Manual de Arborização por Companhia Energética de Minas Gerais - Versão HTML

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Manual de

ArborizAção

Manual de

ArborizAção

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Copyright: Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig

Presidência: Djalma bastos de Morais

Diretoria de Distribuição e Comercialização: José Carlos de Mattos

Superintendência de Manutenção da Distribuição: Amauri reigado Costa de oliveira

Gerência de Gestão do Meio Ambiente da Distribuição: breno Sérgio Lessa Moreira

Superintendência de Comunicação Empresarial: Terezinha Crespo rezende

Superintendência de Sustentabilidade Empresarial: Luiz Augusto barcelos Almeida

Coordenação Geral:

breno Sérgio Lessa Moreira (Cemig)

Pedro Mendes Castro (Cemig)

Gláucia Drummond (Fundação Biodiversitas)

Cássio Soares Martins (Fundação Biodiversitas)

Equipe Técnica:

Coordenação Técnica e Executiva: Cássio Soares Martins (Fundação Biodiversitas)

Especialista em Arboricultura: Pedro Mendes Castro (Cemig)

Especialista em Engenharia Florestal: Edinilson dos Santos (Prefeitura de Belo Horizonte)

Especialista em Redes Elétricas: Adilton Juarez b. Cunha (Cemig)

Especialista em Educação/Pedagogia: Judite Velásquez Santos (Sinética)

Especialista em Educação/Pedagogia: José Henrique Porto (Alternativa)

Assessoria de Comunicação: Thiago bernardo (Fundação Biodiversitas)

Assessoria de Produção: rafael Carmo (Fundação Biodiversitas)

Assessoria de Produção: bernardo Torido (Fundação Biodiversitas)

Projeto e Edição Gráfica: Cláudia barcellos (Grupo de Design Gráfico)

Ilustrações: Carla A. Coscarelli (Grupo de Design Gráfico)

Fotografias: Cássio Soares Martins: Capa, p.13 (foto de árvore), p.14, p.21, p.22, p.23, p.25, p.27, p.32, p.33, p.37, p.38 (foto superior), p.39, pg42, p.44, p.55 (foto de aspersão), p.60 (exceto fotos de etapas de compartimentalização), p.67, p.69, p.70 (foto superior), p.71, p.79, p.84, p.85, p.89 (foto superior), p.91, p.92, p.94, p.95 (foto de árvores). Edinilson dos Santos: P.10, p.13 (detalhe de árvore), p.24 (detalhe de árvore), p.30, p.36, p.46, p.56, p.66, p.68, p.70 (foto inferior e foto acima da inferior), p.76, p.77 (foto superior), p.90, p.93, p.95 (foto de detalhe de árvore), p.106 (detalhe de árvore). bruno Garzon: p.12 (foto do fóssil).

João Marcos rosa (acervo Biodiversitas): p.12 (exceto foto do fóssil), p.89 (foto inferior). Pedro Mendes Castro: p.19, p.49 (foto superior), p.55 (foto de cobertura morta). Sylvio Coutinho: p.20, p.28, p.31, p.35, p.45, p.49

(foto inferior), p.50, p.51, p.55 (gotejamento), p.58, p.60 (fotos de etapas de compartimentalização), p.61, p.63, p.70 (foto abaixo da superior), p.72, p.73, p.74, p.75, p.77 (fotos inferiores), p.78, p.80, p.81, p.82, p.83, p.86.

Carla A. Coscarelli: p.24 (árvore), p.106. Emvideo: p.38 (foto inferior), p.40.

Revisão de texto: Célia Arruda

Projeto e edição do DVD: Sylvio Coutinho (Prodigital) e Cláudio Márcio Ferreira (Prodigital)

Edição em vídeo: Evandro rogers (Emvideo) e Daniel Ladeira (Emvideo)

Edição e produção: Fundação biodiversitas

Companhia Energética de Minas Gerais. Manual de arborização.

Belo Horizonte: Cemig / Fundação Biodiversitas, 2011.

112 p. : ilust.

ISBN: 978-85-87929-46-4

1. Arborização. 2. Botânica. I. Companhia Energética

de Minas Gerais. II. Título.

