Contribuição à metodologia de avaliação das emissões de dióxido de carbono no ciclo de vida das... por Vanessa Montoro Taborianski - Versão HTML

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VANESSA MONTORO TABORIANSKI BESSA

CONTRIBUIÇÃO À METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO DAS EMISSÕES

DE DIÓXIDO DE CARBONO NO CICLO DE VIDA DAS FACHADAS

DE EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS

São Paulo

2010

VANESSA MONTORO TABORIANSKI BESSA

CONTRIBUIÇÃO À METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO DAS EMISSÕES

DE DIÓXIDO DE CARBONO NO CICLO DE VIDA DAS FACHADAS

DE EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS

Tese apresentada à Escola Politécnica da

Universidade de São Paulo para obtenção

do Título de Doutor em Engenharia Civil

Área de concentração: Engenharia de

Construção Civil e Urbana

Orientador: Prof. Dr. Racine Tadeu Araújo

Prado

São Paulo

2010

Este exemplar foi revisado e alterado em relação à versão original, sob

responsabilidade única do autor e com a anuência de seu orientador.

São Paulo, de agosto de 2010.

Assinatura do autor ____________________________

Assinatura do orientador _______________________

FICHA CATALOGRÁFICA

Bessa, Vanessa Montoro Taborianski

Contribuição à metodologia de avaliação das emissões de

dióxido de carbono no ciclo de vida das fachadas de edifícios de

escritórios / V.M.T. Bessa. -- ed.rev. -- São Paulo, 2010.

263 p.

Tese (Doutorado) - Escola Politécnica da Universidade de

São Paulo. Departamento de Engenharia de Construção Civil.

1. Energia 2. Dióxido de carbono 3. Ciclo de vida 4. Fachadas

I. Universidade de São Paulo. Escola Politécnica. Departamento

de Engenharia de Construção Civil II. t.

Aos meus pais, Aristides e Mercedes, e

ao meu marido, Francisco, por me

ensinarem o significado do amor.

AGRADECIMENTOS

Os meus sinceros agradecimentos ao Prof. Dr. Racine T. A. Prado pela orientação,

pela amizade e pelos ensinamentos de vida.

Ao Prof. Dr. Gil Anderi Silva, pela co-orientação e amizade desde o início da minha

pós-graduação na Escola Politécnica da USP.

À Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP – pelo

financiamento deste trabalho.

Aos professores que, com paciência e dedicação, ajudaram na resolução dos

problemas encontrados: Vanderley Moacyr John, Mércia M. S. Bottura de Barros,

Alberto Hernandes Neto, Cyro Takano e Alexandre Kulay.

Ao Rodolfo Andreo Simoni, pela ajuda no levantamento de dados durante seu

projeto de Iniciação Científica.

Às empresas que contribuíram com os dados necessários à realização desta

pesquisa. Seria impossível mencionar todas, mas agradeço a dedicação e a

paciência com que se dispuseram a levantar e a enviar seus dados.

Aos funcionários do Departamento de Engenharia de Construção Civil (PCC),

principalmente a Engrácia e a Fátima, pelo apoio, pela paciência e pelo carinho.

Aos amigos do laboratório de sistemas prediais e a todos que me apoiaram e me

ajudaram, em especial a Patrícia Aulicino, pelo fornecimento do projeto arquitetônico

do edifício modelo, a Cristina Ikeda, pelas correções do inglês, ao Diego Sanchez,

Airton Barros, Alexandre de Moraes, Rodrigo Tomazetti, Paulo Ara, Carolina

Mendes, Eliane Suzuki, Luciana Oliveira, Jamil Salim, Ricardo Oviedo e Diana

Csil ag.

Àqueles que são a minha base, inspiração e exemplo. Ao meu marido Francisco,

grande companheiro e incentivador. Obrigada pelo seu carinho e compreensão

constantes! Aos meus pais, Aristides e Mercedes, e às minhas irmãs Andréia e

Mariana, pelo incentivo, suporte e compreensão nos momentos de ausência. Sem

vocês, nada teria sentido...

E, finalmente, agradeço a Deus, razão da minha vida, Senhor dos meus sonhos e

realizações. A Ele toda honra e toda glória!

“Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas

mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra

noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no

entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos

confins do mundo.” (Salmo 19:1-4)

“A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. Pois a

criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a

sujeitou, na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da

corrupção, para a liberdade dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a

criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora.” (Romanos 8:19-22)

“As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua

presença, Senhor, rocha minha e redentor meu!” (Salmo 19:14)

i

RESUMO

A indústria da construção civil é uma das principais fontes emissoras de poluição

devido ao alto consumo de energia em seu ciclo de vida. Além da energia

empregada na construção do edifício, durante sua operação, diversos sistemas

também a utilizam, entre os quais se destaca, o sistema de condicionamento de ar.

O consumo de energia por esse sistema está relacionado, entre outras coisas, com

a temperatura do ar no ambiente externo e a requerida internamente pelo edifício.

As fachadas são os elementos pelos quais se dá a maior parcela de transferência de

calor do ambiente externo para o interno em edifícios altos. Assim, o tipo de fachada

influi no consumo de energia no ciclo de vida dos edifícios e, conseqüentemente,

contribui também para a emissão de CO2 pelos edifícios, pois a emissão deste gás

está diretamente ligada ao consumo de energia. Desse modo, o objetivo deste

trabalho é contribuir para o desenvolvimento da metodologia de avaliação das

emissões de CO2 geradas durante o ciclo de vida das fachadas de edifícios de

escritório. Os resultados, para os parâmetros considerados neste trabalho, mostram

que as fachadas em structural glazing com vidro incolor são as que mais emitem

CO2 ao longo de seu ciclo de vida, seguidas das fachadas em alvenaria e revestidas

com painéis de alumínio composto ou ACM ( Aluminium Composite Material),

fachadas em structural glazing com vidro refletivo e fachadas em alvenaria

revestidas com argamassa. Por fim, realizou-se uma análise para se avaliar a

incerteza dos resultados deste estudo.

Palavras-chaves: Energia. Emissões. CO2. Fachadas. Análise do Ciclo de Vida.

ii

ABSTRACT

The construction industry is one of the main sources of pol ution due to high energy

consumption in its life cycle. Besides the energy used in the construction of the

building during its operation, many systems also use, mainly, the air conditioning

system. The energy consumption of the air conditioning system is related, among

others things, with the outdoor air temperature and the indoor required air

temperature. The façades are the elements in which the transference of heat

happens from the outdoor environment to the indoor environment in high buildings.

So, the façade typologies contribute to the energy consumption in the life cycle of the

buildings and to CO2 emissions, because the emission of this gas is linked directly to

the energy consumption. The objective of this work is to contribute to the

development of evaluation methodology of CO2 emissions generated during the life

cycle of the façades of office buildings. The results for the parameters considered in

this work show that the façades in structural glazing with colorless glass are those

that emit more CO2 throughout its life cycle, fol owed by the façades in masonry and

coated with ACM (Aluminium Composite Material), façades in structural glazing with

reflective glass and façades in masonry coated with mortar. Final y, an analysis was

made to evaluate the results uncertainty.

Keywords: Energy. Emissions. CO2. Façades. Life Cycle Analysis

iii

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1.1 – Consumo final de energia elétrica no Brasil................................. 3

Figura 1.2 – Consumo mundial de energia fóssil nos anos de 1988 a 1996.... 5

Figura 2.1 – Dimensões da sustentabilidade.................................................... 15

Figura 2.2 – Mudanças na temperatura, nível do mar e cobertura de neve do

hemisfério norte............................................................................ 17

Figura 2.3 – Esquema do efeito estufa............................................................. 19

Figura 2.4 – Emissões globais dos gases de efeito estufa antropogênicos

em 2004........................................................................................ 20

Figura 2.5 – Fontes de emissões diretas de CO2 global, entre 1970 e 2004... 21

Figura 2.6 – Emissões globais de gases de efeito estufa, para o período de

1970 a 2004, ponderadas pelo Potencial de Aquecimento

Global............................................................................................ 24

Figura 2.7 – Reservatórios de carbono na Terra.............................................. 25

Figura 3.1 – Estrutura da avaliação do ciclo de vida........................................ 44

Figura 3.2 – Diagrama de volume de controle no balanço de calor da

superfície externa da parede........................................................ 46

Figura 3.3 – Fluxo de condução de calor em parede plana com um único

material......................................................................................... 50

Figura 3.4 – Diagrama de volume de controle no balanço de calor da

superfície interna da parede......................................................... 50

Figura 3.5 – Comportamento do vidro em relação à radiação solar incidente.. 54

Figura 3.6 – Compartimentação vertical - verga e peitoril................................ 66

