O Corpo Astral por Arthur Powell - Versão HTML

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ARTHUR E. POWELL

O CORPO ASTRAL

e outros fenômenos astrais

“Conhecer o homem é conhecer Deus.

“Conhecer Deus é conhecer o homem.

“Estudar o Universo é instruir-se sobre Deus e sobre o homem;

porque o Universo é a expressão do Pensamento Divino,

e o Universo está refletido no homem.

“O conhecimento é necessário para que o Eu se torne livre

e se conheça unicamente como Si mesmo.”

ANNIE BESANT

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PREFÁCIO DOS EDITORES

A intenção do autor ao compilar os livros desta série foi a de poupar o tempo e o trabalho dos interessados no assunto, oferecendo uma síntese condensada da volumosa literatura sobre os temas de cada volume, em sua maior parte da autoria de Annie Besant e de C. W. Leadebeater. A lista da página seguinte mostra o grande número de obras consultadas. Tanto quanto possível, o método adotado foi o de explicar primeiro o aspecto formal e, depois, o aspecto vital: primeiro descrever o mecanismo objetivo dos fenômenos e depois as atividades da consciência expressas através desse mecanismo. Não se procurou provar ou mesmo justificar nenhuma das declarações. As referências à margem dão ensejo para que se consultem as fontes.

As obras de H. P. Blavatsky não são usadas porque o autor afirma que a pesquisa a ser feita na Doutrina Secreta, e em outras obras, teria sido uma tarefa grande demais para ele empreender. E acrescentou: “A dívida para com H. P.

Blavatsky é tão grande que nunca poderia ser indicada por citações tiradas de suas obras monumentais. Não tivesse ela mostrado o rumo e os pesquisadores nunca teriam encontrado o caminho”.

Esta edição foi um pouco resumida e editada para evitar possíveis equívocos nas atuais circunstâncias. Pede-se que o leitor tome nota dos seguintes pontos: 1. A palavra “Ego” é usada aqui no sentido de Individualidade reencarnada; não, como na psicologia moderna, no sentido de personalidade

evanescente.

2. As palavras “átomo”, “atômico”, “subatômico” e “molécula” são usadas no sentido especializado, e não se referem ao átomo ou molécula químicos. O mesmo ocorre com “’eter” e “etérico”.

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Introdução

O objetivo deste livro é apresentar aos estudantes de Teosofia uma síntese de todo o conhecimento, que possuímos até hoje *, do Corpo Astral do homem, juntamente com uma descrição e explanação do mundo astral e seus fenômenos.

Por conseguinte, esta obra vem a ser uma continuação natural do O Duplo Etérico e Seus Fenômenos, publicada em julho de 1925.

Como no caso de O Duplo Etérico, o compilador reuniu material de um grande número de obras, das quais fornecemos uma lista à parte. Organizou-se esse material ( que abarca um campo muito extenso e extraordinariamente complexo ) o mais metodicamente possível. Espera-se que, desta maneira, os estudantes desse assunto, atuais e futuros, economizarão muito trabalho e tempo, posto que encontrarão não apenas a informação de que precisam, apresentada num volume relativamente pequeno, mas também referências às fontes originais através de citações no decorrer da leitura.

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1926

Para que a obra não resultasse demasiado volumosa e, ao mesmo tempo, satisfizesse plenamente o objetivo em vista, foi adotado um plano geral de expor os princípios subjacentes aos fenômenos astrais, omitindo-se exemplos ou casos particulares. Os conferencistas e outros que desejarem ilustrações específicas dos princípios enunciados poderão encontra-las nas obras que nos serviram para esta compilação, relacionadas no final do presente livro.

Além disso, à medida que o permitem a complexidade e ramificações do tema, o método adotado consiste em expor primeiramente o aspecto forma, depois o aspecto vida; ou seja, primeiro se descreve o mecanismo objetivo do fenômeno e depois as atividades de consciência expressas por meio desse mecanismo. Se o estudante levar isto em conta, não se surpreenderá ao encontrar passagens que à primeira vista parecem repetições, mas que são descrições de um mesmo fenômeno, primeiramente do ponto de vista da forma material externa e depois do ponto de vista do Espírito ou consciência.

Esperamos suplementar este volume com outros similares, que tratem dos corpos Mental e Causal do homem, completando assim toda a informação disponível relativa à constituição do homem ao nível Causal e Mental Superior.

Existe atualmente uma grande quantidade de informações sobre esses temas e outros análogos, porém disseminada em numerosos livros. Por isso, então, cremos satisfazer essa urgente necessidade ao colocarmos todo esse material à disposição do estudante cujo tempo é limitado.