CDU: 625.77

581

REALIZAÇÃO:

UMA PUBLICAÇÃO:

Apresentação

No desenvolvimento das cidades, constata-se a importância da ampliação da oferta de

serviços públicos que necessitam e utilizam espaços comuns, interagindo com a paisagem e

o meio ambiente, principalmente com a arborização.

Os habitantes de uma cidade bem arborizada percebem e valorizam os benefícios ambientais,

sociais, paisagísticos e patrimoniais proporcionados pelas árvores e pelos espaços verdes

existentes, mas não abrem mão de serviços públicos de qualidade, como o acesso contínuo

a energia elétrica, água ou telefonia.

Desde a década de 1980, a Cemig, preocupada com a compatibilização da arborização com

a rede aérea de distribuição de energia elétrica, vem desenvolvendo programas em parceria

com prefeituras municipais, universidades, instituições não governamentais e outros órgãos

de governo.

A publicação do Manual de Arborização (Cemig, 1986), utilizado amplamente pelos mais

variados interessados no tema, foi editado com o intuito de prover informações técnicas

a respeito da compatibilização e o convívio entre a distribuição de energia elétrica e a

arborização, visando subsidiar aqueles que, de alguma forma, participam da gestão de

serviços urbanos.

Passados mais de vinte anos desde a sua primeira edição, a Cemig convidou a Fundação

Biodiversitas para a Conservação da Diversidade Biológica para atualizar e aprimorar este

importante instrumento de comunicação e educação sobre arborização urbana e rede de

distribuição de energia elétrica.

Espera-se que esta nova edição possa contribuir para realçar a relevância que as atividades

envolvendo tanto a arborização urbana quanto a energia elétrica têm de conhecimentos

técnicos específicos e de profissionais especializados, importantes para o estabelecimento de

um pacto de convivência harmônica entre si e com todos os serviços públicos de infraestrutura

de uma cidade, de modo que os seus benefícios possam ser sentidos pela população.

Djalma bastos de Morais

Belo Horizonte, agosto de 2011

Agradecimentos

A presente publicação é fruto de um trabalho coletivo, que contou com a colaboração de

muitas pessoas e por isso agradecemos a Francisco Fernando Soares e Raul Costa Pessoa

pela visita à Universidade Corporativa Cemig (UniverCemig) e pelo acompanhamento de

uma aula sobre Noções de Manejo da Arborização Urbana, ministrada brilhantemente pelo

prof. Adolfo Eustáquio Rodrigues; a Gustavo Charlemont e Celso Luiz Coelho de Almeida,

pela visita ao centro de treinamento do Sindicato das Indústrias de Instalações Elétricas, Gás,

Hidráulicas e Sanitárias no Estado de Minas Gerais (Sindimig/Senac) e esclarecimentos sobre

o treinamento ministrado envolvendo a arborização; a Enitz Monteiro de Castro da EMC2 –

Estratégias, Marketing e Comunicação, pelas informações a respeito da pesquisa de opinião

envolvendo árvores e redes elétricas; a Wagner Braga Filho, Marco Antônio dos Santos e toda

a equipe de manutenção da Encel e Florescer por possibilitarem o registro visual da execução

de práticas de manejo da arborização e especialmente a Luiz Fernando Beltrão de Filippis

pela disponibilidade e acompanhamento das filmagens; a Gladstone Corrêa de Araújo e toda

a equipe do Jardim Botânico da Prefeitura de Belo Horizonte, pela cessão de informações e

imagens a respeito da produção de mudas arbóreas; a Sylvio Coutinho, Viviane e Cláudio,

da Prodigital, responsáveis pela produção fotográfica e pelo sistema de acesso ao manual

digital; a Evandro Rogers, Miguel, Nádia e Daniel, da Emvideo, responsáveis pelas filmagens

dos procedimentos de manejo da arborização; a Cláudia Barcellos e Carla Coscarelli, do Grupo

de Design Gráfico, responsáveis pelo projeto gráfico e ilustração do manual; a Célia Arruda,

pela revisão dos textos; a Cássia Lafetá C. de Carvalho, da Prefeitura de Belo Horizonte,

pelas contribuições, em parceria com Agnus R. Bittencourt, sobre a escolha de espécies para

arborização; a Fernando Antônio Medeiros da Silva, por suas contribuições a respeito da

engenharia de redes de distribuição de energia; a Sérgio Lucas de Meneses Blaso, por suas

contribuições a respeito de equipamentos de iluminação pública; a Teodoro Silva de Jesus

e Luciano Antônio Ferraz pela ilustração das zonas de segurança de acordo com a NR10;

agradecemos a toda a equipe técnica encarregada da elaboração deste manual, Adilton

