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Conversas Francas sobre Casamento por Bill e Anabel Gillham - Versão HTML

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minha vida havia sido construída com base na aceitação

pessoal, e quando este padrão é abraçado durante muitos

anos por uma pessoa, ela geralmente volta-se para uma

performance baseada na auto-aceitação.

Para piorar as coisas, em algum momento comecei a

pensar: Se você me aceita quando minha performance é

boa, o que faria se ela fosse perfeita? Com esta idéia fixa,

outro fardo de opressão, autocondenação e introspecção

constante apertava meu pescoço! Adicionemos isto à

personalidade supersensível a qualquer crítica de avaliação

- sensibilidade que captava o menor gesto de censura:

"Não me diga que errei! Não fiz coisa alguma de errado -foi

perfeito. Fiquei acordada até de madrugada para ter

certeza que tudo estava certo!"

O Veneno do Perfeccionismo

Para resumir, eu era o tipo de pessoa cuja

performance tinha de agradar - pois era perfeita. Que

técnica frágil para obter a aceitação dos outros e de mim

mesma!

Bill também era perfeccionista - só não exigia uma

performance perfeita de si próprio. Com as pessoas ao seu

redor, as quais supostamente deveriam atender às suas

necessidades, ele era implacável. Esta é uma das

características da pessoa com padrões "carnais

indulgentes". Estes dois modelos - ser uma superpessoa,

perfeccionista e supersensível sobre as críticas - quase

destruíram a mim, ao meu casamento e a minha família.

Minhas técnicas para obter a aceitação e o amor nos anos

que antecederam ao casamento haviam sido um sucesso.

Quem executa a ação é impulsionado a completá-la e,

embora ficasse desencorajada quando não me saía muito

bem, sempre havia um novo amanhã, outra chance, uma

nova luta. Então, o grande evento - o casamento -havia

chegado, e eu não era vencedora. Pelo contrário, estava

arrasada. Para completar, não conseguia sair deste

"contexto" para nenhum outro.

No meu tempo de colégio, aprendi a proteger minha

imagem "perfeita", não tendo amigos; não desejava que

alguém me visse quando não estivesse "bem" e agindo

corretamente. Percebam, minha idéia era que eu não seria

aceita ou querida pelas pessoas caso não atuasse bem o

suficiente para agradá-las. Infelizmente, meu casamento

validou esta maneira de pensar. Bill me conhecia, mas

jamais aceitaria aquele meu modo de ser. Meu temor foi

justificado. Se minhas "virtudes" fossem descobertas,

jamais seria amada por alguém. Minhas técnicas já não

mais funcionavam, e minha auto-estima começou a

desmoronar.

A Verdade sobre o "Senhor Maravilha"

Não orei sobre a pessoa com quem iria me casar. Bill e

eu namoramos firmemente durante cinco anos. Estávamos

sempre juntos. Com certeza, conhecemos alguém após

estar sempre junto com ele durante cinco anos, você não

acha? Pensei que conhecia Bill. Ele era amoroso e bonito.

Nunca amaldiçoava ou contava histórias impróprias. Era

simplesmente o "Senhor Maravilha". Então nos casamos, e

quando ele me carregou castelo adentro, este belo homem,

terno, puro, generoso, atencioso, transformou-se de

maneira inacreditável.

A mudança mais terrível foi quanto às coisas que disse

a mim. Em uma manhã de sábado em nosso primeiro

apartamento após a lua-de-mel, Bill disse: "Querida, quero

falar com você". Tomou-me então pela mão e levou-me até

a sala de estar. Sentamos no pequeno sofá florido (que eu

havia acabado de recobrir - e parecia muito bom,

obrigada), e falou de maneira muito gentil: "Querida,

gostaria que você aprendesse a fazer ao menos uma coisa

certa".

Bill: Que cara...

Anabel: Pensei que estivesse fazendo tudo certo,

mas certamente não estava. Talvez Bill esperasse que suas

palavras fossem me derrotar - lembre-se que seu desejo

era destruir as mulheres fortes e capazes. Mas suas

expectativas estavam erradas. Suas críticas

impulsionavam-me a fazer as coisas da melhor maneira

possível, maiores e mais perfeitas. Veja, o que impulsiona o

perfeccionista são as palmas, e minhas tentativas eram

para que ele reconhecesse meu esforço e perfeição. Se não

conseguimos o aplauso necessário, começamos a morrer.

Assim eu me encontrava engajada em uma batalha de vida

ou morte - e estava perdendo. Oh, mas ainda iria lutar.

A Batalha pelo Elogio

Quando Bill trabalhava nos campos petrolíferos

durante suas férias de verão como professor, costumava

sair de casa às 7:30 da manhã e voltar às 5:00, sujo,

cansado, faminto e mal-humorado. Meu pensamento era: O

que poderia fazer por Bill hoje para agradá-lo? Já sei! Vou

cortar a grama, aparar a cerca e recolher toda a sobra de

madeira. Então, quando ele chegar em casa vai dizer:

"Veja esta grama! parece trabalho de profissional! Você fez

isto sozinha? Que lindo!" E claro que ele vai notar e me

elogiar!

Mas não elogiou.

Como boa insistente, não desisti. Agora eu estava

faminta por elogios; então tentei novamente no outro dia.

