Mensagens Escolhidas 1 por Ellen G. White - Versão HTML

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7.

Não para proporcionar nova luz — O irmão J. procura con-

[31]

fundir os espíritos, esforçando-se por fazer parecer que a luz que

Deus nos concedeu por meio dos Testemunhos constitui um acrés-

cimo à Palavra de Deus, mas com isto apresenta os fatos sob uma luz

falsa. Deus houve por bem chamar por este meio a atenção de Seu

povo para a Sua Palavra, a fim de conceder-lhes uma compreensão

mais perfeita da mesma.

A Palavra de Deus é suficiente para iluminar o espírito mais

obscurecido, e pode ser compreendida de todo o que sinceramente

deseja entendê-la. Mas, não obstante isto, alguns que dizem fazer da

Palavra de Deus o objeto de seus estudos, são encontrados vivendo

em oposição direta a alguns de seus mais claros ensinos. Daí, para

que tanto homens como mulheres fiquem sem escusa, Deus dá tes-

temunhos claros e decisivos, a fim de reconduzi-los à Sua Palavra,

que negligenciaram seguir.

A Palavra de Deus está repleta de princípios gerais para a forma-

ção de hábitos corretos de vida, e os testemunhos, tanto gerais como

A primazia da palavra

35

individuais, visam chamar a sua atenção particularmente para esses

princípios. — Testimonies for the Church 5:663, 664; Testemunhos

Selectos 2:279.

Testemunhos para trazer lições simples da palavra — Nas

Escrituras Deus expôs lições práticas para governar a vida e a con-

duta de todos; mas, conquanto Ele tenha dado minuciosas instruções

a respeito de nosso caráter, conversação e conduta, em grande parte

Suas lições são negligenciadas e desprezadas. Além das instruções

em Sua Palavra, o Senhor tem concedido testemunhos especiais

a Seu povo, não como uma nova revelação, mas para que possa

apresentar-nos as claras lições de Sua Palavra, a fim de que sejam

corrigidos os erros e indicado o caminho certo, para que toda alma

fique sem escusa. — Carta 63, 1893. Ver Testimonies for the Church

5:665.

Ellen White foi habilitada para definir claramente a ver-

dade e o erro — Naquele tempo [depois do desapontamento de

1844], erro após erro procurava forçar entrada entre nós; pastores e

doutores introduziam novas doutrinas. Nós investigávamos as Escri-

turas com muita oração, e o Espírito Santo nos trazia ao espírito a

verdade. Por vezes noites inteiras eram consagradas à pesquisa das

Escrituras, a pedir fervorosamente a Deus Sua guia. Juntavam-se

grupos de homens e mulheres pios, para esse fim. O poder de Deus

[32]

vinha sobre mim, e eu era habilitada a definir claramente o que era a

verdade e o que era erro.

Ao serem assim estabelecidos os pontos de nossa fé, nossos pés

se colocavam sobre um firme fundamento. Aceitávamos a verdade

ponto por ponto, sob a demonstração do Espírito Santo. Eu era

arrebatada em visão, e eram-me feitas explanações. Foram-me dadas

ilustrações de coisas celestiais, e do santuário, de modo que fomos

colocados em posição onde a luz resplandecia sobre nós em raios

claros e distintos. — Obreiros Evangélicos, 302.

Para corrigir o erro e especificar a verdade — Escrevi muita

coisa no diário* que tenho mantido em todas as minhas viagens,

*Conquanto a Sra. White mantivesse de vez em quando um diário de sua experiência,

não é a isto que ela se refere principalmente ao usar a palavra “diário”. Sua escrita, com

freqüência, era realizada em cadernos em branco, pautados, mais de uma vintena dos

quais se encontra agora na caixa forte do Patrimônio White, e muitos dos manuscritos

que aparecem no arquivo foram escritos primeiro nesses cadernos. Alguns manuscritos

36

Mensagens Escolhidas 3

e deve ser apresentado ao povo se for essencial, mesmo que eu

não escreva mais nenhuma linha. Desejo que apareça o que for

considerado conveniente, pois o Senhor me deu muita luz que desejo

que as pessoas tenham; porque há instruções que o Senhor me tem

dado para Seu povo. É luz que eles devem ter, regra sobre regra,

preceito sobre preceito, um pouco aqui, um pouco ali. Isto deve

agora ser apresentado ao povo, porque foi dado para corrigir erros

capciosos e para especificar o que é verdade. O Senhor revelou

muitas coisas que indicam a verdade, dizendo portanto: “Este é o

caminho, andai por ele.” — Carta 117, 1910.

Os testemunhos nunca contradizem a Bíblia — A Bíblia deve

ser o vosso conselheiro. Estudai-a e os Testemunhos que Deus tem

dado; pois eles nunca contradizem Sua Palavra. — Carta 106, 1907.

Se os Testemunhos não falarem de acordo com a Palavra de

[33]

Deus, rejeitai-os. Cristo e Belial não se unem. — Testimonies for

the Church 5:691.

A respeito de citar a irmã White — Como pode o Senhor

abençoar os que manifestam o espírito de “não me importa”, que os

leva a andar em sentido oposto à luz que o Senhor lhes deu? Não

solicito, porém, que acateis minhas palavras. Ponde a irmã White de

lado. Não citeis outra vez as minhas palavras enquanto viverdes, até

que possais obedecer à Bíblia.*

arquivados contêm a designação geral de “Diário”, usada neste sentido especial. Cumpre

lembrar que este vocábulo é por ela usado nos Testemunhos, ao referir-se a seus escritos

em forma manuscrita. (Ver Testimonies for the Church 8:206, onde ela diz: “Em meu

diário encontro o seguinte, escrito há um ano”, e pelo que vem em seguida é claro que ela

está fazendo alusão ao assunto de um testemunho.)

*Ellen White estava se encontrando com os dirigentes da Igreja, como um grupo,

pela primeira vez em dez anos. Situações tanto na Associação Geral como em nossas

instituições sediadas em Battle Creek haviam, em muitos casos, atingido um baixo nível.

Testemunhos recomendando um retorno aos princípios bíblicos tinham sido aceitos teori-

camente, mas não houvera autêntica melhora. A maioria dos delegados à Assembléia da

Associação Geral que começaria na manhã do dia seguinte percebiam que precisava haver

modificações. Na reunião de abertura Ellen White repreenderia dirigentes institucionais e

solicitaria a reorganização da Associação Geral. Sua preocupação era que as modificações

que precisavam ser efetuadas se baseassem em princípios bíblicos, e não somente nas

palavras de Ellen White. Nessa alocução ela declarou: “Deus me disse que meu testemu-

nho deve ser dado a esta assembléia e que não devo procurar fazer com que os homens

creiam nele. Minha obra é deixar a verdade com as pessoas, e os que apreciam a luz do

Céu aceitarão a verdade.” — Manuscrito 43, 1901. Conselhos seriam transmitidos por ela

A primazia da palavra

37

Quando fizerdes da Bíblia vosso alimento, vossa comida e vossa

bebida, quando fizerdes de seus princípios os elementos de vosso

caráter, conhecereis melhor como receber conselho de Deus. Enal-

teço a preciosa Palavra diante de vós neste dia. Não repitais o que eu

declarei, afirmando: “A irmã White disse isto” e “a irmã White disse

aquilo”. Descobri o que o Senhor Deus de Israel diz, e fazei então

o que Ele ordena. — Manuscrito 43, 1901. (De uma alocução a

dirigentes de igreja na noite que antecedeu a abertura da Assembléia

da Associação Geral de 1901.)

