Dicas Básicas de Fotografia Digital por Antônio Carlos da Costa - Versão HTML

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ficar tremida.

Quanto menor a abertura → maior o número de F → menos luz

entra → mais tempo de exposição é preciso para que a foto

fique bem exposta → mais facilmente a foto fica tremida.

i) Compensação da exposição

A maioria das câmeras digitais vem equipada com um controle de

compensação da exposição, geralmente conhecido como EV.

O controle EV permite usar a configuração automática da exposição

recomendada pela câmera ou ajustar tal valor para cima ou para

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baixo. Cada ajuste na compensação da exposição corresponde a

mudar a exposição na metade ou no dobro.

Por exemplo, compensar a exposição em +1 EV significa por exemplo

aumentar o tempo de abertura do obturador de 1/60 para 1/30. Isso

é exatamente o dobro de tempo, permitindo que o dobro de luz passe

pelo obturador.

Da mesma forma compensar a exposição em -1 EV significa diminuir

a velocidade de abertura do obturador de 1/15 para 1/30, ou seja

metade do tempo anterior, o que significa que metade da luz passará

pelo obturador.

Isto é utilizado quando o fotômetro da máquina erra e a foto sai

muito escura ou muito clara devido a elementos da composição que

“engana ” o equipamento, sendo necessário uma correção manual da

imagem. Ou ainda quando se quer dar alguma conotação especial na

foto.

j) O Balanço de brancos

Permite controlar a luz que entra na câmera fotográfica. Ou seja, a

temperatura da cor. Atualmente, a maior parte das câmaras

fotografias, sejam elas digitais ou reflex, possuem um programa

automático de controle do balanço de brancos. No entanto,

especialmente nas reflex, é possível controlar este elemento

manualmente conferindo assim uma imagem mais genuína. De

acordo com o objetivo e gosto pessoal do fotógrafo, é possível

"aquecer" ou "esfriar" o balanço de cores da imagem, conferindo-lhe

assim tonalidades diferentes.

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k) Modos manuais P, S, A, M

1) Modo de programa (P) Este modo permite muitas

combinações determinadas pela máquina

2) Modo de Prioridade de tempo de Exposição ou Velocidade

(S) Este modo tal como o nome indica está relacionado com o tempo

de exposição. Neste modo podemos escolher livremente qual o tempo

de exposição desejado e ao focarmos a nossa imagem, a máquina

fotográfica vai calcular qual a abertura necessária para compensar o

tempo de exposição que escolhemos.

É também possível alterar a compensação de exposição, os valores

da ISO, balanços de brancos, etc.... Tudo menos os valores da

abertura. Este modo é bom quando estamos fotografando objetos

com movimento, podemos assim escolher que tipo de efeito

queremos que o objeto apareça .... tipo arrasto (escolhendo um

tempo de exposição mais alto) ou que o objeto pareça parado

(quando escolhemos um tempo de exposição mais baixo).

Há quem goste de tirar fotografias de paisagens com grandes tempos

de exposição, não só pelos objetos que estão em movimento mas

como alguns especialistas dizem que altas exposições de paisagens

revela outras tonalidades e cores...

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O que acontece na máquina fotográfica quando usamos este

modo: Podemos escolher livremente o tempo de exposição da

imagem e a máquina calcula automaticamente qual o melhor valor de

abertura para o tempo de exposição que escolhemos. Podemos

também alterar qualquer outro parâmetro da máquina fotográfica,

desde a compensação de exposição, o valor de ISO que queremos, o

valor do balanço de brancos, etc... Digamos que a única coisa que é

calculada e que não podemos mexer é o valor da abertura.

3) Modo de Prioridade de Abertura (A). Este modo é em tudo

igual ao modo de prioridade de exposição, a única diferença é que

neste modo está como o nome indica relacionado com abertura.

Neste modo podemos escolher livremente qual a abertura que

queremos usar, a máquina fotográfica por sua vez vai calcular qual o

tempo de exposição que se adequa para a abertura que escolhemos.

É também possível alterar a compensação de exposição, os valores

da ISO, balanços de brancos, etc.... Tudo menos os valores do tempo

de exposição que são calculados pela máquina fotográfica. Este modo

é bom para fotografia de paisagens, retratos, todo o tipo de

fotografias onde queremos controlar quanto de profundidade da

imagem queremos que seja focada.

Para isso usamos um valor "f" maior se queremos mais campo de

profundidade focado e um "f" mais baixo se queremos menos campo

de profundidade nítido. Para dar o exemplo dos dois tipos de

fotografia que falei neste modo: Na paisagem tentamos usar maiores

valores de "f" (menor abertura) para captarmos com nitidez os

objetos que estão mais perto como os que estão mais longe de nós.

No caso da fotografia de retrato é o oposto, tentamos usar um "f"

menor (maior abertura) para que só fique a pessoa nítida e o fundo

fique desfocado.

