Dúvidas do Amor por Flávia Peniche - Versão HTML

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- Alexia tem raz�o, j� est� tarde e amanh� � dia faxinar a casa eu mesma vou fazer o mesmo. � disse Julia socorrendo a amiga. � Podemos dividir a conta se todos estiverem de acordo.

Caio e Jo�o n�o aceitaram que elas ajudasse pagar a conta, Julia se despediu de todos na porta do restaurante quando quase alcan�ava o carro Jo�o lhe puxou o bra�o.

- Quando digo que tem medo de mim voc� tem a aud�cia de negar. � disse ele s�rio. � Quero um beijo de boa noite.

- Jo�o voc� concordou em ir devagar. � lembrou ela quando foi empurrada contra o carro.

- � somente um beijo nada mais. � retrucou ele acariciando o rosto dela. � Somente um beijo e deixo voc� ir embora.

O beijo foi muito mais do que Julia esperava, seus l�bios ainda queimavam quando ela chegou em casa. Ela acordou com seu celular tocando.

- Filha como voc� est�? � indagou sua m�e alegre. � N�o mandou mais not�cias, voc� sabe que me preocupo quando some assim!

- Ol� mam�e, eu estou bem!! E voc�s por ai? � perguntou ela alegre por ouvir a voz de sua m�e. � Me desculpe por n�o ter ligado.

- Sua irm� me contou da sua decis�o. � comentou ela mudando de assunto. � Voc� sempre ter� nosso apoio para tudo o que precisar.

- Obrigada mam�e. Eu estou bem n�o se preocupe. � afirmou ela. � Quando puder venham me visitar.

- Era sobre isso que queria falar com voc�. � come�ou ela. � Seu pai tem tido muitas dores de cabe�a e marquei um m�dico para ele quarta feira ai na capital e gostaria de saber se podemos ficar na sua casa?

- O que aconteceu? Ele est� bem? � perguntou ela preocupada. � � claro que podem ficar aqui em casa n�o precisava nem perguntar.

- Seu pai � teimoso � trabalha mais do que pode. � contou sua m�e. � Quero que ele fa�a exames para ficar mais tranquila sabe.

- Voc�s vem de avi�o ou de carro? � perguntou ela.

- Vamos de avi�o, n�o quero que seu pai dirija. � respondeu ela. � Pode nos buscar no aeroporto?

- Claro mam�e s� me diga o hor�rio e estarei l� te esperando. � concordou ela.

Sua m�e lhe passou o hor�rio que chegaria e logo desligaram. Julia decidiu lavar sua roupa e fazer uma torta de legumes para almo�ar. Ligou para suas irm�s para saber mais not�cias de seu pai e for fim decidiu comer a torta assistindo um filme. Estava t�o concentrada no filme e que atendeu seu celular sem saber quer era e ficou surpresa ao saber que era Jo�o.

- Liguei para saber como est� sendo domingo. � disse ele carinhoso. � E tamb�m para ouvir sua voz.

- Eu estou assistindo um filme e comendo torta. � contou ela bem humorada.

- Quer companhia? � perguntou ele rindo.

- Voc� gosta de se convidar para as coisas ou isso � s� comigo? � perguntou ela rindo.

- Confesso que normalmente n�o preciso me convidar para nada, esse privil�gio � somente relacionado a voc�. � disse ele.

- Me sinto honrada com isso! � exclamou ela brincando. � Mas hoje vou negar o seu pedido.

- Uma pena, mas n�o custou eu tentar n�. � disse ele. � At� amanh� Julia.

Ela n�o queria ter negado o pedido dele, mas sabia que n�o iria resistir a proximidade e n�o queria correr o risco de se apaixonar por ele. Quando Julia se deitou para dormir seu �ltimo pensamento foi Jo�o antes de entrar num sono profundo.

Ela acordou bem disposta e chegou ao trabalho mais cedo que de costume. Alexia chegou atrasada e com um p�ssimo humor.

- Vamos desembuche logo, o que aconteceu? � perguntou Julia assim que ficaram sozinhas.

- Aquela velha maldita disse entrar com processo para pedir a guarda das meninas!! � contou Alexia em prantos. � Disse que sou uma p�ssima m�e por deixar minhas filhas numa creche e por n�o poder dar a aten��o que elas merecem!! Ela acha que vou sustentar minhas filhas com vento?!! Eu preciso trabalhar porque nem a pens�o das meninas ele paga!! Que �dio!!

Antes que Julia pudesse dizer algo Caio entrou na sala.

- O que aconteceu Alexia? � indagou ele preocupado. � Porque chora?

