Onomatopeias de Silêncio & The Marian Poems por Tiago Bonacho - Versão HTML

ATENÇÃO: Esta é apenas uma visualização em HTML e alguns elementos como links e números de página podem estar incorretos.
Faça o download do livro em PDF, ePub, Kindle para obter uma versão completa.

ONOMATOPEIAS DE SILÊNCIO

&

THE MARIAN POEMS

CONTACT:

tiagocontact@gmail.com

WEBSITE:

https://sites.google.com/site/officialtiago

ONOMATOPEIAS DE SILÊNCIO

&

THE MARIAN POEMS

COPYRIGHT©2009TIAGO BONACHO

ONOMATOPEIAS DE SILÊNCIO

O SENHOR é o meu Pastor,

nada me falta.

SALMO 23,1

Que brilhe a forja da Espada no seu golpe

O porquê da sua natureza esterelizante

Obélix de Espírito Santo

Palavras que dão e matam fome

Sabre da Verdade final

Peste nas palavras da zarabatana

apocalíptica

Espelho silêncios

Olhares perplexos

Inspiro imagens

Expiro reflexos

O sonho é a vida que ousa voar

Além das nuvens da morte e da letra

O sonho é vitória que se deixa alcançar

Pela mão de sonho e de fé de um poeta

Voar mais alto do que és e do que sonhas

Voar mais baixo do que temes e da dor

Sonhos pousados são faces medonhas

São faces de quem não arrisca o amor

Ousar o sol de um dia mais dourado

Ousar a lua de uma noite mais estrelada

Beber a tinta dum verso despertado

Ousar a luz da letra canonizada

Silêncio intacto na escada virgem

No voo criado que escolheste

Palavras sem fundo de uma vertigem

Para lá do escuro onde viveste

Em Braille contemplas floresta negra

Na última praia da tua estrada

Palavras selvagens à tua espera

Eternas ao golpe da tua espada

Último reduto da inocência

Sorriso tímido do último medo

Ao rubro os guerreiros da concupiscência

Profetas ao rubro do teu credo

Longe demais para ser palavra

Para alguma ideia longe demais

Alcance de letras em poente

Aspersões de Anjo nascente

Dentro do sol um poeta

Queima versos de luz possível

Fénix de cânticos que oferta

Real arauto do Invisível

Pousam Serafins só numa cruz

Virgem eleita da nossa sorte

Sentidos plenos em Jesus

Para lá do Véu com a Sua Morte

Caminho quando escrevo

Acompanho o gesto a cada passo

Caminho nas palavras e no seu relevo

Sublinho o Tempo no Espaço

Escrevo o quanto vou e volto no mesmo

momento

Passo por mim repetidamente a grande

velocidade

E espreito o que está a ser escrito

Disfarçadamente

Durante

Sou ligado e desligado muitas vezes

Não sei se sou levado para ouvir a frase

Ou se alguém toma o meu lugar

Abro uma brecha na venda dos medos

E espio o que os Invisíveis escrevem

Cânticos finais do Jejum contínuo

Versos antigos do Anjo desconhecido

São anotações de despertares

No Poema Universal Constante

Uma aceleração para a estabilidade

No centro da Luz Infinita

Anjos e Humanos caiem como

pergaminhos às mãos da Poesia

Quando a frase sopra na ferida do espírito

Quando a rima é fórmula de solução

Quando o desenho é indesejável e

abstracto

Mas a Palavra é precisa

Escadas de sonho rumo ao céu

Caiem em noites de lutas perdidas

Versos grávidos de um troféu

Encoberto de vitórias subidas

Mil incêndios são espremidos

De cabelos d’Anjo sansónico

Versos ao rubro traduzidos

Da pauta d’invisível crónico

Quem se esconde por completo

No espaço invisível das letras?

