Dúvidas do Amor por Flávia Peniche - Versão HTML

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- Desculpa eu precisava ficar sozinha um tempo. � defendeu-se ela. � Eu n�o pensei que ir preocupar tanto assim voc�s, mas eu estou bem, amanh� prometo ligar para mam�e e explicar tudo o que aconteceu.

- E o que voc� resolve em rela��o a Leandro? � perguntou ela curiosa.

- Terminei com ele, at� as coisas dele j� tirou do meu apartamento. � contou ela. � N�o posso perdoar a trai��o dele, mas eu estou bem, t� doendo um pouco, mas vai passar.

- Isso mesmo, voc� s� tem vinte seis anos tem muito para viver e logo vai esquecer e encontrar algu�m que realmente te mere�a. � disse Miranda a animando. � Estamos aqui para o que voc� precisar.

- Eu sei, mas precisava resolver isso sozinha. � disse ela. � Mas agora � seguir a vida e deixar o passado para tr�s.

Naquele momento Julia se sentiu amada pela fam�lia e Alexia pelo apoio incondicional que ela estava recebendo, sabia que podia seguir em frente e que as feridas iriam cicatrizar.

Julia chegou mais cedo ao trabalho, sabia que o dia seria corrido com a chegada dos auditores.

- Bom dia Julia, cheguei mais cedo tamb�m, precisava arrumar uns pap�is aqui antes da auditoria chegar. N�o quero que aquele homem odioso tenho motivos para falar de mim. � disse Alexia entrando apressada em sua sala.

- N�o chame ele assim as paredes tem ouvidos. � disse Julia rindo.

Alexia fez um careta para ela e voltou para sua pr�pria sala, logo os auditores chegaram juntamente com Caio Junqueira para o desespero de Alexia. Elas passaram as pr�ximas horas dando explica��es sobre o funcionamento do departamento. No hor�rio do almo�o todos foram almo�ar juntos para continuar o trabalho.

- Esses sapatos estam me matando. � reclamou Alexia no ouvido de Julia. � E esse homem n�o para de me olhar, tem algo errado na minha maquiagem?

- Voc� est� linda, e mantenha a posse no salto. � respondeu ela sorrindo. � Ele deve estar interessado em voc� por isso n�o para de te olhar.

Julia queria gargalhar com a expressar do horror que Alexia fez, mas como estavam no restaurante teve que se conter e fingir prestar aten��o no que um dos auditores falavam. O almo�o logo terminou e voltaram para a empresa e continuar a auditoria. J� passava das cinco da tarde quando Alexia pediu desculpas pois precisava ir embora.

- Ainda preciso de alguns esclarecimentos sobre algumas coisas. � disse Caio seco. � Tenho certeza que o que tem para fazer pode esperar um pouco.

- Tenho certeza que Julia vai pode esclarecer qualquer d�vida que o senhor tenha. � disse ela trincando os dentes.

- Mas essa fun��o � sua senhorita, quero que voc� me explique. � retrucou ele azedo. � Sua colega se encontra ocupada com os auditores.

- Olha aqui senhor Caio Junqueira... � come�ou ela sendo interrompida por Julia.

- Senhor Caio eu posso explicar tudo o que quer saber. � interveio Julia r�pida. � J� acabei com os auditores e voc� pode ir Alexia.

Julia sabia que sua amiga estava irada, por isso interveio antes que ela dissesse algo que a fizesse perder o emprego. Julia chegou em casa quase oito horas da noite e foi surpreendida com v�rios buqu�s de rosas pelo seus apartamento com v�rios cart�es de Leandro.

Inacredit�vel ele achar que pode me comprar com flores! Pensou ela indignada. Irada Julia jogou todos os buqu�s pela janela sem se importar onde ia cair.

A semana transcorreu atribulada, depois de quatro dias de auditoria em seu departamento ela estava esgotada. Leandro ligava todos os dias para seu trabalho, casa e celular, ela ignorava todas as liga��es. As flores continuavam chegando e ela jogava todas fora.

- Mai um buqu� de rosa vermelhas? � perguntou Alexia entrando na sua sala. � Leandro vai falir desse jeito.

- Isso s� faz eu me irritar mais com ele. �disse ela irritada. � Acabou eu n�o vou voltar com ele e ponto final.

- Gra�as que hoje � sexta e n�o ver aquele idiota por uns dias!! � disse Alexia alegre. � Ele faz quest�o de me irritar de prop�sito!!

Julia ria diante da birra que Alexia tinha com rela��o a Caio e ele com ela, aquilo podia virar paix�o, pensou ela divertida.

- Almo�a amanh� l� em casa? � convidou Alexia mudando de assunto.

- N�o posso quero fazer uma faxina em casa em me livrar de qualquer coisa que me lembre Leandro. � contou ela. � E domingo quero lavar roupa e passar, resumindo fim de semana de Am�lia.

- Minha casa n�o sabe o que � faxina a muito tempo. � disse ela desanimada. � Minhas filhas n�o permitem essas coisas.

- N�o vou prometer nada, mas se der vou fazer biscoitos e levar l� domingo � noite. � falou Julia. � Vamos embora, porque minha faxina come�a hoje.