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“O verdadeiro estudo da humanidade é o homem.” E o tema é tão extenso, tão absorvente e tão importante que cabe fazer todo o possível para pôr ao fácil alcance de todos quantos anseiam por tal conhecimento, todo o material acumulado até o presente.

Major Arthur E. Powell

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Capítulo I

DESCRIÇÃO GERAL

Antes de iniciar um estudo detalhado do corpo astral e dos fenômenos relacionados com o mesmo, é conveniente que apresentemos ao estudante um breve perfil da área que nos propomos abarcar, a fim de que obtenha uma rápida visão do todo e da relativa dependência entre as suas diferentes partes.

De maneira resumida, o corpo astral do homem é um veículo que, à visão do clarividente, não aparece muito diferente do corpo físico, está rodeado de uma aura de cores cintilantes e é composto de matéria muito mais fina que física; é o veículo por meio do qual o homem expressa seus sentimentos, paixões, desejos e emoções, servindo como uma ponte ou meio de transmissão entre o cérebro físico e a mente, a qual atua em um veículo de ordem superior – corpo mental.

Não obstante todo ser humano possuir e utilizar um corpo astral, comparativamente, bem poucos estão conscientes da existência do mesmo ou são capazes de controlá-lo e atuar nele com plena consciência. Na imensa maioria das pessoas, quase não passa de uma massa amorfa de matéria astral, da qual os movimentos e atividades não estão sob o domínio do próprio homem, ou seja, o Ego. Em outros, entretanto, o corpo astral é um veiculo bem desenvolvido e completamente organizado, possuindo vida própria e conferindo ao seu possuidor muitos e úteis poderes.

Durante o sono do corpo físico, o homem não-desenvolvido vive uma existência vaga e fantasista em seu corpo astral relativamente primitivo, e ao despertar em seu corpo físico, recorda muito pouco ou nada de sua vida durante o sono.

Por outro lado, a vida do homem desenvolvido, no corpo astral, enquanto o físico dorme, é ativa, interessante e útil, da qual a lembrança pode, sob certas condições, ser trazida à memória do cérebro físico. A vida de uma pessoa, assim, deixa de ser uma série de dias de consciência desperta e noites de esquecimento, para converter-se em vida permanente de consciência ininterrupta, que se alterna entre os planos ou mundos físico e astral.

Uma das primeiras coisas que aprende o homem a fazer no corpo astral é viajar através dele, pois tal corpo possui grande mobilidade e pode transladar-se a grandes distâncias do corpo físico mergulhado no sono. Uma compreensão deste fenômeno arroja muita luz sobre um grande número dos chamados fenômenos

“ocultos”, tais como “aparições”de diversos tipos, conhecimento de lugares nunca visitados fisicamente, etc.

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Como o corpo astral é par excellence o veículo dos sentimentos e emoções, um entendimento da sua composição e de como ele atua é de grande valor para compreender muitos aspectos da psicologia humana, tanto individual como coletiva; proporciona, ademais, uma explicação simples do mecanismo de muitos fenômenos revelados pela Psicanálise moderna.

A clara compreensão da estrutura e natureza do corpo astral, de suas possibilidades e limitações, é essencial para se entender a vida para a qual passam os seres humanos ao morrerem fisicamente. Os diversos tipos de “céus”, “infernos”

e “purgatórios”, nos quais acreditam seguidores de inúmeras religiões, podem ser classificados e se tornam inteligíveis tão logo se conheça a natureza do corpo e do mundo astrais.

O estudo do corpo astral ajuda-nos também a compreender muitos dos fenômenos das “sessões” espíritas, bem como certos métodos físicos e não-físicos de curar enfermidades. Aqueles que tenham interesse na chamada quarta dimensão também encontrarão a confirmação de muitas das teorias formuladas através da Matemática e da Geometria no estudo dos fenômenos do mundo astral, tal como são descritos por quem os tenham observado.

Vemos, pois, que o estudo do corpo astral do homem abre um vasto campo e expande de maneira extraordinária uma concepção da vida baseada tão-somente no mundo físico e nos sentidos puramente físicos. À medida que avancemos em nossos estudos, veremos que os sentidos físicos, embora sejam valiosos, não representam de maneira alguma o limite daquilo que os veículos do homem podem ensinar-lhe a respeito dos mundos em que ele vive. O despertar para o funcionamento das faculdades astrais revela um mundo novo dentro do velho, e, quando um homem se torna capaz de entender corretamente os seus significados, esse homem alcançará uma visão mais ampla de sua própria vida e de toda a Natureza, bem como se dará conta plenamente das possibilidades, quase ilimitadas, latentes em sua própria natureza. Deste conhecimento virá, mais cedo ou mais tarde, mas inevitavelmente, ao homem o impulso e depois a firme determinação de dominar esses mundos e a si próprio, tornar-se superior a seu destino terrestre e converter-se num inteligente cooperador daquilo que, com propriedade, se tem chamado a Suprema Vontade em Evolução.

