página atrás de página e começaram a colá-las sobre o vidro das vigias usando as próprias fezes. Os gritos logo pararam.

Mais três dias se passaram. Os pesquisadores checavam os microfones de hora em hora para ter certeza de que funcionavam, já que pensavam ser impossível que cinco pessoas, naquelas condições não poderiam estar em total silêncio. O consumo de oxigênio indicava que pessoas ainda estavam vivas. Na verdade, acontecera um aumento no índice de oxigênio, indicando um nível condizente ao consumo após exercícios pesados. Na manhã do décimo quarto dia, os pesquisadores usaram um interfone dentro da câmara, esperando alguma reação dos prisioneiros, que não estavam dando sinais de vida. Os cientistas acreditavam que eles estavam mortos ou vegetando.

“Estamos abrindo a câmara para testar os microfones, fiquem longe da porta e deitem no chão ou atiraremos. A colaboração dará a um de vocês liberdade imediata.” explicou um dos cientistas.

Para a surpresa de todos, alguém respondeu calmamente em uma única frase: “Não queremos mais sair.”

Discussões se iniciaram entre os pesquisadores e as forças militares que idealizaram a experiência. Não obtendo mais resposta alguma através do interfone, foi finalmente decidido abrir a porta à meia-noite do décimo quinto dia.

O gás estimulante foi retirado da câmara e substituído por ar fresco, imediatamente vozes vindas dos microfones começaram a reclamar. Três vozes diferentes imploravam pela volta do gás, como se pedissem para que poupassem a vida de alguém que amassem. A câmara foi aberta e soldados entraram para retirar as cobaias. Elas começaram a gritar mais alto do que nunca, e o mesmo fizeram os soldados quando viram o que tinha dentro. Quatro das cinco cobaias estavam vivas, embora ninguém pudesse descrever o estado deles como “vivos”.

As rações a partir do quinto dia não haviam sido tocadas. Havia pedaços de carne vindas do peito e das pernas tapando o ralo no centro da câmara, bloqueando-o e deixando 4 polegadas de água acumulando no chão. Nunca determinou-se o quanto dessa água era na verdade sangue.

Os quatro “sobreviventes” do teste também tinham grandes porções de músculo e pele extraídos de seus corpos. A destruição da carne e ossos expostos na ponta de seus dedos indicava que as feridas foram feitas à mão, e não por dentes como se pensava inicialmente. Um exame mais delicado na posição das feridas indicou que alguns, senão todos, ferimentos foram auto-induzidos.

Os órgãos abdominais abaixo da costela das quatro cobaias haviam sido removidos. Enquanto o coração, pulmões e diafrágma estavam no lugar, a pele e a maioria dos órgãos ligados à costela haviam sido extirpados, expondo os pulmões através delas. Todos os vasos sanguíneos e órgãos remanescentes permaneceram intactos, eles só haviam sido retirados e colocados no chão, rodeando os corpos eviscerados, mas ainda vivos das cobaias. Podia-se ver o trato digestivo dos quatro trabalhando, digerindo comida. Logo ficou aparente que o que estava sendo digerido era a própria carne que eles haviam arrancado e comido durante os dias.

A maioria dos soldados ali presentes eram membros das operações especiais russas, mas muitos se recusaram a voltar à câmara e remover as cobaias. Elas continuaram a gritar para serem deixadas ali e também pediam para que o gás voltasse.

Para a surpresa de todos, as cobaias ainda lutaram durante o processo de serem removidas da câmara. Um dos soldados russos morreu ao ter sua gargante cortada, e outro foi gravemente ferido ao ter seus testículos arrancados e uma artéria da sua perna atingida pelos dentes de uma das cobaias. Outros cinco soldados perderam suas vidas, se você contar que se suicidaram semanas após o incidente.

Durante a luta, um dos quatro sobreviventes teve seu baço rompido, e ele começou a perder muito sangue. Os pesquisadores médicos tentaram sedá-lo mas foi impossível. Ele havia sido injetado com mais de dez vezes a dose normal de morfina para humanos e ainda lutava como um animal, quebrando as costelas e o braço de um médico. Houve um ponto em que seu coração bateu forte por dois minutos, após ele ter sangrado tanto a ponto de ter mais ar em seu sistema vascular do que sangue. Mesmo depois do coração ter parado, ele ainda continuava a gritar e a lutar por três minutos, gritando a palavra “MAIS” sem parar até ficar fraco e finalmente calar-se.

O terceiro sobrevivente estava muito contido e foi levado para um consultório, os outros dois com as cordas vocais intactas continuavam a implorar pelo gás para serem mantidos acordados…

O mais ferido dos três foi levado para a única sala cirúrgica que havia. Durante o processo de preparar a cobaia para receber seus órgãos de volta, foi descoberto que ela era totalmente imune ao sedativo que estavam dando a ele. O homem lutou furiosamente contra as amarras que o prendiam à cama quando trouxeram gás anestésico para sedá-lo. Ele conseguiu rasgar mais de 4 polegadas de couro das amarras de um dos pulsos, mesmo com um soldado de 90 quilos segurando o mesmo pulso. Levou mais do que o necessário de anastésico para sedá-lo, e na mesma hora em que suas pálpebras se fecharam, seu coração parou. Na autópsia foi reveleado que seu sangue possuía o triplo do normal de oxigênio. Os músculos que estavam presos aos seus ossos estavam destruídos, e ele havia fraturado nove ossos na luta para não ser sedado. A maioria pela força que seus próprios músculos haviam exercido.

O segundo sobrevivente era o primeiro que começara a gritar. Suas cordas vocais estavam destruídas, e ele não era capaz de gritar e implorar para não passar por cirurgia, e a única forma de reação que ele exibia era sacudir sua cabeça violentamente em desaprovação quando o gás anestésico foi trazido. Ele balançou sua cabeça positivamente quando alguém sugeriu, relutantemente, se os médicos aceitavam fazer a cirurgia sem a anestesia. O sobrevivente não reagiu durante as seis horas de procedimentos para repor seus órgãos e tentar cobrí-los com o que restou de pele. O cirurgião de plantão repetia várias vezes que não era medicamente possível o paciente estar vivo. Uma enfermeira aterrorizada que assistiu à cirurgia constatou que vira a boca do paciente virar um sorriso toda vez que seus olhos se encontraram.

Quando a cirurgia acabou, o paciente olhou para o cirurgião e começou a grunhir alto, tentando falar enquanto lutava. Acreditando ser algo de extrema importância, o médico pegou uma caneta e papel para que o sobrevivente escrevesse sua mensagem, “Continue cortando.”

 

Os outros dois sobreviventes passaram pela mesma cirurgia, os dois sem anestésico. Mas ambos tiverem um paralisante injetado durante a operação, pois o cirurgião achou impossível continuar o procedimento enquanto os pacientes riam histericamente. Uma vez paralisados, as cobaias só podiam acompanhar o procedimento com os olhos, mas logo o efeito do paralisante passou e em questão de segundos eles começaram a lutar contra suas amarras. Quando perceberam que podiam falar novamente, começaram a pedir pelo gás estimulante. Os pesquisadores tentaram perguntar por que eles haviam se ferido, por que haviam arrancado as próprias entranhas, e por que queriam tanto o gás.