Julia chegou em casa vestiu uma camiseta velha e shorts rasgado, prendeu o cabelo num coque e come�ou sua faxina. Tirou todas as cortinas da casa, mudou os m�veis da sala de lugar, tocou objetos de decora��o do lugar, arrumou suas roupas no closet e separou roupas que doar. As coisa de Leandro que ainda encontrou pela casa colocou numa caixa. Ela foi dormir duas da manh� cansada, acordou cedo na manh� seguinte, colocou as roupas para lavar e continuou sua faxina, colocou cortinas novas na casa, limpou sua cozinha, trocou as panelas, copos, pratos de lugar. Eram quatro da tarde quando Julia enfim terminou de guardar a �ltima pe�a de roupa que tinha passado. Determinada ligou para o sal�o e marcou um hor�rio, iria mudar o visual. Como o sal�o era em um shopping enquanto esperava sua vez chegar foi andar e comprar algumas roupas novas.

- Tirar s� as pontinha e fazer uma hidrata��o Julia? � indagou o cabelereiro. � O de sempre?

- Hoje vai ser mudan�a radical, quero um Chanel!!- disse ela impulsiva.

- Vai ter coragem mesmo de cortar esse cabel�o? � perguntou ele duvidoso. � Um Chanel vai ficar lindo, mas seu cabel�o tamb�m � lindo.

- Quero mudar mesmo, e tenho certeza que quero um Chanel cl�ssico. � disse ela decida. � Pode cortar!

Ap�s manicure, pedicure, limpeza facial e o corte de cabelo Julia se sentia uma nova mulher, o corte lhe caiu muito bem, o loiro do seu cabelo deu uma reavivada.

- Alexia, fiz uma loucura!! � contou ela animada assim que chegou em casa. � Cortei meu cabelo Chanel e pintei minhas unhas de vermelho!!

- N�o acredito!!! Agora fiquei curiosa, vem amanh� aqui em casa pra eu ver isso. � pediu Alexia curiosa.

- Eu vou almo�ar ai, vou fazer biscoitos para as meninas e preparar a nossa sobremesa o almo�o � por sua conta. � concordou ela animada.

- �timo, estou t�o curiosa pra ver essa nova Julia. � disse Alexia curiosa. � At� amanh�!!

Animada ela trocou de roupa e colocou uma camisola velha, colocou uma faixa no cabelo e foi preparar os biscoitos e a sobremesa. Ela estava t�o concentrada que demorou pra atender a campainha, pensando ser o porteiro com mais flores de Leandro e foi atender apressada.

O susto de Julia n�o poderia ter sido maior, Jo�o Henrique Vasquez na porta de sua casa, ela ficou sem palavras.

- Ol� Julia, posso entrar? � cumprimentou ele estendendo a m�o. � Tudo bem com voc�?

Ela demorou um pouco para absorver o que ele dizia e como sua voz n�o saia ela estendeu a m�o e assentiu para que ele entrasse.

- Vejo que cheguei numa hora boa, pois o cheiro est� �timo. � disse ele entrando.

- Eu estava fazendo biscoitos para as filhas de uma amiga. � contou ela. � Pe�o desculpa pela minha apar�ncia, mas n�o esperava visita.

- Tudo bem, voc� est� �tima. � disse ele a olhando. � Posso me sentar?

- Claro, me desculpe pela minha falta de educa��o. Quer beber algo? � perguntou ela educada. � Confesso que n�o tenho mais bebidas fortes em minha casa, o m�ximo que posso lhe o oferecer � um vinho.

- Eu aceitou uma �gua apenas, obrigado. � disse ele.

Ela saiu para buscar e se arrependeu de n�o ter ido ao quarto primeiro e trocado de roupa, ela se sentia nua daquele jeito. Logo que ela lhe trouxe a �gua pediu licen�a de foi troca de roupa.

- Voc� deve saber o porqu� de eu estar aqui. � come�o ele s�rio. � Pela mudan�a nesse apartamento presumo que voc� j� deva ter tomado uma decis�o com rela��o a trai��o de Leandro com minha esposa.

- Eu descobri a trai��o pela internet, e minha decis�o foi r�pida, eu terminei e n�o tem mais volta. � contou ela seca. � Uma pessoa que tra� n�o merece perd�o.

- Eu sinto muito, vejo que ainda est� magoada com tudo isso. � disse ele solid�rio. � Minha rela��o com Carol nunca foi normal, ela sempre teve suas aventuras, mas sempre com discri��o. Mas agora ela fez quest�o de mostrar a todos que nosso casamento sempre foi uma farsa, o que sinto � ela ter magoado voc�.

- Como voc�s vivem realmente n�o me interessa Senhor Jo�o, eu terminei com Leandro e com tudo que me ligava a essa hist�ria. � cortou ela seca. � Eu vou seguir minha vida e ponto.