Agora, procederemos a estudar, em detalhes, o corpo astral e muitos fenômenos astrais estreitamente relacionados com o mesmo.

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Capítulo II

COMPOSIÇÃO E ESTRUTURA

A matéria astral existe em sete graus, ou ordens de espessura, correspondente aos sete graus da matéria física, que são: sólido, líquido, gasoso, etérico, superetérico, subatômico e atômico. Não tendo ainda sido planejados nomes para esses estados astrais, é comum serem descritos pelo numero do grau ou subplano, sendo o mais fino o Número 1 e o mais espesso o Número 7, ou pelo grau físico correspondente. Falamos, por exemplo, da matéria sólida astral, referindo-nos à sétima ou mais baixa variedade e dizemos matéria etérica astral quando nos referimos ao quarto grau a partir do mais fino. E assim por diante.

A matéria astral, sendo muito mais fina do que a matéria física, interpenetra-a . Cada átomo físico, portanto, flutua num mar de matéria astral, que o circunda, enchendo cada interstício da matéria física. Naturalmente, sabe-se bem que mesmo na substância mais dura dois átomos jamais tocam um no outro, sendo o espaço entre dois átomos adjacentes imensamente maior, na realidade, do que os próprios átomos. A ciência física ortodoxa de há muito pressupôs um éter que interpenetra todas as substâncias conhecidas, tanto a mais densamente sólida como o gás mais rarefeito; e, tal como esse éter se move com perfeita liberdade entre as partículas da mais densa matéria, a matéria astral interpenetra-a, por sua vez, e se move com perfeita liberdade entre suas partículas. Assim, um ser, vivendo no mundo astral, pode estar ocupando o mesmo espaço ocupado por um ser que vive no mundo físico; entretanto cada qual seria inteiramente inconsciente do outro, e não impediria a sua livre movimentação. O estudante deve familiarizar-se perfeitamente com essa concepção fundamental, pois, a não ser que a aprenda com clareza, não lhe será possível entender grande número de fenômenos astrais.

O princípio de interpenetração torna claro que as diferentes regiões da natureza não estão separadas no espaço, mas existem entre nós, aqui e agora, de forma que para percebe-las e investiga-las não há necessidade de movimento no espaço, mas apenas uma abertura, dentro de nós mesmos, de sentidos através dos quais elas podem ser percebidas.

O mundo, ou plano astral é, pois, uma condição da natureza, mais do que uma localização.

Devemos notar que um átomo físico não pode ser rompido, diretamente, fazendo-se átomos astrais. Se a força que faz girar catorze milhões (

aproximadamente ) de “bolhas”, tornando-as em derradeiro átomo físico, for pressionada de volta, por um esforço da vontade, por sobre o limiar do plano astral, 7

o átomo desaparece, libertando as “bolhas”. A mesma força, trabalhando então em plano mais alto, expressa-se, não através de um átomo astral, mas através de um grupo de quarenta e nove desses átomos.

Relacionamento similar, representado pelo número 49, existe entre os átomos de quaisquer outros dois planos contíguos da natureza: assim, um átomo astral contém 49 5, ou 282 475 249 “bolhas”, um átomo mental contém 494 bolhas, e assim por diante.

Há razões para que se acredite que os elétrons são átomos astrais. Os físicos declaram que um átomo químico de hidrogênio contém, provavelmente, de 700 a 1000 elétrons. Pesquisa oculta afirma que um átomo químico de hidrogênio contém 882 átomos astrais. Pode ser uma coincidência, mas não parece provável que o seja.

Deve-se notar que os derradeiros átomos físicos são de duas espécies, macho e fêmea: no macho, a força vem do mundo astral, passa através do átomo para o mundo físico; na fêmea, a força passa do mundo físico, através do átomo, para o mundo astral, desaparecendo, assim, do mundo físico.

A matéria astral corresponde, com curiosa exatidão, à matéria física que a interpenetra, cada variedade de matéria física atraindo matéria astral da densidade correspondente. Assim, a matéria física sólida é interpenetrada pelo que chamamos de sólida matéria astral; a matéria física líquida por matéria astral liquida, isto é, por matéria do sexto subplano, e, da mesma forma, a matéria gasosa, e os quatro graus de matéria etérica estão interpenetrados pelo grau correspondente de matéria astral.

Tal como é necessário que o corpo físico contenha em sua constituição matéria física em todas as suas condições – sólida, gasosa e etérica – é indispensável também que o corpo astral contenha partículas dos sete subplanos astrais, embora naturalmente as proporções possam variar muitíssimo, conforme os casos.

