Confissões de mulheres apaixonadas por Katia Cilene Caetano - Versão HTML

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Kátia Caettano Rosa Contos

CONFISSÕES

DE

MULHERES

APAIXONADAS

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Kátia Caettano Rosa Contos

(CONTOS)

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Kátia Caettano Rosa Contos Que o amor nunca acabe... (Katia Caettano Rosa)

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Kátia Caettano Rosa Contos

Contos

1. Só o amor...mata?

2. Outra vida

3. Sonho ou realidade?

4. A vingança ou o amor

5. A protetora

6. Evidente

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Kátia Caettano Rosa Contos

Dedicado ao Clube de Autores, que

torna sonhos em realidade.

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Kátia Caettano Rosa Contos

SÓ O AMOR..MATA?

Tída, não via hora de chegar o grande momento da sua vida,

entrar pela porta daquela local de cerimônia de seu padroeiro o qual ela era devota e sempre participava de serviços

voluntários. Ela sempre acreditou em amor ao próximo e foi lá

num desses dias de ação e ajuda a pessoas carentes que ela

conheceu Max, um homem loiro de olhos castanhos e

aparência jovial, apesar dos seus quarenta e dois anos, ela já tinha trinta mais casar nunca foi sua preocupação achava que se acontecesse seria providência de seu santo. Ela simpatizou logo de cara com Max e pelo jeito ele também. Após se encontrarem

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Kátia Caettano Rosa Contos algumas vezes perceberam algumas coisas em comum que logo

levaram os dois a terem um relacionamento mais sério, e

menos de seis meses Tída estava num dos quartos do convento

que abrigava a capela do seu santo, se arrumando para o

casamento, seu vestido reluzia com a luz que entrava no quarto, naquela linda manhã de primavera. Era de um branco tão

celeste que refletia o amor e a pureza de Tída por Max, após

alguns instantes as devotas que a ajudavam saíram do quarto

deixando-a sozinha para que pudesse ter um momento de

reflexão e agradecimento pelo seu casamento. Após mentalizar

todos os pensamentos positivos, Tída ouviu cantos de

passarinhos que vinha do jardim do refúgio, era um som

mágico que lhe agradava os ouvidos, ela se aproximou da

janela para vê se conseguia ver esses passarinho que faziam

tanto

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Kátia Caettano Rosa Contos barulho, até parecia que lhe chamavam, vinha do lado do

jardim das devotas onde não era permitido a entrada de

pessoas, nem mesmo Tída conhecia aquele lugar, diziam que

era um local para orações e penitência, mais aqueles

passarinhos pareciam cantar cada vez mais alto, e aquilo

estava despertando sua curiosidade, ela iria apenas dar uma

pequena olhada. Então Tída levantou um pouco a cortina muito

discretamente para não ser vista e poder ter a melhor visão

daqueles passarinhos festeiros. Por um segundo a cor de sua

mão se confundiu com a cor branca e pálida da cortina, seus

olhos saltaram como se uma escuridão a tivessem penetrado,

parecia que tinha morrido. Diante dos seus olhos a visão era

aterradora, suas mãos tremiam mais não conseguia soltar a

cortina suas mãos ficaram literalmente presas para que Tída

tivesse a certeza do que estava vendo. Num segundo após os

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Kátia Caettano Rosa Contos passarinhos silenciarem, ela percebeu que eles queria apenas

avisar o fim da sua vida. Tída sentiu um calor tomar contar de seu corpo e quando mais olhava para aquela cena, mais gelado

seu coração ficava, até que finalmente ele não tinha mais vida, não tinha mais amor, não tinha... Como era nauseante ver Max

beijar com voracidade aquela jovem devota de cabelos ruivos e

pele clara como um rio gelado. Ver suas mãos levantarem sem

pudor sua vestimenta sagrada profanando a intimidade da não

agora virgem, ele vestia seu fraque branco já amarrotado, pelo fervor intenso das pequenas mãos santas...e faltava apenas

