Medo 'Contos de Assombração Baseados em fatos reais' por Cecília Gomes - Versão HTML

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Introdução

 

 

Desde bem pequena sempre ouvi histórias além da compreensão humana, coisas inacreditáveis, fatos que a ciência não pode justificar. Tais histórias sempre vinham a mim através de pessoas conhecidas, amigos e familiares, pessoas as quais eu confio. Notei que tais histórias ao serem contadas, sempre acabavam com outro relato, o do ouvinte. Procurando saber o quê de fato havia por trás de cada conto, descobri que em todos os casos, existe uma única palavra que unem todos os acontecimentos em um só, pois todas as pessoas sem exceção sentiram a mesma coisa, Medo! 

Prepare-se então para uma viajem no mundo do sobrenatural com 18 histórias inacreditáveis todas baseadas em fatos reais.

 

Boa leitura.

 

Maria Cecília Gomes (autora)

 

 

 

 

 

 

 

A MOÇA

Aconteceu Com Maria

Quando: 1958

Onde: Ceará – Brasil

 

 

Mimim era o apelido de Maria, uma menina de cabelos longos e negros como a noite, costumava usar duas tranças com laços de fita e seus vestidos sempre rodados, era seu motivo de orgulho.

A menina não gostou da ideia de mudar-se da casa da fazenda para uma casa pequena na cidade vizinha,  sentiria falta da fartura da fazenda e do espaço que tinha para correr entre os pastos e vales da região, mas ela sabia que assim não sentiria mais o medo dos animais noturnos que rondavam a casa da fazenda, lá haviam cobras e onças que assustavam toda sua família. Era sempre um susto atrás de outro. E assim seu pai já havia decidido e as malas e tralhas da família estavam prontas para a mudança. Com olhar triste a garota se despediu daquele lugar que havia lhe trazido tantos momentos bons e outros nem tanto.

A família era grande, Mimim era a mais velha de seis irmãos ela acabara de completar nove anos. Os pais dela se casaram muito jovens, eram de uma época em que as pessoas constituíam famílias numerosas mesmo com todas as dificuldades de uma família no nordeste brasileiro, foram nascendo filhos atrás de filhos e a situação econômica da família não era nada fácil.

Uma casa de taipa, construção típica de regiões áridas dos sertões a casa era grande, porém muito humilde. Apesar de estar próxima da cidade ainda assim era uma casa afastada do centro num sítio com poucos vizinhos e esses olharam com ar de espanto os novos moradores do lugar, em seus olhares havia algo que se escondia como um segredo oculto, esse pensamento ocorreu na cabecinha da pequena menina ao passar com sua família rumo à “nova” casa.

Chegaram por volta das oito horas da noite e já estava bem escuro. Era uma noite sem lua, não dava para enxergar um palmo diante do nariz e a casa cheirava madeira velha. Não tinha luz elétrica nem lá e nem em toda aquela região. A lamparina de querosene foi acesa e as crianças se animaram com a claridade que se fez à sua volta alguns começaram a brincar com as sombras que se formaram em volta deles, pelas paredes pobres e sombrias. Como não dava para arrumar as tralhas da mudança, logo a mãe de Mimim tratou de armar as redes pela casa para que todos fossem dormir. Nas cidades do interior do nordeste várias famílias tem ainda hoje esse costume de dormirem em redes até hoje.

A rede de Mimim foi armada num canto próximo a uma cadeira com uma pequenina vela para clarear o local. A menina estava ansiosa que logo amanhecesse para que assim pudesse explorar a casa e a vizinhança local, ela ficou imaginando como seria seus novos amigos e de tão ansiosa não conseguia dormir, até podia ouvir a essa altura o som da respiração de seus irmãozinhos dormindo e o ronco do seu pai lá no outro do quarto. A luz da vela foi se apagando aos poucos enquanto a menina acordada via a escuridão sucumbindo todo o ambiente, seus olhinhos teimaram em ficar abertos até que a pequenina vela se apagou completamente, deixando um breu em toda a casa mimim começou a sentir medo.