[34]

como mensageira do Senhor, e esses conselhos deviam ser atendidos, mas precisava ser

realizada uma profunda obra baseada nos princípios enunciados na Palavra de Deus. —

Os Compiladores

Capítulo 5 — Experiências ao receber as visões

Primeira visão — Enquanto eu estava orando junto ao altar da

família, o Espírito Santo me sobreveio. — Primeiros Escritos, 14.

Éramos cinco pessoas, todas mulheres, reverentemente curvadas

ante o altar da família. Enquanto orávamos, o poder de Deus desceu

sobre mim como antes não o experimentara ainda. Pareceu-me estar

rodeada de luz, e ir-me elevando acima da Terra. Nessa ocasião tive

uma visão da experiência dos crentes adventistas, da vinda de Cristo

e do galardão destinado aos justos. — Testemunhos Selectos 2:270.

A experiência relatada novamente — Quando os raios da gló-

ria de Deus incidiram sobre mim pela primeira vez, eles pensaram

que eu estava morta, e velaram ali, e choraram e oraram por muito

tempo; mas, para mim, era o Céu, era a vida, e então o mundo se

estendeu diante de mim e vi trevas como pano mortuário.

Que significava isso? Eu não podia ver luz alguma. Então eu vi

um pequeno clarão e depois outro, e essas luzes aumentaram e se

tornaram mais brilhantes, e se multiplicaram e se tornaram cada vez

mais fortes, até serem a luz do mundo. Estes eram os crentes em

Jesus Cristo. ...

[35]

Nunca pensei que devesse retornar ao mundo. Quando meu

fôlego voltou a meu corpo, não pude ouvir nada. Tudo estava escuro.

A luz e a glória em que meus olhos haviam pousado tinham eclipsado

a luz, e isto durou muitas horas. Então, gradualmente comecei a

reconhecer a luz, e perguntei onde estava.

— Você está aqui mesmo em minha casa — disse a proprietária

da casa.

— O quê? Aqui? Eu aqui? Não sabeis o que houve?

Então tudo me voltou à memória. Este é que será o meu lar?

Tornei a chegar até aqui? Oh! o peso e o fardo que recaiu sobre

minha alma! — Manuscrito 16, 1894.

Inteiramente alheia às coisas terrenas — Quando o Senhor

acha conveniente dar uma visão, sou levada à presença de Jesus e

38

Experiências ao receber as visões

39

dos anjos, e fico inteiramente alheia às coisas terrenas.* Não consigo

ver além daquilo que o anjo me indica. Minha atenção muitas vezes

é dirigida para cenas que ocorrem na Terra.

Sou por vezes levada muito adiante no futuro, sendo-me mos-

trado o que irá acontecer. Depois, também me são mostradas certas

coisas da maneira como ocorreram no passado. — Spiritual Gifts

2:292 (1860).

Visões recebidas às vezes enquanto estava consciente —

Sexta-feira, 20 de Março, levantei-me cedo, por volta das três e

meia da madrugada. Enquanto escrevia sobre o décimo quinto capí-

tulo de S. João, de repente me sobreveio maravilhosa paz. O quarto

todo parecia estar repleto da atmosfera do Céu. Parecia haver no

quarto uma santa e sagrada presença. Depus a pena e fiquei em

atitude de expectativa, para ver o que o Espírito iria dizer-me. Não vi

pessoa alguma. Não ouvi nenhuma voz audível, mas um observador

celestial parecia estar bem perto de mim; percebi que me encontrava

na presença de Jesus.

É-me impossível explicar ou descrever a doce paz e luz que

parecia estar em meu quarto. Circundava-me uma santa e sagrada

[36]

atmosfera, e foram apresentadas a meu espírito e entendimento ques-

tões de intenso interesse e importância. Uma linha de procedimento

foi exposta diante de mim, como se a presença invisível estivesse

falando comigo. O assunto sobre o qual eu estava escrevendo pa-

recia ter-se desvanecido em minha mente, e outro assunto abriu-se

distintamente diante de mim. Parecia haver um grande temor sobre

mim à medida que as questões eram gravadas em minha mente. —

Manuscrito 12c, 1896.

Outra visão enquanto escrevia — Levantei-me cedo quinta-

feira de manhã, por volta das duas horas da madrugada, e estava

escrevendo diligentemente sobre a Videira Verdadeira, quando senti

uma presença em meu quarto, como sucedeu muitas vezes antes, e

perdi toda lembrança do que eu estava fazendo. Parecia encontrar-me

*Isto explica o fato de Ellen White raramente falar do fenómeno físico que acompa-

nhava muitas de suas visões. Ela mesma tinha de depender do depoimento de testemunhas

oculares para o conhecimento dessas manifestações, como sucedeu em 1906, quando ela

se referiu a evidências de seu chamado e obra. Veja o item com o qual se encerra este

capítulo.

40

Mensagens Escolhidas 3

na presença de Jesus. Ele me comunicava aquilo em que eu devia ser

instruída. Tudo era tão claro que não pude deixar de compreendê-lo.

Eu devia ajudar alguém com o qual esperava nunca mais ter

de preocupar-me novamente. Não conseguia entender o que isso

significava, porém decidi imediatamente não procurar discutir a

esse respeito, mas seguir as instruções. Não foi proferida nenhuma

palavra audível ao ouvido, e, sim, à mente. Eu disse: “Senhor, farei

o que Tu ordenaste.” — Carta 36, 1896.

Maravilhosas representações enquanto escrevia e falava —

É-me concedido auxílio especial não somente quando estou em pé

diante de grandes congregações; mas, quando estou usando minha

pena, são-me dadas maravilhosas representações do passado, do

presente e do futuro. — Carta 86, 1906.

Ellen White não podia controlar as visões — É completa-

mente falso que alguma vez eu tenha insinuado que podia ter uma

visão quando me aprouvesse. Não há nisto uma sombra de verdade.

Eu nunca disse que podia lançar-me em visões quando me aprou-

vesse, pois isto é simplesmente impossível. Tenho sentido durante

anos que se eu pudesse escolher o que quisesse e também agradar a

Deus, preferiria morrer a ter uma visão, pois toda visão me coloca

sob a grande responsabilidade de dar testemunhos de repreensão

[37]

e de advertência, o que sempre se tem oposto a meus sentimentos,

causando-me inexprimível aflição de alma. Nunca ambicionei minha

posição, e, contudo, não ouso resistir ao Espírito de Deus e buscar

uma posição mais fácil.

O Espírito de Deus tem vindo sobre mim em diversas ocasiões,

em lugares diferentes e sob várias circunstâncias.* Meu marido não

tem tido domínio sobre essas manifestações do Espírito de Deus.

Muitas vezes se acha bem longe quando eu tenho tido visões. —

Carta 2, 1874.

