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Médico erótico por L. P. Baçan - Versão HTML

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A Deusa do Pantanal

L P Baçan

Copyright © 2013 L P Baçan

Reprodução e divulgação proibidas sem autorização.

Edição para divulgação exclusiva pelo site

http://portugues.free-ebooks.net/

2013

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Médico Erótico

Prólogo

1a. Parte – O Profissional

2a. Parte – O Estudante

3a. Parte – O Recordista

Epílogo

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PRÓLOGO

Brent, Brent Jameson, doutor Brent Jameson. Não sei por onde anda

nem exatamente quem é ou quem foi. Não o conheço nem tenho nada a ver

com ele. Sou um escritor e apenas tive a sorte de comprar alguns discos

rígidos usados de uma empresa de sucata eletrônica. Precisava de alguns

deles para fazer backup de arquivos e para usar como slaves em meus

computadores, já que coleciono notícias, artigos, dados e tudo que possa,

um dia, vir a ser útil em meus trabalhos.

Normalmente, antes de formatar um disco rígido, tenho a curiosidade

de verificar se há algum arquivo nele e, caso haja, se esse conteúdo é

interessante e possa ser aproveitado de alguma forma. Tenho um programa

espetacular, que recupera mesmo arquivos supostamente apagados. Foi

assim que tomei conhecimento de um verdadeiro mito dos tempos atuais.

As aventuras sexuais desse médico erótico podem ser autênticas ou

apenas a imaginação fértil de um frustrado sexual. De qualquer forma,

parecem consistentes. Há uma ordem cronológica, mas nem todos os

arquivos foram salvos, de forma que tentei dar aos que restaram certa

ordem literária que permitisse uma visão, mesmo que incompleta, dessas

aventuras. É o que tenho a oferecer agora.

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1a. PARTE – O PROFISSIONAL

CAPÍTULO 1

Meu trabalho não é nada monótono e muito divertido, prazeroso e

lucrativo. Demorei a adquirir a fama e o prestígio que tenho. Minha agenda

vive lotada, mas posso me dar ao luxo de só começar a atender a partir das

duas horas da tarde. E nunca vou além das seis.

Acha isso um insignificante expediente de trabalho? Quatro horas é

pouco? É que ainda não compreenderam a natureza do meu trabalho. Fazer

um expediente duplo, para mim, seria ir além de minhas forças. É um

trabalho desgastante ao extremo, mas prazeroso.

Com o preço que cobro, nem preciso trabalhar dobrado. Cobro o triplo

– às vezes mais – do que cobram meus cobram meus colegas. Minhas

clientes pagam com satisfação e nunca tive uma reclamação. Meus

concorrentes me criticam porque cobram barato, não satisfazem as clientes

resolvendo seus problemas, por isso não têm a agenda cheia como eu. Sou

caro porque sou bom. Valorizo meu trabalho e resolvo os problemas de

quem me procura. Todo tipo de problema ligado à minha área.

Recentemente uma mulher me procurou. Seu marido queria praticar

sexo anal com ela, mas ela, sempre que tentavam, sentia muita dor.

Incompetência dele, sorte minha. Ele achou que fosse algum problema com

ela, por isso mandou-a aqui.

Fiz a consulta de praxe.

— Pois é assim, doutor. Ele teima que não deve doer, mas eu insisto

que dói. E dói mesmo. É até gostoso quando ele fica esfregando o pau duro

em mim, mas na hora que tenta enfiar, eu sinto dor!

Ela era uma mulher muito aberta. Falava descontraidamente sobre o

assunto, sem nenhum constrangimento.

Quem a visse entenderia porque o marido queria comer o rabo dela.

Era uma linda mulher, com um corpo escultural. Os seios na medida dos

quadris separados por uma cintura afunilada. Nádegas redondas e bem

firmes, ligeiramente empinados. Bundinha de moça, embora ela beirasse os

trinta anos.

Enquanto ela falava, eu a estudava, imaginando a estratégia para

resolver o problema dela. Um cuzinho apertado não é um problema. Basta

um pouquinho de criatividade, de tesão e lubrificação, nada mais. Indaguei

a respeito disso.

— Já tentou lubrificar ou algo assim? — perguntei.

— De todo jeito, doutor. O problema não é de lubrificação, mas de

dor.

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— Sim! — murmurei pensativo. — Importa-se em se levantar e

caminhar um pouco pelo consultório? — pedi-lhe.

Ela obedeceu. Levantou-se e andou de um lado para o outro. Tinha

mesmo uma bela bunda, além de outros encantos. Enquanto ela andava, eu

observava e pensava. Dor se resolve com anestésico. Um anestésico local,

que permitisse a penetração, mas não tirasse o prazer era o problema. O

anestésico aplicado ali chegaria ao pau do marido e, em consequência, os

dois ficariam anestesiados, esfregando-se até o cacete dele e as pregas dela

se esfolarem todos. Não iria funcionar. Uma camisinha apropriada poderia

resolver, mas duvido que ele gostasse da ideia.

Como solucionar isso? Usar meu método da distensão gradativa, uma

terapia muito criativa que sempre dava bons resultados. Ela surgiu de um

caso de hímen resistente, estendendo-se, depois, ao orifício adjacente.

Na realidade, a ideia me veio da observação dos índios sul-

americanos, que introduzem no lábio inferior aros de madeira cada vez

mais largos, até formar uma extensão parecida com um bico de pato.

— Está bem, Vivianne! — disse a minha paciente. — Há algumas

técnicas que se pode usar, mas terá que confiar em mim e entregar-se em

minhas mãos.

