Memorial de Aires por Machado de Assis - Versão HTML

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Memorial de Aires

Texto-fonte:

Obra Completa, Machado de Assis,

Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 1994.

Publicado originalmente pela Editora Garnier, Rio de Janeiro, 1908.

Em Lixboa, sobre lo mar,

Barcas novas mandey lavrar...

Cantiga de Joham Zorro.

Para veer meu amigo

Que talhou preyto comigo,

Alá vou, madre.

Para veer meu amado

Que mig’a preyto talhado,

Alá vou, madre.

Cantiga d’el rei Dom Denis.

Advertência

Quem me leu Esaú e Jacó talvez reconheça estas palavras do prefácio:

“Nos lazeres do ofício escrevia o Memorial, que, apesar das páginas mortas ou escuras, apenas daria (e talvez dê) para matar o tempo da barca de Petrópolis”.

Referia-me ao Conselheiro Aires. Tratando-se agora de imprimir o Memorial, achou-se que a parte relativa a uns dois anos (1888-1889), se for decotada de algumas circunstâncias, anedotas, descrições e reflexões, — pode dar uma narração seguida, que talvez interesse, apesar da forma de diário que tem. Não houve pachorra de a redigir à maneira daquela outra, — nem pachorra, nem habilidade. Vai como estava, mas desbastada e estreita, conservando só o que liga o mesmo assunto. O resto aparecerá um dia, se aparecer algum dia.

M. de A.

1888