Farmacopeia Homeopática Brasileira 3ª edição 2011 por Anvisa - Versão HTML

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Farmacopeia Homeopática

Brasileira

3ª edição

2011

SUMÁRIO

1 Prefácio .............................................................................................................

2 Histórico ............................................................................................................

3 Farmacopeia Brasileira .....................................................................................

4 Finalidades ........................................................................................................

5 Generalidades ....................................................................................................

5.1 Conceitos e Definições ......................................................................................

5.2 Nomenclatura, Nomes abreviados, Abreviaturas e símbolos, Sinonímia .........

6 Medicamentos Homeopáticos ...........................................................................

6.1 Origem ..............................................................................................................

6.2 Relação dos Medicamentos Homeopáticos mais usados ..................................

7 Insumos Inertes e Embalagens ..........................................................................

7.1 Excipientes e Veículos ......................................................................................

7.2 Material de Acondicionamento e Embalagem ..................................................

8 Procedimentos Gerais .......................................................................................

8.1 Drogas de Origem Vegetal ................................................................................

8.2 Drogas de Origem Animal ................................................................................

8.3 Drogas de Origem Mineral ...............................................................................

8.4 Drogas de Origem Químico-farmacêutica ........................................................

8.5 Drogas de Outras Origens Biológicas, Patológicas ou não ...............................

8.6 Drogas de Outra Natureza .................................................................................

8.7 Insumos Inertes .................................................................................................

8.8 Soluções Alcoólicas ..........................................................................................

8.9 Diluições Glicerinadas ......................................................................................

9 Métodos de Análises e Ensaios .........................................................................

9.1 Determinações Físicas e Físico-químicas .........................................................

9.2 Determinações Químicas ..................................................................................

9.3 Métodos de Análise de Drogas Vegetais ..........................................................

9.4 Métodos Biológicos ..........................................................................................

10 Métodos de Preparação da Tintura-mãe ............................................................

10.1 Preparação de Tintura-mãe de Origem Vegetal ................................................

10.2 Preparação de Tintura-mãe de Origem Animal ................................................

11 Métodos de Preparação das Formas Farmacêuticas Derivadas ........................

11.1 Método Hahnemanniano ...................................................................................

11.2 Método Korsakoviano .......................................................................................

11.3 Método Hahnemanniano ...................................................................................

11.4 Método de Fluxo Contínuo ...............................................................................

12 Métodos de Preparação das Formas Farmacêuticas para Dispensação .............

12.1 Formas Farmacêuticas para uso Interno ............................................................

12.2 Formas Farmacêuticas para uso Externo ..........................................................

13 Bioterápicos e Isoterápicos ...............................................................................

14 Rotulagem .........................................................................................................

15 Monografias ......................................................................................................

16 Reagentes ..........................................................................................................

ANEXO A – Equivalência da Abertura de Malha e Tamis ......................................

ANEXO B – Conversão de Normalidade em Molaridade .......................................

ANEXO C – Alcoometria ........................................................................................

Índice Remissivo .......................................................................................................

Farmacopeia Homeopática Brasileira, 3ª edição

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1 PREFÁCIO

Bicentenária, a ciência homeopática vem se firmando mundialmente como uma ótima alternativa na

terapêutica humana com forte inserção na terapêutica de animais.

Hahnemann, em 1799 utilizou a belladona no controle de uma epidemia de escarlatina,

posteriormente tratou uma epidemia de Tifo tendo conseguido aproximadamente 99% de sucesso

nos resultados.

A história descreve, ainda, inúmeros casos que levaram renomados pesquisadores da área da saúde

a buscarem nessa alternativa a arte de curar introduzindo a ciência no cotidiano dos cursos de

medicina e de farmácia, sendo hoje, realidade nos serviços públicos de saúde.