— Confio totalmente em você, doutor — afirmou ela, com um olhar

entre submisso e travesso, mas escondendo ainda um toque de medo.

— Presumo que saiba que minhas terapias não são nada ortodoxas,

não?

— Sim, tomei informações antes.

— Está pronta para uma sessão de terapia prática hoje mesmo.

— Na realidade, não vejo a hora de começar.

— Ótimo, querida! Vejo que é uma mulher de objetivos definidos e

vontade. Dispa-se, então. Faça isso com bastante sensualidade. Vamos

transformar a terapia numa brincadeira gostosa e curativa.

Ela adorou a ideia. Olhou ao redor, procurando algo.

— O que foi? — indaguei.

— Não tem uma musiquinha?

— Você não sabe cantar?

— Sim, claro. Pode escurecer um pouco o ambiente? É só para dar

clima — pediu ela.

Concordei. Fechei as cortinas. Deixei apenas o abajur do canto. Ela

começou a cantarolar uma música lenta, que eu desconhecia, mas muito

apropriada.

Acompanhei com interesse, retribuindo cada peça que ela tirava com

uma das minhas, de modo que, quando ela terminou, estávamos ambos nus.

Ela olhou meu caralho, parou de cantar e ficou séria.

— Ah, não vai dar não, doutor! — disse, com convicção e certo

receio.

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— E por que não? — indaguei, alisando meu belo cacete, numa

punhetinha leve, apenas para manter o tesão em alta.

— O cacete do meu marido é menor e mais fino que o seu e não entra

de jeito nenhum. O seu, nem pensar!

— Tolinha! É tudo uma questão de jeito, você verá. Disse que

confiava em mim, não foi?

— Sim, mas estou vendo e digo que não conseguirá.

— Confie em meus critérios de avaliação e em minha experiência,

querida. Vai se desapontar.

— Olhe lá, doutor.

— Se doer eu não ponho.

— Se doer, você tira?

— Lógico!

— Então está bem. O que eu faço agora?

— Por que não vem aqui e senta no meu colo?

— Assim, a seco?

— Bobinha! Vamos apenas brincar um pouco. Venha cá, vou lhe

ensinar algumas técnicas adequadas.

Ela sorriu e veio até mim. Afastei um pouco a minha poltrona da

escrivaninha. Ela se sentou em meu colo. Acomodei-me de forma que meu

caralho entrasse por entre as coxas dela. Umas esfregadinhas depois e ela já

estava toda molhada.

Abracei-a, com as mãos alcançando seus seios. Comecei a boliná-la,

alisando suas tetinhas durinhas, beliscando os biquinhos. Ela relaxou.

Beijei seu pescoço e sua nuca. Fui brincando assim, vendo-a se arrepiar.

Ela reagia muito bem e, apesar de certo constrangimento e desconforto

iniciais perceptíveis. Ela foi relaxando com minhas carícias.

O caralho continuava lá, inofensivo, só se esfregando na xana dela.

Quando mais esfregava, mais ela se excitava e se molhava. Às vezes ela

fechava as coxas e apertava meu pau com bastante força e ficava assim,

tremendo e suspirando e não havia dúvida de que gozava demoradamente.

Continuei só ali, alisando e beijando, enchendo-a de arrepios e de

tesão. Ela rebolava no meu colo. Vesti uma camisinha e então, muito

devagarzinho, pus meu pau na xana dela e fui empurrando, até que ele

estivesse todinho dentro dela.

— Não estou entendendo seu tratamento, doutor — ela me disse,

quase sem fôlego, mas gostando da brincadeira.

— Fique quietinha, querida. Deixe-o aí. Contraía os músculos da

vagina e do ânus ao mesmo tempo. Faça de conta que sua xana vai morder

meu pau. Ao fazer isso, quero que contraía o esfíncter!

— Contrair o esfíncter, doutor? — indagou ela.

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— Sim, contraia os músculos da xoxota e os músculos do ânus ao

mesmo tempo. Depois, quando relaxar os músculos da vagina, force o ânus

como se fosse evacuar!

Ela hesitou e eu continuei alisando-a, esfregando meu pau dentro dela.

— Está bem, vou tentar.

Ela começou então a contrair os músculos como eu pedira, apertando

e soltando.

— Deixe-me ver se está fazendo corretamente — disse-lhe, enfiando a

mão por baixo dela.

Pus meu dedo no cuzinho dela. Vi que ele o contraía

compassadamente. Fiz uma suave pressão que pareceu incomodá-la.

Estendi minha mão e apanhei um potinho de um creme apropriado.

Enfiei meu dedo no potinho, depois lambuzei a bundinha dela,

passando-o sobre o cu apertadinho numa carícia suave e delicada.

— Sim, continue, querida — pedi, com o dedo apoiado no buraquinho

dela, que continuava se contraindo.

A cada contração, auxiliado pelo creme, o dedo deslizava um

pouquinho mais para dentro dela, sem que ela percebesse. E eu incentivava:

— Assim! Você não está se esforçando! Mais um pouco! Repita. Está

gostoso aí na bucetinha?

— Está ótimo!

— Algum desconforto no rabinho?

— Não, está ficando divertido.

Nesta balada, quando ela deu por si, meu dedo já havia penetrado o

buraquinho dela. Não disse nada. Retirei-o e mergulhei dois dedos no

potinho de creme.

— Agora vamos melhorar ainda mais o exercício. Vou exigir mais

esforço de você. Quero que force de verdade contraindo e relaxando seu

ânus.