Não ousava duvidar — Na confusão eu era algumas vezes

tentada a duvidar de minha própria experiência. Quando certa manhã

em orações de família, o poder de Deus começou a descer sobre mim,

*O Pastor J. N. Loughborough relata que a última visão acompanhada por fenômenos

físicos ocorreu na reunião ao ar livre, em Portland, Oregon, em 1884. Ele esteve presente

e mencionou isto numa palestra que proferiu em 20 de Janeiro de 1893, sobre “O Estudo

dos Testemunhos”, na Assembléia da Associação Geral realizada em Battle Creek. Ver

The General Conference Bulletin, 19, 20 (1893). — Os Compiladores

Experiências ao receber as visões

41

depressa veio a minha mente o pensamento de que era mesmerismo,

e resisti a ele. Imediatamente fui tomada de mudez. ... Depois disto

não mais ousei duvidar do poder de Deus ou resistir inda que fosse

por um só momento, não importando o que outros pudessem pensar

de mim. — Primeiros Escritos, 22, 23.

Ellen White apresenta evidências de seu chamado e obra —

Em nosso mundo há um espírito de crença e também um espírito de

descrença. Nos últimos dias alguns apostatarão da fé, dando atenção

a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios. Esperamos que

aqueles que recusam harmonizar-se com Cristo se tornem um ele-

mento hostil; mas não devemos pensar que isto nos causará dano.

Precisamos lembrar-nos de que são mais os que estão conosco do

que os que podem estar contra nós. Esta é minha esperança, e força

e poder. Creio em Deus. Sei em quem tenho crido. Creio nas mensa-

gens que Deus tem dado a Sua igreja remanescente. Desde a infância

tenho tido muitas e muitas experiências que têm fortalecido minha

fé na obra que Deus me deu para fazer.

Habilitada a escrever — No começo de minhas atividades em

público, foi-me ordenado pelo Senhor: “Escreva, escreva as coisas

que lhe são reveladas.” Na ocasião em que recebi esta mensagem eu

[38]

não tinha firmeza na mão. Minha condição física me impossibilitava

de escrever. Mas novamente veio a ordem: “Escreva as coisas que lhe

são reveladas.” Obedeci; e, como resultado, não demorou muito para

que pudesse escrever página após página com relativa facilidade.

Quem me disse o que devia escrever? Quem me firmou a mão direita,

possibilitando que eu usasse a pena? Foi o Senhor.

Quando nos colocarmos na devida relação com Ele e nos entre-

garmos inteiramente a Sua Pessoa, veremos o miraculoso poder de

Deus em palavra e ação.

As visões confirmaram as conclusões provenientes do estudo

da Bíblia — Nos primeiros dias da mensagem, quando nosso nú-

mero era pequeno, estudávamos diligentemente para compreender

o significado de muitas passagens das Escrituras. Às vezes parecia

não ser possível dar uma explicação. Meu espírito parecia estar fe-

chado à compreensão da Palavra; mas, quando nossos irmãos que

se haviam reunido para estudar chegavam a um ponto em que não

podiam ir além, e recorriam a fervorosa oração, o Espírito de Deus

repousava sobre mim e eu era arrebatada em visão, sendo instruída a

42

Mensagens Escolhidas 3

respeito da relação de uma passagem para com outras passagens da

Escritura. Estas experiências se repetiram reiteradas vezes. Assim

muitas verdades da mensagem do terceiro anjo foram estabelecidas

ponto a ponto.

Pensais que minha fé nesta mensagem irá vacilar? Pensais que

posso ficar calada quando vejo ser feito algum esforço para remover

as colunas fundamentais de nossa fé? Estou tão cabalmente estabe-

lecida nestas verdades como é possível que alguém o esteja. Nunca

poderei olvidar a experiência pela qual passei. Deus confirmou mi-

nha crença por muitas manifestações de Seu poder.

Escrevi tudo que tinha para dizer sobre a luz que recebi, e grande

parte dela está agora irrompendo da página impressa. Há, do prin-

cípio ao fim de minhas obras impressas, uma harmonia com o meu

ensino no presente.

Ela não respirava enquanto estava em visão — Algumas das

instruções que se encontram nestas páginas foram dadas em circuns-

tâncias tão notáveis que evidenciam o prodigioso poder de Deus em

[39]

favor de Sua verdade. Às vezes, enquanto eu estava em visão, meus

amigos se aproximavam de mim e exclamavam: “Vejam só, ela não

respira!” Pondo um espelho diante de meus lábios, verificavam que

não se juntava nenhuma umidade no vidro. Era enquanto não havia

nenhum indício de respiração que eu continuava falando das coisas

que me estavam sendo apresentadas. Essas mensagens eram dadas

desse modo para confirmar a fé de todos, a fim de que nestes últimos

dias tenhamos confiança no Espírito de Profecia.

Voz preservada miraculosamente — Dou graças a Deus por-

que Ele preservou minha voz, que no começo de minha juventude

médicos e amigos declararam iria silenciar-se dentro de três meses.

O Deus do Céu viu que eu precisava passar por uma penosa expe-

riência, a fim de estar preparada para a obra que Ele queria que eu

fizesse.

Durante o meio século que passou, minha fé no triunfo final da

mensagem do terceiro anjo e tudo que se relaciona com ela tem

sido confirmada pelas maravilhosas experiências pelas quais tenho

passado. É por isso que estou ansiosa de que meus livros sejam

publicados e divulgados em muitas línguas. Sei que a luz contida

nesses livros é a luz do Céu.

Experiências ao receber as visões

43

Estudai as instruções — Solicito que estudeis as instruções

que estão escritas nesses livros. A João, o idoso apóstolo, veio a

mensagem: “Escreve as coisas que viste, e as que são, e as que hão

de acontecer depois destas.” O Senhor mandou que eu escrevesse

o que me foi revelado. Isto eu tenho feito, e está agora em forma

impressa. ...

Entre o erro que se alastra por toda a Terra, procuremos perma-

necer firmes sobre a plataforma da verdade eterna. Revistamo-nos

de toda a armadura de Deus; pois nos é declarado que neste tempo

Satanás mesmo operará milagres diante do povo; e, ao vermos estas

coisas, precisamos estar preparados para resistir a sua influência

enganadora. Tudo quanto é apresentado pelo inimigo como verdade

não deve influenciar-nos; pois devemos estar sob a instrução do

grande Autor de toda a verdade. — The Review and Herald, 14 de

Junho de 1906.

[40]

Capítulo 6 — Vislumbres de como a luz veio a Ellen

White

Na primeira visão — aparentemente presente, participando

dos acontecimentos — Enquanto eu estava orando junto ao altar da

família, o Espírito Santo me sobreveio, e pareceu-me estar subindo

mais e mais alto da escura Terra. Voltei-me para ver o povo do

advento no mundo, mas não o pude achar, quando uma voz me disse:

“Olha novamente, e olha um pouco mais para cima.” Com isto olhei

mais para o alto e vi um caminho reto e estreito, levantado em lugar

elevado do mundo. O povo do advento estava nesse caminho, a viajar

para a cidade que se achava na sua extremidade mais afastada. —

Primeiros Escritos, 14.

