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Guia do prazer por Anónimo - Versão HTML

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GUIA DO PRAZER

Como utilizar a criatividade e a fantasia para ter uma vida sexual mais plena

e feliz.

INTRODUÇÃO

As Sexualidades têm uma base e um desenvolvimento biológicos, que ao

se completarem geram uma série de comportamentos e atitudes, vigiados por um

"controle" social, ao qual damos o nome de cultura.

As diversas formas de expressão cultural das sexualidades determinam

crenças, valores e reações em relação às mesmas.

A própria Medicina já foi, e ainda é influenciada por fatores culturais, na

forma como ela lida com assuntos ligados à sexualidade.

Em relação ao tema, consideramos importantes:

• desenvolvimento biológico

• identidade sexual

• orientação sexual

• fases do desempenho sexual

• sexo "normal"

• fantasias sexuais

• transtornos da sexualidade

1. Desenvolvimento biológico:

Após a fecundação, quando um espermatozóide encontra um óvulo, inicia-

se o processo de desenvolvimento embrionário geral e também o ligado ao sexo.

Nesta etapa, estabelece-se o chamado sexo cromossômico, onde o óvulo

contribui com um cromossomo X, e o espermatozóide com um cromossomo, ou X,

ou Y.

Se a união for de um cromossomo X, com outro X, o desenvolvimento

sexual se dá no sentido de formar um embrião com características compatíveis

com o sexo anatômico feminino.

Se for de um cromossomo X, com um Y, a possibilidade é a de se formar

um embrião com características sexuais anatômicas masculinas.

Deve-se esclarecer que a definição cromossômica sexual é necessária,

mas não é a única responsável pela definição anatômica do sexo.

Para o pleno desenvolvimento do sexo definido genética e

cromossomicamente, interagem fatores que podemos chamar de hormonais,

psicológicos e ambientais, para a definição completa do aparelho sexual

anatômico feminino ou masculino.

Chegamos à conclusão de que não basta ter cromossomos XX, ou XY para

a definição anatômica do sexo.

Intervêm em todo o processo, a questão hormonal para a definição

anatômica masculina ou feminina.

2. Identidade sexual x Orientação sexual

Quando a perspectiva de gravidez passa a ser uma certeza, surge a

expectativa dos pais em relação ao sexo da criança: menino ou menina??

Atualmente, com os avanços da ultrassonografia, os pais têm a

possibilidade de saber o sexo anatômico da criança meses antes do nascimento.

Assim, esta criança, com o aparelho anatômico sexual definido - e também

o aparato jurídico, com um nome e um sexo que a define para o resto da vida, já

começa a se relacionar com o mundo, adotando, sendo incentivado a adotar, ou

simplesmente sendo obrigado a adotar padrões de comportamento cultural e

socialmente definidos como masculinos ou femininos e, portanto, criando o que

chamamos de identidade sexual.

Identidade sexual seria, então, a capacidade de nos definirmos como

masculinos ou femininos, já que nos reconhecemos como homens ou mulheres.

Este processo inicia-se na infância e prolonga-se até o final da adolescência.

No entanto, é possível pessoas, pertencentes a um determinado sexo

anatômico, considerarem-se psicologicamente de outro sexo.

Exemplo: um indivíduo considerado anatomicamente do sexo masculino

(possuidor de pênis, testículos, vesícula seminal, etc..., e com funcionamento

normal), criado como homem, sentir-se e querer ser uma mulher.

Estes indivíduos, chamados de transexuais, não obtêm prazer sexual com

os órgãos anatômicos do sexo correspondente.

Em resumo, o homem transexual não vê no pênis um órgão sexual, nem

tem prazer com ele. Encara o pênis como um apêndice inútil.

O mesmo se dá com a mulher transexual em relação à vagina.

Pode se dar a estas condições o nome de transtornos de identidade

sexual.

Definido o grupo sexual ao qual pertencemos e nos identificamos, resta-nos

definir o objeto ao qual vamos dirigir nossos impulsos sexuais.

O mais comum é dirigir os desejos sexuais para pessoas de um sexo

anatômico diferente do nosso.

Isto é o mais comum, mas não significa ser a única possibilidade.

