Críticas de Clóvis Garcia por Carmelinda Guimarães - Versão HTML

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Clóvis Garcia

A crítica como ofício

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Governador

Geraldo Alckmin

Secretário Chefe da Casa Civil

Arnaldo Madeira

Imprensa Oficial do Estado de São Paulo

Diretor-presidente

Hubert Alquéres

Diretor Vice-presidente

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Rubens Ewald Filho

Coordenação Operacional

e Pesquisa Iconográfica

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Editoração

Marli Santos de Jesus

Assistência Operacional

Andressa Veronesi

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Clóvis Garcia

A crítica como ofício

organização Carmelinda Guimarães

São Paulo – 2006

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© 2006

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação Biblioteca da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo Garcia, Clóvis

Clóvis Garcia : a crítica como ofício / Carmelinda Guimarães – São Paulo : Imprensa Oficial do Estado de São Paulo : Cultura - Fundação Padre Anchieta, 2006.

304p. – (Coleção aplauso. Série teatro Brasil / coordenador geral Rubens Ewald Filho)

ISBN 85-7060-233-2 (obra completa) (Imprensa Oficial) ISBN 85-7060-429-7 (Imprensa Oficial)

1. Crítica teatral 2. Teatro - História e crítica I. Guimarães, Carmelinda II.Ewald Filho, Rubens. III. Título. IV. Série.

CDD 792.015 098 1

Índices para catálogo sistemático:

1. Teatro : Brasil : História e crítica 792.015 098 1

Foi feito o depósito legal na Biblioteca Nacional (Lei nº 1.825, de 20/12/1907).

Direitos reservados e protegidos pela lei 9610/98

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Apresentação

“O que lembro, tenho.”

Guimarães Rosa

A Coleção Aplauso, concebida pela Imprensa Oficial, tem como atributo principal reabilitar e

resgatar a memória da cultura nacional, biogra-

fando atores, atrizes e diretores que compõem a

cena brasileira nas áreas do cinema, do teatro e

da televisão.

Essa importante historiografia cênica e audio visual brasileiras vem sendo reconstituída de maneira

singular. O coordenador de nossa cole ção, o crítico 5

Rubens Ewald Filho, selecionou, criteriosamente,

um conjunto de jornalistas espe cializados para realizar esse trabalho de aproximação junto a nossos

biografados. Em entre vistas e encontros sucessivos foi-se estrei tando o contato com todos. Preciosos arquivos de documentos e imagens foram aber tos

e, na maioria dos casos, deu-se a conhecer o uni-

verso que compõe seus cotidianos.

A decisão em trazer o relato de cada um para a

primeira pessoa permitiu manter o aspecto

de tradição oral dos fatos, fazendo com que a

memória e toda a sua conotação idiossincrásica

aflorasse de maneira coloquial, como se o biogra-

fado estivesse falando diretamente ao leitor.

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Gostaria de ressaltar, no entanto, um fator impor-

tante na Coleção, pois os resultados obti dos ultra-passam simples registros biográ ficos, revelando ao leitor facetas que caracteri zam também o artista e seu ofício. Tantas vezes o biógrafo e o biografado foram tomados desse envolvimento, cúmplices dessa

simbiose, que essas condições dotaram os livros de novos instru mentos. Assim, ambos se colocaram em

sendas onde a reflexão se estendeu sobre a forma ção intelectual e ideológica do artista e, supostamente, continuada naquilo que caracte rizava o meio, o

ambiente e a história brasileira naquele contexto

e momento. Muitos discutiram o importante papel

que tiveram os livros e a leitu ra em sua vida. Deixaram transparecer a firmeza do pensamento crítico,

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denunciaram preconceitos seculares que atrasaram

e conti nuam atrasando o nosso país, mostraram o

que representou a formação de cada biografado e

sua atuação em ofícios de linguagens diferen ciadas como o teatro, o cinema e a televisão – e o que cada um desses veículos lhes exigiu ou lhes deu. Foram

analisadas as distintas lingua gens desses ofícios.

Cada obra extrapola, portanto, os simples rela-

tos biográficos, explorando o universo íntimo e

psi cológico do artista, revelando sua autodeter-

minação e quase nunca a casualidade em ter se

tornado artista, seus princípios, a formação de sua personalidade, a persona e a complexidade de seus personagens.