Outra idéia: Quando estiver sentado na varanda, levarei

para ele uma taça do seu sorvete favorito; assim ele dirá:

"Que esposa você é! Não consigo imaginar qualquer outra

coisa que me agrade mais do que uma taça de sorvete

agora!" Certamente dirá algo do gênero, não ficará...

agradecido?

Mas não ficou.

Uma outra amanhã - outro "dia" de tentativa. Meu

novo plano: Economizarei alguns tostões de nosso magro

orçamento e comprarei alguns bifes. Então, quando Bill

sentar-se para jantar dirá: "Você faz maravilhas com este

orçamento. Jamais pensei que pudesse economizar

dinheiro suficiente para um jantar como este. Estou muito

orgulhoso de você!" Ele dirá isto, não?

Não, jamais dirá.

Bill: Quando Anabel e eu relembramos esta terrível

história e a analisamos, podemos ver o que estava

acontecendo conosco. Eu era muito inseguro e tentava

encobrir qualquer evidência ou "prova" de que Anabel era

capaz e independente - uma daquelas "fortes" mulheres

que tanto me amedrontavam.

Anabel estava desesperada para agir, duas vezes mais

do que se poderia esperar de qualquer pessoa, para

receber meus elogios e preservar sua auto-estima.

Éramos objetos imóveis deparando-nos com a força

indestrutível, e eventualmente colidíamos em chamas.

Anabel: Bill não pôde me destruir, criticando minhas

atitudes. Eu era muito forte para tal; assim,

eventualmente, ele mudava os planos. Começava a

chamar a atenção para coisas as quais eu não podia

modificar. Por exemplo: uma vez íamos para uma dança de

quadrilha e eu, é claro, estava perfeita. (Perfeccionistas

sempre parecem perfeitos. Não saem de casa até que

consigam a "perfeição"!) Bill olhou para mim naquele

vestido e disse: "Sabe, não consigo imaginar alguma

pessoa que deseje dançar com você!" Seria uma narração

incompleta se eu não contasse que não gostei da dança.

Se estivéssemos saindo para uma noite de diversão,

Bill casualmente lembraria: "Tente não rir muito esta noite.

Você realmente deixa as pessoas desconfortáveis quando

(az isto". A tempo, estas novas táticas começaram a

funcionar. O plano de Bill para me destruir sinalizava algum

sucesso.

Após sete anos de casamento, Bill aceitou a Jesus. Ele

começou a perceber no que se havia tornado e clamou a

Deus. O Senhor o ouviu, pois conhecia a intensidade de seu

desejo, a sinceridade de seu coração e respondeu à sua

oração de arrependimento. Aquele homem já não mais

existia, através do novo nascimento. Entretanto, seu

comportamento não foi um milagre "instantâneo" - ainda

possuía aquela horrível língua sarcástica.

"Desisto! Não Consigo Fazer Isto!"

Olhemos para o percurso - vinte anos de casamento.

Eu não havia desistido, mas até então tinha desenvolvido

um mecanismo de existência: depressão, profunda tristeza.

Com este firme pensamento, a pessoa não consegue

recordar as coisas boas do dia anterior, e não espera que

algo agradável ocorra no dia seguinte. Eu vivia apenas o

presente, a lição ensinada por meu marido que não agia

corretamente até aquele momento. Precisava de uma

saída, e a única aceitável para um perfeccionista é o

suicídio - assim não precisamos enfrentar as pessoas após

uma má performance. Esta era a minha situação quando o

Senhor falou comigo.

Oh, como desejava que nosso casamento desse certo.

Eu havia lido e relido Efésios 5.33 sobre respeitar, amar e

honrar seu marido. Não conseguia fazer todas estas coisas.

Nem mesmo queria estar perto de Bill. Eu não gostava

mais dele.

Eu tinha ido dormir após um péssimo dia; porém não

me recordo o motivo, devido ao grande número das

decepções diárias. Estava soluçando e falando com o

Senhor: "Jesus, não compreendo o que está acontecendo

em minha vida. Meu casamento está muito distante do

almejado pelos seus planos. Meus filhos não seguem o

caminho desejado e, Senhor, estou tão cansada,

deprimida! Tenho me esforçado muito, acho que não tenho

mais forças para fazer qualquer coisa".

Então eu disse uma coisa inédita em meus quarenta e

tantos anos de existência, algo muito difícil para qualquer

perfeccionista declarar: "Senhor, eu desisto. Não posso

fazer mais nada! Se algo precisa acontecer neste

casamento ou nestas crianças, tens de fazer por mim, pois

eu não posso".

Deus falou comigo naquela noite. Pensamentos

completamente diferentes da minha maneira de pensar

vieram à mente, e pela fé eu cri ser uma mensagem do

Senhor. Foi uma pequena e simples frase: "Obrigado,

Anabel. Farei tudo por você". Este foi o início. Passo a

passo, às vezes através de passadas dolorosas, apren-

demos a verdade de Gálatas 2.20:

Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu,

mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne

vivo-a na fé do Filho de Deus, o que me amou e se

entregou a si mesmo por mim.

Que incrível diferença esta verdade fez em minha

vida!

Bill: Aqueles foram tempos difíceis. Para ambos, e

declaro-me culpado por tudo o que aconteceu. Eu deveria

ter sido morto. Massacrava Anabel com minha língua

ferina, assim como ela me matava com sua força.