É possível termos todas as combinações possíveis de escolha:

• homem e mulher

• homem e homem

• mulher e mulher

A esta possibilidade de escolha de um ou uma parceira, damos o nome de

orientação sexual, que pode ser:

• heterossexual (atração por pessoas de sexo diferente)

• homossexual ( atração por pessoas do mesmo sexo)

• ou bissexual (atração por pessoas de sexo diferente e do mesmo

sexo)

Descartamos a orientação assexual, pois não se caracteriza como uma

orientação. São indivíduos que não possuem atração por nenhum parceiro.

Indiferente aqui o sexo a que pertençam.

Pesquisa da psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade

da Universidade de São Paulo, feita com 7.103 pessoas das cinco regiões

do país, mostra que 7,7% das brasileiras e 2,5% dos brasileiros não só não

fazem sexo como não sentem falta.

'Elas não relataram sofrimento algum por causa disso. E, do ponto de vista

médico, se não há queixa, não há problema' , diz a psiquiatra.

3. Fases do desempenho sexual

Definidas as identidades e orientações sexuais, só resta o desempenho da

sexualidade.

Para Freud, a sexualidade é desenvolvida desde a infância, apresentando

um período de latência, e com o advento da puberdade, com as transformações

físicas decorrentes, surge um novo fluxo de energia sexual.

Nos seres humanos a sexualidade tem caráter reprodutivo e de lazer,

incluindo a noção de prazer envolvendo a sexualidade, apesar de algumas

religiões se mostrarem abertamente contra qualquer outra possibilidade que não a

reprodutiva para a sexualidade.

Desta forma, pensando em duas pessoas maduras biologicamente para o

exercício da sexualidade, teremos o seguinte ciclo de resposta sexual:

• fase de desejo sexual

• fase de excitação sexual

• orgasmo

• fase de resolução

A fase de desejo sexual corresponde ao início de qualquer atividade

sexual, o interesse, ou a vontade. É quando vamos a procura, por termos

interesse ou desejo sexual.

a fase de excitação corresponde ao início da atividade sexual

propriamente dita, ou seja, quando se iniciam respostas fisiológicas do organismo

- por exemplo: ereção no homem e lubrificação vaginal na mulher - dando

possibilidades aos dois para que o ato sexual continue.

Nesta fase, a excitação aumenta progressivamente - podendo ou não se

dar a penetração - até um clímax, ponto de não controle e não retorno, chamado

orgasmo - que no homem geralmente é associado à emissão de esperma, ou

ejaculação -, que se caracteriza por um prazer intenso.

Orgasmo feminino – o que é...

O orgasmo feminino envolve fatores não só fisiológicos, mas também

psicológicos.

O orgasmo clitoriano é o mais comum e envolve uma estimulação por

fricção e contato com o clitóris.

o orgasmo vaginal é muito menos freqüente e geralmente exige

envolvimento físico da mulher com seu parceiro, além da mesma estar tranqüila

em relação a sua sexualidade.

Antigamente pensava-se que o orgasmo vaginal era o desejado, e que

mulheres que só tivessem orgasmo clitoriano eram imaturas sexualmente.

Atualmente se a mulher só consegue ter orgasmo clitoriano, mas de boa

qualidade, isto é mais do que normal.

O famoso ponto G, que poucos conhecem, ou já sentiram, seria uma

região da parede anterior da vagina, altamente sensível ao estímulo sexual e

capaz de produzir um orgasmo extremamente potente.

Outra dúvida freqüente é sobre a ejaculação feminina, que não deve ser

confundida com um excesso de lubrificação, e que ocorreria durante o orgasmo.

Algumas mulheres seriam capazes, na verdade, de, na hora do orgasmo,

produzirem uma secreção abundante, que também não deve ser confundida com

liberação de urina.

Dizem que sempre que a mulher tem orgasmo durante a penetração é porque o

clitóris foi estimulado de alguma forma. Mas isso não é verdade, é o tipo de

afirmação que prejudica e limita o prazer das mulheres.

A mulher pode ter orgasmo sem haver penetração. Quanto a isso ninguém duvida.

Geralmente é assim quando ela se masturba. No aparelho genital externo o

orgasmo pode ocorrer em várias partes, principalmente no clitóris e nos pequenos

lábios, que são áreas com mais terminações nervosas.

