Impacto das novas tecnologias de informação e comunicação, através do blended learning, aplicadas... por Cássio José Fornazari Alencar - Versão HTML

ATENÇÃO: Esta é apenas uma visualização em HTML e alguns elementos como links e números de página podem estar incorretos.
Faça o download do livro em PDF, ePub, Kindle para obter uma versão completa.

CÁSSIO JOSÉ FORNAZARI ALENCAR

Impacto das novas tecnologias de informação e comunicação, através do

blended learning, aplicadas aos graduandos em Odontopediatria

São Paulo

2012

CÁSSIO JOSÉ FORNAZARI ALENCAR

Impacto das novas tecnologias de informação e comunicação, através do

blended learning, aplicadas aos graduandos em Odontopediatria

Versão Corrigida

Tese apresentada à Faculdade de

Odontologia da Universidade de São

Paulo, para obter o título de Doutor, pelo

Programa de Pós-Graduação em Ciências

Odontológicas.

Área de Concentração: Odontopediatria

Orientadora: Profa. Dra. Ana Estela

Haddad

São Paulo

2012

Autorizo a reprodução e divulgação total ou parcial deste trabalho, por qualquer meio convencional ou

eletrônico, para fins de estudo e pesquisa, desde que citada a fonte.

Catalogação-na-Publicação

Serviço de Documentação Odontológica

Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo

Alencar, Cássio José Fornazari

Impacto das novas tecnologias de informação e comunicação, através do blended

learning, aplicadas aos graduandos em Odontopediatria : [versão corrigida] / Cássio

José Fornazari Alencar; orientador Ana Estela Haddad. -- São Paulo, 2012.

106p. : fig., tab., graf.; 30 cm.

Tese -- Programa de Pós-Graduação em Ciências Odontológicas. Área de

Concentração: Odontopediatria. -- Faculdade de Odontologia da Universidade de São

Paulo.

Versão corrigida de acordo com sugestões da Banca Examinadora em 28/03/2012.

1. Tecnologia educacional. 2. Educação à distância. 3. Aprendizagem – Modelos. 4.

Blender. 5. Odontopediatria - Ensino. I. Haddad, Ana Estela. II. Título.

Alencar CJF. Impacto das novas tecnologias de informação e comunicação, através do

blended learning, aplicadas aos graduandos em Odontopediatria. Tese apresentada à

Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo para obtenção do título de Doutor

em Ciências Odontológicas.

Aprovado em: / /2012

Banca Examinadora

Prof(a). Dr(a)._____________________Instituição: ________________________

Julgamento: ______________________Assinatura: ________________________

Prof(a). Dr(a)._____________________Instituição: ________________________

Julgamento: ______________________Assinatura: ________________________

Prof(a). Dr(a)._____________________Instituição: ________________________

Julgamento: ______________________Assinatura: ________________________

Prof(a). Dr(a)._____________________Instituição: ________________________

Julgamento: ______________________Assinatura: ________________________

Prof(a). Dr(a)._____________________Instituição: ________________________

Julgamento: ______________________Assinatura: ________________________

Dedico esta tese à toda minha família,

minha querida mãe, Maria Helena, professora

meu querido irmão, Eduardo, professor

minha amada cunhada, Alessandra, professora

e aos meus sobrinhos, Maria Eduarda e Pedro

que amo de paixão.

AGRADECIMENTOS

À Deus e ao Guru por estarem sempre presentes na minha vida e me

abençoando.

À minha família (Fornazari e Alencar) e agregados.

À Professora e minha orientadora, Dra. Ana Estela Haddad, que mesmo não

convivendo o ambiente do dia a dia na universidade, conseguimos, mediado pela

tecnologia, desenvolver trabalhos e parcerias concretas.

Ao Professor Dr. Antonio Carlos Guedes-Pinto, que mesmo aposentado gera

oportunidades que sempre contribuirão para meu crescimento profissional.

Ao Prof. Dr. Marcelo Bönecker, pela confiança em meu trabalho e dedicação

e determinação nos seus objetivos de vida.

Aos demais Professores do Departamento, Profa. Salete, Imparato, Marcia,

Fausto, Daniela, Ana Lidia, Claudia e Mariana, minha admiração pelo

profissionalismo, estímulo e todo aprendizado durante minha formação, e por o que

está por vir ainda...

Ao Prof. Ricardo Fonoff, minha eterna inspiração como profissional e pelas

oportunidades partilhadas.

Aos colegas de pós graduação, tutores, professores, às vezes alunos e

alguns colegas de trabalho, agradeço pela amizade, aprendizado colaborativo e

desculpe-me pela minha determinação e exigência.

Aos Funcionários do Departamento de Ortodontia e Odontopediatria, pela

atenção e agradável convivência.

Aos Funcionários do SDO (Serviço de Documentação Odontológica), por

serem tão atenciosos na revisão e correção desse trabalho.

Aos alunos da graduação, participantes desse trabalho, pela colaboração e

pela oportunidade de poder aprender com vocês.