Amplas visões panorâmicas — Mediante a iluminação do Es-

pírito Santo, as cenas do prolongado conflito entre o bem e o mal

foram patenteadas à autora destas páginas. De quando em quando

me foi permitido contemplar a operação, nas diversas épocas, do

grande conflito entre Cristo, o Príncipe da vida, o Autor de nossa

salvação, e Satanás, o príncipe do mal, o autor do pecado, o primeiro

transgressor da santa lei de Deus. — O Grande Conflito entre Cristo

e Satanás, 10.

Um anjo explica o significado — Estando eu em Loma Linda,

[41]

Califórnia, em 16 de Abril de 1906, uma cena assombrosíssima me

foi revelada. Numa visão noturna, estava eu numa elevação de onde

via as casas sacudidas como o vento sacode o junco. Os edifícios,

grandes e pequenos, eram derrubados. Os sítios de recreio, teatros,

hotéis e mansões suntuosas eram sacudidos e arrasados. Muitas

vidas eram destruídas e os lamentos dos feridos e aterrorizados

enchiam o espaço. ... Não posso descrever as cenas terríveis que

me foram apresentadas. Dirse-ia que a paciência divina se tivesse

esgotado, e houvesse chegado o dia do juízo.

Conquanto terrível, a cena que me foi revelada não me causou

tanta impressão quanto as instruções que recebi nessa ocasião. O

anjo que estava ao meu lado declarou que a suprema soberania de

44

Vislumbres de como a luz veio a Ellen White

45

Deus, o caráter sagrado da Sua lei, devem ser manifestados aos que

obstinadamente se recusam a obedecer ao Rei dos reis. Os que pre-

ferem permanecer infiéis serão feridos pelos juízos misericordiosos,

a fim de que, se possível for, cheguem a despertar e aperceber-se

da pecaminosidade do seu procedimento. — Testemunhos Selectos

3:329, 330.

Uma vívida visão referente a uma família — O anjo de Deus

disse: “Segue-me.” Eu parecia estar num quarto de um tosco edifício,

e ali diversos jovens jogavam cartas. Pareciam estar muito enlevados

na diversão em que se achavam empenhados e estavam tão absortos

que não perceberam que alguém entrou no aposento. Havia moças

presentes que observavam os jogadores, e eram proferidas palavras

de índole não muito refinada. Sentia-se um espírito e uma influência

nesse aposento que não eram de molde a purificar e elevar a mente e

enobrecer o caráter. ...

Indaguei: “Quem são estes, e o que representa esta cena?”

Foi dada a ordem: “Espere.”...

Tive outra representação. Havia a ingestão de bebidas alcoólicas,

[42]

e as palavras e ações sob sua influência não eram nada favoráveis a

pensamentos sérios, clara percepção no âmbito dos negócios, moral

pura e elevação dos participantes. ...

Perguntei novamente: “Quem são estes?”

A resposta foi: “Uma parte da família que estás visitando. O

adversário das almas, o grande inimigo de Deus e do homem, o chefe

de principados e potestades e o dominador deste mundo tenebroso

está presidindo aqui hoje à noite. Satanás e seus anjos, com suas

tentações, estão arrastando essas pobres almas a sua própria ruína.”

— Carta 1, 1893.

Como se tudo estivesse sendo efetuado — Agora tenho luz,

principalmente à noite, como se tudo estivesse sendo efetuado, e eu

o estivesse contemplando e ouvindo a conversação. Sou impelida a

levantar-me e a enfrentá-lo. — Manuscrito 105, 1907.

Representações simbólicas — Você me foi representado como

um general, montado num cavalo e conduzindo um estandarte. Al-

guém chegou e tirou-lhe da mão o estandarte que continha as pala-

vras: “Os mandamentos de Deus e a fé de Jesus”, e ele foi pisoteado

na terra. Vi você rodeado por homens que o estavam prendendo ao

mundo. — Carta 239, 1903.

46

Mensagens Escolhidas 3

Uma parte da obra que está sendo realizada [em prol dos de-

samparados] é representada como sendo semelhante a homens que

rolavam grandes pedras até o alto de uma colina, com enorme es-

forço. Quando quase atingiam o topo da colina, as pedras tornavam

a rolar para o fundo. Os homens só conseguiram levar algumas até

o alto. Na obra realizada em favor dos degradados — que esforço,

que despesa, é requerido para entrar em contato com eles e levá-los,

então, a resistir ao apetite e às paixões inferiores! — Carta 232,

1899.

Habilitada a compreender visões simbólicas — Minha mente

e percepções ainda são lúcidas. O Senhor me habilita a compreender

aquilo que Ele me apresenta em figura. — Carta 28, 1907.

Avisada do perigo em que se achava um médico — Numa

visão, ontem à noite, eu vi você escrevendo. Alguém olhou por

[43]

sobre os seus ombros e disse: “Você, meu amigo, está em perigo.”...

Quero falar-lhe de uma cena que presenciei enquanto estive

em Oakland. Anjos cobertos de belas vestes, como anjos de luz,

acompanhavam o Dr. A. dum lugar a outro, inspirando-o a proferir

palavras arrogantes e jactanciosas que eram ofensivas a Deus.

Pouco depois da conferência de Oakland, à noite o Senhor me

apresentou uma cena, na qual Satanás, disfarçado da maneira mais

atraente, procurava diligentemente chegar bem perto do Dr. A. Vi

e ouvi muita coisa. Noite após noite eu era oprimida por grande

angústia de alma ao ver esse personagem falando com nosso irmão.

— Carta 220, 1903.

Revelado num lampejo de luz — É feita a pergunta: Como a

irmã White está informada a respeito das questões sobre as quais

ela fala tão decididamente, como se tivesse autoridade para dizer

essas coisas? Eu falo assim porque elas reluzem em minha mente,

quando em perplexidade, como relâmpagos emitidos de uma nuvem

escura, na fúria de uma tempestade. Algumas cenas que me foram

apresentadas anos atrás não ficaram retidas em minha memória,

mas quando a instrução que então foi dada é necessária, por vezes,

mesmo quando estou em pé diante do povo, a lembrança vem nítida

e clara, como o clarão de um relâmpago,* trazendo à mente, de

maneira distinta, essa instrução especial. Nessas ocasiões não posso

*Comentando sobre a maneira como a luz muitas vezes vinha a Ellen White, seu filho

G. C. White afirmou o seguinte numa declaração que ela apoiou plenamente: “As coisas

Vislumbres de como a luz veio a Ellen White

47

deixar de dizer as coisas que aparecem subitamente em meu espírito,

não porque eu tenha tido uma nova visão, mas porque aquilo que

me foi apresentado, talvez há anos no passado, tem sido evocado

vigorosamente por minha memória. — Manuscrito 33, 1911.

Cenas na sala de espera de um sanatório — Em meus sonhos

eu estava em _____, e meu Guia recomendou que atentasse para tudo

que ouvisse, e observasse tudo que visse. Eu me achava num lugar

isolado, onde não podia ser vista, mas podia ver tudo que acontecia

no aposento. Havia pessoas liqüidando as contas com você, e as ouvi

[44]

argumentando com sua pessoa a respeito da grande quantia cobrada

pelo quarto e pela comida, e pelo tratamento. Ouvi como você, com

voz firme e decidida recusou baixar a importância cobrada. Fiquei

abismada ao ver que o preço era tão alto.