Juarez B. Cunha, Irley Maria Ferreira, Cristianna SantÁnna Henrique, Raquel Matos Jorge,

e Pedro Mendes Castro, da Cemig, Cássio Soares Martins, Gláucia Moreira Drummond,

Rafael Carmo e Thiago Bernardo, da Fundação Biodiversitas, José Henrique Porto Silveira,

da Alternativa Educação e Manejo Ambiental Ltda, Judite Velasquez, da Sinética, Educação-

Meio Ambiente-Cidadania e Edinilson dos Santos, da Prefeitura de Belo Horizonte; por

fim, agradecimentos especiais a Luiz Augusto Barcelos Almeida, superintendente de

Sustentabilidade Empresarial da Cemig, Carlos Alberto de Sousa, coordenador do Premiar,

Carlos Alberto Coelho, Breno Sérgio Lessa Moreira e a Pedro Mendes Castro, pela iniciativa

e confiança na capacidade da Fundação Biodiversitas na elaboração de uma publicação

desta relevância.

A Cemig e a Fundação Biodiversitas agradecem o apoio e a dedicação de todos!

Sumário

introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8

1. A árvore e sua importância para o ambiente urbano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11

O surgimento das árvores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11

Identificação de uma espécie . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13

Aspectos biológicos e morfológicos importantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14

– Como uma árvore se desenvolve . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16

– Como uma árvore funciona . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18

– Como uma árvore se relaciona com o ambiente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19

A cidade e suas relações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20

Por que plantar árvores nas cidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21

Qual o valor de uma árvore . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22

2. A energia elétrica e sua importância para a sociedade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25

Redes de distribuição de energia elétrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26

Riscos da energia elétrica e medidas de prevenção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28

3. Convivência entre árvores e redes de distribuição de energia elétrica . . . . . . . . . . . 31

Alternativas técnicas para a distribuição de energia elétrica . . . . . . . . . . . . . . . 32

Alternativas técnicas para a iluminação pública . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33

Alternativas técnicas de manejo das árvores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35

4. Planejamento da arborização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37

Avaliação da arborização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38

– Parâmetros de avaliação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39

– Coleta e atualização dos dados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40

Elaborando um projeto de arborização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42

– Árvore certa no lugar certo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42

– Mudas para arborização urbana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45

5. implantação da arborização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47

Avaliação do solo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47

– Correção de acidez . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49

– Adubação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50

Plantio de árvores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52

Técnicas de irrigação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55

6. Manejo da arborização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57

A poda de árvores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58

– Como as árvores reagem à poda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59

– Técnicas de poda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61

– Principais tipos de poda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63

Secção de raízes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66

Avaliação de árvores de risco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68

– Metodologias de avaliação de árvores de risco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68

– Diagnóstico e intervenções em árvores de risco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71

– Responsabilidades legais da avaliação de árvores de risco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71

Remoção de árvores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72

Gestão de resíduos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74

Controle sanitário de árvores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76

Procedimentos para intervenções em árvores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79

– Equipamentos e ferramentas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80

– Procedimentos preliminares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83

– Recomendações na execução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83

7. Aspectos legais e arborização urbana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85

Leis federais e atribuição de responsabilidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85

A responsabilidade e atuação dos municípios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87

Arborização urbana e cidadania . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88

8. Arborização urbana e a cidade sustentável . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91

Uso de espécies nativas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92

Medidas de sustentabilidade na gestão das cidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93

bibliografia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96

Glossário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99

Anexo – Como lidar com situações de emergência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107

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Manual de arborização

introdução

Grande parte da população mundial vive hoje em cidades, com acesso

contínuo a serviços públicos essenciais, fundamentais para o conforto e

a qualidade de vida das pessoas. Em um mundo globalizado e altamente

competitivo, a disponibilidade de serviços com a qualidade necessária passa

a representar um diferencial estratégico e de desenvolvimento.