O corpo astral do homem, sendo assim composto de matéria dos sete graus, é possível, para ele, experimentar uma grande variedade de desejos, dos mais altos aos mais baixos, e em seu mais extenso grau.

Essa capacidade peculiar para a reação, própria do corpo astral, capacita-o a servir de invólucro no qual o Eu pode obter a experiência da sensação.

Além da matéria comum do plano astral, a que é conhecida como o Terceiro Reino Elemental, ou, simplesmente, como Essência Elemental do plano astral, também entra largamente na composição do corpo astral do homem, e forma o que é chamado o “Desejo Elemental”, do qual nos ocuparemos mais amplamente em capítulos posteriores.

A essência elemental astral consiste em matéria dos seis níveis mais baixos do plano astral, vivificados pelo Segundo Fluxo, vindo da Segunda Pessoa da 8

Trindade. A matéria astral do mais alto nível atômico, igualmente vivificada, é conhecida com Essência Monádica.

Num homem não-desenvolvido, o corpo astral é massa de matéria astral nevoenta, frouxamente organizada, vagamente delineada, com uma grande predominância de substâncias dos graus mais baixos. É tosca, escura e densa – às vezes tão densa que o contorno do corpo físico quase desaparece nela – e é, assim, preparada para responder a estímulos relacionados com paixões e apetites. Em tamanho, estende-se para todas as direções em cerca de dez a doze polegadas para além do corpo físico.

Num homem de mediano nível moral e intelectual, o corpo astral é consideravelmente maior, estendendo-se por cerca de 18 polegadas de cada lado do corpo; sua matéria é mais equilibrada e de qualidade mais fina, a presença de qualidades mais raras dando certa luminosidade ao todo. Seu contorno é claro e definido.

No caso de um homem espiritualmente desenvolvido, o corpo astral é ainda maior em tamanho e compõe-se das mais finas partículas de cada grau de matéria astral, predominando amplamente a mais alta.

Há tanto que dizer no que se refere às cores dos corpos astrais que o assunto fica reservado para um capítulo especial. Aqui, contudo, podemos afirmar que nos tipos não-desenvolvidos as cores são grosseiras e turvas, tornando-se aos poucos cada vez mais luminosas à proporção que o homem se desenvolve emocional, mental e espiritualmente. O próprio nome “astral”, herdado dos alquimistas medievais, significa “estelar”, referindo-se à aparência luminosa da matéria astral.

Como já foi dito, o corpo astral de um homem não só penetra no corpo físico como também se estende ao redor dele, como uma nuvem.

Essa porção do corpo astral que se estende para além dos limites do corpo físico é chamada, habitualmente, de “aura” astral.

Os sentimentos intensos correspondem a uma grande aura. Podemos mencionar, aqui, que o tamanho aumentado da aura é um pré-requisito para a Iniciação, e, nela, as “Qualificações” devem ser visíveis. A aura aumenta, naturalmente, a cada Iniciação. A aura de Buda – diz-se – tem uma irradiação de três milhas.

A matéria do corpo físico sente forte atração para a matéria do corpo astral, e daí segue-se que a maior parte ( cerca de 99% ) das partículas astrais ficam comprimidas dentro da periferia do corpo físico, e só o remanescente 1% enche o resto do ovóide e forma a aura.

A porção central do corpo astral toma, assim, a forma exata do corpo físico e é, na verdade, muito sólida e definida, e bem claramente distinguível da aura circundante. Habitualmente, é chamada a contraparte astral do corpo físico. A exata correspondência do corpo astral com o físico, entretanto, é apenas questão de 9

forma externa e não envolve qualquer similaridade de função nos vários órgãos, como veremos mais amplamente no capítulo sobre os Chakras.

Não só o corpo físico do homem, mas tudo quanto é físico, tem seu correspondente de matéria astral em constante associação, e não é separado a não ser mediante considerável esforço de fora oculta, e, mesmo então, só se manterá separado enquanto seja exercida, positivamente, essa força e com esse fim, Porém, como as partículas astrais estão em constante movimento entre si, tão facilmente como um liquido físico, não há associação permanente entre qualquer partícula física e a quantidade de matéria astral que aconteça, em dado momento, estar agindo como sua contraparte.

Habitualmente, a porção astral de um objeto projeta-se tanto para além de sua parte física e, assim metais, pedras etc. são vistos circundados por uma aura astral.

Se alguma parte do corpo físico do homem for removida, por amputação, digamos, a coerência da matéria astral viva é mais forte do que sua atração para a porção amputada do corpo físico. Conseqüentemente, a contrapartida astral do membro não será retirada como o membro físico amputado. Já que a matéria astral adquiriu o hábito de manter aquela forma particular, continuará a reter o feitio original, mas depressa se retrairá para dentro dos limites da forma mutilada. O

mesmo fenômeno se dá no caso de uma árvore da qual um galho seja removido.