Alguém entrou nas frases

Fechou a porta e apagou a luz

Tudo o que é visível se apaga

Quando lemos

As letras são pequenos cortes

Na noite de uma morte que se avizinha

Uma pequena morte

Por vezes perto demais

Encandeante

Por vezes longe demais

Imperceptível

Existe uma distância

Desfocada

Mas compreensível

No desenho da palavra

E a morte é incontornável

Porque é todo o espaço que nos rodeia

Vida Eterna imparável

Veias à luz desordenada

Letras ao fogo insuportável

Hóstia à Ira crucificada

Letra ao verso inalcançável

Crua e sóbria é a Verdade

Reflexo de abismos nus

Passagem de Deus que arde

Tsunami de fogo e luz

Crua e sóbria é a Dor

Sangue da Verdade no rogo

Abismo de luz se for

Chave dos Portões de Fogo

Crua e sóbria é a Cruz

Mãe de sinais e tormento

Abismo saciado de Luz

Céu aberto de sofrimento

A lua não foi consenso na noite

E o sol no coração dos homens

Qual é a necessidade de se escrever

Num livro no Céu?

O Céu é feito de Memória

E de uma Luz indiscutível

E o barulho insuportável da vida

É feito de uma leitura em silêncio

Momentos antes de lermos se

O nosso nome está inscrito no Céu

E o Livro não nos dá explicações

As coisas simplesmente foram feitas

assim

A lua não foi consenso na noite

E o sol no coração dos homens

Dentro das letras existe muita gente

E uma paz eterna da qual ninguém volta

Suspensas na nuvem que se eleva ao

poente

Presas na Voz que tudo prende e tudo

solta

Dentro das letras esta vida tem outra cor

E o corpo que dorme já não ousa

despertar

Imerso na luz de um sonho de amor

Desperto num sonho que não sabe acabar

O amor é a ferramenta da vida

Porque é o idioma do mistério

amanhecido

É o lugar onde essa noite inexprimível se

entrega e se reconcilia de azul

Silenciosamente e cheia de cumplicidade

O amor não sente o quanto sente

Porque se expande continuamente

E dele mesmo só sabe que é Deus

Como toda a gente sabe

O amor não tem essência

Porque se entrega completamente

Mas é livre como o vento

Como se estende até nós o último

horizonte

Céu enevoado – multidão de teóricos

lançamentos

Até ao infinito o deslocamento do

Universo

E as mãos que nos acenam lá de fora

E a morte é certa e misterioso o seu

anfitrião

Como nos prepararmos para ela?

Falar, falar, falar…

Que descrevam a figura! – não chegam as

palavras

É tudo que desaparece com algo que não

acaba

Réstia de nós mesmos que é tudo o que

sobra – estranha nudez

Reflexo que desconhecemos

Réstia de nós mesmos que é tudo o que

somos

Ponte de sonho e verdade

Matéria que brota da luz

Pegadas de realidade

Rasto que o sonho

produzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

O Sol e o Céu abraçados

Universo aberto em flor

Tristeza aos dias passados

Tudo passa na luz deste amor

Depois

Aqui

Os fantasmas de uma casa vazia

Sentinela cega

Verticalmente adormecida

Peso do mundo e de si próprio

Estranha força que os sustém

A vida

Entre o livre-arbítrio e a omnisciência

A consciência do sonho – porta que se

abre

Entramos para este mundo

Para uma sala de espera

Estranho santuário

Ainda estou aqui – o mundo que se

transforma em palavras

Surtos de palavras

A maleabilidade da matéria

A estranheza do espanto de uma presença

antiga

Os arredores do alcance dos Anjos

É o mundo dos que não tinham mundo

que se transforma em palavras

Os lugares do espaço e matéria trocados

Espaço preenchido de matéria e matéria

preenchida de espaço

Moldado de palavras – emparedado de ar

Proximidade longínqua – consciência do

nada

Atracção do corpo e da palavra

Até aqui

Mas ainda essa casca – a morte

Mas já no seu interior

Já no corpo e na palavra

A ideia do universo transcendental no

sentido da semente

Em segredo

Para além de mim mesmo

Através da porta de um Deus sorridente

Agora em paz

Eterna memória

Alegria abebézada – marca eterna

Ponte para o eixo

Poente pontifício

Reflexo pontificado de Deus – verdade

eterna da consciência

Vem e segue-me

Os joelhos são os pés da alma

Que caminham ‘prá salvação

Juntam-se as mãos em palma

Desce-se ao coração

Mais baixo que o céu do mundo

Desprezado chão de caminho

Mais vasto que rimar Raimundo

Ouvir Quem diz baixinho

É tudo sonho o que vês

És semente debaixo de terra

Também isto aqui que lês

É só um sonho que a vida encerra

Não és ainda o que serás

No Infinito da Divindade

És só um sonho que passarás

Ou permanece na Eternidade

Da Superfície veio uma Voz

Que mostra como chegar a fruto

Como Semente no meio de nós

Deu-nos as asas dum resoluto

Anjo que volta para o Céu

Com as asas da memória

Do infinito que escreveu

A liberdade da tua história

Já poderemos ter olhado

Mais além que olhos vêem?