 

Uma única resposta foi dada: “Eu preciso ficar acordado.”

Todas as três cobaias sobreviventes foram colocadas de volta na câmara, enquando esperavam alguma resposta para o que seria feito com elas. Os pesquisadores, encarando a ira dos “benfeitores” militares, por terem falhado em seus objetivos, consideraram eutanásia aos pacientes. O comandante do processo, um ex-KGB, viu algumas possibilidades, e quis que as cobaias fossem colocadas novamente sob o gás estimulante. Os pesquisadores se recusaram fortemente, mas não tiveram escolha.

Em preparação para serem seladas novamente na câmara, as cobaias foram conectadas a um monitor EEG, e tiveram suas extremidades acolchoadas em troca do confinamento. Para a surpresa de todos, todos os três pararam de lutar assim que souberam que seriam colocados de volta ao gás.

Era óbvio que até aquele ponto, os três estavam lutando para ficarem acordados. Um dos sobreviventes que podia falar estava cantarolando alto e continuosamente; a cobaia calada estava tentando soltar suas pernas das amarras com toda a sua força; primeiro a esquerda, depois a direita, depois a esquerda novamente, como se quisesse se focar em algo.

A cobaia restante estava mantendo sua cabeça longe de seu travesseiro e piscando rapidamente. Como fora o primeiro a ser conectado ao EEG, a maioria dos pesquisadores estava monitorando suas ondas cerebrais. Elas estavam normais na maioria das vezes, mas às vezes se tornavam uma linha reta, sem explicação. Era como se ele estivesse sofrendo mortes cerebrais constantes. Enquanto se focavam no papel que o monitor soltava, apenas uma enfermeira viu os olhos do paciente se fecharem assim que sua cabeça atingiu o travesseiro. Suas ondas cerebrais mudaram para aquelas de sono profundo e então tornaram-se uma linha reta pela última vez enquanto seu coração parava na mesma hora.

A única cobaia que podia falar começou a gritar. Suas ondas cerebrais mostravam as mesmas linhas retas que o paciente que acabara de morrer. O comandante deu a ordem para ser selado dentro da câmara com as duas cobaias e mais três pesquisadores. Assim que entraram na câmara, um dos pesquisadores pegou sua arma e atirou entre os olhos do comandante, depois voltou para a cobaia muda e também atirou em sua cabeça.

 

Ele apontou sua arma para o paciente restante, ainda preso à cama enquanto os outros pesquisadores saíam da sala. “Eu não quero ficar preso aqui com essas coisas! Não com você!” ele gritou para o homem amarrado “O que é você?” ele ordenou “Eu preciso saber!”

 

“Você se esqueceu?” O paciente perguntou “Nós somos você. Nós somos a loucura que vaga em todos vocês, implorando para sermos soltos toda vez dentro de sua mente animal. Nós somos aquilo de que vocês se escondem em suas camas toda noite. Nós somos aquilo que vocês sedaram no silêncio e paralisam quando vocês atingem o paraíso noturno do qual não podem sair.”

O pesquisador ficou quieto. E então mirou no coração do paciente e atirou.

O EEG tornou-se uma linha reta enquanto o paciente gaguejava “tão…perto…livre…”

 

 

 

 

 

 

Jeff The Killer

Trecho de um jornal local :

 

 

TERRÍVEL ASSASSINO EM SÉRIE DESCONHECIDO AINDA ESTÁ A SOLTA.

 

Depois de semanas de assassinatos inexplicáveis, o assassino sinistro, ainda desconhecido, está com paradeiro desconhecido. Depois de pouca evidência encontradas, um jovem garoto diz ter sobrevivido a um dos ataques, e corajosamente contou sua história.

 

“Eu tive um pesadelo e acordei no meio da noite. Eu vi que por algum motivo, a janela estava aberta, mesmo que eu me lembre de ter fechado antes de eu ir para a cama. Levantei-me e fechei-a mais uma vez. Depois disso, eu simplesmente rastejei pra debaixo de minhas cobertas e tentei voltar a dormir. Foi quando eu tive uma sensação estranha, como se alguém estivesse me observando. Olhei para cima, e quase pulei para fora da minha cama. Lá, em um pequeno raio de luz, iluminando entre as minhas cortinas , tinham um par de olhos. Não eram olhos normais. Eles eram escuros, ameaçadores e de um preto profundo e … simplesmente…planando lá, me aterrorizando. Foi quando eu vi a boca. Um sorriso , muito horrendo que fez todos os pelos do meu corpo ficarem em pé. A figura estava ali, me observando. Finalmente, depois do que pareceu uma eternidade, ele disse. Uma frase simples, mas disse de uma forma que só um homem fora de si falaria.

 

Ele disse ‘Vá dormir’. Deixei um grito escapar, e foi isso que fez ele vir até mim. Ele me apontou uma faca; direto no meu coração; E pulou para cima da minha cama. Eu lutei com ele, chutei, soquei, rolei pela cama, tentando tira-lo de cima de mim. Isso foi quando meu pai entrou no quarto. O homem jogou a faca, diretamente no ombro de meu pai. O homem provavelmente acabaria com ele, se um dos vizinhos não tivesse chamado a policia.

 

Eles estacionaram na frente da minha casa, e correram para a porta. O homem deu a volta e correu escadas a baixo para a entrada. Eu ouvi um barulho de vidro quebrando. Quando eu sai do meu quarto, eu vi que janela do fundo da minha casa estava quebrada. Eu olhei pra fora, e vi ele correndo já longe. Eu posso dizer uma coisa, que eu nunca vou esquecer o rosto dele. Aqueles olhos malditos, frios, e o sorriso psicótico. Isso nunca vai sair da minha cabeça.”

 

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[leiamais]

 

Jeff e sua família acabaram de se mudar para uma nova vizinhança. Seu pai ganhou uma promoção no trabalho, e eles achavam que seria melhor viver em uma dessas vizinhanças ‘requintadas’. Jeff e seu irmão Liu não podiam reclamar, uma casa nova e melhor. O que não tinha pra amar? Em quanto eles desempacotavam as coisas, uma vizinha foi conhecê-los.

“Oi” ela disse, “Eu sou Bárbara, moro do outro lado da rua. Bem, eu só queria me apresentar pra vocês, e meu filho também.” Ela se virou e chamou seu filho. “Billy, esses são os nossos novos vizinhos.” Billy disse oi, e correu de voltas para o pátio da casa onde voltou a brincar.

“Bem,” disse a mãe de Jeff, “Eu sou Margaret, esse é meu marido Peter, e meus dois filhos, Jeff e Liu.” Se conhecendo, Bárbara logo os convidou para o aniversário de seu filho. Jeff e Liu estavam prontos para rejeitar, quando a mãe deles disse que adorariam comparecer.Então quando eles terminaram de desempacotar as coisas, Jeff foi até sua mãe.