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São livros que irão atrair o grande público, mas

que – certamente – interessarão igualmente aos

nossos estudantes, pois na Coleção Aplauso foi discutido o intrincado processo de criação que

envolve as linguagens do teatro e do cinema. Fo-

ram desenvolvidos temas como a construção dos

personagens interpretados, bem como a análise,

a história, a importância e a atualidade de alguns dos personagens vividos pelos biogra fados. Foram

examinados o relaciona mento dos artistas com seus pares e diretores, os processos e as possibilidades de correção de erros no exercício do teatro e do

cinema, a diferenciação fundamental desses dois

veículos e a expressão de suas linguagens.

A amplitude desses recursos de recuperação da 7

memória por meio dos títulos da Coleção Aplauso, aliada à possibilidade de discussão de instru mentos profissionais, fez com que a Imprensa Oficial passasse a distribuir em todas as biblio tecas importantes do país, bem como em bibliotecas especializadas,

esses livros, de gratificante aceitação.

Gostaria de ressaltar seu adequado projeto gráfico, em formato de bolso, documentado com iconografia farta e registro cronológico completo para cada biografado, em cada setor de sua atuação.

A Coleção Aplauso, que tende a ultrapassar os cem títulos, se afirma progressivamente, e espera contemplar o público de língua portu guesa

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com o espectro mais completo possível dos

artistas, atores e diretores, que escreveram a rica e diversificada história do cinema, do teatro e

da televisão em nosso país, mesmo sujeitos a per-

calços de naturezas várias, mas com seus protago-

nistas sempre reagindo com criati vidade, mesmo

nos anos mais obscuros pelos quais passamos.

Além dos perfis biográficos, que são a marca da Co-leção Aplauso, ela inclui ainda outras séries: Projetos Especiais, com formatos e carac terísticas distintos, em que já foram publicadas excep cionais pesquisas iconográficas, que se ori gi naram de teses universitá-

rias ou de arquivos documentais pré-existentes que sugeriram sua edição em outro formato.

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Temos a série constituída de roteiros cinemato-

gráficos, denominada Cinema Brasil, que publi cou o roteiro histórico de O Caçador de Dia mantes, de Vittorio Capellaro, de 1933, considerado o primeiro roteiro completo escrito no Brasil com a intenção

de ser efetivamente filmado. Parale lamente, ro-

teiros mais recentes, como o clássico O Caso dos Irmãos Naves, de Luis Sérgio Person, Dois Córregos, de Carlos Reichenbach, Narrado res de Javé, de Eliane Caffé, e Como Fazer um Filme de Amor, de José Roberto Torero, que deverão se tornar bibliografia básica obrigatória para as escolas de cinema, ao

mesmo tempo em que documentam essa impor-

tante produção da cinematografia nacional.

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Gostaria de destacar a obra Gloria in Excelsior, da série TV Brasil, sobre a ascensão, o apogeu e a queda da TV Excelsior, que inovou os proce dimentos

e formas de se fazer televisão no Brasil. Muitos

leitores se surpreenderão ao descobrirem que vá-

rios diretores, autores e atores, que na década de 70 promoveram o crescimento da TV Globo, foram

forjados nos estúdios da TV Excelsior, que sucumbiu juntamente com o Gru po Simonsen, perseguido

pelo regime militar.

Se algum fator de sucesso da Coleção Aplauso

merece ser mais destacado do que outros, é o in-

teresse do leitor brasileiro em conhecer o percurso cultural de seu país.

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De nossa parte coube reunir um bom time de

jornalistas, organizar com eficácia a pesquisa

documental e iconográfica, contar com a boa

vontade, o entusiasmo e a generosidade de

nossos artistas, diretores e roteiristas. Depois,

apenas, com igual entusiasmo, colocar à dispo-

sição todas essas informações, atraentes e aces-

síveis, em um projeto bem cuidado. Também

a nós sensibilizaram as questões sobre nossa

cultura que a Coleção Aplauso suscita e apre -

senta – os sortilégios que envolvem palco, cena,

coxias, set de filmagens, cenários, câmeras

– e, com refe rência a esses seres especiais que

ali transi tam e se transmutam, é deles que todo

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esse material de vida e reflexão poderá ser extraído e disse minado como interesse que magnetizará o

leitor.