À Profa. Maine, pela colaboração e contribuição na minha qualificação, e por

todo aprendizado compartilhado.

Aos amigos que souberam entender a minha não disposição por muitas

vezes.

Aos colegas e funcionários do consultório, que ajudaram e ainda me ajudam

frente a minha ausência.

A todos que direta ou indiretamente contribuíram com a realização desse

estudo e com esse período tão importante na minha vida.

À CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior)

pelo auxílio durante o doutorado.

Muito Obrigado!

“ensinar é fazer com que os seus estudantes pensem”

(Kenneth Eble)

RESUMO

Alencar CJF. Impacto das novas tecnologias de informação e comunicação, através

do blended learning, aplicadas aos graduandos em Odontopediatria [tese]. São

Paulo: Universidade de São Paulo, Faculdade de Odontologia; 2012. Versão

Original.

Este estudo descreve a experiência inicial de integração do sistema de gestão de

aprendizagem – Moodle, para apoiar o processo de ensino-aprendizagem na

Disciplina de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da Universidade de São

Paulo. Os alunos de pós-graduação (11) foram capacitados em tutoria para construir

um curso complementar à grade curricular e gerenciar 2 grupos do último ano de

graduação (n=132). Após um mês de aula teórica, os graduandos realizaram uma

prova (P1), responderam um questionário inicial e em seguida participaram das

atividades no ambiente virtual de aprendizagem (AVA), durante o restante do curso.

Realizaram 3 provas presenciais (P2, P3 e P4) durante a aprendizagem baseada na

Web, gerando assim uma nota final (NF). Também responderam outro questionário

sobre a experiência com a plataforma e foram avaliados através de uma nota de

participação (NP) no Moodle. Observou-se uma correlação entre NP e NF. E

comparando as notas finais das duas coortes do estudo, que participaram do

Moodle, com outras 2 coortes que não participaram das atividades, observou-se

diferença significante (p<0,001). Os alunos que mais participaram das atividades no

Moodle obtiveram notas melhores. Além disso, houve uma diferença significativa

entre as notas das coortes que tiveram a participação dos alunos no Moodle em

comparação aos que não tiveram o aprendizado híbrido, sugerindo que a

flexibilização através do AVA favorece o acréscimo de conhecimento.

Palavras-chave:

Educação,

Dental.

Aprendizagem.

Ambiente

Virtual

de

Aprendizagem.

Sistema

de

Gestão

da

Aprendizagem.

Curso

Híbrido.

Odontopediatria.

ABSTRACT

Alencar CJF. The impact of new information and communications technology,

through blended learning, applied to undergraduates in Pediatric Dentistry [thesis].

São Paulo: Universidade de São Paulo, Faculdade de Odontologia; 2012. Versão

Original.

This study describes our initial experience of integrating an open-source course

management system (CMS) called Moodle (the modular object-oriented dynamic

learning environment) to support teaching and learning in pediatric dentistry applied

to 2 groups of last-year undergraduate dentistry students (n=134) from University of

São Paulo. It is a longitudinal case study of two prospective cohorts (undergraduate

students) and it includes the creation of two courses in a virtual learning

environment - moodle (version 1.9). The integration of the Moodle course into our

teaching was assessed using online grades activity, student examination marks and

feedbacks from students. The freely available Moodle platform was simple to use,

helped to effectively deliver course materials, and has features that allowed

cooperative learning. Students who used the CMS throughout their academic year

commented favorably regarding its use as a complement to the face-to-face

classroom sessions. The group of students that used the CMS obtained significantly

higher scores in the final examination compared with the previous class that did not

use the CMS. In addition, there was a significant correlation between student

participation and performance in their final examination marks.

Keywords: Education,Dental. Learning. Course Management System. Learning

Managment System. Blended learning. Pediatric Dentistry.

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 13

2 REVISÃO DA LITERATURA ................................................................................. 15

3 PROPOSIÇÕES ..................................................................................................... 29

4 CASUÍSTICA – MATERIAL E MÉTODOS ............................................................. 31

4.1 AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM ...................................................... 31

4.2 AMOSTRA – POPULAÇÃO ALVO ...................................................................... 32

4.2 FORMAÇÃO DE TUTORES ................................................................................ 35

4.2 AVALIAÇÃO - QUESTIONÁRIOS ....................................................................... 35

4.3 ANÁLISES ESTATÍSTICAS ................................................................................ 37

5 RESULTADOS ....................................................................................................... 39

5.1 ANÁLISE DO QUESTIONÁRIO INICIAL – PERFIL DO ALUNO ......................... 39

5.2 ANÁLISE DA PARTICIPAÇÃO NO MOODLE

E IMPACTO NA NOTA TEÓRICA ....................................................................... 41

5.3 ANÁLISE DO QUESTIONÁRIO DE AUTO-AVALIAÇÃO .................................... 51

5.4 ANÁLISE DE COMPARAÇÃO DE TURMAS

COM MOODLE E SEM MOODLE ....................................................................... 79

6 DISCUSSÃO .......................................................................................................... 83