alguns minutos para ele lhe declarar amor eterno, mais Tída

via que Max já entregara sua carne a luxúria. Ela soltou a

cortina e seu semblante era assustadoramente calmo. Pegou seu

buquê de rosas vermelhas e seguiu para a porta rumo ao

encontro do seu final, antes passou pela escrivaninha e pegou o P á g i n a | 10

Kátia Caettano Rosa Contos punhal que uma das devotas usava para abrir suas cartas

familiares e seguiu calmante, sendo parada por algumas

devotas que diziam não saber do noivo mais que o mesmo já

avisara pelo celular que estava caminho. E após intermináveis

quinze minutos, Tída estava pronta na entrada da capela de

seu santo. As portas se abriram e lá estava Max com sorriso

largo, satisfeito claro, pois já havia feito sua despedida de

solteiro, e enquanto caminhava solitária para o alta eis que a bela devota de pele clara como um rio gelado, tocou-lhe braço e sorriu. Tída para sua marcha nupcial e a olha fixamente, e a bela jovem, desfalece seu braço como se tivesse sido atingida

por uma lepra. Senta-se no banco pondo a mão no peito

enquanto outras devotas lhe socorriam, percebendo que ela

estava com falta de ar. Tída prosseguiu lentamente e ao olhar

para Max que presenciou tudo, já não

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Kátia Caettano Rosa Contos aprensentava mais encanto e nem sorriso no rosto, mais só uma

única certeza... Tída subiu ao alta e quase em desespero e com as mãos trêmulas e suadas Max segurou a sua, e os dois

ouviram a cerimônia em silêncio, nem um funeral era tão

pesaroso como aquele casamento, uma uma as devotas saiam

do local da cerimônia, ate aquelas que ajudam a bela jovem de

pele clara, como um rio gelado. Finalmente havia chegado a

hora do juramento, enquanto repetia as palavras de amor eterno para Max, Tída sabia que havia chego a hora de parar de sofrer e com a mesma frieza declarou:

-eu Tída, aceito você Max, como meu legítimo esposo, e

prometo te amar, na saúde e na doença. Na riqueza e na

pobreza...

e enfiou-lhe o punhal no abdomen e enquanto Max caía

desfalecendo, ela finalmente sorriu para ele.

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Kátia Caettano Rosa Contos

-..até que a morte nos separe.

E saiu caminhando com o buquê nas mãos. Passou pela jovem

e lhe entregou o buquê também sorrindo para ela.

- ele é todo seu.

E antes que chegasse na porta, Tída olhou para trás e viu a bela jovem também caí desfalecida ao chão(envenenada por um

copo de água que lhe foi dado enquanto estava passando mal).

Tída seguiu andando e foi em direção ao jardim onde pela

janela presenciou a marcante cena que matou o seu amor para

sempre e sentou exatamente onde, eles se entregavam em

prazeres carnais...em poucos momentos ela ouvia o cantar dos

passarinhos que pareciam fazer uma festa ao redor dela. Ela os tocava e sorria como nunca, enquanto olhava para imagem de

seu padroeiro lhe jurando jamais amar nessa vida.

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Kátia Caettano Rosa Contos

OUTRA VIDA

Depois daquela tempestade nevasta, Camila olhava pelo vidro

da porta da sacada as poucas nuvens que restavam no céu.

Parecia que o mundo entrava numa era do silêncio, nem o

vento se atrevia a balançar sequer uma folha. As estrelas

brilhavam timidamente e a lua espreitava por entre as nuvens

como se esperasse que alguem lhe dissesse que podia aparecer.

Camila ouviu um barulho dentro do quarto e olhou de relance

pelas costas mais seu olhar só alcançava a longa camisola preta P á g i n a | 14

Kátia Caettano Rosa Contos que curiosamente, balançava. Ela passou a mão no vidro pois

sua repiração agora ofegante, embassava toda a visão exterior.