A Imprensa Oficial se sente orgulhosa de ter

criado a Coleção Aplauso, pois tem consciência de que nossa história cultural não pode ser negli-genciada, e é a partir dela que se forja e se constrói a identidade brasileira.

Hubert Alquéres

Diretor-presidente da

Imprensa Oficial do Estado de São Paulo

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Um humanista na crítica teatral

Entro na sua sala de professor do Departamento de

Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes

da Universidade de São Paulo. Paredes forradas de

livros, a velha e útil máquina de escrever sobre a escrivaninha de aço cheia de papéis, as confortáveis poltronas de couro. É a mesma sala que freqüento há 30 anos. Parece que o tempo não passa por aqui.

Lembro da apresentação que ele escreveu para mi-

nha tese de doutorado sobre Antunes Filho. “Quem vê Carmelinda Guimarães com seu tipo mignon,

com um rosto quase ingênuo no qual uns óculos

tentam dar um ar doutoral, não pode calcular que, 11

atrás dessa imagem quase adolescente, se esconde uma pesquisadora séria, incansável, persistente, apaixonada por seus temas, mas conseguindo um

distanciamento necessário para uma análise objetiva e crítica” .

Dei-me conta que ele me vê com os mesmos olhos

com os quais me conheceu há trinta anos, quando

eu era uma jovem atarefada editora do Suplemento

Literário de O Estado de S.Paulo. No entanto muito tempo se passou e percorremos muitos caminhos

juntos.

Estou aqui sentada nesta sala aonde ele me ajudou

a superar momentos de dúvida em minha carreira

de estudiosa de teatro. Lembro de nossas conversas, Clovis Garcia miolo.indd 11

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dos livros que me emprestou para meus trabalhos

de pesquisa, e principalmente das palavras de

incentivo e apoio que sempre recebi dele. Não de

paternalismo, mas de apoio, daquele tipo de que

conduz um jovem à luta, no caminho do bem.

Entre tantos professores foi sempre ele quem me

indicou a forma de pleitear uma bolsa de estudos

ou de chegar ao entendimento mais claro de uma

questão teatral, quando algum autor ou professor

me enredava nos caminhos complexos da semio-

logia do teatro. Ele clareava aquilo que parecia

obscuro ou incompreensível, abria caminhos que

pareciam intransponíveis.

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Anos mais tarde, quando fiquei amiga de Martim

Esslin, George Banú e Moisés Perez Coterillo, en-

tendi que esta clareza pertence aos grandes críticos.

Passei a admirar ainda mais a simplicidade de meu

mestre e colega Clóvis Garcia.

Colega que tinha sempre todas as informações

neces sárias para as intermináveis e estressantes

reuniões de votações de prêmios de teatro que

participávamos juntos todos os finais de ano, APCA, AICT, Moliére, SNT, FUNART. Qualquer informação

que se precisasse sobre alguma peça, autor, ator,

diretor ou técnico ele tinha prontamente à mão, no fichário impecável que carregava sempre consigo.

Sua informação era sempre a mais sólida e consis-

tente. Sua figura o fiel da balança nas discussões.

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Companheiro de muitos seminários, nacionais e

internacionais, de cansativos festivais de teatro

pelas mais variadas cidades do interior do Brasil

e do exterior. Me lembro uma vez que visitamos

juntos o museu Reina Sofia em Madrid. Ele me deu

a melhor aula de artes plásticas que já tive. Sabia tudo de todas as obras.

Viajamos várias vezes para o Festival do Porto, em Portugal. Ao seu lado, um festival nunca era cansativo, por maior que fosse o número de peças que

tivéssemos que assistir.

Também nunca o vi cochilar durante uma represen-

tação (fato tão comum entre críticos que já chegou 13

a ser tema de reflexão em encontros da Associação

Internacional de Críticos de Teatro).

Serão poucos estes motivos para que eu me debruce

mais uma vez sobre um tema na dura tarefa de es-

crever um livro? Não. Tenho a firme convicção que

estou deixando um testemunho fundamental para

a crítica de teatro do Brasil das próximas gerações, organizando este trabalho sobre a obra do crítico

e professor Clóvis Garcia.

Um modelo de crítico humanista, fundamental

num momento que a crítica envereda pelo perverso

caminho do sarcasmo diante da obra de arte e pelo

desrespeito ao artista e ao trabalho intelectual.