Você parecia ser o poder dominante. Vi que a impressão que o seu

procedimento causava sobre a mente dos que estavam liqüidando

suas contas era desfavorável à instituição. Ouvi alguns de seus

irmãos arrazoando com você, dizendo-lhe que seu procedimento

era imprudente e injusto, mas você era tão firme como uma rocha

em sua adesão a seu procedimento. Alegava que aquilo que estava

fazendo era para o bem da instituição. Mas eu vi pessoas saindo de

_____ que absolutamente não estavam satisfeitas. — Carta 30, 1887.

Cenas de familiaridade e adultério — Enquanto estive na Eu-

ropa, foi-me revelado aquilo que acontecia em _____. Disse uma

voz: “Acompanha-me, e te mostrarei os pecados que são praticados

pelos que se encontram em posições de responsabilidade.” Passei

pelos aposentos e vi que você, um atalaia sobre os muros de Sião, es-

tava tendo muita intimidade com a mulher de outro homem, traindo

encargos sagrados e crucificando de novo a seu Senhor. Considerou

que um santo Vigia observava sua má obra, vendo suas ações e ou-

vindo suas palavras, e que estas também estão registradas nos livros

do Céu?

Ela estava sentada em seu colo; você a beijava, e ela beijava a

você. Foram-me apresentadas outras cenas de afeto, olhares e atitu-

que ela relatou são descrições de quadros instantâneos e de outras representações que lhe

foram feitas a respeito das ações de certos homens e da influência dessas ações sobre a

obra de Deus para a salvação dos homens, com aspectos da história passada, presente e

futura em sua relação com essa obra.” (G. C. White, 30 de Outubro de 1911, diante do

Concílio da Associação Geral; ver Apêndice A.) — Os Compiladores

48

Mensagens Escolhidas 3

des sensuais, que causaram uma sensação de horror em minha alma.

Você a enleava pela cintura com o braço, e o afeto expressado estava

tendo uma influência sedutora. Então foi erguida uma cortina, e vi

você na cama com _____. Meu Guia disse: “Iniqüidade, adultério.”

— Carta 16, 1888.

A mensagem representada como frutas distribuídas — Seu

trabalho me tem sido apresentado em figuras. Você estava passando

por um grupo de pessoas uma vasilha repleta com as mais belas

[45]

frutas. Mas, ao oferecer-lhes essas frutas, você proferia palavras

tão ríspidas e sua atitude era tão desagradável que ninguém queria

aceitá-las. Então um outro Indivíduo aproximou-Se do mesmo grupo

e lhes ofereceu as mesmas frutas. E Suas palavras e maneiras eram

tão corteses e agradáveis ao falar Ele da excelência das frutas, que a

vasilha foi esvaziada. — Carta 164, 1902.

Uma pessoa de autoridade dá conselhos a respeito da locali-

zação de um sanatório — À noite, eu estava numa reunião delibe-

rativa em que os irmãos debatiam a questão do sanatório em Los

Angeles. Um dos irmãos apresentou as vantagens de estabelecer o

sanatório na cidade de Los Angeles. Então uma Pessoa de Autori-

dade Se levantou e expôs a questão com clareza e vigor. — Carta

40, 1902.

Cenas contrastantes; ilustrando o fervor missionário —

Pareceu-me estar numa grande reunião. Uma pessoa de autoridade

falava à congregação, e perante ela se achava um mapamúndi. Disse

que o mapa retratava a vinha do Senhor, que tem que ser cultivada.

Quando a luz do Céu incidisse sobre qualquer pessoa, esta deveria

refleti-la sobre outras. Luzes deveriam ser acesas em muitos lugares,

e nessas luzes outras ainda deveriam ser acesas. ...

Vi raios de luz provindo de cidades e vilas, dos lugares altos e

baixos da Terra. A Palavra de Deus era obedecida, e em resultado se

achavam em cada cidade e vila monumentos Seus. Sua verdade era

proclamada através de todo o mundo.

Então foi removido esse mapa, e colocado outro em seu lugar.

Nesse a luz brilhava em poucos lugares apenas. O restante do mundo

estava em trevas, havendo unicamente uns lampejos de luz aqui e ali.

Disse o nosso Instrutor: “Esta escuridão é conseqüência de seguirem

os homens o seu próprio caminho. Abrigaram hereditárias e cultiva-

das tendências para o mal. Tornaram as dúvidas, as murmurações e

Vislumbres de como a luz veio a Ellen White

49

acusações a principal preocupação de sua vida. Seu coração não está

reto para com Deus. Esconderam debaixo do alqueire a sua luz.” —

Testemunhos Selectos 3:296, 297.

[46]

O estudo da palavra e conhecimento especial — Com a luz

comunicada pelo estudo de Sua Palavra, e com o conhecimento

especial que me foi dado de casos individuais entre o Seu povo,

sob todas as circunstâncias e em todas as fases da vida, poderia eu

laborar ainda na mesma ignorância, na mesma incerteza e cegueira

espiritual que ao começo de minha experiência? Quererão meus

irmãos sustentar que a irmã White foi uma aluna tão falta de inteli-

gência, que o seu juízo a esse respeito não deve ser mais estimado

agora do que antes de ela entrar para a escola de Cristo, a fim de

ser preparada e disciplinada para essa obra especial? Porventura

não terei compreensão mais nítida dos deveres e perigos do povo de

Deus do que aqueles a quem estas coisas nunca foram apresentadas?

— Testemunhos Selectos 2:297.

O Espírito Santo impressionava a mente e o coração de El-

len White — Deus me concedeu, em conexão com esta obra, uma

experiência definida e solene; e podeis estar certos de que, enquanto

a vida me for poupada, não deixarei de levantar a voz de advertên-

cia quando for impelida pelo Espírito de Deus, quer os homens me

ouçam quer deixem de ouvir-me. Não sou dotada de nenhuma sabe-

doria especial; sou apenas um instrumento nas mãos de Deus para

fazer a obra que me designou. As instruções que tenho dado pela

pena e de viva voz são uma expressão da luz que Deus Se dignou

conceder-me. Tentei expor-vos os princípios que o Espírito de Deus,

durante anos, tem estado a imprimir em meu espírito e a escrever

em meu coração.

E agora, irmãos, eu vos conjuro a que não vos interponhais

entre mim e o povo, desviando dele a luz que Deus lhe deseja dar.

Não deprimais, pela vossa crítica, a força, a virtude e a importância

dos Testemunhos. Não imagineis que podeis selecioná-los para os

acomodar às vossas próprias idéias, pretendendo que Deus vos deu

perícia para discernir o que é luz do Céu e o que é mera sabedoria

humana. Se os Testemunhos não falarem de acordo com a Palavra

de Deus, rejeitai-os.” — Testemunhos Selectos 2:301, 302.

Ilustrado na localização de uma fábrica de alimentos — Nas

visões da noite, estes princípios me foram apresentados em cone- [47]

50

Mensagens Escolhidas 3

xão com a proposta para o estabelecimento de uma padaria* em

Loma Linda. Foi-me mostrado um grande edifício em que eram

confeccionados muitos alimentos. Havia também alguns edifícios

menores perto da padaria. Enquanto estive presente, ouvi discussões

em voz alta sobre o trabalho que estava sendo realizado. Havia falta

de harmonia entre os obreiros, e estabeleceu-se a confusão.

Então vi aproximar-se o irmão Burden. Seu semblante continha

uma expressão de ansiedade e aflição enquanto ele procurava argu-

mentar com os trabalhadores e conduzi-los à harmonia. A cena se

repetiu, e o irmão Burden muitas vezes era afastado de seu trabalho

regular como gerente do sanatório, para resolver divergências. ...

Eu vi então pacientes em pé no belo terreno do sanatório. Eles

ouviram as disputas entre os trabalhadores. Os pacientes não me

viam, mas eu podia vê-los e ouvi-los, e seus comentários chegavam-

me aos ouvidos. Eles proferiam palavras de pesar pelo fato de ser

estabelecida uma fábrica de alimentos nesses belos terrenos, tão

perto de uma instituição para o cuidado dos doentes. Alguns ficaram

indignados. ...

Apareceu então Alguém no local dos acontecimentos, e disse:

“Tudo isto foi levado a passar diante de ti como lição prática, para

que pudesses ver o resultado da execução de certos planos. ...”

Em seguida, eis que mudou toda a cena! O edifício da padaria

não estava onde havíamos planejado que estivesse, mas longe dos

edifícios do sanatório, no caminho para a estrada de ferro. Era uma

construção humilde, e ali era efetuado um trabalho modesto. A idéia

comercial foi olvidada, e, em seu lugar, forte influência espiritual

[48]

impregnava o ambiente. — Carta 140, 1906.

*Nota: Os planos requeriam sua localização a uns cem metros do principal edifício

do sanatório.

Capítulo 7 — Apresentando a mensagem revelada

divinamente

Instrução a Ellen White — À medida que o Espírito de Deus

me ia revelando à mente as grandes verdades de Sua Palavra, e as

cenas do passado e do futuro, era-me ordenado tornar conhecido a

outros o que assim fora revelado. — O Grande Conflito entre Cristo

e Satanás, 11.

Desde o começo de minha obra... tenho sido compelida a dar

claro e incisivo testemunho, a censurar erros, e a não deter-me. —

Testimonies for the Church 5:678.

Dando testemunho — ajudada pelo Espírito de Deus — De-

pois de sair da visão, não me recordo imediatamente de tudo quanto

vi, e o assunto não está bem claro diante de mim enquanto não

escrevo; então as cenas surgem diante de mim como foram apre-

sentadas na visão, e posso escrever com desembaraço. Ocasiões há

em que as coisas que vi me são ocultas depois que saio da visão,

e só consigo relembrá-las quando compareço diante de um grupo

de pessoas às quais se aplica a visão; então aquilo que vi me acode

com poder à memória.

Dependo tanto do Espírito do Senhor para relatar ou escrever a

visão, como para recebê-la. É-me impossível evocar as coisas que

me foram mostradas, a menos que o Senhor as traga perante mim

[49]

na ocasião em que Lhe aprouver que eu as relate ou escreva. —

Spiritual Gifts 2:292, 293.

Precisava ser impressionada pelo Espírito Santo — Não

posso, a meu próprio impulso, empreender e levar a cabo alguma

obra. Tenho de ser impressionada pelo Espírito de Deus. Não posso

escrever sem que o Espírito Santo me ajude. Há ocasiões em que

não posso escrever nada. Outras vezes sou acordada às onze ou doze

horas da noite, ou à uma hora da madrugada; e consigo escrever tão

depressa como a mão é capaz de mover-se sobre o papel. — Carta

11, 1903.

51

52

Mensagens Escolhidas 3

Quando punha a pena na mão — Assim que ponho a pena na

mão, não fico em trevas quanto ao que devo escrever. E tão simples

e claro como se uma voz me estivesse dizendo: “Instruir-te-ei e te

ensinarei o caminho que deves seguir.” “Reconhece-O em todos os

teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas.” — Manuscrito 89,

1900.

Estou muito ocupada em escrever. Cedo e tarde, estou escrevendo

os assuntos que o Senhor expõe diante de mim. A responsabilidade

de minha obra é preparar um povo que permaneça em pé no dia do

Senhor. — Carta 371, 1907. (Publicada em Writing and Sending

Out of the Testimonies to the Church, 15.)

A integridade de sua mensagem — Falo aquilo que tenho

visto, e que sei que é verdade. — Carta 4, 1896.

No desempenho do meu trabalho, falo as coisas que o Senhor

me comunica. E, em minhas palavras a vós, ... [não] ousaria dizer

que o Senhor não me impeliu a fazer as observações que fiz durante

toda aquela palestra. — Carta 18d, 1890.

Escrevo tudo aquilo que o Senhor me dá para escrever. — Carta

52, 1906.

Testemunho expresso em suas próprias palavras — Se bem

que eu dependa tanto do Espírito do Senhor ao escrever minhas

visões como quando as recebo, as palavras que emprego na descrição

do que vi são minhas próprias, a não ser que sejam as que foram

[50]

proferidas por um anjo, as quais ponho sempre entre aspas.* — The

Review and Herald, 8 de Outubro de 1867.

Preciso escrever estas coisas repetidas vezes — Tenho escrito

fielmente, por extenso, as advertências que Deus me tem dado. Elas

foram impressas em livros; contudo, não posso deixar de fazê-lo.

Preciso escrever estas mesmas coisas repetidas vezes. Não peço

para ser dispensada. Enquanto o Senhor me poupar a vida, tenho de

continuar a transmitir estas solenes mensagens. — Manuscrito 21,

1910.

O conceito de Ellen White sobre seus escritos —

*Voto da Assembléia da Associação Geral, sobre Inspiração: “Cremos que a luz dada

por Deus a Seus servos é pela iluminação da mente, comunicando assim os pensamentos,

e não (exceto em raros casos) as próprias palavras em que devem ser expressas as idéias.”

— Atas da Associação Geral, The Review and Herald, 27 de Novembro de 1883.

Apresentando a mensagem revelada divinamente

53

a. Os testemunhos: Os que lêem cuidadosamente os testemu-

nhos tal como têm aparecido desde os primeiros tempos, não preci-

sam ficar perplexos quanto a sua origem. Os muitos livros, escritos

com o auxílio do Espírito de Deus, apresentam vivo testemunho

quanto ao caráter dos testemunhos. — Carta 225, 1906. Publicada

em Mensagens Escolhidas 1:49, 50.

b. Os livros da série “O Conflito dos Séculos”: A irmã White

não é a originadora destes livros. Eles contêm a instrução que durante

o trabalho de sua vida Deus tem estado a dar-lhe. Contêm a preciosa,

confortadora luz que Deus, graciosamente, deu a Sua serva para ser

dada ao mundo.” — O Colportor Evangelista, 123.

c. Os artigos: Não escrevo um só artigo na revista expressando

meramente minhas próprias idéias. Eles são o que Deus expôs diante

de mim em visão — os preciosos raios de luz procedentes do trono.