Neste sentido, a implantação e o manejo da arborização das cidades

constituem-se em mais um serviço público ofertado, como estratégia de

amenização de impactos ambientais adversos devido às condições de

artificialidade do meio urbano, além dos aspectos ecológico, histórico,

cultural, social, estético e paisagístico, que influenciam a sensação de conforto

ou desconforto das pessoas. E como serviço, necessita de conhecimento e

capacitação técnica de profissionais habilitados, para sua execução.

Considerando a importância tanto da distribuição da energia elétrica quanto

do manejo da arborização urbana como serviços essenciais para as cidades,

é imprescindível que sejam encontradas soluções de convivência harmônica

entre estes serviços ofertados.

Em vista disso, o objetivo deste manual é apoiar tecnicamente os profissionais

de diversas formações e funções que atuam e contribuem para a melhoria

da qualidade da vida nas cidades através do planejamento, implantação e

manejo da arborização, em consonância com os demais serviços urbanos

existentes, em particular, a distribuição da energia elétrica.

As informações técnicas e operacionais contidas neste manual são o

resultado de uma revisão bibliográfica da literatura técnico-científica sobre

o tema, aliada às experiências de diversos profissionais com atuação nas

áreas de arborização urbana, educação ambiental, conservação ambiental,

comunicação, redes elétricas, entre outros.

O ponto de partida foi o entendimento dos processos envolvidos na gestão

de atividades ligadas à arborização de uma cidade, considerada através de

seus dois componentes principais: as áreas verdes – distribuídas no espaço

urbano como parques, praças e jardins – e a arborização viária, composta

pelas árvores plantadas nas calçadas das ruas da cidade e canteiros

8

separadores de pistas.

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Introdução

O manual foi estruturado segundo temas que se relacionam, abordando

aspectos biológicos, ecológicos e econômicos da arborização (“a árvore e

sua importância para o ambiente urbano”), aspectos técnicos de um sistema

de distribuição de energia (“a energia elétrica e sua importância para a

sociedade”), assim como a apresentação de alternativas de compatibilização

entre os dois componentes (“convivência entre árvores e redes de energia

elétrica”). Temas ligados ao projeto e escolha de mudas (“planejamento

da arborização”), plantio (“implantação da arborização”) e práticas de

manejo, controle sanitário e a avaliação de árvores de risco (“manejo

da arborização”) foram descritos procurando elucidar procedimentos

executados normalmente. Por fim, temas ligados à legislação ambiental

envolvida (“aspectos legais”), à importância da arborização na mitigação

dos impactos das mudanças climáticas (“arborização urbana e a cidade

sustentável”) e um pequeno “guia de primeiros socorros”, destinado a todos

que atuam com a prática de manejo da arborização urbana, completam o

manual, além de um glossário contendo a descrição de alguns conceitos

técnicos importantes relacionados aos temas abordados.

Os temas abordados neste manual também foram configurados em formato

digital, para serem utilizados como apoio didático ao treinamento de pes-

soas ligadas ao manejo da arborização urbana. Além de fotos e infográficos

elucidativos, alguns procedimentos foram detalhados na forma de vídeos

demonstrativos de curta duração enfocando a produção de mudas, o plan-

tio, técnicas de alguns tipos de podas, remoção e destoca de árvores e ava-

liação de uma árvore por um profissional qualificado.

Ao compartilhar este manual com governos municipais, organizações não

governamentais, instituições de ensino, empresas de energia, comunidades

e indivíduos, espera-se que o manejo da arborização urbana, além de seus

aspectos biológicos e ecológicos, possa também ser compreendido como

uma atividade que necessita de conhecimento técnico especializado para

que possa ser ofertada em convivência harmônica com os demais serviços

existentes em um ambiente urbano, entre os quais a distribuição de energia

elétrica ou outro qualquer, englobando a participação ativa e cidadã de

todos os envolvidos na solução dos conflitos existentes.

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Manual de arborização

Ipê-amarelo

Handroanthus serratifolius

Família: Bignoniaceae. Nomes populares: pau-d’arco-

amarelo, piúva-amarela, opa, peúva, ipê-ovo-de-macuco,

tamurá-tuíra, ipê-pardo, ipê-do-cerrado. origem: América

do Sul. No Brasil é muito comum na região amazônica, mas

também é encontrado desde o CE até o PR. Características

botânicas: pode alcançar até 25 m de altura e tronco com

100 cm de diâmetro; copa arredondada ou informal, com

folhagem densa e caduca; tronco normalmente reto, com

casca clara, farinácea, que se desfaz facilmente ao tato;

sistema radicular profundo. Floração: inverno. Frutificação:

primavera. Propagação: por semente. Uso na arborização:

devido a beleza da florada pode ser utilizada com

destaque principalmente em praças e parques,

porém também pode ser plantada em

10

passeios largos e canteiros

separadores de pistas.