- Como voc� deve saber Leandro e Carol namoraram durante o gin�sio, mas a fam�lia dela nunca aceitou o relacionamento. Quando n�s entramos na faculdade tudo mudou eu e Carol come�amos a namorar por influ�ncia e press�o das nossas fam�lias e como sempre fomos amigos achamos que ia funcionar e que o amor viria com o tempo o que nunca aconteceu, Leandro sempre ficou no meio de tudo isso e eu sempre achei que ele tinha superado esse amor por Carol, mas v�-los juntos naquele jantar aqui me fez ver que ele nunca tinha esquecido ela e nem ela Leandro, mesmo que ela sempre me negasse isso. Depois daquele jantar brigamos e eu precisava viajar e ela decidiu ficar, mas nunca imaginei que principalmente Leandro teria coragem de fazer o que eles fizeram. � contou ele sincero.

- Eu n�o entendo porque est� me contando tudo isso? � perguntou ela confusa. � Voc� aceitou viver um casamento sem amor e trai��es e n�o, por isso terminei com Leandro.

- N�o estou tentando justificar o erros deles, s� queria que soubesse que eu n�o tenho nada a ver com o que eles fizeram e como voc� trabalha na minha empresa n�o que queria que esse epis�dio infeliz interferisse em nossa rela��o profissional. � explicou ele. � Mesmo que n�o queira saber, eu pedi o div�rcio para Carol pois sei que eles estam juntos e vivendo sobre o mesmo teto.

- Eu n�o quero saber de mais nada que diga respeito a Leandro, como voc� mesmo reparou tirei todo e qualquer vest�gio da presen�a dele nessa casa. � disse ela seca. � E eu espero que ele seja muito feliz com a decis�o que ele tomou.

- Eu tamb�m espero que eles sejam muito felizes. � concordou ele sincero. � Tamb�m vou seguir minha vida e focar em meu trabalho.

Julia queria que ele fosse embora logo, a presen�a daquele homem a incomodava e falar de Leandro n�o era um assunto agrad�vel para ela neste momento.

- Eu estou morrendo de fome, cheguei de viajem e vim direto para sua casa. � contou ele. � Gostaria de jantar comigo?!

O cora��o de Julia quase saltou pela boca pelo convite inesperado. N�o queria ser vista com ele, a imprensa com certeza o estava seguindo ela n�o queria ver seu rosto estampado em jornais e revistas.

- N�o acho que seja bom sermos vistos juntos. � disse ela sem gra�a. � Voc� � o empres�rio bem sucedido que � acostumado com os flashes, eu s� sou uma contadora an�nima e gostaria de continuar assim.

- Voc� est� certa, me desculpe. � disse ele levantando-se. � Nos vemos segunda da empresa. Boa noite Julia.

- Eu ia fazer uma massa com molho � bolonhesa se quiser ficar e comer comigo ser� bem vindo. � convidou ela impulsivamente.

- Eu adoraria, posso ajudar em algo? � se ofereceu ele educado.

Para ficar mais � vontade ele tirou o blazer e arrega�ou a manga da camisa social que vestiu, um cheiro de perfume preencheu a sala, Julia precisou muito se esfor�ar para n�o olhar o os bra�os daquele homem comprimidos pela camisa e o in�cio do peitoral que apareceu quando ele desabotoou dois bot�es.

Para n�o demostrar o quanto aquela vis�o a perturbava ela correu para a cozinha e foi preparar o jantar. Arrumou os biscoitos num pote que levaria para Alexia no outro dia e deixou alguns para a sobremesa.

- Espero que o gosto esteja t�o bom quanto o cheiro. � disse ela trazendo a travessa. � Vou pegar o vinho, enquanto isso pode se servir.

O jantar transcorreu num clima solid�rio, cada qual com suas feridas.

- Me fale sobre voc�. � pediu ele servindo mais vinho para ambos. � Quem � Julia Andrade.

- N�o tenho muito o que contar, sou filha ca�ula de tr�s irm�s, meus pais moram em uma fazenda no interior, tenho tr�s sobrinhos que sou loucamente apaixonada, me formei em contabilidade consegui o emprego na sua empresa como auxiliar cont�bil e gra�as ao meu esfor�o sou gerente do departamento financeiro. � contou ela humilde. � E quem � Jo�o Henrique Vasquez?

- Eu sou filho �nico, cresci numa fam�lia abastada do interior, tenho trinta e seis anos, gosto do que fa�o. � concluiu ele r�pido.

O silencio que se instalou foi longo que s� foi quebrado pelo celular de Jo�o tocando.

- Infelizmente preciso ir Julia, mas agrade�o o jantar e a boa conversa. � disse ele se despedindo. � Nos vemos segunda. Tenha uma boa noite.

Assim que Jo�o foi embora ela sentiu um vazio que n�o sabia explicar. Devo ter me acostumado a presen�a de um homem em casa. Pensou ela.

Julia acordou bem cedo, pois precisava preparar a sobremesa, pois com a chegada de Jo�o na noite anterior n�o teve tempo de preparar. Optou fazer um pudim de leite. Saiu de casa por volta das dez da manh�. Antes mesmo de chegar na casa de Alexia escutava os gritos das meninas.

- Ainda bem que voc� chegou, por favor penteie o cabelo de Amanda enquanto dou banho nas outras. � pediu Alexia descabelada. � Elas acabaram de acordar e estam alvoro�adas.

Julia ajudou a amiga a arrumar as meninas, e depois colocou um dvd de desenho para elas assistirem.

- Voc� ficou linda com esse cabelo, te deixou elegante. � elogiou Alexia indo para a cozinha. � Ficou perfeita, amei!!

