Compreendendo a Unção por Kenneth E. Hagin - Versão HTML

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Compreendendo a Unção

Kenneth E. Hagin

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Coleção GRAÇA DE DEUS

Título original: "Understanding the anointing"

Tradução: Gordon Chown

Kenneth Hagin Ministries

P. O. Box 50126 Tulsa, Oklahoma 74150

Edição: Graça Editorial

Caixa Postal 1815 Rio de Janeiro – RJ

Tel: (021) 591-2344 594-0375

ÍNDICE

Prefácio

................................................................................... . . . . . . . . . . . . . . . . . .5

Seção 1

.............................................................................................. . . . . . . . . . . . .6

A

unção individual

......................................................................... . . . . . . . . . . . . . . .6

Capítu

lo 1

............................................................................................. . . . . .6

A

unção sobre Jesus

................................................................ . . . . . . . . . . . . . . . . . .6

Capítu

lo 2

........................................................................................... . . . . .12

A

Unção por dentro

......................................................................... . . . . . . . .12

Capítu

lo 3

........................................................................................... . . . . .23

Com

o a Unção me orientou

.............................................. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .23

Capítu

lo 4

........................................................................................... . . . . .28

Ministrando a

cura sem unção

.......................................... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .28

Seção II

................................................................................. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .32

A

Unção sobre os dons do ministério

................................ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .32

Capítu

lo 5

........................................................................................... . . . . .32

O

s quíntuplos dons do ministério

.................................. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .32

Capítu

lo 6

........................................................................................... . . . . .38

A

unção para pregar

............................................................. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .38

Capítu

lo 7

........................................................................................... . . . . .45

A

unção para ensinar

...................................................................... . . . . . . . . .45

Capítu

lo 8

........................................................................................... . . . . .49

A

unção para pastorear

....................................................................... . . . . .49

Capítu

lo 9

........................................................................................... . . . . .57

A

unção do profeta

...................................................................... . . . . . . . . . . . .57

Capítu

lo 10

......................................................................................... . . . . .75

A

unção do apóstolo

........................................................................... . . . . .75

Capítu

lo 11

..................................................................................... . . . . . . . . .81

Com

o aumentar a unção

............................................ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .81

Capítu

lo 12

......................................................................................... . . . . .91

Entregando-

se à unção

............................................................. . . . . . . . . . . . . . . .91

Capítu

lo 13

......................................................................................... . . . . .93

U

nções especiais

...................................................................... . . . . . . . . . . . . . . .93

Capítu

lo 14

....................................................................................... . . . . .102

A

unção para a cura

.......................................................................... . . . . .102

Seção III

........................................................................................ . . . . . . . . . . . .126

A

Unção Coletiva

.............................................................................. . . . . . . . .126

Capítu

lo 15

....................................................................................... . . . . .126

A

unção coletiva

.................................................................................. . .126

Profecia

............................................................................... . . . . . . . . . . . . . . . . . .139

Contracap

a

...................................................................... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .141

PREFÁCIO

Gostaríamos de termos tido, na época em que comecei o

ministério há 49 anos, as matérias que existem à disposição hoje

em dia. Nossos ministérios e nossas vidas teriam sido diferentes.

É por essa razão que quero compartilhar com outros pastores

- especialmente com os pastores jovens - aquilo que custou a

alguns de nós 40 ou 50 anos para aprender.

Neste livro, quero considerar aquilo que aprendi a respeito da

unção durante meu meio-século de ministério. Tenho no meu es-

pírito muita coisa a respeito para compartilhar com você.

Na Seção 1, consideraremos a unção individual que todos os

crentes têm no Novo Nascimento. Mostraremos que todos os

crentes poderão experimentar uma unção mais profunda ao serem

batizados com o Espírito Santo. Essa experiência, que está à

disposição de todos os crentes, visa o serviço.

Na Seção 2 veremos que também existe uma unção do Espí-

rito Santo sobre os dons do ministério - uma unção que

acompanha os ofícios.