Ela se entregou ao exercício com gosto. Contraía e soltava. Eu

empurrava. Pouco a pouco os dois dedos foram entrando, sem trauma

algum. A xoxotinha se contraía também. Percebi que ela continuava

gozando e isso era muito bom, pois a punha em um estado adequado de

relaxamento.

— Ah, doutor! Está bom demais este pinto na minha buceta. Por que

não continuamos assim? Estou com um fogo na xana que não aguento.

Vamos foder com força, vamos? Vamos deixar essa estória de cu para

outro dia!

Sou um profissional. Se pagam por um serviço, terão aquele serviço.

Além do mais, faltava pouco, muito pouco mesmo, já que eu havia

lambuzado três dedos no creme e começava a pressionar o buraquinho dela.

Um dedo por vez, mas unindo-os depois.

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— Continue, estamos perto agora. Contraía mais. Vamos! Mais força!

Mais um pouquinho só!

— Ah, doutor! Que fogo! Que coisa esquisita!

— Boa?

— Deliciosa! Está me queimando por dentro! O que está

acontecendo?

— O que você julgava impossível, querida!

—O quê?

— Pus três dedos no seu cu.

— Não acredito!

— Vai ter que acreditar porque é verdade. Continue contraindo.

Deixe-me ajeitar melhor minhas pernas. Levante a bunda um pouquinho.

Ela atendeu. Eu apontei meu caralho. Quando ela se sentou, o cacete

entrou no lugar dos dedos.

— Oh, doutor, isso aí não são seus dedos! Cadê o caralho?

— Todinho no seu buraco.

— Não pode ser, que gostoso. Ah, que delícia. Queima, esquenta, mas

é tão bom!

— Assim que é bom. Quer mexer só para sentir?

— Ah, quero sim! — respondeu ela, apoiando as mãos nos braços da

poltrona.

Comecei a massagear seu grelinho e a enfiar meus dedos na sua xana.

Ela rebolava e gemia como uma doida, com o cu engolindo meu cacete

gostosamente.

— Ah, doutor! Ah, seu safado comedor! Pintudo gostoso! — ela dizia

e rebolava com afinco. — Vou gozar! Vou gozar! Estou gozando! Estou

gozando pelo cu! — gemeu ela, toda mole, soltando o corpo em meu pau.

Ficou gemendo, enquanto eu também gozava, sentindo os jatos de

esperma inundar a camisinha. Estava resolvido o problema. Bastava

orientar o marido para que fosse paciente no início e em breve poderia

brincar à vontade quando quisessem. Após uma série de recomendações,

ela se despediu agradecida e, à porta, informou com um ar maroto e

esperançoso.

— Tenho também certa dificuldade para engolir, quando fazemos

sexo oral. Tem alguma técnica para isso também?

Eu apenas sorri, enquanto balançava a cabeça afirmativamente.

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CAPÍTULO 2

Outra paciente reclamava de dor quando fazia amor com seu marido.

Dizia que doía mesmo. Fiz o exame, fiz o tratamento e, quando

terminamos, ela ficou ali no divã, alisando meu pau, beijando-o e

esfregando-o no rosto com verdadeira adoração.

— Isto aqui sim, é um caralho de verdade — ela comentou e eu fiquei

todo orgulhoso.

Depois pensei: se meu caralho grosso e comprido não provocava dor,

o que estava havendo com ela? Foi o que perguntei.

— Seu caralho é gostoso, doutor. O do meu marido é um negócio de

louco. É anormal. Um verdadeiro taco de beisebol, doutor. Dá dois do seu,

tão pequenino, tão adorável!

Fiquei deprimido naquele dia. Fiquei mesmo. Ela chamou a minha

pica de pequena. Talvez, comparada à do marido, fosse. Mas não é, é uma

bela pica, de bom tamanho e bom calibre.

Mas resolvi o problema dela. Recomendei que se divorciasse do

marido. Deu certo. Ela se saiu muito bem do divórcio e casou-se há algum

tempo com um marido de pau pequeno. Às vezes ela aparece aqui para

matar saudade e me agradecer.

É assim que eu trabalho. Satisfação garantida mesmo, não importa se

o caso é difícil ou não.

Tive um caso, certa vez, de uma mulher chamada Greta, com um

problema delicado, pois cedera à sedução de uma vizinha e acabara nos

braços dela. Contou-me em detalhes tudo sobre suas relações e como era

delicioso para ela aquele tipo de prazer. A questão toda era que ela também

gostava de pica e reconhecia isso. Lembrava-se do prazer que sentia com

um caralho dentro de sua xana. Queria uma pica e queria a vizinha também.

Não tinha jeito. A vizinha era mulher, por mais que quisesse ser macho

para agradá-la.

Ao me procurar, ela teceu confidências a respeito.

— Não sei, doutor, acho que me habituei à sutileza do amor feminino.

Os modos masculinos são muito bruscos! Me assustam!

Eu me vi, então, às voltas com um grande problema. Posso ser gentil,

sutil, manhoso, ardiloso, mas jamais, jamais mesmo, chegaria a me igualar

em tal assunto com uma mulher entendida. Elas sabem das coisas entre

elas. E esse departamento não é minha especialidade. Trato mulheres com

problemas sexuais normais, mas todo problema sempre foi um desafio para

mim, mesmo em searas que eu desconhecia. A questão era que ela viera até

mim, pagara a consulta e queria se tratar. Fiquei refletindo, enquanto ela se

vestia após o exame.