- Problemas femininos. � mentiu Alexia enxugando o rosto. � Mas logo vai passar.

- N�s mulheres choramos por qualquer coisa. � da natureza feminina. � tentou descontrair Julia.

- Se puder ajudar em algo me avise. � disse Caio s�rio. � N�o gosto de ver mulher chorando.

- Muito obrigada pela aten��o. � agradeceu Alexia tentando sorrir. � Vou no banheiro retocar a maquiagem devo estar horr�vel.

Julia percebeu que Caio iria atr�s dela e tratou atrair a aten��o dele com perguntas sobre o trabalho.

- Tem certeza que ela est� bem? � insistiu ele desconfiado. � Ela me parecia desesperada demais para uma simples tpm.

Antes que ela pudesse dar um desculpa o telefone tocou fazendo com que Caio sa�sse da sua sala. Assim que ela desligou o telefone foi a procura de Alexia e a encontrou na lanchonete conversando com o advogado da empresa.

- Que bom que e achei amiga. Fiquei preocupada!! � disse Julia sentando-se. � Bom dia doutor Pires.

- Encontrei doutor Pires e viemos conversar aqui. � explicou ela ainda com os olhos marejados. � Estou desesperada e preciso de ajuda.

- Bom dia Julia. Estava explicando para Alexia que como av� ela tem o direito de requerer a guarda das meninas, mas que ela sendo m�e e �nica provedora das crian�as tem grandes chances de ganhar o processo. � disse ele. � N�o precisa se desesperar Alexia se acontecer mesmo o processo vou cuidar do seu caso.

- E eu vou estar do seu lado para o que precisar amiga. � garantiu Julia emocionada. � Voc� � uma excelente m�e e qualquer juiz vai ver isso.

- Eu agrade�o a voc�s pelo apoio. � disse ela chorando. � Elas s�o meus maiores tesouros, n�o posso viver sem elas!!

Julia abra�ou a amiga e voltaram para a sala de Julia.

- N�o queria que Caio tivesse me visto chorando daquele jeito. � comentou Alexia mais calma. � Voc� acha que ele ouviu alguma coisa?

- Ele ficou preocupado com voc�. � falou Julia entregando um copo de �gua para a amiga. � Acho que ele n�o ouviu nada n�o.

- Espero que ele n�o tenha ouvido mesmo. � disse ela nervosa.

Na quarta pela tarde Julia foi buscar seus pais no aeroporto. Sua m�e insistiu em preparar o jantar e a presen�a de Alexia e as meninas.

- Elas est�o lindas Alexia! � elogiou seu pai. � Parecem com a m�e.

- Lindas e peraltas, me d�o um baile todos os dias para leva-las na creche. � retrucou Alexia sorrindo.

- Julia nos contou que sua ex sogra entrou com o pedido de guarda das meninas. � comentou George s�rio. � Saiba que estamos do seu lado para o que precisar. Voc� � como uma filha para mim.

- Exatamente voc� faz parte da nossa fam�lia Alexia. � concordou a m�e de Julia.

- Parem com isso ou v�o acabar me fazendo chorar! � disse Alexia emocionada. � Agrade�o pelo carinho, voc�s tamb�m s�o como minha fam�lia.

A noite estava animada, o pai de Julia brincava com as meninas na sala e elas estavam na cozinha preparando o jantar.

- Papai me parece �timo mam�e. � comentou Julia. � Quando o resultado dos exames ficam prontos?

- O m�dico disse a mesma coisa, mas que ter o resultado dos exames para ter certeza. � disse Lorena cortando tomate. � Os resultados ficam prontos segunda-feira. Vamos ter que passar o fim de semana por aqui.

- Vai ser �timo, podemos ir ao shopping comprar presentes para as crian�as e depois ir ao sal�o de beleza e ao cinema e ao parque... � come�ou Julia animada.

- N�o sei se vou ter disposi��o para tudo isso, mas vamos tentar filha. � disse sua m�e rindo.

Julia ouviu a campainha tocar e correu para atender. Sua surpresa n�o poderia ser maior, Jo�o com um buque de flores e uma caixa de bombons.

- Quem � filha? Chame para entrar e jantar conosco, fiz comida para um batalh�o. � disse sua m�e da cozinha.

- Sua m�e � sempre exagerada Julia. � disse seu pai rindo.

Antes que Julia tivesse rea��o sua m�e ficou do seu lado na porta olhando para Jo�o.

- N�o vai nos apresentar seu amigo filha? � perguntou sua m�e curiosa. � N�o seja mal educada e o convide para entrar.

- Me desculpe, n�o sabia que seus pais estavam te visitando Julia. � disse ele sem gra�a. � Posso voltar outro dia.

Antes que Jo�o pudesse dar meia volta a m�e de Julia puxou o bra�o dele o fazendo entrar.

- Bobagem meu filho, fique e jante conosco. � disse Lorena simp�tica. � J� que minha filha n�o nos apresentou. Como se chama?

O olhar de censura de sua m�e n�o ajudou muito, Julia tinha perdido a voz.

- Me chamo Jo�o Henrique n�s trabalhamos juntos. � apresentou-se ele. � Espero n�o estar atrapalhando sua reuni�o familiar.

- Que nada, sente-se. Aceita algo para beber? � perguntou ela educada. � Sirva a bebida a ele Julia!

Depois de recuperada do choque Julia serviu um vinho para Jo�o e o apresentou para seu pai. Logo Alexia veio da cozinha e o cumprimentou tamb�m.

- Eu n�o iria imaginar que sua fam�lia estaria aqui. � desculpou-se ele cochichando em seu ouvido.

- Confesso que fiquei surpresa com sua visita, mas minha m�e nunca deixaria voc� ir embora sem jantar. � disse ela sorrindo. � N�o fique sem gra�a, eles s�o �timas pessoas.

Julia arrumou o buqu� em um vaso e assim que pegou a caixa de bombons foi rodeada pelas meninas.

- Calma meninas, todas v�o ganhar bombons. � disse ela. � Mas s� depois do jantar da vov� Lorena.

- S�o suas sobrinhas? � perguntou Jo�o curioso.

- N�o, s�o minhas filhas. � respondeu Alexia entrando na sala.

Se Jo�o ficou surpreso com a not�cia n�o demostrou e continuou conversando com o pai de Julia. As meninas logo pegaram confian�a em Jo�o e logo estavam em seu colo tagarelando animadamente.

- Acho que elas gostaram de voc�. � comentou Julia rindo. � Voc� perdeu um gravata acredite!!

- N�o tem problema n�o, eu gosto de crian�as e n�o me importo. � disse ele tirando a gravata e dando para as meninas.

- Essa gravata deve ter custado uma fortuna!! � exclamou Alexia tentando pegar a gravata das meninas.

- Eu sou especialista em criar meninas e acredite quando elas querem algum ningu�m � capaz de tirar delas. � comentou George rindo.

- Par� papai, n�s nem demos tanto trabalho assim! � reclamou Julia bem humorada.

- Alexia e Julia venham me ajudar a p�r a mesa. � pediu Lorena. � O jantar j� est� quase pronto.

O jantar foi agrad�vel, o pai de Julia conversava animadamente com Jo�o, Alexia tentava alimentar as meninas com a ajuda de sua m�e. Julia sabia pelos olhares que sua m�e lhe lan�ava que assim que todos fossem embora ela seria interrogada.

- Agora sei de onde Julia herdou sua habilidade na cozinha. � comentou Jo�o. � O jantar estava delicioso.

- Bondade sua meu filho, fiz algo simples. � disse sua m�e modesta. � Julia era a �nica das irm�s que gostava de me ver cozinhar.

- Realmente o jantar estava uma del�cia e como voc�s podem ver minhas meninas j� querem cama. � disse Alexia se levantando. � Preciso ir para casa.

- Eu acompanho voc� Alexia. � se ofereceu Jo�o. � O jantar estava �timo e agrade�o pelo convite. Foi uma noite agrad�vel.

- Fiquem para o cafezinho. � pediu George.

- Eu adoraria, mas elas precisam dormir. � agradeceu Alexia negando o convite.

Todos acompanharam Alexia ao carro e a ajudaram a arrumar as meninas em suas cadeirinhas. Julia insistiu em acompanhar a amiga, mas Alexia disse que Jo�o iria a acompanhando.

- Obrigada pelo jantar estava tudo muito bom. � agradeceu Jo�o despedindo de seus pais e dela.

Assim que seu pai se deitou Lorena foi para o seu quarto e lhe encheu de perguntas com rela��o a Jo�o.

- M�e ele � meu chefe e somos amigos. � explicou ela. � Ele somente quis fazer me um agrado trazendo as flores e os bombons. N�o fantasie nada.

- O modo como ele te olha n�o � como de amigos. � insistiu sua m�e. � Ele � apaixonado por voc�.

- Voc� est� vendo coisas demais mam�e. Somos amigos e mais nada. E tamb�m n�o quero me envolver com ningu�m nesse momento. � disse Julia firme. � Se j� acabou seu interrogat�rio eu preciso dormir.

- Voc� � uma boba, o que aconteceu com Leandro � passado. N�o perca a chance de ter encontrado o amor da sua vida por bobagem sua. � retrucou sua m�e saindo do quarto.

Durante o caf� da manh� Julia decidiu deixar o carro com seus pais e ir para o trabalho de t�xi.

- Bom dia Julia, o doutor Vasquez a espera em sua sala. � avisou sua secret�ria assim que chegou.

- Bom dia, obrigada por me avisar. � disse Julia entrando em sua sala.

Quando Julia entrou na sala foi recepcionada por um sorriso que fez o cora��o dela acelerar.

- Bom dia Julia, espero que n�o se incomode por eu ter te esperado em sua sala. � disse ele a beijando no rosto.

- Bom dia, n�o me importo mesmo afinal voc� � o dono. � brincou ela se afastando. � O que o traz aqui t�o cedo?

- Vim me desculpar por ter ido a sua casa ontem � noite, n�o imaginava que seus pais a visitavam. � disse ele sincero. � Espero n�o ter causado algum mal estar com seus pais.

- N�o precisa se preocupar, voc� foi bem vindo no jantar. � disse ela o tranquilizando. � Meus pais gostaram de voc�.

- Assim fico mais tranquilo. � disse ele. � Voc� est� linda hoje. Aceitaria almo�ar comigo hoje?

- Obrigada pelo elogio. � disse ela sem gra�a. � E quanto ao convite para o almo�o eu aceito.

- Tinha quase certeza que n�o iria aceitar meu convite. � disse ele surpresa. � Meio dia passo aqui e vamos pode ser?

- Isso s� mostra que voc� n�o me conhece mesmo. � retrucou ela sorrindo. � Combinado ao meio dia estarei pronta.

Assim que Jo�o saiu da sala o celular de Julia tocou.

- Quem � Jo�o e porque n�o me contou sobre ele?!! � perguntou sua irm� Ana curiosa. � E mam�e disse que voc� cortou o cabelo, como assim?!!

- Bom dia pra voc� tamb�m Ana, eu estou bem obrigada por perguntar e voc� como est�? � ironizou Julia.

- N�o fuja do assunto Julia!! Quero detalhes e agora!! � exigiu Ana mais curiosa. � Miranda tamb�m est� aqui, conta tudo!

- Mam�e � uma fofoqueira mesmo viu. � disse ela rindo. � N�o tenho o que contar, somos amigos e ele � meu chefe.

- S� isso? Mam�e disse que viu olhares apaixonados dele para voc�. � contou Ana. � Ela disse que ele � lindo e que voc�s ficam bem juntos.

- Voc� sabe como a mam�e � rom�ntica, ela v� coisas onde n�o existe. � retrucou ela. � N�o tem nada de mais.

Decepcionada com o assunto Ana logo desligou e tratou de trabalhar. Alexia apareceu em sua sala quase meio dia.

- Caio me chamou para viajar com ele fim de semana. � contou ela sentando-se. - E minha resposta foi obvia, n�o.

- Jo�o me chamou para almo�ar e depois que voc�s foram embora ontem minha m�e veio me interrogar e hoje de manh� minhas irm�s. � contou Julia tamb�m.

- A vida � t�o complicada pra gente n�. � reclamou ela desaminada.

Julia n�o teve tempo de dizer nada, pois Jo�o chegou para busc�-la para almo�ar.

- Nos acompanha Alexia? � convidou Jo�o educado.

- Agrade�o o convite Jo�o, mas eu tenho muito trabalho pra fazer. Bom almo�o para voc�s. � negou ela o convite saindo da sala.

Julia ficou surpresa ao saber que iriam almo�ar num fast food, ela nunca imaginou que Jo�o frequentasse esse tipo de lugar.

- Se voc� quiser podemos ir para outro lugar. � disse ele diante da surpresa dela.

- N�o, n�o aqui para mim est� perfeito. � retrucou ela apressadamente. � Amo comer aqui s� n�o imaginei que voc� gostasse de lugares assim. Voc� me surpreende a cada dia.

- N�o � porque tenho dinheiro que n�o goste das coisas simples da vida Julia. � disse ele sorrindo. � Tamb�m como pizza com as m�os, acordo mal humorado, leio gibis, corto meu pr�prio cabelo entre outras coisas.

- Ainda � dif�cil imaginar voc� fazendo todas essas coisas como um simples mortal. � confessou ela sem gra�a. � Voc� corta o pr�prio cabelo como assim?

- Isso mesmo, desde os meus dezoito anos eu corto meu cabelo aprendi como meu av� um eximiu barbeiro. � contou ele saudoso. � Apesar do meu av� ter nascido um homem de neg�cios o hobbie dele era a barbearia.

- Voc� me parece ser uma pessoa muito ligada a sua fam�lia. � comentou ela encantada. � Nisso n�s combinamos bem.

- Acho que ganhei um ponto no seu conceito n�? E seus pais gostaram de mim? � brincou ele. -Vamos comer estou com muita fome.

- Muitos pontos no meu conceito isso sim! E sim meus pais gostaram de voc�, principalmente minha m�e que lhe descreveu como um perfeito cavalheiro! � exclamou ela gargalhando. � Vamos comer mesmo precisamos voltar para o trabalho. Afinal n�o posso me atrasar se n�o meu chefe me demite.

Comeram conversando como velhos amigos, Julia se sentia � vontade com ele, ria com facilidade de suas piadas e sentia uma conex�o com ele que nunca tinha sentido com Leandro ou qualquer homem.

- Gosto de pessoas que comem de verdade sabia. � comentou ele a olhando. � Voc� come de verdade, Carol sempre fingia comer e sempre reclamava que estava acima do peso e isso sempre me incomodou.

- Voc� quer mesmo falar da sua ex mulher na hora que estamos comendo? � perguntou ela s�ria colocando o sandu�che no prato. � Perdi o apetite, podemos ir?

- Me desculpe, n�o era minha inten��o estragar nosso almo�o. � disse ele sem gra�a. � Vamos terminar de comer e pedir um sorvete, por favor!

- Realmente eu perdi o apetite eu n�o quero o sorvete. � recusou ela afastando o lanche. � Vamos embora, por favor.

Jo�o sabia que se insistisse ela se fecharia ainda mais, mesmo contrariado acabou a levando para a empresa. Julia se despediu rapidamente dele e foi para sua sala. Ela sabia que tinha sido infantil em se fechar daquele modo, mas a men��o do nome de Carol e a compara��o com ela a fez se sentir inferior e gorda.

- E como foi o almo�o? Me conte tudo e n�o me esconda nada. � pediu Alexia animada. � O que aconteceu? Que cara feia � essa?!

- Estava indo tudo bem at� ele tocar no nome da ex mulher e me comparar com ela. Dizendo que eu como de verdade e sou humana. � contou ela carrancuda. � Ai me fechei feito uma ostra e pedi para ir embora. At� assumo que fui meio infantil, mas ouvir ele falar da ex fez eu me sentir inferior sabe. E tamb�m me fez ver que ele n�o se esqueceu dela.

- Ele falar sobre a ex foi p�ssimo e comparar voc�s foi pior ainda. � concordou Alexia. � Agora voc� achar que ele n�o esqueceu ela j� � demais, eles tiveram um casamento longo e � normal ele comentar algo sobre ela, voc� mesmo ainda comenta algo sobre Leandro e eu ainda comento algo sobre meu ex. Julia todos tivemos um passado inclusive o Jo�o.

- Voc� tem mesmo raz�o, acho que preciso me desculpar com Jo�o pelo meu comportamento de hoje. � disse ela contrariada.

- Isso � sintoma cl�ssico de quem come�a a gostar de algu�m: ci�mes. � declarou Alexia rindo. � T� com ci�mes da ex dele!

- Ci�mes do Jo�o, n�o mesmo!! � negou ela s�ria. � N�s somos amigos e mais nada, o fato dele me comparar com a ex me incomodou profundamente s� isso!!

- O pior cego � aquele n�o quer ver Julia lembre-se disso. � disse Alexia levantando-se.

- Voc� � t�o boa para me dar conselhos. � retrucou Julia. - N�o consegui contar para Caio sobre suas filhas ent�o n�o me censure!

- Eu vou logo antes que comecemos a brigar. � disse Alexia. � Vejo voc� mais tarde.

No final da tarde Julia reuniu for�as e foi procurar Jo�o na sala dele e teve uma grande surpresa ao ver Carol entrando na sala. Ele ainda ama ela. Pensou Julia decepcionada. Ela voltou para sua sala pegou sua bolsa e foi embora.

Quando chegou em casa encontrou seus pais na cozinha. Ver aquela cena familiar a fez lembrar de Jo�o e de Carol entrando na sala. Queria ficar sozinha e chorar, mas colocou um sorriso no rosto e entrou na cozinha.

- Que cheiro maravilhoso � esse? Estou faminta. � disse Julia entrando na cozinha e beijando seus pais.

- Hoje o jantar � uma lasanha feita pelo seu pai. � respondeu Lorena rindo.

- Papai se aventurando na cozinha? Essa � nova para mim. � comentou ela surpresa. � O cheiro est� �timo.

- Eu sou um �timo cozinheiro, melhor que sua m�e. � brincou ele.

- Em quase quarenta anos de casados eu n�o sabia desses dotes culin�rios n�o. � retrucou Lorena surpresa.

- Eu vou deixar voc�s discutindo sobre os dotes do papai, eu vou tomar um banho. � disse Julia rindo indo para o quarto.

O banho de Julia foi demorado, e seus pensamentos eram todos voltados para Jo�o. Estava com ci�mes de Carol e esse sentimento s� se sente por quem se ama. Ela precisava admitir para si mesma, estava completamente apaixonada.

- Julia venha jantar antes que esfrie. � chamou sua m�e.

A lasanha de seu pai estava �tima, mas Julia mal tocou na comida estava sem apetite e lembrar de Jo�o somente a deixava mais deprimida.

- George v� assistir ao jogo que voc� tanto queria. Julia vai me ajudar a arrumar a cozinha. � disse Lorena recolhendo os pratos.

Julia sabia que sua m�e queria conversar com ela e n�o tinha como fugir.

- Me conte o porqu� dessa carinha desanimada. � pediu sua m�e. � Alguma coisa relacionada ao trabalho?

- N�o � nada mam�e, somente cansa�o ando trabalhando demais. � mentiu ela.

- Voc� n�o me enrola Julia, conte logo. � insistiu Lorena s�ria.

- Me apaixonei pelo Jo�o e agora n�o sei o que fazer. � confessou ela chorando.

-Mas qual � o problema meu amor? Isso � bom, amar � sempre bom. � disse sua m�e a abra�ando.

- Ele ainda ama a ex mam�e. Ele n�o me ama como eu amo ele. J� sofri com Leandro n�o quero sofrer com Jo�o e pela mesma mulher. Eu n�o sou forte para suportar tudo isso. � confessou ela em prantos.

- Pare de bobagem Julia aquele homem � apaixonado por voc�. � garantiu Lorena. � A �nica mulher que ele ama � voc�.

- Eu s� quero dormir e parar de pensar nele. Desde que ele entrou na minha vida eu n�o tive um minuto de paz. Meus sentimentos sempre conturbados. � disse ela aflita. � Tentei sufocar tudo isso, mas agora que tudo veio � tona eu n�o sei se posso controlar.

- Voc� � mais forte do que imagina meu amor. S� precisa de um tempo para coordenar seus sentimentos. � disse ela tentado acalma-la. � V� se deitar e tente dormir, ver� que uma noite de sono vai ajudar voc� a pensar com mais calma.

Sua m�e lhe deu um calmante e um ch� e assim que deitou dormiu um sono conturbado e sem sono. Julia n�o queria ir para o trabalho, n�o queria encontrar Jo�o, mas sabia que sua aus�ncia faria com que ele viesse atr�s dela. Levantou bem cedo e saiu de casa antes que seus pais acordassem. Quando chegou a empresa encontrou Jo�o na recep��o.

- Bom dia Julia, chegou cedo. � cumprimentou ele carinhoso. � Podemos tomar um caf� se voc� quiser.

- Bom dia, pois � cheguei cedo tenho muito trabalho para fazer. � respondeu ela distante. � Eu j� tomei caf�, preciso ir.

Ela saiu apressadamente de perto dele, seu cora��o estava em saltos. Alexia foi em sua sala quase onze da manh�.

- Mal humor em n�vel m�ximo, ent�o por favor nada de serm�o hoje. � disparou Julia carrancuda.

- Sem serm�es hoje. Tamb�m estou de mal humor e s� preciso de uma presen�a a amiga e mais nada. � retrucou Alexia desaminada sentando-se.

- Me conte o que se passa com voc�. � pediu Julia solid�ria.

- Minha ex sogra veio me amea�ar outra vez que vai tirar minhas filhas, Caio me pressionando para sair, minha m�e vai se casar pela d�cima vez enfim um conjunto de problemas que nem sei por onde come�o a tentar resolver. � contou ela com os olhos marejados.

- Voc� sabe que pode contar comigo sempre viu. � garantiu Julia abra�ando a amiga. � Eu vou te ajudar em tudo que precisar.

- Obrigada amiga, n�o sei o que eu faria sem o teu apoio. E voc� porque est� com essa cara mal humorada? � indagou Alexia mudando de assunto.

- Ontem fui procurar Jo�o para me desculpar pelo meu comportamento no almo�o, mas quando fui at� a sala dele encontrei Carol. � contou ela. � Doeu saber que eles ainda se encontram mesmo sabendo que n�o tenho nada com ele eu me senti ci�mes.

- Voc� est� apaixonada por ele Julia, s� falta voc� assumir isso para si mesma. � afirmou Alexia.

- Eu j� assumi o amor que sinto por ele para mim mesma. � confessou ela. � � um sentimento que me assusta, tenho medo de n�o ser correspondida, medo de sofrer uma trai��o novamente, medo de me apegar e perceber que eu n�o passo de uma aventura para ele, medo dele voltar para a ex assim que tiver o que quer de mim.

- Eu gostaria de te ajudar, mas s� voc� pode resolver esse problema. No amor cada um tem sua pr�pria f�rmula para ser feliz. � respondeu Alexia sincera.

- N�o quero mais pensar nisso!! Vamos almo�ar porque comer ultimamente tem sido meu maior consolo. � brincou Julia.

As duas decidiram comer em um restaurante �rabe perto da empresa, quando j� comiam Julia viu Caio e Jo�o entrando no restaurante acompanhados de Carol e outra mulher.

- Acabo de perder o apetite. � disse Alexia afastando o prato.

- Eles nem nos viram, vamos terminar de comer e ir embora logo. � retrucou Julia tomando o suco.

Assim que elas sa�ram do restaurante Alexia recebeu a liga��o da creche das meninas e como elas haviam sa�do com o carro de Julia elas foram para a creche rapidamente. Quando chegaram Alexia descobriu que a av� paterna das meninas tinha tentado tir�-las da creche sem a permiss�o dela.

- Quase tivemos que chamar a pol�cia, ela estava fora de si. � contou a professora assustada. � Ela s� foi embora quando o seguran�a a escoltou para fora.

- Aquela mulher idiota, j� n�o basta o bastardo do filho dela ter me abandonado agora ela quer tomar minhas filhas!! � explodiu Alexia irada. � Arrume minhas meninas eu vou leva-las para casa.

- Calma Alexia, vamos buscar seu carro que j� est� equipado para carrega-las, elas s�o bagunceiras demais para deixa-las soltas no banco do carro. � ponderou Julia. � Ela n�o vai voltar mais aqui, as meninas v�o ficar bem.

Contrariada Alexia foi buscar o carro na empresa e encontraram Caio no estacionamento.

- Preciso conversar com voc� sobre alguns relat�rios que me deixam em d�vida. � pediu Caio a Alexia.

- Agora eu n�o posso Caio, tenho problemas pessoais para resolver, mas Julia pode esclarecer qualquer d�vida que voc� possa ter. � retrucou Alexia procurando a chave na bolsa.

- Se eu quisesse que Julia esclarece minhas d�vidas teria pedido diretamente a ela. � retrucou ele seco. � Quero que voc� me explique.

- Eu n�o posso e pronto!! � gritou ela. � E se n�o gostou, amanh� apresento minha carta de demiss�o em sua mesa!! Agora se me der licen�a eu preciso ir!!

Antes que Julia pudesse dizer algo Alexi entrou no carro e saiu cantando pneus do estacionamento.

- O que aconteceu para Alexia estar t�o fora de si desse jeito? � indagou ele curioso.

- Como ela mesma disse s�o problemas de fam�lia. Estou atrasada preciso trabalhar. � disse Julia evasiva saindo.

Quando ela chegou em sua sala sua secret�ria avisou que Jo�o a esperava. Com o cora��o em saltos ela foi ao encontro dele.

- Queria conversar comigo Jo�o. � disse ela entrando na sala. � Algum problema?

- O que eu preciso fazer para voc� entender que eu estou apaixonado por voc� e quero ter um relacionamento s�rio? � disparou ele se aproximando.

- Acho que esse n�o o local para termos essa conversa. � desconversou ela sem gra�a.

- N�o tente fugir dessa conversa Julia, voc� n�o vai sair daqui at� que decida isso. � a advertiu ele a prendendo na porta.

- Voc� prometeu que iriamos com calma e agora est� me pressionando, isso n�o � justo! � acusou ela com dificuldades para respirar.

- Eu n�o sou t�o paciente como tentei ser. � confessou ele sorrindo. � Eu quero voc�!

- Por quanto tempo Jo�o? � perguntou ela se desvencilhando. � Por quanto tempo vai me quer? At� encontrar outra aventura? At� voc� se acertar com Carol? Eu vi ela aqui ontem e vi voc� com ela num restaurante!

- N�o nego que tenha encontrado Carol, n�s temos neg�cios em comum e estamos tratando do nosso div�rcio. � respondeu ele. � Nosso casamento n�o tem mais volta, ela est� com Leandro.

- � verdade que est� apaixonado por mim? � indagou ela sorrindo.

- Claro que � verdade, eu amo voc�. � confirmou ele a olhando apaixonado.

