Magia por Ernani de Souza Esteves - Versão HTML

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Livro de magia

O que é magia branca – Introdução

 

Os conceitos de Magia, Esoterismo, Espiritualismo etc., sempre estiveram ligados à Humanidade ao longo da história. As doutrinas esotéricas não eram motivo de estudos de ignorantes, supersticiosos e medrosos, como quer que se acredite e aceite na atualidade, mas por uma “nobreza”que tem mantido a chama de um Conhecimento Superior. É essa mesma Tocha do supremo conhecimento espiritual a que sempre foi barreira contra a ignorância, as trevas, o caos, a intolerância.

A própria definição de Magia expressa bem sua verdadeira finalidade. Do persa Magh, que significa Sábio, essa palavra originou outras, como Magister, Magistério e Magnum. Portanto, Magia vem significar, basicamente, a sabedoria de todo o conhecimento que capacita o homem a desvendar e dominar o Universo, a Natureza e a si próprio.

http://i0.wp.com/www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2012/10/magia-branca-gnosisonline.jpg?resize=158%2C158Outro termo para Magia é a aplicação da Consciência e da Vontade sobre todas as forças da Natureza, não só as físicas, tridimensionais, mas aquelas que estão fora da esfera de nossos cinco sentidos. Em síntese, é a aplicação da ciência e da vontade sobre as diversas manifestações da vida. É a Ciência Total…

Origens Fantásticas da Magia

Em seu livro apócrifo, o profeta Enoch nos fala sobre as origens de muitos ramos do
conhecimento: “Quando os filhos dos homens se multiplicaram naqueles dias, aconteceu que lhes nasceram filhas elegantes e belas”.

E quando os Anjos, os Filhos dos Céus, as viram, ficaram apaixonados por elas… “E escolheram cada qual uma mulher; e delas se aproximaram e coabitaram com elas; e lhes ensinaram a feitiçaria, os encantamentos e as propriedades das raízes e das árvores.

E continua Enoch, afirmando que os Anjos caídos, ainda com bastante Conhecimento, ensinaram a arte de resolver os sortilégios, observar as estrelas, os caracteres mágicos, os movimentos da Lua, a arte de interpretar os signos, confeccionar talismãs etc. (VideLivro de Enoch, cap. 8). Que época é essa, citada por Enoch?

Em sua portentosa obra O Timeu, Platão nos comenta que ouvira falar de uma legendária e poderosa civilização, a atlante, da boca de seu avô Crisitos, o qual ouvira do próprio Sólon ensinamentos dados a ele por sacerdotes-magos do templo egípcio de Saís.

Segundo nos repassa Platão, essa civilização, a Atlântida, foi um conjunto de sete gigantescas ilhas que ficavam além das Colunas de Hércules, quer dizer, no Oceano Atlântico. Para o sábio discípulo de Sócrates, a origem de todo o conhecimento espiritual e
mágico foi atlante.  Numa passagem do Timeu, lê-se: “Os atlantes eram uma raça de Deuses que degenerou da sua origem celeste porque se aliou frequentemente com as filhas dos mortais; por isso, Júpiter os puniu, destruindo o país que habitavam”.

Ou seja, a origem de todo o Conhecimento remonta à Atlântida, aos arcaicos períodos de nossa história, em nada aceitos pela ciência materialista de hoje. Temos como fiéis 4 depositários dos atlantes os egípcios (os quais, por meio dos gregos e depois dos árabes, foram a base de toda a magia ocidental). Temos também como filhos dessa tradição  esotérica atlante os indianos e chineses, pelo lado oriental, e os maias, incas e astecas, nas Américas.

Estudando-se as raízes linguísticas de muitos povos que oficialmente nada têm em comum, percebemos muitas palavras semelhantes, senão, idênticas. Temos como exemplo o maia e o chinês mandarim, onde foram achadas mais de 50 palavras de pronúncia e significado idênticos.