Com a penetração do pênis, a mulher pode ter orgasmo de duas formas:

contraindo os músculos da vagina e se o ponto G é pressionado e estimulado

adequadamente. Isso não impede, entretanto, que, com o movimento do pênis

dentro da vagina, o clitóris também seja estimulado. É o que se chama de

orgasmo combinado.

A posição do homem e da mulher durante o ato sexual tem relação com o

estímulo do ponto G e a cooperação entre os parceiros é fundamental.

Gräfenberg, o médico que descreveu esse ponto, afirma que o ângulo que o pênis

forma com o corpo tem um significado importante e deve ser levado em conta.

Muitas mulheres consideram o orgasmo vaginal qualitativamente superior ao

orgasmo clitoriano. Elas declaram que é melhor porque envolve o corpo inteiro,

diferente do orgasmo clitoriano, que pode ser mais agudo, talvez mais forte, mas a

sensação se situa apenas na área genital.

Entretanto, isso não significa em absoluto que o orgasmo clitoriano não seja

também prazeroso. O problema é que há mulheres que se sentem diminuídas,

como se fossem menos mulheres, por não conseguir orgasmos vaginais.

Nenhuma mulher é obrigada a perseguir o orgasmo vaginal, transformando sua

vida sexual numa fonte de ansiedade e sofrimento. Contudo, o sexo é um

aprendizado.

É instintivo e natural apenas para a procriação, mas para o prazer todos temos

muito que aprender. Usufruindo, na troca com o outro, o máximo que o sexo pode

nos proporcionar, vamos nos transformando e a vida vai se tornando muito mais

gostosa.

Depois...

A fase de resolução é aquela na qual, após o orgasmo há um relaxamento

muscular, acompanhado de sono, e onde a respiração e a freqüência cardíaca,

que haviam se elevado durante o orgasmo, voltam para um nível de repouso, e

onde há um período refratário para novas práticas sexuais.

4. Sexualidade normal, fantasias sexuais e transtornos da sexualidade

A sexualidade normal é aquela na qual um indivíduo não apresenta

problemas no seu ciclo de resposta sexual:

• tem prazer

• consegue dar prazer

• tem intimidade com seu parceiro

INDEPENDENTE DA ESCOLHA DO PARCEIRO, DOS SEUS INTERESSES

SEXUAIS E DE COMO O SEXO É FEITO.

Fazem parte da sexualidade normal determinados comportamentos

considerados patológicos no passado, ou aqueles muitas vezes não compatíveis

com determinadas posturas religiosas.

Por exemplo: a masturbação, hoje em dia é considerada como uma forma

segura de relação sexual.

Outros fenômenos podem, ainda, se incluir na assim chamada sexualidade

normal.

Fantasias sexuais: longe de serem consideradas patológicas, podem fazer parte

de uma fase de excitação.

As fantasias podem ser de caráter "voyeur", sádico, masoquista, ou outros.

No limite da normalidade...

Cabe diferenciar fantasia de um tipo específico de patologia sexual, chamada

parafilia que é quando um indivíduo consegue ter prazer sexual, durante um

período de tempo prolongado, utilizando um recurso pouco usual que lhe cause

sofrimento psíquico, ou que inflija sofrimento a outra pessoa.

Como exemplos: sadismo, masoquismo, "voyeurismo", pedofilia, fetichismo e

outros.

E ai está a GRANDE diferença: para ser normal basta que agrade

aos dois.

Sexo grupal: uma modalidade pouco ortodoxa, mas que de comum acordo entre

as partes, nada tem de anormal.

Homossexualidade: hoje em dia descaracterizada como patologia, a

homossexualidade só pode ser considerada doentia quando o homossexual

apresentar sofrimento psíquico por esta condição.

Sexo oral: muito praticado, MAS deve ser considerada uma forma de risco de se

contrair doenças sexualmente transmissíveis, inclusive a AIDS. Deve-se usar

camisinha sempre durante sexo oral.

Sexo anal: por séculos considerado pecado, ou heresia, é comum tanto entre

heterossexuais, como entre homossexuais. É considerado de altíssimo risco para

contrair AIDS. Deve-se utilizar sempre preservativo.