Tentei resumir o problema. A mulher queria uma pica de verdade

numa foda entre mulheres. Não dá para juntar isso. Então, minha mente

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brilhante trabalhou sobre o problema. Se ela queria tudo isso e não dava

para conseguir isso de apenas uma fonte, o negócio era juntar tudo em duas

fontes. Como? Simples! Ela poderia ter as duas coisas se transasse com

uma mulher que lhe desse a sutileza e um homem que lhe desse a pica.

Só que havia um problema. Como fazer a outra mulher aceitar um

homem no jogo amoroso das duas. Eu tinha que resolver isso também.

— Acha que sua amiga estará disposta a colaborar na solução do seu

problema? — questionei.

— Claro que sim, doutor. Ela sabe que vim aqui. Não queria deixar,

com medo de me perder, mas aceitou. Ela gosta de mim mesmo. Quer o

melhor para mim. Entende a sutileza desse amor?

— Então vamos marcar uma nova consulta e você trará sua amiga

com você, está bem?

— E como ela poderá ajudar?

— Deixe o problema comigo. Confia em mim?

— Sim, tive as melhores referências a seu respeito.

— Pois não a desapontarei. Veja com minha secretária um novo

horário e verá como resolveremos seu problema.

Ela sorriu aliviada. Eu não estava lá muito confiante no que iria fazer,

mas minha intuição jamais falhara e aquela poderia ser a única

possibilidade imaginável.

No dia marcado, as duas compareceram. Antes de qualquer coisa, pedi

para falar com a amante em particular. Seu nome era Betty. Ficamos a sós

em meu consultório. Examinei-a atentamente. Era uma loura voluptuosa e

excitante, com seios volumosos, cabelos compridos e cheios, olhos azul-

acinzentados, boca grande e carnuda que me fez imaginar que seria capaz

de chupar dois cacetes ao mesmo tempo. Ou o cacete e os bagos de um

indivíduo a um só tempo.

Vestia um conjunto cinza, que destoava um pouco de sua beleza, mas

acentuava suas formas. Ao sentar, exibiu as coxas sem pudor. Olhou-me

com certo ar de desafio que lhe tirava a ar feminino e lhe emprestava certo

toque de dureza quase masculina.

— Em que posso ajudá-lo doutor? — indagou ela, direto no assunto.

— Bom, a questão toda é o problema...

— Problema? — ela me interrompeu e eu percebi certo sarcasmo ou

animosidade na voz dela.

— Sim, o problema que Greta me trouxe. Acho que você está a par do

assunto e não precisamos entrar em detalhes. Pelo que sei, vocês tem um

relacionamento que, para ser perfeito, precisa apenas de um detalhe. Quero

saber se você está disposta a colaborar para resolver o problema. Sem isso,

sua amiga carregará para sempre essa frustração e não precisamos nos

alongar no assunto para saber que, cedo ou tarde, isso poderá afetar

irremediavelmente esse relacionamento que me parece sólido e satisfatório.

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— E o que terei que fazer? — indagou ela após refletir um momento,

baixando a guarda e demonstrando agora interesse no assunto.

— Já pensou em introduzir uma terceira pessoa no relacionamento de

vocês?

Ela recuou, chocada. Olhou-me com estranhamento.

— Não vejo outra forma de solucionar a questão. Um homem terá de

participar desse relacionamento, completando assim a satisfação de Greta

— argumentei.

— Ela jamais aceitaria isso.

— Essa é a questão. Quero saber se você concordaria com isso?

Ela pensou por instantes. Seu rosto demonstrou que enfrentava uma

série de questões contraditórias e, por momento, vi perfeitamente que, por

trás de seus mecanismos de defesas, ali estava uma mulher frágil e carente.

— Para não perdê-la, eu faria qualquer coisa, doutor — desabafou ela,

num fio de voz.

— Ótimo!

— Mas isso não resolve o problema. Greta vai resistir à ideia.

— Não se fizermos a coisa certa.

— E qual é a sua ideia, doutor?

— Meu plano é o seguinte — disse-lhe e lhe contei tudo que planejava

fazer para solucionar o problema de Greta e, consequentemente, o

problema de ambas.

Ao final, Betty aprovou sem ressalvas e estava disposta a colaborar

com os procedimentos. Preparamos todos os detalhes e convidamos Greta a

entrar. Ela se aproximou toda ligeiramente confusa, querendo saber logo o

que se passava.

— Greta, para que eu possa avaliar bem seu caso, preciso que você

faça amor com Betty, aqui no meu consultório agora. Vou observar para

tirar algumas conclusões e estabelecer a melhor terapia.

— É absolutamente necessário, doutor?

— Imprescindível — insisti.

— Se não há outro jeito, eu concordo, então. Mas vou ficar tensa e

constrangida vendo-o aí.

Pensei por instantes. Apanhei, em minha gaveta, uma máscara de

dormir. Estendi-a para Greta.

— Cubra os olhos com isso. Vai ter a impressão de que tudo está às

escuras.

— Será que funciona?

— Se você se empenhar, creio que sim. Para ser curada, você terá que

se dedicar de corpo e alma ao procedimento. Pode fazer isso?

Ela concordou, finalmente. Vestiu a máscara. Betty a conduziu até o

divã e começou a despi-la. Eu também me despi e me aproximei.

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Greta tinha um corpo escultural, seios redondos e empinados, ventre

liso, achatado, coberto de penugens. Uma xoxota peludinha era uma

tentação, depilada na medida certa.

Ajudei Betty a se despir. Ela estava constrangida mesmo, pois meu

caralho, acidentalmente, esfregava-se no corpo dela e ela se retraía toda.

Ficamos nus. A excitação pairou entre nós. Olhei Betty e ela fez um

sinal de cabeça, dizendo-me que estava tudo bem. Ela deitou Greta no divã.

