O Mistério do Anel de Pérola por Lenira Almeida Heck - Versão HTML

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LENIRA ALMEIDA HECK

(Júlia Vehuiah)

Autora: Lenira Almeida Heck

Inspirada por: Júlia Vehuiah

Ilustradora: Adriana Schnorr Dessoy

Editoração: Paulo Alexandre Fritsch

Tiragem: 1.000 exemplares

Copyright: Lenira Almeida Heck (Júlia Vehuiah)

Rua General Flores da Cunha, 84/102 - Bairro Florestal

95900-000 - Lajeado - RS

E-mail: lenira@univates.br - Fone: (51)3714-2472

H446m Heck, Lenira Almeida

O mistério do anel de pérola / Lenira Almeida Heck. -

Lajeado: UNIVATES, 2008.

28 p. Il. Pb.

ISBN 978-85-98611-54-9

1. Literatura infantil I.Título

CDU: 82-93

Ficha catalográfica elaborada por: Claudia Carmem Baggio CRB 10/1830

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LENIRA ALMEIDA HECK

(Júlia Vehuiah)

“A imaginação é um anjo que nos leva a viajar

pelo mundo mágico do faz de conta”.

Júlia Vehuiah

Agradecimentos:

A Deus, por mais esta obra.

A Júlia, pela vida.

A Vehuiah, pela inspiração.

A você, que se deixará conduzir ao mundo

fantasioso do Era uma vez... .

Ofereço esta obra

Dedico esta obra:

A todos os adultos com alma de criança e a todas as crianças que um

dia se tornarão adultos e que conservarão em si, a alma de criança.

À minha família- Roque, Aline, Davi, mini e meg.

À Professora Ivete, a Mirtô e ao Paulo – amigos com alma de criança.

À Dra. Priscila.

À Lise, Rose e Bárbara.

Aos brasileiros que, apesar de descontentes com tantas injustiças

sociais, não perdem a esperança de dias melhores. A todos, o meu

respeito e solidariedade.

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3

E ra uma vez duas irmãs

chamadas Cloé e Marli. Elas

moravam num vilarejo bem

distante; seu pai era o único

professor do lugar. A família

vivia nos fundos da escola.

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Certo dia, a mãe de um colega e amiga da família resolveu

levar um presente para Cloé.

O professor foi à janela e...

- Cloé! Visita para você!

Ao chegar, dona Elizete entregou-lhe uma pequena caixa.

- Isto é para você. Cuide bem dela.

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Dentro, estava uma pequena ave. Suas penas eram brancas

como a neve. Contente, Cloé agradeceu o presente, e saiu

para mostrá-lo à irmã.

- Marli! Marli! Olha o que ganhei!

- Aposto que esta coisa não tem nome nem certidão de

nascimento.

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- Ih! É verdade! - concordou Cloé,

saindo em disparada.

- Dona Elizete! Dona Elizete! Por

favor, espere! A senhora esqueceu

de entregar a certidão de

nascimento da pintinha.

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Conhecedora das brincadeiras de Marli, D. Elizete

respondeu:

- Volte e peça para Marli ir ao cartório registrá-la.

Cloé voltou e contou para a irmã o que D. Elizete havia dito.

- Então, vamos chamá-la... “Branquinha”.

E assim ficou.

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Num piscar de olhos, Branquinha cresceu, engordou e se

transformou numa bela galinha, mansa e cacarejante.

Um belo dia, colocou o seu primeiro ovo, que tinha três

gemas. A alegria foi geral.

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9

A mãe de Cloé aproveitou as gemas para fazer uma

deliciosa torta em homenagem à filha Marli, que estaria de

aniversário no dia seguinte.

O pai comprou-lhe um lindo presente.

Ao abri-lo, Marli pulou de alegria.

- Oh! Um anel de pérola.

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Dias depois, as duas irmãs olhavam

Branquinha ciscar. Lá pelas tantas,

Marli tirou o anel do dedo e, num

descuido, ele escapou-lhe das mãos,

indo cair próximo à Branquinha.

Depressa, desceu para pegá-lo. Mas

não o encontrou.

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10

11

E procura daqui, procura dali, nada

de o anel aparecer.

Aflita, Marli começou a chorar e

acusar Branquinha de tê-lo engolido.

A partir daquele instante, ela não

gostou mais da galinha.

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Cloé, mais que depressa, pegou Branquinha e correu

para junto do pai.

Marli, soluçando, procurou a mãe e

contou tudo o que acontecera.

Muito tristes, lembraram da

lenda que dizia: quando as aves

engolem algum objeto de

ouro, três dias depois o

ouro derrete no ventre.

E nada puderam fazer.

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O caso logo se espalhou pelo vilarejo. Algumas pessoas

começaram a seguir Branquinha por toda parte.

Após os três dias, alguém disse:

- Ih! Marli... Melhor perder as esperanças.

Mas Marli não perdia a esperança de encontrar o seu anel.

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Uma tarde, a garota estava escondida atrás de uma moita,

abrindo o bico da galinha para ver se o anel estava

trancado em sua garganta. Outro dia, lá estava Marli

examinando o fiofó da galinha.

Cloé tirou Branquinha das mãos da irmã e saiu correndo.

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15

Por causa desses e de outros episódios, Cloé não

desgrudou mais de Branquinha, mas espanto causou quando

começou a levá-la para a igreja.

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O Padre não gostou nada daquela idéia maluca. Falando

baixinho, dizia:

- Valha-me, Deus! O que será que o bispo vai pensar, quando

souber que aqui neste lugar até as galinhas assistem às

missas? Com certeza, serei transferido ou considerado

louco. Só me faltava isso!

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17

Mas o pior estava para acontecer. As outras crianças,

seguindo o exemplo de Cloé, também começaram a levar

animais para a igreja: galinhas, coelhos, gansos, preás,

cachorros, gatos, cabritos, tinha até uma porquinha

recém-nascida com um laço cor de rosa no pescoço.

Contam que alguém levou um papagaio cantador, que

cantava a música Mãezinha do Céu.

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O Padre, por sua vez, rezava para que o Bispo não

aparecesse tão cedo por aquelas bandas.

Uma tarde, o religioso recebeu um

telefonema, avisando que o bispo e sua

comitiva estavam a caminho.

O santo homem começou a andar de um lado

para outro, muito preocupado. Aflito, correu

à casa dos fiéis para pedir que, enquanto

durasse a visita do bispo, ninguém levasse os

animais para a igreja.

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Houve grande revolta. As crianças não aceitaram o pedido.

Os pais concordaram com elas, dizendo:

- Padre, ou levamos as nossas crianças e seus animais de

estimação, ou não iremos mais à missa.

O sacerdote suplicou:

- Por favor, não façam isso, pois estarei acabado.

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20

No domingo, os fiéis foram chegando. Traziam crianças e

animais. À medida que iam entrando, o bispo franzia a testa,

arregalava os olhos e perguntava:

- Padre, o que significa isso?

- Eu posso explicar. É que hoje celebraremos o dia de

São Francisco.

- São Francisco... Em junho?!

- E não é?!

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- Padre, o senhor enlouqueceu?!

- Será que me enganei tanto assim?! Mas já que o erro foi

meu, vamos permitir que os animais fiquem; afinal, o que

pensará São Francisco? É ou não é, senhor bispo?

O bispo aceitou a situação, e a missa foi celebrada.

Ao terminar a cerimônia, a família de Cloé convidou o

padre e o bispo para almoçar. A visita se estendeu até o

jantar.

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22

No jantar, foram servidos ovos cozidos. De repente,

alguém exclamou:

- Encontrei!

- O quê? - perguntou a mãe.

- O anel.

Todos falaram ao mesmo tempo:

- O aneeeel?!

- Eu também mastiguei alguma coisa! - disse o pai.

- Será que o bendito anel está se desmanchando!? – falou o

padre - Até que enfim, acabou o pesadelo!

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O bispo, que desconhecia a história do anel, ficou curioso.

Também tinha mastigado algo que quase lhe quebrara os

dentes.

Ao examinar, viu que não era o anel, mas sim, uma

pequenina pérola.

Suspirando, pensou:

- É milagre! Só pode ser!

E guardou-a no bolso.

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24 O fenômeno passou a se repetir em cada ovo que

Branquinha botava.

A família, para protegê-la contra a inveja das pessoas,

manteve segredo. Marli ganhou outro anel, tão bonito

quanto o primeiro.

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25

Cloé e Marli cresceram, mas o mistério do anel de pérola

continuou. Muitos bruxos tentaram descobrir o que

acontecera, mas nenhum deles conseguiu.

Quanto à Branquinha... Bem,

ela teve bastantes pintinhos e

viveu feliz, cacarejando, toda

animada. Alguns dizem que

era encantada, pois nenhuma

outra galinha viveu tanto.

Mas a história não termina aí,

não.

Uma tarde, Cloé estava sentada no mesmo lugar onde todo

o mistério havia começado. De repente, alguma coisa

chamou-lhe a atenção. Numa pequena fresta, existente ao

pé da escada, avistou o anel há muito tempo perdido. A

alegria foi geral, e todos foram felizes enquanto viveram.

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Olá,

Sou a Lenira Almeida Heck, mas muitos me

conhecem como Júlia Vehuiah. Sou professora, faço

palestras e gosto muito de escrever e contar

histórias. Nasci em 20/03/54, lá na cidade de São

Félix/BA; até os nove anos morei em Cachoeira/BA

e tomei muito banho no rio Paraguaçu. Depois

mudamos para Salvador/BA. Atualmente moro em

Lajeado/RS, terra de gente maravilhosa! Vocês

precisam conhecer a cidade e o povo. Sou casada

com Roque Heck e sou mãe de Aline, Davi e de uma

gata de quatro patas, sem pedigree, chamada Mini,

sapeca que só ela.

Gosto das coisas simples, como, por exemplo, um belo dia de sol

após um lindo dia de chuva; dos animais; da algazarra de crianças quando elas estão felizes.

Adoro a Deus e sei que sou amada por ELE.

A todos vocês, obrigada por ler as nossas obras e até um dia,

quando nos veremos. Um beijo bem gordo na bochecha.

Quero falar um pouco sobre a nossa ilustradora Adriana Schnor

Dersoy:

Fomos colegas no magistério. Ela é casada, tem dois filhos e

nasceu em Santa Clara do Sul/RS. Hoje, atua na Educação Infantil. Desde

criança, sempre gostou de desenhar e pintar, e tem o potencial artístico que vocês já conhecem. Adriana é muito mais, mas não tenho espaço para

escrever tudo.

Amo vocês.

Um grande abraço, da Lenira

Aquisição das obras:

Lenira Almeida Heck:

Fone: (51)3714-2472

E-mail: lenira@univates.br

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Vamos pintar os personagens das outras histórias?

Borboleta Azul

Dinda Raposa

Galo Tião

Vaca Malhada

Peixinho Vermelho

Sr. Gato

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Outras obras da Autora:

Entre

nessa

corrente!

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Um anel sumiu misteriosamente. A galinha Branquinha é a

principal suspeita, por isso é perseguida;

mas ela tem como defensora a sua pequena dona,

Cloé. Venha participar dessa fantástica e

divertida aventura.

ISBN 978-85-98611-54-9

9 7 8 8 5 9 8 6 1 1 5 4 9

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