- Eu tamb�m amo voc�. � confessou ela aceitando o abra�o. � Amo muito.

- Nossa como � bom ouvir isso!! � disse ele aliviado. � Sabe o quanto eu imaginei voc� dizendo isso?

- Confesso que fiquei com ci�mes de ver Carol com voc� ontem e hoje. � disse ela sem gra�a.

- S� tenho olhos para voc� n�o precisa ter ci�mes n�o. � garantiu ele gargalhando.

- Acho bom mesmo, sou ciumenta e n�o gosto de dividir nada com ningu�m! � brincou ela.

O beijo foi ardente e apaixonado, quando Julia percebeu estava deitada na mesa de Jo�o e gemendo diante das car�cias ousadas que recebia dele.

- Voc� me deixa louco sabia. � gemeu ele em seu ouvido. � Quero me sentir dentro de voc�.

A respira��o dela estava entre cortada, ela queria sentir Jo�o dentro de si, queria desesperadamente sentir sua pele contra a dele.

- Eu tamb�m quero voc� Jo�o. � disse ela ofegante.

As pe�as de roupa foram deixadas pelo escrit�rio, Jo�o trilhava beijos molhados por todo o corpo dela, quando ela sentiu um beijo em sua parte mais sens�vel de seu corpo ela quase gritou. Ela queria retribuir ao carinho, mas foi impedida por ele quando tentou levantar da mesa. Jo�o estava disposto a somente dar prazer a ela.

- Eu n�o aguento mais preciso possuir voc�. � disse ele sentando na cadeira a puxando.

Julia se posicionou no colo de Jo�o sentiu ser preenchida pelo sexo rijo e pulsante dele. Ela controlou o movimento e quando chegou o cl�max logo ele a acompanhou.

- Acho que foi muito errado termos feito isso em hor�rio de trabalho. � brincou ela. -Vai que nosso chefe descobre.

- Acredite o chefe ficou bem satisfeito. � disse ele entrando na brincadeira. � Se pudesse iria repetir a dose agora mesmo.

- Homem insaci�vel voc� hein!! � gracejou ela. � Estou com vergonha da sua secret�ria vai que ela escutou alguma coisa.

- Bobagem, minha secret�ria � muito discreta ela n�o seria indiscreta com rela��o a nada. � garantiu ele cal�ando o sapato.

- N�o usamos prote��o!! � exclamou ela assustada. � Quanta irresponsabilidade.

- Eu caso com voc� se tivermos um filho. � brincou ele. � Espero que ele se pare�a com voc�.

- N�o brinque com isso Jo�o, ter um filho � muita responsabilidade para se ter sem um planejamento. � retrucou ela s�ria.

- N�o se desespere antes do tempo Julia, as vezes n�o pode acontecer nada. � disse ele a abra�ando.

- Voc� est� certo, eu preciso voltar ao trabalho. � disse ela se soltando dele.

- Vamos jantar hoje? Cinema e jantar. � convidou ele carinhoso. � Quero ficar um tempo sozinho com voc�.

- Cinema e jantar parece �timo. Me pega l� em casa oito da noite? � aceitou ela feliz.

- Passo l� as oito em ponto. � garantiu ele a beijando.

Ela saiu da sala dele muito sem gra�a e rapidamente voltou para sua sala. Quando pegou seu celular tinha v�rias liga��es de sua m�e.

- O que aconteceu mam�e? � indagou ela preocupada.

- Seu pai passou mal e est� internado no hospital o m�dico n�o deu esperan�a para ele Julia. � contou sua m�e em prantos.

Julia chegou ao hospital em vinte minutos, sua m�e estava desolada.

- Ele morreu Julia, ele morreu. � disse Lorena se jogando nos bra�os da filha.

O choque de Julia impediu que ela dissesse qualquer coisa e apenas abra�asse a m�e.As l�grimas brotaram nos olhos dele emba�ando sua vis�o. Quando por fim acalmou sua m�e, foi procurar um m�dico para entender o que havia acontecido.

- Ele teve um enfarte fulminante quando chegou aqui n�o pudemos fazer mais nada. � contou o m�dico. � Eu preciso que voc� assine alguns documentos.

Mecanicamente ela assinou os documentos para a libera��o do corpo do pai, ligou para suas irm�s e dar a not�cia, ligou para Alexia e depois de muito insistir levou sua m�e para casa.

- M�e tome esses comprimidos que o m�dico receitou. � disse Julia preocupada. � Voc� precisa descansar e dormir um pouco.

- Ele parecia t�o bem, estava feliz por passar uns dias na capital e agora tudo acabou ele se foi para sempre. � disse Lorena aceitando os comprimidos com o copo com �gua.