Ela então fechou seus olhos rapidamente e tentou dormir, quem sabe assim amanheceria logo. A menina fechou os olhos só por alguns segundos mas não conseguia dormir então ela novamente os abriu, nesse momento ela achou que estava sonhando, mas aquilo não era possível! Olhando para a cadeira a sua frente uma vela apagada, dava pra ver a fumaça leve que subia do pequeno pavio apagado, dava pra ver com clareza ela percebeu uma claridade vindo de suas costas não muito forte mas iluminava todo o quarto. Mimim conseguia ver os detalhes da cadeira a sua frente, dava pra ver a cor da parede, da pequena mala ao lado com seus vestidos, via também a rede xadrez em que estava deitada. Ela então inclinou a cabeça para a direção em que a luz vinha sem saber bem o que pensar. Foi quando algo além de sua imaginação aconteceu. Uma moça jovem com olhar sereno e triste estava parada em pé ao lado da rede e a luz vinha dela, era como se ela irradiasse aquela luz branca. A menina arregalou os olhos e se encolheu na rede com o coração disparado de medo. A moça estava com uma mão apoiada em sua barriga de grávida e a outra mão em seu rosto pálido. Com um gesto de delicadeza sua mão foi descendo para acariciar o rosto da menina que a olhava com espanto total, a aparição não chegou a tocar no rosto da menina, pois nessa hora Mimim gritou com todo o fôlego possível.

- Mãe!!!

Nesse instante a moça sumiu deixando tudo escuro como um breu. O grito no meio da noite fez os vizinhos acordarem, os pais de Mimim correram para ver o que havia acontecido. A menina chorava tentando contar o que tinha visto, mas os pais dela não acreditaram disseram que era apenas um pesadelo. Não adiantou ela insistir em dizer que nem havia dormido naquela noite, eles não acreditaram.

A noite passou e logo pela manha uma vizinha, aquela com olhar misterioso, chegou na casa da família recém-chegada, para se apresentar e por fim especular o que havia acontecido, disse que ouviu gritos na madrugada e com seu olhar desconfiado perguntou se estava tudo bem. A mãe de Mimim não quis dar ousadia à vizinha bisbilhoteira e tratou de mudar de assunto, mas a menina estava presente na ocasião, se intrometeu na conversa, contou que havia visto uma moça grávida ao lado de sua rede. A vizinha olhou assustada, mas estranhamente parecia que já sabia. Ela então chamou mãe e filha para verem algo. As duas seguiram a mulher que se dirigiu até uma porta que dava para o banheiro da casa, ela então mostrou que ali, bem naquela porta ainda havia marcas de velas queimadas nos quatro cantos, ela contou que há bem pouco tempo o corpo de uma jovem tinha sido velado sobre a porta, (costume do povoado local) a moça havia morrido com seu filho no ventre, fazia muito tempo que essa moça aparecia para todos que mudavam praquela casa, a vizinha ainda disse que nunca ninguém morou ali por muito tempo, todos logo iam embora assustado e não foi diferente com a família de Mimim.

 

 

 

 

REDE f

fim

 

 

 

 

 

 

 

 

A ponte assombrada

Aconteceu com Juliana

Quando:1961

Onde: Ceará – Brasil

 

As quatro crianças seguiam todos os dias um longo caminho para chegarem a humilde escola localizada numa fazenda. Juliana a mais velha ia fazer doze anos de idade e ia todos os dias para a escola com seus três irmãos mais velhos um com dez, outro com nove, e o mais novinho com sete anos.  Enquanto caminhavam pela estrada deserta sonhavam com um futuro mais próspero, quem sabe até em serem ricos e mudar daquele pobre lugar. Eles brincavam durante todo trajeto seguiam próximo ao rio beirando os trilhos do trem. Na curva próxima a escola existia uma ponte muito comprida com trilhos tão antigos quanto seus avós, só dava pra passar pela ponte quando o trem não estivesse próximo, afinal a ponte cruzava todo o rio e ele era fundo e com forte correnteza naquela época do ano. Diziam os mais velhos que há muitos anos um trem havia descarrilado naquela ponte e muita gente morreu, diziam que as almas perdidas no rio assombravam quem passasse pela ponte. As crianças não sabiam da história naquela época e nada aconteceu até aquele dia.