A Magia no Oriente

O Yoga indiano e suas sete modalidades e as artes marciais têm algo em comum, que é atlante. Eram considerados como disciplinas que permitiam dominar o corpo físico e seus canais de energia para um pleno reconhecimento e manipulação da Alma. Os sete Yogas são: Hatha (físico), Raja (mecanismos mentais), Mantra (palavras de poder), Bhakti (devoção e serenidade), Jnana (conhecimento superior-gnose), Karma (direitos e deveres sociais e morais) e Tantra (o mais elevado de todos).

O termo Yoga é o mesmo que religião, religare, ou seja, a arte de recriar aquele elo entre o humano e o divino, em todos os seus aspectos. Quanto às tradições marciais, sabe-se que elas foram recompiladas e reorganizadas por Bodydharma, um dos principais discípulos de Buda, que “evangelizou” a China. O Kung Fu, que originou as múltiplas técnicas marciais, tinha como finalidade dominar e movimentar as energias interiores e elementais, além, é claro, da mera defesa pessoal.

Segundo certas tradições, algumas das linhas marciais, organizadas por Bodydharma, foram: os caminhos do Dragão, da Serpente, do Macaco, da Águia, do Bêbado etc. (há mais de 360 caminhos no Kung Fu), muito semelhantes às Ordens guerreiras das culturas americanas, como veremos logo em seguida. Além disso tudo vemos a magia e o conhecimento esotérico inseridos em outros ciclos, encabeçados por Fo-Hi e Lao-Tzu na China, Son-Mon e o Xintoísmo no Japão, Kumbu na Tailândia e Camboja, o Xamanismo original ao norte da Ásia e o Budismo tântrico tibetano de Marpa, Tsong-Kapa, Milarepa e outros.

A Magia nas Américas

Os astecas, incas e maias são as culturas que mais se expandiram nas Américas. Diz-se que foram colônias atlantes e por isso eram possuidores de altíssimo e complexo domínio da matemática, astronomia, religião e agricultura. Ainda hoje suas ordens esotéricas são um mistério. Quase todos seus escritos, estátuas sagradas e mesmo seus templos e sábios, foram destruídos pelos ávidos conquistadores europeus.http://i2.wp.com/www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2012/10/magia-cristica-asteca-gnosisonline.jpg?resize=187%2C177

Vemos algumas Ordens monástico-militares que se dedicaram ao pleno desenvolvimento das artes mágicas e de todos os poderes humanos e divinos. Entre os astecas e maias, temos os Cavaleiros Tigres e os Cavaleiros Águias (cujo lema mágico era “Nós nos Dominamos”) e entre os incas sabemos da presença dos sagrados Cavaleiros Condores. Esses sacerdotes índios nos legaram práticas misteriosas e fantásticas, tais como a Magia Elemental, o Nagualismo (estudaremos esse tema mais adiante), o domínio da psicologia interior etc.

As tradições orientais e americanas são muito complexas e de difícil compreensão e aprendizagem. Não obstante, os princípios de suas Ciências Mágicas eram os mesmos, somente o modo de expressá-los é que difere.

Plantas de Poder

Esse é um tema bastante espinhoso, dadas as suas implicações legais e morais nos dias de hoje, além da espantosa proliferação e mau uso, pela juventude, de alguns produtos sintetizados. Sob circunstâncias rigorosamente controladas, os Magos de todo o mundo, principalmente americanos, aceleravam o desenvolvimento dos poderes paranormais de seus discípulos, a fim de fazê-lo reconhecer o Mundo Oculto. Essas Plantas de Poder têm a capacidade de alterar o sistema endócrino, ativando assim todos os Chacras da Anatomia Oculta do Homem, despertando seus sentidos paranormais.

Certas ervas, raízes, cogumelos, cipós etc., possuem um poder elemental e bioquímico capazes de mostrar um mundo totalmente novo aos olhos de nossa Consciência. Esse foi um legado da Magia primitiva, infelizmente adulterado na atualidade.