Estávamos nos destruindo mutuamente. Não

compreendíamos como Cristo, que vivia em nós, poderia

acabar com aquela bagunça.

As coisas estavam mudando, porém, ainda tínhamos

muito o que aprender.

O Casamento é Para Ser Real?

Venerado seja entre todos, o matrimônio

e o leito sem mácula

(Hb 13.4).

Capítulo Terceiro

Bill: As mudanças que transformaram nosso casamento

não ocorreram da noite para o dia. Ao dar continuidade a esta

leitura, você descobrirá mais histórias sobre os Gillhams, assim

como outros casais a quem temos aconselhado. Esperamos que

alguns de nossos duros aprendizados o ajudem a detectar as

forças e fraquezas em seu próprio relacionamento conjugal.

A Nossa Cultura Matrimonial É Amigável?

O primeiro contribuinte para o alto índice de divórcios

em nosso país é a cultura popular que nos rodeia. E esta é

uma forte razão pela qual nós dois iniciamos nossa lua-de-

mel destinados a enfrentar muitos problemas existenciais.

Eu havia sido muito influenciado pelo meio ambiente no

qual nascera e crescera. Minha visão sobre a mulher

refletia o modelo de John Waine com o qual queria me

identificar. Anabel também era o espelho de sua formação

cultural. Muito conquistadora, uma ótima detalhista e

ajustava-se ao mundo que gradativamente encorajava a

competitividade, o poder e a independência nas esposas.

Além do mais, nossa idéia sobre o casamento em si era

errônea. Ele foi acrescido de nossas influências familiares,

filmes e fantasias que havíamos desenvolvido. Ao

prosseguirmos este assunto, utilizaremos nossa jornada

matrimonial para ilustrar pontos e sugestões. Você está

buscando respostas, e queremos ajudá-lo de todas as

formas possíveis.

Muitas pessoas atualmente têm deturpado a visão do

casamento, e o modelo bíblico estabelecido por Deus é

geralmente considerado arcaico. Há muito o temos

preservado no sótão em uma caixa com a seguinte

mensagem: "Não jogue fora - pode voltar à moda". Mas o

fato é que ele nunca se tornará obsoleto. Esta maravilhosa

citação do diálogo entre um homem idoso e um mais jovem

revela uma pequena parcela do que seja um casamento

cristão:

Sua esposa deve amá-lo muito.

Claro! Ela é minha esposa.

Isto não quer dizer necessariamente que ela o ama.

Muitas esposas deixam de gostar de seus maridos.

Ah, isto demonstra quão pequena é sua verdadeira

compreensão sobre o casamento. Nenhuma esposa deixou

de gostar de seu marido quando ele realmente a amava

como um homem deve dedicar-se a uma mulher.

Você quer dizer que as pessoas não se apaixonam e

depois deixam de amar?

O que estar apaixonado tem a ver com casamento?

Nada! Você não é casado, é?

Na verdade, sim.

Então para seu próprio bem, e de sua esposa, espero

que você logo deixe estas tolices sobre estar "apaixonado".

Nenhum casamento pode sobreviver a menos que passe

desta fase para a do amor sacrificial. Ah, mas você é

jovem!

MAS você afirmou que sua esposa o amava. Presumo

que também a ame.

É claro! Certamente! Estamos apaixonados agora, pois

aprendemos primeiro como sacrificar a nós mesmos um

pelo outro. Temos aprendido a servir, oferecer

voluntariamente nossas vidas, lavar os pés um do outro, e

também conversar. Estas coisas não são feitas ano após

ano a menos que a pessoa esteja determinada a amar. Não

estar apaixonado, e sim gostar de alguém. Não, meu

amigo. Amor - este vem em segundo lugar! Primeiro está o

comprometimento e o sacrifício. Então, apenas depois, vem

o verdadeiro e duradouro amor. Este é o motivo pelo qual

minha esposa e eu nos amamos hoje.

[Adaptado com permissão de Michael Phillips e Judith Pella, Shadows Over

Slonewycke (Minneapolis: Bethany House Publishers, 1988).]

Anabel: Isto está muito longe de nossa atual cultura

sobre a perspectiva do casamento, não? A visão atual é

formada por uma vasta classificação de muitas variáveis.

Casamentos de Fantasia

Primeiro acontece a aproximação da fantasia. Nossos

filhos são constantemente bombardeados com tais

relacionamentos através dos filmes, da música e da

televisão. A mídia nos leva a crer que o amor é uma

tentativa romântica - a paixão parece nunca declinar - e,

caso isto aconteça, simplesmente tenta-se outro

relacionamento.

É muito difícil convencer duas crianças cheias de

sonhos que a Bela Adormecida e o Príncipe Encantado

existem apenas nos contos de fada, e a última proposta do

casamento é soletrada assim: C-O-M-P-R-O-M-I-S-S-O. É

necessário dedicar-se a isto. Assim como o diálogo anterior

indica de maneira tão eloqüente, o amor não mantém o

casamento unido. É o matrimônio que sustenta o amor

coeso.

Votos Casuais

Há então a aproximação casual. Mesmo estando o

noivo no altar assistindo a esta visão de encanto,

aproximando-se pelo corredor central, ambos, ele e a noiva

podem ter em mente este pensamento: "Se não der certo,

podemos nos divorciar".