Fragilmente passou a mão no lindo e comprido cabelo negro e

abriu quase que silenciosamente a porta da sacada,parecia que

a noite lhe chamava, seu coração galopava como um corcel

indomável, ela sentia como se tivesse asas e então esticou seus braços como se fosse voar, de repente um uivar estridente lhe

fez recuar e fechar a porta e seus olhos brilhantes percorriam todo o quarto como se tivesse acompanhando um vulto, mais

Camila não via nada, passou a mão na garganta, parecia que

lhe faltava o ar e dirigiu-se ao espelho. Era linda, passou as mãos nos longos cílios enquanto via o reflexo de seus olhos

azuis, desceu a mão até os lábios desenhando-o delicamente,

estavam quentes, combinavam com o baton lilás. Se encostou

no espelho como se

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Kátia Caettano Rosa Contos quisesse abraçar a si mesma, pensou por um segundo como

seria viver do outro lado, ter outra vida... Ela sabia, mais

parecia que nunca tinha vivido antes. Em meio aos seus

pensamentos

confusos e tristes, ela soltou um grito e pegou um vidro de

perfume jasmim lindamente trabalhado e o arremessou no

vidro da porta da sacada e logo em segundos os estilhaços se

misturavam ao cheiro do perfume e da tempestade que havia

passado. Tomada por uma coragem suícida, correu para abrir

as portas da sacada ao mesmo tempo que caia um raio vindo

daquelas poucas nuvens no céu. E lá estava ele bem no meio do

terraço olhando para Camila. Ela fechou os olhos e caminhou

até ele,

enquanto seus pés descalços pisavam os cacos de vidro no

chão, mas não precisou caminhar muito pois sentiu que ele já

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Kátia Caettano Rosa Contos lhe roçava a pele com aquele pêlo rude e com o seu focinho

cheirava-lhe a palma da mão, ele ficou então na sua frente

enquanto ela acariçiava aquele animal gigantesco. Enquanto ele uivava com o brilho da lua saindo por entre as nuvens que

ainda insistiam em retardar aquele momento. E ela continuou

imovél apenas observando o agora não tão feroz animal, seu

olhar penetrou como uma faca afiada nos olhos dele e Camila

pronúnciou o seu fim: "Estou pronta". E finalmente enquanto a lua se libertava por completo daquelas nuvens deixando seu

brilho intenso cair como um véu sobre eles, o lobo se contorcia em dores e ruivos e se levantava cada vez mais, ate´que na sua frente Camila já não via mais o passado, mais a imagem da

mais bela criatura em forma de homem, que lhe pegou

delicadamente por entre os cabelos e a trouxe para si e Camila P á g i n a | 17

Kátia Caettano Rosa Contos que já não tinha pulsar, já não tinha calor e nem medo, selou

eternamente seu pacto para uma outra vida.

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Kátia Caettano Rosa Contos SONHO OU REALIDADE?

Suas pernas já não respondiam ao comando de sua mente,

mesmo assim, mais caindo do que correndo, Mily insistia em

seguir por uma trilha desconhecida.

Certas plantas pareciam unhas que a arranhavam sem

piedade, quando apenas com as mãos ela tentava abrir

caminho. Parou um pouco e olhou para o alto, estava quase

anoitecendo mas ainda tinha visão da floresta ao seu redor. Ela não podia se abater afinal de contas sua própria vida estava em jogo. Tentava não pensar no que havia acontecido mais era

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Kátia Caettano Rosa Contos difícil não sentir aquelas mãos geladas lhe apertar a garganta, enquanto indefesa era obrigada a observar o fim de Clen. Mily

sentou atrás de uma grande árvore, não sabia nem mais chorar,

estava inrreconhecível, mas consciente. Consciente para saber

que aquilo era real, e entender o quanto ela e Clen foram

ingênuos a se aventurarem sem experiência no local

desconhecido, na verdade era só pra quebrar a rotina, afinal de contas como disse o Clen:"-Um pedido de casamento tem de

ser lembrado para sempre." Mais nada, nem mesmo o maior do pessimismo a levaria a achar que iria passar por tudo aquilo...