— Testimonies for the Church 5:67.

d. As cartas (testemunhos): Fraca e tremendo, levantei-me às

três horas da madrugada para escrever-vos. Deus estava falando

através da argila. Talvez digais que esta comunicação apenas era

uma carta. Sim, era uma carta, mas induzida pelo Espírito de Deus,

a fim de apresentar a vossa mente as coisas que me foram mostradas.

Nestas cartas que escrevo, nos testemunhos que apresento, transmito-

lhes aquilo que o Senhor me apresentou. — Testimonies for the

Church 5:67.

[51]

e. As entrevistas: Ele [o Pastor G. A. Irwin] tem consigo uma

pequena agenda na qual anota as questões desconcertantes que ele

me apresenta, e se tenho alguma luz sobre esses pontos, eu escrevo

por extenso a esse respeito, para benefício de nosso povo, não so-

mente na América, mas também neste país [Austrália]. — Carta 96,

1899.

f. Quando não havia luz: Não tenho luz sobre o assunto [quem

constituem precisamente os 144.000]. ... Tenha a bondade de dizer a

meus irmãos que nada me foi apresentado acerca das circunstâncias

de que escrevem, e só lhes posso expor aquilo que me foi apresen-

tado. — Citado numa carta de C. C. Crisler a E. E. Andross, 8 de

Dezembro de 1914. (No Arquivo de Documentos do Patrimônio

White, Números 164.)

Não estou em condições de escrever a nossos irmãos acerca de

vossa futura obra. ... Não recebi instruções quanto ao lugar em que

54

Mensagens Escolhidas 3

deveis fixar residência. ... Se o Senhor me der instruções definidas

a vosso respeito, eu vo-las transmitirei; mas não posso assumir

responsabilidades que o Senhor não me confiou. — Carta 96, 1909.

Representações dadas por Deus reproduzidas tão vivida-

mente quanto possível — Preciso de todas as parcelas de minhas

forças para reproduzir as representações que o Senhor me tem dado

e torná-las tão vívidas quanto for possível, no tempo em que puder

fazê-lo. — Carta 325, 1905.

O Espírito Santo dá palavras apropriadas — A bondade do

Senhor para comigo é muito grande. Louvo o Seu nome porque

minha compreensão dos assuntos bíblicos é clara. O Espírito de Deus

atua em minha mente e me dá palavras apropriadas para expressar a

verdade. Também sou grandemente fortalecida quando estou em pé

diante de grandes congregações. — Carta 90, 1907.

A ajuda do Espírito na escolha de palavras apropriadas —

Estou procurando captar as próprias palavras e expressões que foram

feitas no tocante a este assunto, e, quando minha pena hesita por um

momento, me vêm à mente as palavras apropriadas. — Carta 123,

1904.

[52]

Ao escrever estes preciosos livros, se eu hesitava, me era dada a

própria palavra de que necessitava para expressar a idéia. — Carta

265, 1907.

Escolhendo cuidadosamente as palavras — Estou muitíssimo

ansiosa de usar palavras que não dêem ensejo para que alguém

mantenha sentimentos errôneos. Preciso usar palavras que não sejam

tomadas em mau sentido, atribuindo-se-lhes um significado oposto

àquilo que tencionavam indicar. — Manuscrito 126, 1905.

Nenhuma frase herética — Estou agora examinando meus diá-

rios* e as cópias de cartas escritas diversos anos atrás. ... Tenho um

material mui precioso para ser reproduzido e colocado diante do

povo em forma de testemunho. Enquanto eu for capaz de realizar

esta obra, as pessoas devem ter algo para recordar a história passada,

a fim de que vejam que há uma corrente de verdade retilínea, sem

uma só frase herética, naquilo que escrevi. Foi-me declarado que

isto deve ser uma carta viva para todos quanto a minha fé. — Carta

329a, 1905.

*Ver a nota no rodapé da página 32.

Apresentando a mensagem revelada divinamente

55

Primeiro uma apresentação geral, depois uma aplicação es-

pecífica — Fui levada de um quarto de doentes para outro, onde o

Dr. B. era o médico. Nalguns casos fiquei triste ao ver uma grande

ineficiência. Ele não tinha suficiente conhecimento para compreen-

der o que o caso requeria e o que era essencial fazer para debelar a

doença.

A pessoa de autoridade que muitas vezes me tem instruído, disse:

“Jovem, você não é um estudante diligente. Roça de leve a superfí-

cie. Precisa estudar com diligência, aproveitar suas oportunidades,

aprender mais; e as lições que aprender, aprenda-as cabalmente.

Você anda com a cabeça vazia. É alguma coisa solene ter a vida

humana nas mãos, sendo que um erro que você cometa, alguma falta

de profundo discernimento de sua parte poderá abreviar a existência

daqueles que poderiam viver. Este perigo seria minorado se o mé-

dico tivesse um conhecimento mais completo sobre como tratar os

doentes.”

Nunca escrevi isto para você, mas apresentei tudo, de maneira

geral, sem aplicá-lo ao seu caso. Acho agora que você deveria saber

[53]

estas coisas, e que a luz que foi dada aos obreiros no sanatório,

nalguns aspectos se referia a sua pessoa. Digo-lhe no espírito de

amor por sua alma e com interesse em seu êxito como médico clínico:

Você precisa tomar maiores sorvos da fonte do conhecimento, antes

que esteja preparado para ser o primeiro ou para trabalhar sozinho

numa instituição para os doentes. — Carta 7, 1887.

Expondo o caso sem nenhum disfarce — Na última visão que

tive foi-me apresentado o seu caso. ... Pelo que me foi mostrado,

você é um transgressor do sétimo mandamento. Como seu espírito

pode estar em harmonia com a preciosa Palavra de Deus, cujas

verdades o perscrutam em todo o sentido? Se houvesse incorrido

inadvertidamente nesse desatino, ele seria mais desculpável, mas

não foi assim. Você tem sido advertido. Você tem sido repreendido

e aconselhado. ...

Minha alma se comove dentro de mim. ... Não darei uma aparên-

cia agradável a seu caso. Você está numa situação terrível e necessita

ser inteiramente transformado. — Carta 52, 1876.

Nem sempre uma visão especial — Escrevo isto porque não

ouso retê-lo. Você está longe de fazer a vontade de Deus, longe de

Jesus, longe do Céu. Não constitui uma surpresa para mim que Deus

56

Mensagens Escolhidas 3

não esteja abençoando os seus labores. Talvez você diga: “Deus não

deu à irmã White uma visão no meu caso, por que, então, ela escreve

da maneira como o faz?”

Tenho visto os casos de outros que, assim como você, estão

negligenciando seus deveres. Vi muitas coisas em seu caso em sua

experiência no passado. E quando visito uma família e vejo que é

adotada uma linha de procedimento que Deus reprovou e condenou,

fico pesarosa e aflita, quer me tenham sido mostrados esses pecados

especiais ou os pecados de outro que negligenciou deveres similares.

Sei o que estou dizendo. Tenho profundas convicções a esse respeito.