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Data vênia, querido professor Clóvis, vou invadir

seu mundo.

Carmelinda Guimarães

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Uma Breve Biografia

Menino do interior

Clóvis Garcia nasceu em 28 de fevereiro de 1921, no distrito de Cândido Rodrigues (hoje município independente), em Taquaritinga, interior de São Paulo, aonde o pai era sócio-proprietário de uma fazenda de café. Cidade relativamente pequena, que apesar do

boom” do suco de laranja - atual economia da região

- manteve as características da época do café.

Filho de Pedro Garcia Veiga de Oliveira, primeiro

tabelião de Taquaritinga, que reduziu seu extenso

nome para Pedro Garcia, em função da profissão,

que exigia constantes assinaturas, e de Isolina 15

Mattos Garcia. Clóvis também optou pela redução

do sobrenome.

Conta que seu avô materno, Manuel José Ribeiro

Reis Antunes da Costa Mattos, era o designado da

família em Portugal, para ser padre. Porém, antes

de entrar no seminário deram ao eleito um passeio.

Então ele ia às Índias para que visitar o irmão que morava lá e, na volta, seria consagrado padre. O avô foi visitar o irmão e, “quando passou pelo Rio de Janeiro, desceu lá, lá ficou e conheceu minha avó” .

Assim inicia-se a família materna de Clóvis no Brasil. A família paterna vem de Ihabela, que teria se originado de um capitão português, que naufragou

no século XVIII e lá constituiu sua família.

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Em Taquaritinga, Clóvis mora até 1933, quando faz

doze anos. Lembra que na cidade havia um belo Teatro Municipal, “com pinturas barrocas italianas, no teto, figuras mitológicas... E eu comecei a fazer teatro aí, veja bem, porque na minha escola tinha uma professora que gostava de fazer festas em que se tinham danças, esquetes, etc., era um verdadeiro teatro de revista”.

Seu pai, “que adorava viajar e tinha um fordinho”, veículo usado para passar as férias em Ribeirão

Preto, detestava teatro, não gostava nem de ci-

nema, “ao contrário gostava mesmo era de caçar, só assistia filme que tinha caçada de animai s”.

Mesmo assim, ele brincava em casa de teatrinho,

pendurando panos no varal e utilizando um baú

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com roupas velhas. “Cobrava um tostão por pessoa.

Chamávamos esta brincadeira de cirquinho”, conta.

Eu já tinha tendência para teatro”.

Aos quatro anos já freqüentava o cinema, naquela

época não existia a censura. Um dos filmes que se

lembra de ter visto foi Cobra, com Rodolfo Valen-tino, em 1925. Os filmes eram exibidos no Teatro

Municipal, onde a família possuía uma frisa.

Com nove anos apaixonou-se. O Circo Irmãos

Françoá esteve em Taquaritinga apresentando o

melodrama Os Dois Órfãos, representados por duas meninas, “uma loura e a outra morena”. Clóvis e

um amigo chamado Orestes, foram assistir e apaixo-

naram-se cada um por uma intérprete. Chegaram a

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ponto de querer fugir com o circo. “Graças a deus, ou não, não sei, na última hora faltou coragem e não fugimos com o circo.”

Sua primeira peça de teatro “mesmo”, foi O Feitiço, de Oduvaldo Vianna Filho, com a Cia. Teatral de

Procópio Ferreira. Era 1932 e Clóvis, com 11 anos

de idade, fugiu duas vezes de casa para participar da Revolução Constitucionalista de 1932. Queria se apresentar em São Paulo para ser mensageiro:

Da primeira vez, quando cheguei à estação de

trem Santa Ernestina, pediram minha passagem,

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como eu não tinha, tive que descer e voltar a pé para Taquaritinga. Na segunda tentativa, fui até o gabinete do prefeito pedir que me desse passe, para que eu pudesse ir até São Paulo me apresentar como mensageiro – minha idéia era que um

garoto de 11 anos, poderia correr muito mais que um adulto. O homem disse que iria dar, mas foi chamar o meu pai, que me deu um belo sermão e

me pôs de castigo.”

Em 1934, foi estudar o curso secundário no Colégio Atheneu Paulista, em Campinas (hoje o colégio não

existe mais),onde conta que participou de muitas

atividades esportivas. Forma-se em 1935.

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