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O Diário de uma Succubus - Livro 2 por Jill Myles - Versão HTML

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Por quê escolher entre os garotos maus o cara legal, quando posso ter

ambos?

Pe

P squisa e Disponibilização: Mell

Tr

T adução A.S. Cândido

Re

R visão final: Gloria Sueli

Formatação: Mari L.

Quente como um Succubi

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O Diário de uma Succubus - Livro 2

Jill Myles

Título original: Succubi like it Hot

− Jackie, disse Zane, em sua voz macia.

Girei para olhá-lo, curiosa.

− Sim?

Ele fez uma pausa, seu olhar rolou por cima de mim num momento de

vulnerabilidade.

− Eu só quero saber... Se você confia em mim?

Ele me perguntou isso antes e acabei em apuros. Mas nós chegamos

tão longe que me senti confiante em minha resposta. Sorri para ele.

− Eu confio em você, Zane.

−Bom, disse ele, seus olhos intensos em mim.

−Mantenha assim, ok?

Seu rosto mudou de um olhar sério para um sorriso, então ele colocou

um cigarro entre os lábios.

−Terminarei isso e então estarei indo.

Dirigi-me ao Hummer, movida pela compulsão sutil na nossa conversa.

Remy encostou-se ao capô do veículo, aparentando totalmente

entediada. Ela olhou-me.

−Você tem certeza que ele está de acordo com esta viagem?

−Esta tudo bem para Zane, eu disse-lhe, meu tom convencido, mas

meu corpo não estava.

−Ele sabe que preciso de sua ajuda agora. Ele não iria me abandonar.

−Oh, querida, disse Remy, soando triste.

−Quando você vai aprender a não confiar em vampiros?

−Está tudo bem. Eu vou buscá-lo e provar isso a você.

Retornei para o banheiro. O que não esperava encontrar o seu longo

casaco de couro jogado num monte no meio do chão.

Ele me deixou. Voado para longe, sem sequer dizer adeus.

CAPÍTULO UM

Durante o almoço para arrecadação de fundos do after-party, me bateu a

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comichão. Enquanto eu apertava as mãos de um dos benfeitores ricos do

departamento de Universidade de Arqueologia de Nova Cidade, senti um rubor tomar conta de todo o meu corpo. Sem olhar, eu sabia que meus olhos normalmente prateados tinham trocado num azul ardente.

Isso significava apenas uma coisa: eu precisava de sexo e precisava agora.

A comichão é o que impulsiona os succubus, nos forçando a perseguir os homens e ter um incrível e apaixonado sexo a cada quarenta e oito horas. Quando

você estiver se aproximando de seu tempo, os seus olhos se tornam azuis, sua pele

fica sensível, excitada e tudo te excita. Tudo. A comichão torna impossível esquecer

o sexo – sua vida, respirar, comer e beber. Irá almejá-lo assim como você necessita

de oxigênio e água.

Eu tinha um desejo definido agora.

−Jackie Brighton, que bom vê-la novamente, uma voz se elevou e uma mão

deslizou sobre o meu cotovelo nu, puxando-me para o lado.

Dr. Morgan era meu novo patrão e chefe da equipe da Universidade de

Arqueológia de Nova Cidade. Alguém que era alguma coisa na universidade de Wyoming Arqueologia trabalhou para ele e fiquei emocionada em estar incluída.

Ele sorriu para mim.

−Está apreciando a festa de arrecadação de fundos, minha cara?

Sorri em troca, me perguntando se seria ofensivo remover o meu braço. O leve

toque era enlouquecedor para a minha pele excitada.

−Estou muito e obrigada, Dr. Morgan. Eu não tinha suposto que havia me visto...

−Você parece um pouco ruborizada. Há algo de errado?

Porque, sim. Hoje eu sou um succubus. Que se transformou em um algumas

semanas atrás, quando eu era apenas uma docente estúpida no museu local. Agora

sou uma super gata que você está secando e preciso de sexo para sobreviver,

neste instante. É por isso que meus olhos estão se tornando azul, minha pele está

febril, sinto vontade de rasgar as minhas roupas, jogar o homem mais próximo

sobre o tapete e fazer amor apaixonadamente com ele.

Mas eu não poderia dizer isso ao meu novo patrão, já que ninguém acreditaria

na realidade, exceto succubus, ou melhor, outros succubus. E seus mestres. Então

mantive o sorriso brilhante no rosto.

−Eu estou bem, Dr. Morgan. Gentil da sua parte por perguntar, afinal.

A mão do Dr. Morgan deslizou do meu cotovelo e acariciou o lado macio do meu

braço.

−Estou apenas preocupado com o meu novo membro favorito da equipe.

Se fosse uma garota normal, teria movido um mandado de um advogado por

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assédio sexual. Mas já que eu era uma succubus, uma onda de desejo desceu pulsando através do meu sangue. E o Dr. Morgan percebeu, a julgar pela maneira

possessiva, em que olhava nos meus agora exigentes de atenção seios.

−Está quente aqui dentro?

Puxei meu braço e abanei o meu rosto. Apartando-me a poucos metros de distância, puxei uma taça de champanhe da bandeja de um garçom. Estava na hora

de ir embora da festa, imediatamente.

−Você viu o meu acompanhante, Noah Gideon?

Alto? Absolutamente lindo? Loiro? Um Anjo caído? Tatuagens no pulso?

Noah era um dos dois homens que tinham me transformada numa succubus. O

outro era Zane, um vampiro. Algumas semanas atrás, eu tinha sido uma docente

invisível com um emaralhado cabelo castanho e uma cintura roliça, que travalhava

no museu de artes de Nova Cidade com uma chefa que me odiava. Tudo mudou na

noite em que fui transformada por Zane e Noah. Eu tinha ido de gorda e deselegante para esbelta e impressionante. Meu cabelo se transformou numa

cabeleira vermelha fabulosa, meus seios generosos causavam inveja e os homens

me cobiçavam. Muito.

Achou que não havia a parte negativa, exceto pelo fato dessa coisa sobre

"mestre" que me prendia a Zane e Noah. Qualquer ordem que algum deles emitia,

eu tinha que obedecer como uma versão sensual de Jeannie é um gênio.

Noah foi o meu acompanhate nesta tarde, o que era uma coisa boa, também.

Não apenas por que Noah era um dos benfeitores do departamento de Arqueologia,

mas a sua presença iria manter o Dr. Morgan e as mãos excessivamente gordas

para longe de mim antes que eu fizesse algo de que ambos iriam se arrepender.

Como jogá-lo no chão e montá-lo selvagemente.

Dr. Morgan recuou com a menção do nome de Noah. Ele poderia gostar muito

dos meus seios, mas gostava mais do financiamento do departamento de

Arqueologia e sua próxima escavação Maia precisaria de dinheiro.

−Sr. Gideon? Acredito que o vi na ala leste não há muito tempo. Você gostaria

que eu...

−Não será necessário.

Dei-lhe um sorriso rápido, tomando meu champanhe.

−Eu vou encontrá-lo.