Digo, portanto: Por amor a Cristo, tome depressa a posição certa e

prepare-se para a batalha. — Carta 52, 1886.

Testemunho e conselho baseado em muitas visões — Deus

me deu um testemunho de repreensão aos pais que tratam seus filhos

assim como estais fazendo com os vossos filhinhos. — Carta 1,

[54]

1877.

Esse assunto me foi apresentado à mente em outros casos em

que indivíduos pretenderam ter mensagens de caráter idêntico para

a Igreja Adventista do Sétimo Dia, e foi-me dada a palavra: “Não os

creiais.” — Carta 16, 1893. Citada em Mensagens Escolhidas 2:63,

64.

Transmitindo um testemunho inesperadamente — Sábado,

de manhã cedo, fui a uma reunião e o Senhor me deu um testemu-

nho dirigido diretamente a eles, para completa surpresa minha. Eu

o derramei sobre eles, mostrando-lhes que o Senhor enviou Seus

ministros com uma mensagem, e a mensagem trazida por eles era o

próprio meio designado por Deus para alcançá-los, mas eles toma-

ram a liberdade de distruí-la e tornar sem efeito a Palavra de Deus.

... Posso dizer-vos que houve grande assombro e admiração por eu

ousar falar-lhes dessa maneira. — Carta 19, 1884.

Fazer repreensões, uma tarefa desagradável para Ellen

White — Se eu fosse à [Assembléia da] Associação Geral, seria

compelida a tomar providências que atingiriam alguns até o âmago.

Fico grandemente pesarosa ao fazer isto, e levo muito tempo para

restabelecer-me da tensão que tal experiência causa em mim. —

Carta 17, 1903.

Obra confirmada tanto por mensagens orais como escritas

— As mensagens que Deus me deu foram comunicadas a Seu povo

Apresentando a mensagem revelada divinamente

57

tanto de maneira oral como em forma impressa. Assim minha obra

tem sido duplamente confirmada.

Sou instruída de que o Senhor, por Seu infinito poder, preservou

a mão direita de Sua mensageira por mais de meio século, a fim de

que a verdade pudesse ser escrita como Ele me ordena escrevê-la

para publicação em periódicos e livros. — Carta 136, 1906.

Ela não sabia dizer se isso estava no passado ou no futuro —

Tenho sido impelida pelo Espírito do Senhor a advertir plenamente

nosso povo quanto à indevida familiaridade de homens casados com

mulheres, e de mulheres com homens. Esse sentimentalismo doentio

existia na missão [urbana] em _____, antes de você estar ligado com

ela. Vi você e outros manifestando a mesma coisa; não sei dizer se

isso estava no passado ou no futuro, pois amiúde as coisas me são

[55]

apresentadas muito antes que elas tenham ocorrido. — Carta 17,

1891.

Mostrado como se a obra estivesse pronta — Tenho pensado

sobre como, depois que começamos a obra do sanatório em Battle

Creek, os edifícios do sanatório, completamente prontos para ocupa-

ção, me foram mostrados em visão. O Senhor instruiu-me quanto à

maneira pela qual devia ser conduzida a obra nesses edifícios, para

que exercesse uma influência salutar sobre os pacientes.

Tudo isso parecia ser muito real para mim; mas, quando acordei,

descobri que a obra ainda teria de ser feita e que não havia edifícios

construídos.

Noutra ocasião foi-me mostrado um grande edifício em constru-

ção no local em que posteriormente se erigiu o Sanatório de Battle

Creek. Os irmãos estavam em grande perplexidade quanto a quem

tomaria conta da obra. Eu chorava intensamente. Uma pessoa de

autoridade levantou-se entre nós e disse: “Ainda não. Não estais

preparados para investir recursos nesse edifício ou para planejar sua

futura administração.”

Nesse tempo tinha sido lançado o fundamento do sanatório. Mas

precisávamos aprender a lição da espera. — Carta 135, 1903.

Mostrados a Paulo, de antemão, perigos que iriam surgir —

Paulo era um apóstolo inspirado, contudo o Senhor não lhe revelava

em todos os tempos a condição exata de Seu povo. Os que estavam

interessados na prosperidade da igreja e que tinham visto males

nela penetrando apresentaram o assunto perante ele, e, pela luz que

58

Mensagens Escolhidas 3

recebera anteriormente, achava-se preparado para julgar o verda-

deiro caráter desses desenvolvimentos. Conquanto o Senhor não lhe

houvesse dado uma nova revelação para esse tempo especial, os que

estavam realmente em busca de luz não rejeitaram sua mensagem

como se fosse apenas uma carta comum. Não mesmo. O Senhor

lhe mostrara as dificuldades e os perigos que surgiriam nas igrejas,

para que quando se manifestassem ele soubesse exatamente como

enfrentá-los. — Testimonies for the Church 5:65.

[56]

Ellen White podia falar agora — Esta manhã assisti a uma

reunião à qual compareceu um grupo seleto de pessoas que tinham

sido convocadas para considerar algumas questões que lhes foram

apresentadas por uma carta solicitando consideração e conselho so-

bre esses assuntos. Eu podia falar de alguns desses assuntos, porque

em diversas ocasiões e em vários lugares me foram apresentadas

muitas coisas. ... À medida que meus irmãos liam trechos de cartas

eu sabia o que dizer-lhes; pois esta questão me tem sido apresentada

reiteradas vezes em relação com o campo sulino. Até agora eu não

me sentira em liberdade para escrever sobre o assunto. ... A luz que

o Senhor me tem dado em diversas ocasiões é que o campo sulino,

onde se encontra a maior parte da população de raça negra, não

pode ser trabalhada de acordo com os mesmos métodos que outros

campos. — Carta 73, 1895. Publicada em The Southern Work, 72.

Quando chegasse o momento propício — Não devo escrever

mais agora, conquanto haja muita coisa mais que escreverei quando

souber que realmente chegou o momento propício. — Carta 124,

1902.

Adiado por um ano — O Senhor me ajudou e me abençoou

extraordinariamente durante a conferência em Melbourne. Antes de

empreendê-la, labutei com muito afinco, dando testemunhos pessoais

que eu escrevera minuciosamente um ano antes, mas não me sentira

disposta a enviar para eles. Pensei nas palavras de Cristo: “Tenho

ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora.”

João 16:12. Quando incluí a comunicação já pronta para o correio,

uma voz parecia dizer-me: “Ainda não, ainda não. Eles não aceitarão

o seu testemunho.” — Carta 39, 1893.

Visões nem sempre compreendidas a princípio — Certa oca-

sião, quando palestramos juntos sobre a sua experiência em seu

trabalho, você me perguntou: “A senhora me disse tudo?” Não pude

Apresentando a mensagem revelada divinamente

59

mencionar nada mais naquela ocasião. Com freqüência me são da-

das representações que a princípio eu não compreendo, mas depois

de algum tempo elas se tornam claras pela reiterada apresentação

dessas coisas que a princípio eu não entendi, e de certas maneiras

que fazem com que o seu significado seja claro e inconfundível. —

Carta 329, 1904.

[57]

O que eu escrevi parecia ser novo — À noite sou despertada

de meu sono e escrevo em meu diário muitas coisas que parecem