- Obrigada, precisava mudar sabe. Fiz a faxina e mudei tudo de lugar, estou toda dolorida mas valeu o esfor�o, tirei uma caixa de coisas de Leandro que amanh� pretendo mandar para o consult�rio dele. � contou ela. � Ontem depois que te liguei fui fazer os biscoitos das meninas, Jo�o apareceu l� em casa para conversar, eu estava de camisola rasgada, descabelada e toda cheia de trigo. Imagina minha vergonha!! Ele jantou comigo tamb�m, mas recebeu uma liga��o e foi embora, ele me contou que Leandro e Carol estam morando juntos e que ela sempre o traiu.

- Nossa que tipo de casamento eles tinham? � perguntou Alexia horrorizada. � J� te fale pra parar de ficar igual mendiga em casa, deve ter sido estranho v�-lo depois de tudo que acontece n�?

- Muito estranho mesmo. � concordou ela. � Mas o bom � que deixamos claro que nada disso vai atrapalhar nossa vida profissional.

- N�s precisamos estrear essa look novo!! � disse ela aninada mudando de assunto. � Sexta que vem balada com certeza!!

- E as meninas? Arrumou outra bab�? � indagou ela desconfiada. � N�o sei se quero ir para balada n�o...

- A av� das meninas est� na cidade e pediu para ficar com elas fim de semana na fazenda, e como sei que ela n�o tem culpa do filho podre que tem, eu n�o posso evitar que ela tenha contato com as netas. � contou Alexia. � Ela vai buscar as meninas na creche sexta e vai devolver elas domingo. Vou morrer de saudade delas, mas tamb�m preciso de um tempo para mim.

- Ent�o vamos sexta e s�bado o fim de semana vai ser da balada!! � concordou ela animada. � Preciso comprar roupa para isso, faz tanto tempo que n�o sei o que � ir na balada que preciso entrar em algum site que d� dicas de como se comportar na balada.

- Credo, voc� fala como se fossemos idosas!! �reclamou ela carrancuda. � S� temos vinte seis anos e estamos lindas, eu principalmente depois de tr�s gesta��es!!

Julia foi embora quase dez da noite, tomou um longo banho e foi dormir. Acordou e arrumou e foi para o trabalho.

- Bom dia Alexia, vamos trabalhar? � cumprimentou ela animada. � Precisamos revisar a folha de pagamento dos diretores e tamb�m o or�amento pedido pelo marketing e quero terminar isso antes do almo�o, pois depois tenho reuni�o com o novo chefe.

As duas tralharam com afinco, s� perceberam que era hora do almo�o quando a secret�ria as avisou.

- Vamos almo�ar logo Julia, assim podemos voltar e terminar tudo antes da sua reuni�o. � sugeriu Alexia se levantado.

- Vamos sim, estou morrendo de fome. � concordou ela pegando a bolsa.

O almo�o foi r�pido, ambas pediram um salada de um suco de melancia. Quando saiam do restaurante Alexia esbarrou em Caio e teria ca�do se ele n�o a tivesse segurado.

-Me desculpe Senhor. � disse ela sem gra�a.

- Sempre no mundo da lua senhorita. � criticou ele bem humorado. � Ainda bem que tenho um reflexo agu�ado, seria um pena v�-la desabar no ch�o.

- Obrigada e com licen�a!! �retrucou ela azeda.

Quando j� estavam na sala de Julia ela explodiu.

- Homem odiosoooo!! Me trata como se fosse d�bil mental!! � disse ela irritada. � Minha vontade � de apertar aquele pesco�o e...

- E beijar aquela boca sexy e puxar aquele cabelo loiro e fazer amor loucamente. � terminou Julia sarc�stica rindo. � Isso � paix�o n�o assumida isso sim!!

- Sem gra�a voc�!! Imagina eu sentir paix�o por aquele homem mal educado, mand�o e arrogante!! Poderia passar muito tempo enumerando os defeitos dele, mas precisamos trabalhar!! � retrucou ela zangada.

Depois de quase uma hora trabalhando Julia foi para a reuni�o e deixou Alexia terminando o resto do trabalho. Ela sabia que iria encontrar Jo�o, mas v�-lo sempre lhe causava um frio na barriga e um arrepio na espinha.

- Bom dia Julia. � cumprimentou ele estendendo a m�o. � Espero que n�o se importe em ser tratada de maneira informal, pois afinal vamos trabalhar juntos e seria melhor se nos trat�ssemos pelo primeiro nome.

- Claro sem problema. � disse ela rapidamente. � Alexia vai se juntar a n�s daqui a pouco, pois ainda est� terminado um trabalho urgente.

- Sua amiga como sempre atrasada. �retrucou Caio seco. � Pontualidade � sempre importante.

Aquele coment�rio irritou Julia, pois ela j� havia explicado o motivo do atraso dela. J� havia passado quase quarenta minutos quando Alexia se juntou a eles. Julia para deixar a amiga por dentro do assunto explicou rapidamente qual o assunto que estava sendo tratado.

- Eu estou satisfeito com o modo que o seu departamento est� sendo gerenciado. � disse Jo�o olhando para Julia. � Podemos finalizar nossa reuni�o por aqui.