Cobriu-a com seu corpo e iniciou uma sessão de beijos lentos, demorados e

ardentes no rosto e nos lábios de minha paciente.

Enquanto isso, seus corpos se encaixavam. A coxa de Betty ficou

roçando a vagina de Greta, que fazia o mesmo em retribuição. Eu fiquei ali,

com o cacete endurecido e em fogo, olhando a bunda de Betty se mover

voluptuosamente, enquanto ela se esfregava em Greta. Fiquei em ponto de

bala e daria tudo para ter comido aquele cu sem mais delongas. Mas sou

um profissional e me controlei. Mas que era uma bunda bonita e gostosa,

era. E como era.

Após aquela sessão preliminar, Betty deixou seu corpo cair fora do

divã e continuou beijando o corpo de Greta, os seios, o ventre, enquanto a

tocava com as mãos. Eram toques sutis, cheios de arte e volúpia.

Betty levantou os olhos para mim. Retirou a mão que cobria os seios

de Greta. Estendi minha mão e a substituí. Betty coordenou meus

movimentos, pondo sua mão sobre a minha. Foi nesse dia que aprimorei a

sutileza de meu toque.

Depois chegou a vez de substituir os lábios dela. Ela se afastou um

pouco. Eu me ajoelhei junto ao divã. Fui espalhando beijos sobre o ventre

de Greta, enquanto acariciava os seios durinhos, rijos, macios ao mesmo

tempo, biquinhos eriçados, um tesão mesmo.

Beijando-a, eu sentia o perfume e o sabor de sua pele. Um cheiro

feminino inebriante vinha lá de baixo, entre as coxas, onde a mão de Betty

se movia. Ai, então, minha mão substituiu aquela também. Para coordenar

meus trabalhos, Betty ficou atrás de mim, com suas mãos sobre as minhas,

ensinando-me.

Eu sentia seus seios esfregando-se em minhas costas. Suas coxas

ficaram ao lado de minha bunda. Ela começou a se esfregar em mim com

desejo. Não sei como, mas ela encaixou a xana em meu quadril e ficou ali,

roçando. Eu sentia sua umidade escorregar em minha pele.

Úmida estava também a xana de Greta. Ela movia um dedo apenas, o

médio, deslizando de cima para baixo, de baixo para cima, percorrendo a

sua vulva e seu clitóris. Eu alisava seus seios e beijava seu ventre. E Betty

se esfregava em mim. E eu esfregava o pau no divã. Ficamos ali, naquele

esfrega-esfrega por um longo tempo.

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Greta se excitava cada vez mais. Ofegava, gemia debilmente. Queria

me tocar, mas quando fazia um gesto, interrompíamos as carícias e Betty

segurava a mão dela.

Betty ofegava em meu pescoço e isso me arrepiava e me excitava.

Meu dedo subia e descia mais depressa na xana de Greta. A mão deslizava

nas tetinhas dela, subindo e descendo as encostas tentadoras.

— Oh, Betty! Que delícia! Está tão bom! — murmurou ela.

— Sim, querida. Vai ficar melhor ainda. Vou chupar sua xaninha.

Você quer?

— Claro que sim! Vou adorar! Vem enfia sua língua em mim! —

pediu minha impaciente paciente.

Betty abriu mais as pernas dela, afastando-as para os lados. Greta

ficou com as pernas escancaradas, a bucetinha molhada ali, a minha

disposição. Minha auxiliar fez o primeiro toque. Fiquei observando como a

sua língua se estendia, tocava embaixo da vulva de Greta e ia subindo

lentamente, até o clitóris, onde circulava e lambia. Retornava lá embaixo.

As mãos subiam pelo corpo de Greta, arranhando delicadamente seu

ventre, alisando seus seios, apertando os biquinhos tesudos.

— Está bom assim? — indagou Betty, fazendo um gesto para que eu a

substituísse.

— Sim, delicioso! — respondeu Greta, enquanto eu caía de língua

naquela buceta molhada e perfumada.

Que sabor intenso e delicioso! Betty ficou de novo atrás de mim,

coordenando meus movimentos, esfregando-se em meu quadril. Que xana

mais molhada ela tinha, melando-me todo.

Fungava em meu pescoço e me arrepiava como um louco. E meu

caralho querendo furar o couro do divã.

— Ah, Betty! Mais! Mais rápido, querida, estou começando a gozar!

Que bom! Fundo agora! Quero sua língua lá dentro! Tudo! Ah, Betty,

querida! Ah, se você tivesse uma pica! Ai que vontade de comer um

caralho.

Ergui-me. Betty se debruçou sobre Greta, erguendo as pernas dela e

pondo-a em seus ombros, esfregando xana com xana agora, mas a posição

permitia que eu tivesse acesso à bucetinha das duas. E ao cu de Betty, se eu

quisesse. Mas estava ali para resolver o problema de Greta. E fiz isso,

então. Quando ela estava na maior gemeção, pedindo um caralho, eu entrei.

Vesti uma camisinha no pinto e, acomodando-me atrás de Betty, enfiei

minha piroca todinha na xoxota dela.

— Ai, Betty, o que você está fazendo comigo! Ah, que gostoso! O que

é isso? — surpreendeu-se Greta.

— Estou lhe dando um milagre, estou lhe dando o que sempre pediu.

É uma piroca das grandes. Agora goze, goze que isso aqui está muito bom!

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— disse Betty, em cuja xoxota meu caralho roçava, a cada vez que entrava

e saía da xana de Greta.

Foi uma loucura.

