Como me livrei do pânico por Luiz Carvalho - Versão HTML

ATENÇÃO: Esta é apenas uma visualização em HTML e alguns elementos como links e números de página podem estar incorretos.
Faça o download do livro em PDF, ePub, Kindle para obter uma versão completa.

Um pouco de historinha

Sou paulistano e moro em Curitiba há 14 anos. Tenho

49, sou casado pela segunda vez e tenho três filhos do

primeiro casamento.

Como me Livrei do Pânico

E as historinhas da minha vida

Fui consultor de empresas por 25 anos e acredito que

esta tenha sido a fonte principal do problema, lógico

que aliada às minhas características pessoais. Quem é

consultor e está lendo isso vai dizer que também é e

não sofre desta Síndrome. Por isso fiz questão de frisar

no início, são experiências pessoais.

Mas de qualquer forma, o que realmente importa é

relatar o que aconteceu e como convivo com isso hoje.

Vim para Curitiba em 1995 para prestar serviços de

consultoria para uma grande empresa. Ao final do

trabalho recebi um convite para me tornar um

executivo da mesma. Era um bom salário e melhor do

que isso era a oportunidade de me mudar para uma

cidade grande, porém sem as paranóias de São Paulo,

ou seja, a oportunidade de ter uma vida mais tranquila.

Aceitei a proposta e mudei-me com a família em 1996.

Não foi uma adaptação fácil. Por mais que tenha tido

5

Luiz Sérgio de Carvalho

um bom apoio da empresa que me contratou, estranhei

muito a diferença com relação aos hábitos na minha

cidade. Mas com o passar dos anos fui me adaptando.

Em 2000, por questões que não valem a pena relatar,

tive que sair da empresa. Ela não era tão acolhedora

como parecia. Entre mundos e fundos prometidos,

fiquei só com os fundos.

Até hoje a pessoa que me desligou da empresa não

sabe o verdadeiro motivo disso. Não sabe que guardei

comigo o verdadeiro motivo pelo qual o presidente da

empresa pediu o meu afastamento. E não vai saber

nunca! Fiz isso para resguardar a família do diretor

superintendente, que é genro do presidente. Questões

éticas para mim estão acima do conforto financeiro.

A situação não era mais tão confortável. Com três

filhos pequenos em uma cidade onde só se consegue

bons cargos com indicação de alguém, fica bem

Como me Livrei do Pânico

E as historinhas da minha vida

complicado. Mas nunca tive medo de desafios. Minha

vida como consultor era promover mudanças grandes e

sempre com riscos.

O que isso tem a ver com pânico? Aonde este cara quer

chegar?

Hoje estou certo de que os acontecimentos construíram

a situação ideal para o que vou relatar mais à frente. É

muito difícil ignorar os fatos, pensar que tudo vai se

ajeitar. Via de regra a situação melhora, mas quando?

Que estragos terão acontecido quando as coisas

melhorarem?

Tem pessoas que conseguem viver o dia, não projetam

situações para um ou dois meses. Talvez este seja o

segredo: não sofrer por antecipação. Nunca consegui

fazer isso. Não sei se pela minha formação como

consultor, mas pra mim é automático projetar

7

Luiz Sérgio de Carvalho

acontecimentos e consequências. Não consigo olhar só

para o hoje.

Mas vamos voltar a minha historinha.

Vou sair à luta e encontrar uma recolocação. Não

quero voltar para minha cidade.

Adoro São Paulo, mas voltar naquela situação eu não

queria, sempre achei que o que acontece na minha vida

deve ser uma escolha minha e não circunstancial.

Lógico que isso tem um limite - temos que saber

quando arriscar e quando parar. Afundar-se e não

parar é burrice!

Por minha sorte guardei vários cartões de visita de

pessoas que conheci em eventos onde eu representava

a empresa. Comecei a olhar e me lembrei de um

executivo, o Beto, pois tivemos uma longa conversa

sobre consultoria em um jantar destes de entrega de

Como me Livrei do Pânico

E as historinhas da minha vida

prêmios - melhor empresa disso, melhor daquilo etc.

