Os miseráveis Quarto Volume por Victor Hugo - Versão HTML

ATENÇÃO: Esta é apenas uma visualização em HTML e alguns elementos como links e números de página podem estar incorretos.
Faça o download do livro em PDF, ePub, Kindle para obter uma versão completa.
index-1_1.jpg

index-2_1.jpg

Victor Hugo

Os miseráveis

Quarto Volume

index-3_1.jpg

TÍTULO: Os miseráveis

AUTOR: HUGO, Victor

GÉNERO: Romance

CLASSIFICAÇÃO: Literatura francesa – Século XIX – Ficção

EDITORA: Editorial Minerva

Lisboa, 1963

COLECÇÃO: Biblioteca Popular Minerva Nº 14

***

Versão de

A, M, Guimarães

Capa de

Ramos Ribeiro

PRINTED IN PORTUGAL MCMLXIII

Índice

Volume 1

Primeira Parte - Fantine

LIVRO PRIMEIRO - Um justo

I - O abade Myriel

II - O abade Myriel torna-se Monsenhor Bemvindo

III - A bom bispo, mau bispado

IV - As palavras semelhantes às obras

V - Como Monsenhor Bemvindo poupava as suas batinas

VI - Quem guardava a casa do prelado

VII - Gravatte, o salteador

VIII - Filosofia de sobremesa

IX - O carácter do irmão descrito pela irmã

X - O bispo em presença de uma luz desconhecida

XI - Restrição

XII - Solidão de Monsenhor Bemvindo

XIII - Quais eram as crenças do bispo

XIV - O modo de pensar de Monsenhor Bemvindo

LIVRO SEGUNDO - A Queda

I - No fim de um dia de marcha

II - A prudência aconselha a sabedoria

III - Heroísmo da obediência passiva

IV - Pormenores sobre as queijeiras de Pontarlier

V - Tranquilidade

VI - João Valjean

VII - O interior do desespero

VIII - A onda e a sombra

IX - Novos agravos

X - O hóspede acordado

XI - O que ele faz

XII - O bispo trabalha

XIII - O pequeno Gervásio

LIVRO TERCEIRO - Em 1817

I - O ano de 1817

II - Quatro pares

III - A quatro e quatro

IV - A alegria de Tholomyés é tão grande que até canta uma canção espanhola

V - Em casa de Bombarda

VI - Capítulo consagrado ao amor

VII - Prudência de Tholomyés

VIII - Morte dum cavalo

IX - Alegre fim de festa

LIVRO QUARTO - Confiar é por vezes abandonar

I - Encontro de duas mães

II - Primeiro esboço de duas figuras suspeitas

III - A Cotovia

LIVRO QUINTO - A Descida

I - História de um melhoramento no fabrico dos vidrilhos pretos

II - Madelaine

III - Somas depositadas na casa Laffite

IV - O senhor Madelaine de luto

V - Vários clarões no horizonte

VI - O tio Fauchelevent

VII - Fauchelevent torna-se jardineiro em Paris

VIII - A senhora Victurnien despende trinta e cinco francos em favor da moral

IX - Bom êxito da senhora Victurnien

X - Continuação do bom êxito

XI - Christus nos Liberavit

XII - A ociosidade do senhor Barmatabois

XIII - Solução de algumas questões de polícia municipal

LIVRO SEXTO - Javert

I - Princípio de repouso

II - Como Jean se pode tornar Champ

LIVRO SÉTIMO - O Processo de Champmathieu

I - A Irmã Simplícia

II - Perspicácia de mestre Scaufflaire

III - Tempestade num crânio

IV - Formas de sofrimento durante o sono

V - Concerto nas rodas

VI - A irmã Simplícia em provação

VII - Depois de chegar ao seu destino, o viajante predispõe-se para tornar a

partir

VIII - Entrada de favor

IX - Um lugar onde se vão formar convicções

X - O sistema da negativa

XI - Champmathieu cada vez mais admirado

LIVRO OITAVO - Desforra

I - Em que espelho Madelaine contempla os cabelos

II - Fantine feliz

III - Javert satisfeito

IV - A autoridade readquire os seus direitos

V - Sepultura apropriada

Volume 2

Segunda Parte - Cosette

LIVRO PRIMEIRO - Waterloo

I - O que encontra quem vem de Wivelíes

II - Hougomont

III - O 18 de Julho de 1815

IV - Quem quiser fazer uma ideia clara da batalha de

V - «O quid obscurum» das batalhas

VI - Quatro horas da tarde

VII - Napoleão de bom humor

VIII - O imperador faz uma pergunta ao guia Lacoste

IX - O imprevisto

X - A planura do Mont-Saint-Jean

XI - Mau guia para Napoleão, bom guia para Bulow

XII - A guarda

XIII - A catástrofe

XIV - O último quadrado

XV - Cambronne

XVI - Quot libras in duce?

XVII - Deve achar-se que Waterloo foi bom?

XVIII - Recrudescência do direito divino

XIX - O campo de batalha durante a noite

LIVRO SEGUNDO - A Nau «Orion»

I - O número 24.601 torna-se o 9.430

II - Onde se lêem dois versos cujo autor é talvez o diabo

III - De como era preciso que a grilheta tivesse passado por alguma operação

preparatória para assim se quebrar com uma só martelada

LIVRO TERCEIRO - Cumprimento da promessa feita à moribunda

I - A falta de água em Montfermeil

II - Dois retratos completos

III - Vinho para os homens e água para os cavalos

IV - Entra em cena uma boneca

V - A pequena sozinha

VI - O que prova talvez a inteligência de Boulatruelle

VII - Cosette no meio da escuridão ao lado dum desconhecido

VIII - Desgosto de recolher em casa um pobre que é talvez rico

IX - Thenardier em exercício

X - Quem procura o melhor, às vezes encontra o pior

XI - Reaparece o número 9.430 e como Cosette o ganha na lotaria

LIVRO QUARTO - O casebre de Gorbeau

I - Mestre Gorbeau

II - Ninho de um mocho e de uma cotovia

III - Duas desgraças juntas fazem uma ventura

IV - No que repara a principal inquilina

V - Barulho que faz uma moeda de cinco francos caindo no chão

LIVRO QUINTO - Para caçada tenebrosa matilha silenciosa

I - Ziguezagues estratégicos

II - É uma felicidade passarem veículos pela ponte de Austerlitz

III - Veja-se a planta de Paris em 1827

IV - Evasão às apalpadelas

V - O que seria impossível com a iluminação a gás

VI - Princípio de um enigma

VII - Continuação do enigma

VIII - Complica-se o enigma

IX - O homem do guizo

X - Onde se explica como Javert bateu o monte e não encontrou caça

LIVRO SEXTO - O Petit Picpus

I - Rua Picpus, número 62

II - A obediência de Martin Verga

III - Severidades

IV - Alegrias

V - Distracções

VI - O pequeno convento

VII - Vários contornos desta sombra

VIII - Post corda lapides

IX - Um século sob um hábito

X - Origem de adoração perpétua

XI - O fim do Petit-Picpus

LIVRO SÉTIMO – Parêntesis

I - O convento considerado como ideia abstracta

II - O convento considerado como facto histórico

III - Sob que condição se pode respeitar o passado

IV - O convento à luz dos princípios

V - A oração

VI - Bondade absoluta da oração

VII - Precauções que devem adoptar-se na censura

VIII - Fé a lei

LIVRO OITAVO - Os cemitérios aceitam o que lhes dão

I - Onde se trata do modo de entrar no convento

II - Fauchelevent na presença da dificuldade

III - Madre Inocência

IV - Onde João Valjean faz acreditar que leu Austin Castillejo

V - Não basta a embriaguez para se ser imortal

VI - Entre quatro tábuas

VII - Onde se encontra a origem da frase: «não perder a carta»

VIII - Interrogatório bem sucedido

IX – Clausura

Volume 3

TERCEIRA PARTE - Mário

LIVRO PRIMEIRO - Paris estudado na sua mais ténue parcela

I - Parvulus

II - Alguns dos seus sinais particulares

III - Como é agradável

IV - Como pode ser útil

V - As suas fronteiras

VI - Fragmento de história

VII - O gaiato podia ocupar um lugar nas classificações da Índia

VIII - Onde se narra um dito galante do último rei

IX - A velha alma da Gália

X - Ecce Paris, ecce homo

XI - Escarnecer, reinar

XII - O futuro latente no povo

XIII - Gavroche

LIVRO SEGUNDO - O velho burguês

I - Noventa anos e trinta e dois dentes

II - Tal dono, tal casa

III - Lucas Espírito

IV - Aspirante centenário

V - Biscainho e Nicolette

VI - Onde se entrevê a Magnon e os seus dois pequenos

VII - Regra: Não receber ninguém senão à noite

VIII - Nem sempre dois fazem um par

LIVRO TERCEIRO - O avô e o neto

I - Um antigo salão

II - Um dos espectros vermelhos daquele tempo

III - Requiescat

IV - Fim do salteador

V - Utilidade de ouvir missa para vir a ser-se revolucionário

VI - Quanto vale ter encontrado um sacristão

VII - História de saias

VIII - Mármore contra granito

LIVRO QUARTO - Os amigos do ABC

I - Um grupo que esteve quase a tornar-se histórico

II - Oração fúnebre de Blondeau, por Bossuet

III - Surpresas de Mário

IV - A sala interior do café Musain

V - Amplia-se o horizonte

VI - Rés Augusta

LIVRO QUINTO - Excelência do infortúnio

I - Mário indigente

II - Mário pobre

III - Mário engrandecido

IV - O senhor Mabeuf

V - Pobreza, boa vizinha da miséria

VI - O substituto

LIVRO SEXTO - Conjunção de duas estrelas

I - A alcunha: modos de formar nomes de família

II - Lux facta est

III - Efeitos da Primavera

IV - Princípio de uma grave doença

V - Caem vários raios sobre «Mame» Bougon

VI - Mário prisioneiro

VII - Aventuras da letra U entregue a conjecturas

VIII - Até os próprios inválidos podem ser felizes

IX - Eclipsa

LIVRO SÉTIMO - Patron-Minette

I - As minas e os mineiros

II - O «Bas-fond»