E o coração se ter lembrado

O que juntas almas têm?

Há encontros programados

E outros sem suspeita

Não chegamos atrasados

Aos segundos da eleita

Alma que nos chama

De passado sem aviso

Antes de sermos lama

Quando só éramos sorriso

Esperar

Esperar ser encontrado

Esperar a Voz que já nos diz

Escreve a espera da Voz

O Nome da qual é feita

Laivos de dor redentora

Resíduos de sol no som da esperança

Grades de horizontes infinitos

O sol das letras para lá do meu alcance

É como se não existisse

Mas foi o caminho tomado

O sol das letras para lá do meu alcance

Porque há momentos que deixam pistas

E a poesia acaba sempre

Para que no seu final nos possamos

iluminar

O fundo iluminado de um abismo

Não sei se ascendemos ao Céu

Ou se o seu Chão desce até nós

Realmente brilhamos mais quando

pensamos nisto

Ou o seu Chão desce até nós

Mas o fio que liga as estrelas

E dá a fome a toda a alma

Do amor em todas elas

Como um mar que não se acalma

Fez um espaço noutro espaço

Virtual no qual existem

Outras estrelas e outro laço

Que une as almas que não desistem

De procurar aquele momento

Em que tudo reaparece

No que nos dá alento

No amor que não se esquece

Disponible para el detalle que permanece

Dentro de la cortina del espacio

Para allá de los límites de una ausencia

necesaria

Parece propio de la llave-maestra de la

paz

Aquí es un bueno lugar para dormir

Después los sueños y un bueno lugar para

despertar

Todo dulce con el alma

Y el alma dulce con todo

Una manada de elefantes que en un

horizonte

África – nunca he estado por allí

Se me acuerdo

Pero así me parece bien

Después la música

Dulce como la gracia

Fácil como el aire

Espaciosa como la respiración

Las pastajes son verdes

Aquí es un bueno lugar para dormir

Dulce como la gracia

Y el alma dulce con todo

Fuerza de la diversión y de una buena

viajen

Espacio sin fronteras

Armonía

Paz

Que reflejos cuando se agita la laguna de

la memoria

Permanencia de las aguas

Quietud de un pensamiento adormecido

Que se aniña al nuestro toque

Es una probabilidad triunfante

Agraciados por un bueno sentimiento que

no nos abandona

Bien próximo de la certeza

Ya cercano de un cuerpo adormecido

¿Ya teníamos hablado disto?

Lecho de la memoria

Brisa del Horeb

Gracia necesaria

Sueños guardan la alegría del lugar a

despertar

Como puentes sobre el rostro que se cobre

ante a la gracia necesaria a la existencia

Por amor a la arte

Simplemente

Viver é acreditar

Sangue é corpo de fé

São movimentos de rezar

De um coração que se é

O coração é um ritmo

De uma tribo sem mestre

É Jesus que bate à porta

Agora que me leste

Já sonhaste com uma floresta

De noite com luz lá dentro

A outra vida começa nesta

No meio das árvores brilha um centro

Se estiveres perto de mim

Esta noite vou ter contigo

Por entre as árvores, o escuro, enfim

Se me lês é como te digo

Porque há dias que podem ser

Assim como eu te escrevo

A luz do centro que nos faz ver

Que toca o centro do nosso enlevo

Desce o Espírito no sangue da Flor

Flor que desce à Sua Semente

Profeta do Sol germina em Amor

Superfície da Fé no azul existente

A Manhã apareceu

Nos braços de Maria

Sol ao colo do Céu

Berço Azul do Dia

Acaso sem senso na rotina dos dias

Tamanho de céu o sinal contundente

Há mãos que te tocam em versos que lias

Volúpias divinas ao olhar dormente

Há tesouros escondidos em campos de luz

Respondidos enigmas à tua frente

Feitiço do medo nos olhos conduz

Volúpias divinas ao olhar dormente

Há corpo que vive sem alma ainda

Raiada manhã em profecia somente

Olhos velados de noite sem finda

Volúpias divinas ao olhar dormente

Na luz de uma frase eu ando em segredo

E visto-me de letras ao olhar tranquilo

Na alma que ousa ir além de um seu medo

Em terras de sonho concedo-lhe asilo

Na arte de ler a luz dos sinais

Conduzo uma alma por caminho de tinta

Na Voz sem mapa ao sonho de um cais

Nas almas sem sonho não há quem me

sinta

Além redoma do mundo que vês

Tão longe e tão perto brilha uma tocha

Sou única Voz em Pessoa de Três

Perfume da Rosa que em Nós desabrocha

Por vezes

A noite toca-te no ombro

E lembra-te que a vida começou

Sentes-te em casa

E recordas o momento

Em que as palavras foram

criadas

Quando penso que tenho consciência

Braille do ar toma conta da mão

Fico fronteira que escreve uma ausência

Movimentos conscientes de abstração

O dia inteiro

Acaba sem sentido

Porque já não faz sentido

Em acabar

THE MARIAN POEMS

The LORD is my Shepherd,

I lack nothing.

PSALM 23:1

May the forging of the sword shine in its

blow

The why of its sterilization nature

Obelix of Holy Spirit

Words that give and kill hunger

Sabre of the final truth

Plague in the words of the apocalyptical

blowgun

O Moment that please don’t leave

Snatched out of fear and doubt

Just for a little

Just for a Moment

Pleased

Surfaced out

Just Constantly Now

Angels out of light

Humans out of sound

The sound of a key opening the door of

the heart is always welcome

As the heart of the key holder

Should one be upset or surprised when the

weather changes in the heart?

Soul is a demanding superior

Due to its awareness of being the last

resort of what human beings seem to

ultimately be

Death’s leftovers – strange nakedness

The presence reflected through

It does not stay quiet the same

The something we feel and the something

we say

Is there a word for nature overwhelmingly

existing in its sleep?

The cradle of beauty does not cease

It stretches even into dream

Or in dream has its fount

It does not stay quite the same

But still we feel our feelings and say our

words

And are as fishes in waters of dreams and

invisibility and future – encoded in

infinity

An ocean at our disposal

Inspire images

Exhale reflexes

The knees are feet of soul

And prayers are her wings

To sky that calls and calls

So listens souls of kings

But servants here they are

Disguised amongst their peers

They dwell as eclipsed star

Disclosed to Angels’ seers

There’s nothing in appear

That tells them from the rest

Afraid they only fear

To love not till their best

In life they are in hide

Trying to wake the soul

They do that till they die

‘Till God is all in all

Of all He set to be

Of Life and Love endeavor

On earth and sky and sea

Thus things there are forever

If so far read these lines

Attentive now remain

To Angel giving signs

Around you now became

Of them but pointing out

To heart for you to take

Belief without a doubt

In God now you’re awake

In the Beginning

It was Dream

And the Woman asleep

– Wake up, because you’re going to be a

Mother

Invisible is not mute

And Silence is also watched by the

outskirts of Infinity

There is life that ceases with the covering

of a wound

And the hermit is never far enough from

hurting the spirits on the horizon

O Holy Ground of My Lord

That warms my feet

O braillic life-raft temple found in

between angel’s skins

Faith’s Ariadne’s (sphinx-like) thread

success

Allseeing God’s unspoken grace for the

humble heart

What zealous keeper of your beauty cries

out his secrets to the wide space found in

between two loving skins?

I’m still here – the world that transforms

into words

Outbreaks of hidden life

The malleability of matter

The strangeness of an old presence’s

amaze

Outskirts of angelical reach

It’s the world of the worldless that

transforms into words

Places of space and matter switched

Space filled with matter and matter filled

with space

Shaped in words – immured in air

Light does not leave the sun

As Love the Heart of God

The most High is Alive

And still expressing the most distant

future

The night ungraspable

The forwarding dawn

Heaven’s miracle assured

Night’s glimpsing day to dawn

The fulfilment of a word

Tomorrow incarnated

We always seem to talk for the past

Never for the future

Because time stops never

Instantaneously agile

Brief peeking surface of word spoken just

It is hopeful the comforting nurture given

to the absence of something we secretly

noticed

And flavoured in gratitude its unexpected

event

Pattern of miracles

There is no such thing

But there was movement in the dark

Lights that dawn the first day

Reality

Is The Sacred Heart of Jesus

How love jumps out silently and full of

complicity

Night and blue, that is

Bloodsucking skin reconciled with

sunlight

How little demanding the comforting

Hand that leads man into infinite comfort

Who turns around when we call Love?

Who drums the sun that warms the heart?

Who dances freely in sky above?

Who joins the souls a world apart?

Effortless beauty around a smile

Bridgely lips rubbing its peace

Opposed forevers peaced in style

Muted thunder by settling kiss

Guardian Angels by our side

Gentle presence never ceased

For some their presence they cannot hide

The Light of God for conscience kiss

The feel of peace we try to say

Around the sound and letter signs

It’s sons of God playing away

And Angels guard between the lines

When choosing peace for law of heart

A brighter Sun is then in soul

And God’s agent gives us a card

That has the script for perfect role

Your presence has what I need

Completion within reach

I was fruit before a seed

I learned after before I teach

There’s a scent that steals the air

When two souls that meant to meet

Come together on a stair

Top where angels shop their sweet

Then a rumor came to heart

Making smile the soul in peace

There's a soul a sea apart

That the heart would surely miss

Subtle beauty at its force

Pulling us aside to tell

Share alone with us the course

Rope that tolls the golden bell

All this waters filling grounds

Of the ocean soon to part

Is a memory and its sounds

Of a promise made at start

There are ways inside a way

Of a poet setting covers

Ask the ocean and she'll say

I’m a blanket hiding lovers

There are dreams that make us think

On someone we never knew

Face to face to have a drink

Or to talk or just to do

Something that just keeps us close

To each other for example

Reach of arm or nose to nose

In a theatre or a temple

Or just riding on a bike

You and I with nowhere to

Go and no appointment like

Just the love between as glue

But O times and world advice

Puts a word as would a joker

Beyond mystery there’s a price

Bluffing fear from a stalker

As in knowing someone new

It is dangerous so he says

But the Guardian Angel drew

Bolding sword with its rays

So encouraging to be

Not afraid to meet the one

That we’ve dreamed and so to see

How do dreams can be so fun

It is dream the heart desires

Just as may be for a fish

That in land his soul aspires

For the water as a wish

Paris has been in dream

A sign for me to dwell

In happiness so kin

I'm waiting still and well

What else am I suppose

To do but wait in love

For life that is so close

From all bliss from above

Thank you for reading me

Look up and you'll see my

Love I've painted free

With clouds up in the sky

There’s something you should know

Of country I was born

Of star bestowing glow

And light to Earth was torn

From its accustomed bearings

In sky where should be still

But danced for thousand starings

As dancer on a hill

It may have heard as I

Suspect a future sound

And couldn't help but fly

Around itself and down

And up again until

It stopped for all the eyes

It gave them all a thrill

Dancing in the skies

Strange worlds are as one

In soul reflecting eyes

The Beginning that was fun

Truth without disguise

Do you believe that we all

Will inevitably understand

As we further hear the call

Of The God that for us sent

For inviting us all

To believe that in love

Beyond abyss or wall

It is Him up above

There are gifts inside a day

Unexpected and sublime

I love you as I’d say

As a prophet loves a sign

And something that is more

Whatever we can grasp

My love is through the door

That I cross as guest

But this is just a word

Flying in the sky

But thus Love came as Bird

My love is where you fly

My art is easy and overwhelming

I fetch some words out of what crosses

the borders of my gentle army

Do you mind?

I am gentle and kind

Tangibility

I’m aware of the proximity

Flooded with ecstasy alone

The gap of a hard space no more

Then faith became tangibility

And since my beliefs were ancient

As beginning, end and continuity

I turned away for a moment

Out of respect it seems

For the deep outlines between what I

always believed in

And what came to be

Tangibility

Touch assured

Will there ever be words?

Attraction and grace of skin

Soft surface of desire

Easy times

Where angels dwell and easy evenings are

an empire

All the hope filled with air

When presented to the eyes

Having crossed mine in flare

Blazing thankful in the skies

That was staring all the clues

That connected drew a line

That came breaking in the news

Like a password for a sign

To a soul that held the map

Quietly until it led

To a soul that filled the gap

Having more than what it had

Love is a funny thing

Where life and conscience are

Ruling as queen and king

Shinning as would a star

I thank you with all my wit

With all I can and feel

As soul was but a sheet

And heart was but a quill

And all must dare and love

And smile and thankful be

To God who's all the Love

That shines for you and me

Together one forever

With nothing liking debt

For when the heart has lever

Now springs without regret

That plunges through a sight

To heart the peace has brought

It came to life tonight

As if by God was thought

So to in love we should

All dwell immersed in all

The beauty that it could

All sorts of peace install

Been walking for some time

In forest towards a light

That came to me as sign

In dream all very bright

But still the heart alone

Cloud maker of my eyes

That waters every stone

And leaf in this it lies

What’s love?, I don’t remember

It seems like every time

But dreams help me surrender

To hope that never dies

So forward walking still

To love I know is true

I know to be the will

Of love I have for you

Now that tomorrow is here

Nothing is soon enough

Born retired

As knowledge is concerned

What is expected of me?

What did it say

The voice that gathered my voice from

the unknown

Awaking me inside by a fountain of blood

It runs like a red salty river

Flooding a grasp stopped by a heavenly

skin dome

Where the river gathers all of the banks

of its passage

And knows that tomorrow is here

One thing I think we should

Do when well surprised

Is let the heart be would

What it would be undisguised

But the heart now seems to claim

Such a freedom it has witnessed

On the body, soul and brain

Trained in mercy – fit as fitness

All the space we should concede

To the angel that we are

As the fruit that is in seed

For a light to be a star

index-72_1.jpg

To wait

To seek to be found

To wait the Voice that already tells us

Write the waiting of the Voice

The name of which she is made of

Strokes of deliverance pain

Residues of Sun in the sound of hope

Bars of infinite horizons

The Sun of the letters beyond my reach

It is as if it didn’t exist

But it’s the path that I’ve taken

The Sun beyond my reach

Because there are moments that leave

clues

And poetry finishes always

So that in its end we may be enlightened

An illuminated floor of an abyss

I don’t know if we ascend to the Heavens

Or if its Floor descends upon us

We do shine more when we think of it

Or its Floor descends upon us

Sometimes

Night taps you on the shoulder

And reminds you that life has began

You feel at home

And remember the moment

When the words were created

ONOMATOPEIAS DE SILÊNCIO & THE MARIAN POEMS©2009TIAGO BONACHO

ALL RIGHTS RESERVED

Você pode estar interessado...

  • eu te entendo
    eu te entendo Poesia por Norberto Molina-Guerrero
    eu te entendo
    eu te entendo

    Downloads:
    36

    Publicado:
    Nov 2019

    Eu entendo se você me Você não pode dizer, não é possível que, se uma coisa, que se o outro... Eu entendo se você dirigir o olhar, se eu não sorrir, se, se .....

    Formatos: PDF, Epub, Kindle, TXT

  • Rabiscos de uma Alma na Natureza
    Rabiscos de uma Alma na Natureza Poesia por J.C.Narciso
    Rabiscos de uma Alma na Natureza
    Rabiscos de uma Alma na Natureza

    Downloads:
    26

    Publicado:
    Oct 2019

    Amante da Natureza, adoro observar os pequenos detalhes que Ela me oferece. Um dos meus passatempos preferidos, é registar esses momentos em fotografia. Este ...

    Formatos: PDF, Kindle, TXT

  • Eu Sou O Que Eu Sou
    Eu Sou O Que Eu Sou Poesia por Nádia Perla
    Eu Sou O Que Eu Sou
    Eu Sou O Que Eu Sou

    Downloads:
    51

    Publicado:
    Aug 2019

    Nós somos a natureza, Um só ser universal. Somos verdade, pureza... A transmutação do mal! Nós somos seres infinitos, Multidimensionais, Transparentes e boni...

    Formatos: PDF, Epub, Kindle, TXT