Graças a Deus pelos dons do ministério que Ele colocou no

Corpo de Cristo a fim de que cresçamos. Graças a Deus pela Sua

unção nos homens e mulheres que Ele chamou para esses ofícios.

Há uma unção ainda mais forte, a unção coletiva, que paira

sobre a Igreja. Estudaremos essa unção na Seção 3.

Tenha em mente, ao ler essa matéria, que se tratam de un-

ções diferentes, mas todas provêm do mesmo Espírito Santo - o

único membro da Deidade que está operante na Terra hoje.

Você descobrirá que nada existe como a manifestação da

glória de Deus. Uma vez que você sentiu o sabor dela, nada mais

lhe satisfará.

Kenneth E. Hagin

Tulsa, Oklahoma

Julho 1983

SEÇÃO 1

A UNÇÃO INDIVIDUAL

CAPÍTULO 1

A UNÇÃO SOBRE JESUS

Nos tempos do Antigo Testamento, o leigo comum (hoje o

chamaríamos um dos “crentes”) não tinha unção dentro dele ou

sobre ele. A presença de Deus era mantida fechada no Santo dos

Santos, no Templo.

Deus, porém, ungia o rei para ocupar aquele cargo; Ele ungia

o sacerdote para ocupar o cargo dele. Ele ungia o profeta para

ocupar seu respectivo cargo. O Espírito Santo vinha sobre esses

três tipos de indivíduos a fim de capacitá-los a exercer seus

respectivos cargos.

Davi recebeu todas essas unções. Davi era rei, e também era

sacerdote e profeta. No Salmo 92, Davi disse: ... Derramas sobre

mim o óleo fresco (v. 10). O óleo simboliza o Espírito Santo

(Freqüentemente precisamos de uma nova unção).

Unções hoje

Deus ainda está ungindo profetas hoje. Esses profetas são

porta-vozes DELE. O cargo profético inclui tudo aquilo que fala em

prol de Deus – todos os cargos de ensinar e de pregar, portanto —

mas especialmente o do profeta, porque aquela é a unção

envolvida. Deus ainda está ungindo as pessoas para pregar,

testificar, para cantar.

E Ele ainda está ungindo sacerdotes. Qual era a função do

sacerdote? Representava outras pessoas.

Estas não podiam entrar na presença de Deus no Santo dos

Santos, mas o sacerdote -O Sumo Sacerdote podia entrar no Santo

dos Santos, e assim era o intercessor do povo. Deus ainda está

ungindo intercessores. Ele está ungindo pessoas para orarem.

Nisso há uma unção.

E Ele está ungindo reis. Todos nós somos reis, glória a Deus!

Romanos 5. 17 diz que “reinaremos em vida”. É por causa da

unção que podemos reinar.

O ministério de Jesus Cristo

Quando consideramos o ministério terrestre do Senhor Jesus

Cristo, a maioria das pessoas responde imediatamente: “Pois não,

mas Ela era o Filho de Deus”. E é claro que Ele era.

Mas o que tais pessoas deixam de levar em conta é que Ele,

como o filho de Deus, era uma coisa,

E Ele como uma pessoa ministrando era outra coisa. Ele não

ministrava como mero homem Ungido pelo Espírito Santo.

Se as pessoas apenas parassem e pensassem um pouco,

perceberiam esse fato no trecho das Escrituras que estávamos

estudando supra, em Lucas 4.

Ele estava na Sua cidade natal de Nazaré num sábado, foi

para a sinagoga, e lhe deram o rolo de Isaías para Ele fazer uma

leitura. Ele leu a passagem que estudamos supra: O Espírito do

Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar aos

pobres (Lc 4. 18). Depois de acabar a leitura, Jesus devolveu o rolo

ao assistente, sentou-Se, e começou a ensinar o povo.

Ele disse: HOJE se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir

(v. 21).

Se Jesus estivesse ministrando como o Filho de Deus, Ele

não teria nenhuma necessidade de ser ungido. Ou, se Ele estivesse

ministrando como Deus manifesto na carne, deus teria

necessidade de ser ungido?