O divórcio é socialmente aceitável hoje - não existe

mais estigma atrelado a ele, o que facilita dizer: "Não estou

feliz ao seu lado. Não sabia que seria assim. Não quero

mais viver com você". Sempre que estas palavras são

proferidas, aumenta a estatística dos casamentos

desfeitos.

Tabus Culturais versus Restrições do Espírito

Santo

Bill: Deus está atuando de forma diferente em

nossos dias. Ele tem permitido que o Diabo declare sem

efeito todos os tabus culturais contra o pecado, enquanto o

Senhor revela sobremaneira a sua disponibilidade de nos

ajudar a vencer a tentação.

Há trinta anos, em qualquer cidade pequena, caso

um homem abandonasse sua esposa e casasse com sua

secretária, os cidadãos locais o criticavam assim como à

sua nova companheira. Caso ambos desejassem evitar

maiores vexames, teriam de deixar a localidade e iniciar

uma nova vida bem distante dali. Vejam que o Espírito

Santo não estava impedindo que os casamentos fossem

desfeitos. O que os restringia era o tabu cultural contra o

pecado e o medo da rejeição. Isto não ocorre hoje! Mesmo

alguns pregadores, os quais têm adotado tais

comportamentos, são recebidos de braços abertos para

continuar pastoreando. Não há arrependimento, tampouco

disciplina.

Creio ser apenas o começo. Deus permitirá que a

situação fique ainda pior para que nenhum crente que viva

segundo a carne tenha uma vida de vitória. Nosso

maravilhoso e zeloso Pai celestial tem deixado que todos

os cristãos passem por momentos difíceis, de extrema

aflição, para que possam descobrir Cristo como vida, pois

apenas Ele é poderoso para vencer o pecado por nós.

Vivendo Vidas Separadas

Anabel: Penso que a visão deturpada do casamento

mais freqüente é a "construção de vidas separadas". Se a

esposa pudesse verbalizar seus pensamentos, ela diria:

"Realmente não me importo, meu marido, que viajes por

todo o país, estejas em Londres em uma semana e nos EUA

na outra".

Ou então: "Não me importo que pratiques esporte

três noites por semana e pesques com freqüência. Sabe,

meu marido do, eu sou mais bem-sucedida sem a tua

presença do que quando estás por perto. Não preciso mais

da tua ajuda. Já construí minha própria vida sozinha. Tenho

estudo bíblico para líderes na segunda-feira, chá na casa

de minhas amigas na terça, cultos de doutrina na quarta e

trabalho voluntário no hospital às quintas. Corro às

segundas, quartas e sextas. Realmente não preciso mais

de ti".

E, se ela for uma esposa que trabalha fora, pode

proferir uma mensagem diferente: "Minha profissão é

brilhante. Tenho grande prazer nela e acredito estar

fazendo a diferença no mundo. Minha vida é completa -

não necessito mais de tua ajuda".

Bill: Corta meu coração ver estes casais os quais já

foram cheios de sonhos e fizeram doces promessas

deixarem que seus casamentos se rompam por terem

construído vidas separadas. Deus nunca intentou isto para

o matrimônio. Ele disse: "E serão uma só carne".

Quando contamos estas coisas em nossos

seminários, alguns casais parecem não compreender. Eles

acham engraçado e dizem: "Oh, acenamos um para o outro

ao nos encontrarmos em uma rua, ou quase isto".

Anabel: Alguém me disse certa ocasião: "Nosso

casamento está unido por frágeis fios denominados 'filhos',

ou 'nosso Status financeiro', ou 'nossa reputação perante a

comunidade'". Tais pessoas não sabem coisa alguma sobre

a maravilhosa unidade que Deus almeja para nós em

nossos matrimônios. A carta abaixo revela como cresce

este sofrimento profundo:

Querida Anabel,

Entre John e eu nada existia. Comprometemo-nos e

construímos nosso caminho através de milhares de crises;

mas após dez anos apenas compartilhando a mesma casa,

onde até mesmo uma fútil conversa terminava em brigas,

o que mais poderíamos fazer senão desistir?

Sentei-me e registrei: "O que Aconteceu de Errado

Durante o Percurso", como cabeçalho, em uma folha de

papel, na máquina de datilografar, um dia antes do divórcio

ser consumado. Escrevi durante três horas e meia até

desistir. Era um processo gradual de vinte anos. Oh,

éramos muito felizes quando o meu mundo deu uma

reviravolta em torno do dele e do seu trabalho.

Penso que isto teve uma forte relação com a

construção de nossas vidas em separado. Foi uma súbita e

profunda rachadura em nossa linha de sustentação que

aumentou gradativamente. Ele se fechou dentro de si e

construiu um muro raramente aberto para mim. Eu desisti

de tentar entrar e voltei-me para o meu mundo da música

e do trabalho na assistência social da Igreja e sentia

solidão nos momentos de quietude.

Isto, é claro, era apenas uma parte do problema;

mas, no entanto, a principal. Como você sabe, a unidade é

muito importante, e John e eu nunca fizemos qualquer

coisa juntos. A maioria das pessoas nunca soube que eu

tinha um marido, pois estava sempre sozinha. E ele ia

sempre desacompanhado quando se dirigia a algum lugar -

o que raramente acontecia. Então éramos duas pessoas

solitárias que apenas moravam juntas.