Alexia foi a primeira a se levantar e sair da sala. Julia queria rir da amiga, ela detestava Caio e n�o fazia quest�o de esconder.

A semana transcorreu sem grandes novidades, assim como Alexia evitava encontrar Caio na empresa, Julia fazia a mesma coisa com rela��o a Jo�o. As flores de Leandro tinha parado e Julia sentia que o esquecia de rapidamente.

- Vamos logo para o shopping, quero comprar meu look de hoje amanh�. � disse Alexia entrando em sua sala animada. � As meninas j� estam na fazenda e est� tudo bem. A noite � nossa!!

- Calma, s� vou desligar o computador e pegar minha bolsa. � disse Julia levantado- se.

Depois de muito andarem nas lojas, Julia comprou dois vestidos, um pretos e curto de mangas longas e das costas nuas e o outro era azul de alcinhas, paet�s e curto. Alexia optou por um macac�o preto longo e um vestido vermelho curto que ressaltava suas curvas.

- Hoje a gente desencalha!! � brincou Alexia indo para o estacionamento.

As duas combinaram em sair for volta das onze da noite e iriam em uma boate famosa na cidade, como Alexia era amiga do dono elas iriam para o camarote.

- Eu estou saindo de casa Julia, quando chegar ai te ligo. � avisou Alexia pelo celular.

Julia optou pelo vestido preto, cal�ou uma sand�lia que ressaltava suas pernas, colocou um par de brincos longos e escovou seus cabelo, optou por uma maquiagem negra para ressaltar seus olhos pegou sua carteira e foi esperar Alexia na portaria do pr�dio.

Assim que elas chegaram na boate a fila estava enorme o que desanimou Julia.

- Quando conseguirmos entrar ai j� vai estar amanhecendo. � reclamou ela saindo do carro.

- Sua boba, nosso nome est� na lista vip n�s n�o vamos enfrentar fila. � disse Alexia entregando a chave do carro ao manobrista.

Quinze minutos depois elas estavam no camarote servidas de champanhe e sendo observada por alguns homens.

- Vamos dan�ar um pouco, adoro essa m�sica. � disse Alexia a puxando.

Julia amava dan�ar, sentir a m�sica e movimentar o corpo era um prazer sem igual para ela. Dan�ou por quase uma hora e s� parou pois sentia sede.

- Uma dose de tequila pra come�ar a noite. � sugeriu Alexia animada. � Se ficarmos b�badas pe�o um t�xi para irmos embora.

Julia queria se divertir e aceitou a tequila, ap�s tr�s doses elas estavam muito alegres.

- N�o olhe para tr�s, mas Caio Junqueira e Jo�o Henrique Vasquez estam a alguns metros de n�s. � disse Alexia em seu ouvido.

O cora��o dela acelerou com a not�cia, n�o queria ver Jo�o ainda mais vestida daquele jeito.

- Eles n�o v�o estragar nossa noite, eles nem nos viram e vamos fingir que tamb�m n�o os vimos. � disse Alexia decidida. � Podemos ir para o camarote do outro lado.

- N�o, vamos ficar aqui mesmo!! Vamos nos divertir foi para isso que viemos aqui. � retrucou Julia. � Vamos dan�ar!!

Julia n�o queria admitir para a amiga que a presen�a de Jo�o a perturbava. Ela decidiu dan�ar e beber como nunca tinha feito na vida.

- Acho que estou ficando b�bada. � disse ela com a voz carregada. � Vou tomar �gua.

- Eu tamb�m t� mal amiga. � concordou Alexia rindo.

As duas foram no banheiro e quando voltaram pediram �gua para diminuir o porre.

- Vejo que minhas funcion�rias tiraram a noite para se divertir. � disse Jo�o se aproximando. � N�o tem um homem neste lugar que n�o tenha se rendido a beleza de voc�s!

- S� trabalhar n�o d� n� senhor Jo�o, a vida tamb�m precisa de divers�o. � retrucou Alexia animada. � Vejo que n�o somos s� n�s que tiramos a noite para se divertir.

- Deve dizer que voc�s estam linda! � elogiou Caio olhando para Alexia. � Podemos dan�ar Alexia?

- Seus reflexos s�o muito r�pidos para eu te acompanhar senhor Caio. � disse ela grossa. � � melhor ir procurar uma parceira de dan�a a sua altura!

- Eu me contento com voc� mesmo. � retrucou ele seco. � Vamos ou n�o?!!

- N�o, antes s� que mal acompanhada!! � disse Alexia indo para a pista sozinha. � Vamos Julia!!

Julia negou com a cabe�a para a amiga e se virou para Jo�o.

- Est� gostando da noite? � perguntou ela meia tonta. � Pensei que voc� s� trabalhasse e nunca se divertisse.

- Tem muitas coisas que n�o sabe sobre mim Julia. � disse ele bem humorado. � Sou um bom dan�arino sabia!!

- Isso eu quero ver!! Vamos dan�ar. � gritou ela o puxando.

Ele � um excelente dan�arino conseguia moldar sua corpo ao dela no ritmo da m�sica. A vontade de Julia � pux�-lo e beijar aquela boca o resto da noite, mas ela se conteve. Ela buscou Alexia no meio da pista e se surpreendeu ao v�-la beijando Caio num canto escuro da boate.