Quem irá ungir Deus?

Em Filipenses 2. 7, está escrito que Jesus a si mesmo se

esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhança de

homens. “Esvaziar-Se” significa que Ele “deixou de lado” ou “Se

despojou” de “Seu grandioso poder e glória” quando Ele veio a este

mundo, apesar de ser Ele o Filho de Deus.

Ele veio como homem. Como Ele o fez? Não sei. A Bíblia diz

que ele fez assim, e eu creio nisso!

Conforme já falei muitas vezes, Jesus era tanto o Filho de

Deus quando tinha 21 anos de idade, quanto O era quando Ele

tinha 30 anos de idade. Era tanto o Filho de Deus quando tinha 25

anos quanto tinha 30. Ele era igualmente o Filho de Deus durante

todos aqueles anos –25, 26, 27, 28, 29, não é verdade?

Apesar disso, durante todos aqueles anos, Ele nunca curou

nenhuma pessoa nem operou nenhum milagre!

Como sabemos disso? Porque a Bíblia assim o diz. A Bíblia

nos conta que Jesus foi ungido depois de ser batizado por João no

Jordão, quando o Espírito santo veio sobre Ele em forma corpórea

como de pomba (Lc 3. 22). Deus falou do céu e disse: Este é o meu

Filho amado, em quem me comprazo (Jo2. 11)Jesus tinha de ser

ungido antes Dele poder curar, porque Ele tinha deixado de lado

Seu grande poder e glória.

Glória como o filho de Deus, quando se tornou homem.

Embora em pessoa Ele fosse o filho de Deus, no poder Ele não era

o Filho de Deus. Embora isso talvez soe como paradoxo, você pode

entende-lo?

Quando as pessoas dizem: “certo – mas Jesus era o Filho de

Deus”, essa idéia O coloca numa classe à parte, quanto ao

ministério. Isto significaria que ninguém mais poderia ministrar

daquela maneira – e nem sequer chegar perto de agir assim – se

Jesus está numa classe à parte, quanto ao ministério.

Ora, como Pessoa, por ser o Filho de Deus, ele está numa

classe à parte. Mas, no ministério, Ele não está numa classe à

parte.

Por quê? Você se lembra daquilo que Jesus disse no

Evangelho segundo João?

João 14.12

12 Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê

em mim, fará também as obras que eu faço, e outras

maiores fará, porque eu vou para junto do Pai.

Se, portanto, as obras de Jesus – Seu ministério consiste nas

Suas obras – estavam numa classe à parte, conforme acreditam

tantas pessoas, então Jesus contou uma mentira. Ele disse: ... As

obras que eu faço, e OUTRAS MAIORES farão...

Sendo assim, o próprio Jesus não colocou Suas obras ou Seu

ministério numa classe à parte.

Por que esse fato não tem sido corretamente compreendido?

Não temos estudado com eficiência a Palavra no tocante a esse

assunto, por passarmos por uma lavagem cerebral na religião.

Temos pensado: Afinal das contas, não há necessidade de

pesquisar esse assunto, porque Jesus é o Filho de Deus e de

qualquer forma não poderia ministrar daquela maneira.

E assim, obviamente, saímos perdendo.

Jesus nos ministérios quíntuplos

Paulo escreveu em Efésios 4. 8 que quando Cristo subiu às

alturas, Ele deu dons aos homens. Quais foram esses dons? Estão

alistados no v. 11: E ele mesmo concedeu uns para APÓSTOLOS, e

outros para PASTORES, outros para PROFETAS, outros para

EVANGELISTAS, e outros para PASTORES e MESTRES... Esses são

comumente chamados “os dons quíntuplos do ministério”.

Na realidade, Jesus estava em todos esses ministérios

quíntuplos – cada um deles – e Ele é nosso exemplo em cada um

deles.