Bill: Considerando toda a dor que sentimos, não nos

surpreende que jovens vivam juntos sem contrair o

matrimônio. A razão é muito simples. Eles afirmam: "Se

vivermos com uma pessoa durante seis ou oito meses

manter-nos-emos longe do inferno que meus pais

denominam casamento. Então tentaremos isto sem

compromisso algum com alianças". Infelizmente, as

estatísticas nos mostram que o fato de apenas morar

juntos não garante um final feliz - casais que assim o fazem

na verdade enfrentam um índice maior de separação do

que os que contraem o matrimônio.

A NULIDADE FEMININA

Anabel: Eis a visão sobre o casamento que foi

desposada nos púlpitos há pouco tempo e ainda paira

sobre muitos. Ela glorifica o abençoado, grande e nobre

homem que tolera - na verdade, assume - a tímida,

indecisa, retraída e nula chamada mulher, a qual nunca

tem um pensamento digno em sua mente. "Nulidade"

significa a pessoa ou coisa de pequena ou nenhuma

importância,

Bill: Há alguns anos, nosso pastor em um

determinado culto citou o exemplo de um casal de nossa

igreja como padrão do autentico casamento cristão, e

fomos ensinados a seguir aquele modelo. Chamaremos

estes cônjuges de João e Maria. Havíamos estado na casa

deles naquela mesma semana para ver como se

processava a nova decoração de sua residência.

"Maria, de que cor você vai pintar a cozinha?"

perguntei.

"Eu não sei. João ainda não decidiu", ela me

respondeu.

Era uma situação típica daquele relacionamento.

Você pode ficar com a impressão de que, ao sentir fome,

João estalava seus dedos e dizia: "Cozinha!" Ela então

corria para preparar-lhe um sanduíche. Às vezes, acho que

ele fazia o mesmo quando afirmava: "Quarto!" e ela o

atendia de imediato. Maria comportava-se tão bem quanto

um cachorrinho ensinado.

Amigos, ao compreendermos a Bíblia, tal exemplo de

passividade não é o que Deus deseja para a esposa. Esta

querida irmã agia com seu marido como se nunca tivesse

conhecido a Jesus. Isto não é submissão cristã e, sim,

"escravidão". Ela atuava sob pressão. (Ficamos felizes em

saber que João e Maria já resolveram esta situação.

Fizeram as mudanças necessárias ao terem uma nova

compreensão de como adequar Cristo como vida através

deles.)

Anabel: Mas como uma mulher torna-se tão passiva

quanto Maria? Ela nasceu assim? Não! Ela desenvolveu tal

passividade por si própria. Quando criança, aprendeu que

se submetessem às pessoas poderosas, ambos, tanto o

homem como a mulher, poderiam ganhar sua aceitação e

amor. Quanto mais se subjugassem, menos atrito

experimentariam, o que para ela significava a paz e

tranqüilidade.

Bill: Seu objetivo era não desapontar as pessoas.

Caso expressasse sua opinião e sentisse que esta era

rejeitada por alguém, ela tomava como pessoal, crendo

estar sendo abandonada por ele ou ela. Uma vez que este

sentimento a incomodava sobremaneira, desenvolveu a

prática de nunca expressar seu pensamento. Finalmente

chegou ao ponto de nem mesmo saber qual era sua própria

opinião em momentos significativos. Voltando à casa de

Maria: ela simplesmente se tornara um cão de caça.

Considere a seguinte questão: esta mulher estava

"vivendo" sua nova identidade em Cristo, ou manifestando

sua versão única da carne? Ela era controlada por suas

antigas maneiras, oriundas do "velho homem" (leia

novamente Fp 3.4-7). Deus não concede a vida a novos

homens e mulheres em Cristo para que sejam passivos.

Esta passividade não é um projeto de existência aprovado

pelo Senhor. A submissão bíblica verdadeira é muito

diferente disto. Porém, muitas mulheres cristãs - e seus

maridos - interpretam mal este assunto.

Um "Pecado Imperdoável"?

Uma mulher de mais ou menos quarenta anos

aproximou-se de mim após termos falado para casais

separados, na Flórida. Preocupada em não ser notada, ela

me relatou entre lágrimas como havia sido uma "esposa

submissa", mas seu marido, um homem crente a quem

muito amava, tinha um temperamento agressivo. Ela me

garantiu nunca ter mencionado isto a alguém. Então

começou a contar que, quando ele certa vez perdeu a

calma e gritou com ela, aquilo a deixou chocada. Sua

reação, após a explosão de sua raiva, foi dirigir-se ao seu

quarto em silêncio, fechar a porta e chorar, sem deixar que

o marido visse sua reação.

Ela disse que talvez tivesse cometido um pecado

imperdoável três meses antes, quando o enfrentou,

dizendo: "Sam, simplesmente não consigo mais lidar com

seu temperamento! Acho que não posso mais continuar

com isto. Vou acabar morrendo. Tenho tido grandes dores

de cabeça". Então afastei-me chorando. Sempre fui o tipo

de esposa submissa. Não sei como pude fazer uma coisa

tão terrível como aquela. E chorou quieta com o seu lenço

nos olhos.

"O que Sam disse quando você o confrontou desta

forma.'" perguntei.

