O Rei Leproso por Zofia Kossak - Versão HTML

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Índice

A Autora

O Rei Leproso

1. A Liteira Dourada

2. O Terror do Rei

3. As Mãos Denunciadoras

4. Notícias de Ascalão

5. Um Marido para Sibila

6. Piores que os Pagãos

7. A Paz do Santo Sepulcro

8. Neto da Serpente

9. A Vida ou o Céu

10. Nem que lhe Fizessem Rei!

11. Relutante Auxílio a Antioquia

12. O Escudeiro de Godofredo de Bouillon

13. “Perdoa, Irmão”

14. “Eu Sou o Rei”

15. A Vitória do Santo Lenho

16. Sibila, a Feiticeira

17. O Monte do Pecado

18. O Templo de Vênus

19. Entre o Amor e o Reino

20. A Derrota de Sibila

21. Guy, Rei de Jerusalém

22. Embaixador do Sultão

23. O Arco-Íris Despedaçado

24. A Paciência de Saladino

25. Traição a Deus

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Zofia Kossak-Szczucka

Embora se dê como data de seu nascimento 8 de agosto,

o que ela mesma fazia, sua certidão de nascimento, recém

encontrada, como noticia a Wikipedia, consigna o dia 10 de

agosto. Como quer que seja, nasceu Zofia Kossak no mês de

agosto, na Polônia e estava destinada a ser uma das mais

importantes escritoras polonesas e um exemplo de vida.

Neta do pintor Juliusz Kossak, contraiu dois casamentos,

mantendo no segundo o sobrenome do primeiro: Szczucka. Mas

é mundialmente conhecida como Zofia Kossak, seu nome de

solteira.

Antes da II Guerra, participou do grupo literário

Czartak, fundado por Emil Zegadłowicz, e escreveu para a

imprensa católica. É deste período o livro Conflagração, sobre

a Revolução Russa de 1917. Em 1936 recebeu a Láurea de Ouro

(Zloty Wawrzyn).

Destaca-se entre os melhores autores de romances

históricos poloneses. O que não é pouca coisa, se lembrarmos

que entre eles figuram Henryk Sienkiewicz (autor de Quo Vadis

e prêmio Nobel de literatura) e Józef Ignacy Kraszewski, autor

de mais de 200 obras.

Entre suas livros mais conhecidos: KrzyĪowcy

( Cruzados, 1935), Król trĊdowatu ( Rei Leproso, traduzido ao

inglês como The Leper King e ao português como O Santo

Sepulcro, 1936), sobre as cruzadas; e Bez orĊĪa ( Sem Exército,

traduzido ao inglês como Blessed are the Meek e ao português

como Bem-Aventurados os Humildes, 1937), sobre Francisco de

Assis.

Quando sobreveio a II Guerra Mundial, Zofia Kossak já

era um nome de expressão na cena cultural polaca. E continuou

sendo... na imprensa clandestina. De 1939 a 1941 co-editou

Polska zyje ( Poland Lives - A Polônia Vive) e em 1941

co-fundou a organização católica Frente para o Renascimento

da Polônia e editou seu jornal, Prawda (Verdade). Usava o

codignome de Weronika.

Apesar de ser procurada pela Gestapo, expôs-se ao

ajudar os judeus, motivada por seus valores morais,

humanitários e patrióticos. Encarava as ações alemãs, disse,

“como uma ofensa contra o homem e Deus, e suas políticas

como uma afronta aos ideais que esposava para uma Polônia

independente”.

No verão de 1942, quando começou a liquidação do

Gueto de Varsóvia, Zofia publicou um documento que se tornou

histórico: Protesto — impresso clandestinamente e do qual

foram distribuídas 5.000 cópias. Nele descrevia, em termos

candentes, as condições de vida no gueto, as circunstâncias

horríficas em que as deportações estavam a se dar. “Todos

perecerão”, escreveu. “Pobres e ricos, velhos, mulheres, os mais

jovens, infantes, católicos morrendo com o nome de Jesus e

Maria junto com judeus. Sua única culpa é que nasceram na

nação judia condenada ao extermínio por Hitler.”

O mundo, apontava Zofia, estava silente face a esta

atrocidade. “A Inglaterra está silente, bem como a América,

mesmo a influente comunidade judaica internacional, tão

sensível em suas reações a qualquer transgressão contra seu

povo, está silente. A Polônia está silente... Judeus moribundos

estão cercados apenas por uma hoste de Pilatos lavando suas

mãos em sinal de inocência”. Os que se silenciavam frente ao

assassino, escreveu, tornavam-se cúmplices do crime.

Zofia Kossak não se silenciou.

Em 1943, foi presa. Levada primeiro para a prisão de

Pawiak, dali para Auschwitz, onde foi mantida no campo de

concentração adjacente àquele para o qual os judeus eram

enviados, condenados ao extermínio. Foi liberada graças aos

esforços da resistência. Voltou para Varsóvia e para a

resistência. Em fins de 1944, participou do Levante de

Varsóvia. Após a guerra, preferiu emigrar para a Inglaterra a

viver sob o regime comunista polonês instaurado. Em 1957, ao

término do período estalinista, voltou à sua pátria.

Após a guerra, Zofia publicou Z otchłani: Wspomnienia

z lagru (Em inglês: From Abyss: Memories from the Camp - Do

Abismo: Memórias do Campo), descrevendo suas experiências

em Auschwitz; Dziedzictwo, sobre a família Kossak e em 1952

Przymierze (Alliance) com temas bíblicos. Escreveu também

livros para crianças e adolescentes.

Faleceu em abril de 1968 e foi enterrada no cemitério de

Górki Wielkie, vilarejo histórico em que viveu boa parte de sua

vida.

Pudemos conhecer, da obra de Zofia, em português,

Król trĊdowatu, traduzido do inglês e incluído na saudosa

Coleção Saraiva, cuja digitalização constituiu a base desta

edição; e Bez orĊĪa, em tradução de Godofredo Rangel

[Biblioteca do Espírito Moderno, Série 4ª - Cia. Editora

Nacional, SP, 1945], edições que podem ser encontradas em

papel nos bons sebos pela internet, mas há muito esgotadas.

Nesta edição, optou-se pelo título O Rei Leproso, mais

próximo do original polaco e do título em inglês, mantendo-se,

por fidelidade à fonte digital e em respeito à memória dos

leitores mais idosos, entre os quais me incluo, a menção a O

Santo Sepulcro, livro cuja leitura, com certeza, faz parte das

memória de muitos dos leitores, que não hesitiariam em, como

o faço, recomendá-la às novas gerações. Boa leitura!

Dados biográficos colhidos na Internet, basicamente na Wikipedia. Pela ajuda nos caracteres polacos, Jennifer Kyrnin, webdesign.about.com - Por qualquer deslize, peço desculpa aos poloneses. Ainda estou a aprender o português. - Teotonio Simões - eBooksBrasil

O REI LEPROSO