Sai apressadamente pelo meio da multidão, com o pulsar em minhas veias mais

insistente a cada momento. Concentrando-me na coceira que havia aparecido do

nada - a maioria do tempo, era uma mudança gradual pela química do meu corpo.

Ter essa mudança dominante foi perturbador.

Até que eu saciasse a minha comichão, o meu corpo iria ficar cada vez mais

sensível, excitado e necessitado.

Se eu o não fizesse?

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Bem, nunca resisti por mais de alguns dias, porque assim seguia a loucura, dor

e morte. Nessa ordem.

Não é um destino ruim se tiver um homem sexy pronto a seu chamado e eu

tinha dois. Mas já que tinha feito à noite passada sexo com o vampiro Zane, não era

seria preciso por mais dois dias.

A ala leste do departamento de Arqueologia estava lotada de benfeitores e suas

esposas circulando em torno de vasos antigos e estatuetas de barro e comentando

sobre eles como se soubessem o que diabos estavam olhando. Eu procurei pelos

cheios cabelos loiros prateados de Noah, mas não havia sinal dele.

O achei no hall da galeria, com um copo de vinho na mão, olhando para uma

pintura de grandes dimensões. Noah Gideon era lindo de tirar o fôlego, mas isso

não era uma surpresa, dado que tinha caído do céu. Seu cabelo loiro escuro tinha

sido arrumado num corte de cabelo que parecia perfeito, apesar do estilo intencional despenteado. Seus ombros preenchiam seu smoking sob medida e eu

parei atrás para admirá-lo. Maldição, o homem tinha um belo traseiro. Isso me fez

tremer só de olhá-lo.

Então notei no que ele estava olhando e congelei. Era uma pintura sombria,

cheia de luz e sombra (chiaroscuro para os nerds de arte como eu).

Um anjo estava caído na parte inferior num canto, entrando em colapso num

monte de penas e carne. No topo, o céu carmesim iluminava a tela escura. Fall

From Grace, a placa de leitura. Era uma pintura que um dos professores havia restaurado pelo Smithsonian e foi trazido para mostrar a todos os patronos ricos

verem as coisas boas que nós fazíamos.

Noah olhava para ele com um olhar intenso que me fez pensar que ele não

tinha esquecido essa parte do seu passado, por muito tempo. Como um anjo caído,

ele não gostava de lembrar-se dos Céus. Originalmente anjos como Uriel e o resto

da legião dos Serim foram condenados a viver entre os mortais por toda a eternidade, por que tiveram o azar de se apaixonar por mulheres humanas. Exilado

na Terra, eles foram condenados a ter relações sexuais e dar orgasmos aos seus

parceiros.

Sobre essa maldição, eu não tinha queixas (sendo que eu era a destinatária de

tais orgasmos), mas Noah parecia triste por sua perda.

Merda. Como poderia ter esquecido essa pintura? Noah nunca falou comigo

sobre o seu passado e como tinha caído. Eu não sabia quantos anos tinha (embora

soubesse que era antigo) ou se manteve em contato com os outros anjos que tinham caído, ou qualquer coisa assim. Céu era um assunto privado e eu não perguntava. Achei que ele se abriria em algum momento.

Do olhar devastado em seu rosto enquanto olhava para a pintura, aquele ponto

ficaria por um longo tempo.

−Noah?

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Eu disse baixinho, movendo-me ao seu lado e deslizando o meu braço no seu.

−Podemos ir agora?

Ele virou-se para mim, abandonando o seu rosto melancólico tão rapidamente

que fiquei admirada.

−Ir? Mas eu pensei que você queria...

Sua voz morreu assim que olhou nos meus olhos azuis brilhantes e minha úmida

pele ruborizada.

Dei-lhe um leve sorriso.

−Parece ter ocorrido um pequeno problema.

Posei a mão no seu peito, num convite descarado.

Seus olhos ficaram mais escuros, trocando de prata para quase negro, em seguida, para um profundo azul dentro de um segundo ou dois, com seu próprio

desejo queimando para coincidir com o meu.

−Você nunca é um problema, Jackie, disse ele em voz baixa e o timbre rouco

causado um tremor em todo o meu corpo.

Eu automaticamente inclinei-me em sua direção, pressionando contra o seu

corpo e aproximando o rosto em direção ao seu.

−Não aqui, disse ele, olhando para o corredor.

Oh, merda. Eu fiz uma careta para o Sr. Exatidão, embora ele estivesse certo. Eu

só não gostva de ser lembrada disso.

−Aonde, então? É melhor que seja em algum lugar próximo ou eu vou fazer um

espetáculo.

Joguei meu olhar sobre ele de forma significativa.

−E você.

Ele pegou minha mão e me levou pelo meio da multidão, murmurando

desculpas para as pessoas que tentavam impedir-nos com uma saudação.

Quando finalmente passamos a multidão, Noah se dirigiu as portas de vidros

duplos da frente.

− Que tal a limusine?

Limusine? Atravessar todo o caminho pelo estacionamento? − Eu tenho uma

idéia melhor.

Eu o puxei para baixo em direção as salas dos professores.

−Algumas dessas é sua? Ele perguntou, deslizando as mãos nos meus quadris,

apesar de sua reserva, eu quase perdi a respiração. Meu corpo começou a doer

ainda mais duro pela sensação.

Sexo agora.

−Não. O bom dessas salas é que estavam vazias – já que todos estavam na

festa de arrecadação de fundos. Eu amaldiçoei sob a minha respiração, quando

achei a primeira porta que estava trancada. Testei a próxima com sucesso.

Empurrando a porta Dr. Morgan, eu arrastei Noah para dentro, em seguida, tranquei

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a porta atrás de mim.

−Jackie, Noah advertiu:

−Não estou certo que seja uma boa idéia.

−Morgan não se importará, disse eu, agarrando a gravata de Noah e enredando

meus dedos através do nó.

−Ele já suspeita que esteja dormindo com você para o bem do departamento de

Arqueologia. Ele acha que estou tentando conseguir alguns fundos extras de angariação.

O empurrei contra a pesada mesa de madeira no centro da pequena sala e

quase desmaiei de alegria quando meus quadris pressionaram contra a dureza aninhada entre os seus. Oh delicia.

−Eu não posso dizer que aprovo ele ter essa impressão de você, disse Noah,

soando bravo enquanto corria as mãos sobre meus quadris novamente, me

provocando.

Um gemido escapou e puxei sua boca para baixo até a minha, mordendo seu

lábio inferior pelo desejo.

−Neste exato momento, eu disse entre beijos ferozes, − ele poderia assistir que

não me importaria.

A comichão me tinha em suas garras e tudo que eu conseguia pensar era na

ereção por dentro da calça de Noah e recebendo o seu comprimento, delicioso em

meu corpo.

Nossas bocas se enredaram num profundo beijo e fogos de artifício começaram

a dançar atrás dos meus olhos. Retornei seu beijo, deslizando minha língua em sua

boca provocando-o. Suas mãos flexionadas no meu traseiro e então o senti caminhar pela minha saia, minha pele exicitada formigava pelo desejo sentindo o

toque de seus dedos cada vez mais e mais alto no meu corpo.

Ele deu um gemido alto quando suas mãos chegaram à minha bunda.

− Onde está sua calcinha?

−Em casa, eu disse, beliscando em sua boca.

−Não queria que marcasse a roupa. Me arqueado, balançando sugestivamente

contra sua mão.

Isso trouxe a minha alegria e o controle de Noah sobre a borda. Ele deu um

rugido feroz contra a minha boca e me pegou pela cintura, envolvi minhas pernas

em volta da cintura com avidez. Dentro de dois segundos, minha bunda foi rebocada para a mesa e a dureza de Noah me pressionando abaixo contra a superfície da maneira mais surpreendente. Uma pilha de papéis me espetou de um

lado, mas não me importei. Meus dedos alcançaram sua camisa e comecei a desfazer os minúsculos botões brancos. Eu precisava sentir sua pele quente, pressionando contra a minha. Lancei a camisa fora de sua cintura e deslizei as

mãos por baixo, tentando puxar o seu corpo apertado contra o meu.

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−Estou lisonjeado que você esperou por mim pela sua necessidade, disse ele,

com sua respiração quente contra minha pele.

Oh, uh oh. E pensar que eu esperaria dois dias para vê-lo novamente, só assim

poderia ter relações sexuais com ele? Um belo pensamento, exceto que eu não

tinha esperado. Não era o tempo para pensar nisso, no entanto. Meus dedos deslizaram para os mamilos de Noah acariciando sobre deles para provocá-lo, mas

Noah não se deixaria levar. Ele se afastou de mim um pouco, com um olhar sério

sobre o seu rosto.

−Você está tendo problemas com Zane?

Eu teria entendido isso como preocupação, exceto pela sugestão de presunção

em sua voz. Noah odiava meu namorado vampiro. Acima de tudo, odiava me partilhar com ele.

Vampiros e anjos caídos pareciam que se davam tão bem quanto na verdade

não se davam bem em absoluto. Ambos foram forçados a entrar no plano mortal

quando cairam do céu. Mas enquanto o Serim atentou eventualmente retornar o

caminho de volta às boas graças do Céu, os vampiros tinham praticamente desistido disso. Em vez disso, eles venderam sua lealdade aos demônios em troca

de suas asas e viver uma egoísta vida de libertinagem.

O vampiro com quem eu estava dormindo era um execelente libertino.

Então, sim. O Serim e os vampiros não se davam nada bem. Adicione ao fato de

que houve algum tipo estranho de tensão entre Noah e Zane – uma velha rivalidade

que nenhum deles discutia comigo e que me deixavam presa no meio. Ambos queriam que eu escolhesse um lado, mas me recusava.

Como agora. Eu levantei meu queixo, tentando inclinar minha cara assim Noah

me beijaria novamente.

−Temos de falar de Zane, agora?

Noah apenas me deu uma boa olhada.

−Diga-me a última vez que viu Zane.

Isso foi baixo da parte dele. Noah tinha acabado de me dar um comando direto,

então eu tinha de obedecer. Suspirei, sentindo onde isto iria parar.

−Há poucas horas, dormindo na cama.

Isso matou rápidamente a conversa. E a irritação surgiu na face de Noah.

−Eu entendo. Ele começou a se afastar.

−Não, você não entende. Você nunca faz. Por que perguntou isso, a menos que

queria saber a verdade?

Sinceramente, esta tola rivalidade entre os dois apenas me deixou irritada. Eles

se odiavam apaixonadamente e às vezes isso me fazia pensar que eles não gostavam de mim tanto quanto gostavam de brigar por mim.

−Eu pensei que talvez nós estivéssemos prontos para nos comprometer um

com outro.

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Caramba, o palavra com "C" "? Olhei-o em choque. −Noah, sou um succubus.

−E eu sou um Serim, ele me interrompeu.

−É a minha natureza querer você só para mim, que é quem eu sou. E os vampiros são meus inimigos. Então, só de pensar em você correndo de minha cama

direto para a sua...

Ele não terminou a frase, e eu não tinha pressa em fazê-lo, tampouco.

Afinal, o que eu poderia dizer? A especie de Noah entrava num sono profundo

com o surgir da lua e não despertavam pelas próximas doze horas ou mais.

Vampiros eram o oposto, dormiram com a luz do dia e rondava a noite toda.

Eu não dormia, sendo uma criatura dos dois mundos. Assim parecia ideal eu ter

um amante de cada, Serim e vampiro. A julgar pela cara feia no rosto de Noah, eu

era a única que pensava dessa maneira.

− Não posso fazer isso, Jackie, disse ele, balançando sua cabeça dourada, como

um leão furioso.

−Nós podemos continuar com esses jogos mentais. Mas eu não quero jogar.

Então, eu não faria sexo com Noah há não ser que houvesse algum tipo de

compromisso envolvido, como eu não voltar a dormir com Zane nunca mais? Eu

não poderia manter esse tipo de voto.

Maldição. Debrucei-me sobre os cotovelos, quando ele se apartou de mim,

ajeitando a camisa. Ele não me olhava, mas não se afastou. Ele estava esperando

eu dizer alguma coisa para fazê-lo mudar de idéia. Mas eu não iria dizer nada.

Suspirei e dei a Noah um empurrãozinho no ombro.

−Se nós não vamos fazer isso, se afaste. Acho que estou sentada sobre um

grampeador.

Ele virou com um olhar frustrado para mim e ajeitamos nossas roupas em silêncio. Meu corpo ainda pulsava pela necessidade, mas os movimentos de Noah

eram irritados e espasmódicos. Fácil para ele esquecer o sexo, Serins só precisavam

uma vez ao mês.

Eu tentei deslizar minha mão na sua, assim que tinha o smoking nos ombros

novamente.

−Noah, estamos bem?

Normalmente, Noah era o meu amparo, a minha rocha. Normalmente, ele me

daria um sorriso, pediria desculpas por ter ferido os meus sentimentos e nós seríamos amigos novamente. Amigos e amantes, o melhor tipo de amigos. Ele estava sempre lá para mim.

Ele encolheu a minha mão e balançou a cabeça.

−Eu preciso de algum tempo para pensar sobre tudo isso, Jackie. Talvez o melhor fosse manter as coisas num nível mais profissional.

Profissional - como mestre e succubus. Não amantes. Não amigos.

Ele queria que fossêmos estranhos.

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Isso doeu, mas coloquei um sorriso forçado na minha cara.

−Claro. O que você quiser.

Ele balançou a cabeça e caminhou adiante, me deixando sozinha, esfregando o

hematoma em forma de grampeador na minha bunda.

CAPÍTULO DOIS

Embora Noah educadamente levou-me para casa depois da festa, ele não

entrou. Aumentando a minha frustração por um tempo. Quem era ele para querer

ditar sobre a minha vida? Então, depois me acalmei um pouco, tentei telefonar-lhe

para falar sobre as coisas. Ou gritar com ele.

Mas não atendeu, então deixei uma mensagem. Isso foi ontem à noite.

Noah sempre retornava meus telefonemas, comecei a me preocupar por ele

estar levando isso muito mais sério do que eu. Não poderia ter acabado dessa

forma, poderia? Deixei-lhe algumas mensagens de voz, passando as horas. Acabei

cedendo e disse o que penso sobre seu descontentamento pela situação. O que ele

queria era impossível, mas eu estava disposta a deixá-lo retornar e tentar me convencer do contrário (esperendopor uma boa rodada de sexo apaixonado).

Mas, quando caiu à noite e a lua se levantou, eu sabia que ele não iria retornar.

Noah tinha hibernado durante a noite ou me largou ou ambos.

Eu não gosto de pensar sobre isso.

Zane estava longe de aparecer. Meu pequeno apartamento mostrou sinais de

sua estádia, suas camisas sujas estavam atiradas num canto do quarto, sua toalha

favorita jogada no canto da cama. Ele esteve aqui recentemente e a julgar pelo fato

de que havia deixado seu isqueiro favorito no balcão da cozinha, ele estaria de

volta. Então me estabeleci para esperar. Ele provavelmente foi à procura de alguma

menina infeliz para se alimentar e esperava que ele não demorasse.

Depois de duas chuveiradas frias e espera infinita, liguei para o telefone de

Zane. Foi estúpido e carente e me odiava por fazer marcação sobre ele.

−Aqui é Zane. Deixe um recado após o sinal.

Beeeep.

Maldição, seu telefone estava desligado. Hesitei, querendo deixar uma

mensagem de voz que soasse sexy, não carente. Mas só de pensar na enchurrada

de mensagens desesperadas que eu tinha deixado no telefone de Noah, desliguei.

Até mesmo eu tinha meus principios.

Até que Zane voltasse estaria encerrda com a minha própria companhia, assim

decidi me satisfazer com um par de pizzas – já que o metabolismo Suck precisava

que me entupisse como um porco - e veria um filme que nenhum o cara assistiria

comigo, exceto na dor da morte.

Enquanto assistia Diário de uma paixão, a campainha tocou. Otimo. Pulei do

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sofá com entusiasmo. Era comida ou sexo na porta, e qualquer um deles poderia

me fazer uma garota feliz.

Resultou sendo a comida. O entregado tinha o estilo típico nerd-em-crise: baixo,

gordo, com um rabo de cavalo e beirando os quarenta. Ele olhou para meus seios,

mas isso era tudo que eu mais tinha. Estava começando a me acostumar com isso.

−Pizza para Sra. Brighton?

Ele olhou para mim com os seus óculos de lentes grossas, sorrindo e mostrando

a necessidade de ortodontia.

−Uma mulher bonita como você, sozinha esta noite?

−Olá, Casanova. Posso apenas ter a minha pizza?

Algum tempo atrás, eu poderia ter estado lisonjeada por qualquer atenção de

um estranho. Mas havia atingido um ponto de saturação semanas atrás e agora

apenas uma olhada já me deixava puta.

−Vinte dólares.

Bati o dinheiro na sua mão.

Ele entrou em colapso como uma tonelada de tijolos, caindo e levando a minha

pizza com ele.

Bem, isso foi inesperado. Pisquei por um instante, olhando-o. Era alguma piada?

Mas ele não se movia, mesmo depois de cutucá-lo com meu tênis.

Ajoelhei-me aseu lado e toquei seu rosto.

−Você está bem? Olá?

Talvez ele estivesse tendo um ataque epilético ou algo assim. Talvez estivesse

tentando me assustar.

Não era uma piada, apesar de tudo. Seus olhos estavam fechados, seu rosto

pálido e frouxo, pressionei meus dedos contra seu pescoço para tentar encontrar

um pulso. Então eu ouvi um ronco leve vindo de sua garganta.

Um ronco?

Oh merda. Eu usei dos poderes suck de alguma forma para colocá-lo para dormir.

Succubus pode tocar uma pessoa e desligar sua mente apenas usando seus

poderes. Alguns dos succubus pouco éticos usavam seus poderes para conseguir

informações e influenciar os outros. Eu evitava utilizá-los em tudo, já que ainda era

nova para a coisa toda de succubus. Eu poderia colocar alguém para dormir, se

realmente estivesse concentrada, mas tinha que pensar muito para funcionar.

Olhei pelo corredor para me certificar de que os meus vizinhos não perceberam

nada fora do comum, apanhei todas as caixas de pizza e arrastei o cara para meu

apartamento por suas pernas, não um truque fácil, uma vez que o Sr. Queijo não

era leve.

Uma vez ele estava em segurança no meu apartamento, fechei a porta e olhei-

o. E agora? Eu tinha apenas feito essa coisa de controle da mente, duas vezes e a

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primeira vez tinha sido um verdadeiro desastre quando não conseguia descobrir

como desfazê-lo.

Pelo menos o entregador estava respirando normalmente. Eu toquei na sua

testa, deixando minha mente afundar em seu corpo.

Como um succubus, eu tinha algumas vantagens legais. Um delas era a

capacidade de ler a mente das outras pessoas se as tocasse. Sempre que um succubus interage com a mente de outra pessoa, absorve suas memórias lançadas

numa série de associações visual. Acho que foi a nossa forma de processar os pensamentos de outra pessoa sem sobrecarregar nossas próprias mentes. Minha

amiga Remy, a estrela pornô, via um monte de sets de filmagem na cabeça das

pessoas. Eu principalmente os via em seus quartos desordenados geralmente na

linha de seus anos de escola. A partir destes "quartos" nós poderíamos encontrar

pistas mentais sobre o que se passa na mente da vítima.

O Sr. Queijo tinha um quarto típico mental. Uma TV no canto, com videogame

Star Trek, grande surpresa - e um monte de posters de jogos na parede. Um puff no

canto e tinha uma cama de casal com lençóis do Yoda. Chato. Uma pilha de livros -

geralmente a melhor maneira de filtrar as lembranças da pessoa que estava

"visitando" - empilhados ao lado da cama.

Mas não consegui encontrar o Sr. Queijo em nenhum lugar. Era seu cérebro, mas

ninguém estava em casa. Isso nunca aconteceu. Só para ter certeza, até olhei embaixo da imagem mental da cama, e no armário (apenas no caso de ser realmente uma piada).

Nada. Ele havia desaparecido.

Saltei para fora de sua mente e tentei bélica-lo e quando isso não adiantou o

beijei para ver se isso funcionaria à La príncipe sapo.

Nada. Você não pode acorda alguém se não estiver lá em primeiro lugar.

Então fiz o que sempre fazia em situações de emergência, liguei para Remy.

Remy Summore não era o que eu chamaria uma amiga normal. Primeiro motivo,

ela era uma estrela pornô. Dois, ela era a única outra succubus em Nova Cidade.

Algumas centenas de anos, ela tinha visto e feito muito mais do que eu, que acabamos numa relação mentora-aluna-amigas. Ela me ensinou as coisas, discuto

muito com ela, fazemos compras e comemos um monte de pratos numa praça de

alimentação do shopping. Funcionava bem na maioria, mesmo que ocasionalmente

quisesse sufocá-la.

−Não, Jackie, brincou, logo que atendeu meu telefonema. −Eu não vou

emprestar meu sutiã com franjas.

−Grossa. Parei, recebendo essa imagem mental, em seguida, balancei a cabeça

de volta para o caminho certo. –Remy, tenho um grande problema.

−Não me diga.

Eu podia ouvi-la trocando os canais de sua TV.

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−Ei, você viu o meu novo filme, Babes in Boyland, está no canal Spice?

−Isso é muito bom, eu disse apressadamente.

−Então, acabei de apagar a mente do rapaz da pizza. E não conseguir trazê-lo

de volta.

−Mmm, que rapaz da pizza?

Esfreguei minha testa, tentando não ficar irritada com ela.

−Remy, estou falando a sério. Toquei a mão do rapaz da pizza e ele apagou

como uma luz.

−Woohoo! Ele caiu sobre você?

Eu quase engasguei.

−Não dessa forma.

−Você pulou sobre ele? Sua pequena rebelde, você...

−Não!

Gritei ao telefone.

−Ouça-me! O fiz dormir por acidente. E quando entrei em sua mente para acordá-lo, ele não estava lá.

−Sério? Seu interesse ascendeu e ouvi a TV desligar.

−O que Zane disse quando isso aconteceu?

−Ele não estava aqui, está fora se alimentando. Podemos voltar para o meu

problema? Estou tendo um péssimo dia.

−Jura? Ela bocejou.

−Eu terminei com Noah, tenho um nerd em coma deitado no chão do meu

apartamento e não sei o que fazer com ele.

Minha voz estridente subiu uma oitava e lutei para me acalmar. Respire.

Respire. Isto tem solução. Eu só não sei qual. Remy certamente saberia.

Remy, porém, ainda interessada em minha vida sexual. −Você terminou com

Noah.

−Podemos focar no nerd em coma, por favor?

Eu desmaiaria se ela não me ajudasse logo.

− Ok, ok. Você tentou acordá-lo?

Muito obrigado, Capitão Óbvio.

−Hum, sim.

−Bem, vá a seu cérebro e fale com ele. Veja qual é o problema.

Após uma breve pausa, Remy sussurrou longe do telefone. Claro, ela não estava

sozinha. A sua cama tinha uma porta giratória.

−Ele não estava na sua cabeça, Remy. Isso é o que estou tentando dizer. Eu

verifiquei e ele não está lá. Sua mobília mental esta lá, mas ele não.

−Ele não está?

Ela fez uma pausa.

− Mas eles sempre estão lá. Aonde mais pode ter ido?

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−Eu não sei! Gemi.

−Você é a especialista. Ajude-me!

Deus, eu realmente desejava poder chamar ao Noah. Ele sempre sabia o que

fazer. Mas ele não retornou por várias horas e não tinha certeza se gostaria de falar

comigo, com esse "dar um tempo" que nosso relacionamento estava tendo.

Remy suspirou.

−Tudo bem, tudo bem. Estou indo. Fique onde está.

Como se eu estivesse indo para algum lugar com o entregador de pizza

inconsciente aos meus pés?

−Depressa, disse-lhe e depois desliguei o telefone. Felizmente, uma das pizzas

tinha se salvado, então sentei no chão de pernas cruzadas e a puxei. Enquanto

comia, tentei não entrar em pânico. Tinha que haver alguma maneira de corrigir

isso. Tinha que haver.

Se Remy não tivesse nenhuma idéia de como trazê-lo de volta em sua cabeça,

eu poderia chamar Zane, mas duvidava que ele tivesse alguma ideia melhor. Remy

era perita em succubus e se ela não sabia então as coisas estavam realmente assustadoras. Contorcia-me desconfortavelmente enfiando outra fatia em minha

boca.

Se eu tivesse que sair para pedir ajuda? Novamente- como uma assistência

angelical? Estremeci, apenas em pensar no belo e calculista Uriel. Ele foi o único

verdadeiro anjo que eu conhecia e a memória ficou gravada em meu cérebro. Os

imortais os chamavam de negociantes porque gostavam de negociar com você e o

negócio nunca saia a seu favor. A última vez que Uriel havia-me "ajudado" dando

uma bênção que pararia minha coceira por uma semana, mas em troca recebi há

"tarefa" de obter informações de vampiros.

Não era nada fácil lidar com vampiros. Ou anjos. Como regra geral, eu tentava

evitar ambos.

Com exceção de Noah e Zane, é claro.

Acabei a pizza, mas Remy ainda não havia aparecido. Peguei meu BlackBerry,

com a intenção de telefonarlhe e saber onde estava.

Em vez disso, liguei para Zane.

Foi uma coisa estúpida de fazer. Zane valorizava o seu espaço, que foi gritante

assim que se mudou e começou a desaparecer por horas a fio. Disse a mim mesma

que não me importava, pois ele sempre me beijava (ou mais) antes que saisse e

passavamos bastante tempo juntos antes que o sol aparecesse. Eu realmente gostava de Zane. Poderia até estar apaixonada por ele, mas ainda estávamos nos

acostumando um com o outro.

Mas hoje não houve nenhum cartão ou uma flor dele que normalmente deixava

quando saia para caçar. Após o problema com Noah, que feriu meus sentimentos.

Eu seguia para um dublo abandono?

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Para meu alívio, Zane atendeu no terceiro toque.

−Olá, Princesa.

Sua sedutora voz enviou um formigamento através do meu corpo faminto.

−Oi, Zane, respondi, tentando não corar como uma colegial.

−Onde você está?

Sua risada sexy fazia coisas maravilhosas em meu interior. −Sentindo minha

falta?

Parecia que ele estava prestes a dizer algo, mas então cobriu o bocal e pude

ouvir uma conversa abafada do outro lado.

O que me inquietou.

−Quem está aí com você? O que está fazendo?

Uma pausa, então,

− Sai para caçar. Você sabe como é.

Sim, eu sabia, porque não o deixava se alimentar de mim. Vampiros tinham que

se alimentar diariamente - sua sede por sangue era mais poderosa do que a minha

necessidade por sexo o que causava uma tensão constante em nosso

relacionamento. Eu não me recusa a deixá-lo se alimentar de mim porque era nojento ou imoral, a mordida de um vampiro era um precursor para o melhor orgasmo, mas porque isso significava que estaria dando o meu corpo a ele e me

colocando sob seu controle . Quando um vampiro se alimentava levava há uma

estranha indução na mente do succubus - em parte no lado de fora do corpo, em

parte experimentando um sonho - com o vampiro que acabara de se alimentar. E a

última vez que Zane havia se alimentado de mim, tinha roubado o meu poder, me

deixou amarrada a numa cama e seqüestrado meus amigos.

Havia alguns problemas de confiança.

Apesar de seu lado rebelde, havia algo em Zane que me atraia. Talvez seja sua

atitude de malandro, ou o seu desejo por prazer, ou sua maneira delicada, ele me

mantinha perto quando faziamos amor, como se tivesse medo que eu

desaparecesse e nunca mais me visse novamente. Ou o fato dele ter virado as

costas para os outros vampiros, apenas para estar comigo. Coisas desse tipo.

Remy e Noah o reprovavam, mas eu continuava retornando para ele como um

viciado precisando de um trago.

E mesmo que eu estivesse completamente apaixonada por ele, não confiava

nele para se alimentar de mim novamente.

Zane sabia disse e detestava. Vampiros adoravam os succubus. Nós temos o

sangue equivalente a um afrodisíaco, por isso negar meu sangue, ele considerava

um crime grave.

Eu considerei isso bom senso.

Mesmo que ele tomasse apenas um pouco.

Para ele, estar me evitando estava se alimentando - provavelmente de outra

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mulher gostosa – isso foi doloroso. Minha garganta se apertou.

−Então, quando vai voltar para casa?

−Não até tarde, eu receio. Zane ecoava alegre no telefone. −Algo surgiu e vou

ter que ficar fora mais algum tempo esta noite.

−Mas preciso de você aqui, dise-lhe, odiando o lamento na minha voz.

−Eu tenho um problema.

−Princesa, adoraria estar ai com você, te ajudando com seu problema. Sua voz

baixou num tom sensual que fez meu corpo vibrar mais uma vez. Deus, eu amava

quando ele dizia meu apelido.

−Mas tenho algumas coisas para cuidar primeiro, tudo bem?

−Tudo bem, disse-lhe, sentindo minha virilha começar a pulsar novamente.

Minha voz caiu para um sussurro baixo também.

−Você promete?

Houve uma pausa na outra extremidade, sua voz ficou ainda mais tensa e áspera.

−Eu prometo. Retornarei em breve, Jackie e quando eu fizer, serei apenas eu e

você.

Eu estava pronta para isso agora e me contorcia pela antecipação.

−Parece ótimo.

Houve uma pausa desconfortável no momento em que os casais normalmente

trocariam "Eu amo você." Mas nós não estávamos nessa fase, por isso, murmuramos algumas despedidas e depois desliguei.

Agora, eu estava excitada, solitária, debilitada e ainda precisava de ajuda com o

entregador de pizza.

A campainha tocou, me assustando e Remy entrou.

−Olá, boneca, ela disse, correndo a mão pelo seu longo cabelo preto de seda.

Seu olhar caiu sobre o homem no chão.

−Este é o seu novo amigo?

Apenas Remy para fazer um jeans e uma camiseta parecerem super sexys. Sua

pele azeitona e olhos pratas eram surpreendentes, mesmo com uma cafona camisa

vermelha que orgulhosamente estampava Pony Ride sobre seus peitos. Ela veio,

apesar do fato de ser tarde da noite. Eu teria a odiado se não fosse a minha nova

melhor amiga.

Seus olhos estavam um cinza prateado, me contava o que havia feito antes de

chegar e o fato de ter abandonado o seu novo brinquedo me falou muito sobre a

nossa amizade.

Succubus tinham que ficar juntos.

−Obrigada por ter vindo, Remy.

Fiz um gesto para o Sr. Queijo.

−É ele.

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Ela franziu o nariz.

−Ugh. Eu esperava que ele fosse gato.

Ela cutucou o rapaz da pizza inconsciente com a ponta de seu salto vermelho.

−Ele parece mais um monte de massa.

−Sim, bem, o meu monte de massa não esta no forno, se você entende.

Sentindo-me um pouco histérica novamente, peguei a mão dele e em seguida a

soltei. Ela bateu sem vida no chão.

−Vê? Ele não está lá! Eu não sei onde ele está, mas não está em seu corpo.

Remy acenou com a mão e se agachou ao lado do corpo. −Eles sempre estão lá.

Talvez você o tenha apenas perdido.

Estendendo um dedo, ela muito delicadamente tocou a testa e fechou os olhos,

buscando em sua mente.

Um momento depois, ela abriu e olhou-me, com os olhos arregalados.

−O que você fez?

Joguei as minhas mãos para alto em desespero, pronta para começar a

lamentar.

−Nada! Eu não fiz nada com ele!

−Tudo bem, acalme-se. Não fique chateada. Vamos tentar consertar isso.

Ela sentou perto de mim no chão e cheirou o ar.

−Você tem mais pizza?

Eu a olhei.

Remy suspirou.

−Tudo bem. Deixe-me pensar. Tem que haver uma razão lógica para descobrir

como conseguiu apagar seu cérebro.

Enterrei meu rosto em minhas mãos e gemi.

−Tudo que fiz foi tocar ele com o meu dedo, juro. Apenas um pequeno toque.

−Parece ter sido uma pequena cotovelada, ela brincou.

−Sério, Remy. Eu acabei de matar um homem.

−Ele não está morto, disse ela, acariciando o meu ombro. −Não se preocupe.

Ele tem que estar em algum lugar. Quero dizer, ele não é um fantasma, certo? Isso

é sempre um sinal.

−O que você quer dizer, um fantasma?

−Você sabe. Gasper? Beetlejuice? Se ele fosse um fantasma, você o veria flutuando por aqui, querida. Um fantasma não pode retornar em sua cabeça, porque o corpo está morto.

Remy bateu no queixo com uma longa unha.

−Hmmm, ele não está em sua cabeça.

Ela girava uma mecha de seu cabelo, as sobrancelhas se reuniram em

pensamento.

−Eu não sei o que fazer, a menos que...

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Os olhos dela se arregalaram.

−O quê?

Inclinei para ela, nervosa.

−O que é isso?

−A menos que você tenha sido amaldiçoada.

Sentei-me no chão. Amaldiçoada?

CAPÍTULO TRÊS

Quando uma mulher como Remy olha para você com horror, tende a arruinar o

seu dia um pouco.

E quando ela ainda permaneceu em silêncio, me deixou ansiosa:

−O que você quer dizer, que estou amaldiçoada?

Ela piscou para mim.

−Você sabe voodoo, um feitiço.

Interrompi-a, pousando minhas mãos sobre meus quadris.

−Eu sei o que é uma maldição. Quero saber o porquê você acha que fui amaldiçoada, se tudo o que fiz foi apagar a mente de um entregador de pizza?

−Não foi só isso, disse ela, ficando de pé e batendo o pó de seu jeans.

−É muito mais, além disso. A última maldição que me lembro foi numa

succubus chamada Victoria. Aconteceu à cerca de duzentos anos atrás.

−Victoria? Eu não sei quem é.

O belo rosto de Remy ficou estranhamente solene.

−Isso porque ela está morta.

−Morta? Succubus raramente morriam. Nós regeneravamos buracos de bala

(que eu aprendi da maneira mais difícil), não poderia me afogar, nem envelhecer.