A Magia no Ocidente

Um dos maiores depositários da sabedoria egípcio-atlante foi certamente Hermes Trismegisto. Certas tradições gnósticas dizem que Metraton, Enoch, Íbis de Toth e o próprio Hermes eram o mesmo Mestre, o mesmo Ser. Atribui-se a Enoch a criação dos alfabetos egípcio e hebraico, A Tábua de Esmeralda e a organização e codificação da Alquimia. Foi o fiel depositário da tradição espiritual no Tarô e na Cabala (Torá), além de ser o organizador dos Axiomas Herméticos.

Os egípcios conseguiram fecundar maravilhosamente a magia e as religiões dos hebreus, gregos, romanos e árabes. Com a posterior decadência, o Egito entregou seu conhecimento às correntes esotéricas dos árabes, denominadas de Sufismo. A expansão do islamismo por todo o Oriente, norte da África e depois pela Península Ibérica, leva a uma revalorização do esoterismo europeu.

A maioria dos sábios e ordens esotéricas na Europa bebeu da fonte súfi: os Templários, Cátaros, Rosa-cruzes, Maçons, Dante Alighieri, Roger Bacon, Francisco de Assis, São Malaquias, Paracelso, Arnaldo de Villanueva etc.   

Os princípios religiosos e a magia

 

Todos temos lido em obras místicas de diversas linhas sobre a abundância da vida criada por Deus. Diversos tratadistas de ocultismo nos relataram suas experiências com entidades conhecidas no âmbito do folclore, das crenças e mitos populares. Vemos em quase todos os povos lindas histórias acerca de fantásticas manifestações da vida.

Quem de nós não ouviu uma história que fala de seres que vivem dentro de pedras, árvores, rios, cavernas, lagos, despenhadeiros, rios etc.? Essas formas de vida, chamadas no esoterismo de Elementais, fazem parte ativa de culturas extremamente místicas, como os gauleses e seus Druidas, os tibetanos, os anglos e saxões, os povos pré-colombianos, os chineses, japoneses e outros tantos.

Esses povos conservaram uma visão Panteísta, ou seja, conseguiam intuir a Vida Universal permeando todas e quaisquer formas de manifestação, visível e invisível. Apesar de terem grandes conhecimentos, tais como matemática, astronomia, engenharia, medicina e complexos sistemas de psicologia, ainda assim gostavam de viver cercados por um ambiente natural e de alta espiritualidade.

http://i1.wp.com/www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2012/10/xamanismo-gnosisonline.jpg?resize=218%2C299Penetravam em seus bosques e rendiam culto às suas árvores sagradas; realizavam portentosas procissões, onde oferendavam os primeiros frutos de suas colheitas aos Deuses Santos; oravam profundamente aos Guardiães das cavernas e lagos encantados. Enfim, tinham uma visão do sagrado em todas as coisas, não conseguiam apartar o Divino do cotidiano humano.

Com o passar dessa Idade de Ouro, esse Panteísmo foi se transformando, graças a uma mentalidade cada vez menos intuitiva, dando lugar a um Politeísmo que conseguimos reconhecer em algumas culturas, como a grega, romana, persa etc., as quais afastaram a Divindade de nosso cotidiano, pois Ela passa a residir agora nos céus, nas mais altas montanhas do mundo, no mais profundo dos sete mares, enfim, em todos os lugares inacessíveis à presença do homem.

Entretanto, ainda se percebe, nessa duas formas religiosas uma conexão muito grande entre Deus e a Mãe Natureza. Deus é visto ao mesmo tempo como Pai e Mãe, suas múltiplas manifestações, poderes e virtudes são representados na presença dos Deuses do
Olimpo, do Valhalla, do Aztlan: temos então, uma Minerva-Sabedoria, um Balder-Inspiração, uma Vênus-Amor, um Odin-Curador, um Kukulkán-Força etc.