Figura 3.7 – Fluxograma da metodologia proposta.......................................... 67

Figura 3.8 – Fluxograma do ciclo de vida das fachadas................................... 69

Figura 3.9 – Geometria adotada para o modelo de pavimento-tipo.................. 71

Figura 3.10 – Corte do modelo do pavimento-tipo adotado para fachadas em

alvenaria revestidas com argamassa e revestidas com ACM...... 71

Figura 3.11 – Corte do modelo do pavimento-tipo adotado para fachadas em

structural glazing........................................................................... 71

Figura 3.12

Projeto de fachada Unit 100 anodizado........................................ 73

Figura 3.13 – Comparativo da contribuição dos materiais para a produção das

iv

fachadas....................................................................................... 86

Figura 3.14 – Árvore de decisão para a escolha dos dados de materiais das

fachadas....................................................................................... 87

Figura 3.15 – Ciclo de vida de produção do alumínio primário........................... 94

Figura 3.16 – Matriz energética da indústria química nos EUA.......................... 99

Figura 3.17 – Matriz energética dos EUA........................................................... 99

Figura 3.18 – Etapas de produção da lã de rocha.............................................. 100

Figura 3.19 – Ciclo produtivo do aço em usinas integradas a carvão mineral e

vegetal e em usinas semi-integradas........................................... 106

Figura 3.21 – Consumo direto de energia por fonte primária para produção de

aço, em 2008................................................................................ 109

Figura 3.22 – Dados de consumo de energia térmica e elétrica do CP.............. 120

Figura 3.23 – Matriz energética da produção de cimento, em 2007................... 120

Figura 3.24 – Matriz energética da geração de eletricidade para produção de

alumínio nos EUA......................................................................... 131

Figura 3.25 – Diagrama da produção da resina de PEBD.................................. 132

Figura 3.26 – Montagem dos painéis de structural glazing................................. 147

Figura 3.27 – Esquema de uma instalação de resfriamento e desumidificação

utilizando água gelada.................................................................. 154

Figura 3.28 – Zoneamento do modelo para a simulação.................................... 159

Figura 3.29 – Fator médio anual de emissão de CO2 para a geração de 1

MWh de energia elétrica............................................................... 174

Figura 3.30 – Geração de energia elétrica no Brasil, em %............................... 179

Figura 3.31 – Fluxograma das etapas da análise da análise de incerteza......... 181

Figura 3.32 – Matriz Pedigree............................................................................. 184

Figura 4.1 – Consumo anual de energia elétrica pelas fachadas,

considerando cargas internas, em kWh/mês................................ 195

Figura 4.2 – Consumo anual de energia elétrica pelas fachadas,

desconsiderando cargas internas, em kWh/mês.......................... 195

Figura 4.3 – Contribuição de cada etapa do ciclo de vida nas emissões de

CO2, em %.................................................................................... 198

Figura 4.4 – Emissões de CO2 acumuladas durante o ciclo de vida da

fachada em structural glazing com vidro incolor........................... 199

v

Figura 4.5 – Emissões de CO2 acumuladas durante o ciclo de vida da

fachada em structural glazing com vidro refletivo......................... 199

Figura 4.6 – Emissões de CO2 acumuladas durante o ciclo de vida da

fachada vedada com tijolo cerâmico e revestida com

argamassa.................................................................................... 200

Figura 4.7 – Emissões de CO2 acumuladas durante o ciclo de vida da

fachada vedada com bloco de concreto e revestida com

argamassa.................................................................................... 200

Figura 4.8 – Emissões de CO2 acumuladas durante o ciclo de vida da

fachada vedada com tijolo cerâmico e revestida com ACM novo 201

vi

LISTA DE TABELAS

Tabela 1.1 – Consumo de eletricidade para alguns processos industriais de

materiais utilizados na construção civil........................................ 5

Tabela 3.1 – Traços recomendados de argamassas....................................... 75

Tabela 3.2 – Aplicação de pintura externa e interna nas fachadas.................. 76

Tabela 3.3 – Elementos constituintes das fachadas........................................ 80

Tabela 3.4 – Tempo de vida útil de projeto das partes da edificação

relacionadas às fachadas............................................................ 82

Tabela 3.5 – Tempo de vida útil de projeto e trocas dos materiais utilizados

nas fachadas............................................................................... 84