"Ele me tomou em seus braços e segurou-me e disse

que sentia muito por ter-me magoado durante todos

aqueles anos e nunca mais faria aquilo. Na verdade ele

mudou seu temperamento. Porém, eu me senti tão mal por

ter feito aquilo, pois sempre fui uma esposa submissa e sei

que pequei contra o Senhor. Não entendo por que fiz tal

coisa.

"Como Sam sentiu-se com este fato?"

"Oh, ele lastima muito sobre seu comportamento

anterior".

"Querida irmã", prossegui com aquele diálogo, "o

amor ágape significa 'farei a coisa mais redentora,

edificante e construtiva possível por alguém'. Creio que

você estava sob o domínio do Espírito Santo ao enfrentar

Sam. Deus a levou a tal ponto de desespero, frustração e

raiva, para que seu marido fosse confrontado. O Senhor

esperava fazer isto por seu intermédio durante anos, e

agora, através da mudança do comportamento de seu

esposo, Deus tem dado a você evidências concretas que

estava trabalhando através de sua pessoa".

E concluí o meu diálogo:

"Você agora permite ser acusada pelo pecado

quando na verdade apenas ministrou o amor ágape a seu

marido, e está crendo que esta condenação interna é

proveniente do Espírito Santo. Não! Ê uma falsa acusação

de Satanás. Você não se rebelou contra Sam, mas fez uma

coisa muito louvável por ele. Durante todos estes anos

vinha agindo sob pressão. Devido ao seu medo de rejeição,

sua técnica de 'senhora do ringue' foi a de nunca contrariá-

lo. A maioria de sua submissão passiva não era a Cristo. Ao

contrário, era baseada no medo de perder o amor de seu

marido, deixando que ele a entristecesse. Era uma atitude

carnal".

Busca Trivial ou Chamada Divina?

Anabel: Além de amargas experiências, outra

reclamação constante das esposas é que os maridos

algumas vezes as fazem sentir-se inúteis, quando se

referem ao trabalho doméstico como algo sem

importância. Certa vez assistimos a um desenho, mos-

trando um esposo que dizia: "Dedique-se ao seu trabalho

de lavar, passar, cozinhar e limpar. Esposa minha não

trabalha fora!" Isto ilustra muito bem o ponto de vista de

alguns homens - o cuidado da casa é rotulado como

"atividade trivial".

E a sociedade concorda com esta atitude. O sistema

de propaganda mundial que nos inunda age mais ou menos

assim: "Você realmente deveria colocar seu filho em uma

creche. Isto ajudaria no seu ajuste social, e facilitaria sua

ambientação no jardim de infância".

Eis o papel da maternidade que muitas mulheres

acreditavam ser tão interessante. Qual era a importância

deste ato? Que a mãe realmente mantivesse seu filho fora

da escola mais um ano para que pudesse lhe ensinar seus

padrões, valores morais e profundas convicções. Isto tem

sido desprezado pois a maternidade não parece realmente

mais tão importante.

Há então a sugestão de que a vida sexual dos

homens seria intensificada caso pudessem experimentar

um tipo de "bufê" com várias parceiras. Qualquer mulher

pode dar plena satisfação - algumas vezes de maneira

mais efetiva do que a esposa com padrões vitorianos. E aí

vai o relacionamento íntimo que nós pensávamos ser

apenas nosso. Deveria ser um convívio exclusivo, e assim

quando meu marido e eu nos entreolhássemos, haveria

uma mensagem secreta em nossos olhos - ele me

conheceria como nenhum outro homem. Acabou. Hoje em

dia isto não tem mais importância.

E, é claro, propagandas têm bombardeado a

mensagem de que o saber fazer a coisa certa significa

apenas que qualquer idiota pode manter a casa em ordem,

sair em tempo record, olhar para o chão e encontrar a

verdadeira satisfação no mundo real Jo trabalho.

Não sou uma empregada doméstica, mas uma dona

de casa. Existe uma diferença incrível nestas duas

assertivas. A classificação do nosso trabalho não gira em

torno de "trivialidades".

A Carreira Vitalícia

Vocês sabem que, quando há várias senhoras

reunidas e é solicitado a elas que se apresentem e digam

sua ocupação profissional, aquelas que não trabalham fora

de casa sentem certa dificuldade para nomear suas

funções domiciliares, e manifestam-se como "engenheiras

domésticas" ou "experts em manutenção do lar". Há algo

errado em dizer: "Somos esposas"? "Somos mães"?

E muito importante para as crianças sentirem o

cheiro do bolo ao forno quando chegam do colégio. E

interessante também que nossos maridos sintam o aroma

do jantar no fogo (mesmo que haja apenas cebola e alho

como tempero). As mães precisam treinar seus filhos sobre

esta lição: O que espero de uma esposa! e ensinar suas

filhas como desempenhar o papel de cônjuge e mãe. Elas

necessitam construir um refúgio, um céu, o lugar seguro

envolvido e governado pelo amor.

As esposas precisam criar um ambiente onde seus

maridos não precisem competir, a ordem prevaleça e as

pressões sejam aliviadas tanto quanto possível. Estes são

conceitos importantes. São vitais para o bem-estar de toda

família.