O mês de agosto estava úmido naquele ano, não costumava fazer frio naquela região, mas nesse dia particularmente amanheceu muito nublado e meio frio. As crianças olharam o tempo e não gostaram nada da ideia de andarem até a escola com suas sandálias surradas e velhas que não protegia do frio, com muita relutância e insistência da mãe eles seguiram seu caminho de sempre rumo à pequena escola, demorava uma hora até chegarem lá, mas como a preguiça daquele dia era muita já haviam se passado quarenta minutos e eles ainda estavam se aproximando da ponte. O trem já havia passado naquela hora foi o que os irmãos pensaram, afinal eles estavam bem atrasados naquele dia, teriam de dar uma boa explicação para a professora.  Pensando no atraso Juliana apressou os passos e chamou seus irmãos para segui-la o mais depressa possível, pois o tempo estava passando e parecia que ia cair um pé d água. Os irmãos obedeceram à contra gosto enquanto os primeiros pingos começaram a cair na terra.  A chuva despencou enquanto eles subiram os trilhos da ponte e as crianças a essa altura estavam encharcadas e seguiam rapidamente em direção ao fim da ponte. Foi quando um som fez todos tremerem de pavor. O som era o apito do trem, que vinha bem atrás das crianças, os trilhos começaram a tremer e as crianças correram desesperadas enquanto a chuva caia, eles não olhavam pra traz, não dava tempo o trem já estava quase os atropelando, eles gritavam de medo e corriam sobre os trilhos molhados. A tempestade desabava sobre eles e o apito do trem era ensurdecedor. As pobres crianças desesperadas corriam o mais rápido que puderam e Juliana olhando o rio abaixo teve muito medo de cair, pois com a chuva o rio estava mais alto e sombrio que de costume a correnteza não os deixariam vivos caso eles caíssem em suas águas, o som do trem já era tão ensurdecedor quanto os trovões da tempestade que caia. A essa altura as crianças choravam desesperadas de medo quando finalmente chegaram ao fim da ponte todos se jogaram para o mato que beirava os trilhos do trem. Caídos enlameados eles olharam para a direção do trem e nessa hora não entenderam o que havia acontecido. Olhando na direção dos trilhos nenhum trem estava passando, nenhum som, nada, a não ser o som da chuva que caia e do choro das crianças.

 

 

TREM f

 

Fim

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O carona

Aconteceu com Thiago

Quando: 1999

Onde: Guarulhos – SP - Brasil

 

Uma hora da madrugada, hora de ir embora! Foi que pensou Thiago ansioso para chegar em casa, para descansar, suas pernas estavam doendo muito afinal trabalhar em pé oito horas diárias não era nada fácil. Ele era garçom e naquele dia seu amigo Alex havia feito um “bico” no restaurante e os dois saíram no mesmo horário. O velho fusca de Thiago quebrava um galho nessas horas. Os amigos entraram no carro e foram conversando durante quase todo o trajeto. O bairro onde moravam era afastado e havia um trecho do caminho com mata fechada dos dois lados, o lugar era perigoso de se passar fora de hora, um pouco antes de chegarem nesse trecho, parado numa esquina, estava um homem que acenou pedindo carona.