 

“Mãe, por que você aceitaria um convite de uma festinha? Não sei se você não notou, mas eu não sou mais uma criancinha.”

“Jeff, nós acabamos de nos mudar pra cá; nós devíamos mostrar que queremos passar um tempo com nossos vizinhos. Agora, nós vamos à festa, e ponto final.” Jeff começou a falar, mas parou logo em seguida, sabendo que não poderia fazer nada a respeito. Quando sua mãe dizia alguma coisa, era aquilo e fim de papo. Ele andou até seu novo quarto, e desmoronou na cama. Ele sentou ali e ficou olhando para o seu teto quando, de repente , ele sentiu algo estranho. Não como uma dor, mas… Um sentimento estranho. Ele ignorou aquilo como apenas um sentimento qualquer. Ele ouviu a mãe chamá-lo de baixo para pegar suas coisas, e desceu.

 

No outro dia, Jeff desceu as escadas para tomar café da manhã e ir para escola. Quando se sentou para comer , ele teve o mesmo sentimento estranho do dia anterior. Só que agora mais forte. Ele teve uma pequena dor, como um puxão, mas ele ignorou mais uma vez. Assim que ele e o irmão terminaram o café, eles andaram para o ponto de ônibus. Sentaram-se lá, esperando o ônibus. Então, do nada, um garoto de skate pulou por cima deles, por apenas uns centímetros de suas cabeças. Os dois deram um salto, surpresos. “Mas que porra é essa?”

A criança deu a volta foi até eles. Ele deu um pisão na ponta do skate, e pegou com a mão. O garoto parecia ter uns 12 anos; um ano mais novo que Jeff. Ele vestia uma camiseta da Aeropostale e um jeans azul rasgado.

 

“Ora, ora, ora. Parece que temos carne nova no pedaço.” De repente, mais duas outras crianças apareceram. Um era super magro, e outro era enorme. “Bem, já que vocês são novos aqui, gostaríamos de nos apresentar; Aquele ali é o Keith” Jeff e Liu olharam para o magrinho. Ele tinha uma cara de paradão, que daria pra você um braço esquerdo se precisasse. “E o outro é o Troy” Eles olharam para o gordo. Era um rolha de poço. Aquela criança não devia ter se exercitado desde que começou a engatinhar.

“E eu,” disse o garoto do skate ” sou Randy. Agora, deixe-me explicar; para todas as crianças nesse bairro há um preço pequeno para a passagem de ônibus , se é que você me entende.” Liu se levantou, pronto pra socar o garoto até que ele virasse do avesso, quando um dos amigos de Randy puxou uma faca e apontou pra ele “Tsc, tsc, tsc, eu pensei que vocês seriam mais cooperativos, mas parece que vamos precisar fazer do jeito mais difícil.” O garoto foi até Liu, e tirou a carteira do bolso dele. Jeff teve aquele sentimento de novo. Agora estava realmente forte, uma sensação de queimação. Jeff se levantou, mas Liu pediu para que ele se sentasse de novo. Ele ignorou e andou em direção do garoto.

“Ouça aqui, seu punkzinho, você devolve a carteira do meu irmão ou…” Randy colocou a carteira no próprio bolso, e tirou sua faca.

“Ah, e o que você vai fazer?” Assim que ele terminou a frase, Jeff socou o garoto no nariz. Quando Randy tentou tocar o rosto, Jeff segurou seu pulso e o quebrou. Randy gritou e Jeff pegou a faca de sua mão. Troy e Keith correram para pegar Jeff, mas ele era muito rápido. Ele jogou Randy no chão. Keith tentou atacá-lo, mas Jeff se abaixou e apunhalou a faca em seu braço. Keith deixou a faca cair, e caiu logo em seguida no chão gritando. Troy também tentou atacá-lo, mas Jeff nem precisou da faca. Ele socou Troy diretamente no estômago, e Troy caiu de joelhos, e quando caiu, ele vomitou o todo o chão. Liu não conseguiu fazer nada, além de olhar admiradamente para seu irmão.

“Jeff, como você.. ?” Isso foi tudo que ele disse. Eles viram o ônibus vindo, e sabiam que seriam culpados por tudo aquilo. Então eles começaram a correr o mais rápido que puderam.

 

Enquanto eles corriam, eles olharam pra trás, e viram o motorista do ônibus correndo para Randy e os outros. Eles correram até a escola, sem se atrever a contar qualquer coisa sobre aquilo. Apenas se sentaram e assistiram as aulas. Liu achava que tinha sido apenas seu irmão batendo em algumas crianças, mas Jeff sabia que era algo a mais. E era algo, algo assustador. Quando ele tinha aquele sentimento, e via o quão poderoso era, a única coisa que desejava era machucar alguém. Ele não gostava como isso soava, mas não conseguia deter-se de se sentir feliz. Ele sentiu o sentimento estranho sumindo, e não voltou pelo o resto do dia na escola. Mesmo quando ele caminhava para casa devido à coisa toda, perto do ponto de ônibus, e como agora ele provavelmente não pegaria mais o ônibus,ele sentiu-se feliz. Quando voltaram pra casa, seus pais perguntaram como tinha sido o dia deles, e ele disse com uma voz meio sinistra “Foi um ótimo dia”.

 

Na manhã seguinte, ele ouviu alguém batendo na porta da frente. Desceu as escadas e encontrou dois policiais na porta, com sua mãe olhando pra ele muito zangada.

“Jeff, esses policiais estão me dizendo que você atacou três crianças. E que não foi uma briga normal, que eles foram esfaqueados. Esfaqueados, filho!” Jeff olhou para o chão, mostrando para sua mãe que era verdade.

 

“Mãe, mas eles que tinha facas e apontaram para Liu e para mim.”

 

“Filho,” disse um dos policiais, “Nós encontramos três crianças, duas esfaqueadas, um com uma contusão no estômago, e temos testemunhas de que você estava na cena. Agora, o que você tem para nos contar?” Jeff sabia que era inútil. Ele poderia dizer que ele e Liu tinham sido atacados, mas não havia provas de que não tinham sido eles que atacaram primeiro. Eles não poderiam dizer que eles não estavam fugindo, porque verdade seja dita que estavam. Então Jeff e Liu não poderiam defender-se.

 

“Filho, chame seu irmão.” Jeff não poderia fazer isso, sabendo que só ele tinha batido nos garotos.

“Senhor, fui… fui eu. Eu fui quem bateu nos garotos. Liu tentou me segurar, mas ele não conseguiu me parar.” O policial olhou para seu parceiro, e os dois acenaram com a cabeça.

“Olha garoto, isso será um ano no Centro de Detenção juvenil…”

“Espere!” falou Liu. Todos olharam para o topo da escada, para vê-lo segurando uma faca. Os policiais pegaram suas armas e apontaram para Liu.

“Fui eu, eu bati naqueles punkzinhos. Tenho as marcas pra provar.” Ele levantou as mangas para revelar cortes e contusões , como se ele estivesse em uma luta.