7 CONCLUSÃO ........................................................................................................ 91

REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 93

APÊNDICES ........................................................................................................... 100

ANEXOS ................................................................................................................. 105

13

1 INTRODUÇÃO

As novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTIC) motivam cada

vez mais pessoas e instituições de ensino a criarem oportunidades de democratizar

e flexibilizar o acesso ao conhecimento, ampliando as oportunidades de

aprendizagem. A inclusão social favorecida pela implementação de um ambiente a

distância, uniformiza as oportunidades educacionais, tendo em vista que, em alguns

casos, os alunos que não tiveram a oportunidade de ter uma educação convencional

possam ter com esta nova forma de aprendizagem.

O grande desafio que se impõe hoje à universidade e à educação em geral,

se encontra na compreensão da profunda mudança do universo do conhecimento,

que potencializado pela revolução tecnológica tem alterado de modo significativo as

formas de ensinar e aprender. Entretanto, com o advento da Internet, redes de alta

velocidade, videoconferências, telecomunicação e teleconferências, o conceito de

presencial idade muda na medida em que essas tecnologias de comunicação virtual

avançam, colaborando na aprendizagem. Pois o que antes não era possível ou

viável, como um professor participar de uma aula em um lugar distante, por meio de

voz, áudio e vídeo, tornou-se possível.

Muitos são os benefícios que as tecnologias que propiciam a comunicação

virtual oferecem à educação a distância. Mas para um bom aprendizado, não basta

só ter estes recursos tecnológicos disponíveis, é preciso que o curso seja bem

projetado e executado. Assim ao mesmo tempo em que o aluno tem mais liberdade

de desenvolver seus estudos mediante a flexibilidade do tempo, tem mantida a

garantia de interatividade com professores e alunos, sendo evitado o isolamento e

fortalecendo uma aprendizagem colaborativa.

O processo de construção do conhecimento em um ambiente colaborativo de

aprendizagem centra sua abordagem no papel ativo dos participantes dentro de um

processo de reflexão na ação, interatividade e colaboração feita entre os envolvidos

de modo a desenvolver uma aprendizagem significativa.

Dois ambientes de aprendizagem que historicamente se desenvolveram de

maneira separada, a tradicional sala de aula presencial e o moderno ambiente virtual

de aprendizagem, vêm se descobrindo mutuamente complementares.

No Brasil, o decreto de regulamentação da Educação a distância, facilita às

instituições de ensino a utilização de atividades não presenciais até o limite de 20%

da carga horária do curso. Com isso, impulsiona a flexibilização de conteúdos no

ambiente virtual.

Essa abordagem, na odontologia, vem se engatinhando. Com essa proposta,

os educadores podem aplicar uma gama maior de recursos de aprendizagem,

planejando atividades virtuais e/ou presenciais, levando em consideração limitações

e potencialidades que cada modalidade.

Neste trabalho discute-se a tendência de convergência entre educação virtual

e presencial, partindo-se dos conceitos de blended learning (cursos híbridos). Além

de discutir dimensões espaço, tempo e interação, potencialidade de novas

tecnologias e do impacto (reflexo) que podem causar às atividades de aprendizagem

na graduação.

Se até hoje a principal tendência foi quebrar à descontinuidade entre real e

virtual, daqui para frente será a busca pela intensificação da qualidade da mistura

entre esses dois ambientes, tornando-os cada vez mais indistinguíveis entre si.

15

2 REVISÃO DE LITERATURA

Com o uso das novas tecnologias de informação e comunicação (NTICs) para

a troca de dados e informações em saúde e para prover serviços de saúde em

situações em que seja necessário transpor barreiras geográficas, temporais, sociais

e culturais; surge, a partir da Telemedicina (Chao et al., 1999), a Teleodontologia

(Teleassitência e Teleducação) (Haddad, 2011).

As evidentes transformações decorrentes das necessidades impostas pela

sociedade ampliam a dimensão da formação do cirurgião-dentista e apontam para a

necessidade da reformulação curricular dos cursos de graduação de Odontologia. A

aprovação pelo Conselho Nacional de Educação das Diretrizes Curriculares

Nacionais dos Cursos de Graduação de Odontologia (Resolução CNE/CES n.

01/2002) determina a substituição do currículo mínimo, a partir da flexibilização dos

conteúdos, e tendo como objetivo a formação baseada em competências,

ressaltando a ênfase no perfil profissional generalista e crítico-reflexivo (Morita et al.,

2007; Alencar, 2008).