Os amigos ficaram com receio em parar, mas Thiago já havia passado no local fora de hora e pensou porque não dar carona ao pobre homem, afinal quando ele caminhava por ali, ninguém nunca ofereceu carona por medo, ele não faria o mesmo, resolveu ser solidário, mesmo com seu amigo insistindo que era perigoso. Thiago parou o fusca e olhando para o homem que estava ali parado perguntou para onde ele estava indo. Notou que o homem estava descalço e sem camisa, só usava uma calça jeans, seu rosto era amigável apesar de estar cabeludo e sem barba feita. Ele disse que ia para um bairro bem próximo logo a frente, Alex a contra gosto saiu do fusca e baixou o banco para o carona sentar no banco de trás. Ficaram os três em silencio por uns minutos enquanto o fusca subia uma rua, então o carona sentando no banco de trás falou que já havia possuído um fusca igual aquele e que ele também fazia aquele som quando dava problema no platinado. Thiago prestou atenção ao ruído que vinha do motor antes de perguntar onde o carona ia descer. O homem disse que ficaria onde ele o deixasse. Thiago disse que o deixaria próximo a uma padaria local onde Alex ficaria. Mudaram de assunto e os amigos ficaram papeando sobre trabalho, filhos etc. O homem ficou calado. Os amigos continuaram conversando até chegarem. Alex desceu do fusca ainda conversando com Thiago, baixou o banco do fusca e esperou o carona sair, como ele demorava, Alex então olhou para dentro do fusca e os dois amigos não acreditaram naquilo, onde estava o carona? Onde estava o homem?! O carona havia sumido no banco de trás do fusca! Thiago saiu do carro estarrecido olhando a sua volta, aquilo não podia estar acontecendo, não era possível! Os dois amigos levantaram o banco de trás do fusca para verem se o homem estava escondido lá, mas nada nem sinal do carona. O carona simplesmente desapareceu no banco de trás do fusca.

 

CARONA2

fim

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Amiguinho”

Relato de Jaqueline

Quando: 2001

Onde: Guarulhos - SP – Brasil

 

Jaqueline foi convidada para um churrasco na casa de sua comadre, o dia estava ensolarado perfeito para a ocasião. Ela chegou logo cedo com as duas filhas e o marido e foi logo tratando de ajudar a amiga nos preparativos, as crianças na bagunça de sempre foram para o quarto brincar e os maridos seguiram nos preparativos do churrasco, as amigas riam com suas conversas enquanto ouviam musicas numa rádio qualquer, tudo corria tranquilamente até que em meio ao som da rádio,  gritos desesperadores ecoaram pela casa, eram gritos das crianças e vinha lá do quarto. Jaqueline então disse que ia ver o que estava acontecendo e subiu correndo escada acima em direção ao quarto onde as meninas estavam. Chegando lá Jaqueline viu suas filhas chorando, paradas perto da porta e olhando para Emyle sua afilhada, que estava em pé de frente ao guarda-roupa, a menina olhava atentamente para cima do armário.

Jaqueline então perguntou:

- O que está acontecendo aqui meninas? Que gritaria é essa?

As filhas de Jaqueline disseram que a pequena Emily estava vendo alguma coisa em cima do guarda-roupa.

Jaqueline olhou para cima do armário e vendo apenas uma caixa perguntou:

- O que foi meu anjo?

- Olha tia! – apontou para cima do guarda-roupa.

- Não tem nada lá! Só tem uma caixa, você quer alguma coisa da caixa?

- Não tia, olha do lado da caixa, o amiguinho! Ele ta lá em cima olhando pra cá!

Jaqueline sentiu um calafrio percorrer seu corpo, ela olhou para onde a menina apontava e não viu nada mas sua mente já imaginou algo de outro mundo. Disfarçando o medo Jaqueline disse firme:

- Para com isso Emyle! Você está assustando as meninas!

As meninas olharam para a mãe e saíram correndo escada abaixo.

 A menina então olha para o “amiguinho” e com um movimento na cabeça ela baixa como se “o amiguinho” tivesse pulado de cima do guarda-roupa, a menina olhando com ar de espanto então pergunta com toda ingenuidade de criança:

- O que foi amiguinho? O que aconteceu com seu rosto? Você não tem um olho amiguinho? 