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1

A árvore e sua importância

para o ambiente urbano

As árvores são a maior forma de vida existente no planeta, presentes em

praticamente todos os continentes. Apresentam alto grau de complexidade

e de adaptações às condições do meio, permitindo sua convivência em

O cair da folha é a

diversos ambientes, incluindo as cidades.

contrapartida do

Todavia, essa adaptação ao meio urbano apresenta restrições e deve ser

frescor da sombra.

muito bem compreendida, pois é um meio completamente diferente do

ambiente florestal, onde as espécies de árvores evoluíram. Cabe, portanto,

Prof.Osmar Bueno de Carvalho

ao profissional que lida com as árvores identificar e compreender as

características do local onde as plantamos nas cidades, a fim de escolher

a espécie que melhor se adapta ao local e definir as melhores formas de

intervenção para garantir seu desenvolvimento, sua longevidade e sua

integridade.

EVOLUçãO DO

REINO VEGETAL

O surgimento das árvores

O reino vegetal reúne mais de 350 mil espécies conhecidas, incluindo grande

variedade de plantas microscópicas, ervas, arbustos e árvores. São, em geral,

organismos autotróficos, ou seja, que produzem seu próprio alimento.

A evolução dos seres vivos, ao longo de milhões de anos, levou à passagem

dos primeiros vegetais do ambiente aquático para o terrestre e selecionou as

variações mais adaptadas a este novo ambiente.

Ao longo das eras geológicas, as espécies ou se adaptaram às mudanças

climáticas ou foram extintas, promovendo constante alteração na composição

ANGIOSPERMAS

dos seres sobreviventes. Dessa forma, a maioria das plantas atuais, incluindo

as árvores, não são iguais às que habitaram o planeta em outros tempos. Os

primeiros fósseis conhecidos de plantas com as características de árvore são

datados em 350 milhões de anos.

GIMNOSPERMAS

MUSGOS

ALGAS

BACTéRIAS

PTERIDóFITAS

11

FUNGOS

LÍQUENS

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Manual de arborização

Os primeiros vegetais terrestres apresentavam adaptações simples de

aproveitamento da água, nutrientes e gases em ambientes não aquáticos.

Posteriormente as plantas foram se desenvolvendo de forma que os ramos

aéreos pudessem crescer em direção à luz e ser adaptados ao efeito do vento

e menor teor de umidade do ar, e os ramos subterrâneos pudessem crescer

em busca de água e nutrientes. A conquista bem sucedida do ambiente

terrestre trouxe a competição por espaço, água e luz, entre as diversas

espécies adaptadas. A partir daí, as plantas se tornaram cada vez mais altas

em razão da competição por luz, dando origem às árvores e a seus grandes

maciços, as florestas.

No entanto, a presença do homem na Terra e seu desenvolvimento em

A planta com características de

árvore mais antiga já registrada

sociedades organizadas levaram à competição pela ocupação territorial,

pela ciência é a Archaeopteris, que

reduzindo as florestas a fragmentos remanescentes da vegetação original.

emitia ramos laterais a partir de

seu tronco e formava uma copa,

característica exclusiva em seu

tempo. Posteriormente surgiram

as Gimnospermas, que tinham

como diferencial a reprodução por

semente, o que permitiu sucesso

evolutivo, garantindo sua presença

até os dias atuais. Mais recente no

planeta estão as Angiospermas,

caracterizadas pela proteção das

sementes no interior de frutos.

Este grupo domina a vegetação

atual, e é representado por mais de

250 mil espécies.