Assim como colocamos uma roupa nova diariamente, conforme nossas necessidades, os princípios religiosos também necessitaram adaptar-se ao nível de Consciência da humanidade. O Politeísmo, quando começou a entrar em sua fase decadente, foi caindo num descrédito cada vez maior, como foi o caso da religião romana, com seus Deuses cada vez mais ridicularizados pelos chamados “livres-pensadores”(na verdade, abutres materialistas): teatrólogos, filósofos e escritores. Antes, porém, de dar seu último suspiro, o Politeísmo viu crescerem novas visões da Divindade, não mais manifestada de maneira múltipla, como no caso dos 22 Deuses olímpicos.

Começa a aparecer o Monoteísmo, com um só Deus supremo, obedecido por um séquito de Anjos, Arcanjos, Querubins, Serafins, Profetas, Santos e Beatos. Essas três formas religiosas que se sucederam umas às outras foram necessárias em seu tempo. Devemos refletir, entretanto, que sempre existiu UMA ÚNICA RELIGIÃO, mais precisamente um princípio mágico, um espírito religioso, que mostrou o Conhecimento (Gnose) necessário para o homem trilhar o Caminho para Deus.

Concordo quando se afirma que a religião do futuro (eternamente presente) é uma forma de Politeísmo Monista, uma espécie de Unidade Múltipla Perfeita, os Vários formando (e sendo) o Uno. E essa Religião não se diferenciará daquilo chamado pelos antigos de MAGIA.http://i2.wp.com/www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2012/10/senda-devica-gnosisonline.jpg?resize=217%2C240

O Caminho Dévico

Do ponto de vista iniciático, a realização completa e perfeita do trabalho alquímico e mágico pode nos levar a ver três Caminhos de Realização espiritual. Vêm a ser:

1. Senda Nirvânica, escolhida por aqueles que trabalham com os mundos paradisíacos dos Budas; é o caminho do Êxtase.
2.
 Senda Direta, escolhida pelos Mestres que desejam encarnar o Cristo Cósmico e perder-se completamente no Absoluto de Deus.
3.
 Senda Dévica, ou Caminho Angélico, responsável pela manutenção da Grande Obra da Natureza; a esse Caminho escolheram os Seres que decidiram unir-se à evolução dos anjos e ser discípulos dos grandes Deuses, chamados de Gurus-Devas, os Supremos Construtores. É a esse Caminho que trataremos um pouco mais no GnosisOnline.

Prática

Sente-se ou deite-se de forma confortável, procurando ficar numa posição imóvel. Relaxe o corpo e solte toda tensão muscular. Sinta a vida que se manifesta em cada parte de seu corpo. Depois de relaxado o corpo, imagine que de várias partes dele se estendem raízes que penetram por muitos quilômetros no interior da terra. Sinta que a terra é o corpo de um ser gigantesco que alimenta e fortalece seu corpo físico com luz, vida, força e alegria de viver.

Enquanto realiza este exercício, sinta que os mais sinceros sentimentos que brotam de seu coração se espalham, auxiliando na cura do planeta. Sinta que é uma troca. Você recebe e dá ao mesmo tempo.

Finalmente, vocalize, ou mentalize somente, o mantra AOM por 3 vezes, agradecendo à Divina Mãe Natureza pela vida, saúde, harmonia e paz em sua vida.

 

Pantáculos e símbolos mágicos

 

Eliphas Levi ensinou: “Por trás de toda alegoria mística ou das doutrinas antigas, por trás das estranhas ordens de todos os iniciados, sob o escudo de todos os escritos sagrados, sob a ruína de Nínive ou Tebas, ou das pedras dos velhos templos e da visão das esfinges assírias ou egípcias, nas monstruosas e maravilhosas pinturas que interpretam para a fé da Índia as inspiradas páginas dos Vedas, nos emblemas dos nossos velhos livros de alquimia, nas cerimônias praticadas como recepção por todas as sociedades secretas, são encontradas indicações sobre a doutrina que em todo lugar é a mesma e em todo lugar respeitada”.

Assim existe na natureza “uma força que é incomensurável e que um homem, que saiba adaptá-la e dirigi-la, poderá conhecer todo um mundo.

Essa força era conhecida dos antigos: é o agente universal, a primeira matéria, a Grande Obra”.

