VIP Membership

O Prazer de uma Dama por Renee Bernard - Versão HTML

ATENÇÃO: Esta é apenas uma visualização em HTML e alguns elementos como links e números de página podem estar incorretos.
Faça o download do livro em PDF, ePub, Kindle para obter uma versão completa.

index-1_1.jpg

index-1_2.jpg

index-1_3.jpg

Renee Bernard

Trilogia The Mistress

Livro 1

O Prazer de uma Dama

Tradução/Pesquisa: GRH

Revisão Inicial: Ana Catarina

Revisão Final: Carol

Formatação: Ana Paula G.

index-2_1.png

index-2_2.png

index-2_3.png

index-2_4.png

index-2_5.png

index-2_6.png

index-2_7.png

index-2_8.png

index-2_9.png

index-2_10.png

index-2_11.png

index-2_12.png

index-2_13.png

index-2_14.png

index-2_15.png

index-2_16.png

index-2_17.png

index-2_18.png

index-2_19.png

index-2_20.png

index-2_21.png

index-2_22.png

index-2_23.png

index-2_24.png

index-2_25.png

index-2_26.png

index-2_27.png

index-2_28.png

index-2_29.png

index-2_30.png

index-2_31.png

index-2_32.png

index-2_33.png

index-2_34.png

index-2_35.png

ARGUMENTO

A história de uma mulher que, procurando vingança, descobre o prazer que

pode ser a falsa identidade...

Sempre viram à senhorita Everett como uma criatura tímida e dócil, mas por

uma noite, Merriam, a ratinha, se transforma em uma beleza que seduz ao

arrogante conde que uma vez a menosprezou, para depois deixá-lo

enlouquecido pela luxúria.

Um bom plano se não fosse por ter seduzido o sem vergonha errado!

Drake Sotherton partiu da Inglaterra por sombrias razões e agora voltou para

vingar-se de Julian Clay, o homem que acredita que matou sua mulher.

Convencido de que a beleza mascarada que o seduziu é uma das

bonequinhas de Julian, Drake a segue e lhe propõe que sejam amantes

durante uma temporada.

Cada desejo libidinoso e secreto será explorado... E satisfeito.

2

index-3_1.jpg

index-3_2.png

index-3_3.png

index-3_4.png

index-3_5.png

index-3_6.png

index-3_7.png

index-3_8.png

index-3_9.png

index-3_10.png

index-3_11.png

index-3_12.png

index-3_13.png

index-3_14.png

index-3_15.png

index-3_16.png

index-3_17.png

index-3_18.png

index-3_19.png

index-3_20.png

index-3_21.png

index-3_22.png

index-3_23.png

index-3_24.png

index-3_25.png

index-3_26.png

index-3_27.png

index-3_28.png

index-3_29.png

index-3_30.png

index-3_31.png

index-3_32.png

index-3_33.png

index-3_34.png

index-3_35.png

index-3_36.png

COMENTÁRIO REVISÃO INICIAL ANA CATARINA

É hot, com cenas detalhadas. Porém, eu achei meio enjoativo, tanta cena

de sexo. Mas a história é boa, trata de uma mocinha-lagarta que se

transforma em borboleta e um mocinho TDB.

COMENTÁRIO REVISÃO FINAL CAROL

Gostei do livro, o mocinho busca vingança, mesmo pensando em utilizar a

mocinha, mas há uma reviravolta na história. Espero que se divirtam tanto

quanto eu com o livro, foi realmente muito bom revisá-lo. :)

3

index-4_1.png

index-4_2.png

index-4_3.png

index-4_4.png

index-4_5.png

index-4_6.png

index-4_7.png

index-4_8.png

index-4_9.png

index-4_10.png

index-4_11.png

index-4_12.png

index-4_13.png

index-4_14.png

index-4_15.png

index-4_16.png

index-4_17.png

index-4_18.png

index-4_19.png

index-4_20.png

index-4_21.png

index-4_22.png

index-4_23.png

index-4_24.png

index-4_25.png

index-4_26.png

index-4_27.png

index-4_28.png

index-4_29.png

index-4_30.png

index-4_31.png

index-4_32.png

index-4_33.png

index-4_34.png

index-4_35.png

CAPÍTULO 1

« Não tenho interesse algum pelas viúvas de rosto pálido, nem pelas virgens lânguidas

Recordou aquelas mordazes palavras com uma claridade ácida. Instantes depois de ter

conhecido o homem que lhe tinha feito arder de desejo, fazendo com que se perguntasse se

todos os anos de desejo insatisfeito teriam chegado a seu fim, esse mesmo homem, Julian Clay,

o conde de Westleigh, tinha dirigido estas palavras a seu acompanhante. Inconsciente da

devastadora explosão que tinha provocado na trêmula alma que se encontrava atrás da coluna,

riu entre dentes da resposta que seu acompanhante tinha resmungado, pondo em marcha as

rodas do destino.

Não cabia dúvida de que aquelas palavras ilustravam o efeito que ela tinha produzido sobre

aquele conhecido “playboy”, ou, ao menos, era a impressão que tinha dado a Merriam, que

contava com a cruel precisão da vasta experiência.

Merriam «a ratinha», esse era o apelido que seu pai lhe tinha posto e que tinha perdurado

durante toda sua juventude, e inclusive durante o desolador pesadelo de seu matrimônio com

um velho indiferente. Seu marido a chateava utilizando seu nome de animal quando queria que

sua aprazível esposa se retirasse e assim poder voltar para seus importantes e urgentes assuntos;

assuntos entre os que se encontravam seus negócios, intermináveis cartas e deitar-se com suas

criadas.