Contudo, no caso de um corpo inanimado – tal como uma cadeira ou uma bacia – não há a mesma espécie de vida individual para manter a coesão.

Conseqüentemente, quando um objeto físico se quebra, sua contraparte astral também se divide.

Inteiramente à parte dos sete graus da matéria, arranjados por ordem de finura, há uma classificação totalmente diferente da matéria astral, conforme seu tipo. Na literatura teosófica, o grau de finura é habitualmente designado como divisão horizontal, e o tipo como divisão vertical. Os tipos, dos quais existem sete, estão completamente mesclados como o estão os componentes da atmosfera, e em cada corpo astral há matéria dos sete tipos, a proporção entre eles mostrando o temperamento do homem, se é devocional ou filosófico, artístico ou científico, pragmático ou místico.

O conjunto da porção astral de nossa terra e dos planetas físicos, reunido aos planetas puramente astrais do nosso Sistema, forma coletivamente o corpo astral do Logos Solar, mostrando assim que a antiga concepção panteísta era verdadeira.

Similarmente, cada um dos sete tipos de matéria astral é, até certo ponto, visto como um todo, um veiculo separado, e é possível também imagina-lo o corpo astral de uma Deidade ou Ministro subsidiário, que é, ao mesmo tempo, um aspecto da Deidade, uma espécie de seu gânglio ou centro de força. Daí ser o mais ligeiro pensamento, movimento, ou alteração de qualquer espécie, na Deidade 10

subsidiária, instantaneamente refletido, de uma forma ou de outra, em toda a matéria do tipo correspondente. Tais modificações psíquicas ocorrem periodicamente: talvez correspondam à inalação e expiração, ou ao pulsar do nosso coração no plano físico. Observou-se que os movimentos dos planetas físicos fornecem uma pista para a operação das influências que fluem dessas modificações: daí o que há de racional na ciência astrológica. Daí também o fato de qualquer dessas modificações deverem alterar, até certo ponto, os homens, na proporção da quantidade daquele tipo de matéria que eles possuam em seu corpo astral. Assim, uma das modificações afeta as emoções ou a mente, ou ambas; outra pode intensificar a excitação e irritabilidade nervosas, e assim por diante. Essa proporção é que determina em cada homem, animal, planta ou mineral, certas características fundamentais que jamais se modificam – às vezes chamadas sua tônica, sua cor, sua radiação.

O prosseguimento desta interessante linha de idéias nos levaria para alem do escopo deste livro; assim, o estudante é remetido ao livro O Lado Oculto das Coisas, pp. 31-36, da edição Pensamento.

Há sete subtipos em cada tipo, formando quarenta e nove subtipos ao todo.

O tipo, ou radiação, é permanente através de todo o esquema planetário, de forma que a essência elemental do tipo A, em seu devido tempo, animará minerais, plantas e animais do tipo A, e daí emergirão os seres humanos do mesmo tipo.

O corpo astral também se gasta, lenta e constantemente, tal como se dá com o corpo físico, mas, em lugar do processo de ingestão e digestão de alimentos, as partículas que tombam são substituídas por outras, retiradas da atmosfera circundante. Apesar disso, o sentimento de individualidade é comunicado às novas partículas, conforme entram, e também a essência elemental incluída em cada corpo astral de homem sente-se como uma espécie de entidade, indubitavelmente, e atua de acordo com o que considera de seu próprio interesse.

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Capítulo III

CORES

Para a visão clarividente, uma das principais características do corpo astral consiste em cores que estão nele constantemente em movimento, cores que correspondem e são a expressão de sentimentos, paixões, e emoções, na matéria astral.

Todas as cores conhecidas, e muitas que presentemente não conhecemos, existem em cada um dos planos superiores da natureza, mas, conforme subimos de um estágio para outro, tornam-se mais delicadas e mais luminosas, de sorte que podem ser descritas como oitavas de cor. Não sendo possível representar fisicamente no papel essas oitavas, os fatos acima devem ser tidos em mente quando se considerar as ilustrações coloridas do corpo astral a que nos referiremos abaixo.

O que se segue é uma lista das cores principais e das emoções que elas expressam:

Preto: em nuvens espessas: ódio, malícia.

Vermelho: centelhas de um vermelho profundo, habitualmente sobre fundo preto: cólera.

Nuvem escarlate: irritabilidade.

Escarlate brilhante: sobre o fundo habitual da aura: “nobre indignação”.