- Vejo que eles acabaram se entendendo. � comentou Jo�o divertido. � Vamos nos sentar e beber algo?

Assim que sentaram ela pediu uma dose de tequila, precisa ficar tonta para evitar fazer uma bobagem. Deve ser a bebida, mas at� a voz desse homem me excita. Pensou ela horrorizada.

- No que est� pensando Julia? � indagou ele curiosa a olhando. � Est� a quil�metros de dist�ncia daqui.

- Se te contasse ficaria surpreso e lisonjeado. � disparou ela sem pensar. � Acho que falei demais!!

- Confesso que fiquei curioso com seus pensamentos em rela��o a mim. � disse ele intrigada. � Por favor me conte.

- Acho que melhor n�o, vamos dan�ar!! � desconversou ela se levantando.

Jo�o segurou a m�o dela e como ela estava tonta caiu sentada no colo dele. O mundo naquele momento para Julia podia parar. Sentir as m�os dele na sua perna e na sua cintura lhe queimava a pele e em sua mente implorava para que ele lhe beijasse.

- Me conte quais eram seus pensamentos em rela��o a mim. � sussurrou ele em seu ouvido. � Seu cheiro � t�o bom!!

- Eram pensamentos perigosos. � disse ela maliciosa. � Se te contar sua mente vai criar imagens er�ticas.

- Quanto mais escuto mais eu gosto, fale mais � disse ele beijando seu pesco�o. � Eu desejo voc� desde a primeira vez que te vi.

- Eu assumo que senti o mesmo por voc�. � confessou ela embriagada.

O assunto acabou depois que um gar�om derrubou uma bandeja, assustada Julia levantou do colo de Jo�o e apressadamente foi para o banheiro.

- Podemos ir embora? � indagou Alexia entrando no banheiro afobada. � Fiquei com Caio e me arrependi, estou b�bada, meus p�s estam doendo, vamos embora.

- Vamos mesmo, quase tive um orgasmo no colo de Jo�o e foi por pouco que n�o fiz a burrada de beijar ele tamb�m. � concordou ela. � Vamos ser educadas dar boa noite e ir embora.

Julia se despediu rapidamente de Jo�o sem dar chance dele falar alguma coisa, Alexia deu um beijo no rosto de Caio e elas foram embora. Mesmo contrariada Julia aceitou que Alexia fosse embora dirigindo, desde de que ela dormisse em sua casa.

- Essa noite n�o deveria ter acontecido. � comentou Alexia saindo do banho. � Minha cara segunda na empresa vai ficar aonde?

- N�o me antecipe a vergonha Alexia!! � reclamou Julia. � Vamos deixar para ver isso somente segunda.

Elas acordaram por volta das onze da manh� com o celular de Alexia tocando.

- Minhas meninas querendo ouvir minha voz. � contou ela emocionada.

- Ressaca no n�vel m�ximo. � queixou-se Julia fechando o olho novamente.

- Fome no n�vel m�ximo tamb�m. � retrucou ela levantando-se. � Vamos almo�ar fora, nada de queimar a barriga no fog�o hoje.

Depois de passarem na casa de Alexia para ela trocar de roupa elas optaram por um restaurante japon�s.

- N�o posso acreditar!! Deve ser muita coincid�ncia ou eles estam nos perseguindo!! � disse Alexia incr�dula assim que sentaram. � Aqueles dois estam sentados atr�s da gente.

Antes que Julia pudesse dizer algo Jo�o se ofereceu para sentarem juntos com a desculpa que tamb�m tinha acabado de chegar e para n�o serem mal educadas acabaram aceitando.

- De �culos em pleno restaurante sinal claro de ressaca. � disse Jo�o divertido.

- Ou vergonha do que se fez n�o � Alexia? � cutucou Caio rindo. � Dormiu bem?

- Dormi muito bem obrigada. Vamos pedir logo estou morrendo de fome. � disse ela vermelha. � O que vai querer Julia?

- Quais s�o os planos para hoje � noite Julia? � perguntou Jo�o a olhando fixamente. � Podemos jantar em uma cantina italiana.

- Qualquer coisa que pedir est� bom para mim Alexia, quando ao que vou fazer hoje � noite ainda n�o decidimos n�o � amiga?

. � responde ela ambas as perguntas.

Julia ignorou a sugest�o do jantar, j� tinha falado demais com ele na noite anterior, n�o queria cometer erros para depois se arrepender.

- A cantina � mesmo muito boa, vamos todos. � insistiu Caio. � Voc�s n�o se arrepender se irem conosco.

As amigas se olharam buscando se entenderem somente pelo olhar, Julia estava tentada a aceitar, mas tinha medo ao mesmo tempo de n�o conseguir se controlar e dizer coisas que pudesse se arrepender.

- Melhor n�o, talvez iremos ao clube nadar mais tarde vamos para o cinema. � respondeu Alexia educada. � Hoje o programa vai ser tranquilo.

- E depois de tudo isso inclu�mos a cantina italiana o arranjo perfeito. � finalizou se auto convidando. � Onde � o clube que vamos?