O conteúdo das Farmacopeias e dos Formulários visam orientar a produção de medicamentos e a

regulamentação de setores farmacêuticos envolvidos na produção e controle de fármacos, insumos e

especialidades farmacêuticas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, por meio da Comissão da Farmacopeia

Brasileira confiou ao Comitê Técnico Temático “HOMEOPATIA a tarefa de disponibilizar ao

país versão atualizada e mais completa do compêndio, calcada em conhecimentos

internacionalmente divulgados, adaptados à proposta da quinta edição da Farmacopeia Brasileira.

Houve a orientação para que o Comitê se aproximasse das sociedades brasileiras envolvidas com o

tema por entender a importância do diálogo e da experiência acumulados por décadas de bons

serviços que esse segmento farmacêutico presta à Nação.

O trabalho do Comitê foi complementado pelo processo de harmonização em busca de

uniformidade no prescrever e no preparar dos medicamentos homeopáticos, trabalho

minuciosamente executado pelos membros do Comitê Técnico Temático “NORMALIZAÇÃO DE

NOMENCLATURA E TEXTOS”.

O reconhecimento público dessa importante área de atuação farmacêutica engrandece a diversidade

brasileira na busca de alternativas viáveis que garantam aos cidadãos brasileiros, melhor qualidade

de vida e a liberdade de buscarem o melhor para si.

Essa obra, uma vez tornada pública poderá ser cada vez mais melhorada, ampliada, complementada

por meio da participação dos profissionais que dela fazem uso.

A Comissão da Farmacopeia Brasileira espera ter, em cada um dos usuários do presente compêndio

aliado potencial na manutenção de obras que como essa fazem o diferencial na cultura, ciência e

tecnologia de um país constantemente em crescimento.

Dr. Gerson Antônio Pianetti

Presidente da Comissão da Farmacopeia Brasileira

Farmacopeia Homeopática Brasileira, 3ª edição

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Farmacopeia Homeopática Brasileira, 3ª edição

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2 HISTÓRICO

A Ciência Homeopática nasceu no ano de 1796 após publicação do artigo científico intitulado:

“Ensaio para descobrir as virtudes curativas das substâncias medicinais, seguido de alguns

comentários sobre os princípios curativos admitidos até nossos dias”. O autor desse artigo foi o

médico alemão Cristiano Frederico Samuel Hahnemann, criador da terapêutica homeopática.

Hahnemann nasceu no leste da Alemanha, na cidade de Meissen, no ano de 1755. Personalidade

marcada por uma aguçada inteligência e espírito científico extremamente crítico o motivaram desde

cedo ao estudo da medicina e da química. Considerando que o ensino das ciências e da medicina na

época (1775) era muito teórico e isento de qualquer contato com o paciente, a prática médica

envolvia um conhecimento muito mais filosófico do que prático. Era a medicina das sangrias e dos

purgativos que na maioria das vezes piorava o quadro clínico do paciente no lugar de curá-lo.

Hahnemann exerce por oito anos esta medicina, dividindo o seu tempo com a clínica médica, o

estudo da medicina e da química. Não podemos deixar de citar o envolvimento de Hahnemann com

traduções científicas, fruto da sua brilhante inteligência, que o tornou um poliglota ainda aos 24

anos de idade, com domínio de nove idiomas (latim, grego, hebraico, inglês, francês, italiano,

espanhol, árabe e alemão). Antes do desenvolvimento da homeopatia, Hahnemann já possuía uma

impressionante produtividade, tendo publicado entre traduções científicas e obras literárias

originais, um total de oito trabalhos, num período curto de três anos (1786 – 1788) no qual se

colocava contra o uso de emplastros de chumbo ou do sublimado corrosivo por via interna, cuja

toxidade denunciava. Publicou os critérios de pureza e de falsificação dos medicamentos.

Descreveu a influência de alguns gases na fermentação do vinho. Criticou o uso abusivo do álcool e

do café, acusando-os de dois inimigos do sistema nervoso e salientou a importância da higienização

para a prevenção das doenças, dentre outras obras.