Mas a ratinha tinha sobrevivido e aquela noite Merriam estava decidida a provar os prazeres

proibidos com os que as viúvas de rosto leitoso e as virgens lânguidas só podiam sonhar:

luxúria e vingança. Julian Clay seria dela e lhe ensinaria de que massa eram feitas as ratinhas, e

depois o deixaria abrasado pelo desejo e a dor, uma satisfação que só ela saborearia. Prostraria

o playboy mais célebre de Londres a seus pés e depois... Partiria.

4

index-5_1.png

index-5_2.png

index-5_3.png

index-5_4.png

index-5_5.png

index-5_6.png

index-5_7.png

index-5_8.png

index-5_9.png

index-5_10.png

index-5_11.png

index-5_12.png

index-5_13.png

index-5_14.png

index-5_15.png

index-5_16.png

index-5_17.png

index-5_18.png

index-5_19.png

index-5_20.png

index-5_21.png

index-5_22.png

index-5_23.png

index-5_24.png

index-5_25.png

index-5_26.png

index-5_27.png

index-5_28.png

index-5_29.png

index-5_30.png

index-5_31.png

index-5_32.png

index-5_33.png

index-5_34.png

index-5_35.png

O baile de máscaras de lorde Milbank era conhecido por seus indecentes e vergonhosos

deleites. Nenhum membro respeitável da alta sociedade londrina aceitaria jamais ir a esse baile,

o qual significava que ninguém com um convite em suas mãos o perderia por nada do mundo.

Era o convite mais cobiçado da temporada social.

A própria Merriam sustentava seu envelope adornado com fitas vermelhas, surpreendida

pela firmeza de seus dedos. Para ela, as sucessivas semanas de preparativos culminariam aquela

noite. Depois de dias de meticuloso estudo e noites de perturbador desejo, a ratinha se

transformou. Aquela noite ela seria o gato.

—Chegou Merlín? —perguntou ela.

—Sim, senhora. —respondeu o mordomo.

—Poderia pedir a algum dos serventes que vá busca-lo e diga que sua amiga já está aqui?

—ordenou, tentando ignorar o nó que tinha feito no estômago ao pronunciar aquele descarado

pedido. O mordomo assentiu e disse:

—Como diga senhora.

Merriam sorriu. Vamos, a senhora deseja ensinar ao feiticeiro um pouco de magia.

Vestida de seda negra e envolta em veludo, entrou na sala abarrotada. Entre vistosos

vestidos de cores e opulentos brilhos de joias, Merriam sabia que chamaria a atenção. Com

aquele vestido que personificava toda uma brincadeira ao recato, os restolhos mais escuros de

uma viúva se transformaram em um sensual convite. A máscara de veludo negro e as orelhas de

gato eram simples, mas os laços negros que as uniam e prendiam a seu cabelo eram,

deliberadamente, muito compridos e caíam sobre sua clavícula acentuando os ombros nus e a

sinuosa carne que se sobressaía do sutiã. Suas ondulantes curvas se sublinhavam com umas

simples linhas, que acabavam em um impactante cetim vermelho que se sobressaía sob o

veludo negro. Todos os olhares se desviavam para o brilho de cor sob o que se insinuavam as

pernas e os magros tornozelos, que apareciam pelas aberturas feitas estrategicamente na saia.

5

index-6_1.png

index-6_2.png

index-6_3.png

index-6_4.png

index-6_5.png

index-6_6.png

index-6_7.png

index-6_8.png

index-6_9.png

index-6_10.png

index-6_11.png

index-6_12.png

index-6_13.png

index-6_14.png

index-6_15.png

index-6_16.png

index-6_17.png

index-6_18.png

index-6_19.png

index-6_20.png

index-6_21.png

index-6_22.png

index-6_23.png

index-6_24.png

index-6_25.png

index-6_26.png

index-6_27.png

index-6_28.png

index-6_29.png

index-6_30.png

index-6_31.png

index-6_32.png

index-6_33.png

index-6_34.png

index-6_35.png

Tinha chegado tão longe, que até pôs uma mecha carmesim entre o cabelo castanho quase

azeviche, para que fizesse jogo com o vestido.

O último conselho de madame de Bourcier ressonou em sua cabeça: « Deve se sentir

atraente, invencível. Emanará uma espécie de ardor, a essência que desprendem as mulheres

quando estão preparadas, acessíveis e dispostas. Deve sentir esse poder e logo atraí-lo para

você».

Rodeou a sala evitando as conversas corriqueiras e ignorando as sutis chamadas de atenção

dos convidados mais ousados. A cada um de seus sedosos passos, podia sentir um redemoinho

de eletricidade entre as pernas que percorria todas as costas. Mas transcorreram uns minutos

intermináveis e a confiança começou a desvanecer-se. Tinha analisado a distribuição da casa e

até tinha localizado onde teria lugar o encontro, mas... O que aconteceria se a informação que

tinha sobre o disfarce que ele levaria era falsa? O que aconteceria se ele não fosse à festa? O

que aconteceria...?

—Deve ter mais cuidado. —Sua voz a assaltou pelas costas, aquele grunhido profundo e

masculino a fez estremecer—Pensei que os amigos deviam estar perto do anfitrião.

Ela se girou para olhá-lo.

—Oh, mas se estou perto não?

Era mais alto do que recordava, mas o temor pode afetar à percepção e, inclusive vestida de

gata, sabia que aquele jogo podia dar muitas voltas. Ele levava uma máscara e o cabelo

penteado para trás com purpurina para fazer jogo com a seda cinza de seu capote, que estava

adornado com contas e antigos símbolos de magia bordados. Era um Merlín assombrosamente

atraente e ela não fez nada para ocultar aquele pensamento, o observando dos pés a cabeça,

como se Julian Clay já fosse dela.

Ao fim, seus olhos se encontraram com o cintilante calor dos dele transpassando a máscara

e o disfarce; sentiu a primeira sensação de vitória. É meu.