As portarias MEC 2.253, de 18 de outubro de 2001 e a 4.059, de 10 de

dezembro de 2004, referenciais do decreto de regulamentação da Educação a

distância em complemento às determinações específicas da Lei de Diretrizes e

Bases da Educação, têm muita importância para a desburocratização do uso da

Educação a Distância no Brasil, pois ela regulamenta a introdução de disciplinas no

modo semipresencial em até 20% de carga horária dos cursos de graduação

reconhecidos (Brasil, 2006). No Artigo 1° há a determinação de que os exames de

avaliação do aluno devem ser realizados presencialmente. Isso implica que, embora

atividades extraclasses ainda possam ser utilizadas como parte da avaliação do

aluno, a avaliação principal da disciplina deve ser realizada no modo presencial. O

Artigo 2° exige que, nas disciplinas em que sejam desenvolvidas atividades

semipresenciais, seja feito o uso de métodos e práticas de ensino-aprendizado

baseados em tecnologias da informação e comunicação. Isso implica, na prática, o

uso de computadores conectados à Internet para controle da publicação de

conteúdo e da interação entre os participantes da disciplina. Ė no cumprimento

desse artigo que comumente entram em cena sistemas de gerenciamento de cursos

com uso de software livre, como o Teleduc, Aulanet e Moodle (Farias, 2006).

Dentre

às

comparações

das

diversas

plataformas

Open

Source

disponibilizadas, a plataforma Moodle se destaca das demais por ter dentre as

principais características não somente a adaptabilidade e a usabilidade, mas

também por não possuir qualquer custo na aquisição ou licenças, e por poder se

usada em qualquer sistema operacional (Santana, 2009; Handal et al., 2010).

É importante compreender que a plataforma Moodle é um "Ambiente

Colaborativo de Aprendizagem" cujo conceito evoca o lugar onde a aprendizagem

ocorre. Envolve um contexto mais amplo que puramente a utilização de tecnologia,

que possibilita que se compartilhem ações com as quais todos atuam

simultaneamente como professores-alunos (Franciosi et al., 2003).

O Moodle, além de ser uma das melhores e mais usadas plataformas virtuais

de aprendizagem, tem como destaque suas ferramentas de comunicação, criação e

administração de componentes de aprendizagem, podendo ser baixado, utilizado

e/ou modificado por qualquer indivíduo em todo o mundo e de amplos conceitos

didáticos, contribuindo não somente à Educação a Distância como também ao

ensino presencial (Maciel et al., 2009).

Desenvolvido pelo australiano Martin Dougiamas, em 1999, e disponibilizado

atualmente em 75 idiomas, em mais de 214 países (Moodle, 2011), o Ambiente

Virtual de Aprendizagem (AVA) ou atualmente conhecido como Sistema de Gestão

da Aprendizagem (Learning Management System – Course Management System),

Open Source Moodle (Modular Object Oriented Distance Learning Environment -

Objeto Modular Orientado ao Ensino a Distância ou Ambiente Dinâmico de

Aprendizagem orientado por objetos modulares), constitui-se em um sistema de

administração de atividades educacionais baseando na pedagogia sócio-

construtivista (Nakamura, 2008; Figueira et al., 2009; Silva, 2010). O verbo “to

moodle” significa navegar despretensiosamente por algo enquanto se faz outras

coisas ao mesmo tempo.

O emprego de software livre na educação é uma alternativa imprescindível a

qualquer projeto educacional, tanto no setor público como privado. Fatores tais como

liberdade, custo, flexibilidade são estratégicos para a condução bem sucedida de

projetos educacionais mediados por computador. Para o setor educacional, muitas

vezes carente de recursos, o software livre é uma alternativa viável e que deve ser

considerada seriamente (Almeida, 2002). O software livre vem no bojo de uma

concepção em contraponto ao conceito de propriedade intelectual. A informação é

17

considerada um legado da humanidade e portanto deve ser de livre acesso. Na

atividade dos cientistas, no processo de revisão mútua (revisão por pares), o

conteúdo desenvolvido é agregado ao conhecimento científico global.

Masotti et al.(2002) visando esclarecer o que a rede internacional de

computadores (internet), e sua interface gráfica (Web) poderiam oferecer para os

cirurgiões-dentistas quanto a recursos para a formação e educação continuada,

pesquisaram 1.181 endereços na internet, listados em dois Web sites de busca em

abril de 2001. Eles encontraram seis Web Sites e 10 cursos que se enquadravam

nas definições de ensino a distância, ofertados por quatro instituições de ensino

brasileiras. Concluíram que o uso da Internet no Brasil para educação a distancia em

odontologia era escasso e pouco explorado, apesar de exemplos de outros países

demonstrarem ser esta uma ferramenta tecnológica bastante útil.

A aprendizagem virtual colaborativa vem ao encontro do e-learning, ou ensino

eletrônico, corresponde a um modelo de ensino não presencial suportado

por tecnologia. Atualmente, é o processo pelo qual o aluno aprende através de

conteúdos colocados na Internet e em que o professor, se existir, está à distância,

utilizando a Internet como meio de comunicação (síncrono ou assíncrono) podendo

existir sessões presenciais intermédias. O sistema que inclui aulas presenciais no

sistema de e-learning recebe o nome de blended learning ou b-learning (Tori, 2009).