“Filho, coloque a faca no chão,” disse o policial. Liu afrouxou os dedos, e deixou-a cair no chão. Ele colocou as mãos para cima, e andou até os policiais.

 

“Não Liu! Fui eu, eu que fiz isso!” Jeff falou, com lágrimas escorrendo pelo seu rosto.

“Ah, pobre irmãozinho, tentando pegar a culpa pelo que eu fiz. Bem, me levem embora.” O policial levou Liu até a viatura.

“Liu, fale pra eles que fui eu! Fale! Fui eu quem bateu naqueles garotos!” A mãe de Jeff colocou a mão no ombro dele.

“Por favor, Jeff, você não tem que mentir. Nós sabemos que foi Liu, você não pode impedir. Não faça isso ser mais difícil que já está sendo.” Jeff ficou olhando sem poder fazer nada, enquanto o carro saia velozmente com Liu dentro. Alguns minutos depois o pai deles estacionou na frente de casa, e vendo o rosto de Jeff, sabia que algo estava errado.

“Filho, filho o que houve?” Jeff não podia responder. Suas cordas vocais estavam tensas de tanto chorar. Em vez disso, a mãe de Jeff andou até seu pai para dar a má notícia à ele, enquanto Jeff chorava na garagem.

 

Depois de uma hora ou mais Jeff voltou para a casa, viu que seus pais estavam ambos chocados, tristes e decepcionados. Ele não podia olhar para eles. Ele não podia ver que eles achavam que a culpa era de Liu. Ele foi dormir, tentando fazer com que a coisa toda saísse de sua mente. Dois dias se passaram, sem notícias de Liu da prisão. Não havia amigos para sair. Nada além de tristeza e culpa. Isso até sábado, quando Jeff foi acordado por sua mãe, com um rosto feliz, ensolarada.

 

“É hoje, Jeff.” ela disse enquanto ela abriu as cortinas e deixando uma inundação de luz no quarto de Jeff.

“O que é hoje?” Jeff perguntou ainda meio dormindo.

“Ora, é a festa de Billy.” Jeff estava agora totalmente desperto.

“Mãe, você está brincando, né? Você não espera que eu vá para a festa de alguma criança depois…” Houve uma longa pausa.

“Jeff, nós dois sabemos o que aconteceu. Eu acho que esta festa pode ser a coisa que vai iluminar os dias passados. Agora, vá se vestir.”

 

A mãe de Jeff saiu do quarto e foi se preparar. Jeff lutou para se levantar. Ele pegou uma camisa qualquer, uma calça jeans e desceu escadas. Ele viu o pai e a mãe todos bem vestidos; sua mãe em um vestido e seu pai em um terno. Ele pensou: por que eles sempre usam essas roupas extravagantes para uma festa de criança?

“Filho, isso é tudo que você vai vestir?” disse a mãe de Jeff.

“Melhor do que usar algo exagerado.”, disse. Sua mãe escondeu a vontade de gritar com ele e escondeu-a com um sorriso.

“Mas Jeff, você poderia se vestir melhor, se quiser causar uma boa impressão” disse o pai. Jeff grunhiu e voltou para seu quarto.

“Eu não tenho roupas extravagantes!” ele gritou ao subir as escadas.

“Basta pegar alguma coisa.” disse sua mãe. Ele olhou ao redor em seu armário para o que ele chamava de fantasia. Ele encontrou um par de calças pretas, que ele tinha para ocasiões especiais, e uma camiseta. Ele não conseguia encontrar uma camisa para sair. Ele olha em volta, e só encontra camisas listradas e padronizadas. Nenhuma que combinasse com a calça. Finalmente, ele encontra um moletom branco, jogado em uma cadeira e colocou-o.

“Você vai assim?” ambos disseram. Sua mãe olhou para o relógio. “Oooh, não há tempo para mudar. Vamos embora.” Ela disse enquanto puxava Jeff e seu pai para fora.

 

Atravessaram a rua até a casa de Bárbara e Billy. Bateram na porta e encontraram com Bárbara que, assim como seus pais, estava extravagantemente vestida. Enquanto eles caminhavam para dentro da casa, Jeff só via adultos, não crianças.

“As crianças estão lá fora, no quintal. Jeff, que tal você ir conhecer algumas das crianças?” disse Bárbara.

Jeff saiu para o jardim que estava cheio de crianças. Eles estavam correndo em trajes estranhas de vaqueiros e atirando um no outro com armas de plástico. De repente, um garoto veio até ele e lhe entregou uma arma de brinquedo e um chapéu.

 

“Hey. Quer brincar?” , disse.

“Aah, não mesmo, pirralho. Eu sou muito velho para essas coisas.” O garoto olhou para ele com aquela cara estranha de cachorro pidão.

“Po-favô?” disse o menino. “Tudo bem”, disse Jeff. Ele colocou o chapéu e começou a fingir atirar nas crianças. A princípio ele pensou que era uma ideia totalmente ridícula, mas depois ele começou a realmente se divertir. Pode não ter sido super legal, mas foi a primeira vez que ele havia feito algo que tirou seus pensamentos de Liu.

 

Assim, ele brincava com as crianças por um tempo, até que ouviu um barulho. Um barulho estranho de rolamento.Então algo bate nele. Randy, Troy, e Keith pulando a cerca assim como seus skates. Jeff deixou cair a arma falsa e arrancou o chapéu. Randy olhou para Jeff com um ódio ardente.

“Olá? Jeff?”, disse. “Nós temos alguns negócios inacabados”. Jeff viu seu nariz machucado. “Eu acho que estamos quites. Eu te dei uma surra e você enviou o Liu para o centro de detenção.” Jeff falou enraivecido.

Randy tinha fúria nos olhos. “Oh não, eu não jogo para empatar, e sim para ganhar. Você pode ter acabado com a gente no outro dia, mas não hoje.” Quando Randy falou, Jeff correu e Randy foi atrás dele. Ambos caíram no chão. Randy socou o nariz de Jeff, e Jeff agarrou-o pelas orelhas e deu uma cabeçada nele. Jeff empurrou Randy pra longe e ambos se levantaram. As crianças estavam gritando e os pais correndo para fora da casa. Troy e Keith puxaram armas de seus bolsos.

“Ninguém se mexe ou tripas vão voar!” eles disseram. Randy puxou uma faca e apunhalou o ombro de Jeff.

 

Jeff gritou e caiu de joelhos. Randy começa a chutá-lo no rosto. Depois de três chutes, Jeff pega o pé de Randy e torce-o, fazendo com que Randy caia no chão. Jeff se levantou e correu em direção a porta dos fundos. Porém, Troy agarrou-o.

“Precisa de ajuda?” Ele pegou Jeff pelo colarinho e jogou-o de volta pro pátio através da porta. Enquanto Jeff tenta ficar de pé ele é chutado para o chão novamente. Randy começa a chutar repetidamente Jeff, até que ele começa a tossir sangue.

