Emily Rodda - Deltora Quest 7 - O Vale Dos Perdidos por Emily Rodda - Versão HTML

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DELTORA É UMA TERRA DE MONSTROS E

MAGIA...

Lief, Barda e Jasmine estão à procura das sete pedras perdidas do

mágico Cinturão de Deltora e estão perto de atingir a sua meta. Seis pedras

brilham agora no Cinturão, e a última deve ser encontrada para que Deltora possa

ser libertada da tirania do perverso Senhor das Sombras.

Os companheiros enfrentaram vários terrores com força e coragem. Agora

estão prestes a conhecer os sombrios mistérios que não podem ser derrotados

somente com força e coragem. Se falharem, a sua busca estará perdida, e eles

ficarão aprisionados para sempre na atordoante névoa do Vale dos Perdidos.

SUMÁRIO

Terrores na noite

Companhia

À deriva

Silêncio

O segredo de Tora

Os recém-chegados

Uma guerra de vontades

Caminhos separados

O Vale dos Perdidos

O palácio

O jogo

A procura

Faíscas brilhantes

O nome

O porta-jóias

Respostas

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ATÉ AGORA...

Lief, Barda e Jasmine partiram em uma grande busca pelas sete pedras

preciosas do mágico Cinturão de Deltora. Escondidas em locais assustadores por

todo o reino, elas devem ser recolocadas no Cinturão para que o legítimo herdeiro

do trono possa ser encontrado e a tirania do Senhor das Sombras, derrotada.

Seis pedras já foram encontradas. O topázio, símbolo da lealdade, que

tem o poder de contatar o mundo espiritual e de aclarar e estimular a mente; o

rubi, símbolo da felicidade, cuja cor perde a intensidade na presença de ameaças,

repele espíritos malignos e é um antídoto para venenos; a opala, pedra da

esperança, que oferece vagas imagens do futuro; o lápis-lazúli, pedra celestial,

que é um poderoso talismã; a esmeralda, símbolo da honra, perde o brilho na

presença do mal; a ametista, símbolo da verdade, acalma e tranqüiliza.

Os companheiros descobriram um movimento secreto de resistência

chefiado pelo misterioso Perdição. Outro membro da resistência, Dain, um jovem

com a mesma idade de Lief, foi seqüestrado por piratas, e os pais de Lief foram

aprisionados.

Sempre receosos dos Guardas Cinzentos que servem ao Senhor das

Sombras e dos terríveis Ols, capazes de mudar de forma e aparência, os amigos

precisam agora cruzar o rio Tor e partir para a sua última meta, o Vale dos

Perdidos, onde se encontra a última pedra, o grande diamante.

E, agora, continue a leitura...

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Estava escuro e muito silencioso. Lief, barda e Jasmine deslizavam pela

noite como sombras ao lado do Rio Tor, que também carregava os seus segredos.

Por motivos de segurança, eles decidiram não viajar de dia, mas a noite

também encerrava seus perigos, pois a Lua encontrava-se oculta atrás das

nuvens, e eles não ousavam acender uma tocha para iluminar o caminho. Da

mesma forma que a escuridão lhes servia de esconderijo, ela também ocultava o

inimigo à espreita.

E não era só isso que ela escondia, mas também buracos, pedras e valas,

árvores, arbustos e pontos de referência. A cada passo que davam, iam rumo ao

desconhecido.

Os companheiros sabiam que não muito distante dali havia uma ponte e,

quando a atingissem, poderiam finalmente cruzar o rio que lhes causara tanto

sofrimento. E, então, poderiam começar a jornada na direção do Vale dos

Perdidos, onde se encontrava o grande diamante, a sétima pedra do Cinturão de

Deltora.

Contudo, seria extremamente fácil passar pela ponte sem notá-la, de

modo que, por mais que detestassem até mesmo pensar no rio Tor, eles o

acompanhavam de perto, certos de que aquelas águas escuras acabariam por

levá-los ao seu destino.

Lief agarrava o Cinturão de Deltora oculto sob as roupas com uma das

mãos. Mas o Cinturão, apesar de todo o seu poder, não podia ajudá-lo enquanto

ele se esforçava para tentar enxergar na escuridão que cercava os amigos.

— Já estamos perto — Jasmine sussurrou de repente.

Lief percebeu uma certa palidez quando ela virou o rosto em sua direção.

Filli, encolhido em seu casaco, emitiu um vago som sonolento. Kree encontrava-se

em silêncio e invisível no ombro dela, as penas pretas ocultas pela escuridão.

— Você consegue vê-la? — Barda indagou.

— Não, mas sinto o cheiro de pessoas e animais, e a ponte fica logo

depois de uma vila, lembra?

O grupo seguiu adiante, esgueirando-se até chegar a um trecho de terreno

sem vegetação. Lief teve a impressão de ver um muro escuro erguendo-se à

esquerda.

Talvez houvesse habitantes armados do vilarejo atrás dele, em vigília,

atentos a sinais de perigo. Talvez fosse esse o motivo pelo qual a vila ainda não

tivesse sido destruída, apesar dos piratas que navegavam nas águas do Tor e dos

bandidos que rondavam as suas margens.

Se ouvissem algum ruído, os guardas iriam averiguar. Atacariam de

imediato, sem pena. Eles tinham aprendido com as tristes experiências

testemunhadas ao longo do rio e sabiam que hesitar representava arriscar-se a

perder tudo.

Os amigos prosseguiram andando com cuidado, contendo a respiração.

Mal o grupo atingiu a segurança de um bosque além do muro, as nuvens que

cobriam a Lua se espalharam e o chão foi inundado pela luz.

— Tivemos sorte — Jasmine comentou, prendendo a respiração. — Se

isso tivesse acontecido somente alguns minutos antes...

Barda tocou o braço de Lief e apontou para a frente. Por entre as árvores,

ele pôde ver a ponte. Ela estava muito perto e parecia tranqüila sob o luar. Um

pequeno rebanho de cabras de pêlo longo amontoava-se ao seu redor, algumas

em pé, outras repousando na grama.

A ponte era sólida e larga o bastante para permitir a passagem de

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carroças. A seu lado, havia uma grande placa com dizeres um pouco apagados, o

que, porém, não impediu Lief de distinguir as palavras.