Parar o carro numa mata densa e deserta e apaixonadamente

receber um lindo pedido de casamento, mas não ter a chance de

aceitar. Eles chegaram do nada, quebraram o vidro do carro

com tanta violência que em segundos Mily viu todo aquele

momento mágico desaparecer. Correr

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Kátia Caettano Rosa Contos era a única saída, mas para onde? Ela não conhecia nada, nunca havia estado naquele lugar, mas precisava correr se não seria

vitima fatal de horrendos caçadores de almas, destruidores de

sonhos reais... E naquele momento de horríveis lembranças,

Mily percebera que já havia anoitecido. Mas como? Não podia

ser? Ainda estava claro? Não importava, ela precisava correr,

sem destino, sem olhar pra trás no mais pensaria nisso quando

sua vida não estivesse mais por um fio. Mily levantou-se e

percebeu uma pequena luz à sua frente pensou logo em pedir

ajuda, precisava encontrar alguém e lhe contar o que havia

acontecido. Precisava saber se o Clen estava vivo. Sem pensar, com suas ultimas forças se aproximou de uma fogueira onde

havia duas pessoas de costas. Um sorriso de esperança lhe

clareou a face, mas logo em seguida seu olhar de terror tomou

conta de tudo quando viu as faces mórbidas daqueles que lhes

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Kátia Caettano Rosa Contos roubaram seu sonho. Onde encontrar forças para correr

novamente, restava-lhe apenas gritar, esse seria o seu ultimo

pedido de socorro antes que...

...Clen sorriu para ela quando segurava-lhe os ombros e Mily

ainda assustada olhava em sua volta cada cantinho familiar do

seu apartamento. Ajeitou-se no sofá enquanto tentava entender

o que havia acontecido. A primeira vista parecia que ela teve

um pesadelo. Olhou para suas mãos e braços e não encontrou

marcas do infortúnio acontecido. Tocava a face de Clen

procurando a certeza de que nada havia acontecido com ele.

Aquilo sim parecia impossível de acreditar. Afinal de contas,

onde ela estava? Num sonho ou numa realidade? O que era

verdadeiro naquele momento? Será que se ela fechasse os

olhos novamente voltaria a ver aquela horrenda cena ou pior...

não abriria mais os olhos? Em caso de dúvida, Mily não

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Kátia Caettano Rosa Contos hesitou em abraçar Clen e amá-lo, não queria perder a

oportunidade de tê-lo novamente mesmo que fosse num sonho.

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Kátia Caettano Rosa Contos A VINGANÇA OU O AMOR

Kyra sempre foi uma garota independente, cresceu sabendo

quais seus deveres e nunca foi de questionar a ordem do seu

clã. Ela não tinha pretensões, gostava apenas de fazer aquilo

que lhe agradava, se infiltrar, colher amizades e perseguir suas vitimas. Era como um hobby nada mais. Mais naquele

momento estava dificil controlar qualquer emoção. Tudo

parecia não fazer mais sentido. Kyra criou dentro de si um

desejo infinito de destruição, mesmo sabendo que ela corria

grande risco de tambem ser aniquilada. No entanto ver sua

familia ser simplesmente destruida por capricho de um rapaz

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Kátia Caettano Rosa Contos sem medo, a fez criar no seu ser a imagem da morte para Mark

descendente dos Clodin um clã já inexistente por centenas de

anos, que mal se ouvia falar deles, mais como um monstro

adormecido, ele surgira para vingar o fim da sua linhagem

pelos Bleycks. No momento ser um Bleycks era uma maldição

mais não para Kyra que estava disposta a tudo para adormecer

de vez esse assassino.

Após anos e anos mudando de cidade a caça incansável pelo

Mark Clodin, finalmente ela o encontrara trabalhando numa

grande empresa de Rede Social de uma grande capital. Se

valendo de seu poderes Kyra e contratada pela empresa e é

convidada a conhecer o gerente da empresa. Ela

sabia que teria que ser breve, deveria usar toda os sua

experiência inclusive o segredo de destruição dos Bleycks

seriam usandos para aniquilar seu inimigo.

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Kátia Caettano Rosa Contos Após alguns minutos de espera ela finalmente veria face de

Mark. A secretária abriu a porta lentamente e Kyra estava

pronta para observar a face da sua vitima e aniquila-lo o mais rápido possivel. O que Kyra não contava era conhecer um ser

tão atraente e enigmático, com delicadeza inglesa lhe beijar a mão enquanto seu olhar percorria cada curva dela. Era estranho sentir aquele frio lhe cortando-lhe ao meio e tirando seu chão.