Os primeiros vegetais terrestres,

como os musgos e, posteriormente,

as samambaias, viviam em locais

A importância da floresta é ser a base de um

úmidos, possuíam pequeno porte,

ecossistema com grande diversidade de espécies e alta

apresentando adaptações simples

produtividade de biomassa. Uma floresta apresenta

para a distribuição interna de

grande estabilidade, isto é, os nutrientes, introduzidos

água e nutrientes, proteção contra

no ecossistema pela chuva e pela decomposição

a desidratação, além de formas

de reprodução apropriadas para

química dos minerais das rochas, estão em equilíbrio

ambientes não-aquáticos.

com os nutrientes perdidos para os rios ou reservas

aquíferas. Os nutrientes, uma vez introduzidos no

ecossistema, podem se reciclar por longo tempo,

12

mantendo o equilíbrio ambiental.

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1 A árvore e sua importância para o ambiente urbano

Identificação de uma espécie

A necessidade de identificação de cada ser vivo é condição básica para se ter

certeza de se tratar de uma determinada espécie. O reconhecimento de uma

Espécie: Caesalpinia echinata

árvore, assim como de outros tipos de plantas, é realizado pela Taxonomia

ou Sistemática Vegetal, uma parte da Botânica que trata da identificação,

nomenclatura e classificação das plantas.

Gênero: Caesalpinia

A identificação é realizada através da comparação de semelhanças entre

indivíduos, com auxílio de literatura ou plantas de coleção. A nomenclatura

Subfamília: Caesalpinioideae

é utilizada para empregar o nome correto das plantas, em conformidade

com um conjunto de princípios, regras e recomendações internacionalmente

Família: Fabaceae

aceitas. E, por fim, a classificação procura ordenar as plantas em conformidade

com o sistema de nomenclatura.

Ordem: Fabales

As estruturas reprodutivas das plantas (flores e frutos) sofrem relativamente

menos alterações com as modificações ambientais que as estruturas vege-

tativas (demais partes da planta), e, por isso, são a base da elaboração dos

Classe: Magnoliopsida

sistemas de classificação. No entanto a coleta de material botânico reprodu-

tivo pode ser um processo complexo, já que a maioria das espécies floresce

somente uma vez por ano e muitas não florescem todos os anos. Além dis-

Divisão: Magnoliophyta

so, a altura das árvores, o pequeno tamanho das flores e sua localização em

ramos de difícil acesso induzem à busca por características vegetativas mais

acessíveis para se alcançar o reconhecimento da espécie.

Reino: Plantae

Para diminuir a possibilidade de erros, é interessante que as informações

sobre a espécie sejam coletadas em várias épocas do ano e de indivíduos

ocorrentes em diferentes locais, pois as características vegetativas das plan-

tas podem sofrer alterações significativas em função das condições internas

da planta e de fatores ambientais.

Classificação do pau-brasil

• Reino: Plantae

• Divisão: Magnoliophyta

• Classe: Magnoliopsida

• Ordem: Fabales

• Família: Fabaceae

• Subfamília: Caesalpinioideae

• Gênero: Caesalpinia

• Espécie: Caesalpinia echinata Lam

A Caesalpinia echinata é conhecida como pau-brasil, ibirapitanga, orabutã,

brasileto, ibirapiranga, ibirapita, ibirapitã, muirapiranga, pau-rosado ou

pau-de-pernambuco. A espécie ocorre desde o estado do Ceará até o Rio

de Janeiro, na Mata Atlântica. Sua madeira é muito pesada, dura, compacta,

muito resistente. é planta típica do interior da floresta densa, sendo rara nas

formações mais abertas. O pau-brasil é conhecido pelos brasileiros devido

ao fato de ter originado o nome do país, pelo ciclo econômico que ele

representou. O principal valor do pau-brasil era a extração de um princípio

colorante denominado brasileína, retirado da madeira e muito usado para tingir tecidos

e fabricar tinta para escrever. Foi necessária a sua quase extinção para que o pau-

brasil fosse reconhecido oficialmente na história brasileira. Em 1961, o presidente Jânio

13

Quadros aprovou um projeto declarando a espécie como árvore símbolo nacional.

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Manual de arborização

aspectos biológicos e morfológicos

importantes

Uma árvore é um vegetal lenhoso (que produz madeira), com ciclo de vida

prolongado, tronco e copa bem definidos, possuindo no mínimo cinco

metros de altura, com diâmetro de tronco a partir de cinco centímetros à

altura do peito (1,30 m acima do solo).