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Sagrado Pantáculo do Sol, símbolo de Poder, Prosperidade e Saúde. Um dos símbolos do Arcanjo Michael (ou Miguel), Rei do Sol e do Raio.Saiba mais, Clique aqui.

Nos tratados de magia, dá-se o nome de Pantáculo a um selo mágico, impresso em diversos materiais, como peles de animais, tecidos e metais preciosos e pedras. Considera-se que os Pentáculos têm relação com determinadas realidades invisíveis, cujos poderes eles permitem compartilhar.

Eles simbolizam, captam e mobilizam, ao mesmo tempo, poderes ocultos, tanto do Cosmo, dos planetas e estrelas, da Natureza e especialmente dos Mundos Internos do próprio homem, pois se sabe que a energia contida no macrocosmo-galáxia é a mesma contida no microcosmo-homem, lembrando-nos a frase hermética: “O que está em cima é como o que está embaixo, e vice-versa”.

Os Pantáculos são canais de receptividade da Energia Cósmica. Eles são também símbolos gráficos dos planetas e dos seres espirituais, que regem e dirigem esses corpos planetários. Tais seres podem ser chamados de Anjos, Arcanjos, Querubins, Potestades etc.

Devemos lembrar que o que era magia hoje é ciência. O que era religião hoje pode se transformar em fato científico. Hoje, utilizam-se diversos Pentáculos para curar e encontrar pessoas, para a defesa psíquica e harmonia de ambientes. Esses símbolos são hoje estudados pela Radiônica, Radiestesia e Feng Shui.

De acordo com essas “novas” ciências, pela Lei de Ressonância, os Pentáculos possibilitam criar estados internos e eventos externos afins aos símbolos contidos neles. Existem Pentáculos para Curar, Harmonizar, Fortalecer Virtudes, Proteger etc.

Existem diversas maneiras de usarmos esses símbolos sagrados: pode-se realizar uma simples oração e meditação colocando o símbolo em nosso coração, ou ao lado da cama ou ainda em nosso altar; pode-se também usá-los em complexos rituais para que a Força Magnética desse talismã mágico seja altamente potencializada.

Eis alguns dos símbolos mágicos que podemos utilizar em nossas práticas sagradas, os quais foram tirados de antigos tratados de Cabala e Magia, tais como As Clavículas de Salomão, o Tarô egípcio e as pinturas do grande pintor-Iniciado Johfra. Também retiramos tais símbolos das obras de grandes Iniciados, como o Abade Tritemo, Paracelso, Cornélio Agrippa, Eliphas Levi e, na atualidade, o grande mestre gnóstico Samael Aun Weor.

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Chacras e a 4ª dimensão

 

(Conferência do Venerável Mestre Samael sobre o desenvolvimento dos chacras e explicação do mundo tetradimensional)

Senhoras e Senhores, dirijo-me a vocês esta noite com o propósito de falar sobre poderes psíquicos, sobre psicologia experimental levada à prática.

Começaremos fazendo uma breve análise a respeito do que seja o mundo físico no qual vivemos. Einstein disse: “Energia é igual à massa multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado”. “A massa se transforma em energia, a energia se transforma em massa.” Sem dúvida, o mundo tridimensional de Euclides se encontra limitado por essa fórmula básica de Einstein.

Contudo, mais além dessa fórmula de Einstein existe algo, quero referir-me enfaticamente à quarta coordenada, à quarta vertical. Vejamos por exemplo esta mesa, que tem largura, comprimento e altura; estas são as três dimensões. Mas, há quanto tempo foi construída esta mesa? Eis aqui a quarta vertical, o tempo.