Tabela 3.6 – Indicadores de perdas por material............................................. 85

Tabela 3.7 – Matérias-primas necessárias para a obtenção de 1 t de vidro

plano............................................................................................ 89

Tabela 3.8 – Processos de extração e beneficiamento das matérias-primas

selecionadas para o vidro............................................................ 90

Tabela 3.9 – Insumos energéticos para obtenção de 1 t de matérias-primas.. 91

Tabela 3.10 – Insumos básicos para a produção de 1 t de vidro float............... 91

Tabela 3.11 – Insumos para a produção de alumina e de alumínio primário..... 95

Tabela 3.12 – Insumos básicos para a obtenção de 1 t de bauxita................... 97

Tabela 3.13 – Relações das quantidades de insumos utilizados na obtenção

de 1 kg de silicone....................................................................... 97

Tabela 3.14 – Insumos básicos para a produção de 1 t de silicone nos EUA.... 99

Tabela 3.15 – Insumos básicos para a produção de 1 t de lã de rocha............. 101

Tabela 3.16 – Insumos básicos para a extração e beneficiamento de 1 t de

matérias-primas........................................................................... 102

Tabela 3.17 – Insumos básicos para a obtenção de 1 t de EPDM..................... 104

Tabela 3.18 – Insumos básicos para a extração e beneficiamento de 1 t de

matérias-primas........................................................................... 105

Tabela 3.19 – Comparativo entre usinas integradas e semi-integradas............ 108

Tabela 3.20 – Insumos energéticos para a produção de 1 t de aço bruto......... 110

Tabela 3.21 – Quantidade de metal contido no minério de níquel e cromita..... 111

Tabela 3.22 – Consumo de energia elétrica para a extração e metalurgia do

vii

cromo e do níquel........................................................................ 111

Tabela 3.23 – Características do forno tipo marmita rotativo produzindo gesso 113

Tabela 3.24 – Consumo de energético para a produção de 1 t de gesso.......... 113

Tabela 3.25 – Insumos utilizados na fabricação dos blocos e argamassas....... 115

Tabela 3.26 – Dolomito e cales dolomíticas – composição teórica percentual.. 116

Tabela 3.27 – Consumo de energético no ciclo de vida de produção da cal

virgem.......................................................................................... 117

Tabela 3.28 – Composição dos cimentos Portland utilizados............................ 118

Tabela 3.29 – Consumo de energéticos para a produção de 1 t de cimento

Portland....................................................................................... 121

Tabela 3.30 – Consumo de energéticos para a produção de 1 t de areia e 1 t

de brita......................................................................................... 123

Tabela 3.31 – Quantidades de insumos utilizados na produção de cerâmica

vermelha...................................................................................... 126

Tabela 3.32 – Quantidades de insumos utilizados na produção das tintas

selecionadas................................................................................ 129

Tabela 3.33 – Combustíveis utilizados nas etapas de produção de 1 t de

alumínio primário nos EUA.......................................................... 131

Tabela 3.34 – Quantidades de insumos energéticos para a produção da

resina de PEBD na América do Norte......................................... 133

Tabela 3.35 – Locais de extração e processamento das tintas para fachadas

brancas e para gesso.................................................................. 145

Tabela 3.36 – Aspectos relativos à produção da argamassa............................. 149

Tabela 3.37 – Simulações realizadas................................................................. 157

Tabela 3.38 – Propriedades térmicas dos materiais opacos.............................. 162

Tabela 3.39 – Propriedades térmicas dos vidros utilizados............................... 164

Tabela 3.40 – Composição dos elementos construtivos.................................... 164

Tabela 3.41 – Cargas internas consideradas nas simulações........................... 166

Tabela 3.42 – Sugestões de destinação dos materiais das fachadas................ 170

Tabela 3.43 - Emissões médias para hidrelétricas brasileiras........................... 173

Tabela 3.44 – Emissão de carbono por tipo de termelétrica.............................. 174

Tabela 3.45 – Fatores de emissão de carbono e frações de carbono oxidadas

na combustão.............................................................................. 175

viii

Tabela 3.46 – Fatores de emissão de CO2 no processo industrial de produção

dos materiais............................................................................... 177

Tabela 3.47 – Fatores de emissão de CO2 nas etapas de processo de

transformação e transporte dos materiais utilizados nas

fachadas...................................................................................... 178