Alguns tipos de problemas sexuais freqüentes e patológicos, porém

tratáveis:

• A disfunção erétil (dificuldade em ter ou manter a ereção)

• a ejaculação precoce (quando o homem "goza", ou antes de

penetrar, ou logo após)

• anorgasmia ou disfunção orgásmica (quando a mulher ou o homem

não conseguem ter nenhum tipo de orgasmo)

• falta de desejo sexual, ou mesmo

• aversão sexual.

Alguns destes transtornos podem ter origem orgânica, ou psicológica, ou

ambas. Os tratamentos propostos variam desde medicações, psicoterapia,

aconselhamento ou exercícios.

PARAFILIAS

As Parafilias são caracterizadas por anseios, fantasias ou comportamentos

sexuais recorrentes e intensos que envolvem objetos, atividades ou situações

incomuns e causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no

funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida

do indivíduo.

Cabe notar que as noções de desvio, padrões de desempenho sexual e

conceitos de papel apropriado para o gênero podem variar entre as culturas.

Características Diagnósticas

As características essenciais de uma parafilia consistem de fantasias, anseios

sexuais ou comportamentos recorrentes, intensos e sexualmente excitantes,

em geral envolvendo:

1- objetos não-humanos;

2- sofrimento ou humilhação, próprios ou do parceiro, ou

3- crianças ou outras pessoas sem o seu consentimento, tudo isso

ocorrendo durante um período mínimo de 6 meses. Em alguns indivíduos, as

fantasias ou estímulos parafílicos são obrigatórios para a excitação erótica e

sempre incluídos na atividade sexual.

Em outros casos, as preferências parafílicas ocorrem apenas episodicamente

(por ex., talvez durante períodos de estresse), ao passo que em outros

momentos o indivíduo é capaz de funcionar sexualmente sem fantasias ou

estímulos parafílicos.

O comportamento, os anseios sexuais ou as fantasias causam sofrimento

clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou

em outras áreas importantes da vida do indivíduo.

A imaginação parafílica pode ser posta em ação com um parceiro sem o seu

consentimento de modo a causar-lhe danos (como no Sadismo Sexual ou na

Pedofilia), podendo o indivíduo estar sujeito à detenção ou prisão.

As ofensas sexuais contra crianças constituem uma parcela significativa dos

atos sexuais criminosos, sendo que os indivíduos com Exibicionismo, Pedofilia

e Voyeurismo perfazem a maioria dos agressores sexuais presos.

Em algumas situações, a ação sob a influência da imaginação parafílica pode

acarretar ferimentos auto-infligidos (como no Masoquismo Sexual).

Os relacionamentos sociais e sexuais podem ser prejudicados se as outras

pessoas consideram vergonhoso ou repugnante o comportamento sexual

incomum ou se o parceiro sexual do indivíduo recusa-se a cooperar com suas

preferências sexuais incomuns.

Em alguns casos, o comportamento incomum (por ex., atos exibicionistas ou

coleção de fetiches) pode tornar-se a principal atividade sexual na vida do

indivíduo.

Esses indivíduos raramente buscam auxílio por sua própria conta, geralmente

chegando à atenção dos profissionais de saúde mental apenas quando seu

comportamento provocou conflitos com parceiros sexuais ou com a sociedade.

FANTASIAS SEXUAIS

O QUE É

As fantasias pertencem ao mundo da imaginação e podem mexer com

determinados sentidos: auditivo, olfativo, visual, tátil, gustativo, independente da

presença física de um estímulo.

A força e a qualidade da fantasia tendem a provocar sensações de medo, prazer,

ou seja, de conforto ou desconforto, para quem a experimenta, dependendo da

aceitação ou não desta condição.

Não se pode, no entanto, deixar de aceitar a enorme potencialidade das fantasias

que servem para aumentar o nível de excitação erótica.

O que é uma fantasia sexual?

A fantasia sexual pode ser entendida como sendo as diversas idéias, imaginações

referentes a sexo que trazem estimulação para o prazer. Segundo Masters e

Johnson, fantasias sexuais estão diretamente ligadas ao desejo, pois ajudam a

estimulá-lo.

Fantasia sexual colaborando na vida sexual

Se julgarmos as fantasias sexuais de forma rígida, é bem provável que os

sentimentos despertados com isso sejam negativos à resposta de excitação

sexual.

Por outro lado, se a fantasia sexual é explorada e apreciada pelas sensações

prazerosas que desperta, estará disponível e acessível sempre que se desejar.

Envolver-se com as fantasias sexuais não representa algo preocupante, nem

uma doença sexual.

É considerado patológico, doentio quando a fantasia passa a ser confundida com

a realidade ou quando se tenta concretizar uma fantasia incompatível com a

realidade dos parceiros sexuais.

Mais importante que a fantasia em si é o que ela reúne de simbolismos

capazes de elevar a excitação sexual.

Porém, como tudo que faz parte da experiência humana, as fantasias precisam

ser avaliadas, selecionadas, adaptadas e também renovadas de acordo com o

momento atual de vida dos participantes.

Freqüentemente as pessoas se perguntam se determinada fantasia sexual é

"normal".

As fantasias relatadas são as mais variadas possíveis:

• ser visto pela janela se masturbando

• transar vestindo roupas ditas não convencionais

• voyeurismo

• usar instrumentos para penetração

• ter duas mulheres

• transar a 3, 4, 5

• imaginar cenários e personagens inexistentes

• relato de histórias picantes

• etc.

Ao longo da vida, todas as pessoas possuem fases, épocas em que só

pensam em sexo, o apetite sexual está voraz, e outras em que ele pode até

ser despertado, mas há momentos em que não querem saber de nada.

Vários motivos podem levar a esta fase de desinteresse parcial ou total:

• estresse

• doenças

• problemas financeiros

• conjugais

• familiares, etc.

Mas, ao contrário do que muitos pensam, o sexo pode ser revigorante para todos

esses problemas. Para auxiliar nestes momentos e servir como descontração,

entram as fantasias sexuais.

Inclusive, hoje, em diversas partes do mundo, muitos terapeutas sexuais utilizam

fantasias, como parte do tratamento de dificuldades sexuais.

Elas são usadas para induzir ou intensificar o desejo sexual. As pessoas com

pouco desejo freqüentemente não arquitetam muitas fantasias, mas qualquer um

pode mudar esse padrão evocando fantasias eróticas para enriquecer e ativar sua

vida sexual.

SEXO: Prazer ou dever ??

A obrigação de dar prazer sexual a nossos parceiros é a maior causa de

desajustes sexuais entre casais.

Desde a infância nos é ensinado que o homem é que deve tomar conta do

relacionamento sexual, ou seja, quando e como ter relações.

Este machismo sexual dá uma responsabilidade total ao homem na esfera sexual,

e este peso vai ficando maior com o passar dos anos.

O dever de dar prazer a sua parceira é uma pressão forte que pode já na iniciação

sexual tirar a espontaneidade dos atos nas preliminares sexuais, desde que este

parceiro tem que ser "bom de cama", sem ter a maturidade suficiente para tal.

Nascemos com instintos sexuais que nos levam a praticar o sexo sem ter nenhum

ensinamento prévio, porém a perspicácia e a inteligência do ser humano o leva a

aprimorar este instinto de dar e receber prazer, com múltiplos detalhes.

Devemos aprender sobre a nossa sexualidade diariamente. O nosso corpo é uma

fonte infinita de prazer, não só nas áreas ditas erógenas.

Onde fica o ponto G

Ponto G existe? Será? Onde ele fica? Você já achou o seu? Ou o de sua

parceira? Quanto tempo levou para encontrá-lo? Como o encontrou? E quem

garante que o encontrou? Como ele é exatamente?

Há quem diga que o tal Ponto G fica num labirinto, bem lá dentro da vagina. Você

acredita nisso? Ou será que tudo não passa de mais uma invenção para que as

mulheres pensem que foi descoberto um dos maiores segredos do tão procurado

orgasmo feminino?

Ponto G é uma questão polêmica entre os estudiosos de sexualidade. Uma

parcela dos sexólogos acredita na existência dele e até indica o mapa da mina.

Porém, a maioria dos terapeutas e educadores sexuais afirma que Ponto G não

existe. Ou melhor, ele pode existir sim, mas não na vagina – e sim na cabeça!