Como pensar que aquela beleza e delicadeza era tão fria? Kyra

brigava com sua mente a cada som da voz de Mark, mais era

impossivel não ter pensamentos quentes com aquele homem.

Após dez dias Kyra se odiava por dentro por não conseguir

pensar no seu plano de vingança. Aonde estava aquela garota

sem pretensão? Seus planos? Seu odio? E após tantas recusas lá estava ela num terraço de um café olhando a vista da cidade

com Mark ao seu lado. A lua era intensa e o mundo parecia

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Kátia Caettano Rosa Contos cala-se diante dos dois. Sem perceber sua fragilidade Kyra vira as costas para Mark que sutilmente lhe toca o pescoço e se

aproxima como predador com presas lindamente à mostra,

mais o que ele não esperava era ser surpreendido com a

agilidade dela olhando bem nos seus olhos e lhe sorrindo

mostrando o quanto os dois eram parecidos. Dois vampiros,

dois inimigos, frente a frente

iniciando um duelo sem precedentes. Por um momento

pareciam dois animais querendo se devorar. Mais Mark agiu

como dominado agarrando Kyra pela cintura e a beijando

apaixonadamente. E

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Kátia Caettano Rosa Contos Kyra mesmo com a certeza de sua vingança, se entregou

loucamente aquele beijo. Era maior do que ela do que suas

forças.

E na manhã seguinte ela o olhava adormecido debaixo dos

lençois da sua cama pronto para ser abatido, mais a batalha

estava apenas começando dentro dela. Era uma luta que ela

desconhecia o vencedor. A Vingança ou o Amor.

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Kátia Caettano Rosa Contos A PROTETORA

Era difícil entender o que realmente havia acontecido. Num

piscar de olhos Landra já não era mais a mesma. Observar o

mundo era o que ela mais gostava de fazer, vigiava cada passo

e também atuava como protetora quando necessário, mais sua

função era unir as pessoas perdidas. Não era nada fácil ver seu protegido sofrer mais ela com muita paciência o direcionava

até finalmente ele(a) encontrar a pessoa perdida.

Num certo momento de sua missão foi designada a cuidar

do Allan um homem de uns trinta e poucos anos que estava a

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Kátia Caettano Rosa Contos procura de sua filha Bianca de sete anos. Após a separação

quando sua filha ainda era um bebê Karla sua mulher mudou-se

para outra cidade e perdeu totalmente o contato com ela até

saber pelo noticiário sobre a morte dela em circunstâncias

estranhas.

Allan era um renomado pintor de arte contemporânea, e

como se dedicava muito ao trabalho nunca havia se preocupado

em rever sua filha até sua própria mãe adoecer e lhe pedir que antes de falecer seu pedido era o de ver sua neta, Allan não

havia dado importância até saber da morte da sua ex-mulher.

Landra acompanhou sua vida naquele momento e sentiu o

sentimento dele aumentar pela pequena Bianca

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Kátia Caettano Rosa Contos

-Landra

-Mentor.

-Landra, eu sei que suas missões são as mais difíceis, mais O

Allan é um humano especial, ele precisa encontrar sua filha é

importante.

-sim Mentor, estou ciente disso. Como sempre farei com muita

dedicação, ele ira encontrar sua filha.

-Os caminhos que ele irá percorrer são tortuosos. Ele precisa

dar valor a esse amor por sua filha. Mais lembre-se: nada

poderá acontecer a ele.

-Por que Mentor?

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Kátia Caettano Rosa Contos

- A mãe do Allan será uma protetora como você mais para isso

ela precisará conhecer sua neta antes de morrer, isso a

fortalecerá. Caso não aconteça ela não sairá da sala da espera.

-Sim Mentor estou ciente de tudo, nada irá acontecer ao Allan.