Em 1790, a pedido de um de seus editores de Leipzig, Hahnemann realiza a tradução do Tratado de

Matéria Médica, em dois volumes, do médico escocês William Cullem, considerado uma autoridade

internacional na composição e atividade das drogas medicinais. Ao traduzir o artigo destinado à

droga antimalária Cinchona officinalis (quina), Hahnemann fica impressionado com a afirmação de

Cullen: “A quina cura a malária fortalecendo o estômago, devido as suas propriedades amargas e

adstringentes”. Hahnemann resolve testar em si o uso do famoso pó de quina, tomando durante

vários dias, duas vezes por dia, quatro dracmas (o equivalente a cerca de 17 g) da droga. Durante

essa experimentação registra todos os sintomas que desenvolve pelo uso da quina, tais como: febre

intermitente, fraqueza, sonolência, tremores, e outros sintomas habitualmente associados à malária.

Conclui que a quina poderia ser utilizada porque era capaz de produzir sintomas semelhantes aos da

doença quando utilizado por um indivíduo de boa saúde, ou seja, “são”. Desta forma, Hahnemann

resgatou a Lei Hipocrática da Semelhança: “Similia similibus curantur” e afirmou: “Os remédios só

podem curar doenças semelhantes àquelas que eles próprios podem produzir”. Essa é a reflexão

original que, junto à experimentação de medicamentos em pessoas sadias e sensíveis, permitiu a

criação da homeopatia, no ano de 1796. A terapêutica se baseia, portanto, em pilares sólidos que

envolvem a “Lei da Semelhança”, “A Experimentação no Homem São”, “O Uso de Doses Mínimas

ou Infinitesimais”, o “Uso do Medicamento Único”. Hahnemann testou em si e em seus alunos

cerca de 60 substâncias diferentes, catalogando o conjunto de sinais e sintomas físicos e subjetivos

(patogenesia) que os indivíduos sem doença desenvolviam durante a experimentação e salientou a

importância desta experimentação ser feita com uma única substância por vez. A diluição e a

dinamização são conceitos introduzidos por Hahnemann, visando à diminuição da toxidez das

substâncias (diluição) e a liberação da força medicamentosa latente das substâncias (dinamização).

Os estudos de Hahnemann foram realizados até a sua morte, aos 88 anos de idade, quando

desfrutava de muita reputação e prestígio. Durante o desenvolvimento da homeopatia Hahnemann

Farmacopeia Homeopática Brasileira, 3ª edição

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publicou, entre outras, três grandes obras: O Organon da Arte de Curar (1810); A Matéria Médica

Pura (1811) e o Tratado de Doenças Crônicas (1828).

A homeopatia chegou ao Brasil em 1840 pelo médico francês Dr. Benoit Jules Mure. Naquela

época, o Brasil não possuía autonomia para a produção dos medicamentos, sendo as matérias-

primas homeopáticas (tinturas, minerais, vegetais) importadas, principalmente da Europa. O cenário

nos dias de hoje é bastante diferente e vemos a homeopatia difundida em vários países pelo mundo.

No Brasil, o preparo dos medicamentos homeopáticos é respaldado pela Farmacopeia Homeopática

Brasileira que teve sua primeira edição publicada em 1977. A Ciência Homeopática continua em

franco desenvolvimento, com trabalhos científicos sendo realizados com diferentes modelos, tais

como: animais de laboratório, culturas de células, modelos físico-químicos, dentre outros. Os

ensaios clínicos, duplo-cego, randomizados, placebo controlados foram e continuam sendo feitos

em várias partes do mundo, na busca da consolidação científica da homeopatia. Cientistas de todo o

mundo vem desenvolvendo protocolos visando à compreensão dos efeitos das substâncias diluídas e

dinamizadas utilizadas por esta terapêutica que valoriza não apenas a doença, mas, também o

doente, com as suas suscetibilidades, fragilidades, heranças genéticas e inconstâncias emocionais.