Importante considerar que nas cidades também são utilizadas plantas,

tais como palmeiras e arbustos, que, embora não sejam conceitualmente

consideradas como árvores, contribuem para o paisagismo e têm atributos

ambientais interessantes, principalmente onde há limitação ou restrição de

espaço para o uso de árvores. Em razão disso, estas plantas são comumente

consideradas em projetos de arborização urbana.

Uma árvore pode ser caracterizada quanto à sua forma, em:

Específica: quando cresce livremente, com boa

disponibilidade de espaço, luz, umidade e sem a

concorrência de outras plantas. A árvore, nestas

condições, geralmente apresenta tronco cônico

e galhos grossos e ramificados.

Florestal: ocorre quando a árvore cresce sob

concorrência. Em geral, cresce no sentido do

alongamento, perde ramos laterais, os

troncos são mais altos e cilíndricos e

as copas mais reduzidas.

1. COpa é toda ramificação acima do tronco, formando

b

a porção terminal da árvore em sua parte aérea, composta

principalmente por galhos e ramos, que podem apresentar

c

folhas, flores e frutos. O tamanho da copa, sua forma, a

tonalidade da cor de suas folhas e flores são características

a

que ajudam a identificar uma árvore. A forma da copa e

sua ramificação são influenciadas pelo tipo de crescimento

do seu eixo principal, ou tronco, e de seus ramos.

2. raMOs são subdivisões do caule ou tronco das árvores.

Frequentemente apresentam cores, pelos e aromas bastante típicos.

Deles brotam folhas, flores e frutos. A folha é um órgão normalmente

laminar, principal responsável pela fotossíntese e pela transpiração. As

3. TrOnCO é a

partes constituintes das folhas são o limbo ou lâmina (a), o pecíolo (b)

parte aérea da árvore,

e as nervuras (c). Elas podem ser classificadas quanto à sua disposição

compreendida entre o

no ramo em alternadas (d), fasciculadas (e) ou opostas (f). Quanto à

solo e a inserção das

primeiras ramificações

sua duração, são caducas ou persistentes e quanto à subdivisão do seu

que formam a copa.

limbo, são consideradas simples ou compostas (g).

Nas árvores o tronco

d

é lenhoso e perene, e

e

f

g

seu diâmetro aumenta

14

ao longo de sua vida.

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1 A árvore e sua importância para o ambiente urbano

Uma árvore também pode ser descrita pelas características de cada parte que a constitui,

copa, ramos, tronco, flor, fruto e raiz:

f

e

4. FlOr é um conjunto de

d

folhas modificadas e adaptadas à

reprodução sexuada. Suas partes

constituintes são: o pedúnculo (a), o

c

b

receptáculo (b), o cálice (c), a corola

(d), o androceu (e) e o gineceu (f).

a

A disposição dos ramos florais e

das flores sobre eles é denominada

inflorescência (g).

g

5. FruTO é o ovário

da flor desenvolvido,

com as sementes já

formadas. Suas partes

constituintes são:

pedúnculo (a),

c d

pericarpo (b),

b

mesocarpo (c),

e

endocarpo (d) e

semente (e).

a

6. raIz é a porção subterrânea

da árvore, localizada sob o caule.

Geralmente, cresce para baixo e dentro

do solo, sendo suas principais funções

a ancoragem, o armazenamento,

a absorção e a condução. As

raízes podem ser classificadas em:

pivotante (a), fasciculada (b) ou

superficial (c). O crescimento da raiz

ocorre em profundidade, visando

alcançar camadas de solo menos

sujeitas à flutuação de umidade.

Concomitantemente, desenvolvem-

se raízes mais próximas à superfície

a

do solo, para absorção de nutrientes.

Quando a biomassa aérea aumenta,

algumas raízes passam a ter papel mais

significativo de sustentação da árvore.

c

15

b

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Manual de arborização

A ramificação monopodial

A ramificação simpodial ocorre

ocorre quando a parte

quando o broto terminal do tronco

terminal do tronco cresce

apresenta crescimento limitado e,

indefinidamente, enquanto

depois de um ou vários ciclos de

os ramos laterais são de

crescimento, é substituído por um

desenvolvimento restrito.

ou vários brotos auxiliares. Estas

Árvores deste tipo se mostram

árvores normalmente apresentam

com um eixo principal bem

copas densas e arredondadas,

definido e visível. Quando

além de bifurcações em formato

plantadas imediatamente

de V ou Y. Quando plantadas

sob rede de distribuição de

imediatamente sob redes de

eletricidade, dificilmente terão

distribuição de eletricidade

possibilidade de convivência,

apresentam mais possibilidade de

mesmo por meio de podas.

serem conduzidas através de podas.