6

index-7_1.png

index-7_2.png

index-7_3.png

index-7_4.png

index-7_5.png

index-7_6.png

index-7_7.png

index-7_8.png

index-7_9.png

index-7_10.png

index-7_11.png

index-7_12.png

index-7_13.png

index-7_14.png

index-7_15.png

index-7_16.png

index-7_17.png

index-7_18.png

index-7_19.png

index-7_20.png

index-7_21.png

index-7_22.png

index-7_23.png

index-7_24.png

index-7_25.png

index-7_26.png

index-7_27.png

index-7_28.png

index-7_29.png

index-7_30.png

index-7_31.png

index-7_32.png

index-7_33.png

index-7_34.png

index-7_35.png

Ele a observou, fascinado por seu desafiante olhar. Quem era aquela mulher que se

apresentava como uma sensual oferenda dos deuses e a que não recordava ter adorado antes?

—Nunca estará o suficientemente perto para suscitar queixa alguma em mim, querida

amiga. —contra-atacou brandamente, tentando recordar que, independentemente de quem era

não podia esquecer as normas da correção.

Ela deu um lento passo para ele, elevando a cabeça para olhá-lo e a ele cortou a respiração.

Era como uma pantera magnífica na selva, e as mãos ardiam por tocar cada uma das curvas

ocultas de seu corpo.

—Não? Vejamos feiticeiro, o quanto uma mulher pode se aproximar até fazer que... Te

queixe. —Com um sutil giro, passou junto a ele e olhou para trás, o convidando para que a

seguisse enquanto se dirigia para um corredor privado, longe das luzes da festa.

Ele a seguiu sem duvidar, evitando todo pensamento de precaução ou cautela. A veracidade

dos rumores de que havia meretrizes mescladas entre a multidão na infame festa de Milbank lhe

pareceu agora possível. Observou o balanço hipnótico dos quadris daquela gata dirigindo-o para

as sombras do vestíbulo da casa de seu anfitrião. Supôs que o levava até um dos dormitórios da

casa, mas ela o agarrou, lhe fazendo entrar em um canto oculto depois de umas pesadas

cortinas. A luz da lua entrava pela janela e os envolvia entre sombras do branco mais puro, até a

escuridão mais absoluta, passando pelo cinza e viu que aquele pequeno espaço secreto tinha um

assento convenientemente adornado com almofadas, junto à janela e que era o suficientemente

amplo para o encontro.

Ele correu as cortinas e se girou para voltar a observar aquela criatura vestida de veludo e

cetim, com a pele tão branca como a nata, convidando-o a beber dela com o queixo

desprendendo pura valentia.

Mas o instinto lhe disse que ali não havia nenhuma cortesã, nem nenhuma enfastiada

prostituta. À luz da lua, reparou no detalhe de que sua «sedutora» mordia o lábio inferior e

parecia duvidar sobre o que fazer com aquelas trementes mãos que denotavam pouca

7

index-8_1.png

index-8_2.png

index-8_3.png

index-8_4.png

index-8_5.png

index-8_6.png

index-8_7.png

index-8_8.png

index-8_9.png

index-8_10.png

index-8_11.png

index-8_12.png

index-8_13.png

index-8_14.png

index-8_15.png

index-8_16.png

index-8_17.png

index-8_18.png

index-8_19.png

index-8_20.png

index-8_21.png

index-8_22.png

index-8_23.png

index-8_24.png

index-8_25.png

index-8_26.png

index-8_27.png

index-8_28.png

index-8_29.png

index-8_30.png

index-8_31.png

index-8_32.png

index-8_33.png

index-8_34.png

index-8_35.png

experiência. Seguiu seu olhar e tentou ocultar as mãos entre o vestido, mas ele as agarrou sem

esforço algum, tentando desvelar o mistério que pulsava de puro desejo atrás daquela máscara.

Tinha as mãos sedosas e finas e as unhas suaves. Eram as mãos de uma dama desejando

escapar, sem poder ocultar seu nervosismo. Não, não se tratava de uma meretriz experiente,

nem sequer, suspeitava, era uma criatura lasciva que tinha perdido já a conta das camas nas que

tinha estado. Tratava-se de outra coisa completamente diferente, mas, exatamente o que, não

podia dizer.

—Como posso te agradar, senhor? —ronronou, afastando a atenção de suas mãos,

obrigando-se a lhe encarar naquele frio e escondido mundo de veludo e pedra que

compartilhariam enquanto durasse aquele jogo.

—Permite-me te sugerir como fazê-lo?

—Sim.

—E te mostrar como?

Ela tragou. O coração acelerou com as inesperadas imagens que aquela pergunta lhe tinha

evocado. Depois de horas e horas de bate-papo na casa de madame de Bourcier sobre a melhor

maneira de seduzir um rufião, tinha chegado a hora da verdade. Merriam se perguntou como

tinha chegado até ali, como podia ter-lhe ocorrido algo tão estúpido, tão ridículo. Mas então ele

a rodeou com seus braços e sua boca se posou sobre a dela, saboreando-a, incitando-a,

consumindo-a. Ela se apoiou sobre o robusto calor de seu torso e de seus braços, desfrutando do

fogo sensual de seus beijos, devorando aquele brutal prazer, ofegando, assombrada ao

comprovar naquela primeira aposta que podia ter subestimado seu próprio desejo, sua própria

fome.

Ele acariciou o veludo do vestido com uma mão, medindo a parte superior do sutiã, inundou

os dedos debaixo do mesmo até tocar um mamilo e liberou um dos seios de todo confinamento.