Portanto, a Homeopatia é uma ciência que atende, desde o ano de 1790 aos critérios científicos,

estabelecidos originalmente por Hahnemann que vem sendo comprovados pelos trabalhos

científicos publicados nas últimas décadas.

Farmacopeia Homeopática Brasileira, 3ª edição

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3 FARMACOPEIA BRASILEIRA

COMISSÃO DA FARMACOPEIA BRASILEIRA - CFB

PRESIDENTE

GERSON ANTÔNIO PIANETTI

VICE-PRESIDENTE

MIRACY MUNIZ DE ALBUQUERQUE

MEMBROS

ADRIANO ANTUNES DE SOUZA ARAÚJO

Universidade Federal de Sergipe – UFS

ANTÔNIO CARLOS DA COSTA BEZERRA

Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa

CLÉVIA FERREIRA DUARTE GARROTE

Universidade Federal de Goiás – UFG

EDUARDO CHAVES LEAL

Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde – INCQS/FIOCRUZ

ELFRIDES EVA SCHERMAN SCHAPOVAL

Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS

ÉRICO MARLON DE MORAES FLORES

Universidade Federal de Santa Maria – UFSM

GERSON ANTÔNIO PIANETTI

Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

JOSÉ CARLOS TAVARES CARVALHO

Universidade Federal do Amapá – UNIFAP

JOSÉ LUIS MIRANDA MALDONADO

Conselho Federal de Farmácia – CFF

KÁTIA REGINA TORRES

Ministério da Saúde – MS

LAURO DOMINGOS MORETTO

Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo – Sindusfarma

LEANDRO MACHADO ROCHA

Universidade Federal Fluminense – UFF

Farmacopeia Homeopática Brasileira, 3ª edição 10

LUIZ ALBERTO LIRA SOARES

Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN

MIRACY MUNIZ DE ALBUQUERQUE

Universidade Federal de Pernambuco – UFPE

ONÉSIMO ÁZARA PEREIRA

Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica e de Insumos Farmacêuticos – ABIQUIFI

SILVANA TERESA LACERDA JALES

Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil – ALFOB

VLADI OLGA CONSIGLIERI

Universidade de São Paulo – USP

COORDENAÇÃO DA FARMACOPEIA BRASILEIRA

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA – Anvisa

ANTÔNIO CARLOS DA COSTA BEZERRA – Coordenador

Especialistas em Regulação e Vigilância Sanitária

ANDREA REZENDE DE OLIVEIRA

JAIMARA AZEVEDO OLIVEIRA

MARIA LÚCIA SILVEIRA MALTA DE ALENCAR

SILVÂNIA VAZ DE MELO MATTOS

COMITÊ TÉCNICO TEMÁTICO HOMEOPATIA

LEANDRO MACHADO ROCHA – Coordenador

Universidade Federal Fluminense – UFF

BIANCA RODRIGUES DE OLIVEIRA ( Ad hoc)