Julia abriu a boca para recusar, mas fechou novamente. Alexia ficou sem rea��o e acabou falando o nome do clube.

- Um s�bado entre pessoas que trabalham juntas e estam se conhecendo, vai ser �timo! � disse Caio animado.

O almo�o transcorreu tranquilamente, Caio a todo momento tocava em Alexia e ela via que a amiga sempre tinha um sobressalto. Jo�o em nenhum momento tento toc�-la, mas a olhava de uma forma que fazia ela sentir calor em lugares que n�o devia.

- Ent�o estamos combinados de nos encontrar no clube daqui uma hora. � confirmou Caio indo para o carro.

Caio deu um beijo em Alexia e seguiu com Jo�o.

- Estou namorando e n�o sabia!! � disse Alexia assim que sa�ram do estacionamento. � O que aconteceu no almo�o? Fomos enroladas e nem percebemos.

- E nem podemos dar um bolo neles, pois s�o nossos chefes. � constatou Julia rindo de nervoso. � E o pior de tudo vou ter que ficar de biqu�ni na frente dele!!

Uma hora depois elas chegaram ao clube eles j� estavam esperando.

- Tem uma �rea restrita e � l� que vamos ficar. � informou Caio assim que se encontraram.

- E como voc� sabe dessa �rea restrita? � perguntou Alexia curiosa aceitando a m�o que ele lhe oferecia.

- Eu sou dono desse clube, mas � um primo meu que administra. � contou ele.

Alexia e Caio seguiam conversando enquanto Julia e Jo�o seguiam atr�s em completo sil�ncio.

- Ainda estou curioso para saber quais eram seus pensamentos de ontem. � disse ele sorrindo para ela. � Se voc� quiser tamb�m posso te contar os meus.

- Eu estava b�bada e falei coisas que estava sentindo naquele momento n�o leve nada a s�rio. � retrucou ela sem gra�a. � Porque tem medo de mim?

- Eu n�o tenho medo de voc�, s� n�o quero que crie expectativas em rela��o a n�s. Sua esposa te traiu com meu noivo. O modo que nos conhecemos n�o � sadio para come�ar qualquer relacionamento. � defendeu-se ela.

- Voc� est� sendo rid�cula, o modo que nos conhecemos n�o vai interferir no nosso futuro. � retrucou ele irritado. � Somos adultos e sabemos diferenciar as coisas, eu n�o sou Leandro e voc� n�o � a Carol. Voc� s� est� com medo de se envolver e isso vai passar.

- Eu n�o quero meu rosto estampado em nenhuma revista dizendo que sou a substituta da Carol em sua vida. N�o quero ter minha vida escancarada em jornal nenhum!! Eu n�o quero me envolver com voc� e ponto. � retrucou ela seca. � Voc� � meu chefe e n�o vai ser nada al�m disso na minha vida!!

- Eu gosto de voc� e voc� tamb�m gosta de mim, n�o negue!! � disse ele mais calmo. � Vamos nos conhecer, dar tempo ao tempo, sem promessas e sem press�o. O futuro dir� se vamos ficar juntos ou n�o.

- Tudo bem, sem promessas e sem press�o. � concordou ela. � N�o me escancare ao mundo por favor.

Eles se juntaram aos outros dois e come�aram uma conversa animada sobre a adolesc�ncia dele e as gargalhadas logo se seguiram. Estava muito quente, mas Julia se recusava a entrar na piscina.

- Pare com essa neura, voc� tem o corpo lindo. Olhe para mim barriga fl�cida de tr�s filhas e estou de biqu�ni numa boa. � a censurou Alexia cochichando. � Tire logo esse vestido antes que te jogue na �gua com ele!!

Sabendo que a amiga era capaz de cumprir a amea�a ela tirou o vestido, ficou sem gra�a diante do olhar de admira��o e desejo que viu de Jo�o e tratou de entrar na �gua rapidamente.

- Voc� � linda de qualquer jeito. � elogiou ele juntando-se a ela na piscina. � Tem um corpo perfeito.

Sem gra�a ela ignorou o elogio e foi para o lado de alexia que conversava animadamente com Caio.

- Voc�s fazem um lindo casal sabia. � comentou Julia sincera. � Caio loiro e voc� morena ficam lindos juntos, um belo contraste.

- E voc� � Jo�o tamb�m formam um lindo casal, ambos jovens e bonitos. � retrucou Alexia sorrindo. � Ele n�o tira os olhos de voc�, est� disposto mesmo a te conquistar.

Caio logo se afastou delas dizendo que ia pegar bebidas para todos e Jo�o foi junto.

- Tenho medo de me envolver com ele e somente eu me apaixonar. � confessou ela. � N�o quero sofrer de novo.

- Voc� diz para mim sobre medo. N�o sei se para Caio � somente um fim de semana ou algo a mais. N�o quero me apegar e depois quando ele descobrir das minha filhas se afastar com medo da responsabilidade. � desabafou Alexia.

- A gente tem mania de sofrer por antecipa��o!! � disse ela fazendo careta. � N�o gosto de ficar pensando muito se n�o saiu correndo e me escondo para nunca mais aparecer!!

Quando elas viram eles chegando mudaram de assunto.