A aprendizagem eletrônica (virtual/digital) é erroneamente confundida com

educação a distância, quando na verdade trata-se de mais uma das múltiplas

ferramentas tecnológicas que podem ser utilizadas para a efetivação da educação

corporativa (Rossi et al., 2002). Para isso, há exigência de um sistema de controle

de aprendizagem online que permite controlar a entrada e permanência de pessoas,

a circulação de materiais, a realimentação, o acompanhamento das tarefas

desenvolvidas, a comunicação síncrona ou assíncrona, os grupos e as listas de

usuários, as atividades de upload e download de materiais e ainda como pano de

fundo, os orientadores e conteudistas que acessam a parte interna do sistema e

operam os cursos e demais atividades (Seleme; Munhoz, 2010).

Então, o uso das novas tecnologias de informática e comunicação deve

oferecer a possibilidade de reformulação constante dos cursos e de monitoramento

da aprendizagem do aluno (Gil, 2006). O Learning Managment System (LSM), ou

Sistema Gerenciador do Processo de Aprendizagem (Sistema de Gestão da

Aprendizagem) é uma plataforma que facilita a criação de um ambiente educacional

baseado na Web. Sendo que dominaram o panorama do ensino e da aprendizagem

no ensino superior na década passada, conforme relatório da Delta Iniciative, o qual

indica que mais de noventa por cento das faculdades e universidades norte-

americanas têm um gerenciador de aprendizagem implantado (Maia, 2011).

O conceito de blended learning como a combinação de aprendizagem

presencial com aprendizagem virtual interativa, pode ser aplicado em diversos níveis

no ensino superior. Segundo Graham (2005) apud Tori (2009), destaca-se os níveis:

da atividade (por exemplo: laboratório com simuladores de realidade virtual), da

disciplina (conteúdos) , de curso (diversas disciplinas) e institucional (combinação

em todos os níveis).

Se na educação presencial pode-se fazer uso de diversas linguagens, na

modalidade virtual todas podem ser utilizadas simultaneamente, conferindo ao

processo ensino-aprendizagem um potencial enorme de comunicação e integração

espaço/tempo. O blended learning possui grande potencial para melhorar a

qualidade e a eficiência da aprendizagem (Tori, 2009).

Qualquer que seja o nível de blended learning adotado, é essencial um

planejamento sério e um design instrucional bem feito, considerando sempre os

objetivos educacionais, os aspectos pedagógicos e cognitivos, o perfil do aluno e a

avaliação constante (Tori, 2009). Uma conseqüência do blended learning é que as

atividades passam a se posicionar em espectros contínuos no espaço (real/virtual),

no tempo (síncrono/assíncrono) e na interatividade (passivo/interativo).

Na Odontologia, a produção científica sobre o tema ainda é escassa. Os

estudos estão em fases iniciais e necessitam de aprimoramento metodológico.

Rosenberg et al. (2003), a fim de avaliarem a eficácia dos programas de

aprendizagem auxiliada por computador na educação dental, realizaram uma

revisão sistemática comparando essa metodologia com outros métodos de ensino.

Apenas 12 artigos preencheram os critérios de inclusão. Cinco dos estudos

documentaram diferenças estatisticamente significativas nas medidas de desfecho

(escores em testes múltipla escolha, escrita ou prova oral, e desempenho clínico)

favorecendo a aprendizagem auxiliada por computador, enquanto seis não

revelaram

diferenças

estatisticamente

significativas.

Concluíram

que

a

aprendizagem auxiliada por computador é tão eficaz como outros métodos de ensino

e pode ser usado como um complemento à educação tradicional ou como um meio

de auto-instrução.

19

Mattheos et al. (2004), num estudo controlado randomizado testaram um

aplicativo baseado na Internet como suporte interativo para o desenvolvimento de

habilidades de auto-avaliação entre os alunos do segundo ano odontológico na

Faculdade de Odontologia da Universidade de Malmö, na Suécia. Cinqüenta e dois

estudantes foram randomizados em um grupo experimental (n = 26) e um grupo

controle (n = 26). Ambos os grupos passaram por uma aprendizagem em

Periodontia clínica elementar, durante um mês. O grupo experimental recebeu os

casos com o software interativo, enquanto o grupo controle recebeu através de uma

página web estática. Após o final da fase de aprendizagem, ambos os grupos foram

avaliadas às cegas por dois assessores durante a metodologia de análise interativa.

Houve uma concordância moderada entre os dois assessores, mas ambos não

conseguiram encontrar qualquer diferença significativa entre os dois grupos em

relação à auto-avaliação de competências e desempenho global dos alunos.

Concluiram que os estudantes de forma positiva receberam o apoio da Internet mas

com base nos resultados, ainda não está claro se o computador baseado em

aplicações com feedback automático pode constituir um suporte de reparação

efetiva para a melhoria da auto-avaliação de habilidades dos alunos. Identificaram

que os alunos devem ter uma clara percepção dos benefícios decorrentes do uso do

software e que os aplicativos devem ser integrados no currículo substituindo parte

da carga horaria de trabalho existente.

