Meu nome é Vermelho por Orhan Pamuk - Versão HTML

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Orelha:

Na Istambul do fim do século XVI, em comemoração ao primeiro milênio

da Hégira, o sultão encomendou um belíssimo livro que representasse o

poder e a riqueza do Império Otomano, que vivia o seu apogeu.

Os mais renomados pintores miniaturistas são convidados a iluminá-lo,

mas a missão é das mais perigosas. O sultão quer demonstrar ao doge

de Veneza a superioridade do mundo islâmico, e para isso pede

iluminuras feitas com as técnicas ocidentais da então florescente

pintura renascentista — o que vai de encontro a um preceito básico do

islã, segundo o qual toda arte figurativa constitui uma afronta.

O desaparecimento de um dos miniaturistas parece comprovar o risco

da empreitada. Rivalidade profissional, crime passional ou terror

religioso? A única pista deixada — um cavalo de estranhas narinas

desenhado no corpo do morto — só faz aumentar a intriga. E um novo

assassinato vem complicar ainda mais o caso. De volta a Istambul após

doze anos de ausência forçada, Negro é incumbido de desvendar o

mistério.

Seu prazo, porém, é exíguo: ele tem apenas três dias para encontrar o

assassino — e ganhar a mão da bela Shekure, seu primeiro e único

amor.

Diversas vozes se alternam nessa trama multifacetada, contada por

dezenove narradores diferentes — entre eles um cachorro, um cadáver,

uma moeda falsa e a cor que dá nome ao livro. O pleno domínio do foco

narrativo e a forma extraordinária de contar a história rendeu a Pamuk

prêmios e elogios respeitáveis — o escritor americano John Updike

chegou a compará-lo a Marcel Proust.

Repleto de reviravoltas e construído na confluência da arte, da religião e

da filosofia, Meu nome é Vermelho mistura elementos do romance

policial aos do romance histórico.

Esplêndida e misteriosa, aqui está a Turquia da última década do

século XVI — e, por tabela, também a dos dias de hoje. Pois é Pamuk

quem afirma: "Vivo numa cultura em que o choque entre o Oriente e o

Ocidente, ou a harmonia entre o Oriente e o Ocidente, é nosso estilo de

vida. A Turquia é isso".

Orhan Pamuk nasceu em 1952 em Istambul, onde vive com a mulher e

a filha. Nascido numa família rica, estudou engenharia, arquitetura e

jornalismo, mas nunca exerceu nenhuma dessas profissões.

Dedica-se inteiramente à literatura desde 1974. Maior romancista turco

da atualidade, suas obras já foram traduzidas em mais de vinte

idiomas.

Em 2006, Pamuk recebeu o Prêmio Nobel de Literatura. Dele, a

Companhia das Letras publicou Neve.

Contracapa:

"Um romance de extraordinária riqueza [...] e de uma beleza que

atordoa."

Ernst Osterkamp — Frankfurter Allgemeine Zeitung

"[Pamuk é] um pintor de palavras [...] com um pé no Ocidente e outro

no Oriente."

Süddeutsche Zeitung

"[...] uma obra de arte lingüística, que descreve em 1001 cores um jogo

de intrigas em torno do amor e da morte, da tradição e da ruptura rumo

à modernidade, e que, mesmo ambientada à época do Império

Otomano, remete diretamente aos dias de hoje."

Monika Carbe — Neue Zürcher Zeitung

"Eruditos no conteúdo, experimentais na forma e, no entanto, de leitura

fascinante e compulsiva, os romances [de Pamuk] renderam-lhe estima

internacional."

The New York Times

"O mais importante romancista turco e uma das figuras literárias mais

interessantes da atualidade [...] Um escritor de primeira grandeza."

Times Literary Supplement

MEU NOME É VERMELHO

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ORHAN PAMUK

Meu nome é Vermelho

Tradução e glossário

Eduardo Brandão

1ª reimpressão

Copyright © 1998 by Iletisim Yayincilik A. S.

Título original

Benim Adim Kirmizi

A presente tradução foi feita com base na tradução francesa Mon nom est

Rouge, de Gilles Authier, e na tradução inglesa, My name is Red, de Edrağ

Göknar

Capa

Raul Loureiro

Ilustração da capa

Sultão Murad I (c. 1326-89) caçando um lobo (1588), tinta e folha de ouro sobre

pergaminho, da Escola Turca (século XVI), in Hunernama (Mss Hazine. 1524

f.83v). Istambul, Museu do Palácio Topkapi/Bridgeman Art Library

Preparação

Eugênio Vinci de Moraes

Revisão

Renato Potenza Rodrigues

Maysa Monção

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do

Livro, SP, Brasil)

Pamuk, Orhan

Meu nome é Vermelho / Orhan Pamuk; tradução e glossário Eduardo

Brandão — São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

Título original: Benim Adim Kirmizi.

ISBN 85-359-0468-9

1. Ficção turca I. Título.

04-0771 CDD-894.35

Índice para catálogo sistemático:

1. Ficção: Literatura turca 894.35

[2006]

Todos os direitos desta edição reservados à

EDITORA SCHWARCZ LTDA.

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Sumário

1. Eu sou meu cadáver

2. Meu nome é Negro

3. Eu, o Cão

4. Serei chamado Assassino

5. Eu sou o vosso Tio