- Domingo vai fazer o que de bom? � pergunto Jo�o que entregando um suco.

- Ficar em casa e lavar roupa. � disse ela rindo diante da express�o de surpresa dele. � Al�m de uma excelente profissional sou uma �tima dona de casa!!

- Cada vez que te conhe�o me surpreendo mais. � comentou ele admirado. � Me conte mais sobre voc�, me disse que cresceu em uma fam�lia reinada por mulheres.

Julia se sentiu confort�vel em contar sobre sua fam�lia e sua inf�ncia com as irm�s, as peraltices dos sobrinhos e as aventuras de crian�a.

- Voc� foi muito feliz na inf�ncia e sua fam�lia me parece ser agrad�vel. � comentou ele.

- Eu sou muito feliz. � corrigiu ela. � Amo minha fam�lia sempre que posso vou visita-los. Andar a cavalo, tomar banho no rio, subir em �rvore para pegar frutas enfim ser livre.

Ela ficava linda com aquele olhar sonhador. Pensou ele. Ela vai ser minha esposa e a m�e dos meus filhos. Pensou decidido.

- Podemos ir embora? J� est� ficando tarde e ainda preciso fazer uma liga��o. � pediu Alexia vestido o short. � Quero ir para casa logo.

- Que liga��o t�o importante � essa que n�o pode esperar? � indagou Caio curioso.

Julia sabia do medo da amiga de contar sobre suas filhas e se intrometeu na conversa dizendo que era com a m�e que ele precisava falar.

- Ent�o vamos embora logo, temos cinema e jantar ainda. � concordou Jo�o animado. � Posso buscar voc� se quiser Julia?

- N�o precisa, estou de carona com Alexia. Ela mora perto da minha casa. � mentiu ela.

Apressadamente elas foram para o carro, combinando de se encontrar com eles no cinema.

- Me deixe em casa, encontro voc�s l� no cinema, vou com meu carro mesmo. � pediu Julia colocando o cinto de seguran�a.

- Pode deixar, vamos logo quero ligar para saber das meninas, apesar do fim de semana estar sendo bom, n�o troco a bagun�a dos meus beb�s por nada. � confessou ela com saudade.

Todos se encontraram no cinema por volta das oito da noite e todos concordaram em assistir um filme de fic��o cient�fica.

- Acho que voc� n�o curte esses programas de pessoas normais. � comentou Julia.

- Vejo que voc� n�o me conhece mesmo. Confesso n�o posso fazer isso com frequ�ncia, para estar aqui hoje tive que desmarcar muitos compromissos, mas pela companhia valeu a pena. � contou ele. � N�o � porque nasci numa fam�lia abastada que n�o gosto de coisas simples da vida.

- Eu sempre tirando minhas conclus�es precipitadas em rela��o a voc�. � disse ela sem gra�a. � Me desculpe.

- J� te disse, vamos dar tempo ou tempo. Vamos nos conhecer. � falou ele novamente.

Pegando ela pela m�o foram assistir o filme. A cantina realmente era excelente, lugar tranquila e comida maravilhosa.

- Nossa que del�cia, comi horrores!! � disse Alexia tomando o �ltimo gole de vinho. � Vou precisar fazer dieta a semana toda para compensar o que comi hoje.

- Voc� est� �tima assim, mulher precisa ter curvas. � a elogiou Caio beijando sua m�o.

A noite estava agrad�vel, Julia apreciava a companhia de Jo�o, ele era atencioso e tinha bom humor, contava piadas e a fazia rir de forma f�cil.

- Precisamos repetir esse programa mais vezes Jo�o. � disse Caio. � Acho que trabalhamos demais.

- Verdade, mas assim que essa empresa que compramos estiver em um bom andamento eu pretendo tirar umas f�rias. � concordou ele. � O mesmo voc� deve fazer.

- Pretendo mesmo, faz muito tempo que n�o vou para mim fazenda, sinto falta do campo. � comentou Caio.

- Como voc�s se conheceram? � perguntou Alexia interrompendo a conversa.

- Fizemos neg�cios a alguns anos e depois decidimos ser s�cios em alguns neg�cios como essa empresa. � contou Caio. � Faz quase dez anos que nos conhecemos.

- Pensei que voc� s� fosse empregado dele. Um tipo homem de confian�a. � confessou Julia surpresa.

- Tenho tanto dinheiro quanto Jo�o, mas sou bem mais discreto que ele. � brincou ele. � N�o gosto de estar nestas revistas como um dos solteiros mais cobi�ados do mundo.

Alexia ficou desconfort�vel diante da not�cia de que Caio era um milion�rio. J� seria dif�cil para ela contar sobre suas filhas para um simples empregado, agora precisa contar para um milion�rio que era disputado por mulheres lindas e sem filhos. Pensou ela desaminada.

- Acho que est� ficando tarde e amanh� ainda preciso faxinar minha casa antes... � come�ou Alexia logo se calando. � Vamos pedir a conta logo.

Julia sabia que a not�cia sobre Caio tinha abalado a amiga. Alexia acreditava que qualquer homem de posses era t�o frio e calculista quanto seu ex marido.

- Mas ainda est� cedo, vamos beber mais um vinho. � sugeriu Caio.