Vermelho acobreado e sanguíneo: indiscutivelmente, embora não seja fácil descrição: sensualidade.

Marrom acinzentado: um marrom acinzentado opaco e escuro: egoísmo, uma cor das mais comuns no corpo astral.

Marrom avermelhado: opaco, quase ferrugem: avareza, quase sempre apresentada em listas paralelas através do corpo astral.

Marrom esverdeado: iluminado por cintilações de um vermelho profundo ou escarlate: ciúmes. No caso do homem comum há quase sempre, muita dessa cor presente, quando ele está “amando”.

Cinza: pesado, chumbo, depressão. Como o marrom avermelhado da avareza, disposto em linhas paralelas, dando a impressão de uma gaiola.

Cinza, lívido: coloração repulsiva e assustadora: medo.

Carmesim: opaco e pesado: amor egoísta.

Cor-de-rosa: amor sem egoísmo. Quando excepcionalmente brilhante, tocado de lilás: amor espiritual pela humanidade.

Laranja: orgulho ou ambição. Muitas vezes encontrado ao lado da irritabilidade.

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Amarelo: intelecto: varia do tom profundo e opaco para o ouro brilhante, limão-claro e luminoso, ou amarelo claro, desmaiado. Amarelo-ocre opaco implica na direção das faculdades para propósitos egoístas; amarelo-claro dourado indica um tipo distintamente superior; amarelo-claro denota intelecto devotado a fins espirituais; ouro indica intelecto puro, aplicado à filosofia ou à matemática.

Verde: em geral, varia muitíssimo em sua significação, e necessita estudo a sua interpretação correta: quase sempre indica adaptabilidade. Verde-cinza, de aparência viscosa: engano e astúcia. Verde-esmeralda:

versatilidade,

engenhosidade, habilidade, aplicadas sem egoísmo. Verde-azulado pálido, luminoso: profunda simpatia e compaixão, com o poder de perfeita adaptabilidade que só ela pode dar. Verde-maça brilhante: parece acompanhar sempre uma vigorosa vitalidade.

Azul: escuro e claro: sentimento religioso. Pode acontecer que tenha toques de muitas outras qualidades, tomando assim qualquer tonalidade, do anil ou de um rico e profundo violeta até um fosco azul-acinzentado. Azul-claro, tal como ultramarino ou cobalto: devoção a um nobre ideal espiritual. Um toque de violeta indica mescla de afeição e devoção. Azul-lilás luminoso: habitualmente acompanhado de cintilantes estrelas douradas: a mais alta espiritualidade, com elevadas aspirações espirituais.

Ultravioleta: desenvolvimentos mais altos e mais puros das faculdades psíquicas.

Ultravermelho: faculdades psíquicas inferiores de quem cultiva as formas egoísticas e más da magia.

A alegria aparece em resplandecência e fulgor geral, tanto no corpo astral como no corpo mental, e numa ondulação característica da superfície do corpo. A jovialidade revela-se numa forma borbulhante e modificada daquela última, e também em estável serenidade.

A surpresa mostra-se em aguda contração do corpo mental, habitualmente comunicada tanto ao corpo astral como ao físico, acompanhada por crescente refulgir da faixa de afeição, se a surpresa for agradável, e por um aumento do marrom e do cinza, se a surpresa for desagradável. A contração causa com freqüência sensações desagradáveis, afetando muitas vezes o plexo solar, causando abatimento e doença; outras vezes afeta o centro cardíaco, levando a palpitações, e mesmo à morte.

Deve-se compreender que, sendo as emoções humanas quase sempre mescladas, aquelas cores raramente se mostram perfeitamente puras, fazendo-se, mais comumente, tons misturados. Assim, a pureza de muitas cores é nublada pelo duro tom marrom-acinzentado do egoísmo, ou tocado pelo laranja profundo do orgulho.

Para ler a completa significação das cores, outros pontos também devem ser levados em consideração, por exemplo: o brilho geral do corpo astral; a previsão 13

ou imprecisão relativas do seu contorno; o brilho relativo dos diferentes centros de forca ( ver Capítulo V ).

O amarelo do intelecto, o rosa do afeto e o azul da devoção encontram-se sempre na parte superior do corpo astral: as cores do egoísmo, da avareza, do engano, do ódio, estão na parte mais baixa; a massa das sensações sensuais flutua, geralmente, entre os dois pontos.

Daí segue-se que, no homem não-desenvolvido, a parte inferior do ovóide tende a ser maior do que a superior, de forma que o corpo astral tem a aparência de um ovo com a ponta mais fina para cima. No homem mais desenvolvido o caso é ao reverso, a ponta mais fina do ovo apontando para baixo. A tendência é sempre para a simetria do ovóide, obtida de grau em grau, de forma que tais aparências são apenas temporárias.