Além desta quarta vertical existe a quinta coordenada que é, em si mesma e por si mesma, a eternidade. Muitíssimo além da quinta vertical temos a sexta dimensão, que em si mesma transcende o tempo e a eternidade. E por último existe a dimensão zero desconhecida, a sétima dimensão. Vivemos então em um mundo multidimensional.

http://i1.wp.com/www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/04/chacra2.jpg?resize=160%2C208Infelizmente, as pessoas só percebem o mundo de três dimensões, sendo necessário desenvolver outras faculdades que nos permitam conhecer a quarta vertical. Felizmente, na anatomia oculta do ser humano se encontram em estado latente os sentidos que convenientemente desenvolvidos, de forma científica, podem dar-nos acesso não apenas à quarta vertical, mas também à quinta, sexta e sétima dimensões.

Obviamente, na espinha dorsal dos seres humanos existem poderes divinos em estado latente. No cóccix existe um centro magnético especial, um “chacra”, falando em estilo oriental. Dentro desse centro subjaz um poder elétrico formidável, quero referir-me enfaticamente a Devi Kundalini Shakti, a serpente ígnea de nossos mágicos poderes. Os hindus dizem que essa serpente está encerrada no Chacra coccígeo, afirmam que se encontra aí, enroscada com três voltas e meia.

Nós temos poderes latentes, e um deles é precisamente o da Kundalini. Algumas escolas temem o despertar do Kundalini; é um poder explosivo, maravilhoso. Quem conseguir despertar a serpente ígnea de nossos mágicos poderes, poderá sair de uma caixa hermeticamente fechada; quem conseguir despertar esse poder ígneo, flamígero, pode caminhar sobre as águas sem afundar, voar pelos ares como fizeram muitos ascetas místicos, tanto no oriente como no ocidente do mundo.

Temos de despertar esse poder ígneo, flamígero que, como já disse, subjaz dentro de certo centro magnético do cóccix.

No Apocalipse de São João, esse centro magnético coccígeo é denominado Igreja de Éfeso. Despertar, colocar em atividade esse centro flamígero é algo grandioso. Quem o desperte, adquirirá poder sobre o elemento terra; poderá fazer cair uma rocha com sua vontade, poderá dominar os terremotos com sua vontade, etc. segundo poder flamígero latente na espinha dorsal do homem encontra-se situado à altura da próstata; no Apocalipse de São João esse centro é denominado Igreja de Esmirna.

Bem sabem os ascetas místicos que com despertar dessa maravilhosa faculdade se adquire poder sobre as águas, então poderemos dominar as tempestades do oceano, ou desatá-las à vontade. terceiro poder existente na espinha dorsal do homem está situado exatamente sobre o plexo solar, na altura do umbigo.

No Apocalipse de São João este centro é denominado esotericamente de Igreja de Pérgamo. Os iogues hindus que despertaram esse maravilhoso poder podem ordenar aos vulcões em erupção que cessem sua atividade e eles obedecerão. O asceta que conseguiu dominar esse centro pode manejar as potências da vida universal; pode enterrar-se vivo durante meses inteiros e quando for tirado se descobrirá que não recebeu dano algum.

No plexo solar, na região umbilical, está também o centro telepático. Esse centro telepático pertence certamente às funções da Igreja de Pérgamo. O quarto poder existente na espinha dorsal se acha situado exatamente à altura do coração; no Apocalipse de São João esse centro é denominado Igreja de Tiátira. Quem consiga despertar esse maravilhoso poder flamígero do coração realizará prodígios.

É indispensável despertar esse centro, porque com ele adquirimos faculdades como o desdobramento astral, os estados de Jinas, etc. Nas obras de Mário Roso de Luna se fala muito sobre os estados de Jinas e é necessário rever, ainda que sucintamente, esse assunto “Jinas”. Em nome da verdade, quero que vocês saibam que não é só aqui neste mundo das três dimensões que existe uma humanidade.

Na quarta vertical certamente existe determinada raça humana, gente que ainda vive no Éden, gente que não saiu do paraíso, pessoas de carne e osso como nós, mas que não se degeneraram como nós, pessoas físicas com poderes extraordinários. Por certo não falam inglês, nem francês, nem espanhol, nem alemão; mas falam na língua primitiva que como um rio de ouro corre sob a selva espessa do Sol.