— Também quero experimentar isso — disse Betty, finalmente,

pegando meu pau lubrificado pelos fluídos da buceta de Greta, enfiando-o

no cu, que eu tanto desejara.

Fui fundo. Aquele cuzinho quente, apertado e delicioso me deixou

louco. Bombeei alucinadamente. Ela gemeu. Betty rebolava como uma

louca. Greta se contorcia debaixo dela, pois voltavam a esfregar xana com

xana.

Gozei de novo, duas em seguidas, praticamente sem tirar de dentro.

Esfolei-me todo. A cabeça de meu pau ficou vermelha, mas valeu a pena.

Quando terminamos de gozar, Betty retirou a máscara de Greta. A

princípio ela não entendeu Betty por cima dela e eu atrás dela, peladão,

com o caralho enterrado na bunda da amiga.

— Vocês! Vocês me traíram! — ela balbuciou.

— Não, querida. Nós resolvemos o problema! Você gozou, não

gozou? Não gozou como gostaria de gozar sempre? Confesse!

— Sim! Foi delicioso! Foi selvagem! Vocês me surpreenderam.

Estava muito bom.

— Eu também gostei — afirmou Betty, contraindo o cuzinho e

apertando meu esfolado caralho. — Acho que descobri enormes

possibilidades de tornar nosso relacionamento mais rico e mais excitante.

— Como assim?

— Vamos conversar depois de um banho — propus e lá fomos para a

minha hidromassagem.

Ali brincamos mais um pouco. Betty chupou meu caralho, enquanto

Greta, deitada em meu peito, deixava que eu lambesse sua xoxota e

enfiasse nela a minha língua.

E fomos invertendo, criando posições. Eu fodi as duas de novo no

banheiro. Quando nos esgotamos, retornamos ao consultório onde

conversamos sobre a solução do problema de Greta.

— Bem, garotas, acho que, vencida a timidez e o constrangimento de

Greta, posso oferecer a solução definitiva. Sugiro que incluam um amante

na relação de vocês.

— Isso até eu já percebi, doutor — disse Betty. — A questão é quem

vamos incluir. Precisa ser alguém de confiança, saudável, que não

comprometa nossas vidas.

— E vocês têm isso ao alcance da mão — afirmei, olhando-as com

grande sabedoria.

— Como? Não estou entendendo — disse Greta.

— Seus maridos, tolinhas!

— Nossos maridos? — repetiram elas, em uníssono.

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— Sim, eles mesmos. Vocês já pensaram como seria interessante para

o marido de Greta transar com você, Betty? E em como ficaria infernal seu

marido transar com Greta? Vocês podem revezar entre os dois. Para tornar

tudo mais interessante ainda, eles nem precisam saber desse arranjo. Para

todos os efeitos, um não saberá que o outro também mama as mesmas tetas

e chupa a mesma xana. Compreenderam?

As duas se olharam com um sorriso enorme nos lábios.

— Doutor, você é um gênio — falou Greta.

— Um artista! — ajudou Betty. — É o Rei Salomão do sexo!

— Ora, meninas, assim vocês me deixam acanhado. É o meu trabalho,

vocês me pagam por isso. Só peço que falem bem de mim a suas amigas.

Agradecerei pessoalmente cada cliente nova que me mandarem.

— Faremos isso — prometeu Greta. — Como também, sempre que

ficarmos com saudade, viremos nós, só para desfrutar de suas habilidades e

de seu precioso instrumento.

— Vou adorar isso, querida, mas haverá um problema.

— Qual? — indagaram as duas em uníssono.

— Terei de cobrar consulta dupla.

— Estamos certas de que valerá cada centavo, doutor! — afirmou

Greta.

Eu sorri envaidecido!

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CAPÍTULO 3

Muito embora alguns conhecidos e concorrentes meus tentem denegrir

meu trabalho, ele é da maior seriedade. Terapeuta sexual é algo novo,

principalmente com sessões práticas, onde tenho de me empenhar a fundo,

realmente a fundo, para atingir o âmago do problema de minhas clientes.

Tenho resolvido muitos problemas complexos e isso tem feito a minha

fama. Ganho dinheiro, dou palestras em clubes fechados, participo de

cursos e me mantenho atualizado. Fora isso, vivo a vida em função daquilo

que me dá prazer e, posso afirmar sem sombra de dúvida, que uma de

minhas maiores fontes de prazer é justamente meu trabalho.

Tenho certo dom para isso, aliado a uma percepção aguda. Capto nas

estrelinhas. Às vezes fico assustado com as coisas que faço ou consigo

fazer, mas é meu estilo.

Sou bem assessorado e isso é importante que se diga. Vicky, minha

secretária, é da maior eficiência. Além de minha secretária é uma boa

amiga, muito inteligente e esperta. Para completar, tem belos olhos, cabelo

comprido ondulado, quase selvagem e corpo escultural. Vicky tem

habilidades. Chupa como ninguém. Tem um rabo que acaba comigo e a

xana mais apertada e lubrificada que jamais encontrei. É um privilégio ter

uma secretária como ela.

Para mostrar meu trabalho, nada como acompanhá-lo. Neste

momento, estou analisando a ficha inicial de Pauline, esposa de um

executivo do setor financeiro. Ele anda desleixando de suas atribuições

maritais. Hoje em dia é comum isso. Os homens andam preocupados com a

sobrevivência, com o trabalho e, estressados, esquecem suas mulheres.

Pauline é casada há cinco anos e tem pesadelos frequentes. Consultou

um médico, que a mandou para mim. Ela é jovem, tem vinte e sete anos e

formação universitária.

Vicky abre a porta e a introduz. O perfume entra primeiro. É bonita,

muito bonita. Veste um conjunto azul-claro, que realça sua pele morena. Os

olhos são negros e profundos e um pouco tristes. Ela está constrangida.

Sobre a minha mesa há uma estátua de cristal, com um casal trepando

numa pose erótica. Ela observa a estátua. Seus olhos mudaram, brilhando.

Mando-a sentar-se. Que elegância! Cruza as pernas. Olha a estátua sobre a

mesa. Entreabre os lábios. Vejo a ponta da língua. Descruza as pernas.

Acho que as coisas esquentaram lá embaixo.

Ela relaxa o corpo na poltrona de couro. Está sentindo o conforto que

a envolve. Apoia as costas. Olha de esguio para a estátua. Finjo analisar sua

ficha. Que perfume delicioso! Ela abaixa a cabeça. Quando levanta os

olhos, é para a estátua novamente. Depois olha para mim. Sustenta o olhar

ao perceber que não olho diretamente para ela, mas posso perceber seu

olhar. Deve estar me achando bonito. Olha a estátua, depois para mim de

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novo. Está fantasiando. Seu peito sobe e desce um pouco mais depressa.

Essa mulher está se excitando. Cruza as pernas novamente. Percebo todos

os gestos.

— Pauline Johnson? — indago a ela.

— Sim, doutor — ela me responde e sua voz está ligeiramente

trêmula.

— Estou vendo aqui as anotações do médico que a recomendou:

pesadelos e insônia! Ele menciona a possibilidade de algum distúrbio de

natureza sexual! — vou dizendo, casualmente, mas percebo que o

diagnóstico a deixa tensa.

Preciso fazê-la relaxar, inspirar-lhe confiança.

— Acho que compreende a natureza do meu trabalho, Pauline — digo

eu, deixando de lado qualquer outro tratamento, pois procuro estabelecer

logo um clima de familiaridade. — Tudo dependerá de sua sinceridade e da

maneira como encarar seu problema.

— Acho que entendo, doutor!

— De agora em diante, apenas Brent. Lá fora, na rua, numa festa, se

nos encontrarmos, pode me chamar de Dr. Jameson. Aqui dentro apenas

Brent. Compreendeu?

— Sim, Brent! — ela confirma e meu nome nos lábios dela soa

maciamente.

— Fale-me um pouco sobre você — eu peço e ela começa a contar sua

vida.

Garota americana comum, estudou sem maiores dificuldades, casou-se

antes de terminar a universidade, esperando voltar no futuro, mas o

casamento acabou por impedi-la definitivamente. Não tem filhos. É um

bom sinal. A xana está perfeita. Gosto disso.

— E quando começou a ter pesadelos — indaguei.

— Bem, há uns dois anos e meio, mais ou menos.

— Pode ligar isso a algum fato importante ocorrido em sua vida, com

seu marido, em seu casamento, qualquer coisa assim? — pergunto e ela

fica pensativa.

Noto que seu semblante adorável fica ligeiramente confuso. Está mais

relaxada.

— Não sei ao certo! Acho que foi depois que meu marido assumiu a

sociedade da firma! Começou a trabalhar demais até muito tarde. Sempre

cansado. Levava trabalho nos finais de semana. Dizia como era importante

sua confirmação na sociedade.

— E o que você fazia?

— Eu o incentivava, o que mais poderia fazer?

Pobrezinha! O marido se tornava um viciado em trabalho, o

casamento começava a ir para o brejo e ela ainda o incentivava. Aposto

como ele aposentou a pica.

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— E o relacionamento sexual de vocês, como ficou?

O constrangimento dela aumenta. Ela me olha temerosa nos olhos.

Sorrio, inspirando confiança. Ela relaxa. Estamos progredindo.

— Bom! Ele estava sempre tenso e apressado!

— Tinham relações satisfatórias?

— Na verdade eram boas e...

— Eu perguntei outra coisa, Pauline, você sentia prazer? Gozava.

Ela abaixa a cabeça, deliciosamente embaraçada.

— Não, na verdade não. Eram sempre incompletas! Ele enfiava e

gozava! É até constrangedor comentar...

Gosto disso. Está usando as palavras certas, está entrando no clima, se

abrindo, deixando a guarda se desproteger.

— E como você se satisfazia?

Ela não sabe o que responder. Fica agitando as mãos no ar. Entendo

logo.

—Você se masturba?

— Sim — ela confirma.

— Ainda faz isso?

— Sim.

— Com que frequência?

— Fico sozinha em casa... Algumas vezes por dia...

— Isso a satisfaz?

— Não, pelo contrario. Quando mais me masturbo, mais sinto

necessidade de me masturbar.

Ela olha para a estátua e depois para mim. Já sustenta o olhar, mesmo

falando de um assunto que deveria embaraçá-la. Percebo que já há

diferenças entre a mulher que entrou e esta que me conta tudo agora.

— Com as mãos? — insisto.

— Sim — ela responde e as mãos ficam quietas, repousadas sobre o

ventre.

— Mais alguma coisa?

— O chuveirinho do banheiro, o jato de água do bidê, a

hidromassagem, um consolo de plástico que comprei escondido...

— Já tentou alguma aventura extraconjugal?

— Pensei nisso, mas não tive coragem.

— Por quê?

— Não sei! Fidelidade ao casamento, acho.

Fico em silêncio olhando-a fixamente. É parte da técnica. Isso a faz

sentir que desejo que ela fale mais, que há mais coisas para serem contadas.

Ela hesita. Tem mais coisa aí, tenho certeza.

— Além disso, há essa amiga!

— Que amiga?

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— Jane, uma vizinha! Conversamos bastante! Quase todo dia ela

aparece lá em casa! É lésbica! Sei disso!

— E você?

— Não sei. Ando tão confusa que às vezes imagino que também sou,

mas não! Acho que não faria isso.

— Relacionar-se com outra mulher?

— Sim.

— E por que não?

— Não sei ao certo — ela diz e olha para a estátua.

Quer um macho junto dela e está em dúvida. Quer que ele lhe chupe

as tetinhas, afague suas coxas, morda seus lábios. Quer sentir um caralho

entrando em sua buceta, devagar, a princípio, que é para senti-lo entrando,

com força, depois, que é para fazer gozar.

Ah, pobrezinha! Nem está doente e não sabe. Só está confusa e

carente.

— Acha que não seria uma relação satisfatória? — indago, apenas

para confirmar.

— Não, penso que não — ela responde e olha novamente para a

estátua.

Não preciso perguntar mais, Vamos ver agora a natureza desses

pesadelos. Acomodo-me na minha poltrona, olhando-a com ar de

compreensão e estímulo. Ela está bem à vontade agora. Preparada.

Continuo mantendo o ar profissional e interessado. Isso a ajuda.

— Bem, parece-me que o problema crucial são os pesadelos, não?

— Sim, eles têm se repetidos frequentemente!

— Todas as noites?

— Sim, e também quando cochilo, à tarde. Acordo molhada e suada!

— ela diz.

— Compreendo que isso possa constrangê-la, Pauline, mas eu preciso

que você me conte um desses pesadelos com todos os detalhes.

Ela fica embaraçada. Aí tem coisa interessante. Ela continua

embaraçada. Passeia o olhar pelo consultório. Olha um quadro, a estante de

livros, o divã de couro. Seu olhar se detém. Percebo o que a incomoda.

— Acha difícil contar-me frente a frente?

— Sim, Brent — ela responde e novamente meu nome enche os lábios

dela.

— Acharia mais confortável no divã? Eu ficarei numa posição em que

você não me verá. Quero que faça de conta que não estou aqui. Deite-se lá,

relaxe e comecei a falar, como se estivesse contando para sua melhor

amiga, para um confidente, mas não para um confessor. Não estou aqui

para reprimi-la, repreendê-la ou perdoá-la. Quero ouvir para ajudá-la,

entendeu?

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Ela se levanta. Deixa a bolsa na poltrona. Vai até o divã. Senta-se.

Deita-se. Acomoda-se. Cruza as pernas estendidas, está se defendendo,

protegendo a xana de alguma forma. É normal. As coisas ficam boas

quando ela descruza as pernas. Sinal de que confia. Que não teme nem se

sente ameaçada.

Puxo a poltrona e me sento atrás dela. Ligo o gravador

estrategicamente posicionado. Espero até que ela comece.

— Sou sequestrada. Não conheço esses homens. Há um deles que é

forte e musculoso, que me segura em seus braços e me joga dentro de um

carro. Fico estendida no assoalho. Dirigem. Param não sei onde. Sou

retirada e levada para uma cabana. Lá dentro há um quarto, com uma cama

e uma pia apenas. Empurram-me. Deixam-me ali! Sozinha, em desespero.

De repente a porta se abre e surge o homem musculoso, com uma camiseta

bem justa, delineando os músculos de seu peito e de seus braços. O jeans

também é muito apertado. Vejo o volume de seu pênis e isso me assusta!

Ela fica em silêncio por instantes. Deixo que ela se refaça da emoção e

continue:

— Eu começo a gritar. Ele manda que eu cale a boca, gritando

comigo. Peço que me chame seu chefe, que me explique o que está

acontecendo. Ele insiste para que eu me cale. Estou em desespero. Grito.

Ele me esbofeteia. Fico chocada, mas reajo, não sei como, nem com que

forças. Avanço para ele, chutando e esmurrando. Ele começa rir de mim,

zombando. Segura-me pelos ombros, balança-me como se eu fosse um saco

de palha. Eu o arranho no rosto. Ele me esbofeteia outra vez. Fico mais

furiosa ainda. Ele me agarra. Caímos no soalho. Ele me abraça. Isso me

horroriza. Ele diz que sou uma gata selvagem, que sabe o que eu preciso

para me acalmar! Estamos ofegantes, naquela luta. Percebo como as pernas

dele se enroscam nas minhas. Sinto seu hálito. Cheira a bebida. Isso me

assusta. Sinto medo. Assusto-me com seus braços me apertando e suas

pernas enroscadas em mim. Sinto um fogo dentro de mim. Estou me

excitando com isso. De repente ele me beija! Quase mordendo! Sugando!

Sua língua penetra em minha boca, enrosca-se na minha, eu a sugo, eu me

aperto nele. Sinto suas mãos grandes e fortes descendo pelo meu corpo. As

costuras da minha roupa vão se rompendo com facilidade. Ele fala, com a

voz rouca, que vai me comer, me chama de gata selvagem. Diz que vai me

chupar inteira, que vai rasgar a minha buceta, que vai romper as pregas do

meu ânus!

Ela faz uma pausa. Está ofegante. Realmente excitada, sua voz ganhou

novo tom e esse tom me excita. O silêncio dela persiste. Preciso incentivá-

la.

— O que diz dessa Pauline que surge em seus sonhos. É você mesma?

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—Não! Não! Eu não me reconheço! Mas isso me excita, compreende?

Não posso ser assim, Jamais seria assim, se isso me acontecesse, eu