“Vamos Jeff, lute comigo!” Ele pega Jeff e atira-o para a cozinha. Randy vê uma garrafa de vodka em cima do balcão e esmaga o vidro sobre a cabeça de Jeff. “Lute!” Ele joga Jeff de volta para a sala de estar.

“Vamos Jeff, olhe para mim!” Jeff olha para cima, o rosto cheio de sangue. “Eu sou quem mandou seu irmão pro centro de detenção! E agora você só vai só sentar ai e deixá-lo apodrecer lá por um ano inteiro! Você deveria se envergonhar!” Jeff começa a se levantar.

 

“Ah, finalmente! Levante e lute!” Jeff agora está de pé, sangue e vodka no rosto. Mais uma vez ele fica com aquela sensação estranha, aquela que ele já não sentia há algum tempo. “Finalmente. Ele está de pé!” Randy diz enquanto corre em direção a Jeff. É quando acontece. Algo dentro de Jeff se encaixa. Seu psicológico é destruído, todo o pensamento racional se foi, tudo o que ele pode fazer, é matar. Ele pega Randy derruba-o ao chão. Ele fica em cima dele e lhe dá um soco direto no peito onde fica o coração. O soco faz com que o coração de Randy pare. Enquanto Randy suspira. Jeff golpeia-o. Soco após soco, o sangue jorra do corpo de Randy, até que ele dá um último suspiro e morre.

Todo mundo está olhando para Jeff agora. Os pais, as crianças chorando, até Troy e Keith. Apesar de estarem assombrados, Troy e Keith apontam suas armas para Jeff. Jeff vê as armas apontadas para ele e corre para as escadas. Enquanto ele corre, Troy e Keith disparam fogo contraele, todos os tiros perdido. Jeff sobe as escadas. Ele ouve Troy e Keith seguindo-o. Enquanto eles disparam suas últimas balas, Jeff entra dentro do banheiro. Ela pega o toalheiro, e arranca da parede. Troy e Keith correm para o banheiro, com as facas em punho preparadas.

 

Troy move sua faca em direção a Jeff, que se afasta e bate com o toalheiro no rosto de Troy. Troy cai duro e agora tudo o que resta é Keith. Ele é mais ágil que Troy, e desvia quando Jeff tentava acerta-lo com o toalheiro. Ele larga a faca e pega Jeff pelo pescoço, empurrando-o contra a parede. Uma coisa como água sanitária que estava na prateleira caiu em cima dos dois. Ambos sentem a pele queimar e começaram a gritar. Jeff enxugou os olhos da melhor forma que pôde, e puxou o toalheiro, acertando direto na a cabeça de Keith. E antes que Keith sangrasse até a morte, ele deixou escapar um sorriso sinistro.

“O que há de tão engraçado?” Jeff perguntou. Keith pegou um isqueiro e ligou-o. “O que é engraçado?”, disse, “é que você está coberto de água sanitária e álcool.” Jeff arregalou os olhos ao ver Keith jogando o isqueiro para ele. Assim que o isqueiro aceso fez contato com ele, as chamas iniciaram. Enquanto o álcool o queimava, a água sanitária branqueava sua pele. Jeff gritava terrivelmente enquanto ardia em fogo. Ele tentou rolar para fora do fogo, mas não adiantava, o álcool tinha feito dele um inferno ambulante. Ele correu pelo corredor, e caiu das escadas. Todos começaram a gritar quando viram Jeff, agora uma tocha-humana, cair no chão, quase morto. A última coisa que Jeff viu foi sua mãe e os outros pais que tentavam apagar as chamas. Foi quando ele desmaiou.

 

Quando Jeff acordou tinha um molde de gesso envolvido em torno de seu rosto. Ele não conseguia ver nada, mas sentiu um molde em seu ombro, e pontos por todo seu corpo. Tentou se levantar, mas ele percebeu que havia alguns tubos em seu braço, e quando ele tentou levantar-se ele caiu, e uma enfermeira correu para ajudá-lo.

“Eu não acho que você pode sair da cama ainda.” ela disse, enquanto colocava-o de volta em sua cama e reinserido o cateter em seu braço. Jeff sentou-se ali, sem-nenhuma visão, nenhuma ideia do que estava ao seu redor. Finalmente, depois de horas, ele ouviu sua mãe.

“Querido, você está bem?”, perguntou ela. Jeff não poderia responder embora,pois seu rosto estava coberto por gesso. “Oh querido, eu tenho grande notícia. Depois que todas as testemunhas disseram à polícia que Randy tinha atacado você, eles decidiram soltar o Liu.”

Isso fez com que Jeff quase pulasse, parando, lembrando-se do tubo sair do seu braço. “Ele estará fora amanhã, e então você dois poderão estar juntos de novo”. A mãe do Jeff abraça-o e se despede.

 

As semanas seguintes foram formadas apenas onde Jeff era visitado pela sua família. Até o dia onde os seus curativos deveriam ser retiradas. Sua família estava lá para vê-lo, como estaria agora sua aparência. Quando os médicos desembrulharam as ataduras do rosto do Jeff todos estavam na ponta das cadeiras. Eles esperaram até o último curativo sobre o rosto de Jeff serem removidos.

“Vamos esperar o melhor,” disse o médico. Ele rapidamente puxa o último pano, deixando agora o rosto de Jeff amostra.

A mãe de Jeff grita ao ver seu rosto, Liu e o pai de Jeff olham horrorizados para ele.

“O quê? O que aconteceu com meu rosto?” Jeff disse. Ele se levanta rapidamente, ignorando a tontura, e corre para o banheiro. Ele olhou no espelho e viu a causa da aflição de todos. Sua cara. Era… Era simplesmente horrível. Seus lábios foram queimados a um profundo tom de vermelho. Seu rosto se transformou em uma cor branca pura, e seu cabelo chamuscaram de marrom a preto. Ele lentamente colocou a mão em seu rosto. Era como se encostasse em couro agora. Ele olhou de volta para sua família depois de volta para o espelho.

“Jeff”, disse Liu.”Não é assim tão ruim….”

 

“Não é tão ruim!?”, disse Jeff, “é perfeito!” Sua família toda ficou surpreendida. Jeff começou a rir incontrolavelmente seus pais percebendo que seu olho esquerdo e a mão tremiam.

“Umm… Jeff, você está bem?”

“Bem? Eu nunca me senti mais feliz! Ha ha ha ha ha haaaaaa , olhe para mim. Esse cara caí perfeitamente comigo!” Ele não conseguia parar de rir. Ele acariciou seu rosto sentindo-o. Olhando no espelho. O que causou isso? Bem, você deve se lembrar que quando Jeff estava lutando Randy algo em sua mente, sua sanidade, estalou. E desta vez tinha sido permanente. Agora ele foi deixado como uma máquina descontrolada de matar, e seus pais não tinham noção disso.

“Doutor”, disse a mãe de Jeff, “Meu filho…é, você sabe.. Está bem? Na cabeça?”

“Ah sim, este comportamento é típico para os pacientes que tomam muitas grandes quantidades de analgésicos. Se seu comportamento não mudar em poucas semanas, traga-o de volta aqui, e nós vamos dar-lhe um teste psicológico.”