Merriam jogou a cabeça para trás, surpreendida pela corrente elétrica que disparou ao roçar ele

8

index-9_1.png

index-9_2.png

index-9_3.png

index-9_4.png

index-9_5.png

index-9_6.png

index-9_7.png

index-9_8.png

index-9_9.png

index-9_10.png

index-9_11.png

index-9_12.png

index-9_13.png

index-9_14.png

index-9_15.png

index-9_16.png

index-9_17.png

index-9_18.png

index-9_19.png

index-9_20.png

index-9_21.png

index-9_22.png

index-9_23.png

index-9_24.png

index-9_25.png

index-9_26.png

index-9_27.png

index-9_28.png

index-9_29.png

index-9_30.png

index-9_31.png

index-9_32.png

index-9_33.png

index-9_34.png

index-9_35.png

seu seio, arqueando-se até que sentiu uma aguda sensação entre as pernas. Deus, queria que sua

boca chegasse até ali... A todas as partes.

—Quem é gatinha?

Ela agitou a cabeça, lutando contra o desejo e o impulso de lhe dizer algo... O que quisesse

com tal de que lhe beijasse a sensível ponta de coral do seio.

—Por favor... —O suspiro entrecortado passou seus lábios.

Percorreu seu queixo com a boca, seguindo seu desejo. Brandamente, aproveitou a nudez de

sua garganta, notando o pulso e descendo para o decote, até chegar ao seio, apanhando entre

seus lábios aquela ponta impertinente que se sobressaía dentre os dedos. Rodeou com a língua

aquela carne arrepiada, fazendo o mesmo com o outro seio, apanhando entre os dentes aquela

receptiva ponta, mordiscando-a. Ela arqueou as costas e a respiração se acelerou enquanto ele

tentava lhe mostrar tudo o que sabia sobre o prazer. O seu e o dela.

Ele provou seus seios, chupando-os, absorvendo-os como se ela fosse à vida e o prazer

personificados. Os suaves suspiros e gemidos elevaram a tensão e excitação que ele sentia, o

fazendo perder o controle, ultrapassando qualquer lembrança ou pensamento. Alargou o braço

para deslizá-lo pela coxa, levantando sua perna e colocando-a ao redor da cintura, tornando-se

para frente para exercer pressão sobre sua saia. Roçou com o membro a umidade dentre suas

pernas. Ela se pegou a ele e este afastou os lábios de seus seios ao receber a ofegante e

inexperiente mensagem daqueles movimentos até quase desfazer-se.

Pegou uma das mãos que seguravam as lapelas de seu capote e as soltou brandamente...

Roçando com a língua a ponta de seus dedos, como tinha feito com seus seios, absorvendo cada

fenda, até que sentiu que recuperava o controle.

—Que... Quero te tocar. —Aquele sussurro acabou com sua estratégia em um fugaz suspiro.

Os olhos da gata cintilaram à luz da lua e ele aceitou uma nova definição da palavra

«rendição».

9

index-10_1.png

index-10_2.png

index-10_3.png

index-10_4.png

index-10_5.png

index-10_6.png

index-10_7.png

index-10_8.png

index-10_9.png

index-10_10.png

index-10_11.png

index-10_12.png

index-10_13.png

index-10_14.png

index-10_15.png

index-10_16.png

index-10_17.png

index-10_18.png

index-10_19.png

index-10_20.png

index-10_21.png

index-10_22.png

index-10_23.png

index-10_24.png

index-10_25.png

index-10_26.png

index-10_27.png

index-10_28.png

index-10_29.png

index-10_30.png

index-10_31.png

index-10_32.png

index-10_33.png

index-10_34.png

index-10_35.png

—Então, me toque.

Não lhe ofereceu ajuda alguma, simplesmente soltou a mão que tinha rendido honra com os

lábios. Uma mão que começava agora a memorizar a paragem de músculos e ossos sob as

suaves dobras da camisa e que procurava implacavelmente seu prêmio.

Ela rezou para que não notasse o tremor das mãos, mas se esqueceu de tudo quando tocou a

inconfundível longitude, a poderosa tensão de seu desejo apertada contra os botões das calças.

Merriam afastou o olhar, cativada pela visão de suas mãos lhe acariciando descaradamente

através da roupa.

De quem eram estas mãos tão descaradas? Sou eu quem o está fazendo? A que anseia lhe

tocar mais? A que deseja tomá-lo? Quem é esta mulher?

A força daquelas perguntas a enjoou, e sem que nada a urgisse a isso, liberou-o de sua

roupa. Os botões cederam com facilidade. A austera luz e as sombras revelaram a ereção em

todo seu esplendor. Merriam sorriu ao vê-la; estava surpreendida pela longitude e a grossura de

seu membro, já que era muito maior que o de seu falecido marido.

Percorreu com os dedos a pele aveludada, tocando-o, agarrando-o, acariciando, lhe trocando

o ritmo da respiração. Aquele calor a abrasava e ficou deleitada ante a dureza e as sacudidas

com as que a palma da mão lhe inchava o membro, que suplicava mais carícias, que se

entregasse a ele. De repente, ela também quis mais, madame de Bourcier havia dito que existia

uma forma de submeter um homem: voltá-lo louco, mas Merriam tinha descartado mentalmente

aquela parte da lição, por estar fora de seu alcance. Entretanto, agora o único que queria era

saboreá-lo e se perguntava como seria ter aquela cabeça inflada na língua, no interior de sua

boca. Merriam se ajoelhou, e a saia se amontoou a seu redor.

—Que bonito é. —murmurou ela. A seguir beijou o membro, extraindo lentamente uma

pérola de umidade cor marfim daquele extremo volumoso e bebeu daquela substância salgada

antes de abrir a boca para rodeá-lo.

10

index-11_1.png

index-11_2.png

index-11_3.png

index-11_4.png

index-11_5.png

index-11_6.png

index-11_7.png

index-11_8.png

index-11_9.png

index-11_10.png

index-11_11.png

index-11_12.png

index-11_13.png

index-11_14.png

index-11_15.png

index-11_16.png

index-11_17.png

index-11_18.png

index-11_19.png

index-11_20.png

index-11_21.png

index-11_22.png

index-11_23.png

index-11_24.png

index-11_25.png

index-11_26.png

index-11_27.png

index-11_28.png

index-11_29.png

index-11_30.png

index-11_31.png

index-11_32.png

index-11_33.png

index-11_34.png

index-11_35.png

Ele emitiu um grunhido ao sentir aquela sensação, ao vê-la ajoelhada, ao sentir o roce de

seu fôlego sobre a ereção, ao escutar aquela exclamação sobre sua beleza. Deus, não sabia

quanto poderia aguentar até explodir. Seus inexperientes lábios, sua boca, sua língua, Deus!

Seus dedos o rodeando, exercendo aquela deliciosa pressão, e o entusiasmo de seus beijos

fizeram que suas pernas tremessem. Ela fechou a boca de novo e empurrou lentamente o

membro para o calor de seu interior, acariciando com a ponta da língua o sensível anel. Os

dedos dele se enredaram em seu cabelo; ela abriu a boca, decidida a prolongar aquilo.

Isso não é jogo limpo, gatinha, pensou enquanto a elevava, beijando-a prolongadamente,

utilizando a língua e os dentes para tomar o controle; o fôlego de ambos se misturou, até que ela

se rendeu a ele em um suspiro. Ele a manteve em pé enquanto esticava o braço para rodear a

suave curva de seu traseiro, deslizando para frente, até que a parte traseira daqueles femininos

joelhos tocaram o assento da janela. Brandamente, ele a sentou sobre a almofada, colocando-a

na borda do divã, e se ajoelhou frente a ela. Com as mãos, desdobrou suas coxas e se

aproximou dos tornozelos para elevar as anáguas. O tecido deslizou, subindo até ficar sobre os

joelhos, roçando as escuras meias ligadas com uns atrevidos laços vermelhos, o qual revelava

que aquela gata era uma criatura provocadora, depois de tudo. O fugidio resto do vestido negro

e carmesim foi mostrando que, por cima das meias, não levava nada. Saudaram-no uns cachos

reluzentes e úmidos sobre uns lábios exuberantes e suculentos.

—O que...? O que está fazendo?

Ele sorriu com picardia. Aquela inocente pergunta exalada quase sem respiração o fez

perguntar-se de novo pelo mistério de uma mulher que se vestia de forma tão provocadora, sem

roupa interior e com meias de seda e fitas, que tremia como uma virgem sem mácula ante a

perspectiva de receber os beijos mais íntimos de um homem.

—Pensei que pretendíamos averiguar quanto pode se aproximar de um feiticeiro uma

mulher até «queixar-se».

—Oh.

11

index-12_1.png

index-12_2.png

index-12_3.png

index-12_4.png

index-12_5.png

index-12_6.png

index-12_7.png

index-12_8.png

index-12_9.png

index-12_10.png

index-12_11.png

index-12_12.png

index-12_13.png

index-12_14.png

index-12_15.png

index-12_16.png

index-12_17.png

index-12_18.png

index-12_19.png

index-12_20.png

index-12_21.png

index-12_22.png

index-12_23.png

index-12_24.png

index-12_25.png

index-12_26.png

index-12_27.png

index-12_28.png

index-12_29.png

index-12_30.png

index-12_31.png

index-12_32.png

index-12_33.png

index-12_34.png

index-12_35.png

Apenas se ouviu nada atrás daquela resposta; ele mantinha a boca planejando sobre ela, o ar

de suas palavras foi o primeiro roce que sentiu no úmido cetim de sua pele.

—Mas se é tímida — disse brandamente— vejamos o que podemos fazer.

Ele pegou uma das capas das anáguas de seda vermelha, deslizando o suave tecido de novo

sobre sua pele, cobrindo-a para criar a leve ilusão de que havia uma barreira entre seu tato e ela.

Então, ele aproximou a boca ao tecido e mostrou a forma em que, mediante uma ilusão, um

feiticeiro pode cumprir seus desejos.

Com a língua, seguiu a borda de suas úmidas dobras, a seda vermelha se umedeceu em uns

segundos ao sentir o tato de sua boca, com o líquido de seu desejo, com o corpo preparado para

possuí-lo. Mas, de momento, quão único sentia era a incitante pressão de sua língua através da

anágua; calor e pressão, inclusive o frio e o calor alternados de seu fôlego, tudo através da seda.

Merriam agarrou as almofadas, lutando e gozando de uma vez. Que a tocassem sem ser de tudo

tocada. Era para ficar louca.

—É tímida? —sussurrou enquanto acariciava a endurecida gema do clitóris com a língua.

Merriam teve que morder a palma da mão para não gritar de prazer.

A ratinha resultou ser tímida... Nunca separaria as pernas... Nunca as afastaria o suficiente

para que lhe doessem os músculos, para dar a um homem o acesso que desejasse... Nunca lhe

pediria que a penetrasse... Que afastasse a maldita seda... Ah, mas aquela noite era diferente...

—Não... Não sou tímida. — conseguiu dizer entre dentes, elevando os quadris para manter

o contato, amaldiçoando a existência da seda no mundo.

A recompensa por aquela afirmação chegou rapidamente quando aquele tecido úmido foi

retirado, deslizando por sua pele, fazendo-a ofegar quando o ar golpeou a delicada pele exposta.

Ele soprou um ar fresco sobre a borda da seda enquanto a afastava. Então, ela ardeu com o tato

de sua boca, a realidade de sua boca, sua língua, seus dentes contra ela, sem nada que o

impedisse de saboreá-la completamente, explorar os contornos e texturas de seu sexo.

12

index-13_1.png

index-13_2.png

index-13_3.png

index-13_4.png

index-13_5.png

index-13_6.png

index-13_7.png

index-13_8.png

index-13_9.png

index-13_10.png

index-13_11.png

index-13_12.png

index-13_13.png

index-13_14.png

index-13_15.png

index-13_16.png

index-13_17.png

index-13_18.png

index-13_19.png

index-13_20.png

index-13_21.png

index-13_22.png

index-13_23.png

index-13_24.png

index-13_25.png

index-13_26.png

index-13_27.png

index-13_28.png

index-13_29.png

index-13_30.png

index-13_31.png

index-13_32.png

index-13_33.png

index-13_34.png

index-13_35.png

Merriam se retorceu contra as almofadas ao sentir que a penetrava com um dos dedos ao

compasso dos movimentos da língua, que dançava sobre o clitóris, um toque suave e sutil que

contrastava com a crescente pressão e força do dedo. Uma deliciosa tensão, uma brasa

vermelha viva, começou a ascender, e ela esticou a cabeça, puxando seu cabelo, procurando

instintivamente mais. Mais pressão, mais carícias.

Ele acrescentou outro dedo, fazendo que ela se esticasse. A dor e o prazer fizeram que seus

olhos voassem enquanto o ousado baile de sua língua continuava. Finalmente, as brasas

explodiram; ela estremeceu ao sentir a onda de êxtase, e encolheu todos os músculos,

apertando-se contra seus dedos, que ainda a acariciavam. Merriam gritou quando a onda parecia

acumular força. Arqueou as costas com aquele fluxo; ele afastou a boca e se elevou para beijá-

la, introduzindo e extraindo os dedos enquanto ela sentia o clímax. Ela pôde sentir o sabor de

seu próprio sexo na língua dele, e aquele pensamento acendeu as chamas de novo, provocando

outra cascata de prazer.

Ele afastou a mão, e Merriam gemeu ao sentir o calor úmido da ereção em sua ainda

trêmula pele. Ela ainda estava em êxtase quando separou suas pernas e se colocou para penetrá-

la. Merriam sentiu uma chicotada de temor ante a realidade de semelhante membro penetrando-

a. Teve o fugaz pensamento de que seu corpo não poderia agradar ao dele.

—É... Espera. —Tentou recuperar o fôlego, serpentear e afastar-se, mas ele a agarrou pelos

quadris, retendo-a. Ele pegou a outra mão e a acariciou com seu próprio membro inchado, e seu

corpo reagiu, outro tremor sacudiu seus quadris e Merriam soube que o desejava. De repente,

queria agarrar-se a ele para que lhe desse mais, embora a partisse em duas, queria possuí-lo.

—Diga que sim. —pediu, apertando-se contra ela.

—Sim. —Manteve seu olhar. Seu corpo se esticou ao sentir aquela nova presença, a

primeira amostra da imediata penetração, tentando escapar ainda quando um empurrão para

seus quadris a fez tremer e se inclinou para cima tentando possuí-lo por completo. Ele se deteve

apenas em seu interior, e ela pôde sentir como tremia pelo esforço de manter-se imóvel.

13

index-14_1.png

index-14_2.png

index-14_3.png

index-14_4.png

index-14_5.png

index-14_6.png

index-14_7.png

index-14_8.png

index-14_9.png

index-14_10.png

index-14_11.png

index-14_12.png

index-14_13.png

index-14_14.png

index-14_15.png

index-14_16.png

index-14_17.png

index-14_18.png

index-14_19.png

index-14_20.png

index-14_21.png

index-14_22.png

index-14_23.png

index-14_24.png

index-14_25.png

index-14_26.png

index-14_27.png

index-14_28.png

index-14_29.png

index-14_30.png

index-14_31.png

index-14_32.png

index-14_33.png

index-14_34.png

index-14_35.png

—Diga que sim. —voltou a pedir.

—Sim. —E foi recompensada com outro pouquinho, uns grossos e tensos centímetros mais;

ele observou que tinha compreendido que havia muito mais e que estava em sua mão recebê-lo.

Até tendo o corpo em posição de domínio, lhe cedeu o controle para que se abandonasse

completamente e o possuísse ou, ainda nesse momento, ela teria o poder para rechaçá-lo. Assim

que lhe perguntou com a voz severa e grave.

—Sim?

—Sim! Vamos! Sim!Sim!Sim!Sim!

Inundou-se nela, penetrando-a completamente, lhe insuflando força com a boca a aquele

grito de surpresa e prazer. Logo, lentamente, ele começou a mover-se, com a mandíbula aberta

pelo calor e a fricção de seu corpo, tão tenso, como o estreito passadiço de uma virgem, mas

não... O rodeou com as pernas, o atraindo com os tornozelos para que tomasse mais fundo, mais

rápido, mais forte. Sua gata não era virgem. Ela respondeu a cada um de seus movimentos,

atraindo-o, apanhando-o, lhe gritando para o sentir desde seu mais profundo interior, e ele

desejava prolongar aquilo. Queria que a magia durasse, a encantadora essência e a sensação de

seu corpo debaixo, os quadris balançando-o com os músculos contraídos, sugando-o,

absorvendo-o.

—Oh! Oh, Deus...! —Cravou-lhe as unhas nas costas— Está acontecendo outra vez!

A cândida surpresa ante sua capacidade para alcançar outro clímax fez que se esfumasse a

ilusão de que era ela quem tinha o controle. Por Deus, queria vê-la gritar de prazer. Queria ser

ele quem lhe ensinasse que podia chegar uma e outra vez, até que desaparecesse a fronteira

entre a dor e o prazer. Tomaria até que não existisse ilusão alguma entre eles, nada exceto a

permanência do desejo. Então ele não pôde conter-se por mais tempo, um abrasador orgasmo se

derramou, descarregando nela, aterrissando sobre seu sensível clitóris e sentindo a

inconfundível tensão e os espasmos do clímax dela, como resposta ao seu próprio.

14

index-15_1.png

index-15_2.png

index-15_3.png

index-15_4.png

index-15_5.png

index-15_6.png

index-15_7.png

index-15_8.png

index-15_9.png

index-15_10.png

index-15_11.png

index-15_12.png

index-15_13.png

index-15_14.png

index-15_15.png

index-15_16.png

index-15_17.png

index-15_18.png

index-15_19.png

index-15_20.png

index-15_21.png

index-15_22.png

index-15_23.png

index-15_24.png

index-15_25.png

index-15_26.png

index-15_27.png

index-15_28.png

index-15_29.png

index-15_30.png

index-15_31.png

index-15_32.png

index-15_33.png

index-15_34.png

index-15_35.png

O jogo tinha dado um giro definitivo, mas até então, a volta de Merriam à realidade

demorou pelas doces ondas do orgasmo, e pelo prazer e o calor abrasador que surgiam dentre

suas pernas, lhe provocando outro torvelinho de desejo, até que ele se moveu brandamente,

retirando o membro ainda ereto uns poucos centímetros para liberá-la de seu peso. Um gemido

de protesto escapou de sua garganta e ela apertou as coxas para lhe manter cativo entre suas

pernas. Beijou seu pescoço, sem intenção alguma de suplicar piedade.

—Então, fica comigo? —brincou, enquanto ela se esticava consciente de que não podia

ficar ali; consciente de que era hora de que a gata liberasse sua presa.

Ela se apertou contra ele, estremecendo ante a sensação de perda, a sensação entre as

pernas, com a pele ainda vibrante de desejo. Ela girou a cabeça, tentando recuperar a

compostura, a vitória era dela e, pelo menos, a lembrança daquela gata a manteria quente

durante as frias noites vindouras. Merriam, a ratinha esticou o vestido, reajustando o sutiã,

ficando de pé para alisar as rugas da saia, negando-se a responder diretamente aquele olhar de

curiosidade. O tremor em suas mãos era a única prova de seu sobressalto.

—Me diga quem é. —lhe disse brandamente.

Ela deu um passo atrás com um estranho sorriso negando com a cabeça.

—Devo lhe agradecer. Não pensei que ia ser tão... Maravilhoso.

—Não tem graça. —lhe disse mais audivelmente— quero saber seu nome. Preciso lhe ver

outra vez.

Ela elevou o queixo em atitude desafiante; atrás da máscara de veludo, brilharam os olhos

cheios de lágrimas.

—Me verá. Da próxima vez terá que ser você quem me corteje em público. Eu adorarei

recordá-lo desta noite e lhe fazer saber que esta viúva de rosto leitoso lhe está agradecida por

ter tido a honra de receber seus cuidados.

15

index-16_1.png

index-16_2.png

index-16_3.png

index-16_4.png

index-16_5.png

index-16_6.png

index-16_7.png

index-16_8.png

index-16_9.png

index-16_10.png

index-16_11.png

index-16_12.png

index-16_13.png

index-16_14.png

index-16_15.png

index-16_16.png

index-16_17.png

index-16_18.png

index-16_19.png

index-16_20.png

index-16_21.png

index-16_22.png

index-16_23.png

index-16_24.png

index-16_25.png

index-16_26.png

index-16_27.png

index-16_28.png

index-16_29.png

index-16_30.png

index-16_31.png

index-16_32.png

index-16_33.png

index-16_34.png

index-16_35.png

Dando um profundo e entrecortado suspiro, ergueu os ombros e se transformou em uma

mulher que já não podia tocar, uma mulher que jamais permitiria a um homem liberdades como

tocá-la sob a luz da lua, nem lhe proferir carícias proibidas.

—Boa noite, senhor e adeus.

Antes que ele pudesse protestar, ela deslizou entre as cortinas e partiu. Viúva de rosto

leitoso? Perguntou-se. A que demônios estava se referindo?Ele a cortejaria na próxima vez?

Depois de oito anos de exílio autoimposto, tinha voltado para a Inglaterra só há duas semanas.

Drake Sotherton, o duque de Sussex, encontrou-se sozinho naquele canto, com o aroma dela lhe

impregnando ainda a pele e a roupa. Mexeu o cabelo tentando averiguar o significado daquelas

últimas palavras. Era um homem acostumado a ter sempre o que queria e não tinha ideia

alguma do que acabava de ocorrer ali, mas ela não escaparia tão facilmente.

16

index-17_1.png

index-17_2.png

index-17_3.png

index-17_4.png

index-17_5.png

index-17_6.png

index-17_7.png

index-17_8.png

index-17_9.png

index-17_10.png

index-17_11.png

index-17_12.png

index-17_13.png

index-17_14.png

index-17_15.png

index-17_16.png

index-17_17.png

index-17_18.png

index-17_19.png

index-17_20.png

index-17_21.png

index-17_22.png

index-17_23.png

index-17_24.png

index-17_25.png

index-17_26.png

index-17_27.png

index-17_28.png

index-17_29.png

index-17_30.png

index-17_31.png

index-17_32.png

index-17_33.png

index-17_34.png

index-17_35.png

CAPÍTULO 2

—É um miserável, Drake.

O duque sorriu pela irônica acusação de seu amigo, consciente de que, neste caso, aquelas

palavras não eram a sério, emitidas em meio de uma partida de cartas.

—Imagine como estou agradecido por um santo como você admitir minha companhia em

público.

A risada de lorde Colwick retumbou, atraindo vários olhares de desaprovação de outros

membros do clube, dirigidas ao elegante casal sentado junto ao fogo.

Enquanto que a vestimenta de Drake era escura e severa, a de Alex era muito mais leve.

—Um santo! Obrigado Drake! Deve ser o primeiro e último em mencionar minha

canonização, mas admitirei a gosto o imerecido título. O que dirão meus colegas se me

ouvissem fanfarroneando sobre ele?

Drake negou com a cabeça, sorrindo, sem captar a escura tormenta de seu olhar.

—Diriam que os Santos costumam ser também mártires, Alex.

A alegria de lorde Colwick se dissipou um pouco ao rememorar a dolorosa lembrança do

passado que ainda planejava sobre seu companheiro.

—Toma muito a sério Drake, já passaram oito anos e está claro que já pagou por todos os

delitos imaginários que tenha podido...

—Não foi um delito imaginário, Alex. —o interrompeu Drake com frieza, aborrecido pelo

giro que tinha tomado à conversa. Reuniu as moedas e cartas da mesa.

17

index-18_1.png

index-18_2.png

index-18_3.png

index-18_4.png

index-18_5.png

index-18_6.png

index-18_7.png

index-18_8.png

index-18_9.png

index-18_10.png

index-18_11.png

index-18_12.png

index-18_13.png

index-18_14.png

index-18_15.png

index-18_16.png

index-18_17.png

index-18_18.png

index-18_19.png

index-18_20.png

index-18_21.png

index-18_22.png

index-18_23.png

index-18_24.png

index-18_25.png

index-18_26.png

index-18_27.png

index-18_28.png

index-18_29.png

index-18_30.png

index-18_31.png

index-18_32.png

index-18_33.png

index-18_34.png

index-18_35.png

—Não foi sua culpa, Drake. Ao diabo! Deixemos o passado.

Drake se levantou, metendo no bolso os lucros com um ágil movimento, como um enorme

felino ao que incomodaram na selva enquanto jazia junto ao fogo.

—A seu tempo, Alex, tudo a seu tempo, mas por agora, permita a este miserável que escape

antes que inflija algum dano irreparável. Acredito que estive exposto a suficiente infâmia esta

noite.

—Drake, venha! —Alex se levantou; sua estatura e atrativo igualavam aos de seu amigo—

Vá se tiver que fazê-lo, mas se me extrapolei puxando o passado, então me perdoe. Somos

amigos há muito tempo para estas histórias.

Drake negou com a cabeça.

—Não foi isso, Alex, estive sozinho durante muito tempo e a ninguém posso culpar exceto

a mim mesmo.

Alex relaxou a postura e ele sorriu.

—Bom, então o deixarei com seu mau humor, e quando tiver vontade de um pouco de vida

social, faça-me saber. —disse, inclinando a cabeça e deixando Sotherton sozinho. Da infância,

Alex tinha respeitado o desejo de Drake de estar sozinho, o qual respondia ao estreito vínculo

que existia entre os dois homens.

—Boa noite, Colwick. —Sotherton assentiu levemente com a cabeça e se girou para sair do

clube de cavalheiros e entrar na noite.

O ar fresco resultou reconfortante e Drake respirou profundamente, em um esforço para

limpar-se antes de subir à carruagem que o aguardava e ordenar ao condutor que o levasse para

casa. Assim que pouco tinha passado nos últimos oito anos desde que partiu da Inglaterra, mas

se deu conta de que, a sua vez, muitas coisas tinham mudado. Ele tinha mudado.

18

index-19_1.png

index-19_2.png

index-19_3.png

index-19_4.png

index-19_5.png

index-19_6.png

index-19_7.png

index-19_8.png

index-19_9.png

index-19_10.png

index-19_11.png

index-19_12.png

index-19_13.png

index-19_14.png

index-19_15.png

index-19_16.png

index-19_17.png

index-19_18.png

index-19_19.png

index-19_20.png

index-19_21.png

index-19_22.png

index-19_23.png

index-19_24.png

index-19_25.png

index-19_26.png

index-19_27.png

index-19_28.png

index-19_29.png

index-19_30.png

index-19_31.png

index-19_32.png

index-19_33.png

index-19_34.png

index-19_35.png

Preparou-se para o pior e tinha descoberto que a prudência é a melhor companheira da

sabedoria. O duque de Sussex era uma novidade nas festas e salões, mas não se considerava

uma pessoa respeitável. Nada mais longe da realidade. Os atraentes traços de Drake se

transformavam em um amargo sorriso quando pensava em sua duvidosa notoriedade, obtida por

ser o «duque letal». Os rumores que o tinham forçado a partir oito anos atrás se reavivaram com

seu retorno. Além de uns quantos amigos como Colwick, que tinha se mantido a seu lado, os

cavalheiros mantinham distância, nos limites do cortês, mas todas as mulheres sem exceção se

mantinham afastadas de seu caminho. Por que iria uma mulher solicitar a atenção de um

assassino?

A lembrança do veludo negro e os suaves gemidos da mulher ressonavam em sua cabeça

como resposta a sua silenciosa pergunta, e Drake suspirou de frustração. Sua misteriosa «gata»

era uma distração inoportuna, mas seu corpo e sua mente eram incapazes de apagar o prazer ao

recordar aquele encontro. Agora que estava decidido a concentrar-se em seus planos,

compreendeu que não tinha maneira de se defender da embriagadora lembrança de sua pele, o

sabor de seu clímax em sua boca, o inocente tremor de seus dedos, tentando lhe tocar.

Quem era? Quem era aquela criatura que se divertia com o jogo de seduzir um estranho

para depois desaparecer sem deixar rastro? Tinha-a insultado inconscientemente, enrolando-a?

Ele agitou a cabeça ante aquele pensamento absurdo, sabendo que jamais tinha cortejado

publicamente uma mulher, nem viúva, nem de nenhum outro tipo. Assim parecia claro que lhe

tinha confundido com outro homem. Estava claro que ela não tinha muita experiência naquele