Porém, na cultura atual, tudo isto está sendo

denegrido pela mulher. Elas se levantam e lutam dizendo:

"Eu sou alguém, e provarei isto a você, homem! Posso

fazer qualquer coisa tão bem quanto você - até melhor!

Não sou uma nulidade!"

A Mulher que Possui uma Profissão

Bill: Muitos homens tentam construir seus

casamentos baseados em suas próprias forças, quando a

maioria necessita compreender o papel estabelecido por

Deus. Mas isto significa que a esposa e mãe nunca pode

estar na vontade do Senhor caso esteja bem empregada?

Anabel: Esta é uma pergunta que sempre fiz como

mulher. Muitos citarão Provérbios 31 como um modelo das

Escrituras para a esposa bem-sucedida nos negócios.

Entretanto, ao ler sobre este audacioso estilo de vida

feminino e tentar vê-lo como seu modelo de

mulher/profissão, esteja certa de colocar uma equipe de

empregados em sua casa e tenha consciência de que seu

marido deve "sentar-se à cabeceira da mesa". Isto significa

que ele é o líder da família e muito bem-sucedido. Ele não

é passivo, tampouco ameaçado. Isto faz uma incrível

diferença.

Algumas mulheres precisam trabalhar, pois são o

arrimo de famílias fragmentadas. Outras necessitam ajudar

na melhoria da renda familiar devido a certas

circunstâncias da vida. Elas não têm escolha.

Compreendemos isto, mas a Bíblia esclarece o papel da

esposa que não tem outra alternativa.

A Vontade Revelada versus o Expresso Desejo

de Deus

Bill: Você já percebeu a diferença entre a vontade

revelada e o expresso desejo de Deus?

A vontade revelada é a Palavra de Deus escrita na

Bíblia. Não há dúvidas sobre ela. Quando a vontade do

Senhor é revelada na Escritura, não espero "sentir" alguma

coisa; jamais a encubro; nem pergunto a Deus 36 vezes se

Ele tem certeza daquilo. Apenas a leio e considero. Por

exemplo: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" não dá

margens à dúvida.

A vontade de Deus revelada c a instrução direta - a

qual necessito ter como prioridade para a minha vida.

O expresso desejo de Deus é diferente. Ele não está

destacado ou grifado nas Sagradas Escrituras. Não posso

achá-lo na concordância bíblica. Apenas "creio" que o

Espírito Santo está na direção, determinando tudo e, uma

vez que esta vontade divina não pode ser revogada pela

Bíblia, isto é o que devo fazer: com quem vou me casar,

onde trabalhar, a oferta para a obra missionária, qual

escola preciso freqüentar - tudo isto está sob o "expresso

desejo de Deus".

Detecte sempre a Impressão Errada

Anabel: Eis uma história que ilustra a diferença

entre a vontade revelada e o expresso desejo de Deus.

Suponha que você e seu marido sejam cristãos muito

dedicados. Ele c um pastor, e os dois se mudaram

recentemente para uma outra cidade a fim de que o

mesmo lidere a nova igreja. Juntos, têm a certeza de que

este é o "rebanho" o qual Deus deseja que ele pastoreie.

Assim, ambos estão de acordo com o expresso

desejo de Deus.

Mas seu marido precisa dedicar muito mais tempo a

esta nova igreja do que inicialmente se esperava. Ela é

maior do que a anterior e as pessoas o procuram para cada

decisão. Os seus compromissos consomem duas noites por

semana; há almoços quase todos os dias com um dos

líderes da igreja; o número de aconselhamentos aumentou

e faz com que pareça que o mundo inteiro repousa sobre

seus ombros. Neste meio tempo...

Você é negligenciada.

O "ninho" é negligenciado.

Ele está tão estressado que quando está em casa

você pode senti-lo muito tenso. Embora creia que ele

esteja de acordo com o expresso desejo de Deus, ele na

verdade está violando a vontade revelada pelo Senhor na

Bíblia Sagrada.

Suponhamos que você, como esposa deste pastor,

diga ao povo: "Tento não aborrecer meu marido com

detalhes domésticos ou com problemas que sinto poder

resolver com as crianças. Sei que ele já tem tantos na

igreja, e ainda chegar em casa para enfrentar mais alguns -

bem, apenas protejo-o como posso. Minhas necessidades

parecem sem importância diante das responsabilidades

religiosas que ele tem de lidar diariamente".

Você percebe que, em seu zelo para "proteger" seu

marido do envolvimento familiar, está permitindo que ele

aborte sua responsabilidade revelada na Bíblia com relação

ao seu lar, para andar no expresso desejo de Deus?

O Senhor deu instruções específicas ao marido com

respeito às esposas, aos filhos e às responsabilidades do

lar. (Daremos mais atenção a estas instruções nos

capítulos a seguir.) A vontade de Deus está revelada na

Bíblia para seu marido e você. Quando tenta protegê-lo de

tais obrigações, com certeza está desobedecendo às

instruções dadas pelo Senhor.

Bill: Quando alguém estiver fora da vontade de

Deus, revelada na Bíblia, sempre haverá péssimas

repercussões. Estas se manifestarão em nossas vidas

através de insatisfações, obsessões ou compulsões pela

busca de algo que pareça perdido em nossas existências.