O que acontece na máquina fotográfica quando usamos este

modo: Podemos escolher livremente a abertura desejada e a

máquina calcula automaticamente qual o melhor valor para o tempo

de exposição. Podemos também alterar qualquer outro parâmetro da

máquina fotográfica, desde a compensação de exposição, o valor de

ISO que queremos, o valor do balanço de brancos, etc... Digamos

que a única coisa que é calculada e que não podemos mexer é o valor

do tempo de exposição.

4) Modo manual (M). Neste modo a máquina não vai calcular

NADA...ela simplesmente vai operar com os parâmetros que você

decidir, mesmo que não sejam suficientes para uma correta

exposição.

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l) fotometria

Na fotografia, trata-se do processo de medir a luz refletida para

dentro da câmera através do fotômetro e ajustar seus valores através

dos dispositivos diafragma e obturador, de forma a captar uma

imagem gravada em uma superfície fotossensível com qualidade.

Todas as câmeras digitais possuem um recurso chamado fotômetro,

que mede a intensidade da luz que entra pela objetiva. Ele tem uma

indicação em uma escala de -2 a +2, que nos indica a exposição

da imagem (sendo o 0 a exposição ideal). Trabalhando juntamente

com ISO, velocidade do obturador e a abertura do diafragma, o

fotômetro automaticamente altera o valor na escala assim que

qualquer um destes fatores seja alterado.

Modos de medição Os modos de medição determinam em qual área

o fotômetro irá atuar, sendo assim um importantíssimo recurso. Os

principais modos são:

Evaluative (matricial) É um modo adequado para retratos. O

fotômetro calcula a exposição levando em conta toda a área do visor,

tirando uma média das luminâncias de todas as áreas da cena. Na

maioria das vezes este modo resulta em bons resultados, mas há

casos em que ela não gera o resultado esperado, e você deve usar

um modo de

Medição abaixo para dar mais informações da câmera

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Spot (pontual) Este modo é utilizado para medir a exposição em uma área específica da cena, ao invés de analisar todas as

áreas. Pode ser utilizado em casos onde a cena está muito mais

escura ou clara que o ponto que você deseja expor corretamente. Ela

é feita de forma semelhante à medição parcial, mas com uma área

menor.

Partial (parcial) É eficaz quando o fundo é muito mais luminoso que o motivo devida a uma contraluz. O fotômetro faz uma medição

na área central ao redor do ponto central de foco, um círculo

correspondente a mais ou menos 9% da área do visor.

Center-Weighted Average (ponderada com preponderância central)Funciona de forma semelhante ao modo matricial, usando

também toda a área do visor, mas será feito uma média ponderada,

dando mais peso à área central do visor (concentrando entre

60 e 80% da sensibilidade na parte central).

Obs.: as ilustrações, bem como os tipos de modos de medição

mencionados são referentes a câmeras Canon, na Nikon é um pouco

diferente.

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index-19_2.jpg

m) Focalização

n) Histogramas

Um histograma pode conter mais informações do que parece. É

basicamente uma representação gráfica da distribuição da luz na

imagem, e atualmente é o melhor amigo do fotógrafo digital, mas

geralmente são ignorados por fotógrafos amadores. A maioria das

câmeras digitais podem gerar instantaneamente um histograma,

ajudando muito fotógrafos a fazerem os ajustes necessários e

garantirem uma exposição ideal.

Distribuição dos tons Tipicamente, o sensor de uma câmera digital

é feito para ver uma escala de 256 tons. O zero representa preto

puro, 255 é o branco puro, e entre estes valores temos diversas

tonalidade de cinza. O tamanho do gráfico indica o número de pixels

que possuem determinado tom.

Existem algumas exceções nas quais não podemos nos orientar pelos

histogramas, como em fotos de pôr-do-sol por exemplo, que

tipicamente possuem muitas regiões escuras. O display LCD de sua

câmera não será capaz de revelar todas as informações sobre a sua

foto, e o histograma servirá como um ótimo complemento!

o) Estabilização da imagem

A estabilização de imagem é um recurso muito útil que reduz o

número de imagens falhas e tremidas. Pode estar instalada no

próprio corpo da câmeras ou nas lentes.

Em câmeras compactas, micromotores movimentam o sensor de

imagem lateralmente para compensar os tremores da mão. Em geral,

este recurso permite que você faça fotos estáveis em uma velocidade

até quatro vezes menor do que sem ele. Com uma mão bem firme, é

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possível até mesmo se tirar fotos nítidas utilizando a velocidade de

1/4s! Sua maior vantagem pode ser sentida em Teleobjetivas, já que

em grandes distâncias focais os tremores das mãos são amplificados.

Então, ao comprar uma lente ou câmera fotográfica, leve em

consideração a presença deste recurso, pois em determinadas

situações ele poderá ser indispensável! Mas fique atento: alguns

fabricantes, usando algumas artimanhas, usam a chamada

estabilização de imagem digital... o que ocorre na verdade é um

simples aumento da sensibilidade ISO do sensor, possibilitando

velocidades mais rápidas. Ou seja, não se trata de um autêntico

sistema de estabilização.

3. Selecionando qual equipamento