Nós podemos visitar o Éden, isto é, a quarta vertical. Isto é possível desenvolvendo os poderes do Cárdias. Muitos são os céticos que dizem: “Ninguém foi ao outro mundo para depois voltar e nos contar o que é que existe lá do outro lado”. Mas, em nome da verdade, eu digo a vocês que se desenvolvemos os poderes do Cárdias, certamente é possível ir até o outro mundo em carne e osso.

É indispensável penetrar na quarta vertical, mas a ciência atual se encontra estagnada em matéria de Física. A Física contemporânea é regressiva, retardatária, reacionária, não serve. Quando os cientistas abandonarem o dogma tridimensional de Euclides, poderá surgir uma Física revolucionária, com naves capazes de viajar por dentro da quarta vertical.http://i1.wp.com/www.gnosisonline.org/wp-content/uploads/2010/04/chakra_map.jpg?resize=298%2C356

É indispensável sair do dogma tridimensional de Euclides. É inadiável, improrrogável, estudar mais profundamente o átomo; no átomo encontraremos a linha da quarta vertical. Quando se possa traçar a quarta vertical, então será elaborada uma geometria revolucionária, tetradimensional; com uma tal geometria será possível construir uma física de quatro dimensões.

Uma Física assim servirá de embasamento para fabricar naves capazes de atravessar instantaneamente a barreira da velocidade da luz e entrar na quarta dimensão. Se uma nave consegue atravessar instantaneamente a barreira da velocidade da luz, pode viajar por dentro da quarta vertical através do infinito. Então a conquista do espaço será um fato definitivo.

Esses foguetes atuais lançados por “gregos e troianos” impulsionados por combustível líquido, esse foguetório barato que tanto impressiona os incautos; parece mais coisa de circo, com cinquenta mil acrobacias para descer na Lua.

A conquista do espaço é possível com uma Física tetradimensional. Quando tal Física exista, e quando também nos tenhamos apropriado da energia solar e saibamos utilizá-la, a possibilidade de viajar através do infinito será um fato concreto, claro e definitivo.

Naves viajando pela quarta vertical, impulsionadas por energia solar; eis aí as naves do Super-Homem, naves que verdadeiramente podem viajar através do espaço estrelado, de galáxia em galáxia! Infelizmente, a Física contemporânea continua estagnada; é necessário romper de uma vez e para sempre com o dogma tridimensional de Euclides Nós temos procedimentos íntimos, particulares, para meter o corpo físico dentro da quarta coordenada.

Se estudamos cuidadosamente os sábios orientais, veremos que eles sabem como meter o corpo físico dentro da quarta dimensão. Dizia um sábio oriental: “Praticando um samyasin sobre o corpo físico, ele se torna como de algodão e pode caminhar sobre as águas, voar pelos ares, atravessar uma montanha de lado a lado ou caminhar sobre brasas de carvão sem nada sofrer”.

Prática Jinas de Harpócrates e as práticas Jinas

Um samyasin tem três partes: a primeira a concentração, a segunda a meditação e a terceira o êxtase. Se primeiro nos concentramos no corpo físico e depois meditamos nele, em suas células, em suas moléculas, na construção de seus átomos, etc. e por último chegamos à adoração, ao êxtase, então o corpo físico penetrará na quarta dimensão e poderá viajar através do mundo da quarta vertical.

Nesta região poderemos encontrar uma outra humanidade que vive ao lado da nossa; que dorme, que come e que vive, mas que não sofre como todos nós estamos sofrendo. Existem diferentes procedimentos para colocar o corpo físico na quarta vertical.

Na sabedoria antiga se menciona a Harpócrates. Mas, isso que estou dizendo não tem valor algum para os céticos, para esses que estão engarrafados pela dialética materialista, para os reacionários, para os conservadores e retardatários. O que estou dizendo é revolucionário demais para ser aceito pelos que estão presos ao dogma tridimensional de Euclides. Harpócrates! Nome grego extraordinário, maravilhoso. Os místicos dos mistérios de Elêusis pronunciavam esse nome da seguinte maneira: