Os Florais do Dr. Bach por Antonieta Barreira Cravo - Versão HTML

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cia que dá origem ao crescimento espiritual. Os florais de

Bach são remédios líquidos de fácil acesso, benéficos, que

predispõem a mente ao amor, indulgência, e ao perdão

para os menos favorecidos. As águas puras, cristalinas,

são símbolo de lealdade, vitalidade e paz.

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28. SCLERANTHUS ( Scleranthus annuus)

( Caryophillaceae)

Nome popular: Craveira.

Nativa nos hemisférios frios, é planta anual, atinge de 5 a

70 cm de altura, caules emaranhados, finos; cresce nas planta-

ções de trigo, em solos arenosos, drenados.

Folhas verdes, opostas, miudinhas, estreitas.

Flores reunidas na extremidade das hastes, coloração ver-

de-clara ou escura.

O fruto é uma cápsula.

Floração de julho a setembro.

Não há indicação na medicina popular.

No Brasil, esta família é representada pelo Dianthys caryo-

phyllus, muito apreciado pelo perfume e coloridos.

Nos Florais de Bach o SCLERANTHUS provoca equilí-

brio mental e atividade física.

Favorece o intelecto, ativa as decisões, o interesse social, a

comunicacão, a dedicação.

Evita o enfraquecimento da vontade, a depressão, a de-

pendência, angústias, hesitações e o medo imaginário.

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29. STAR OF BETHLEHEM

( Ornithogalum umbellatum) ( Liliaceae)

Nome vulgar: Estrela-de-Belém.

Tem espécimes similares cultivados e espalhados por todos

os hemisférios. Afirmam ser originária da área Mediterrânea,

conhecida na antigüidade por gregos, romanos e egípcios. É ve-

getal relacionado com a cebola e o alho.

Erva que atinge 30 cm de altura, folhas lineares, verdes,

estreitas, de raiz bulbosa.

Flores miúdas brancas, listradas de verde e brancas por

dentro, cinco pétalas, aparecem com hastes isoladas, desabro-

cham à luz do sol.

Florescem entre abril — maio.

Nos Florais de Bach a STAR OF BETHLEHEM prepara a

renovação, orienta o despertar da esperança.

É estimulante contra traumas, choques físicos ou emocio-

nais, tristezas, emoções, neutraliza o medo, a depressão.

Provoca a vitalidade mental, autodeterminação. É consi-

derada por Bach como confortadora e amenizadora.

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30. SWEET CHESTNUT ( Castanea sativa)

( Fagaceae)

Nome vulgar: Castanheira, Castanha.

É nativa na Europa e cultivada no sul do Brasil.

Plantada para exploração comercial de seus frutos. As cas-

tanhas são consumidas cozidas ou assadas. É a base para o pre-

paro dos afamados marrons glacées.

Árvore de copa grande, chegando a 20 m de altura.

Madeira de cerne amarelo-castanho. Sua cultura exige solo

calcário, perde a folhagem no inverno.

Folhas verdes, de 20 cm de comprimento, simples, serrilha-

das, luzidias.

Flores reunidas em espigas, com odor enjoativo, sexos se-

parados de coloração amarelada, riscadas de róseo.

Frutos de 3 a 4 cm de diâmetro, hastes fortes, protegidos

por invólucro espinhoso, tem massa farinhenta doce.

Na medicina popular é procurada por seus princípios: po-

tássio, ferro, fósforo etc.

Nos Florais de Bach o SWEET CHESTNUT provoca espe-

rança, permite estados de libertação, realizações.

É indicado como estimulante, equilibra a mente.

Fortalece o ânimo nas depressões e desespero. Restabele-

ce o equilíbrio físico para novas esperanças. Dá alívio e

permite soluções amistosas.

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31. VERVAIN ( Verbena officinalis) ( Verbenaceae) Nome vulgar: Verbena, Camaradinha.

Divulgada mundialmente, na Roma antiga era denominada

Erva de Vênus ou Erva Santa. Exige solos secos, iluminados pelo

sol.

Planta perene, robusta, raízes rimatozas, de onde surgem

hastes quadrangulares, verticais.

Folhas verdes opostas, ásperas, compridas, denteadas.

Flores de cinco pétalas reunidas em cachos, hermafrodita,

coloração lilás, perfumadas.

Aparecem de julho a setembro.

Indicadas como uso medicinal popular nos distúrbios epá-

ticos, renais, nas febres, reumatismos, etc.

Nos Florais de Bach a VERVAIN equilibra as energias,

esclarece a mente, favorece a autodisciplina e inde-

pendência.

Acorda o sistema nervoso, anima nas depressões, ansieda-

des, estresse, perturbações nos sonhos noturnos. Propicia

interesse, afasta preocupações como: preocupação siste-

mática com horários e compromissos imaginários irreali-

záveis.

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32. VINE ( Vitis vinifera) ( Vitaceae)

Nome vulgar: Videira, Vigne, Batata de uva.

Declaram as escrituras antigas que já era cultivada pelo

patriarca Noé.

Arbusto sarmentoso que pode atingir 15 m de comprimen-

to, exige clima temperado e inverno frio para descanso. A videi-

ra fornece a base para a fabricação do vinho.

Folhas alternas, verdes, palmadas com bordos recortados

ou denteados, tem gravinhas fortes.

Flores perfumadas, pequenas, reunidas em inflorescências.

Frutos de bagas aglomeradas, em cachos pendentes, de co-

loração verde, róseas ou vermelhas.

O vinho, na medicina, em doses moderadas, é considerado

revigorador intelectual, digestivo, diurético.

A uva, para amadurecer, exige oscilações de chuva, sol,

calor.

Nos Florais de Bach a VINE combate o cansaço, dá vitali-

dade, alegria e movimento.

É moderadora, atua na inteligência, ambição do poder, e

nas lideranças.

Favorece a bondade e a compreensão.

Evita desmandos, propicia raciocínios corretos, amorosos,

seguros.

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33. WALNUT ( Juglans regia) ( Juglandaceae) Nome vulgar: Nogueira, Noyer, Nogal, Noce, etc.

Nativa na Ásia e Grécia setentrional.

Árvore bonita, atinge 25 m de altura, perde a folhagem no

inverno, exige terra humosa.

Folhas verdes, alternas, grandes, compostas de pares de

folíolos pequenos, opostos.

Flores miúdas masculinas e femininas em cachos separa-

dos, pendentes.

Os frutos são drupas com sementes oleosas, protegidos por

envólucro lenhoso veiado.

Florada de abril a maio.

Essas nozes são consideradas de grande valor protéico, me-

dicinal; são laxantes, vermífugas, febrífugas e apreciadas na tin-

turaria.

Nos Florais de Bach o WALNUT favorece a simplicidade,

clareza no proceder e exige lealdade de seus amigos.

Atua na mente propiciando indulgência, calma, abnega-

ção, gentileza.

Esclarece e neutraliza as tendências dominadoras, ambici-

osas, dureza no comando.

Favorece a firmeza da vontade, renegando atitudes sus-

peitas ou erradas.

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34. WATER VIOLET ( Hottonia palustris)

( Primulaceae)

Nome vulgar: Violeta dos brejos.

Nativa na Europa.

Planta ornamental para ambientes aquáticos, vegeta em

águas mansas, paradas, estagnadas.

Folhas verdes fimbriadas, opostas, que ficam submersas na

água ambiental.

As flores lilás-claro com centro amarelo, de 5 pétalas, desa-

brocham em torno da haste vertical.

A florada surge em maio — junho.

No uso popular é indicada como calmante.

Nos Florais de Bach a WATER VIOLET faz reconhecer as

falhas, modera o orgulho, acalma a ambição.

Propicia calma, gentileza, compreensão, fraternidade.

Essas personalidades que ambicionam liderança, são frios

no comando, exigem capitulação na obediência, conside-

ram-se superiores — pouco emocionados — são inteligen-

tes e responsáveis.

A WATER VIOLET equilibra, acalma a mente, permite

um entrosamento pacífico e fraterno.

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35. WHITE CHESTNUT ( Aesculus hippocastanum)

( Hippocastaneaceae)

Nome vulgar: Castanheiro-da-Índia, Marronier blanc.

Originário da Ásia Menor, com dispersão mundial como

ornamento.

Árvore frondosa, atinge 10 a 15 m de altura, tronco reto,

madeira útil para carpintaria.

Folhas palmadas de 20 cm de diâmetro, composta de 5 fo-

líolos, verdes veiados, bordos serrilhados.

Flores de 4 pétalas, brancas com manchas rubras, reunidas

em panículas verticais.

Frutos tipo castanhas, sabor amargo.

Floresce em maio — junho.

Popularmente é útil como descongestionante e adstringen-

te.

Nos Florais de Bach o WHITE CHESTNUT acalma, propi-

cia relacionamento esclarecido e cordato.

É indicado como reconstituinte mental, e nas depressões.

Acelera a atividade construtiva, favorece o dinamismo.

Esclarece a mente nas confusões mentais, impaciências, e

nas circunstâncias negativas.

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36. WILD OAT ( Bromus ramosus) ( Graminae) Nome vulgar: Bromo-aveia selvagem.

Mundialmente cultivada como ótima forrageira.

Cresce nas beiradas das matas e nos solos férteis.

Atinge 60 cm de altura, folhas estreitas, alongadas, flexí-

veis, protegidas por bainha, caule oco.

Flores hermafroditas protegidas por brácteas, compostas de

espiguetas, contendo 4 a 5 florzinhas.

Raízes finas, reunidas em cabeleira.

No uso popular, controla brônquios e garganta.

Nos Florais de Bach o WILD OAT esclarece a mente para

adaptação de atividade.

Fortalece a mente, favorecendo a firmeza nas decisões, su-

cesso nas determinações.

Combate o medo, incertezas, frustrações.

Examina com calma ações negativas, inveja, sabotagem.

Ajuda nas soluções práticas.

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37. WILD ROSE ( Rosa Canina) ( Rosaceae)

Nome vulgar: Roseira Brava, Eglantina, Rosa dos Corações,

Rosa Singela, Rosa Brava, Rainha das Flores.

As rosas, parece que são nativas da Pérsia.

Exigem boa luminosidade e terreno arenoso, drenado.

Arbusto utilizado para vedações; de folhas verdes, compos-

tas por 5 a 7 folíolos de bordos serrilhados, hastes com espinhos.

Flores singelas brancas ou rosadas, isoladas ou agrupadas.

Frutos pequenos, alaranjados, lustrosos.

Floresce nos meses de junho — agosto.

As flores são indicadas como laxantes. Os frutos contêm

concentração de vitamina C e são considerados antiescorbúticos.

Nos Florais de Bach o WILD ROSE desperta amizade, de-

dicação, amor.

É útil como flor estimulante, agindo para combater a apa-

tia, resignação doentia, falta de combatividade, frustração,

desinteresse pela vida.

Desperta energia vital, curiosidade, esperança, combati-

vidade na defesa de seus interesses.

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38. WILLOW ( Salix vitellina) ( Salicaceae) Nome vulgar: Salgueiro, Vime, Chorão, Pêndulo, Saule,

Vime-branco, Osier etc.

Atinge de 3 a 5 m de altura, casca amarelada, folhas verdes,

estreitas, compridas, ramos alongados, flexíveis, alternos.

Flores unissexuadas protegidas por bráteas com pêlos.

Popularmente as folhas são consideradas tônicas, sedativas,

anti-reumáticas.

As floradas surgem em maio.

Nos Florais de Bach o WILLOW desperta a responsabili-

dade, exige relacionamento fraterno, comunicativo.

Propicia força e calma, reflexão, pensamentos positivo e fé

num futuro de realizações.

Restabelece equilíbrio mental, evita ressentimentos,

amarguras, ódio, raiva.

Complemento para essas situações: distração por ocupa-

ção e trabalho interessante.