Universidade Federal do Ceará – UFC

CARLA HOLANDINO QUARESMA

Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ

EZEQUIEL PAULO VIRIATO

Faculdades Oswaldo Cruz – SP

FRANCISCO JOSÉ DE FREITAS

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO

MARCELO CAMILO MORERA

Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa

MARIA DIANA CERQUEIRA SALES

Faculdade Brasileira – UNIVIX

Farmacopeia Homeopática Brasileira, 3ª edição 11

RICARDO CHIAPPA

União Educacional do Planalto Central – UNIPLAC

RINALDO FERREIRA

Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI

COMITÊ TÉCNICO TEMÁTICO NORMATIZAÇÃO DE NOMENCLATURA, TEXTOS

ANTÔNIO BASÍLIO PEREIRA – Coordenador

Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

FERNANDO HENRIQUE ANDRADE NOGUEIRA

Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

ISABELA DA COSTA CÉSAR

Instituto de Ciências Farmacêuticas de Estudos e Pesquisas – ICF

JOSÉ ANTÔNIO DE AQUINO RIBEIRO

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA

LAÍS SANTANA DANTAS

Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa

PAULA CRISTINA REZENDE ENÉAS

Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

COLABORADORES

ADRIANO ANTUNES DE SOUZA ARAÚJO

Universidade Federal de Sergipe – UFS

ANDREA REZENDE DE OLIVEIRA

Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa

ANTÔNIO BASÍLIO PEREIRA

Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

ANTÔNIO CARLOS DA COSTA BEZERRA

Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa

BIANCA RODRIGUES DE OLIVEIRA

Universidade Federal do Ceará – UFC

CARLA HOLANDINO QUARESMA

Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ

CARLOS EDUARDO DE OLIVEIRA PEREIRA

Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

Farmacopeia Homeopática Brasileira, 3ª edição 12

CLÉVIA FERREIRA DUARTE GARROTE

Universidade Federal de Goiás – UFG

EDUARDO CHAVES LEAL

Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde – INCQS/FIOCRUZ

ELFRIDES EVA SCHERMAN SCHAPOVAL

Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS

ÉRICO MARLON DE MORAES FLORES

Universidade Federal de Santa Maria – UFSM

EZEQUIEL PAULO VIRIATO

Faculdades Oswaldo Cruz – SP

FERNANDO HENRIQUE ANDRADE NOGUEIRA

Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

FRANCISCO JOSÉ DE FREITAS

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO

GERSON ANTÔNIO PIANETTI

Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

ISABELA DA COSTA CÉSAR

Instituto de Ciências Farmacêuticas de Estudos e Pesquisas – ICF

JAIMARA AZEVEDO OLIVEIRA

Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa

JOSÉ ANTÔNIO DE AQUINO RIBEIRO

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA

JOSÉ CARLOS TAVARES CARVALHO

Universidade Federal do Amapá – UNIFAP

JOSÉ LUIS MIRANDA MALDONADO

Conselho Federal de Farmácia – CFF

KÁTIA REGINA TORRES

Ministério da Saúde – MS

LAÍS SANTANA DANTAS

Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa

LAURO DOMINGOS MORETTO

Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo – Sindusfarma

LEANDRO MACHADO ROCHA

Universidade Federal Fluminense – UFF

Farmacopeia Homeopática Brasileira, 3ª edição 13

LUIZ ALBERTO LIRA SOARES

Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN

LUIZA DE CASTRO MENEZES CÂNDIDO

Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

MARCELO CAMILO MORERA

Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa

MARIA DIANA CERQUEIRA SALES

Faculdade Brasileira – UNIVIX

MARIA LÚCIA SILVEIRA MALTA DE ALENCAR

Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa

MIRACY MUNIZ DE ALBUQUERQUE

Universidade Federal de Pernambuco – UFPE

NAIALY FERNANDES ARAÚJO REIS

Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

ONÉSIMO ÁZARA PEREIRA

Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica e de Insumos Farmacêuticos – ABIQUIFI

PAULA CRISTINA REZENDE ENÉAS

Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

PAULA ROCHA CHELLINI

Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

RICARDO CHIAPPA

União Educacional do Planalto Central – UNIPLAC

RINALDO FERREIRA

Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI

SILVANA TERESA LACERDA JALES

Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil – ALFOB

SILVÂNIA VAZ DE MELO MATTOS

Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa

TIAGO ASSIS MIRANDA

Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

VLADI OLGA CONSIGLIERI

Universidade de São Paulo – USP

Farmacopeia Homeopática Brasileira, 3ª edição 14

Farmacopeia Homeopática Brasileira, 3ª edição 15

4 FINALIDADES

A Comissão da Farmacopeia Brasileira aprova a Farmacopeia Homeopática Brasileira 3ª edição

(FHB 3) para as aplicações a seguir:

1 - Nas farmácias e nos laboratórios farmacêuticos industriais que preparam insumos homeopáticos

e medicamentos homeopáticos.