“Ah,sim. Obrigada doutor.” A mãe de Jeff até ele. “Jeff, querido. É hora de ir.”

Jeff olha de longe o espelho, seu rosto ainda formando um sorriso louco. “Tudo bem, mamãe. Ha ha haaaaaahahaaaaa!” sua mãe segurou-o pelos ombros e o levou para pegar suas roupas.

“Isto é o que veio”, disse a moça no balcão. A mãe de Jeff olhou para baixo para ver as calças pretas e o moletom branco seu filho usara no dia da festa. Agora eles estavam limpos do sangue e costuradas. A mãe de Jeff levou-o para seu quarto e fez com que ele colocasse sua roupa. Então eles deixaram, não sabendo que este era seu último dia de vida.

 

 

Mais tarde naquela noite, a mãe de Jeff acordou com um som vindo do banheiro. Soou como se alguém estivesse chorando. Ela lentamente caminhou para ver o que era. Quando ela olhou para o banheiro ela viu uma visão horrenda. Jeff tinha pego uma faca e esculpido um sorriso em seu rosto.

“Jeff, o que você está fazendo?”, perguntou sua mãe. Jeff olhou para eles. “Eu não conseguia me manter sorrindo mamãe. Doeu depois de algum tempo. Agora, eu posso sorrir para sempre.” A Mãe de Jeff percebeu seus olhos, anelados em preto. “Jeff, os seus olhos!” Os seus olhos aparentemente nunca fechavam.

“Eu não podia ver meu rosto. Eu comecei a ficar cansado e meus olhos começaram a fechar. Eu queimei as pálpebras para então me ver pra sempre; este meu novo rosto”. A mãe do Jeff lentamente começou a se afastar, vendo que seu filho estava totalmente louco. “O que há de errado mamãe? Eu não sou bonito?”

“Sim filho,” ela disse, “Sim, você é. Lindo… Deixe eu ir chamar o Papai, para que ele possa ver seu lindo rosto.” Ela correu para o quarto e sacudiu o pai de Jeff do seu sono. “Querido, pegue a arma nós…” Ela parou quando viu Jeff na porta, segurando uma faca.

“Mamãe, você mentiu.” Foi a última coisa que os dois ouviram enquanto Jeff corria na direção deles com a faca, esfaqueando ambos.

Seu irmão Liu acordou, assustado com algum ruído. Ele não ouviu mais nada, então ele apenas fechou os olhos e tentou voltar a dormir. Enquanto ele estava na fronteira do sono, ele teve a sensação estranha de que alguém o estava observando.

Ele olhou para cima, antes que a mão de Jeff cobrisse sua a boca. Lentamente, ele ergueu a faca pronta para mergulhá-la em Liu. Liu debateu-se tentando escapar de Jeff.

 

 

 

”Shhhhhhh”, Jeff disse: “Vá dormir.”

 

 

 

 

 

 

 

1999

Essa frase me traz de volta para a minha turma do jardim de infância quando eu tinha cinco anos de idade, onde no inicio de cada aula líamos a data na lousa todos os dias. O ano de 1999 existe como uma mancha em minha mente, é como uma memória que não vai embora, não importa o quanto eu tente esquecer. Em 1999 foi quando perdi meu primeiro dente, a minha primeira vez em um avião, e, infelizmente, a perda precoce da minha inocência de criança.

 

Essa memória que se recusa a ser apagada começou com a chegada da nova (ou velha) TV. Naquela época, Pokémon era a última moda e o principal assunto a ser comentado na escola. Cartões do Pokémon, jogos, etiquetas e, o mais popular, programa de TV. Então, é claro que todos os dias quando chegava da escola, gostava de ficar colado à TV passar Pokémon que começava às 17:00. O único problema era que o meu pai sempre assistia ao noticiário das 17:30, e como os episódios de Pokémon eram sempre duplos, isso fazia com que eu perdesse um episódio todos os dias, o que me fazia reclamar muito. Meu pai cansou de me ouvir choramingar todos os dias, que deve ser por isso que ele comprou outra TV.

 

Meu pai colocou a nova televisão em meu quarto. Ela era uma velha e pequena tv de tubo, com antenas. Ela tinha apenas 20 canais disponíveis, não incluindo o canal onde passava Pokémon. Lembro-me de que não me importava, pois eu estava entusiasmado demais por ter a minha própria TV em meu quarto. Depois de navegar pelos canais, cheguei a conclusão de que o único que valia a pena era o 2 (TVO kids), então eu o assisti por algum tempo. Mas não se passaram muitos meses para que eu descobrisse o canal 21. Um dia em abril, eu estava passando os canais para ver se em algum estava passando Pokémon. Então pressionei o número 21 no controle remoto, esperando que existissem mais canais, e para a minha alegria, lá estava. Meu pai também ficou surpreso, porém, me deixou assisti-lo, pois aparentemente, eram programas infantis normais. O canal era chamado Caledon Local 21. Mais tarde, descobri que ele realmente era transmitido da cidade de Caledon, Ontário, uma cidade muito próxima da minha.

 

Os programas que assistia em Caledon Local 21 pareciam mal feitos, e, na metade do tempo, nunca entendia o que estava acontecendo. No entanto, eu cresci. E toda vez que lembrava os programas em que assistia, os achava ainda mais confusos e fui obrigado a me perguntar “Que diabos eu assistia?”. A seguir está uma lista de programas e episódios que me lembro de ver em Caledon Local 21, me perturba a forma como me lembro de tantos detalhes, mas acho que coisas como essas marcam a sua mente durante muito tempo. Havia apenas três programas que poderiam ser vistos no canal, provavelmente porque ele era transmitido apenas das 16:00 às 21:00.

 

 

Abril, 1999

 

Booby- Episódio 6: “Juntos”. Lembro-me que Booby era um programa onde os personagens eram apenas mãos em movimento, ao vivo. Simplesmente não havia fantoches ou qualquer outra coisa, apenas mãos. O programa contava a história de uma mão chamada Booby que se via em uma situação nova a cada episódio. Cada capítulo durava apenas cinco minutos, e parecia ser filmado diante de uma parede velha e úmida, com as mãos sempre em uma mesa envolta com uma toalha vermelha (orçamento muito baixo, obviamente). Este foi o primeiro episódio que assisti. Ele começava com Booby tentando tirar ketchup de uma garrafa. Na verdade, mostrou-lhe batendo no fundo da garrafa, durante uns três minutos. Finalmente, o outro lado da garrafa apareceu e olhou para Booby. “Juntos”, disse a parte de cima da garrafa, então Booby voltou a bater em seu fundo, até que um pouco de ketchup finalmente esguichou por toda a mesa (lembro-me de rir um pouco desta parte). Booby então olhou para a bagunça com o ketchup por alguns segundos, antes de se virar para a câmera, uma vez que a imagem se aproximava lentamente dele.

 

A Adega do Senhor Urso- Episódio 12: Nome muito superficial se você olhar hoje em dia. O programa contava com um cara vestindo uma fantasia de mascote urso que recebia um novo visitante em sua adega todos os dias (sempre eram crianças). O programa era filmado com uma câmera de vídeo não muito boa também. A polícia me perguntou bastante sobre esse programa. Este episódio começou com o Sr. Urso sentado numa mesa jogando damas sozinho (eu não reconheci no início, mas a mesa era a mesma de Booby). Ele ficou lá jogando um pouco até que houve uma batida na porta. A câmera foi então, mostrando os degraus até chegar à porta, onde havia outra batida. O Sr. Urso subiu as escadas e abriu a porta, lá estavam duas crianças. Um era menino e aparentava ter a minha idade, e a outra era uma menina que parecia ter cerca de oito anos. O Sr. Urso dançou de alegria com a chegada das crianças e em seguida, começou a conversar com eles; Pelo que me lembro, não era possível ouvir qualquer um deles. O Sr. Urso então levou as crianças para o porão, que era bastante escuro e iluminado apenas por uma pequena lâmpada a óleo sobre a mesa. Eu realmente não me lembro de muita coisa, a não ser ele cantando uma música da qual eu não conseguia ouvir muito bem também (provavelmente por causa da grande máscara de urso). O episódio terminava com eles brincando de esconde-esconde, com as crianças escondidas em um armário e o Sr. Urso na contagem.

 

Maio, 1999

 

Sopa e Colher: Eu não acho que isso realmente tenha sido um programa, acredito que tenha sido mais algo como um filme especial. Tudo o que sei é que tinha parado de assistir Caledon Local 21 por uns tempos, porque achei esse programa muito estúpido, além do mais, Pokémon havia mudado de horário e agora passara às 16:30 e 17:00. Eu não me lembro de muito, mas o programa mostrava uma lata de sopa e uma colher, ambos ligados a cordas, balançando para frente e para trás, como se alguém estivesse segurando-os e balançando-os na frente da câmera. Curiosamente, esse programa foi filmado em um porão semelhante ao usado na Adega do Senhor Urso. Como eu disse não me recordo muito, a única coisa que me lembro claramente era o fim. A coisa toda durou cerca de meia hora, e achei estúpidas algumas cenas inclusas, como por exemplo, a colher perseguindo a sopa por aí tentando “come-la”. No final, mostrou uma mesa (A de Booby mais uma vez) e cerca de sete crianças sentadas ao seu redor, cada uma com uma tigela de sopa em sua frente. Eles estavam sentados e olhando para a câmera, mas com confusos e quase assustados rostos. O homem da câmera em seguida, segurou a lata de sopa na frente das crianças e disse “Prontos para a soooooooooopa?” E então ele parou.

 

Julho, 1999

 

Era verão, e eu estava sem assistir ao canal 21 há algum bom tempo. Até que um dia, quando eu dormi na casa de um colega, decidi dar uma olhada novamente. Meu amigo havia ganhado uma TV para o seu quarto semelhante a minha em seu aniversário de seis anos, por isso, ficamos até muito tarde (para nós, 21:30 era muito tarde) assistindo TV. Foi quando me lembrei do canal 21e o mostrei para meu amigo. Decidimos ver se ele estava sendo transmitido, e para a nossa surpresa, ele estava (eles devem ter mudado o tempo de antena).

 

Adega do Senhor Urso – Episódio 23: Esse episódio foi divertido para eu e meu amigo, principalmente porque tinha palavrões. No entanto, agora quando me lembro desse capítulo, percebo que algo estava definitivamente errado quando ele foi filmado. O episódio começou com a câmera de lado, enquanto ficava de frente para o Sr. Urso, que estava indo até as escadas do porão. O câmera então aparece por cerca de um segundo, parado e de frente para o Sr. Urso, antes de desaparecer. Havia também outro garoto falando com ele, mas o menino aparentava ter seus 11 ou 12 anos.

 

Ele ficou conversando com o Sr. Urso por um tempo, mas eu não conseguia ouvir bem (mais uma vez com a câmera de vídeo de baixa qualidade) , até que o garoto começou a levantar o tom de voz . O menino dizia que já era tarde e que sua irmã deveria voltar para casa, é possível também ouvir algumas vozes no fundo. Lembro-me do Sr. Urso dizendo claramente “Sai fora, você não está convidado”, com uma voz profunda e abafada pela máscara. Recordo-me de meu amigo e eu olhando um para o outro com a menção de algumas “palavras proibidas”, mas o episódio ficou ainda mais estranho. O garoto começou a subir as escadas antes de se virar e dizer que iria chamar a polícia. Nesse momento, o Sr. Urso correu em direção ao garoto quebrando tudo o que via pela frente, que começou a gritar e correr também. A câmera em seguida, cortou para fora e esse foi o fim do episódio. O canal em seguida, entrou em estática.

 

Booby – Episódio 42: “Jogando com uma tesoura”: Era uma tarde chuvosa e eu estava entediado, então decidi assistir ao canal 21. Quando eu comecei a assistir, algum programa sobre um cara sentado em uma poltrona estava terminando. Quando assisti esse episódio pela primeira vez, pensei que era para adolescentes, pois continha sangue nele e foi extremamente bruto. Quando a polícia me disse tudo, eu entendi a quem pertencia aquele sangue. O capítulo mostrou Booby e outra mão com uma fita em torno do dedo mindinho (namorada de Booby). Booby estava segurando uma tesoura e saltitando para trás e para frente, enquanto sua namorada lentamente virava-se sem rumo.

 

Então outra mão entra em cena. Esta é menor e aparentemente foi empurrada de forma violenta, como se alguém debaixo da mesa tivesse forçado a mão a aparecer (e mais tarde descobri que esse realmente era o caso). “Tesouras são muito perigosas, criança; Por isso, devemos guarda-las em segurança”, disse Booby para a câmera. Notei que eu também conseguia ouvir gritos abafados, mas não tinha certeza de onde vinham devido a má qualidade do som.

 

A namorada de Booby então agarrou a mão menor que estava se debatendo e Booby foi até ela com a tesoura. Ele começou pelo polegar, abrindo a grande tesoura a pressionando-a contra o pequeno dedo, o sangue logo começou a escorrer e os gritos antes abafados, agora eram bem mais altos. Foi algo muito nojento para os meus cinco anos de idade e foi nesse momento que passei a achar que Booby talvez fosse um show destinado a adolescentes ou adultos. Em seguida, a tesoura alcançou um osso, e um barulho de trituração foi ouvido, foi ai que desliguei a TV. Eu nunca contei isso aos meus pais, porque temia que eles limitassem meu tempo de TV.

 

Agosto, 1999

 

Eu não quis mais assistir ao canal 21 depois daquele episódio de Booby. Em agosto, sem um motivo certo, fiquei curioso para ver Adega do Senhor Urso. O último episódio que tinha visto, o Sr. Urso estava estranho e tinha palavrões, o que também me fez pensar que era um show para adolescentes. No entanto, eu coloquei no canal 21 quando meu pai estava ocupado.