Primeiro, Ele estava no cargo do apóstolo. Ele é chamado

apóstolo no capítulo 3 de Hebreus:

HEBREUS 3. 1

1 Por isso, santos irmãos, que participais da vocação

celestial, considerai atentamente o Apóstolo e Sumo

Sacerdote da nossa confissão, Jesus.

A palavra grega apóstolos, traduzida pó “apóstolo”, significa

“uma pessoa enviada”, e Jesus é o exemplo supremo de “Pessoa

Enviada”. Ele foi enviado por Deus e pelo Espírito Santo.

Segundo, Jesus estava no cargo de profeta. Jesus Se chama

de profeta no capítulo 4 do Evangelho segundo Lucas: Nenhum

PROFETA é bem recebido na sua própria terra (v. 24).

Além disso, você decerto se lembra da mulher à beira do poço

em Samaria. Ela disse que queria a água viva que Ele prometeu,

mas quando Ela mandou-a ir trazer o marido, ela confessou: Não

tenho marido (Jo 4. 17).

Jesus respondeu: Bem disseste, não tenho marido; porque

cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido;

isto disseste com verdade (vv. 17, 18).

Em outras palavras, Jesus disse que o homem com quem ela

coabitava não era o marido dela (Nestes dias modernos, temos

visto algumas pessoas até mesmo nos círculos carismáticos que

estão ajuntadas sem casamento, que dizem: “Seja como for, Deus

sabe, e ele realmente é meu marido”. Ele não é seu marido assim

como você não é mica de circo!) A mulher à beira do poço de Jacó

reconheceu: senhor, vejo que tu és PROFETA (V. 19). Ela deixou o

seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: Vinde comigo, e

vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será este,

porventura, o Cristo (v. 29).

Um dos aspectos do ministério do profeta é que ele vê e

conhece as coisas de modo sobrenatural (No Antigo Testamento,

às vezes era chamado um “vidente”). Jesus, portanto, era um

profeta.

Terceiro, Jesus ocupava o cargo de evangelista. Disse: O

Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para

evangelizar aos pobres (Lc 4. 18). É isso que o evangelista é ungido

para fazer: pregar o Evangelho, as Boas-Novas.

Quarto, Jesus ocupava o cargo de pastor. Ele disse: Eu sou o

bom PASTOR (Jo 10. 14). Pedro chama Jesus de o Supremo pastor

(I Pe 5. 4).

Quinto, Jesus ocupava o cargo de mestre. Os quatro

Evangelhos dizem mais a respeito da

Sua obra de ensinar do que a respeito de qualquer outra

coisa; é só você lê-los e sublinhar as formas do verbo “ensinar”.

Jesus ensinava mis do que curava. Ensinava mais do que pregava.

O ensino ocupava o lugar de primazia com Ele.

E percorria Jesus todas as cidades e povoados,

ENSINANO nas sinagogas, PREGANDO o evangelho do

reino e CURANDO toda sorte de doenças e enfermidades

(Mt 9. 35).

Seu ministério consistia em ensinar, pregar e curar. Há uma

unção para acompanhar cada um desses cargos.

E se você opera dentro do seu devido cargo, a unção estará

presente. Poderá ficar mais forte – pode ser aumentada – ou, por

outro lado, você pode levá-la a diminuir-se e reduzir-se, conforme

estudaremos mais tarde.

O Espírito sem medida

JOÃO 3. 34

34 porque aquele que Deus enviou fala as palavras de

Deus, pois NÃO lhe dá Deus o Espírito POR MEDIDA

(ARC).

Há certa medida do Espírito Santo no crente para

determinados propósitos, mas uma unção vem sobre nós para

exercermos o cargo (ou ministério) para o qual Deus nos chamou.

Embora o Espírito Santo seja o mesmo, a unção é diferente.

Porque o Senhor Jesus Cristo tinha o Espírito Santo sem

medida, Ela atuava em todos os cinco dons principais para o

ministério, e Ele é o modelo para todos nós seguirmos.

CAPÍTULO 2

A UNÇÃO POR DENTRO

Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo, e nos

UNGIU, é Deus, que também nos selou e nos deu o penhor

do espírito em nossos corações.