Ruiz et al. (2006) numa revisão critica da literatura, fornece uma introdução ao

e-learning e seu papel na educação médica, descrevendo termos-chaves, os

componentes do e-learning, a evidência para sua eficácia, o desenvolvimento do

corpo docente às necessidades de implementação, as estratégias de avaliação para

o e-learning e sua tecnologia, e como o e-learning pode ser considerado uma prova

de erudição acadêmica. Dizem que o e-learning oferece aos alunos controle sobre o

conteúdo, seqüência de aprendizagem, ritmo de aprendizagem, tempo e freqüência,

permitindo-lhes adaptar às suas atividades para atender seus objetivos de

aprendizagem pessoal. Avaliam, que em diversos contextos de educação médica, o

e-learning parece ser pelo menos tão quanto eficaz ao ensino tradicional, e que os

alunos não vêem o e-learning como a substituição do ensino tradicional, mas como

um complemento a ele, formando parte de uma estratégia de blended-learning.

Enfatizam a aprendizagem individualizada (aprendizagem adaptativa) e a interação

dos alunos com os outros (aprendizagem colaborativa). Concluem que a integração

do e-learning na educação médica pode catalisar a mudança para aplicação da

teoria de aprendizagem de adultos, onde os educadores já não servem

principalmente como os distribuidores de conteúdo, mas vai se tornar mais envolvido

como facilitadores da aprendizagem e avaliadores de competência.

Também em 2006, com base da Declaração de Bolonha, iniciou-se um

projeto de e-learning na universidade de Basel, Berna e Genebra, onde setenta e

dois graduandos do quarto ano responderam questionários sobre expectativas do e-

learning e realizaram uma avaliação online. Com base nesses dados, Neuhaus et al.

(2008) concluíram que a maioria dos pesquisados esperavam melhorar a qualidade

de seus estudos pela implementação do e-learning e que os testes online podem ser

uma opção para avaliar o auto desempenho do aluno.

Cook (2007) numa revisão narrativa e descritiva, analisa as vantagens da

aprendizagem baseada na Web (WBL) em educação médica e cita: a superação da

distância e do tempo, as economias de escala, o agendamento flexível, os recursos

atualizáveis, a aprendizagem individualizada e novos métodos de ensino. Também

descreve as desvantagens, que incluem o isolamento social, os custos iniciais, a

tecnologia pela tecnologia e os problemas técnicos. Enfoca que a aprendizagem

baseada na Web é frequentemente utilizada pelos motivos errados (por exemplo,

por causa da tecnologia), e que em vez de tentar ela é superior ou equivalente a

outros meios de instrução, devemos aceitá-la como uma ferramenta de ensino

poderosa, com foco na aprendizagem e saber quando e como usá-la.

Boynton et al. (2007) desenvolveram e avaliaram uma ferramenta instrucional

de Teleodontologia que visava desenvolver a capacidade de manejo do paciente

infantil nos alunos de graduação na Universidade de Michigan. O grupo controle foi

exposto ao conteúdo da maneira convencional e o grupo experimental, além do

ensino convencional, foi convidado a visitar a ferramenta instrucional -“A Criança

Virtual”. Após avaliação dos alunos e do método por meio de questionário, os

autores concluíram que a utilização online do material didático desenvolvido,

adicionado ao currículo tradicional, melhorou o conhecimento dos alunos de

graduação sobre o manejo do paciente infantil.

Reynolds et al. (2007), utilizaram recursos da Teleodontologia para

desenvolver um curso de Terapêutica Oral, utilizando o ambiente de aprendizagem

virtual – WebCT (Course Tools) e através de um estudo retrospectivo avaliaram as

mudanças nas percepções e atitudes dos alunos de graduação em odontologia

21

relativas ao ensino online entre 2001 e 2004. Foi desenvolvido um questionário, cuja

participação era anônima, com doze questões estruturadas e uma aberta. A taxa de

resposta foi alta (98%), entretanto o acesso às notas finais estava vinculado à

participação do aluno na etapa do questionário. Como resultado obteve: quanto à

percepção dos alunos de ter competências avançadas em novas tecnologias,

ocorreu um aumentou de 5,5% para 14,5%; quanto ao acesso doméstico à Internet,

aumento de 62,3% para 89,1%. Também observaram que houve um aumento em:

facilidade de acesso (25,3% para 47,3%), na percepção de economia de tempo

(17,9% para 37,4%), na apreciação de combinação de métodos tradicionais e e-

learning (43,8% para 57,4%) e acesso tutor on-line (21,9% para 40,7%). Quanto aos

comentários livres, relataram boas experiências de e-learning de 7,2% para 32,7%.

