O doente imaginário por Molière - Versão HTML

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Argan e Enfermeiras

ENFERMEIRA – Veja, seu ARGAN: Este mês, Sr. Flores, seu tão estimado farmacêutico, lhe cobrou quase 20 dólares por uma aspirina e uma pesagem. É um roubo!

ENFERMEIRA – É ultrajante...

ARGAN – Ora, mas não posso culpar Sr. Flroes pelos remédios, pesagens, lavagens e verificações de pressão caríssimos que me recomenda Dr. Purgan, meu médico de confiança. Também não

posso contrariar meu médico. É pro meu bem, já que estou muito doente. Veja: estou, hoje em dia, com problemas nos meus intestinos, tenho um caso mal-resolvido com a minha bílis ruim, além de

estar com suspeitas de que eu posso pegar a gripe suína! Imagina, eu mais doente que já estou!

ENFERMEIRA – Que está muito doente, não podemos negar.

ENFERMEIRA – Isso não. Claro que não. Mas até que e o Sr. Flores poderia dar um desconto prum estimado cliente.

ENFERMEIRA – Isso com certeza. Veja, seu Argan: mês passado ele lhe cobrou 31 por uma lavagem e uma dose de um simples calmante. Este mês, lhe cobrou 40 pela mesma lavagem e pela

mesma dose do tal calmante.

ARGAN – Mas veja, estamos passando por uma época de doenças e mais doenças. E não quero ter a tal da gripe suína, que essa só de comentar me dá arrepios!

ENFERMEIRA – Sim, mas mês passado não passávamos por essa crise, e mesmo assim, Sr. Flores cobrou 50 por um pequeno clister para umedecer, amolecer e refrescar seus intestinos.

ENFERMEIRA – E cobrou, no mesmo mês, 70 por um simples xarope hepático. Mas nem hepatite o senhor tem!

ARGAN – Como assim? Está querendo você contrariar o Dr. Purgan?

ENFERMEIRA – Não, senhor... Só quis dizer que... O senhor... Apesar de doente... Anda gastando muito em remédios...

ARGAN – Ora, mas como não gastar?! Faço tudo pela saúde perfeita. E esta vem me dando golpes ultimamente, me deixando assim, tão debilitado e doente. Mas saibam vocês que isso há de acabar.

ENFERMEIRA – Como assim, seu Argan?