Tabela 3.48 – Fatores de incerteza aplicados à pontuação da Matriz Pedigree 183

Tabela 3.49 – Fatores básicos de incerteza (adimensionais) aplicados às

entradas e saídas para os fluxos elementares............................ 185

Tabela 4.1 – Recursos energéticos consumidos no ciclo de vida das

tipologias de fachadas estudadas............................................... 190

Tabela 4.2 – Dados de entrada para a etapa de transporte............................. 192

Tabela 4.3 – Energia elétrica consumida na etapa de uso das fachadas........ 193

Tabela 4.4 – Contribuição de cada tipologia no consumo de energia para

uso da fachada............................................................................ 194

Tabela 4.5 – Consumo de óleo diesel na disposição final dos materiais das

fachadas...................................................................................... 197

Tabela 4.6 – Emissão de CO2 no ciclo de vida das fachadas.......................... 198

Tabela 4.7 – Emissão de CO2 por área de fachada......................................... 202

Tabela 4.8 – Notas de qualidade de dados e respectivos graus de incerteza

dos materiais das fachadas......................................................... 203

Tabela 4.9 – Grau de incerteza do processo de extração de matérias-primas 206

Tabela 4.10 – Notas de qualidade de dados e respectivos graus de incerteza

dos materiais das fachadas......................................................... 207

Tabela 4.11 – Grau de incerteza do processo de transformação dos materiais 211

Tabela 4.12 – Notas de qualidade de dados e respectivo grau de incerteza do

uso das fachadas......................................................................... 212

Tabela 4.13 – Notas de qualidade de dados e respectivo grau de incerteza no

transporte dos materiais.............................................................. 212

Tabela 4.14 – Grau de incerteza final das tipologias de fachadas..................... 213

ix

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ABAL

Associação Brasileira do Alumínio

ABCP

Associação Brasileira do Cimento Portland

ABNT

Associação Brasileira de Normas Técnicas

ACM

Aluminium Composite Material

ACV

Análise de Ciclo de Vida

BEN

Balanço Energético Nacional

CBA

Companhia Brasileira de Alumínio

CE

Ceará

CERL

Army Construction Engineering Research Laboratories

CETEC

Centro Tecnológico de Minas Gerais

CETESB

Centro Tecnológico de Saneamento Básico

CONAMA

Conselho Nacional de Meio Ambiente

COP

Coefficient of Performance

CP

Cimento Portland

DOE

Department of Energy of United States of America

EIA

Estudo de Impacto Ambiental

EPDM

Borracha de etileno-propileno dieno

EUA

Estados Unidos da América

GANA

Grupo de Apoio a Normatização Ambiental

GLP

Gás Liquefeito de Petróleo

Gt

Gigatoneladas

GWh

Gigawatts-hora

GWP

Global Warming Potential

IBGE

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

IAI

International Aluminium Institute

IBICT

Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia

IEA

International Energy Agency

IPCC

Intergovernmental Panel on Climate Change

ISO

International Organization for Standardization

kWh

Kilowatts-hora

LBNL

Lawrence Berkeley National Laboratory

x

MA

Maranhão

MCT

Ministério das Ciências e Tecnologia

MME

Ministério das Minas e Energia

NIPCC

Non-governmental Panel on Climate Change

ONU

Organização das Nações Unidas

OSU

Oklahoma State University

PCI

Poder Calorífico Inferior

PE

Pernambuco

PIB

Produto Interno Bruto

PVB

Polivinilbutírico

PVC

Policloreto de Vinila

SEMA

Secretaria de Meio Ambiente

SETAC

Society of Environmental Toxicology and Chemistry

UI

University of Illinois

UNEP

United Nations Environmental Programme

VOC

Volatiles Organic Compounds

xi

LISTA DE SÍMBOLOS

A

Área da superfície

At

Secção transversal do corpo, perpendicular ao fluxo de calor

Az

Área útil ocupada pelas pessoas (m2).