Não há relatos científicos que comprovem a existência de tal ponto no corpo

feminino. Quanto à cabeça ser a chave de tudo, isso se deve ao fato de que o

segredo para a mulher sentir prazer e ter orgasmo se relaciona a questões

emocionais.

É daí que vem a teoria de que o Ponto G, se existisse, estaria na cabeça e não

em um labirinto dentro da vagina.

O prazer feminino é maior quando a mulher está relaxada, tranqüila,

despreocupada, consciente de suas áreas de prazer (ou seja, quando ela sabe

onde e como gosta de ser tocada).

Estresse, ansiedade, cobranças internas (pensamentos do tipo: "Tenho de

conseguir sentir prazer") e preocupações (como "Será que ele está gostando de

mim?", "Será que ele está me achando gorda?", "Será que isso... será que aquilo...") são fatais à excitação e, em conseqüência, ao orgasmo.

É uma bobagem ficar se preocupando em achar esse tal Ponto G. E se chatear

porque nunca o encontrou. O melhor é se concentrar em outras coisas mais

importantes, como perceber mais a fundo o seu corpo (e o do parceiro também).

Você já experimentou tatear, de forma erótica, toda a região genital?

E outras partes do corpo, como barriga, pernas, bumbum, coxas, mamilos etc?

Esse é um excelente exercício de descoberta de zonas erógenas, algo que com

certeza abrirá caminho para mais prazer e mais orgasmos.

A curiosidade da pesquisa do próprio corpo na infância e a masturbação na

puberdade dá-nos ensinamentos do próprio corpo muito importantes para a

nossa resposta sexual futura.

Devemos, porém, prestar muita atenção a nossas repostas e sensações

quando nos tocamos, pois só quem se conhece totalmente pode transmitir ao

parceiro toda a sua sexualidade, de uma forma transparente, sincera e muito

excitante. Sem falsidade, sem ser uma forma pré-concebida pela sociedade,

amigos ou revistas.

Tentamos ser o máximo, o que tem várias relações em seguida, mas sem sentir a

verdadeira sensação de prazer, que deve ser misturada com entrega total,

sentimento de atração e amor, indispensáveis para um orgasmo completo e

marcante e precursor de outros momentos de intensa felicidade.

Por outro lado, a educação feminina que ensina a sempre ser passiva,

obedecendo e cedendo ao homem só traz conseqüências negativas, que

bloqueiam a sua sexualidade como um todo.

Se a mulher for dinâmica, curiosa em conhecer novos conceitos, novas formas de

expressar as suas necessidades, por certo, a sua vida sexual será plena e

autêntica.

Desde a infância nos é ensinado que o homem é que deve tomar conta do

relacionamento sexual, ou seja, quando e como ter relações.

Este machismo sexual dá uma responsabilidade total ao homem na esfera sexual,

e este peso vai ficando maior com o passar dos anos.

O dever de dar prazer a sua parceira é uma pressão forte que pode, já na

iniciação sexual, tirar a espontaneidade dos atos nas preliminares sexuais.

IMPORTANTE:

Não devemos cobrar de nossos parceiros sexuais o prazer e sim dar

oportunidade a eles de mostrar do que e como gostam, como querem ser

amados e como querem dar prazer. A cobrança inibe e limita as ações.

O importante não é dar valor para o que os outros pensam ou falam e sim o

que você acha importante e o que acha ser certo e bom.

Na presença de qualquer mudança sexual negativa, não se desespere, nem

desanime para o sexo:

• Não se cobre demais,

• tente descobrir o que mudou com o tempo,

• o que falta para ela ou para ele,

• se aproxime MAIS,

• tenha mais diálogo,

• namore mais.

A sexualidade se expressa de formas e intensidades diferentes em cada ser

humano, porque cada um de nós tem uma personalidade, educação e conceitos

diferentes do certo e do errado. Respeite a sua sexualidade e a do seu parceiro

(a).

O importante é dar valor a si próprio e às pessoas a seu redor, procurando manter

uma auto-estima elevada, para sempre poder dar e receber amor e prazer de uma

forma sólida e intensa.