Havia apenas duas maneiras de se matar um succubus. Matar algum de seus mestres (angelical e vampiresco), ela seria imediatamente removida do plano mortal e enviada para o Céu ou Inferno. A outra maneira de matar um succubus era

de fome sexual. Não alimentar a coceira faria com que o nosso corpo falhasse, em

questão de dias, até não sobrar nada, mas uma casca ressecada.

−Victoria gostava de brincar com seu poder, Remy disse, olhando para baixo

para o menino pizza com simpatia. −Começou a usá-lo para seu beneficio, e activamente homens que a tiveram. Ela constantemente pulava da cama de um

vampiro, a um Serim ou outro, sempre uma posição de um homem com mais influência, dinheiro e poder. Um de seus ex-amantes era um bruxo e quando descobriu que ela o traia com um vampiro nobre, a amaldiçoou.

Havia um monte de perguntas apenas por esta simples declaração. Eu queria

perguntar o que diabos era vampiro nobre e se bruxos realmente existam, mas

preferi continuar naquela coisa de "maldição".

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−Então o que aconteceu com ela?

−Nada, em primeiro lugar. Mas ela começou a perceber que seus poderes

começaram a aumentar.

Seu olhar desviou para o entegador de pizza em coma. −Ela começou a limpar

as mentes dos seres humanos ao seu redor e ficou mais forte, mais poderosa. Mais

irresistível para os mortais. Em tudo.

Seu olhar retornou para mim.

−Sua coceira foi ampliada também.

Isso soava assustadoramente familiar.

−Deixe-me adivinhar. Ela tinha que ter sexo com mais freqüência?

Remy assentiu com a cabeça lentamente. −Foi difícil dizer – já que Victoria não

era exatamente a mais casta dos succubus, não como você ou eu.

Puxa se Remy uma estrela pornô era um exemplo de castidade, Victoria deve

ter sido uma super vagabunda.

−A madição fez sua coceira reaparecer a cada poucas horas. Então, a cada

hora. Então um momento, muito menos do que isso.

Bom Senhor. Assim como eu adorava ter sexo com Noah e Zane regularmente, o

pensamento da comichão ser apenas a cada hora era assustador. Todo sundaes

poderaia acabar se eu tivesse que tê-los a toda hora e a cada hora.

−Então, o que a Victoria fez?

Remy encolheu os ombros.

−Ela continuou tendo relações sexuais, mas não foi suficiente. Sua pele tornou-

se cinzenta e desbotada, os cabelos caíram e seu corpo começou a diminuir. Ela

morreu de fome bem no meio de uma orgia.

Remy desviou os olhos de mim.

−Meu Deus.

Passei meus braços em volta do meu corpo e fechei os olhos, os olhos que

estavam azuis vivos, apesar de haver tido relações sexuais a menos de um dia

inteiro atrás.

−Você realmente acha que estou amaldiçoada?

−Eu não sei mais o que poderia ser.

Remy disse suavemente.

−Essa é a única coisa parecida que vi em duzentos anos. Victoria começou a ter

o mesmo problema com seus poderes ao tocar os mortais. Ela acidentalmente encostava a mão e suas mentes desapareciam. Poucos dias depois, seus corpos

morreriam de fome. Ninguém sabia como ela fazia isso, simplesmente aconteceu.

Poderes Suck fora de controle.

−Mas... , hesitei, pensando duramente.

−Toquei também Noah antes disso. E como é que não apaguei sua mente?

Um pensamento me ocorreu, alcancei Remy e bati em seu ombro.

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Ela bateu na minha mão.

−Ei! Caia fora!

Afastei-me, cheia de remorsos.

−Desculpe, queria ver se funcionava.

−Tentando comer o meu cérebro?

Ela fez uma careta.

−Você tem sorte que não funciona em imortais.

−Não?

−Não que eu tenha visto.

Senti-me fraca de alívio. Então não poderia ferir Noah ou Zane. Bom saber. A

sala ficou em silêncio, exceto para os roncos do Sr. Queijo.

−Você acha que isso é reversível?

Olhei-a ansiosamente. O que eu ia fazer se não pudesse encontrar uma forma

de retornar o rapaz em seu corpo?

Remy encolheu os ombros.

− Se pudermos achá-lo no cérebro esquerdo, acho que podemos descobrir como

colocá-lo de volta.

Concentrei-me no lado positivo. Bom.

−Mas você precisa se livrar primeiro de sua maldição, Remy lembrou.

Não é tão bom assim. Cai no sofá e olhei para a parede. − Quem teria me

amaldiçoado? Quem eu teria irritado o bastante para querer se livrar de mim?

−Eu não sei, disse Remy, sentando ao meu lado e colocando o braço em volta

da minha cintura.

−Mas acho que sei quem poderia ter mais informações sobre isso.

−Zane? Noah?

Ela balançou a cabeça.

−Não. Sua voz era muito pequena.

−Você sabe de quem estou falando.

Maldição. Eu sabia.

Negociantes.

Se você perguntasse a alguém no meio da rua o que era um anjo, eles vão

evocar a imagem de um ser doce, espiritual com grandes asas macias que irá guiá-

lo e mantê-lo seguro.

Apesar das asas, os anjos não eram tão docemente inocentes como a sociedade

gosta de retratá-los. Minha especie os chama de negociantes, porque os anjos gostam de barganhar e a moeda que gostam de jogar é com sua alma imortal.

Lá no fundo, sob o exterior de Barbie Playboy, eu ainda tinha uma alma. Que

poderia ainda ser afetada pelo que fiz aqui na terra. E se eu pedisse ajuda aos

negociantes para qualquer coisa, eles estariam mais do que felizes por me ajudar.

Por um pequeno preço.

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Pelo menos, era pequeno para eles. Embora pudesse ser tão simples como

"Consiga um livro para mim", eles não te diriam que conseguir o livro poderia significar que você tem que matar alguém ou roubar de uma criança morrendo de

câncer. Mas, uma vez que concordasse em fazer a tarefa, você tem que terminar,

porque mentir aos anjos era o pior tipo de pecado para uma alma imortal. E nunca

se esquecem de uma promessa quebrada. Nunca.

−Os negociantes? Nós temos que fazer isso? Eu ainda estou dolorida pelo buraco de bala que Uriel meteu dentro de mim depois do último negócio que fiz

com eles.

Imortal ou não, ainda doia para regenerar seu abdômen quando há um buraco

do tamanho de um prato nele. Esfreguei meu estômago só de pensar nisso.

Quando me tornei um succubus, Uriel me enganou para me aproximar de

Nitocris a rainha vampiro em sua própria toca. Colocando-me em sérios apuros.

Uriel estava perseguindo a aureóla do primeiro caído-Joachim e tinha retirado todos

os impedimentos para obtê-lo antes que a rainha pudesse recuperá-lo. Ele mesmo

possuiu um padre para chegar até mim (e a aureóla). E dado o fato de que Remy

tinha acidentalmente absorvido a aureóla e os poderes de Joachim, eu não estava

com pressa para ver Uriel novamente.

−Eu não consigo pensar em ninguém capaz de saber sobre a sua maldição,

disse Remy. – Nova Cidade é luz para os imortais. A menos que você queira ir até o

outro lado para ter o conhecimento que precisa.