Cada qualidade, expressa por uma cor, tem seu próprio tipo de matéria astral, e a posição mediana dessas cores depende da gravidade específica dos respectivos graus da matéria. O princípio geral é o de que o mal ou as qualidades egoísticas se expressam em vibrações relativamente lentas de matéria tosca, enquanto as boas e não-egoísticas funcionam através de matéria mais fina.

Sendo assim, felizmente para nós, as boas emoções persistem ainda por mais tempo do que as más, o efeito de um sentimento forte de amor ou devoção permanecendo no corpo astral muito tempo depois que a ocasião que os causou já está esquecida.

É possível, embora não comum, ocorrerem dois graus de vibrações atuando fortemente no corpo astral ao mesmo tempo; por exemplo, amor e cólera. Os efeitos posteriores serão paralelos, mas um estará em nível muito mais alto do que o outro, persistindo portanto por mais tempo.

A afeição e devoção elevadas e sem egoísmo pertencem ao mais alto (

atômico) subplano astral e se refletem na matéria correspondente do plano mental.

Assim, tocam o corpo causal ( mental superior) e não o mental inferior. Este é um ponto importante ao qual o estudante deve dar especial atenção. O Ego, que reside no plano mental superior, é assim afetado apenas pelos pensamentos não-egoísticos. Os pensamentos inferiores afetam, não o Ego, mas os átomos permanentes.

Em conseqüência, no corpo causal haverá vácuos, e não cores más, correspondendo aos sentimentos e pensamentos inferiores. O egoísmo, por exemplo, mostra-se como a ausência de afeição ou simpatia: assim que o egoísmo é substituído pelo seu oposto, o vácuo do corpo causal ficará preenchido.

Uma intensificação das cores rudes do corpo astral, representando emoções baixas, embora não encontre expressão direta no corpo causal, nem por isso deixa de enevoar a luminosidade das cores que representam, no corpo causal, as virtudes opostas.

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A fim de que se compreenda a aparência do corpo astral, é preciso que se tenha em mente que as partículas de que ele é composto estão sempre em rápido movimento; na vasta maioria dos casos, as nuvens de cores fundem-se umas nas outras e estão todo o temo rolando umas sobre as outras, a superfície da luminosa mistura assemelhando-se , de certa forma, à superfície de água que ferve violentamente. As várias cores, portanto, de forma alguma retêm as mesmas posições, embora haja uma posição normal à qual tendem a retornar.

Recomendamos ao estudante o livro O Homem Visível e Invisível, do Bispo C. W. Leadbeater, para as ilustrações da real aparência dos corpos astrais: Gravura VII, p. 32: Corpo astral do homem não-desenvolvido.

Gravura X, p. 33: Corpo astral do homem comum.

Gravura XXIII, p. 96: Corpo astral do homem desenvolvido.

( Edição Pensamento.)

As características principais dos três tipos ilustrados – não-desenvolvido, comum e desenvolvido – podem ser resumidas como se segue:

Não-desenvolvido.- Uma grande proporção de sensualidade: engano, egoísmo e ganância são evidentes: a cólera violenta revela-se por manchas e salpicos de um tom escarlate opaco: poucos são os afetos que aparecem, e os sentimentos intelectuais e religiosos existentes são da mais baixa qualidade. O

contorno é irregular e as cores borradas, espessas e pesadas. Todo o corpo mostra-se, evidentemente, mal regulado, confuso e desordenado.

Homem comum.- O sensualismo, embora menor, ainda é proeminente, como também o é o egoísmo, havendo certa capacidade de engano para fins pessoais, embora o verde comece a dividir-se em duas qualidades diferentes, mostrando que a astúcia vai, paulatinamente, se tornando adaptabilidade. A cólera ainda é marcada: a afeição, o intelecto, a devoção, são mais notáveis e de mais alta qualidade. As cores, como um todo, estão melhor definidas e são mais brilhantes, embora nenhuma delas se mostre perfeitamente clara. O contorno do corpo astral é mais definido e regular.

Homem desenvolvido. – As qualidades indesejáveis estão quase desaparecidas: através da parte superior do corpo há uma faixa lilás, indicando aspirações espirituais: acima da cabeça, e envolvendo-a, há uma nuvem com o amarelo brilhante do intelecto: abaixo dela existe uma larga faixa com o rosa da afeição, e na parte mais baixa do corpo uma grande quantidade do verde da adaptabilidade e simpatia encontra seu lugar. As cores são brilhantes, luminosas, em tiras claramente marcadas; o contorno é bem definido, e todo o corpo astral dá a impressão de estar em boa ordem e sob perfeito controle.