Jaqueline sentiu tanto medo, que pegou a menina e saiu correndo do quarto, mas antes de sair pela porta a menininha olhou pra trás e acenando disse:

 - Vem amiguinho!

Jaqueline então fechou a porta dizendo:

- Não vem não fica ai mesmo!!! – e desceu a escada assustadíssima.

 

Fim.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tem “alguém”aí ?

Aconteceu com Monica e Luana

Quando: 2002

Onde: Guarulhos - SP – Brasil

 

Quando Monica chamou sua prima Luana pra uma sessão pipoca em sua casa não pensou que o filme de terror sairia da tela pra vida real. Era sábado à noite e as meninas escolheram alguns filmes de terror bem assustadores para verem, mesmo ignorando o fato de a casa ser “um pouco” assombrada. Passava da meia noite quando Luana ouviu seu tio descer a escada passar por detrás do sofá e ir para a cozinha, ela pensou que o tio foi apenas beber água e logo voltaria, mas ele demorou muito na cozinha.

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Então Luana olhou para prima e comentou:

- Será que seu pai foi assaltar a geladeira uma hora dessas? - e sorrindo continuou - Por que ele ta demorando tanto lá na cozinha? – ela percebeu então a cara aterrorizada da prima que com voz tremula, respondeu:

- Meu pai não tá em casa!

Luana olhou incrédula para Monica que também havia ouvido o mesmo barulho e estava encolhida no sofá. Luana então desacreditando na prima levantou-se rapidamente e seguiu para a cozinha sem medo, pois ela tinha certeza que Monica estava mentindo, afinal ela ouviu nitidamente alguém havia passado por elas na sala e seguido para cozinha e feito barulho nas panelas. Só podia ser seu tio. Ela foi até a cozinha que estava com as luzes acesas, deu uma olhada e nada, não havia ninguém na cozinha. Um arrepio percorreu sua espinha, ela voltou correndo pro sofá ficou perto da Monica lembrando das historias daquela casa. As duas então decidiram subir para o quarto para dormir afinal seja lá o que fosse, havia descido as escadas e estava na cozinha. Monica então desligou a TV, Só a luz da cozinha estava ligada. A luz apagou e

elas ouviram alguma coisa se rastejando por detrás do sofá, o que havia decido pela escada em direção a cozinha, agora voltou pelo mesmo caminho. As meninas dormiram na sala naquela noite. Não tiveram coragem de subir a escada e ver “quem” estava lá em cima esperando por elas.

 

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Fim

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O visitante

Aconteceu com Marlene

Quando: 2005

Onde: Porto Feliz - SP – Brasil

 

Os dias eram encantadores e românticos, nada como o começo de um relacionamento, tudo é encanto, lua de mel. Marlene e Valmir estavam ainda nas nuvens, estavam morando juntos depois de alguns meses de namoro, como estavam felizes, enamorados, apaixonados, pareciam adolescentes. O amor é maravilhoso. Mas alegria de uns é o despeito e inveja de outros.

O casal se mudou para uma casinha aconchegante no interior de São Paulo, Valmir trabalhava numa loja como gerente e Marlene ficava em casa cuidando dos afazeres do lar. Ela sempre foi muito guerreira, viúva, mãe de quatro filhos, encarava uma nova relação depois dos filhos criados e depois de muitos anos vivendo sozinha. Valmir também tinha sua história, era separado a um bom tempo, e convivia sempre muito próximo aos seus filhos e ex-mulher. Essa, no entanto não se conformava com a separação e sempre tentou de tudo para ter Valmir de volta.

Numa manhã fria de inverno por volta das cinco e meia da manhã, o casal se despediu com um beijo carinhoso, e Valmir seguiu para a loja. Marlene voltou pra cama estava muito cedo e frio, ela iria dormir mais um pouquinho.

Deitada na cama pensou como estava feliz e que nada atrapalharia aquela união. Sorrindo fechou seus olhos. Ela ouviu o ranger do portão lá na frente da casa e passos no quintal. Marlene sorriu e pensou que Valmir com certeza já havia esquecido as chaves novamente, ele sempre acabava esquecendo algo, hora o casaco, hora as chaves... Pensando ser Valmir, ela esperou ouvir o barulho da porta se abrindo, mas o som de passos estava se aproximando e não mais na porta de entrada, os passos já vinha no corredor chegando na porta de seu quarto. Marlene sentiu pânico nessa hora. Ainda estava escuro àquela hora e alguma coisa parada na porta entre aberta, fazia um som de porco quando respirava. Ela pensou estar sonhando, tendo um pesadelo, estava escuro só podia ser imaginação! Ela fechou seus olhos, e não quis abri-los novamente, virou de bruço e colocou seu rosto no travesseiro. Foi quando algo assustador congelou sua alma, aquela criatura entrou pela porta pulou em suas costas e com aquele ronco horrendo falou nos seus dois ouvidos ao mesmo tempo:

- Vocês não ficarão felizes para sempre! Vou acabar com essa alegria, Pode esperar! – o barulho do ronco era horrível, e Marlene a essa altura em pânico total, rezava todas as rezas imagináveis, então ela gritou!

- Jesus! Cubra-me com seu sangue! – nessa hora ela ouviu um gruído da coisa que estava nas suas costas ele então foi jogado na parede do quarto com força e desapareceu como fumaça.

O casal mudou-se daquela casa, mas o relacionamento dos dois nunca mais foi o mesmo e depois de poucos meses sem nenhuma explicação, Valmir foi embora para nunca mais voltar.

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Fim

 

 

O aviso

Aconteceu com Bianca

Quando: 2006

Onde: Guarulhos - SP – Brasil

 

Bianca desde bem pequena mostrava sensibilidade com coisas sobrenaturais, ela tinha sonhos e via coisas inimagináveis, sua mãe sempre teve medo das coisas que a menina falava, e ela falava com naturalidade o que via. A mãe de Bianca quando criança também via coisas e não eram coisas boas, ela via vultos pretos que passavam pelos espelhos da casa, mas isso era quando criança e agora ela não via nada e achava muito bom não ver.

Bianca dormia num beliche na cama de cima e numa noite ela acordou subitamente e ao abrir os olhos uma menina estava parada com o rosto muito próximo ao dela.

 Bianca quase morreu de medo achou que estava tendo um pesadelo, mas a aparição da menina falou nitidamente com Bianca:MENINA f

 

- Me ajuda! – e desapareceu na noite.

Bianca muito assustada contou para sua mãe que falou que isso era porque ela não rezava e estava tendo pesadelos. Mas no fundo ela acreditava na filha só não queria “dar corda”. Passou alguns dias e novamente a menina apareceu para Bianca mesmo lugar. Dessa vez ela gritou desesperada e sua mãe ficou assustada com o ocorrido e falou pra filha que ela tinha de ser forte e quando a menina aparecesse era para ela perguntar o que ela queria.

Depois de alguns dias a menina tornou a aparecer e desta vez Bianca teve coragem e tremendo perguntou o que a garota queria. A menina disse:

- Vou morrer! – e sumiu, deixando Bianca tremendo assustada. Sem saber o que fazer.

Na noite seguinte a menina apareceu novamente, mas desta vez sua aparência era aterrorizante ela estava com o rosto deformado, como se tivesse queimada, olhando pra Bianca com tristeza ela disse:

- Você não me ajudou! - Bianca gritou pela mãe e as duas rezaram juntas pela alma da menina pediram pra que ela descansasse em paz e a menina nunca mais apareceu.

 

 

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fim

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um homem “espichado”

Aconteceu com Patrícia

Quando:2001