Na época ele estava contratando uma empresa de São

Paulo para desenvolver um trabalho de consultoria

específico em uma de suas empresas. Por coincidência

era uma empresa em que eu havia trabalhado, muito

séria e competente. Perguntou-me o que achava,

aconselhei a contratação.

Liguei para ele imaginando que teria que fazer um

esforço enorme para que se lembrasse de mim. Não foi

isso que aconteceu, de imediato ele lembrou e me

chamou para tomarmos um café. Agradeceu muito a

recomendação que fiz na época. Disse que contratou a

empresa de São Paulo e o resultado foi fantástico!

Fiquei muito feliz com esta informação, sempre gostei

de ajudar os outros, mesmo sendo apenas um conselho.

Resumindo a história, tivemos uma longa conversa e

iniciei prestando serviços de consultoria para sua

9

Luiz Sérgio de Carvalho

empresa e a vida voltou ao normal... Claro que não,

não poderia ser assim tão fácil. Ele me falou que

gostaria de desenvolver um trabalho em uma área de

sua empresa, mas tinha mais duas empresas de

consultoria querendo entrar. Teria que fazer um

diagnóstico sem custo e apresentar uma proposta para

toda a diretoria e seu controller, e convencê-los de que

meu trabalho traria um resultado melhor e a um custo

menor. Simples assim.

Ele deu-me “o caminho das pedras”. Falou-me qual era

a expectativa da empresa. Claro que isso me deu

alguma vantagem, mas assim mesmo não foi fácil.

Durante uma semana levantei uma quantidade de

informações enorme e fui para a reunião. Não estava

matando cachorro a gritos, já havia feito isso na

semana anterior. Era pegar ou pegar, não tinha

alternativas. Mas fui confiante de que daria certo.

Como me Livrei do Pânico

E as historinhas da minha vida

Foram duas horas de reunião sendo que na primeira

meia hora o controller interrompeu a cada cinco

minutos para fazer perguntas óbvias. Acho que queria

dizer que entendia do assunto, até que o presidente

bateu na mesa e perguntou para ele: – Só você não

entende o que ele está dizendo? Pare de interromper!!

Nesse momento tive a segurança de que estava no

caminho certo e que o controller não gozava de muita

credibilidade. Controlei-me para não agradecer ao

presidente. Aquele cara estava perturbando, quebrando

o raciocínio da apresentação.

Segui com a apresentação e ao final eles gostaram

bastante, toquei em alguns pontos que nem eles

sabiam. Disseram que entrariam em contato. Mais

ansiedade - queria sair com uma resposta, mas no

fundo sabia que não seria assim. Tinham mais duas

empresas, teriam que ponderar sobre o assunto.

11

Luiz Sérgio de Carvalho

No dia seguinte me ligaram e marcaram para acertar os

detalhes do contrato. Foram três anos de trabalho.

Sempre queremos resolver a vida em uma única vez e

viver feliz para sempre, mas não é assim que acontece.

Pelo menos para quem quer crescimento profissional,

sempre aparecem imprevistos. Será que são

imprevistos?

Não sou do tipo que entra em uma empresa e se

aposenta na mesma. Na verdade sempre tive um pouco

de pena de pessoas assim. Dinheiro é bom e eu gosto,

mas as coisas que você compra com ele ou você

consome ou enjoa. Acredito que tem que ter um

sentido maior. Ver a mesma coisa a vida toda? A

mesma mesa, as mesmas pessoas, as mesmas rotinas,

quem aguenta?

Queria uma estabilidade, mas não a rotina de um

mesmo cargo e empresa pelo resto da vida.

Como me Livrei do Pânico

E as historinhas da minha vida

Todos deveriam ter sempre um plano B na gaveta. Não

para viver em paranóia de que algo vai acontecer, mas

apenas para quando pego de surpresa não perder o

chão, e com isso se sentir à vontade para arriscar mais.

Meu problema é que nunca tive um plano B, mas

sempre arrisquei.

Interessante como as coisas acontecem nesta vida e a

gente não percebe, na verdade acredito que muitas

coisas acontecem e vão colocando a gente em um rumo

que não havíamos planejado.

Estava trabalhando nesta empresa do Beto e em um

determinado momento quando fazia uma planilha

lembrei-me de um grande amigo de São Paulo que

havia se mudado para Joinville-SC e que não via há

muito tempo. Liguei para casa para tentar localizar o

telefone dele, mas não o tinha mais. Toca o telefone do

13

Luiz Sérgio de Carvalho

escritório, alguém procurando por mim. Atendi, e

quem era? O meu amigo Cavalcanti, ou seja, o Cal.

Não acreditei naquilo. Não falava com ele há mais de

três anos e o cara me liga no momento em que estava

procurando o telefone dele. Estas coisas já

aconteceram muitas vezes comigo. É estranho, não sei

porquê, mas acontecem, acredite ou não.

Falamos bastante sobre trabalho, família. Ele viria a

Curitiba e marcamos de nos encontrar.

O Cal é uma daquelas pessoas que todos deveriam ter

como amigo. Sabe aquela pessoa que aparece na sua

casa porque sabe que você não está bem, seja lá por

qual motivo for? Se você procurar no dicionário o que

quer dizer a palavra amigo vai encontrar o nome dele.

Vocês devem estar lendo isso e pensando: que pessoa

infeliz, cheia de altos e baixos, doente. Não é nada

Como me Livrei do Pânico

E as historinhas da minha vida

disso. Sempre fui muito feliz e satisfeito com minha

vida. Nunca deixei de ter bom humor mesmo nas

situações mais difíceis. Isso não quer dizer que não

tenha absorvido os problemas que a vida me reservou e

acho que isso é um problema. Isso faz você chegar a

ter o “treco”.

Nos encontramos em Curitiba e foi muito bom,

falamos em montarmos um negócio juntos várias

vezes, mas nunca deu certo. Em um momento eu

estava trabalhando e em outro ele estava, e largar para

estruturar e prospectar era complicado. Teríamos que

esperar a oportunidade certa.

Ele voltou para Joinville e eu para o escritório de meu

cliente.

Mas nem tudo são flores, meu contrato chegou ao fim

e estava eu novamente procurando algo para fazer.

Consultoria como autônomo é bastante ingrata. Ou

15

Luiz Sérgio de Carvalho

você prospecta cliente ou faz o trabalho, ou seja, só

pode prospectar quando está parado, e isso pode levar

meses.

O fato é que as sucessões de acontecimentos na vida

abalam mais alguns do que outros e eu estou entre os

“alguns”.

Temos que aprender a conviver com as surpresas, não

nos deixarmos abalar pelos acontecimentos e

seguramente vamos evitar muitos sofrimentos. Fácil

falar, quem não sabe disso?

Aquela velha frase deveria ser nosso lema: se tem

solução vai encontrar e se não tem não pode fazer

nada. Então relaxe e viva a vida cada dia como se fosse

o último.

O início

Como me Livrei do Pânico

E as historinhas da minha vida

Não tenho a menor ideia de datas, mas em algum mês

de 2001, estava em casa à noite, tudo absolutamente

normal. Rotina de um dia de semana - jantei assisti um

pouco de TV e fui dormir. De repente, acordei com

uma sensação estranha, um sentimento de coisa ruim,

parecia que eu ia morrer dentro de alguns minutos.

Levantei e comecei a andar pela casa, e notei que

conforme andava aquela sensação diminuía um pouco.

Sentava, voltava. Andava, melhorava. Fiquei andando

por algumas horas como um idiota pela casa e com

cuidado para não acordar ninguém.

Quem tem, entende bem o que estou falando. Se você

se sente melhor fazendo qualquer coisa, vai fazer isso

até passar, mesmo que tenha que ficar pulando em um

pé só. Não importa, você quer melhorar custe o que

custar.

17

Luiz Sérgio de Carvalho

Andei até ficar com tanto sono que me deitei no sofá

da sala e dormi.

Como explicar o que senti no dia seguinte, isso há 11

anos atrás? Impossível, não se falava em Síndrome do

Pânico. Ninguém conhecia isso.

Hoje entendo o porquê de várias coisas, inclusive a

questão do horário. Sempre tive as crises próximo a

um determinado horário. Vou falar sobre isso mais

para frente.

Não dei bola, no dia seguinte fui trabalhar

normalmente como se nada tivesse acontecido. Senti-

me muito bem. Mantive minha cabeça ocupada o dia

todo com compromissos do trabalho e o dia correu

conforme o esperado.

Cheguei em casa, jantei, assisti TV e fui dormir

preocupado com o “treco”, até então sem nome. Será

Como me Livrei do Pânico

E as historinhas da minha vida

que vai me dar novamente? E se der vou ter que ficar

andando pela casa como um idiota desorientado?

Dormi e nada aconteceu. Maravilha, deve ter sido

alguma falha no “sistema”!

Importante dizer que estas crises aconteceram desde

quando vim para Curitiba para trabalhar naquela

empresa que fiz consultoria. Elas não estão

posicionadas no livro dentro do tempo certo.

Acho que a cidade nova, sem amigos, sem família,

trabalho novo e todo o resto contribuíram.

Assim minha vida seguiu normalmente, mas sempre

com aquela lembrança na hora de dormir. Acho que se

alguém lhe dá uma paulada na cabeça quando você se

deita, sempre vai olhar se tem alguém escondido no

seu quarto. Tem coisas que você não esquece e aquele

19

Luiz Sérgio de Carvalho

sentimento estranho daquela noite vou guardar pelo

resto de minha vida.

Achei que não teria mais, mas aquilo foi só o começo.

Passados alguns meses tive novamente, desta vez

assistindo TV com meus filhos, à noite. No meu caso,

sempre à noite.

Achei que ia morrer, levantei do sofá desci as escadas

do prédio e fui andar. Quem disse que passava? E

aquela sensação aumentou muito. Meu medo e a

lembrança da outra noite potencializaram o sentimento

estranho. Falta de ar, taquicardia, pressão no peito e

uma vontade de sair de dentro do corpo. A impressão

que dá é que está em um local ruim e que tem que sair

de lá. Mas se vai para outro lugar a sensação vai junto.

Aí aumenta ainda mais e quanto mais você pensa nisso

pior fica (aí está um segredo).

Como me Livrei do Pânico

E as historinhas da minha vida

O que fazer? O que tomar? Aonde ir? E agora, vou

morrer?

Naquela noite tive a certeza de que teria que procurar

um médico. Algo estava errado e era grave!

Andei muito até melhorar um pouco para subir

novamente para o meu apartamento. Não queria deixar

os meus filhos preocupados. Quando digo subir, digo

subir escadas - nada de elevador, nem pensar! Cheguei

ao meu apartamento, voltei a ver o filme e já me sentia

bem melhor.

Deste momento em diante tinha uma coisa que me

intrigava: por que quando eu ando melhora? O que

acontece?

Tem pessoas que conheço que não saem sozinhas.

Pararam de dirigir e até largaram o emprego. Não

acredito que o caso delas seja diferente do meu, apenas

21

Luiz Sérgio de Carvalho

a forma de tratar o sentimento é que é diferente (mais

um segredo).

No dia seguinte estava bem, mas estava determinado a

descobrir o que era aquilo, e como curar.

Procurei um clinico geral e relatei (com muita

dificuldade) o que sentia. Não é fácil descrever isso -

não tem dor nem tontura, nada igual. Minha

preocupação era o coração, senti na última crise ele

batendo muito rápido. O médico pediu um monte de

exames, dentre eles eletrocardiograma. Nem preciso

dizer da ansiedade até ter todos os resultados nas mãos

para levar ao médico e descobrir o que tinha.

Resultado na mão, aquela espiada de quem não

entende absolutamente nada do que está escrito mas

quer olhar, como se lá fosse estar escrito em vermelho:

VOCE TEM UMA DOENÇA GRAVE E VAI

MORRER.