Ele não hesitou e viajou para o Rio de Janeiro em busca de

sua filha. A missão de Landra era acompanhar Allan e unir pai

e filha. Certo momento da busca Allan sofreu um assalto e foi

morto num local onde raramente algum iria acha-lo temendo

pela falha de sua proteção Landra desobedecendo todas as leis

arrancou suas asas e cobriu o Allan trazendo-o de volta vida e tomando a forma humana. Ela o acolheu, cuidou dele e logo ele

estava recuperado. Apenas se oferecendo como amiga Landra o

acompanhou na buscar por Bianca, mesmo sabendo onde a

encontrar ela tinha que deixa o Allan seguir todo o caminho até o encontro dos dois. Durante toda a busca Landra tentou se

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Kátia Caettano Rosa Contos concentrar na sua missão mais como humana, estava difícil

ficar lado a lado com um homem como Allan, a cada dia seu

sentimento de missão mudava para um sentimento mais forte,

mais mesmo assim ela reunia forças para conseguir prosseguir.

Certo momento da busca numa noite chuvosa onde os dois num

quarto de pousada conversavam sobre a Bianca., Allan

surpreendeu Landra com um beijo. Aquilo não podia ter

acontecido ela sabia, mais não conseguia resistir ao contato

caloroso do corpo de Allan e fechando os olhos para seu

objetivo ela se entregou a uma intensa paixão que até então só tinha ouvido falar.

Era um momento único para Landra, e ela se sentia mais

forte para seguir com sua missão especialmente agora que

estava sentindo o que era paixão e experimentado o amor com

um homem tão especial como o Allan. Nada poderia ser tão

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Kátia Caettano Rosa Contos perfeito. E finalmente encontraram Bianca num orfanato da

cidade e logo que Allan conseguiu provar sua paternidade pode

levar sua filha para o Recife onde sua mãe os, aguardavam. E

por insistência do próprio Allan, Landra os acompanhou.

Durante o encontro emocionante de pai, neta e avô Landra se

sentiu realizada mais não sabia mais o que fazer oque seria da sua vida agora poís ela teria que prestar conta ao seu Mentor e ela poderia simplesmente desaparecer.

Após alguns dias a mãe do Allan piorou e no hospital

curiosamente ela pediu para falar a sós com Landra. ao entrar

no quarto Landra sentiu que ela já havia partido e o quarto já não mais.

-Mentor

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Kátia Caettano Rosa Contos

-O que fez Landra?

-Precisa salvar a vida dele mentor, ele precisa encontrar sua

filha.

- não estou falando do seu sacrifício.

Landra baixou a cabeça sem saber o que falar.

-Landra você é muito corajosa.- disse a mãe do Allan. – mais

me sinto culpada pelo que aconteceu.

-não se culpe- disse o mentor- é a lei, ela terá que desaparecer.

Landra a partir de hoje nunca existiu.

Um silêncio reinou e Landra percebeu que nem mesmo seu

amor seria lembrado pelo Allan.

-eu renuncio minha missão – a mãe do Allan chamou a atenção

dos dois. –tenho esse direito. darei minhas asas para ela.

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Kátia Caettano Rosa Contos

- se você fizer isso, voltará a vida mais quando morrer será

apenas um espírito.- disse o mentor

- acredite, é melhor do que não existir.

-Que assim seja- o mentor finalizou.

Landra não tinha opção, ou aceitava ou não mais existiria,

ela voltaria a ser protetora mais ao contrario do Allan e sua

família que esqueceriam dela, Landra não esqueceria de nada

do que viveu na terra, era como lição para que não acontecesse mais.

Landra as vezes quando não estava em uma missão observava

Bianca e sua avó, ela ficava feliz por saber que a menina estava bem com sua recém família. E sempre observava o Allan

quando estava pintando, gostava de observar as pinturas, mais

era doloroso lembrar de tudo que viveu com ele.

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Kátia Caettano Rosa Contos Certo dia ela acompanhou uma surpresa do Allan para sua

mãe e sua filha, era um quadro que ele havia feito para uma

grande exposição chamada “Anjos”, e para sua alegria e

tristeza também a obra principal era de um anjo de asas abertas e mãos para frente protegendo uma pequena criança. Era a face

dela. Aquilo era um sinal de que ele não havia se esquecido

dela. Ou só coincidência? Não importava para ela poís nada

mais seria como antes.