Embora neste livro não estejamos tratando do corpo mental, ainda assim deve ser mencionado que, conforme um homem se desenvolve, seu coro astral cada vez mais se assemelha ao seu corpo mental , até que se torna pouco mais do que um reflexo deste último, na matéria mais densa do plano astral. Isso, 15

naturalmente, indica que o homem tem seus desejos sob seguro domínio da mente, e já não tende a ser arrastado pelos impulsos emocionais. Um homem assim estará, sem dúvida, sujeito a uma irritabilidade ocasional e a desejos indesejáveis de vários tipos, mas agora já sabe o bastante para reprimir essas manifestações inferiores e não ceder a elas.

Em um estágio mais adiantado, o próprio corpo mental torna-se um reflexo do corpo causal, já que o homem aprende a seguir apenas as sugestões do Eu superior, e a guiar sua razão exclusivamente por meio delas.

Assim, a mente e o corpo de um arbat teriam muito poucas da cores características que lhe são próprias, mas essas cores seriam reproduções do corpo causal até o ponto em que suas oitavas mais baixas pudessem expressa-las. Haveria uma bela iridescência, um efeito parecido à tonalidade opalescente da madrepérola, que fica muito além de qualquer descrição ou representação.

Um homem desenvolvido tem cinco graus de vibração em seu corpo astral; um homem comum possui pelo menos nove vibrações, com o acréscimo de tonalidades variadas. Muitas pessoas têm de 50 a 100 graus, estando toda a superfície partida numa infinidade de pequenos remoinhos e correntes cruzadas, todos batendo-se uns contra os outros, em adoidada confusão. É o resultado de emoções e preocupações desnecessárias, sendo a pessoa comum do Ocidente uma massa dessas coisas, através da qual muito de sua força é dispersada.

Um corpo astral, que vibra de cinqüenta maneiras ao mesmo tempo, não só é feito, mas também um sério incômodo. Pode-se compara-lo a um corpo físico que sofre de uma forma grave de paralisia espástica, com todos os músculos contraindo-se aos arrancos, simultaneamente, em diferentes direções. Tais efeitos astrais são contagiosos e afetam todas as pessoas sensíveis que se aproximam, comunicando-lhes uma sensação desagradável de inquietude e preocupação.

Exatamente pelo fato de milhões de pessoas estarem assim desnecessariamente agitadas por todo tipo de tolos desejos e sentimento, é que se torna tão difícil, para uma pessoa sensível, viver numa grande cidade ou mover-se entre multidões. As perpétuas perturbações astrais podem mesmo reagir através do duplo etérico e originar doenças nervosas.

Os centros de inflamação do corpo astral são, para ele, como os furúnculos para o corpo físico – não só agudamente incômodos, mas também pontos fracos através do quais a vitalidade se extravasa. Eles, praticamente, não oferecem resistência às más influências, e impedem que as boas influências os beneficiem.

Esta é uma condição dolorosamente comum: o remédio está em eliminar as preocupações, o medo e os aborrecimentos. O estudante de ocultismo não deve ter sentimentos pessoais que possam ser afetados assim, seja em que circunstâncias for.

Só uma criança muito nova tem uma aura branca ou relativamente destituída de cores, as quais só começam a aparecer quando as qualidades se desenvolvem. O

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corpo astral de uma criança é, com freqüência, uma das coisas mais belas – puro e brilhante em suas cores, livre das manchas da sensualidade, da avareza, da má vontade e do egoísmo. Também ali podem estar, latentes, os germes e tendências que vieram de sua vida passada, alguns deles maus, outros bons. Assim, as possibilidades da vida futura da criança podem ser vistas.

O amarelo do intelecto, encontrado sempre próximo da cabeça, é a origem da idéia da auréola, ou glória, que se encontra ao redor da cabeça de um santo, pois esse amarelo é a cor mais evidente entre as do corpo astral, a que mais facilmente é percebida pela pessoa que está desenvolvendo clarividência. As vezes, devido a uma atividade pouco comum do intelecto, o amarelo pode tornar-se visível mesmo na matéria física, de forma a fazer-se perceptível à visão física habitual.

Já vimos que o corpo astral tem uma certa ordenação normal, na qual suas várias partes tendem a agrupar-se. Um súbito ímpeto de paixão ou sentimento, contudo, pode temporariamente forçar toda ou quase toda a matéria do corpo astral vibrar a um certo grau, produzindo assim resultados surpreendentes. Toda a matéria do corpo astral é sacudida como por um violento furacão, e a esse tempo as cores ficam muitíssimo misturadas. Exemplos coloridos desse fenômeno são dados no livro Man Visible and Invisible ( O Homem Visível e Invisível): Ilustração XI, p. 48/9: Súbito ímpeto de afeição.