III - Babet, Gueulemer, Claquesous e Montparnasse

IV - Composição da quadrilha

LIVRO OITAVO - O mau pobre

I - Mário procura uma mulher de chapéu e encontra um homem de boné

II - Achado

III - Quadrifrons

IV - Uma rosa na miséria

V - O Judas da providência

VI - O homem bravio no seu covil

VII - Estratégia e táctica

VIII - Um raio de luz nas trevas

IX - Jondrette quase que chora

X - Tarifa dos cabrioles de aluguer: dois francos por hora

XI - A miséria oferece-se para obsequiar a dor

XII - Em que foi empregada a moeda de cinco francos do senhor Leblanc

XIII - Solus cum solo, in loco remoto, non cogitabuntur orare pater noster

XIV - Onde um agente da polícia dá duas pistolas de algibeira a um advogado

XV - Jondrette efectua a compra de que falava

XVI - Onde se tornará a ouvir uma canção Inglesa, que era moda em 1832

XVII - Emprego da moeda de cinco francos de Mário

XVIII - As duas cadeiras de Mário em frente uma da outra

XIX - Preocupações por causa de certos mistérios

XX - A cilada

XXI - De como deveria começar-se sempre por prender as vítimas

XXII - O pequeno que gritava na segunda parte

Volume 4

QUARTA PARTE - Idílio na Rua Plumet e Epopeia na Rua de S. Diniz

LIVRO PRIMEIRO - Algumas páginas de História

I - Bem talhado

II - Mal cozido

III - Luís Filipe

IV - Fendas nos alicerces

V - Factos que dão origem à história e que a história ignora

VI - Enjolras e os seus ajudantes

LIVRO SEGUNDO - Eponina

I - O campo da Cotovia

II - Formação embrionária dos crimes na incubação das prisões

III - Aparição ao tio Mabeuf

IV - Aparição a Mário

LIVRO TERCEIRO - A Casa da Rua Plumet

I - A casa misteriosa

II - João Valjean guarda nacional

III - «Foliis ac frondibus»

IV - Mudança de grade

V - A rosa descobre que é uma máquina de guerra

VI - Princípio da batalha

VII - Para tristeza, tristeza e meia

VIII - A cadeia

LIVRO QUARTO - O socorro Humano pode tornar-se socorro do Céu

I - Ferido por fora, restabelecido por dentro

II - A tia Plutarco não sente dúvida em explicar um fenómeno

LIVRO QUINTO - O fim não condiz com o princípio

I - Atracção entre a solidão e o quartel

II - Sustos de Cosette

III - Auxílio dos comentários de Toussaint

IV - Um coração debaixo duma pedra

V - Cosette depois da carta

VI - Os velhos nasceram para sair de casa em ocasiões oportunas

LIVRO SEXTO - O pequeno Gavroche

I - Travessura do vento

II - Onde o pequeno Gavroche tira proveito de Napoleão, o Grande

III - As peripécias da evasão

LIVRO SÉTIMO - O calão

I - Origem

II - Raízes

III - Calão que chora e calão que ri

IV - Os dois deveres: velar e esperar

LIVRO OITAVO - Encantos e amarguras

I - Luz plena

II - Atordoamento da felicidade completa

III - Princípio de sombra

IV - Um cão de improviso

V - Coisas da noite

VI - Mário torna-se positivo, a ponto de dizer a Cosette onde mora

VII - Um coração jovem em presença de um coração velho

LIVRO NONO - Que destino é o seu?

I - João Valjean

II - Mário

III - O senhor Mabeuf

LIVRO DÉCIMO - O dia 5 de Junho de 1832

I - A superfície da questão

II - O âmago da questão

III - Um enterro: ocasião de renascer

IV - As efervescências de outrora

V - Originalidade de Paris

LIVRO DÉCIMO PRIMEIRO - O átomo confraternizando com o furacão

I - Alguns esclarecimentos sobre a origem da poesia de Gavroche.

Influência de um académico sobre essa poesia

II - Gavroche em marcha

III - Justa indignação de um cabeleireiro

IV - A criança admirada do velho

V - O velho

VI - Recrutas

LIVRO DÉCIMO SEGUNDO - Corinto

I - História de Corinto desde a sua fundação

II - Alegrias preliminares

III - Em que Grantaire principia a escurecer

IV - Tentativa de consolação à viúva Hucheloup

V - Preparativos

VI - Enquanto esperavam

VII - O homem recrutado na rua dos Billetes

VIII - Muitos pontos de interrogação a respeito de um certo

Le Cabuc, que não se chamava talvez assim

LIVRO DÉCIMO TERCEIRO - Mário entra na sombra

I - Da rua Plumet ao bairro de S. Diniz

II - Paris de noite

III - Últimas extremidades

LIVRO DÉCIMO QUARTO - A grandeza do desespero

I - A bandeira vermelha arriada

II - A bandeira vermelha novamente hasteada

III - De como Gavroche teria feito melhor aceitando a carabina de Enjolras

IV - O barril de pólvora

V - Fim dos versos de João Prouvaire

VI - A agonia da morte após a agonia da vida

VII - Gavroche profundo calculista de distâncias

Volume 5

QUINTA PARTE - João Valjean

LIVRO PRIMEIRO - A guerra entre quatro paredes

I - O Charybdes do arrabalde de Santo António

e o Scylla do arrabalde do Templo

II - Que se há-de fazer no abismo, senão conversar?

III - Luz e sombra

IV - Cinco de menos, um de mais

V - O horizonte que se avista do alto de uma barricada

VI - Mário desvairado, Javert, lacónico

VII - Agrava-se a situação

VIII - Os artilheiros fazem-se tomar a sério

IX - Emprego da habilidade de caçador furtivo

e daquela pontaria certeira que influi na sentença de 1796

X - Aurora

XI - Pontaria certeira que não mata ninguém

XII - A desordem partidária da ordem

XIII - Clarões efémeros

XIV - Onde se terá ocasião de saber o nome da amante de Enjolras

XV - Gavroche fora da barricada

XVI - De como o irmão se torna pai

XVII - «Mortuus pater filium moritorum expectat»

XVIII - O abutre convertido em presa

XIX - Vingança de João Valjean

XX - Os mortos têm razão e os vivos também

XXI - Os heróis

XXII - Palmo a palmo

XXIII - Orestes em jejum e Pylades embriagado

XXIV - Prisioneiro

LIVRO SEGUNDO - O intestino de Leviathan

I - A terra empobrecida pelo mar

II - História antiga dos canos

III - Bruneseau

IV - Pormenores ignorados

V - Progresso actual

VI - Progresso futuro

LIVRO TERCEIRO - A lama, mas também a alma

I - A cloaca e as suas maravilhas

II - Explicação

III - O homem perseguido

IV - Também ele carrega com a sua cruz

V - Existe na areia como na mulher, certa finura pérfida

VI - O sorvedouro

VII - Às vezes naufraga-se onde se julga desembarcar

VIII - A aba do casaco rasgada

IX - Onde Mário passa por morto aos olhos

de quem não é fácil de enganar

X - Regresso do filho pródigo

XI - Abalo no absoluto

XII - O avô

LIVRO QUARTO - Javert desvairado

I - Reflexões de Javert

LIVRO QUINTO - O avô e o neto

I - Onde se torna a ver a árvore da chapa de zinco

II - Onde Mário após a guerra civil, se prepara para a guerra doméstica

III - Mário ataca

IV - Onde Mademoiselle Gillenormand achou que os embrulhos

de Fauchelevent nada tinham de inconvenientes

V - Como uma floresta pode ser mais segura depositária

de dinheiro do que um tabelião

VI - Como os dois velhos, cada um a seu modo, empregam

toda a sua diligência em tornar Cosette feliz

VII - Efeitos de sonho no meio da ventura

VIII - Dois homens impossíveis de descobrir

LIVRO SEXTO - A noite foi passada em claro

I - O dia 16 de Fevereiro de 1833

II - João Valjean continua de braço ao peito

III - A inseparável

IV - Combate sem fim

LIVRO SÉTIMO - A derradeira gota do cálice

I - O sétimo círculo e o oitavo céu

II - Escuridão que pode encerrar uma revelação

LIVRO OITAVO - O decrescimento crepuscular

I - A sala de baixo

II - Retirada gradual

III - Recordações do jardim da rua Plumet

IV - A atracção e a extinção

LIVRO NONO - Noite escuríssima, brilhante aurora

I - Compaixão para os desgraçados, mas indulgência para os felizes

II - Derradeiro bruxulear da lâmpada

III - Uma pena pesada para quem levantou o carro de Fauchelevent

IV - Tinta que, em vez de escurecer, aclara

V - Noite, após a qual sucede o dia

VI - A erva esconde e a chuva apaga

QUARTA PARTE

Idílio na Rua Plumet

e

Epopeia na Rua de S. Diniz

LIVRO PRIMEIRO

Algumas páginas de História

IBem talhado

Os dois anos que se ligam imediatamente à revolução de Julho, 1831 e 1832,

representam um dos momentos mais particulares e surpreendentes da história. Estes

dois anos, no meio dos precedentes e dos subsequentes são como duas montanhas.

Têm a grandeza revolucionária. Distinguem-se neles precipícios. As massas sociais, os

próprios jurados da civilização, o grupo sólido dos interesses sobrepostos e aderentes,

os perfis seculares da antiga formação francesa, ali aparecem e desaparecem a cada

instante através das tempestuosas nuvens dos sistemas, das paixões e das teorias. A

estas aparições e desaparições chamou-se resistência e movimento. Por intervalos vê-

se luzir ali a verdade, que é a luz da alma humana.

Esta notável peça é assaz circunscrita, e começa a afastar-se muito de nós para

que se lhe possam apanhar de momento as linhas principais.

Vamos intentá-lo.

A restauração fora uma fase intermediária, das difíceis de definir, daquelas em

que há fadiga, zumbido, murmúrios, sono, tumulto, e que não são outra coisa senão a

chegada de uma grande nação ao fim da marcha. Estas épocas são singulares e iludem

os políticos que querem explorá-las. Em começo não pede a nação senão repouso; não

tem senão sede de paz e ambição de ser pequena; o que é a tradução de permanecer

tranquila. Grandes acontecimentos, grandes acasos, grandes aventuras, grandes

homens, graças a Deus, têm-se visto de mais; está-se farto deles até aos olhos. Trocar-

se-ia César por Prússias e Napoleão pelo rei d’Yvetot. «Que bom reizinho era aquele!»

Marchou-se desde o romper da aurora, está-se no fim de um dia longo e rude; teve-se

o primeiro descanso com Mirabeau, o segundo com Robespierre, e o terceiro com

Bonaparte; está-se estafado. O que cada um pede é uma cama. As dedicações

cansadas, os heroísmos envelhecidos, as ambições saciadas, reclamam, imploram,

solicitam; o quê, uma pousada? Obtêm-na. Apoderam-se da paz, da tranquilidade, do

descanso; ei-los contentes. Entretanto e ao mesmo tempo surgem certos factos, fazem-

se reconhecer, e batem também à porta. Estes factos saíram das revoluções e das

guerras, existem, vivem, têm o direito de se estabelecer na sociedade e estabelecerem-

se; e a maior parte do tempo são os factos os quartéis-mestres e os furriéis, que não

fazem mais do que preparar o aquartelamento para os princípios.

Eis o que aparece aos olhos dos filósofos.

Ao mesmo tempo que os homens fatigados pedem descanso, os factos

consumados exigem garantias. As garantias para os factos são a mesma coisa que o

descanso para os homens.

Era o que a Inglaterra pedia aos Stuarts depois do Protector: era o que a França

pedia aos Bourbons depois do Império.

Estas garantias são uma necessidade dos tempos.

É indispensável concedê-las Os príncipes «outorgam-nas»; mas na realidade é a

força das coisas quem as dá Verdade profunda e útil, que deve saber-se, que os Stuarts

nunca suspeitaram em 1662, e que os Bourbons nunca entreviram nem mesmo em

1814.

A família predestinada que voltou à França quando Napoleão desabou, teve a

simplicidade fatal de acreditar que era ela quem dava e que podia tirar o que tinha

dado; que a casa de Bourbon possuía o direito divino, e que a França não possuía

nada; que o direito político concedido na carta de Luís XVIII não era mais do que um

ramo do direito divino, arrancado pela casa de Bourbon e graciosamente dado ao

povo, que o conservaria até ao dia em que aprouvesse ao rei apoderar-se novamente

dele Todavia, a casa de Bourbon pelo desprazer que uma tal dádiva lhe causava,

deveria ter conhecido que não partira dela.

Foi rabugenta no século XIX. Fez má cara a cada nova expansão da nação. Para

nos servirmos da frase trivial, isto é, popular e verdadeira, resmungou O povo viu-o.

Acreditou que tinha força, porque o império lhe fora tirado da frente como um

bastidor de teatro Não conheceu que fora trazida pelo mesmo modo Não viu que

estava na mesma mão que tirara dali Napoleão.

Acreditou que tinha raízes, porque era o passado. Enganava-se; fazia parte do

passado, mas o passado todo era em si mesmo a França As raízes da sociedade

francesa não estavam nos Bourbons, estavam na França. Essas obscuras e vivazes

raízes não constituíam o direito duma família, mas sim a história dum povo Estavam

em toda a parte, menos sobre o trono.

A casa de Bourbon era para a França o nó ilustre e sangrento da sua história;

mas já não era o elemento principal dos seus destinos, e a base necessária da sua

política. Podia passar-se sem os Bourbons; tinham-se passado vinte e dois anos sem

eles; houvera solução de continuidade e eles nem o suspeitavam. E como poderiam tê-

lo suspeitado, eles, que imaginavam ter reinado Luís XVII no 9 Thermidor, e Luís

XVIII no dia de Merengo? Jamais desde a origem da história, tinham os príncipes sido

tão cegos na presença dos factos e da porção de autoridade divina que os contêm e

promulgam.

Jamais a pretensão deste mundo, denominada direito dos reis, negara a tal

ponto o direito supremo.

Erro capital que levou aquela família a tocar nas garantias «outorgadas» em

1814, nas concessões, como ela as qualificava. Triste coisa! O que ela denominava suas

concessões, eram as nossas conquistas; o que ela chamava nossas usurpações, eram os

nossos direitos.

A restauração, logo que lhe pareceu chegada a hora, supondo-se vitoriosa de

Bonaparte e enraizada no país, isto é, julgando-se forte, acreditando-se profunda,

tomou repentinamente a sua resolução e arriscou a sua cantada. Uma manhã ergueu-

se em face da França, e, elevando a voz, contestou o título colectivo e o título

individual; à nação a soberania, ao cidadão a liberdade. Noutros termos: negou à

nação o que a fazia nação, e ao cidadão o que o fazia cidadão.

É este o âmago dos famosos actos denominados ordenanças de Julho.

A restauração caiu. Todavia, digamo-lo, não fora absolutamente hostil a todas as

formas do progresso.

Ao lado dela tinham-se feito grandes coisas.

Sob a acusação habituara-se a nação à discussão pacífica, que faltara à república,

e à grandeza na paz, que o império não tivera. A França livre e forte, fora um

espectáculo animador para os outros povos da Europa. A revolução tivera a palavra

sob Robespierre; a artilharia tivera a palavra sob Bonaparte: foi do tempo de Luís XVII

e de Carlos X, que chegou a vez à palavra da inteligência. Cessou o vento, tornou a

acender-se o facho. Viu-se estremecer sobre os cimos serenos a pura luz dos espíritos.

Espectáculo magnífico, útil e encantador. Viram-se trabalhar durante quinze anos, em

plena paz, em plena praça pública, os grandes princípios, tão velhos para o pensador,

tão novos para o homem de Estado: a igualdade perante a lei, a liberdade da

consciência, a liberdade da palavra, a liberdade de imprensa, o acesso de todas as

aptidões a todas as funções. Assim caminharam as coisas até 1830. Os Bourbons foram

um instrumento de civilização, que se quebrou nas mãos da Providência.

A queda dos Bourbons foi cheia de grandeza não da sua parte, mas da parte da

nação. Deixaram o trono com gravidade, mas sem autoridade; a sua descida para o

escuro não foi uma das desaparições solenes, que deixam na história sombria

comoção; não foi nem o sossego de espectro de Carlos I, nem o grito de águia de

Napoleão. Foram-se e nada mais. Depuseram a coroa e não conservaram a mínima

auréola. Foram dignos mas não foram augustos. Faltaram, numa certa medida, à

majestade da sua desgraça. Carlos X, durante a viagem de Cherbourg, mandando

cortar uma mesa redonda para ficar quadrada, mostrou-se mais inquieto pela etiqueta

em perigo, do que pela monarquia que se desmoronava. Esta diminuição contristou os

homens dedicados, que eram afeiçoados às suas pessoas e os homens sérios que

honravam a sua raça. O povo, esse, foi admirável.

A nação atacada uma manhã à mão armada, por uma espécie de insurreição

régia, sentia-se com tanta força que não teve cólera. Defendeu-se, conteve-se, tornou a

colocar as coisas nos seus lugares: o governo na lei, os Bourbons no desterro, e parou.

Pegou no velho rei Carlos X, de sob o mesmo dossel que abrigara Luís XIV, e pô-lo

brandamente no chão. Nas pessoas reais não tocou senão com tristeza e precaução.

Não foi um homem, não foram alguns homens, foi a França, a França inteira, a França

vitoriosa e embriagada com a sua vitória, que pareceu recordar-se e que pôs em

prática aos olhos do mundo as graves palavras de Guilherme Du Vair, depois do

combate das barricadas: «É fácil àqueles que estão acostumados a libar os favores dos

grandes e saltar, qual passarinho, de ramo em ramo, de uma fortuna decadente a

outra florescente, mostrarem-se atrevidos contra o príncipe, na sua adversidade, mas

para mim a fortuna dos meus reis ser-me-á sempre venerável, e principalmente dos

que estiverem atribulados.»

Os Bourbons levaram consigo o respeito, mas não a saudade. Como acabamos

de dizer, a sua desgraça foi maior do que eles. Os Bourbons desapareceram no

horizonte.

A revolução de Julho teve imediatamente amigos e inimigos em todo o mundo.

Uns precipitaram-se para ela com entusiasmo e alegria, outros afastaram-se, segundo

a sua natureza. Os príncipes da Europa, no primeiro momento, mochos daquela

alvorada, fecharam os olhos, escandalizados e estupefactos, e só os tornaram a abrir

para ameaçar. Susto que se compreende, cólera que se desculpa. Aquela estranha

revolução fora apenas um repelão, nem mesmo dera à realeza vencida a honra de a

tratar como inimiga e de lhe derramar o sangue. A revolução de Julho, aos olhos dos

governos despóticos, sempre interessados em que a liberdade se calunie por si mesma,

cometera o erro de ser formidável e de permanecer suave. No fim de tudo, coisa

alguma foi tentada ou maquinada contra ela. Os mais descontentes, os mais irritados,

os mais receosos saudaram-na; quaisquer que sejam os nossos egoísmos e rancores,

sempre, nos acontecimentos em que se sente a colaboração de alguém que trabalha

mais alto do que o homem, sobressai misterioso respeito.

A revolução de Julho é o triunfo do direito derrubando o facto. Coisa cheia de

esplendor.

O direito derrubando o facto. Daqui o brilho da revolução de 1830, daqui

também a sua mansidão. O direito que triunfa não tem a mínima necessidade de ser

violento.

O direito é o justo e o verdadeiro.

O característico do direito é ser ele eternamente belo e puro. O facto, mesmo o

mais necessário, na aparência, mesmo o mais bem aceite pelos contemporâneos, só

existe como facto, se contém pouco direito, ou absolutamente nenhum, é destinado

infalivelmente a tomar-se, com o correr dos tempos, disforme, imundo, talvez mesmo

monstruoso. Querendo-se comprovar por uma vez a que ponto de fealdade pode

chegar o facto, visto à distância dos séculos, olhe-se para Maquiavel. Maquiavel não é

um mau génio, nem um demónio, nem um escritor cobarde e miserável; não é mais do

que o facto. E não é só o facto italiano, é o facto europeu, o facto do século XVI.

Parece hediondo, e é-o, com efeito, na presença da ideia moral do século XIX.

Esta luta do direito e do facto existe desde a origem das sociedades Terminar o

duelo, amalgamar a ideia com a realidade humana, fazer penetrar pacificamente o

direito no facto e o facto no direito tal é o trabalho dos sábios.

II

Mal cozido

Mas um é o trabalho dos sábios, outro é o trabalho dos hábeis. A revolução de

1830 tinha parado muito depressa.

Apenas uma revolução dá à costa lançam-se os hábeis aos despojos do

naufrágio.

Os hábeis, no nosso século, agraciaram-se a si mesmos com a qualificação de

homens de estado; de tal modo, que as palavras homem de estado, acabaram por se

tornar um tanto frases de gíria Não esqueça isto; onde não há senão habilidade, há

necessariamente pequenez Dizer: os hábeis, corresponde a dizer; os medíocres.

Do mesmo modo que dizer: os homens de estado equivale, algumas vezes, a

dizer: os traidores.

A acreditarem-se, pois, os hábeis, as revoluções como a de Julho, são artérias

cortadas; necessitam ser prontamente laqueadas. O direito muito altamente procla-

mado, abala. E também, uma vez consolidado o direito, é necessário consolidar o

estado. Assegurada a liberdade, é preciso pensar no poder.

Aqui ainda os sábios se não separaram dos hábeis, mas começam a desconfiar

deles. O poder; pois seja. Mas em primeiro lugar, o que é o poder? Depois, donde

procede ele?

Os hábeis mostram não perceber a objecção murmurada e continuam na sua

manobra.

Segundo estes políticos, engenhosos em pôr nas ficções proveitosas uma

máscara de necessidade; a primeira necessidade de um povo, após uma revolução,

quando esse povo faz parte de um continente monárquico, é procurar uma dinastia.

Deste modo, dizem eles, pode ter a paz depois da revolução, isto é, o tempo de curar

as feridas e de reparar a sua casa. A dinastia oculta os preparativos e cobre a

ambulância.

Ora, nem sempre é coisa fácil achar uma dinastia.

Em rigor o primeiro homem de génio, ou mesmo o primeiro homem de fortuna

que apareça, é suficiente para se fazer um rei. No primeiro caso tendes Bonaparte, no

segundo Iturbida.

Mas para formar a dinastia não serve a primeira família que se encontre. Uma

raça tem necessariamente certa porção de antiguidades; a ruga dos séculos não se

improvisa.

Segundo o modo de ver dos «homens de estado» guardadas todas as reservas,

bem entendido, quais são após uma revolução as qualidades do rei que sai dela? Pode

ser, e é útil que seja revolucionário, isto é, participante pessoalmente dessa revolução,

que lhe tenha posto a mão, que nela se tenha arriscado ou ilustrado, que nela tenha

empunhado o machado ou manejado a espada.

Quais são as qualidades duma dinastia? Deve ser nacional, isto é, revolucionária

a distância, não por actos cometidos, mas por ideias aceites. Deve compor-se de

passado e ser histórica, compor-se do futuro e ser simpática.

Tudo isto explica como as primeiras revoluções se contentam com achar um

homem. Cromwel ou Napoleão; e como as segundas querem absolutamente achar

uma família, a casa de Brunswich ou a casa de Orleãs.

As casas reais assemelham-se às figueiras da índia, das quais cada ramo,

curvando-se até ao solo, aí cria raízes e se torna nova figueira. Cada ramo pode tornar-

se numa dinastia. A única condição é curvar-se até ao povo.

Tal é a teoria dos hábeis.

Eis, pois, a grande arte; dar ao bom êxito tal ou qual som de catástrofe, a fim de

que aqueles mesmos que dele tiram proveito, tremam também, adubar com medo o

passo que se deu, aumentar a curva da transição até ao afrouxamento do progresso,

tornar insípida a obra, denunciar e destruir as asperezas do entusiasmo, cortar os

ângulos e as unhas, enchumaçar o triunfo, abafar com muita roupa o direito, envolver

o gigante povo em flanela e deitá-lo bem cedo, impor dieta a tal excesso de saúde,

sujeitar Hércules ao tratamento de convalescença, dissolver o acontecimento no

expediente, oferecer aos espíritos sequiosos de ideal este néctar ampliado com tisana,

tomar precauções contra o denominado sucesso e guarnecer a revolução com um

«abat-jour».

1830 praticou esta teoria, já aplicada à Inglaterra por 1688.

1830 é uma revolução detida a meia encosta. Metade de progresso; quase direito.

Ora, a lógica ignora isto, absolutamente como o Sol ignora a existência da candeia.

Quem detém as revoluções a meia encosta? A burguesia.

Porquê?

Porque a burguesia é o interesse satisfeito. Ontem era o apetite, hoje é a abun-

dância, amanhã será a saciedade.

O fenómeno de 1814, depois de Napoleão, reproduz-se em 1830, depois de

Carlos X.

Quis-se, erradamente, fazer da burguesia uma classe.

A burguesia é simplesmente a porção contentada do povo. O burguês é um

homem que já tem tempo para se sentar.

Uma cadeira não é uma casta.

Mas, por querer sentar-se demasiadamente cedo, pode até fazer parar a marcha

do género humano. Tem sido esta, muitas vezes, a culpa da burguesia.

Não se é uma classe por se ter cometido uma falta. O egoísmo não é uma das

divisões da ordem social.

No fim de tudo é necessário ser justo, mesmo para com o egoísmo; o estado a

que aspirava, depois da comoção de 1830, a parte da nação a que chamam burguesia,

não era a inércia, que contém indiferença e preguiça e que envolve certa vergonha, não

era o sono que supõe um esquecimento momentâneo acessível aos sonhos; era a

paragem no fim da marcha

Esta expressão encerra dois sentidos singulares e quase contraditórios: multidão

em marcha, quer dizer movimento; estação, quer dizer repouso.

Esta paragem é a reparação das forças, é o repouso armado e acordado, é o facto

consumado que posta sentinelas, e que se conserva em armas. A paragem supõe o

combate de ontem e o combate de amanhã.

É o intermédio de 1830 e de 1848.

Ao que aqui chamamos combate pode também chamar-se progresso.

Era necessário à burguesia como aos homens de estado, um homem que desse a

voz de paragem: uma individualidade composta, significando revolução e

significando estabilidade: noutros termos, consolidando o presente pela

compatibilidade evidente do passado com o futuro.

Este homem estava encontrado. Chamava-se Luís Filipe de Orleãs.

Os 221 fizeram Luís Filipe rei. Lafayette encarregou-se da sagração.

Denominou-a a melhor das repúblicas. O palácio da municipalidade de Paris substituiu a

catedral de Reims.

Esta substituição de um trono completo por um meio trono foi «a obra de 1830».

Quando os hábeis terminaram, apareceu o vício imenso da sua solução. Tudo

isto era feito fora do direito absoluto. O direito absoluto gritou: Protesto! E depois,

temível coisa!, tornou a esconder-se na sombra.

III

Luís Filipe

As revoluções têm o braço terrível e a mão certeira; ferem com firmeza e

escolhem bem. Mesmo incompletas, mesmo adulteradas e reduzidas ao estado de

revolução mais nova como a de 1830, resta-lhes sempre bastante lucidez providencial,

para que não possam cair mal. O seu eclipse não é nunca uma abdicação.

Contudo, não nos vangloriemos demasiadamente; as revoluções também se

iludem, e têm-se visto graves enganos.

Voltemos a 1830, que foi feliz na sua aberração. No estabelecimento do que se

chamou ordem depois da revolução interrompida de repente, o rei valia mais do que a