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Manipulação e

Recomendações

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Nas civilizações anteriores (A.C.), os Hindus, os Árabes e

mais próximos, os Egípcios, Gregos e Romanos, eram exímios na

seleção de vegetais medicinais, hoje tão divulgados.

Na preparação dos remédios de Bach são básicos os ele-

mentos nobres da natureza, isto é: terra, ar, água, sol e vegetais.

Todas as plantas indicadas nos 38 florais não são tóxicas,

nem provocam dependência e sabemos o quanto são úteis as

águas minerais.

Na manipulação dos florais, Bach utiliza-se da energização

da água natural, pela fixação dos princípios vitais dos vegetais,

através da luz solar.

A. Eis a receita indicada nos florais de Bach: em dia claro e sol

direto, prepara-se um recipiente de vidro, se possível trans-

parente, cheio de água natural. Cobre-se a superfície com

uma única camada de flores da mesma espécie. Após 2 a 4

horas de exposição solar, quando as flores começarem a mur-

char, são retiradas e a água filtrada. Selecionados os vidros,

recebem 50% dessa água energizada e mais o acréscimo de

50% de conhaque ou uísque para conservação. O conhaque ou

uísque é bebida usual na Inglaterra — os florais nasceram

por lá!

Esses frascos são rotulados como “Remédio-Matriz”.

Com a indicação do prático ou médico, 2 gotas do “remédio-

127

matriz” são colocadas em 1 copo de água. Conforme a finali-

dade, é consumido a intervalos de 2 a 4 horas em doses de 1

colher de café ou de sopa.

B. No segundo processo de preparo dos florais, (as flores pas-

sam por meia hora de fervura; posteriormente são filtrados,

recebem um acréscimo de 50% de conservador e são rotulados

como “remédio-matriz”.

As doses para consumo também são módicas.

C. Esses líquidos energizados podem ser usados em compres-

sas para aplicações diretas em inflamações, erupções etc.

Os Florais de Bach em conjunto são estimulantes. São reco-

mendados nas seguintes situações:

A. Nos casos de medo são indicados:

Rock Rose, Mimulus, Cherry Plum, Aspen e Red Chestnut.

B. Para vencer a timidez e indecisões:

Cerato, Scleranthus, Gentian, Gorse, Hornbeam, Wild Oat.

C. Na indiferença e apatia:

Clematis, Honeysuckle, Wild Rose, Olive, White Chestnut,

Mustard, Chestnut Bud.

D. Na depressão pelo isolamento:

Water Violet, Impatiens, Heather.

E. Depressão pelas críticas maldosas:

Agrimony, Centaury, Walnut, Holly.

F. Nos desânimos:

Larch, Pine, Elm, Sweet Chestnut, Star of Bethlehem, Willow,

Oak, Crab Apple.

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G. Nas exaustões por excesso de responsabilidade:

Chicory, Vervain, Vine, Beech, Rock Water.

Paralelamente a qualquer tratamento, faz-se necessária

uma alimentação sadia.

As populações urbanas, por vezes, são constrangidas a um

desequilíbrio alimentar de proteínas, cálcio e fibras.

Uma revisão pessoal de suas preferências proporcionará

equilíbrio, com saúde e alegria.

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Coletas e Cuidados

9

Toda botânica, reserva do patrimônio nacional, é de fácil

usufruto.

Na medicina empírica, o uso das ervas sempre exerceu fas-

cínio sobre o homem.

Com intuição e cautela, a Medicina moderna repete as nor-

mas dos antigos alquimistas, mas utilizando recursos das aná-

lises técnicas dos laboratórios.

A agricultura esclarecida propicia cadeias alimentares de

culturas nutritivas, que retiram do solo os minerais.

Apenas os vegetais conhecidos, devem ser utilizados para

que se evitem reações adversas. É preciso ser cauteloso, também,

no seu emprego e dosagens.

É fácil identificarmos as plantas que são comuns em nossos

solos, mas é prudente que se tenha informações sobre sua atua-

ção, positiva ou negativa.

Nas zonas rurais, afirmam os entendidos locais que certos

vegetais são antídotos para veneno de cobra ou picadas de inse-

tos. No entanto, para socorro imediato os médicos indicam os

soros, vacinas e antiinflamatórios.

Segundo informações populares, citaremos alguns vegetais

tidos por milagrosos contra peçonhas: abrótamo-fêmea, acanto,

alfazema, alecrim, asperula-odorata, azevim da horta, bardana,

calámo de acoro, losna, malva, melissa, mentas, sabugueiro, sai-

ão, sálvia, segurelha, plantago, urtiga mansa etc.

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Dicas Básicas para a Coleta e Preservação das

Plantas Medicinais

1. É conveniente fazer a apanha em dia calmo e sem vento;

2. Colher os exemplares mais vistosos;

3. Colher hastes e folhas antes das floradas;

4. Escolher brotos florais bem desenvolvidos;

5. Sementes e caroços devem estar maduros;

6. Raízes devem ser arrancadas antes das chuvas;

7. Colher apenas os vegetais identificados;

8. A secagem deve ser na sombra e em local ventilado;

9. Ervas, sementes, raízes etc. devem ser guardados separada-

mente.

10. Etiquetar a coleta colocando o nome vulgar, se possível a

classificação botânica e a data da coleta.

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Cultura de plantas

medicinais e hortas

10

O Dr. Bach, com acuidade em seu trabalho de pesquisa,

procurava elementos inócuos aos princípios de adubação quími-

ca. Preferiu adotar vida simples rural, abandonando suas ativi-

dades no grande centro londrino.

Precisava controlar o material de fácil acesso.

As plantas eram cultivadas em pequenas quantidades, em

recipientes ou fundo de quintal.

As plantações medicinais em grande escala são de exclusi-

va responsabilidade dos técnicos especializados.

A cultura dependerá das finanças e finalidade comercial.

O tamanho da área e a topografia local indicarão se a ativi-

dade será manual ou com maquinário. Os métodos são valiosos

desde que satisfaçam finalidades e despesas.

As culturas são protegidas por limites legais, o ambiente

deve ter luminosidade solar equilibrada, fator básico para o su-

cesso.

Adubações em solo permeável ou em cultura hidropônica

são vantajosas. Apenas consideramos: um vegetal que suga du-

rante 120 dias os princípios ativos do solo, é mais reconstituinte

do que se fosse cultivado de modo acelerado e colhido em 18

dias!

O solo equilibrado é dosado com areia, humus e parte de

argila.

O solo é o meio físico, biológico e químico do vegetal:

133

1. Físico: é resistente ao trabalho, qualificado de pesado.

2. Biológico: contém bactérias e microrganismos.

3. Químico: contém elementos químicos, dosados com argila e

humus.

Nas hortas industriais, em geral, a adubação é química.

No trabalho agrícola racional, o solo é analisado para gra-

duação de acidez. A correção é feita sessenta dias antes do plan-

tio, para reduzir a acidez.

Os princípios químicos para adubação são:

1. O nitrogênio, denominado “azoto”, elabora os tecidos dos

vegetais.

2. O Fósforo: estimula a produção (farinha de ossos, superfos-

fatados etc.).

3. O Potássio: equilibra a produção (a cinza é usada de três em

três anos).

As hortas ou plantações extensas, são protegidas por corti-

nas de árvores de copas verticais, que evitam os vendavais que

dilaceram os vegetais.

Nos solos aráveis de pequenas dimensões, é indicada com

sucesso a adubação com esterco vacum, suíno, de aves ou eqüi-

no. O esterco de cavalo é recomendado nas culturas de cogume-

los.

Todo esse material exige fermentação adequada, para evi-

tar a queima das raízes.

A esterqueira será localizada em local isolado, para evitar a

proliferação de moscas e insetos nocivos.

Toda e qualquer plantação terá proteção de vigilância e

limites cercados por arame ou muro. Sócios são indesejáveis e

pouco econômicos.

A água será de fácil acesso, e deverá ser espalhada por

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regadores, canaletas ou tubulações.

A drenagem do terreno é básica, utilizando valetas, tubula-

ções perfuradas etc.

Mudas enraizadas ou sementes serão idôneas e testadas em

suas germinações.

Os agrotóxicos de contato direto ou que interferem na seiva

dos vegetais são perigosos, por isso devem ser controlados.

O DDT tão louvado contra as pragas, permanece ativo no

solo de dez a sessenta anos, já tendo sido identificado no pólo

sul!

A fiscalização do uso e dosagens dos agrotóxicos será rigo-

rosa e constante, para preservação dos princípios vitais.

135

Vegetais perigosos

11

Alguns vegetais possuem altas concentrações de alcalóides.

Por isso, exigem orientação médica.

Eis uma listagem com alguns nomes:

A

1. Abutua ( Chondodendron platyphyllus):

Trepadeira. Alcalóide: pelosina das raízes (narcótico).

2. Açafrão ( Crocus officinalis):

Estigmas. Afeta o cérebro.

3. Acônito ( Aconitum napellus):

Bulbo. Age até por contato com os bulbos.

4. Açucena ( Amaryllis):

Cebola escamosa. Alcalóide venenoso, usado para envenenar

as flechas dos índios.

5. Arruda ( Ruta graveolens):

Folhas e flores. É abortiva.

B

6. Beladona ( Atropa belladona):

Bagas roxas. Alcalóide: atropina.

137

C

7. Cactus ( Anthalonium levini):

Suas folhas frescas, se mastigadas, provocam alucinações,

em doses pequenas, alegram.

8. Cana-de-Macaco ( Costus spicatus):

Seiva e raízes. É abortiva.

9. Caruru-bravo ( Phitolacca decassdra):

Folhas e raízes. Tóxica até para o gado.

10. Chapéu-de-Napoleão ( Thevetia peruviana):

Seiva leitosa. Paralisante cardíaco.

11. Coca ( Erythroxylum coca):

Folhas. Cocaína, excitante cerebral.

12. Cogumelos diversos sem identificação exata.

E

13. Erva-de-Santa-Maria ( Shenopodium ambrosioides):

Folhas. Alcalóide: ascariol.

14. Estramônio ( Datura stramonium):

Folhas, sementes. Inalação hipnótica: daturina.

G

15. Guiné ( Petivera tetrandra):

Seiva e raízes. Anestésica. Provoca alucinações.

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139

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140

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141

I

16. Ipecacuana ( Cephaelis ipecacuana):

Raízes. Provoca vômitos.

J

17. Jalapa ( Ipomea jalapa):

Trepadeira, tubérculos. Laxante drástico.

L

18. Losna ( Artemisa absintum):

Folhas. Em excesso, provoca convulsões.

M

19. Mamona ( Ricinus communis):

Sementes. Alcalóide venenoso.

20. Mandrágora ( Mandragora offinarum):

Raiz. Alcalóide excitante cerebral.

P

21. Papoula ( Papaver somniferum):

Sementes, seiva leitosa. Ópium, narcótico hipnótico.

22. Pinhão-do-Paraguai ( Jatropa crucas):

Seiva leitosa. Amêndoa tóxica e purgativa.

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143

T

23. Tabaco ( Nicotina tabacum):

Folhas. Nicotina. Inalação hipnótica.

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Vegetais que

equilibram a mente

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A

1. Alface ( Lactuca sativa):

Combate a insônia.

2. Alfavaca ( Ocimus basilicum):

Acalma a mente.

3. Alfazema ( Lavandula officinalis):

Tonifica os nervos.

4. Amor-perfeito ( Viola tricolor):

Atua no linfatismo nervoso (raízes).

5. Anis ( Pimpinella anisum):

Calmante.

C

6. Cambará ( Santana camara):

Calmante.

7. Cardo santo ( Argemosse mexicano):

Calmante.

8. Carpa ( Carpinus betulus):

Acalma tosses nervosas.

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9. Camomila ( Matricaria chamomilla):

Sedativa.

10. Capim-limão ( Andropogom schoenanthus):

Calmante.

11. Carvi ( Carum carvi):

Acalma os nervos.

12. Cenoura ( Daurus carota):

O chá da raiz é sedativo.

13. Cidrão ( Lippia citriodora):

Acalma melancolia nervosa.

14. Cidreira ( Melissa officinalis):

Calmante.

15. Choupo branco ( Populus alba):

O chá dos brotos é calmante.

16. Coentro ( Coriandrum sativum):

Calmante.

17. Congonha do campo ( Luxemburgia polyandra):

Calmante nas tosses.

18. Cordão-de-Frade ( Leonotes nepetifolia):

Calmante nas tosses.

D

19. Dente de Leão ( Taraxacum officinalis):

Calmante.

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147

E

20. Espinheiro-alvar ( Crataegus oxyacantha):

Sedativo.

21. Eucalipto ( Eucalyptus):

Sedativo balsâmico.

F

22. Fumarina ( Fumarina officinalis):

Sedativo.

G

23. Guaco ( Mikania guaco):

Sedativo.

H

24. Hissopo ( Hyssopus officinalis):

Calmante.

25. Hortelã ( Mentha piperita):

Calmante gástrico.

L

26. Laranja ( Citrum auranticum):

A flor é antiespasmódica.

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149

27. Limão ( Citrus himonum):

Antiespasmódica.

M

28. Manjerona ( Origanum majorana):

Antiespasmódica.

29. Maracujá ( Passiflora):

Calmante, utilizar a seiva ou suco.

Atirante, não causa dependência.

N

30. Nenúfar ( Nymphaeae alba):

Raízes calmantes.

O

31. Orégão ( Oreganum vulgare):

Tônico nervoso.

P

32. Patchouli ( Andropogom muricatus):

Sedativo.

33. Peônia ( Paconia officinalis):

Antiespasmódica.

34. Pimpinella saxifraga ( Pimpinella branca):

Antiespasmódica.

150

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151

35. Prímula ( Primula officinalis):

Sedativa.

Q

36. Quitoco ( Pluchea quitoco):

Calmante.

S

37. Sabugueiro ( Sambucus nigra):

Acalma a tosse nervosa.

T

38. Tília ( Tilia platyphylla):

Calmante.

U

39. Unha-de-vaca ( Bauhinia candicans):

Calmante.

V

40. Violeta ( Viola odorata):

Raízes calmantes.

152

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153

Observações: a temperatura atmosférica, adubações e vege-

tações locais atuam na força dos princípios do vegetal, aumen-

tando ou diminuindo sua atuação.

154

Os vegetais e

as pesquisas

13

Dr. Bach pesquisava com método e atenção a atuação do

verde.

De preferência e pessoalmente, selecionava a planta e ano-

tava suas atuações e a reputação popular.

Era incentivador do uso medicinal dos vegetais não poluí-

dos, até a água que utilizava era recolhida em locais não poluí-

dos.

Atualmente, os agrotóxicos gasosos ou químicos são res-

ponsáveis pela debilidade física do homem.

A palavra “ecologia” foi usada pelo alemão Haechel em

1930, e aceita por geógrafos e sociólogos.

“Ecologia” designa o entrosamento “homem-natureza”.

O homem, no seu dia-a-dia, precisa que o seu equilíbrio

“mental-físico” seja favorecido pelo ambiente de sua vivência.

A preocupação com a preservação ambiental deixou de ser

local, para tornar-se universal.

A vegetação brasileira foi observada e classificada por ex-

pedições científicas com anotações elucidativas. O Barão alemão

Alexander Humbol (1769-1854) deixou um grande acervo de es-

tudos de climatologia, biogeografia e oceanografia, referentes à

Amazônia, e denominou-a “Hiléia”, de campos de solos firmes,

alagadiços ou pedregosos.

A ecologia brasileira pode receber interferência mundial

fraterna consultativa, respeitando as normas de soberania nacio-

nal.