Ou poderão afetar nosso relacionamento familiar. O

marido, por exemplo, talvez nem perceba que há alguma

coisa errada em casa até que seus filhos estejam crescidos

e deixem o lar, e sua esposa tenha estabelecido sua

própria vida sem ele. Este homem pensa que está no

centro do expresso desejo de Deus, enquanto minimiza a

vontade revelada de Deus, na Bíblia, quanto às suas

responsabilidades familiares. Este é um momento quando o

cristão precisa "detectar a impressão errada".

Encontrando as Prioridades Certas

Anabel: Ouvimos muitas histórias como estas -

apenas as descrições eram diferentes. O marido pode ser

um professor, um médico, um contador, um empresário

bem-sucedido, um caminhoneiro ou um engenheiro. Não é

o tipo de profissão que importa, mas as prioridades

desordenadas resultam em vidas desajustadas.

Bill: Há três palavras que precisam ser

compreendidas se queremos estar de acordo com as

prioridades bíblicas:

• Vontade - o ato de utilizar o arbítrio; o exercício

do arbítrio ao decidir o que fazer; uma decisão

ou escolha deliberada e consciente.

• Obrigação - o vínculo através de contrato;

promessa, senso de dever.

• Integridade - incorruptibilidade; firme apego

aos valores morais; qualidade ou estado de um

ser completo.

Anabel: Deixe-me falar sobre minhas prioridades

bíblicas como esposa e mãe. As suas estarão na mesma

ordem, porém com nomes e detalhes diferentes.

1.

Tenho um relacionamento pessoal com Jesus.

Sou uma filha amada e preciosa, irmã cuidadosa, e noiva

imaculada, um membro da "eterna família" de Deus. Meu

objetivo é conhecê-lo.

2.

Sou uma companheira.

Desempenho meu papel dado por Deus no

relacionamento matrimonial, tornando-me uma só pessoa

com meu marido, espiritual, física, perceptiva e

emocionalmente.

3.

Sou Mãe.

Sou mãe de Pres, Mace, Will e Wade. Preciso educá-

los, ser um exemplo de mulher cristã para eles, colocando

em suas mentes o que precisam procurar em uma

companheira. Meu objetivo é fazer de meu lar um refúgio,

o céu, o lugar seguro para eles.

4.

Sou um membro da família terrena.

Sou Anabel HOYLE Gillham. Tenho de honrar meus

pais, expressando minha gratidão a eles, cuidando deles.

5.

Sou uma pessoa com talentos dados por Deus

e dons

espirituais.

Sou uma conselheira, escritora e professora -

chamada por Deus, abençoada pelo Senhor. Permito que

Cristo ensine através de mim com os dons que Ele me tem

dado. Trabalho meio período na Lifetime Guarantee

Ministries há muitos anos. Creio ser isto aceitável para Bill

e para mim apenas, quando olhamos pela perspectiva de

que sou uma funcionária da LGI, porém sou esposa e mãe

que dedica tempo integral à família. A compreensão e

ajuda de Bill neste aspecto é absolutamente necessária.

6.

Sou Amiga.

Sou Anabel, amiga de algumas pessoas as quais

Deus tem dado especialmente a mim. Amo-as, sou sensível

a elas e estou disponível quando precisam de minha ajuda.

7. Sou um membro da igreja.

Sou membro de uma família muito grande. Alguns

deles estão magoados. Preciso ensinar-lhes e ser parte

ativa deste corpo.

8.

Sou uma testemunha para o inundo.

Preciso ensinar às pessoas magoadas que estão no

mundo - redimido por Deus através de seu amado Filho,

rejeitado por milhares. Serei seu instrumento, para que Ele

revele a si mesmo a todos.

Voluntariamente escolhi estes três ideais:

1. Aceitei o plano da salvação de Deus, e, ao fazê-

lo, firmei um acordo com Ele.

2. Escolhi tornar-me parceira em um

relacionamento matrimonial.

3. Escolhi ter filhos, atendendo ao plano

reprodutivo de Deus.

Você notou as palavras "escolhi"? Ninguém me forçou a

tornar-

me cristã, esposa e mãe. Foi uma escolha deliberada.

Minha decisão.

Os números de quatro a oito requerem certas coisas

de mim como resultado de minha escolha ao aceitar e

comprometer-me com o número 1 - um relacionamento

crescente, vital e pessoal com Cristo. Além do mais,

obrigo-me a desempenhar estes outros papéis e

responsabilidades de maneira confiável.

Integridade aqui é a palavra-chave. Ela é perfeita e

impecável. Minha reputação como pessoa íntegra - que é

firme em suas decisões - está em jogo com Deus e as

pessoas em minha esfera de ação.

Bill: A Bíblia afirma que "glorificar o nome de Deus"

significa simplesmente realçar sua reputação pela maneira

como vivemos nossas vidas.

Anabel: As pressões culturais aumentam o stress

sobre todos nós nestes dias difíceis os quais atravessamos.

Cada incumbência entregue a mim causa-me a impressão

de ser a de número um em minha vida! Preciso utilizar o

critério bíblico para andar com Deus e manter sua paz

interior.

Bill: Logicamente estas prioridades são autênticas

t a n t o para o homem como para a mulher. Com

freqüência, priorizamos nossa profissão em primeiro lugar,

ao invés de colocá-la na q u i n t a posição, a qual realmente

pertence. A seguir vem o relacionamento com Cristo e