2 Coríntios 1. 21, 22

E vós possuís unção que vem do santo, e todos tendes

conhecimento... Quanto a vós outros, a unção que dele

recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade

de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos

ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira , e

não é falsa, permanecei nele, como também ela vos

ensinou.

I João 2. 20, 27

Todo crente tem a unção que nele permanece, porque o

Espírito Santo entra em nós no Novo Nascimento. Romanos 8. 9

diz: E se alguém não tem o espírito de Cristo, esse tal não é dele. O

Espírito de Cristo é o Espírito Santo.

Aqui, não nos referimos a sermos batizados no Espírito

Santo, ou cheio do Espírito Santo, conforme a linguagem bíblica.

Aquela experiência é separada do Novo nascimento.

Duas experiências espirituais

Há uma dupla operação do Espírito de Deus na vida do

crente: o Novo nascimento e o batismo no Espírito Santo.

Quando Jesus estava ensinando a mulher à beira do poço de

Samaria, disse: Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der,

nunca mais terá sede, para sempre; pelo contrário, a água que eu

lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna (Jo 4. 14).

No sétimo capítulo do Evangelho segundo João, Jesus disse:

Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão

rios de água viva (Jo 7. 38).

Jesus disse aos seus discípulos: Eu rogarei ao Pai, e ele vos

dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco,

o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não

no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco

e estará em vós (Jo 14. 16, 17).

Posteriormente, Jesus disse aos discípulos: Mas recebereis

poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas

testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e

Samaria, e até aos confins da terra (At 1. 8).

É óbvio que essas são duas experiências diferentes às quais

Jesus se referem. Uma – O Novo Nascimento – é uma benção para

nós. É água DENTRO DE NÓS, que jorra para a vida eterna.

A outra experiência – o batismo no Espírito Santo – nos torna

uma benção para o próximo.

São aqueles rios que fluem DE DENTRO de nós; é o

revestimento do poder que Jesus prometeu em Lucas 24 – e está

disponível a todos os crentes.

LUCAS 24. 49

49 Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai;

permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais

revestidos de poder.

A vida no Espírito

Ao estudarmos o Espírito Santo na vida do crente que nasceu

de novo pelo Espírito, e que foi batizado no Espírito Santo, vemos

muitas coisas.

Descobrimos que o Espírito Santo em nós testifica com o

nosso espírito que somos filhos de Deus (Rm 8. 16).

Descobrimos que todos os que são guiados pelo Espírito de

Deus são filhos de Deus (Rm 8. 14).

Descobrimos também, que o Espírito Santo quem vivifica: Se

habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os

mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os

mortos, vivificará (tornará cheios de vida) também os vossos

corpos mortais (condenados à morte), por meio do seu Espírito

que em vós habita (Rm 8. 11).

Descobrimos como o Espírito Santo nos ajuda a orar. Por

exemplo, em I Coríntios 14. 14, Paulo disse: Porque se eu orar em

outra língua, o meu espírito ora de fato...

Ou, como diz A Bíblia Amplificada: Porque se eu orar em

outra língua (desconhecida), o meu espírito (mediante o Espírito

Santo dentro de mim) ora, mas minha mente fica infrutífera – não

produz, não ajuda ninguém. Que farei, pois? Orarei com o meu

espírito –pelo Espírito Santo que está em mim; mas também orarei

de modo inteligente – com a mente e o entendimento; cantarei com

o meu espírito – mediante o Espírito Santo que está dentro de

mim; mas também cantarei (inteligentemente) com minha mente e

entendimento (vv, 14, 15).

Lemos, ainda, em Romanos 8. 26, 27: também o Espírito,

semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não

sabemos orar como convém... Uma das nossas fraquezas é não

sabermos a respeito de que devemos orar, e de que maneira!

... Mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira

com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os

corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo

a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos.