Como uma árvore se desenvolve

O ciclo de vida de uma árvore compreende o período que a planta necessita

para completar uma geração, através de transformações sofridas durante

suas fases de nascimento, crescimento, maturidade, reprodução, velhice e

morte. Somente a reprodução sexuada consegue garantir a variabilidade

genética essencial à sobrevivência das espécies.

No meio urbano, o ciclo de vida de uma árvore pode ser reduzido ou

alterado em virtude de características típicas desse ambiente: forte insolação,

características modificadas de solo, iluminação artificial, dentre outras.

As árvores possuem grupos de células especializadas, organizadas em tecidos,

para determinados tipos de ações, tais como: conduzir a seiva bruta (xilema)

e a seiva elaborada (floema), sustentar (colênquima e esclerênquima) e

proteger o corpo vegetal (periderme e epiderme), realizar a respiração e

alimentar-se através da fotossíntese (parênquima), entre outras funções.

Nascimento

Crescimento

Maturidade

Velhice

e morte

reprodução

16

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1 A árvore e sua importância para o ambiente urbano

O câmbio, camada de células

a

O sistema radicular de uma

que gera o crescimento

árvore normalmente não se

lateral do tronco, produz

b

concentra somente na projeção

madeira para o interior do

da sua copa, mas pode se

caule e casca para o exterior.

estender para 2-3 vezes a

A madeira (a) tem a função

c

largura da mesma A maioria

de sustentação mecânica da

das raízes ocupa no máximo os

árvore e a casca é dividida

50 cm mais superficiais do solo,

em casca viva (mais interna,

especialmente as raízes mais

tecido vivo por onde flui a

finas que fazem a absorção

seiva - b) e casca morta (mais

de água e nutrientes. Existem

externa, tecido morto, que

raízes mais profundas que

proteje os tecidos vivos - c).

dão principalmente suporte e

estabilidade para a árvore.

O crescimento da árvore se dá basicamente de duas maneiras: crescimento

longitudinal (alongamento de ramos e raízes) e crescimento lateral, que é

observado pelo aumento do diâmetro do tronco.

Uma planta precisa de diversos fatores, internos e externos, para seu

crescimento e desenvolvimento. São exemplos de fatores externos: a luz

(energia solar), o dióxido de carbono (CO ), a água e os minerais (incluindo

2

o nitrogênio atmos férico), a temperatura, a duração do dia e a força da

gravidade. Os principais fatores internos são os chamados hormônios vegetais

ou fitormônios, que são substâncias orgânicas que desempenham importante

função na regulação do crescimento. Podem atuar diretamente nos tecidos e

órgãos que os produzem ou são transportados para outros locais dentro da

planta. Eles são ativos em quantidades muito pequenas e produzem respostas

fisiológicas específicas: floração, crescimento, amadurecimento de frutos etc.

CLASSiFiCAção DoS TECiDoS

Função

Nome

Características

Sustentação

Parênquima

Relacionado com a fotossíntese, a reserva de várias substâncias e a cicatrização

de ferimentos

Colênquima

Especializado na sustentação dos vegetais

Esclerênquima

Relacionado com a sustentação e resistência da planta

Revestimento Periderme

Relacionado com a proteção e defesa da planta

Epiderme

Relacionado com a proteção e defesa da planta

Condução

Xilema

Formado por vasos por onde fluem a água e os sais minerais (seiva bruta) das

raízes para toda a árvore. À medida que a planta cresce, as camadas internas de

xilema vão sendo apertadas pelas externas e as células perdem a capacidade

de conduzir a seiva, passando a constituir um tecido de suporte do tronco, o

lenho ou madeira

Floema

Formado por vasos que conduzem os produtos da fotossíntese (seiva elaborada)

dos órgãos verdes para alimentar as outras partes da árvore

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Manual de arborização

Como uma árvore funciona

• Transpiração é o processo pelo qual

O funcionamento de uma árvore pode ser explicado

a água de um organismo é eliminada

para resfriar seu corpo, devido à elevação

através de vários fenômenos ou processos.