Os autores verificaram que alunos de graduação são cada vez mais

tecnologicamente consciente e que são capazes de acessar remotamente os dados

e informações, no momento de sua escolha. Sugerem que um currículo baseado na

Web pode diminuir o tempo de sala de aula e fornece aos alunos a

aprendizagem individualizada. Acreditam

que

o

aumento

da disponibilidade

de acesso de alta velocidade à Internet, tanto em casa como dentro da

universidade, permite a oferta de um currículo mais ambicioso. No entanto, nesta

fase inicial de implementação do e-learning para o currículo de graduação na

odontologia deve-se ter uma abordagem mista entre o ensino tradicional e o

baseado na Web. Enfatizam que, em parte, esta combinação pode atender a uma

ampla gama de estilos de aprendizagem, mas também pode ser a chave para

reforçar a formação clínica com suporte baseado na Web no futuro. Concluem

dizendo que os resultados globais deste estudo demonstram que o curso online está

sendo cada vez mais apreciado pela grande maioria dos estudantes.

Skelton-Macedo et al. (2007) avaliaram o desempenho de 29 alunos da

primeira turma de Endodontia do curso de Graduação em Odontologia da Faculdade

São Leopoldo Mandic (Campinas), que contou com o ensino presencial suportado

pela disponibilização de conteúdos em plataforma educacional TelEduc. A sala de

aula foi projetada para que cada aluno tivesse acesso a um computador. O material

de apoio desenvolvido somou: aula do professor, apostilas, links para sites de

conteúdos aprovados, perguntas freqüentes, diretrizes para o desenvolvimento de

trabalhos, avaliações e tutoriais animados projetados de maneira interativa e sob

aspectos educacionais adequados à mídia proposta. O resultado apresentado no

desempenho dos alunos foi comparado com o número de acessos ao material de

apoio. Foram sugerido no início do curso, pelo menos, dois acessos semanais,

totalizando 40 acessos ao final das 20 semanas da disciplina. Os alunos aprovados

alcançaram a média de 91,5 acessos, significando 128,75% além do número de

acessos mínimos exigidos. Os autores concluíram que o acesso ao material didático

disponibilizado via Web motiva o estudo individual suportando sua utilização no

ensino presencial; quanto mais tempo o aluno for exposto ao material

disponibilizado, maior será seu rendimento no desempenho global; e a motivação ao

estudo individual está diretamente relacionada à qualidade do material didático

disponibilizado.

Em 2008, Macedo et al. avaliaram a participação de 31 alunos da graduação

do curso de Odontologia, também da disciplina de Endodontia em fóruns online

mediados na plataforma Moodle e observaram que a participação voluntária foi de

54% a 83% e a colaborativa entre alunos variou de 47% a 93%. Os autores

concluíram que os fóruns de mais baixo índice de acesso foram os de maior

quantidade de perguntas propostas pelos professores. Dessa maneira, os fóruns

cumpririam o papel de estimuladores do aprendizado colaborativo, desde que

desenhados de maneira adequada, estimulando inclusive as visitas físicas à

biblioteca.

Pahinis et al. (2007) avaliaram um blended learning, em tecnologia da

informação e comunicação, desenvolvido para graduação, pós-graduação e técnicos

de higiene dental da Faculdade de Odontologia Clínica - Universidade de Sheffield,

utilizando-se da metodologia de pesquisa-ação. Coletaram dados através de três

processos: questionários, entrevista e observação. Como a parte prática era

mediada à distância, foi compreensível para 63% dos alunos, havendo diferença

entre os grupos de graduandos, pós-graduandos e técnicos, principalmente em

relação ao empenho, mas não houve diferença estatística entre os gêneros.

Salientam a participação de 31% nos fóruns e que a acessibilidade do ambiente

online foi uma das principais preocupações dos estudantes entrevistados. Concluem

dizendo que a utilização do ambiente virtual de aprendizagem aumenta quando os

alunos percebem o potencial da ferramenta como interação.

Já em 2008, Pahinis et al. avaliaram o impacto das modificações feitas para o

curso blended learning após um ano de implementação e utilizaram a mesma

metodologia (pesquisa-ação) em cinco grupos diferentes: graduação (1º, 3º e 4º),

23

pós-graduação e técnico. Quanto à competência, dependendo do grupo, entre

41,5% e 91,5% dos estudantes acreditaram que o curso acrescentou às suas

competências. Quanto ao ambiente virtual Moodle ser percebido como um recurso

útil, 70 % dos alunos, o considerou e 62% de fácil navegação. Quando questionados

se usariam Moodle no futuro após o termino do curso, 40% dos alunos mostraram se

indiferentes, enquanto os pareceres positivos e negativos foram divididos. Quanto à

percepção de falta de material de apoio suficiente online, estudantes se mostraram

preocupados na entrevista. Observaram também que os alunos do 4º ano (último)

deram um feedback menor do que os outros grupos de estudantes. Concluíram

enfatizando que a implementação do ambiente de aprendizagem Moodle aumentou

a aceitação dos alunos do ambiente online, que não houve diferenças significativas

entre gêneros e que os resultados deste estudo indicam a importância da obtenção

de dados de mais de um grupo de estudantes ao avaliar as inovações nos métodos

de ensino para minimizar o potencial do viés.