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Kátia Caettano Rosa Contos EVIDENTE

Selly sentia o calor da mão de Gustavo acariciando seu

pescoço, era como uma pequena fogueira quente e doce ao

mesmo tempo. Mais seu olhar no espelho era de pânico e

desesperança. ela nunca percebeu nada. Pudera, ele era sempre

tão gentil, educado, amoroso, tinha as palavras certas. Era o

homem perfeito, aqueles de sonhos impossíveis, que para ela se tornara real.

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Kátia Caettano Rosa Contos Aqueles dias de faculdade estavam muitos enfadonhos, muita

matéria, pouco tempo e desânimo. Mais aquele toque de celular

despertou Selly para o amor, quando viu Gustavo entrando na

sala como novo professor de química. Daí ate ele prestar

atenção nas suas belas curvas e olhos de mel, foi um segundo e então tudo parecia bem na sua vida. Não sabia o que estava

acontecendo no mundo, toda sua vida havia mudado. Selly não

saía mais com os amigos e tinha deixado de ir na casa de sua

mãe. sua vida agora girava em torno de Gustavo, um homem

de traços fortes e lábios carnudos, pele bronzeada e cabelos

enrolados. além do físico tinha uma personalidade marcante.

Mais naquela noite quando finalmente foi conhecer o que ela

achava ser sua futura família, se deparou com olhares curiosos de uma menina de doze anos de longos cabelos negros e pele

pálida, uma mulher magra de olhos negros como o escuro de

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Kátia Caettano Rosa Contos uma floresta medieval e um senhor de quem ao tocar sua mão

para cumprimentá-lo, Selly sentiu a morte lhe abraçar. E agora estava no grande salão de cortinas vinho e paredes marrons.

Convidada a dançar pelo próprio Gustavo, ela rodopiava

no salão aos olhares mórbidos dos familiares que não

esboçavam nenhuma reação, pareciam meras estátuas

enfeitando o ambiente tão gelado e sombrio. Selly tentou agir

naturalmente mais estava evidente que as coisas haviam

mudado, e tão repentinamente que ela só percebeu exatamente

no fim, instintivamente ela sabia que depois daquela dança, ela não seria mais a mesma.

Gustavo a trouxe para si e ela já não sentia mais seu coração

pulsar, suas mãos geladas se confundiam com as dele, até mais, pois por um segundo ele parou e a olhou com olhar de quem

não estava entendendo por que ela estava assim, mais no outro

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Kátia Caettano Rosa Contos segundo ele sorriu lindamente frio para ela era como se lhe

dissesse "-será como num piscar de olhos".

"-quem dera." pensava Selly com um arrependimento

profundo."-eu pudesse voltar atrás." Mais ao olhar novamente para Gustavo ela já não tinha tanta certeza do seu

arrependimento. Ele era tudo o que ela sempre quis, se havia

algo de diferente nele por que não aceitar. Afinal tantas pessoas fazem loucuras impossíveis se tornarem possíveis por amor.

Ela encostou seu rosto no dele e o beijou no pescoço,

instintivamente ele se afastou dela e rodopiu próximo ao

grande espelho no canto do salão e ficou atrás dela. Aquela

visão a fez ter certeza dos seu temores, e na verdade aquele

calor que ela sentia não era da mão de Gustavo, na verdade era o pulsar da sua própria veia que parecia está se rompendo.

Selly sentiu falta de ar e aquela não visão no espelho da

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Kátia Caettano Rosa Contos imagem de Gustavo, lhe deu a certeza de que querendo ou não

o óbvio iria acontecer então que fosse para sua felicidade de

qualquer jeito.

Selly num piscar de olhos voltou a rodopiar no salão, agora

com lindo vestido vermelho que balançava lindamente com o

movimento praticamente leve daquela dança. Ao olhar para os

familiares de Gustavo, ela os viu sorrindo e levemente

aplaudindo aquele espetáculo a dois. E Selly rodopiava várias, várias vezes em frente ao espelho. E sua imagem também já

não refletia mais. E seu sorriso era de felicidade por ter

encontrado um grande amor.

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Kátia Caettano Rosa Contos FIM

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