Juntando esses versículos, percebemos que nos gemidos e na

oração em outras línguas, é o Espírito que nos ajuda a orar

quando nós não sabemos como. Mas Ele sabe como, graças a

Deus! Louvado seja Deus pelo Espírito Santo na vida do crente!

Olhemos de novo aquilo que Jesus disse aos discípulos a

respeito do Espírito Santo no Evangelho segundo João:

João 14. 16, 17

E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim

de que esteja para sempre convosco, o Espírito da

verdade que o mundo não pode receber, porque não no

vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita

convosco e estará em vós.

Muitas traduções dizem: não vou deixar vocês desamparados.

Vou lhes mandar outro Ajudador (vv. 18 e 16). A palavra grega

parakletos que é traduzida por “consolador” aqui, significa “alguém

chamado ao lado para ajudar”.

A tradução Amplificada ressalta o sétuplo sentido da palavra

grega nesse v. 16. Significa Consolador, Conselheiro, Ajudador,

Intercessor, Advogado da Defesa, Fortalecedor, Amigo Fiel – e Ele é

tudo isso.

O Espírito Santo como Mestre

Além de nos ajudar a orar e a testemunhar, aquela unção nos

ajuda por meio de nos ensinar.

No v. 17, Jesus chamou o Consolador de “Espírito da

Verdade”. Acrescentou: Quando, porém, vier o Consolador, que eu

vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele

procede, esse dará testemunho de mim (Jo 15. 26).

O Espírito santo nunca testifica de Si mesmo. Sempre dá

testemunho de Jesus.

Hoje, Jesus nos fala através do Espírito Santo. Jesus não

está aqui na terra hoje com o corpo de carne e sangue, porque Seu

corpo foi ressuscitado, e agora é de carne e osso (Lc 24. 39), sendo

que o sangue já foi vertido pelos nossos pecados. Com seu corpo

de carne e osso, Jesus está sentado à destra de Deus (Rm 8. 24) e

“vive para interceder” por nós (Hb 7. 25).

Por isso, Ele não está pessoalmente aqui, mas, graças a

Deus! O Espírito Santo está, e Jesus nos fala mediante o Espírito.

Quando a unção nos ensina, trata-se de Jesus quem nos ensina,

pois Ele disse: E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador,

a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade,

que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece;

vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós

(Jo14. 16, 17); e, depois de vir esse Consolador, o Ajudador, o

Paracleto – ele vos guiará em toda a verdade... (Jo 16. 13). E Ele o

faz, louvado seja Deus!

O mesmo versículo continua: ... Porque não falará por si

mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará as

coisas que hão de vir.

E Jesus acrescentou no versículo 15: ... (o Espírito) há de

receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.

Estas, portanto, são outras obras do Espírito Santo: guiar-

nos em toda a verdade; receber das coisas de Jesus e as revelar a

nós; e, em João 14:

João 14. 26

26 Mas o consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai

enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas

e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.

Você já notou como o Espírito Santo traz à sua memória

textos bíblicos que você quase nem conhecia – que talvez tivesse

lido uma só vez? Trata-se da sua obra no crente, louvado seja

Deus!

João, escrevendo na sua primeira epístola, fala dessa

“unção”.

I João 2. 20, 27

20 E vos possuis unção que vem do Santo, e todos tendes

conhecimento...

27 Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes

permanece em vós, e não tendes necessidade de que

alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a

respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa,

permanecei nele como também ela vos ensinou.

O Espírito da revelação

O Espírito Santo deve mostrar-nos todas as coisas. Em I

Coríntios, Paulo assevera: Nem olhos viram nem ouvidos ouviram,

nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem

preparado para aqueles que o amam (I Co 2. 9).

Muitas vezes lemos aquele versículo – e acho que todos nós

cometemos esse engano ocasionalmente e dizemos: “Ora, não é

maravilhoso? Ele vai providenciar coisas que nunca vimos nem

ficamos sabendo a respeito”. Mas não é isso, de modo algum que

Deus está dizendo. O versículo imediatamente seguinte, pois, diz: