Entre o discurso e o fazer arquitetônico: reflexões sobre o ensino de arquitetura e urbanismo e... por Cláudia Maria Arcipreste - Versão HTML

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Cláudia Maria Arcipreste

ENTRE O DISCURSO E O FAZER ARQUITETÔNICO:

REFLEXÕES SOBRE O ENSINO DE ARQUITETURA E URBANISMO E SEUS REFERENCIAIS

A PARTIR DO TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO

São Paulo

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo

Universidade de São Paulo

2012

Cláudia Maria Arcipreste

ENTRE O DISCURSO E O FAZER ARQUITETÔNICO:

REFLEXÕES SOBRE O ENSINO DE ARQUITETURA E URBANISMO E SEUS REFERENCIAIS

A PARTIR DO TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO

Tese de doutorado apresentada ao Programa de

Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da

Universidade de São Paulo, como requisito parcial

para obtenção do título de Doutora em Arquitetura

e Urbanismo.

Área de concentração: Projeto de Arquitetura

Orientador: Prof. Dr. Carlos Augusto Mattei Faggin

São Paulo

2012

AUTORIZO A REPRODUÇÃO E DIVULGAÇÃO TOTAL OU PARCIAL DESTE TRABALHO, POR

QUALQUER MEIO CONVENCIONAL OU ELETRÔNICO, PARA FINS DE ESTUDO E PESQUISA,

DESDE QUE CITADA A FONTE.

E-MAIL: claudiaarcipreste@gmail.com

Arcipreste, Cláudia Maria

A674e Entre o discurso e o fazer arquitetônico: reflexões sobre o ensino

de arquitetura e urbanismo e seus referenciais a partir do Trabalho

Final de Graduação / Cláudia Maria Arcipreste. -- São Paulo, 2012.

287 p.: il.

Tese (Doutorado - Área de Concentração: Projeto de Arquitetura) –

FAUUSP.

Orientador: Carlos Augusto Mattei Faggin

1.Arquitetura (Estudo e ensino) 2.Projeto de Arquitetura (Estudo e

ensino) 3.Ensino Superior (Trabalho de conclusão de curso) 4.Urbanismo

(Estudo e ensino)

CDU 72:37

ARCIPRESTE, Cláudia Maria.

ENTRE O DISCURSO E O FAZER ARQUITETÔNICO:

REFLEXÕES SOBRE O ENSINO DE ARQUITETURA E URBANISMO E SEUS REFERENCIAIS

A PARTIR DO TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO

Tese de doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da

Universidade de São Paulo, como requisito parcial para obtenção do título de Doutora em Arquitetura e

Urbanismo. Área de concentração: Projeto de Arquitetura. Orientador: Prof. Dr. Carlos Augusto Mattei

Faggin.

Aprovada em:

Banca Examinadora

Prof. Dr. __________________________________ Instituição: ______________________________

Julgamento: _______________________________ Assinatura: ______________________________

Prof. Dr. __________________________________ Instituição: ______________________________

Julgamento: _______________________________ Assinatura: ______________________________

Prof. Dr. __________________________________ Instituição: ______________________________

Julgamento: _______________________________ Assinatura: ______________________________

Prof. Dr. __________________________________ Instituição: ______________________________

Julgamento: _______________________________ Assinatura: ______________________________

Prof. Dr. __________________________________ Instituição: ______________________________

Julgamento: _______________________________ Assinatura: ______________________________

À Maria de Lourdes e à memória de Alcino.

Ao Tito Flávio.

À Marina.

AGRADECIMENTOS

Ao meu orientador, professor Carlos Augusto Mattei

Faggin, por seu fundamental apoio e decisiva participação

no encaminhamento e na finalização deste trabalho.

Também pelas valiosas contribuições trazidas à pesquisa.

À professora Marlene Yurgel que, até seu falecimento em

dezembro de 2011, acreditou nas questões aqui trazidas

e confiou no desenvolvimento das mesmas, orientando

este trabalho de maneira segura e serena.

Aos arquitetos que participaram desta pesquisa. Aos

diretores, chefes de departamento, coordenadores dos

cursos de arquitetura pesquisados, pela abertura das

instituições à realização deste trabalho.

Aos professores Francisco Segnini Júnior e Minoru

Naruto, por suas contribuições à investigação e,

sobretudo, pelas críticas e sugestões trazidas no

momento de qualificação desta tese.

Muito especialmente agradeço ao Tito. Por compartilhar das inquietações que deram origem a este

estudo; pelo rigor no debate das questões aqui apresentadas; pela disposição constante para a leitura

dos textos e imprescindível ajuda na revisão dos mesmos; pelo permanente incentivo e por me

propiciar todas as condições necessárias á realização deste trabalho, em todas as suas etapas.

RESUMO

Tomando como objeto de estudo os produtos e processos do Trabalho Final de Graduação (TFG) nos

cursos de arquitetura e urbanismo, este trabalho evidencia e discute as dimensões didático-

pedagógicas envolvidas, em especial nos processos de projeto. Aborda os princípios e valores dos

campos arquitetônico e educacional que, atrelados aos critérios de qualificação e de excelência

considerados, circulam no âmbito do TFG e, de modo amplo, na formação do arquiteto e urbanista.

Discute, ainda, os referenciais a partir dos quais se operam as tomadas de decisões dos estudantes,

expondo direcionamentos importantes do ensino-aprendizagem em arquitetura e urbanismo no

contexto contemporâneo. Trata-se de investigação qualitativa, envolvendo ex-alunos e professores de

seis instituições de ensino de arquitetura e urbanismo das cidades de São Paulo e de Belo Horizonte,

abordando o objeto de estudo a partir de referenciais teóricos dos campos da educação e da

arquitetura e urbanismo, sob a ótica da sociologia da cultura e da sociologia da educação.

A pesquisa indica que, como fato didático-pedagógico, o TFG é um dos momentos de mais intensa

aprendizagem nos cursos, devido ao seu potencial de integração disciplinar; à grande autonomia

conferida ao estudante que é, de fato, o protagonista dos processos; às relações professor-aluno

estabelecidas a partir dessa autonomia; e às metodologias de problematização contínua que

predominantemente embasam os processos didático-pedagógicos e projetuais envolvidos. Contudo,

apesar da perspectiva crítico-reflexiva dessas metodologias, os princípios e valores que circulam pelos

processos seguem hegemonicamente atrelados a práticas e pensamentos associados à arquitetura

moderna, em especial aos ideais de racionalidade, de funcionalidade, de arquitetura-arte e à noção do

arquiteto-criador, em visões universalizantes e deterministas. Como fato sociológico, o TFG evidencia o

ensino-aprendizagem em arquitetura e urbanismo, em especial na área de projeto, como espaço de

produção/reprodução de pensamentos e modos operacionais que de longa data marcam a profissão e

suas formas no imaginário social. Pouco abertos à diversidade, à heterogeneidade, contemplam

possibilidades limitadas de ação profissional do arquiteto e urbanista, sobretudo diante de demandas e

condicionantes do contexto brasileiro contemporâneo.

Palavras-chave: Ensino-aprendizagem de Arquitetura e Urbanismo, Ensino-aprendizagem de projeto,

Trabalho Final de Graduação.

ABSTRACT

This work shows and discusses didactic and pedagogical dimensions of the Undergraduate Final Work

(TFG) of some Brazilian courses in architecture and urbanism, especially studying the process of

design. Products and processes of TFG are taken as an object of study, in order to discuss principles

and values of the architectural and educational field which, linked to qualification criteria of excellence

considered, are present on the TFG and, broadly, in the formation of the architect and the urban

planner. Also, this work aims to discuss the frameworks from which students make their decisions,

showing important guidelines for teaching and learning of architecture and urbanism in the

contemporary context. This is a qualitative research, with former students and teachers in six courses in

architecture and urbanism of the cities of São Paulo and Belo Horizonte. The object of study is here

approached from the theoretical fields of education, architecture and urbanism, under the perspective of

the sociology of culture and the sociology of education.

Research indicates that the TFG is one of the most intense moments of learning in courses. This is due

to its potential for disciplinary integration and to the greater autonomy given to the student who is, in

fact, the protagonist of the processes. This is also due to the teacher-student relationship established

from this autonomy and to the methodologies underlying the continuous questioning of the processes,

both didactic and pedagogical as project methodologies. However, despite the critical and reflective

view of these methodologies, principles and values that circulate through the processes remain

connected to the practices and thoughts associated with Modern architecture, particularly the ideals of

rationality, functionality and architecture's artistry and the notion of the architect creator, with universal

and deterministic views. Also, the TFG shows the teaching and learning in architecture and urbanism,

especially in the project area, as a place of production and reproduction of thoughts and modes of

operation that have long marked the profession in the social imaginary. Such thoughts and modes of

operation do not consider the diversity and heterogeneity and, indeed, they give the architect and

urbanist limited scope for professional action, especially in the face of demands and constraints of

contemporary Brazilian context.

Keywords: Teaching and Learning of Architecture and Urban Planning, Teaching and Learning of

Project, Undergraduate Final Work (TFG).

LISTA DE FIGURAS

CAPÍTULO 2

FIGURA 1 - Abrigo Efêmero Portátil de Caráter Emergencial. Trabalho de curso, 2010,

Universidade Estadual de Campinas, São Paulo. Aluna: Giovana S. Feres.

Orientação: Leandro Medrano.

50

FIGURA 2 - Espaço Cultural Antromangue - Uma Poética do Manguebeat.

Trabalho de curso, 2009, Universidade Católica de Pernambuco, Recife,

Aluno: Rafael Campos Rangel, Orientação: Andréa M. Lins Storch.

51

FIGURA 3 - O bambu na habitação de baixo custo, TFG, Curso de Arquitetura

da PUCMinas, 2003. Aluna: Adriene Pereira C. C. Souza.

Orientação: Margareth de Araújo Silva.

51

FIGURA 4 - Projeto para hotel e centro comercial. Trabalho de graduação,

FAUMackenzie, 1985. Aluno: Mário Biselli.

56

FIGURA 5 - Prédio Comercial. Trabalho de graduação vencedor do primeiro Concurso Opera

Prima, 1988. Aluno Luiz Fernando Rihl. Orientador: Flávio Soares. FA-UFRGS.

57

FIGURA 6 - Centro Autorregenerativo, TGI/ FAUUSP, 1996. Aluno: Caio Vassão.

a) Perspectiva geral, b) Trama hexagonal da cobertura.

60

FIGURA 7 - Autogestão e introdução de alternativa tecnológica na produção

de moradia por ajuda-mútua, TGI/FAUUSP, Aluno Alexandre Syoei Yamaguti.

Orientador: Paulo Sérgio de Souza e Silva. a) plantas,

b) Esquema construtivo/estrutural, c) perspectivas.

61

FIGURA 8 - Centro de Lazer no Brás, TGI/ FAUUSP, 1991. Aluno Marcello Montore.

Orientador: Fábio Mariz Gonçalves. a) maquete, b) implantação, c) corte.

62

FIGURA 9 - Fachada de um Palácio de Convenções Rotarianas.

Projeto de Affonso Eduardo Reidy para diplomação na ENBA, 1930.

71

FIGURA 10 - Ambulatório infantil, projeto de último ano de Ernani Vasconcellos,

Premio Caminhoá, ENBA, 1932.

72

FIGURA 11 - Representação, Plano de ensino Bauhaus.

75

FIGURA 12 - Prancha com tipologias de escadas exteriores, Durand, 1840.

81

FIGURA 13 - Passos para elaboração de um projeto, Durand, 1840.

81

FIGURA 14 - Ateliês articulados à École nationale des beaux-arts de Paris.

a) Atelier Pascal, 1905, ateliê livre. b) Atelier Paulin,

[entre 1895 e 1907], ateliê oficial.

84

FIGURA 15 - Projeto de Carlier, Prix de Rome, 1726, Portal de igreja.

87

FIGURA 16 - Projeto de Truard, Prix de Rome, 1780, Colégio sobre um terreno triangular.

89

FIGURA 17 - Projeto de Bernard, Prix de Rome, 1782, Palácio da Justiça.

89

FIGURA 18 - Projeto de Charles Garnier, Prix de Rome, 1848,

Conservatório de artes e ofícios.

91

FIGURA 19 - Projeto de Chabrol, Prix de Rome, 1862, Palácio do governador da Argélia.

91

FIGURA 20 - Projeto de Marcel-Noel Lambert, Prix de Rome, 1873, Castelo d‟água.

93

FIGURA 21 - Projeto de Tony Garnier, Prix de Rome, 1899, Banco do Estado.

93

FIGURA 22 - Projeto de Grandjean de Montigny, Prix de Rome, 1799, Cemitério.

97

FIGURA 23 - Catedral de Santa Maria del Fiore, Filippo Brunelleschi, planta e corte.

100

CAPÍTULO 3

FIGURA 24 - Le Corbusier, Plan Voisin, imagem emblemática de

posturas demiúrgicas do arquiteto moderno.

106

FIGURA 25 - Peter Eisenmann, Casa VI, Cornwall, EUA, 1972.

113

FIGURA 26 - Demolição do conjunto habitacional Pruitt-Igoe, 1972.

114

FIGURA 27 - Piazza d‟Italia, Nova Orleans, EUA, Charles Moore, 1976-79.

115

FIGURA 28 - Ufa Palast, Dresden, Alemanha, Coop Himmelb(l)au, 1993-98.

117

FIGURA 29 - Expressão hi-tech em Londres: Norman Foster, Swiss Re (1997-2004), ao fundo;

Richard Rogers, Lloyd's Building (1978-86), à frente.

117

FIGURA 30 - Textos clássicos de Henri Lefebvre, Jane Jacobs e Kevin Lynch,

bases de novas reflexões em arquitetura e urbanismo desde os anos 1950.

120

FIGURA 31 - Vila Matteotti, Terni, Itália, projeto participativo,

Giancarlo de Carlo, 1970-75.

121

FIGURA 32 - Conjunto habitacional La Mémé, Louvain, Belgica, Lucien Kroll, 1970.

124

FIGURA 33 - Arquitetura móvel proposta por Yona Friedman.

125

FIGURA 34 - Novos mapas das cidades, derivas e psicogeografia

como instrumento de investigação urbana.

126

FIGURA 35 - Construção das abóbodas de Oscar Niemeyer,

foco da crítica do grupo Arquitetura Nova.

128

FIGURA 36 - Residência Pery Campos, São Paulo, 1970.

Arquitetos Rodrigo Lefévre e Nestor Goulart Reis Filho.

128

CAPÍTULO 4

FIGURA 37 - Imagem da monografia, TFG de A. S., A colonização e as cidades

à brasileira: aspectos sociológicos de urbanização, FAUUSP, 2008.

165

FIGURA 38 - Prancha de TFG de I. S. M., Construções dinâmicas em desastres

ambientais, PUCMinas, 2009

165

FIGURA 39 - Perspectiva, TFG de J. M. P., Vazios urbanos:

reabilitação de áreas industriais desativadas, EAUFMG, 2009

166

FIGURA 40 - Perspectiva, TFG de J. P. V., Centro de memória da atividade

mineradora Poconé – MT, PUCMinas, 2009.

166

FIGURA 41 - Croquis de estudo, TFG de A. R. F., São Paulo a partir dos rios:

reflexão sobre a cidade a partir do estudo da várzea, ECidade, 2008.

166

FIGURA 42 - Perspectivas, TFG de M. C., Território urbano: centro histórico

de Santos e o cais do Valongo, FAUMackenzie, 2008.

167

FIGURA 43 - Prancha de TFG de T. C. B. L., Encontros e desencontros na arquitetura –

a assistência técnica e a ocupação Dandara, PUCMInas, 2009.

169

FIGURA 44 - Maquete, TFG de F. C., Espaço da moda mineira, CAU-IH, 2009.

171

FIGURA 45 - Maquete, TFG de J. S., Intervenção na favela Monte Azul,

FAUMackenzie, 2008.

171

FIGURA 46 - Cortes e perspectiva, TFG de A. M., Complexo de cultura e

eventos de Santo André, FAUMackenzie, 2008.

171

FIGURA 47 - Perspectiva, TFG de G. F. B., Arquitetura, cultura e espaço público -

utilização dos espaços em uma biblioteca pública, FAUMackenzie, 2008.

172

FIGURA 48 - Maquete, TFG de G. P., Parque do Samba - Barra Funda, FAUUSP, 2008.

172

FIGURA 49 - Perspectiva, TFG de L. G. S., Núcleo de artes sensoriais, CAU-IH, 2009.

173

FIGURA 50 - Foto-inserção da proposta, TFG de F. S., Equipamentos públicos

de cultura: uma rede segundo as estações de metrô, FAUMackenzie, 2008.

173

FIGURA 51 - a) Diagnóstico urbano. b) Perspectiva, c) Perspectiva, TFG de J. M. M.,

Requalificação da estação ferroviária de Varginha e

readaptação do entorno, EAUFMG, Belo Horizonte, 2009.

175

FIGURA 52 - a) Diagnóstico urbano, b) Perspectiva, TFG de J. B. T.,

Praça dos trilhos, FAUUSP, São Paulo, 2008.

176

FIGURA 53 - a) corte, b) perspectiva, c) detalhamento, TFG de P. N.,

Centro regional de culturas construtivas, FAUUSP, 2008.

179

FIGURA 54 - a) Detalhe construtivo, b) Perspectiva, TFG de J. F. B.,

Novos centros e espaços de cultura: centro de referência

de artes gráficas, FAUMackenzie, 2009.

180

FIGURA 55 - Sumário da monografia de TFG de A. M., Complexo de cultura

e eventos de Santo André, FAUMackenzie, 2008.

184

FIGURA 56 - Programa de projeto, TFG de J. F. B., Novos centros e

espaços de cultura: centro de referência em artes gráficas, FAUMackenzie, 2008. 190

FIGURA 57 - Partido de projeto/Implantação, TFG de G. L, A várzea paulistana:

estação biblioteca Santa Maria, ECidade, 2008.

191

FIGURA 58 - Estudos iniciais do partido de projeto, TFG de C. E. C.,

O múltiplo uso na arquitetura urbana, FAUMackenzie, 2008.

192

FIGURA 59 - Diretrizes do partido arquitetônico, TFG de P. N., FAUUSP,

Centro regional de culturas construtivas, 2008.

193

FIGURA 60 - Diagrama de organização espacial, TFG de E. G., Escola superior

de dança, FAUMackenzie, 2008.

194

FIGURA 61 - Diagrama com o método de trabalho, TFG de J. P. C., Desenho

urbano e arquitetura sustentáveis na área da luz, FAUUSP, 2008.

194

FIGURA 62 - Diagramas de diagnóstico e intervenção, TFG de N. A., Análise urbana.

na avenida Santos Dumont: uma proposta de regeneração, EAUFMG, 2009

195

FIGURA 63 - Diagramas, proposta de intervenção, TFG de M. C., Território

urbano: centro histórico de Santos e o cais do Valongo, FAUMackenzie, 2008.

195

FIGURA 64 - Croquis de estudo, imagem da apresentação do TFG de C. E. C.,

O múltiplo uso na arquitetura urbana, FAUMackenzie, 2008.

200

FIGURA 65 - Croquis de estudo, TFG de A. R. F., São Paulo a partir dos rios.

reflexão sobre a cidade a partir do estudo da várzea, ECidade, 2008.

201

FIGURA 66 - Croquis, perspectivas, TFG de G. P., Parque do Samba -

Barra Funda, FAUUSP, 2008.

201

FIGURA 67 - Fotografia de maquete física, TFG de M. A., O centro novo de São Paulo

e suas galerias comerciais: permeabilidade do térreo e ocupação

de vazios urbanos, FAUMackenzie, 2008.

202

FIGURA 68 - Maquete física, TFG de M. C., Território urbano: centro

histórico de Santos e o cais do Valongo, FAUMackenzie, 2008.

203

FIGURA 69 - Perspectiva e detalhe, TFG de I. S. M., Construções dinâmicas

em desastres ambientais, PUCMinas, 2009.

225

FIGURA 70 - Perspectiva, TFG de J. K., Edifícios conectores, FAUMackenzie, 2008.

229

FIGURA 71 - Perspectiva, TFG de S. M. B., A arte urbana como instrumento

requalificador dos espaços, FAUMackenzie, 2008.

229

FIGURA 72 - Perspectivas, TFG de C. E .C, O múltiplo uso na arquitetura

urbana, FAUMackenzie, 2008.

230

FIGURA 73 - Perspectivas, cortes e detalhes, TFG de R. C., Requalificação urbana

e ambiental do rio Tietê: o parque das águas, FAUMackenzie, 2008. .

231

FIGURA 74 - Perspectiva, TFG de J. S. Intervenção na Favela Monte Azul,

FAUMackenzie, 2008.

234

FIGURA 75 - Perspectiva, TFG de A. S. B., Habitação estudantil hipercentral,

EAUFMG, 2009.

235

FIGURA 76 - Prancha de TFG enviada ao concurso Ópera Prima, TFG de E. G.,

FAUMackenzie, 2008. Trabalho premiado com menção honrosa em 2009.

240

FIGURA 77 - Diagramas de proposição projetual, Repensando a cidade através

de uma proposta de ocupação e requalificação tecnológica e ambiental na

Barra Funda, TFG de R. S., FAUUSP, 2008.

245

FIGURA 78 - Diagnóstico urbano e proposta de intervenção, Estação intermodal

do Calafate/Belo Horizonte, TFG de D. C., PUCMinas, 2009.

246

FIGURA 79 - Imagens do contexto, perspectivas e elevações do projeto, TFG de T. B,

Ambiências e intermitências: os trabalhadores do centro de

Belo Horizonte, CAU-IH, 2008.

247

FIGURA 80 - Prancha de projeto enviada ao concurso Ópera Prima, Diretrizes para

Plano Diretor, maquetes do centro comunitário e caixa com registros do processo

de trabalho, TFG de T. C. B. L., Encontros e desencontros na arquitetura –

a assistência técnica e a ocupação Dandara, PUCMinas, 2009.

248

FIGURA 81 - Imagem do contexto, planta e elevação, TFG de L. C., Vazio suspenso:

plataforma de práticas urbanas, ECidade, 2008.

250

FIGURA 82 - Foto-inserção da proposta, TFG de L. T., Preciclopontos nas

(plasti)cidades, CAU-IH, 2009.

251

LISTA DE TABELAS E QUADROS

TABELAS

TABELA 1 - Trabalhos finais de graduação desenvolvidos nos cursos pesquisados.

Classificação por área de conhecimento/campos de atuação profissional

279

TABELA 2 - Trabalhos finais de graduação, seleção para

aprofundamento da pesquisa - classificação geral por área de

conhecimento/campos de atuação profissional

280

TABELA 3 - Trabalhos finais de graduação selecionados para aprofundamento

da pesquisa – Detalhamento da classificação por área de

conhecimento/campos de atuação profissional

281

QUADROS

QUADRO 1- Prix de Rome - Categoria Arquitetura - 1720–1740. Relação de

laureados por ano e temas de projeto

87

QUADRO 2 - Prix de Rome - Categoria Arquitetura - 1775-1815. Relação de

laureados por ano e tema de projeto

89

QUADRO 3 - Prix/Grand Prix de Rome - Categoria Arquitetura - 1845–1865.

Relação de laureados por ano e tema

92

QUADRO 4 - Prix/Grand Prix de Rome - Categoria Arquitetura - 1890–1906.

Relação de laureados por ano e tema

94

QUADRO 5 - Prix/Grand Prix de Rome - Categoria Arquitetura - 1946–1966.

Relação de laureados por ano e tema

95

QUADRO 6 - Oposições estruturadas entre os subcampos da produção

arquitetônica, segundo Garry Stevens

109

QUADRO 7 - Relação de ex-alunos pesquisados em cursos de arquitetura

e urbanismo de São Paulo e Belo Horizonte, títulos dos

trabalhos finais de graduação apresentados

283

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ABEA

Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e

Urbanismo.

CAPES

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível

Superior.

CAU-BR

Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil.

CAU-IH

Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário

Metodista Izabela Hendrix.

CEAU/SESu

Comissão de Especialistas de Ensino de Arquitetura e

Urbanismo/Secretaria de Educação Superior/Ministério da

Educação.

CNE

Conselho Nacional de Educação.

CONFEA

Antigo Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e

Agronomia.

COSU/IAB

Conselho Superior do Instituto dos Arquitetos do Brasil.

CREA

Antigo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e

Agronomia.

EABH

Antiga Escola de Arquitetura de Belo Horizonte, hoje

Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas

Gerais.

EAUFMG

Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas

Gerais.

ENADE

Exame Nacional de Desempenho de Estudantes.

ENBA

Antiga Escola Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.

FNA

Antiga Faculdade Nacional de Arquitetura da

Universidade do Brasil, hoje Faculdade de Arquitetura e

Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

FA-UFRGS

Faculdade de Arquitetura da Universidade

Federal do Rio Grande do Sul.

FAUMackenzie

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade

Presbiteriana Mackenzie.

FAUUnB

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade

de Brasília.

FAUUSP

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade

de São Paulo.

IAB

Instituto dos Arquitetos do Brasil.

INEP

Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais

Anísio Teixeira.

MEC

Ministério da Educação.

PUCMinas

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

SINAES

Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior.

TFG

Trabalho Final de Graduação.

TGI

Trabalho de Graduação Interdisciplinar.

UnB

Universidade de Brasília.

UFMG

Universidade Federal de Minas Gerais.

USP

Universidade de São Paulo.

SUMÁRIO

CONSIDERAÇÕES INICIAIS:

PREMISSAS E CONSTRUÇÃO DA PROBLEMÁTICA DE ESTUDO

19

CAPÍTULO 1

DA ABORDAGEM METODOLÓGICA

36

1.1. OBJETIVOS

36

1.1.1. Objetivo geral

36

1.1.2. Objetivos específicos

36

1.2. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:

OS SUJEITOS, AS INSTITUIÇÕES E OS INSTRUMENTOS DE PESQUISA

37

1.3. DADOS PRELIMINARES: OS MODOS INSTITUCIONALIZADOS DO TRABALHO FINAL DE

GRADUAÇÃO

43

CAPÍTULO 2

DO TRABALHO FINAL NO ENSINO-APRENDIZAGEM DE ARQUITETURA E URBANISMO 49

2.1. A FORMATAÇÃO CONTEMPORÂNEA DO TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO

50

2.2. O RITO DO TRABALHO FINAL NA CULTURA DA FORMAÇÃO DO

ARQUITETO E URBANISTA: ALGUMAS MARCAS HISTÓRICAS

58

2.2.1. Origens recentes do TFG: o TGI da FAUUSP

e outras experiências significativas

58

2.2.2. O ensino de arquitetura, legitimação e

hegemonia do ideário do Movimento Moderno no Brasil

70

2.2.3. Influências da Bauhaus

74

2.2.4. Heranças do ensino acadêmico

78

2.2.5. O academicismo no Brasil

97

2.2.6. Momento de inflexão: a configuração do arquiteto moderno

99

CAPÍTULO 3

DA ARQUITETURA E URBANISMO E DO SEU ENSINO:

REFLEXÕES SOBRE O CONTEXTO CONTEMPORÂNEO

103

3.1. REFERENCIAIS CONTEMPORÂNEOS DE PRÁTICAS E

PENSAMENTOS ARQUITETÔNICOS

105

3.1.1. Permanências do domínio modernista

111

3.1.2. Outros olhares para a cidade, para o cotidiano, para as pessoas

119

3.2. REFERENCIAIS CONTEMPORÂNEOS DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

EM ARQUITETURA E URBANISMO

131

3.2.1. A escola conservadora: permanências modernistas

na formação do arquiteto e urbanista

131

3.2.2. A escola como locus da resistência: outros caminhos e

processos na formação do arquiteto e urbanista

138

CAPÍTULO 4

DAS EXPERIÊNCIAS CONTEMPORÂNEAS DO TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO:

VISÕES DE ALUNOS E PROFESSORES

145

4.1. O TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO COMO

ESPAÇO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

149

4.1.1. Autonomia e aprendizagem

150

4.1.2. Finalidades, conhecimentos e saberes

158

4.1.3. Temas e conteúdos

163

4.1.4. Caminhos dos processos de projeto e de seu ensino-aprendizagem

186

4.1.5. A mitificação do TFG

206

4.1.6. Processos de avaliação

210

4.2. O TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO COMO

ESPAÇO DE EXPRESSÃO, PRODUÇÃO E REPRODUÇÃO DE VALORES

216

4.2.1. Discursos dominantes, questões e abordagens persistente s

217

4.2.1.1. Percepções sobre o bom aluno e

aspectos do habitus em formação

218

4.2.1.2. Condições de excelência arquitetônica e urbanística

227

4.2.1.3. O concurso Opera Prima

238

4.2.2. Outros discursos e posturas arquitetônicas e urbanísticas

243

CONSIDERAÇÕES FINAIS

255

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

269

APÊNDICE A – TABELAS E QUADROS

279

APÊNDICE B - ROTEIRO PARA ENTREVISTAS SEMIESTRUTURADAS COM

EX-ALUNOS E PROFESSORES DOS CURSOS PESQUISADOS

284

CONSIDERAÇÕES INICIAIS:

PREMISSAS E CONSTRUÇÃO DA

PROBLEMÁTICA DE ESTUDO

O campo da arquitetura e urbanismo1 constitui hoje um contexto de expressivas mudanças, poucos

consensos e muitas incertezas. Em meio às múltiplas demandas e questões colocadas por rápidos

processos de metropolização das cidades, novos modos de vida, ambientes midiáticos e

hipermidiáticos, novas disposições e imposições do mercado evidenciam-se um cenário dinâmico,

fluido, complexo e conflitos que opõem posturas homogeneizantes, universalistas e totalizantes à

diversidade, às singularidades e diferenças que constituem as dinâmicas do espaço habitado.

