Como Escrever para a Web por Guillermo Franco - Versão HTML

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COMO

ESCREVER

PARA A

WEB

Elementos para a discussão e construção

de manuais de redação online

Guillermo Franco

Traduzido por

Marcelo Soares

Uma iniciativa do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas,

da Universidade do Texas em Austin

Guillermo Franco

guillermo_franco@post.harvard.edu

g.franco.periodismo.digital@gmail.com

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Nota do tradutor

A edição brasileira deste livro tem muito poucas alterações

significativas em relação ao original. Procurou-se manter dentro do

possível o tom do material. No caso das referências onde o original era

em inglês, procurou-se comparar com o original.

O ponto que demandou maior esforço de adaptação foi o uso dos

numerais. Em espanhol, o sistema numérico é completamente

diferente do sistema brasileiro. Foram mantidas as recomendações

do livro, exceto as específicas do espanhol. Para adaptá-las, foram

consultados manuais de redação brasileiros.

Nas recomendações sobre aspectos do texto, referências específicas a

dicionários em espanhol foram mantidas e traduzidas quando a mesma

figura de linguagem, por exemplo, também existe em português, mas

mantendo a referência à fonte espanhola.

A frase mais difícil de traduzir neste livro tinha apenas 4 palavras:

“Mutis por el foro”. Está no capítulo 3, num gráfico sobre essa

inadequação de alguns títulos. Era um título de uma notícia

colombiana sobre a saturação do noticiário com informações sobre

o seqüestro da senadora Ingrid Betancourt. Já traduzi histórias em

quadrinhos que demandaram pesquisar Plutarco, Shakespeare, a

história da Máfia e até noções sobre esclerose lateral amiotrófica.

Nada disso, porém, demorou tanto a compreender quanto essas quatro

palavras. Perguntei ao autor o que a frase queria dizer. Ele respondeu:

“até em espanhol a frase é críptica”. A tradução (“Saída pelo fórum”)

não é boa. Mas, como se pode ver ao longo das recomendações do

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livro, sequer o foi a própria idéia de usar o título.

Mesmo se fosse uma expressão comum na Colômbia, há outra

questão interessante suscitada pelas recomendações do livro. Sendo

o seqüestro de Betancourt notícia no mundo inteiro, nada mais

natural do que algum brasileiro (ou americano, ou japonês, ou sueco)

interessado no assunto procurar informações a respeito no principal

jornal colombiano, disponível na Internet para todos os leitores do

mundo. Por melhor que possa ser o artigo, o título enigmático corre o

risco de alienar esse leitor.