Carbonaro et al. (2008) com o objetivo de determinar se as equipes inter

profissionais (estudantes de ciências da saúde: Medicina, Enfermagem, Farmácia,

Terapia Ocupacional, Fisioterapia, Odontologia, Higiene Dental e Nutrição) poderiam

ser ensinadas em um ambiente de blended learning, sem comprometer a

abordagem, tiveram 70% da instrução em sala de aula virtual síncrona (Elluminate -

www.elluminate.com) em conjunto com a tecnologia assíncrona (WebCT). Avaliaram

os dois formatos e observaram que a maioria dos estudantes de ambos os grupos

sentiram que o curso permitiu-lhes aumentar a sua compreensão do papel dos

outros profissionais de saúde e a colaborar efetivamente com outros profissionais de

saúde mas os resultados sugerem que o formato misto aumenta a percepção dos

alunos sobre sua aprendizagem e que as ferramentas síncronas melhoram a

interação, principalmente dos estudantes.

Em 2008, com o crescente uso da aprendizagem baseada na internet, na

educação das profissões de saúde, Cook et al.(2008) realizaram uma revisão

sistemática sobre estudos que quantificavam a associação da aprendizagem

baseada na internet e resultados educacionais para a prática de estudantes e

profissionais de saúde. Foram elegíveis 201 estudos. A heterogeneidade dos

resultados entre os estudos foi grande em todas as análises. Observaram cinco

estudos com estudantes de odontologia e um com dentistas. Concluíram esta meta-

análise reforçando que a aprendizagem baseada na internet está associada com

grandes efeitos positivos em comparação com nenhuma intervenção. Também

diferenciam que os efeitos em comparação com os métodos de ensino não apoiados

na internet são heterogêneos e pequenos, sugerindo eficácia semelhante aos

métodos tradicionais. Finalizam dizendo que pesquisas futuras devem comparar

diretamente diferentes intervenções baseadas na Internet.

Santana (2009) realizou um estudo que avaliou 15 alunos do curso de

Administração a Distância da Universidade de Brasília e 10 alunos do curso de

Formação de Tutores em EAD – do instituto EAD Virtual, através de questionários

verificando a comunicação entre colaboradores e a acessibilidade e funcionalidade

dos componentes existentes. Em relação ao grau de satisfação, quanto à escolha da

modalidade de ensino a distância, foi considerado alto (80% a 90%) nas duas

instituições. Quanto aos componentes funcionais relacionados na pesquisa que mais

contribuíram para o aprendizado na plataforma Moodle foram o Fórum e Tarefas nas

duas instituições, sendo que as outras ferramentas tiveram um bom grau de

avaliação, pois foi possível escolher mais de uma opção. Outro importante aspecto

avaliado foi à interatividade entre principais envolvidos no processo de

aprendizagem (aluno-professor); contribuiu muito para um bom desempenho do

aluno, e que como foi verificado na pesquisa a interatividade aluno/aluno se mostrou

mais eficiente em relação à do aluno/professor o que é uma das causas da

desistência em muitos cursos. O autor concluiu também que ficou evidenciado, que

para uma boa formação integral, a necessidade de inclusão de ferramentas de

controle do aluno sobre o seu aprendizado, de um organograma para melhor

visualização do contexto total, vídeos ao vivo de preferência ou webconferência, e

um maior controle do professor sobre os questionamentos feitos no Fórum, são

importantes para conquistar e ampliar a uma maior utilização do ambiente Moodle.

Maciel et al. (2009) num trabalho sobre a mudança no currículo da graduação

médica brasileira, para melhorar o nível de supervisão e proporcionar uma melhor

ferramenta de comunicação que permitisse aos alunos manter um contato mais

próximo com o corpo docente nos estágios, utilizaram a estratégia de

acompanhamento pela plataforma de ensino a distância – Moodle. Utilizaram um

questionário sobre satisfação para estabelecer percepções dos pontos fortes e as

suas opiniões sobre as áreas que necessitariam de melhorias.Um total de 42 alunos

(76%) responderam ao questionário. Quanto à utilidade do ambiente foi considerado

25

ser muito bom ou bom por 76% dos estudantes. Em resposta aos itens sobre as

atividades de aprendizagem, 45% dos estudantes avaliaram como bom ou muito

bom e aproximadamente 60%, total ou parcialmente concordaram que as

discussões de casos clínicos foram importantes para melhorar sua aprendizagem,

também disseram que as discussões ajudaram 39% dos alunos a descobrir suas

reais necessidades de aprendizagem. Os alunos sugeriram que os supervisores

deveriam ser treinados e comentaram sobre a necessidade de aumentar o seu

compromisso. Concluem argumentando que a criação de oportunidades para