Assim, a necessidade de crítica e revisão das relações homem-ambiente e novas exigências sociais,

culturais e econômicas impõem ao arquiteto e urbanista constante reflexão acerca da pertinência de

valores ligados à funcionalidade, a racionalidade e à percepção espacial, nos moldes como comumente

têm sido considerados desde outros panoramas sócio-históricos. Seu ofício vê-se hoje marcado por

1 A noção de campo é aqui tomada como um construto teórico de Pierre Bourdieu: um espaço social relativamente

autônomo, de relações específicas, com determinadas propriedades, sustentado por crenças e jogos de linguagens próprios

e, sobretudo, com mecanismos específicos de valorização, de consagração e hierarquização das produções e dos

produtores (BOURDIEU, 2000, p. 64–66). Neste sentido, a arquitetura e o urbanismo são campos específicos que precisam

ser considerados em suas particulares abordagens teóricas e metodológicas. Ao mesmo tempo, são campos imbricados,

que também compartilham tanto conhecimentos e modos operacionais quanto princípios e valores. A partir do objeto

edificado a cidade se faz e se refaz e, ao projetar o edifício é preciso também pensar a cidade em suas múltiplas

dimensões, sendo esse um dos cernes do ofício. A associação das duas áreas define assim, no contexto brasileiro, um

espaço potencialmente amplo e unificado de trabalho para o profissional formado em arquitetura e urbanismo, apesar das

diferenças entre as duas áreas. A formação escolarizada do arquiteto e urbanista é marcada, desse modo, por perspectiva

generalista definida pelas Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação Arquitetura e Urbanismo (BRASIL, 1994;

BRASIL, 2006; BRASIL, 2010). Por esta razão e também devido ao objeto, aos objetivos e aos dados do corpus documental

desta pesquisa, adota-se aqui, predominantemente, as expressões arquitetura e urbanismo e campo da arquitetura e

urbanismo que trazem em si a necessária imbricação das duas áreas, sem que se esteja desconsiderando suas

especificidades. As palavras arquitetura e arquiteto e a expressão campo arquitetônico foram por vezes utilizadas em prol

de maior fluidez do texto, mas, quando se referem ao contexto brasileiro contemporâneo, pressupõem a associação entre

arquitetura e urbanismo e arquiteto e urbanista.

19

permanente mutabilidade, instabilidade, heterogeneidade, em meio às constantes inovações

informacionais que propiciam e impõem novos modos e processos de trabalho.

Decorrente deste quadro percebe-se a saturação do mercado profissional nas formas convencionais

com que o fazer arquitetônico se coloca no imaginário social. Acentuam-se cada vez mais as distâncias

entre projeto e obra, entre as práticas mais extensivas e valorizadas do ofício e as reais necessidades

das cidades, das sociedades brasileiras. Observam-se perdas progressivas de importância do papel do

arquiteto na cadeia produtiva com o esvaziamento de seu domínio técnico-construtivo, em meio às

alargadas possibilidades tectônicas, cada vez mais articuladas à economia de escala e aos conceitos

de adequação ambiental.

Sob outro aspecto, a insuficiência de uma crítica efetiva na área é frequentemente mencionada, a

exemplo da falta de clareza e consistência nas formas de qualificação das produções que circulam na

mídia especializada. Esta tende a valorizar superficialmente a imagem, reforçando indagações quanto

aos critérios de valoração da produção arquitetônica contemporânea e quanto à capacidade dessa

produção responder às questões atuais. De modo amplo, as discussões convergem quanto à

necessidade de novos olhares e posturas face à crise, apontada por muitos, da própria condição

disciplinar da arquitetura e urbanismo e do lugar do arquiteto e urbanista nos mercados e sociedades,