Al

Alumínio

Al2O3

Alumina

a

Difusividade térmica do material da parede

C

Carbono

c

Calor específico

°C

Graus Celsius

CT

Capacidade térmica

CaCO3

Calcário

CaO

Óxido de cálcio

MgO

Óxido de magnésio

Ca(OH)2

Cal hidratada

CaSO4.1/2

Hemidrato de cálcio beta

H2O

Água

CFC

Clorofluorcarbono

-CH3

Radical metil

CH4

Metano

CH3O2

Peróxido de metila

CH3OH

Metanol

CH3SiOCH3

Silicone

C6H12O6

Glicose

CO

Monóxido de carbono

CO2

Dióxido de carbono

CTAMB

Carga térmica do ambiente

CTEQUIP

Carga térmica do equipamento

CTRENOV

Carga térmica do ar de renovação

CTVENT

Carga térmica de ventilação

d

Densidade de massa aparente

E

Energia gasta no compressor

xii

e

Espessura do material

Fa

Vazão por área útil ocupada

Far

Fator de visão da superfície da parede para a temperatura do ar

Fcéu

Fator de visão das superfícies da parede para a temperatura do

céu

Fi,j

ScriptF entre as superfícies i e j.

Fp

Vazão por pessoa

Fsolo

Fator de visão da superfície da parede para a temperatura da

superfície do solo

FSo

Fator solar de elementos opacos

g

Grama

HCFC

Hidroxiclorofluorcarbono

HCl

Ácido clorídrico

HFC

Hidrofluorcarbono

HCO -

3

Íon carbonato

H2O

Água

hc,ext

Coeficiente de convecção externo

hv

Radiação ultravioleta

Io

Radiação incidente

Radiação refletida

Radiação absorvida

Radiação transmitida

J

Joule

k

Condutividade térmica do material

kcal

Quilocaloria

kg

Quilograma

KNO3

Nitrato de potássio

l

Espessura do material

L

Litro

LiNO3

Nitrato de lítio

N

Átomo de nitrogênio

N2

Molécula de nitrogênio

NOx

Óxidos de nitrogênio

xiii

N2O

Óxido nitroso

O

Átomo de oxigênio

O2

Molécula de oxigênio

O3

Ozônio

OH

Hidroxila

PFC

Perfluorcabono

Pz

Número máximo de pessoas na zona de ventilação

q

Fluxo de calor por condução que atravessa o corpo na direção x

qar

Fluxo de calor trocado com o ar

qcéu

Fluxo de calor trocado com o céu

qcond

Fluxo de calor por condução através da parede

qconv

Fluxo de calor convectivo trocado com o ar

qequip

Fluxo de radiação de onda longa de equipamentos do ambiente

qilum

Fluxo de radiação de onda curta da iluminação

qradol

Fluxo de troca de radiação de onda longa entre as superfícies do

ambiente

qradoc

Fluxo de calor por radiação solar difusa e absorvida direta

qradoi

Fluxo de calor por radiação trocado com o ar e vizinhanças

qsol

Fluxo de radiação solar transmitida absorvida pela superfície

qsolo

Fluxo de calor trocado com o solo

R

Resistência térmica

Rse

Resistência superficial externa

SF6

Hexafluoreto de enxofre

SiO2

Sílica

t

Tonelada

tep

Tonelada equivalente de petróleo

Tar

Temperatura do ar

Tcéu

Temperatura do céu

Tsolo

Temperatura da superfície do solo

Tsup

Temperatura da superfície em contato com o ar

T1 e T2

Temperaturas das superfícies da parede

U

Transmitância térmica

Vext

Vazão de ar exterior

xiv

ZL

Zona leste

ZN

Zona norte

ZO

Zona oeste

ZS

Zona sul

%

Porcentagem

α

Absortância

ε

Emissividade

εext

Emissividade hemisférica externa

εint

Emissividade hemisférica interna

λ

Condutividade térmica

σ

Constante de Stefan-Boltzmann

ρ

Reflectância

ρvext

Reflectância visível normal externa

ρvint

Reflectância visível normal interna

ρsext

Reflectância solar normal externa

ρsint

Reflectância solar normal interna

τ

Transmitância

τv

Transmitância visível normal

τol

Transmitância normal de onda longa

τs

Transmitância solar normal

∂t

Tempo

∂T

Diferença de temperatura entre duas posições do material

∂x

Espessura do corpo na direção x

xv

SUMÁRIO

Resumo..................................................................................................................

i

Abstract..................................................................................................................

i

Lista de ilustrações................................................................................................

i i

Lista de tabela........................................................................................................

v

Lista de abreviaturas e sigla..................................................................................

vi i

Lista de símbolos...................................................................................................

x

1. INTRODUÇÃO 1

1.1 INTRODUÇÃO E CONTEXTUALIZAÇÃO DA PESQUISA

1