Quando ela disse o outro lado, significava os outros tipos de negociantes: demônios.

Estremeci.

−Não, obrigada. Pelo menos Uriel tem algum tipo de honra, mesmo sendo

maluco.

Afinal, ele acreditava que estava fazendo algo para o bem da Milícia Celeste. O

fato de entregar-lhe a auréola teria limpado Noah e o resto dos Serim do planeta?

Apenas um pequeno detalhe.

−Certo. Nós não temos que ir até Uriel, Remy ofereceu.

−Se você entrar numa igreja, já estará pedindo ajuda diretamente. E você sempre consegue as grandes armas numa igreja.

−Mas os anjos não podem deixar a terra santa, lembrei.

−A não ser que possua alguém. E eu duvido que eles estejam vagando ao redor

de Nova Cidade emprestando corpos, apenas para ter a chance de dizer um oi para

mim.

−Você está certa, disse, desanimada.

−Anjos odeiam possuir pessoas. Eles acham um ultraje.

Eu não os culpo. Tinha visto algumas de suas escolhas e não parecia muito bom

partido.

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Remy se iluminou.

−Mas sei onde podemos encontrar alguns dos jogadores da liga menor.

−Jura? Onde?

Ela ergueu o dedo no ar para enfatizar sua idéia brilhante. −Um cemitério!

Se houve uma coisa que mudou desde que me transformei em um succubus há

algumas semanas, é que minhas noites de sábado nunca foram maçante. Afinal,

quando eu não estava fazendo sexo com um vampiro ou um anjo caído, era acompanhante de uma das imortais mais quentes de Otomano deste lado do

Mississippi, em mais outro de seus impulsos.

Logo em seguida eu olhava, para uma alta Remy de saltos vermelhos

afundando na terra úmida, assim que caminhava. Ela jogou as mãos no ar, balançando para o lado com uma expressão horrorizada.

−Credo! Acho que perfurei a testa de alguém.

Ergui a minha lanterna, observando Remy lutando para sacudir a lama fora de

seu caro sapato.

−Eu sinceramente duvido que eles enterrem as pessoas hoje em dia apenas

com dois centímetros de profundidade.

Ela me deu um olhar desdenhoso e voltou a sacudiur o sapato para retirar a

sujeira.

−Falando nisso, porque você não pode usar sapatos normais? Eu estava usando

meus tênis sujos.

−Eu não trouxe nenhum outro sapato comigo. Quando você me ligou, não achei

que gastaria o meu sábado à noite num cemitério.

Remy olhou ao nosso entorno com desagrado.

Nós duas fizemos.

−Você poderia ter emprestado um dos meus.

Segui enquanto ela cambaleava através da grama.

Ela deu uma fungada arrogante.

−Os seus são feios.

−Você os escolheu para mim!

−Bem, eles são perfeitos para você. Mas feio para mim.

Ela apontou para uma fileira de lápides atrás de uma grade de ferro.

−Além disso, estamos quase lá.

Iluminei com minha lanterna as barras de ferro, ignorando o arrepio na parte de

trás do meu pescoço, quando uma coruja piou nas proximidades. A lua cheia estava

alta e brilhante e a meninha dentro de mim estava gritando de terror, mesmo que

eu soubesse muito bem que não havia nada a temer. Quer dizer, eu dormia regularmente com os seres que temem durante a noite. Eu era imortal. Nada poderia me fazer mal no meio de um assustador cemitério na calada da noite.

Certo?

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Certo?

Remy jurou novamente afundando os calcanhares no chão e inclinou-se para

removê-los. Como ela, notei outra lanterna balançando ao longo do caminho, numa

curta distância de nós.

−Merda.

Peguei Remy pelo braço.

−Alguém está vindo para cá.

Ela olhou o caminho.

−E daí?

−Nós vamos ser pegas.

Desliguei minha lanterna e a enfiei no cós da calça.

−Eu realmente não aprecio ir para a prisão por invadir um cemitério.

Remy aspirou de forma bastante vulgar.

−Ninguém vai para a cadeia, sua tola.

Avançou e me entregou os sapatos, liderado o caminho com a lanterna, seus

quadris e cabelo balançando ao redor de seus ombros em um movimento perfeito

para comerciais da Pantene. Eu podia ouvi-la cantarolar baixinho uma divertida música.

Com seus sapatos na mão, eu a acompanhei cautelosamente.

Aproximei-me deles apenas a tempo de ouvir o guarda dizer:

−As visitas são encerradas após o anoitecer, senhora. Você vai ter que voltar

outra hora.

−Meu namorado me deixou aqui, disse Remy, soltando um falso choramingar

que eu já havia ouvido. As estrelas pornos não eram conhecidas pelas suas habilidades de atuação, afinal de contas.

−Está escuro e assustador aqui fora e eu torci o tornozelo.

Falso ou não, como um pênis poderia resistir a uma succubus em necessidade.

O homem tinha os braços envoltos da cintura de Remy no seguinte momento e ela

desabou contra ele, jogando os braços em volta de seu pescoço. Ele não pareceu

reclamar. Confuso? Sim. Arrebatador? Definitivamente.

−Acalme-se, menina. Eu vou cuidar de você, disse ele sobre o seu choro teatral,

em seguida, olhou para mim. −Você está com uma amiga aqui? Sua calma mudou

para confusão e desconfiança.

−Oops, disse Remy, franzindo a testa para mim por estragar as coisas. Você

acredita que é um encontro duplo?

No seu olhar cético, ela suspirou.

−Não?

−Eu posso explicar.

Comecei assim que o guarda tentou soltar os braços de Remy em volta do

pescoço.

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Remy puxou a cara do guarda abaixo com a dela e capturou sua boca, o

prendendo num beijo muito longo. Quando terminou, ele deslizou no chão como um

montão de ossos.

Satisfeita, ela olhou-me.

−Beija bem, disse ela, em seguida, inclinou-se sobre ele. −A senha foi fácil,

também. Remy vasculhou seus bolsos por um momento, então saiu com as chaves.

−Apenas por precaução.

Ela passou por mim e se dirigiu até a porta, em movimentos decisivos e

balançando o cabelo. Olhei para o guarda por um momento a mais e senti uma

agitação de luxúria. Ele era um homem de boa aparência. Talvez uns trinta, trinta e

cinco anos. Limpo, olhos bonitos por trás dos óculos

Encolhi-me com o meu corpo pulsando em resposta. Normalmente, quando

pulava uma" refeição ", a coceira pulsava num sussurro constante na parte de trás

da minha mente. Hoje parecia como um super sônico. Aterrorizada, corri após

Remy, tentando não pensar em Victoria e sua fome até a morte no meio de uma

orgia. Morrer durante o sexo. Não, não vou pensar nisso.

−Vamos levar este show na estrada, não é?

Ela estendeu a mão para o teclado do portão eletrônico. −Estou com pressa.

Apenas me dê um momento.

Remy apertou os lábios, em seguida, digitou o código chave no teclado

eletrônico.