2 - Pelos prescritores habilitados na elaboração do receituário homeopático.

3 - Pelos órgãos incumbidos da fiscalização visando garantir as boas práticas de manipulação e

dispensação nas farmácias, de fabricação e controle nos laboratórios industriais e do receituário, no

que diz respeito às clínicas homeopáticas.

4 - No ensino da farmacotécnica homeopática nos cursos de graduação e pós-graduação na área da

saúde.

Farmacopeia Homeopática Brasileira, 3ª edição 16

Farmacopeia Homeopática Brasileira, 3ª edição 17

5 GENERALIDADES

5.1 CONCEITOS E DEFINIÇÕES

TÍTULO

O título completo dessa obra é “Farmacopeia Homeopática da República Federativa do Brasil, 3ª

edição”. Pode ser denominada “Farmacopeia Homeopática Brasileira, 3ª edição” ou “FHB 3”.

DEFINIÇÕES

Diluição

É a redução da concentração do insumo ativo pela adição de insumo inerte adequado.

Dinamização

É o processo de diluições seguidas de sucussões e/ou triturações sucessivas do insumo ativo em

insumo inerte adequado.

Droga

Matéria prima de origem mineral, vegetal, animal ou biológica, utilizada para preparação do

medicamento homeopático.

Escala

É a proporção entre o insumo ativo e o insumo inerte empregada na preparação das diferentes

dinamizações. As formas farmacêuticas derivadas são preparadas segundo as escalas Centesimal,

Decimal e Cinquenta milesimal:

Escala Centesimal: preparada na proporção de 1/100 (uma parte do insumo ativo em 99 partes de

insumo inerte, perfazendo um total de 100 partes);

Escala Decimal: preparada na proporção de 1/10 (uma parte do insumo ativo em nove partes de

insumo inerte, perfazendo um total de 10 partes);

Escala Cinquenta Milesimal: preparada na proporção de 1/50.000.

Farmacopeia Homeopática Brasileira, 3ª edição 18

Fármaco

Insumo ativo com finalidade terapêutica que, em contato ou introduzida em um sistema biológico,

modifica uma ou mais de suas funções.

Formas farmacêuticas derivadas

São preparações oriundas do insumo ativo obtidas por diluições em insumo inerte adequado

seguidas de sucussões e/ou triturações sucessivas, conforme a farmacotécnica homeopática.

Insumo ativo

É o ponto de partida para a preparação do medicamento homeopático, que se constitui em droga,

fármaco, tintura-mãe ou forma farmacêutica derivada.

Insumo inerte

Substância utilizada como veículo ou excipiente para a preparação dos medicamentos

homeopáticos.

Matriz

Insumo ativo de estoque para a preparação de medicamentos homeopáticos ou formas farmacêuticas

derivadas.

Medicamento homeopático

É toda forma farmacêutica de dispensação ministrada segundo o princípio da semelhança e/ou da

identidade, com finalidade curativa e/ou preventiva. É obtido pela técnica de dinamização e

utilizado para uso interno ou externo.

Medicamento homeopático composto

É preparado a partir de dois ou mais insumos ativos.

Medicamento homeopático de componente único

É preparado a partir de um só insumo ativo.

Potência

É a indicação quantitativa do número de dinamizações que uma matriz ou medicamento

homeopático receberam.

Farmacopeia Homeopática Brasileira, 3ª edição 19

Sucussão

Processo manual que consiste no movimento vigoroso e ritmado do antebraço, contra anteparo

semirrígido, do insumo ativo, dissolvido em insumo inerte adequado. Pode ser também realizado de

forma automatizada, desde que simule o processo manual.

Tintura-mãe

É preparação líquida resultante da ação de líquido extrator adequado sobre uma determinada droga

de origem animal ou vegetal.

Trituração

Consiste na redução do insumo ativo a partículas menores por meio de processo automatizado ou

manual, utilizando lactose como insumo inerte, visando dinamizar o mesmo.