SEXO SEM FRONTEIRAS

Fetiches, exibicionismo, sadomasoquismo, sexo a três. Vale tudo no território livre

da imaginação. A maioria, mesmo os que não admitem acham muito excitante a

nudez, o sexo, mesmo que só insinuado, e outras extravagâncias em lugares

públicos. Alguns até admitem que dá muito tesão em se exibir e provocar libido

nos outros. Segundo esses, a "tara" provoca uma excitante sensação de perigo,

um componente químico que provoca adrenalina.

Nas fantasias eróticas de muitas mulheres figuram homens de mãos calejadas por

profissões rudes, como pedreiros, encanadores, mecânicos. É quem manda são

elas: “P raticamente os estupro. Tomo o controle da transa até saciar meu apetite

sexual, sem restrições nem regras. Tudo envolto em muita luxúria" , descreve uma

mulher a um terapeuta sexual.

Porém imaginar é fácil. Difícil é realizar as fantasias. Afinal, trata-se de uma área

muito privada, um lugar onde são guardadas as maiores intimidades. Segundo

especialistas, há ousadias e ousadias.

Algumas podem ser perfeitamente incluídas no repertório sexual, sendo apenas

um ingrediente a mais para o prazer. Outras, melhor deixar só na imaginação.

Fantasia é aquilo que não faz parte da realidade. É pessoal e objetivo. Cada

pessoa possui as suas próprias fantasias que, de modo geral, estimulam o desejo

e provocam tesão.

Funcionando como um estímulo ao desejo, são ingredientes para alcançar o

orgasmo.

Para os casais fixos, a fantasia é um elemento essencial. Os relacionamentos de

longa duração acabam gerando situações ocasionadas pela habituação.

O renovar das fantasias é o melhor remédio para a manutenção do desejo

sexual.

Fantasias sexuais: provocando mudanças no corpo

As fantasias sexuais pertencem ao imaginário sexual de todo homem e mulher e

elas envolvem os cinco sentidos: o olfato, a visão, o tato, o paladar e a audição.

Todas as pessoas, sexualmente ajustadas, podem ter, mesmo que nunca tenham

experimentado, algum tipo de fantasia sexual.

Elas estão presentes no imaginário masculino e feminino para aumentar o prazer

sexual, pois induzem à excitação e, em alguns casos, fazem com que o ambiente

sexual do casal se torne divertido.

Além de proporcionar ao casal uma variação nas relações sexuais, as fantasias

sexuais são excitantes porque ativam o hipotálamo.

Como funciona

Durante o processo da fantasia sexual, o hipotálamo libera uma grande descarga

de noradrenalina, endorfina, dopamina na corrente sangüinea.

Todas essas substância estimulam o desejo sexual, além de proporcionar euforia

e bem-estar.

A fantasia sexual na Bíblia

O sexo é uma criação de Deus. Quando Deus criou homem e mulher, ele dotou a

cada um de nós de glândulas e órgãos sexuais. Embora a Bíblia seja a carta de

amor de Deus ao homem, nela encontramos vários textos que ressaltam a beleza

do sexo na vida de um homem e de uma mulher.

O livro de Cantares de Salomão, por exemplo, é um livro que descreve a beleza

da sexualidade entre um homem e uma mulher.

Na relação daquele casal havia espaço para as fantasias sexuais envolvendo o

olfato (Ct 4.10), as carícias (7.3) e lugares diferentes (7.12,13).

Os limites bíblicos

Muitos desenvolvem fantasias sexuais que não são permitidas para um casal

cristão. Desejar participar de sexo grupal, que é uma fantasia sexual é uma delas.

Deus instituiu o sexo para ser desfrutado dentro do casamento e com o cônjuge

exclusivamente (Lv 18.20; Pv. 5.15; Hb 13.4).

A presença de terceiros na relação sexual do casal, mesmo que seja virtualmente,

como nos casos de filmes ou revistas pornográficas, não é do agrado de Deus.

A Bíblia também condena o sexo entre pessoas do mesmo sexo (Lv 18.22), com

animais (Lv 18.23) e com parentes próximos (Lv 18. 6-18).

Outros limites

Na fantasia sexual estão presentes algumas perguntas:

• Há privacidade?

• Há constrangimento no outro?

• Há liberdade entre o casal?

• Traz risco para a saúde?