 

Adega do Senhor Urso – Episódio 28: Aparentemente este episódio se repetiu durante todo o mês de agosto. Esse capítulo foi muito estudado pela polícia mais tarde. O episódio foi apenas o Sr. Urso sentado em uma cadeira conversando com a plateia. “Olá crianças! Vocês querem visitar o meu porão? Se você quiser, por favor, me escreva uma carta neste endereço!” A tela então ficava branca e com letras multicoloridas que informavam um endereço, e isso era o que ficava durante todo o resto do episódio.

 

E adivinha o que eu realmente fiz? Enviei uma carta ao “Sr. Urso”, ou àquele bastardo doente que pedia as cartas. Eu fiz isso principalmente por curiosidade; Meu pai estava bem quanto a isso, pois ele pensava que era um programa legítimo para crianças, mas uma vez que nunca havia visto nada do que realmente passava no canal 21. Então eu escrevi uma carta usando a minha melhor escrita, e acredito que acabei por dizer como eu queria conhecer o Sr. Urso, e se Booby também viver na adega. Então, meu pai enviou a carta para o endereço que o Sr. Urso passou durante o programa (ele ficou passando durante o dia todo de qualquer maneira, por alguma razão).

 

Demorou cerca de uma semana para eu receber alguma resposta. Tenho até hoje a carta que recebi em 15 de agosto de 1999. A carta dizia:

 

“Querido Elliot, muito obrigado por sua carta. Eu adoraria ter você em minha adega! Nós iriamos jogar, ver filmes e fazer fogo durante um acampamento no meio da floresta!

 

E sim, Booby vive em minha adega; ele é um grande amigo meu!

 

Venha a minha casa em (A polícia cortou este endereço), Caledon, Ontário, CA.

 

Espero muito poder me divertir com você!

 

Com amor, Sr. Urso.”

 

Eu não posso acreditar que meu pai nunca tenha lido esta carta, porque ele realmente a levou para mim em casa. E, em seguida, é quando a polícia se envolveu, com perguntas intermináveis, fotos de crianças aterrorizadas, florestas...

 

Isso me leva a razão pelo qual estou escrevendo isso hoje, acho que meu psicológico e “seus amigos” tenham se abalado com aquela merda toda, e parece que agora ele está tentando “entrar em contato” comigo novamente, a coisa toda da polícia está voltando a minha mente. Isso trouxe 1999 de volta pra mim, mais de uma década mais tarde, isso está acontecendo mais uma vez.

 

 

[Atualização]- 21/09/2011

 

Muitas pessoas têm me enviado e-mail perguntando exatamente o que aconteceu em 1999, eu irei chegar nisso. Aqueles estranhos programas que eu assistia, aparentemente foram feitos para atrair crianças até a casa do Sr. Urso, o que depois, chocou toda a cidade.

 

Meu pai realmente me levou a Caledon juntamente com o endereço do Sr. Urso deixado na carta. A casa era realmente fora da cidade, em terras agrícolas. Ainda me lembro daquela casa. Parecia mais uma casa de fazenda velha, talvez construída no início de 1900. As janelas estavam todas fechadas com tábuas e a casa estava em estado de ruína. Enquanto caminhávamos até a casa, meu pai conferia o endereço uma ou outra vez, olhando para a casa com descrença. Então a porta se abriu.

 

Eu esperava que o Sr. Urso aparecesse na porta, mas fiquei surpreso ao ver um policial sair da porta que rangia. Logo o policial começou a conversar com meu pai, quando eu rapidamente perguntei se era a casa do Sr. Urso. O rosto do policial se franziu um pouco e ele murmurou algo como “Oh Deus...”, então ele voltou a falar com meu pai com um tom baixo para que eu não pudesse ouvir, mesmo assim, meu pai me mandou entrar no carro imediatamente. E então nós fomos para casa. Meu pai ficou quieto durante todo o trajeto. Senti que algo estranho havia acontecido.

 

Meu pai não tocou no assunto durante um longo período, de qualquer maneira, acabei também esquecendo o assunto. Quando falava sobre o canal 21, meu pai dizia não lembrar. Acho que tinha 13 anos quando finalmente descobri a verdade. Certo dia lembrei-me do canal e perguntei ao meu pai sobre isso. Ele então decidiu que já era hora de ouvir a verdade.

 

Caledon Local 21, é um canal de TV local, que funcionou entre outubro de 1997 e agosto de 1999 na Região Peel de Ontário. O canal inteiro foi feito a partir de uma casa em Caledon (A que visitei) e administrado por um homem realmente desconhecido na cidade. O canal estava apenas disponível para TVs mais antigas, porque o sinal era apenas captados por antenas (com frequências mais baixas). Um homem criou todos os shows no canal, todos os shows infantis. Sua mão era o Booby, Ele era Sr. Urso, e ele era o misterioso cinegrafista. A verdadeira razão pela qual ele criou o canal era mais preocupante do que se pensava. Como você já deve ter adivinhado, ele sequestrou as crianças e as tinha em sua adega. Mas, enquanto a maioria das pessoas acha que ele era uma serial killer molestador de crianças, na verdade ele queria usar as crianças para outra finalidade. No dia em que eu cheguei, o homem havia fugido da sua casa na noite anterior, no dia anterior, a polícia começou a investigação, e eles falaram para o meu pai que eu não era a unica criança que estava assistindo.

 

 

[Atualização]- 09/11/11

 

Desculpem por não ter respondido quaisquer perguntas por tanto tempo, estou sem acesso a minha conta de e-mail há algum tempo. De qualquer forma, deixe-me finalmente esclarecer as coisas com o que eu sei. Em outubro, visitei a casa anteriormente pertencente ao homem do Caledon Local 21. Duas mulheres moraram lá, operando uma creche... que ironia, não? Agora, para responder às perguntas que me enviaram por e-mail:

 

P.: Quem mais assistiu ao Caledon Local 21?

 

R.: Eu sei que mais pessoas assistiram, incluindo crianças que foram dissolvidas na casa do Sr.Urso. Depois de algumas pesquisas no Google, encontrei algumas pessoas no fórum NeoSeeker que discutiam sobre os programas de Caledon Local 21. Eles comentavam sobre as crianças que apareceram nos episódios que assisti, mas também falavam sobre dois outros programas que eu nunca havia visto antes. Um usuário chamado “Iamreallife” parecia saber todos os shows que foram transmitidos pelo canal 21; E aqui estão os dois que eu nunca ouvi falar:

 

O Anjo Caído E Vida – Iamreallife descreveu-o como um programa bastante chato, sobre um homem que caminhava de forma divagar em frente à câmera falando sobre como devemos agradar a satanás e apaziguá-lo antes que seja tarde.

 

Pinte com a Alma - Iamreallife e outro usuário chamado sigy92 estavam discutindo sobre esse show. Ambos descreveram que era algo como “Bruxa de Blair”, com um cinegrafista vagando numa floresta durante a noite, sem fazer nada de interessante.

 

Vou procurar a conversa e ver se consigo postar o link.

 

P.: Onde está o Sr. Urso, ou o cara que usava o traje?