Como me Livrei do Pânico

E as historinhas da minha vida

Cheguei ao médico. Esperei uma eternidade para ser

atendido. Mas deve ter demorado uns dez minutos, o

que para mim pareceu cinco horas. Ele olhou todos os

exames e, como de costume, fez aquele suspense que

médico gosta de fazer para dizer que você não tem

nada. – COMO NADA?? NADA O CACETE!!

(pensei) Aí disse para ele em um tom de voz suave: -

QUE BOM. E o que devo fazer em relação ao que tive,

doutor?

Disse-me para procurar um psiquiatra. Devo ter tido

um problema que só um psiquiatra poderia

diagnosticar e me passar um medicamento adequado.

Sai do consultório com uma sensação de frustração.

Quando era pequeno e ficava doente, minha mãe

chamava um médico com cabelo branquinho que ia em

casa com aquela maletinha. Olhava garganta, escutava

o coração, fazia umas perguntas, dava um remédio e eu

23

Luiz Sérgio de Carvalho

ficava bom. Agora você faz um monte de exames e ele

lhe diz que não tem nada! COMO ASSIM???

Mas tudo bem, como disse antes, se tiver que pular em

um pé só...

Marquei uma consulta com uma psiquiatra. Agora vai,

vou resolver o meu problema.

Imagine você entrando em um consultório sendo

atendido por uma psiquiatra com cara de louca - aquele

olhar parado, fazendo perguntas que não tem nada a

ver com o que eu gostaria de ouvir. Não perguntou

nada sobre os sintomas ou como me sentia. Ficou

perguntando coisas banais sobre meu relacionamento,

e me olhando com aquela cara de quem está pensando

como vai desovar o meu corpo. Sabe aquela pessoa

louca fronteiriça, se entrar no hospício não sai mais?

Como me Livrei do Pânico

E as historinhas da minha vida

Imagino que estudou psiquiatria para tentar resolver os

próprios problemas.

Queria saber qual seria a melhor data para a segunda

consulta, disse a ela que teria que ver minha agenda e

que ligaria.

Saí de lá com vontade de rir e sem rumo. Quem vai

resolver isso? Vou procurar outro psiquiatra. E se for

bom, vou recomendar para ela. Está necessitando mais

do que eu.

Procurei outro psiquiatra, marquei a consulta e fui ao

seu encontro.

Sou sempre muito esperançoso. Fui com a maior fé de

que ele ia me dizer que isso não era nada. Só tomar

esse remedinho e já vai ficar bom.

Por onde anda aquele médico velhinho que sabia de

tudo e que me curava tão rápido?

25

Luiz Sérgio de Carvalho

Cheguei ao seu consultório. Vou falar baixinho pra ele

não ouvir: ele também tinha cara de louco!

A consulta foi ótima. Explicou-me com uma riqueza

enorme de detalhes o que estava acontecendo. Uma

pessoa paciente - paciente no sentido de calmo, tá?

Receitou-me um medicamento para tomar em um

momento de crise. Saí do consultório, fui direto para a

farmácia com aquela receita que só faltava o carimbo

da polícia. Sabe daquelas que o farmacêutico olha para

ela e para você e pensa: – Ele parece tão normal!?

Comprei o remédio de louco e fui para casa. Li na

internet tudo sobre o mesmo. Não vou citar o nome.

Está no meu armário há três anos, nem abri a caixa.

Vi uma quantidade enorme de pessoas querendo se

livrar do medicamento sem conseguir. Efeitos

colaterais terríveis no início e dependência total depois.

Como me Livrei do Pânico

E as historinhas da minha vida

Decidi não tomar. Vou me virar sozinho. Acredite,

você consegue!

Quando digo que você consegue estou pré-supondo

que tem a mesma coisa que eu. Procurar um médico é

o que aconselho. Depois que for a vários e tiver certeza

de que o que tem é o mesmo que eu, aí sim, acho que

deva tentar o que tentei.

Não pense que sou daquelas pessoas com extrema

força de vontade, porque não sou. Tendo a ir pelo lado

mais fácil. Se tem uma solução fácil para que

complicar?

Mas

ficar

dependente

destes

medicamentos, isso não faço.