Quando uma fantasia sexual fere o princípio da privacidade visual ou

auditiva, deve ser evitada. A relação sexual é algo que deve ser

compartilhada a dois e não para terceiros verem ou ouvirem.

Os parceiros devem também respeitar os limites um do outro. Se o homem

deseja fazer sexo com sua parceira sexual sobre a mesa da sala, mas para

ela é constrangedor, esse deve respeitar, como prova de amor.

Sexo deve ser associado a prazer de ambos, expressão de carinho e

não de dor e constrangimento ao cônjuge ou a terceiros.

Cuidado!

Embora sejam, até certo ponto, saudáveis para a vida sexual do casal, as

fantasias sexuais podem ser perigosas. Se um casal, em todas as relações

sexuais, precisar de uma fantasia isso pode ser um sinal de anomalia.

Um outro aspecto da questão: Se para obter prazer sexual é preciso

receber tapas, ser amordaçado ou chicoteado, é sinal de que algo não está

bem no aspecto psicológico.

Nesses casos é preciso ajuda de um profissional, de um terapeuta para ajudar o

indivíduo e o casal na busca das razões desses comportamentos sado-

masoquistas.

Portanto, no cultivo da fantasia sexual todos esses pontos devem ser levados em

conta. Quando um casal mantém um diálogo aberto sobre sua vida sexual, todas

as questões serão resolvidas e poderão ser plenamente felizes e realizados

sexualmente.

A BUSCA PELO SEXO

Em todo o mundo, a procura por sites eróticos cresce a cada dia. É a

democratização do sexo, que garante o anonimato dos navegadores e serve para

dar mais emoção à vida sexual de pessoas de todas as idades.

Entretanto, o limiar entre um comportamento saudável e uma atitude de vício pode

ser estreito. Os especialistas recomendam terapias para aqueles que já se

tornaram dependentes.

Facilidades...

Basta apenas um clique para que homens e mulheres de todas as idades e

classes sociais possam realizar suas fantasias mais inconfessáveis.

Estímulos não faltam:

• Shows eróticos ao vivo,

• fotos que há alguns anos só poderiam ser olhadas em revistas

especializadas,

• diálogos recheados de apelo sensual,

• Vídeos,

• interação através de câmeras ao vivo,

• chats eróticos, etc.

• enfim, uma lista infindável...

A Internet ajudou a democratizar o sexo. Pressionando algumas teclas,

entra-se num mundo sem censura, do desejo expresso em imagem, som e

movimento, dentro da intimidade dos lares.

É a forma que diz não à repressão do desejo e que alia erotismo com uma pitada

de realidade.

Por tudo isso, o número de adeptos dessa nova ' fórmula mágica' de explorar o

desejo cresce a cada dia. Com situações e cenas eróticas capazes de estimular o

mais convicto dos celibatários, os sites viraram uma espécie de subterfúgio

moderno para dar vazão às fantasias sexuais.

Na opinião dos especialistas, entretanto, o problema surge quando o que deveria

ser apenas um trampolim para uma vida sexual saudável e ' apimentada' se

transforma em vício, desvendando psicopatologias sexuais, ou parafilias, como

também são chamadas.

Pesquisas Apontam Preferência por Sites de Sexo

Em todo o mundo, os endereços mais visitados são os de sexo. Segundo

pesquisa realizada recentemente pela Sociedade Brasileira de Sexualidade

Humana (Sbrash), existem no Brasil cerca de oito milhões de pessoas que têm

Internet.

Destes, um milhão, aproximadamente, freqüenta páginas eróticas. Nos Estados

Unidos o número é maior: são nove milhões de freqüentadores, dos quais quatro

milhões podem ser considerados viciados, dos nove milhões, 8,5% freqüentam os

sites por mais de 11 horas semanais.

Outra pesquisa feita no ano passado por Ana Cristina Canosa, coordenadora de

Pós-Graduação da Sbrash, demonstrou que 70% das pessoas que dialogavam em

chats se encontravam na vida real. Destes, 80% tiveram envolvimento sexual

também fora da Internet.

"Prova mais do que suficiente do quanto a Internet pode ser estimulante para

novos relacionamentos" , avalia o sexólogo Ramon Luiz Braga. Para ele, a