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Passion por Lisa Valdez - Versão HTML

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Lisa Valdez

Passion

Disponibilização/Tradução e Revisão: Rosie Kamp

Formatação: Gisa

Ela não conhecia o prazer... Ele não conhecia o amor...

Apesar de ser jovem, linda e viúva, Elizabeth não tinha planos de se envolver outra vez com um

homem, muito menos imaginava que se deixaria beijar por um desconhecido em um local público.

Porém, ao ver-se perseguida, nos corredores de um suntuoso museu de Londres, por um cavalheiro

atraente e sedutor, ela é incapaz de resistir ao magnetismo sensual que lhe desperta um desejo novo

e intenso. A cada encontro furtivo e arrebatador, cresce a paixão que une Mark e Elizabeth, levando-

os a descobrir um sentimento raro e precioso. Mas uma vil chantagem ameaça destruir aquele

romance... Na iminência de um escândalo, eles terão de escolher entre o dever e o desejo, o amor por

suas famílias, e o amor que sentem um pelo outro!

1

Uma mulher chamada Passion.

Um homem que a faria fiel a seu nome.

Em seu segundo ano de luto, a formosa jovem viúva Passion Elizabeth Der nunca sonhou que

estaria com um homem outra vez e, certamente, não com um completo estranho. Mas entre o tumulto do

Palácio de Cristal de Londres, Passion se encontra discretamente, mas insistentemente, seguida por um

sensual cavalheiro que desperta seus longamente suprimidos desejos. Depois de um matrimônio sem

amor e repressão, Passion se abandona à autêntica sorte pela primeira vez.

Intoxicado por seu encontro com a formosa estranha, Mark Randolph Hawkmore, Conde de

Langley, não pode esperar a vê-la outra vez. Quando uma série de encontros extasiados se sucedem, ele e

sua misteriosa amante encontram algo raro e maravilhoso florescendo entre eles.

Mas uma chantagem contra o conde ameaça destruir tudo. Enquanto o escândalo se forma, cada

um terá que escolher entre o dever e o desejo... seu amor por suas famílias e o amor entre eles.

Prólogo

Uma carta de certa transcendência

12 de julho de 1824

Minha queridíssima Abigail,

Que notícias tenho! Quase não sei como te dizer, a ti, minha confidente mais querida e de mais

confiança, minha amiga de infância e irmã de meu coração; você, quem realmente me advertiu tão direta e

francamente o que poderia me acontecer se deixasse me governar por meu coração em vez de por minha

cabeça. E quanta razão tinha. Por aqui estou, confrontando a loucura de meus febris desejos. Adivinhaste

minha situação? Não duvidaria disso. Mas imediatamente te direi, embora esteja completamente segura que

seus olhos saltaram ao final da página para descobrir meu segredo.

Eu, Lucinda Margarida Hawkmore, terei um menino! Um fato, sei, que em si não é completamente

notável. Mas espera, queridíssima, por que aqui vem a revelação que levantará suas sobrancelhas até o teto.

Recorda ao deslumbrante, formoso jovem jardineiro que empreguei para reparar minhas lânguidas rosas? O

de travessos olhos negros e um apêndice maravilhosamente grosso? Bem, parece que embora ele era incapaz

de fazer crescer minhas rosas, era muito perito em plantar sementes de um tipo diferente, cuja fruta sairá de

minha matriz, em toda sua glória, aproximadamente dentro de sete meses.

Agora, minha queridíssima, não deve me castigar. Como sabe, estou completamente dedicada a meu

novo amante, Lorde Fentworth. E como já nasceu um herdeiro Hawkmore, George, com seu habitual

conformismo, calmo modo de ser, aceitará a este menino como dele. Assim não há nenhum dano feito.

Entretanto George pediu que tome medidas para não ter necessidade de brincar de pai de mais meninos que

não sejam de sua fabricação.

Disse-lhe que faria todo o possível. E de verdade, não tenho nenhum desejo de levar a asquerosa carga

de mais meninos. Como é consciente, quase não posso suportar ao primeiro. Ainda não sei nada de tais

assuntos, minha querida Abby, assim terá que me ensinar. Embora, suponho que estou a salvo durante nos

próximos meses, o qual é afortunado, já que não posso suportar estar afastada dos braços de meu queridíssimo

Fentworth.

Assim que isto é o que há, minha querida. Você e George são quão únicos sempre conheci. Deve me

escrever imediatamente para que possa conhecer o que pensa de minha pequena situação. Quase posso ouvir

suas aprazíveis recriminações agora. Mas como sempre, sei que me perdoará.

Com todo meu amor,

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Tua, Lucinda.

P.S: sei que posso confiar em ti para queimar esta carta.

Capitulo Um

4 de maio de 1851.

Londres, Palácio de cristal

Sua mão sustentava seu seio.

Passion Elizabeth Der baixou o olhar para a grande, enluvada mão cinza cavada

sobre a seda lavanda de seu sutiã. Este se elevou e caiu com sua rápida respiração. Um

braço coberto de negro se curvava ao redor de sua cintura, sustentando-a forte, tão forte

que ela sentiu a firme pressão de um corpo contra suas costas.

Ninguém os via?

Não, os espectadores e expositores estavam muito ocupados tentando reunir aos três

diabinhos que tinham derrubado o alto vaso de palma, muito ocupados em abanar à anciã

matrona que desmaiou quando isso havia se estatelado na frente dela, muito ocupados

assegurando-se que nenhuma das finas porcelanas da exposição tivesse sido perturbada.

Muito ocupados para fixar-se nela, que tinha sido separada do meio do desastre antes de

que ela mesma tivesse visto o perigo da palma caindo.

O corpo dele a protegeu da maior parte da multidão. Suas mãos não se moveram e,

embora a asa de seu chapéu ocultasse sua visão dele, ela sentiu sua cabeça inclinar-se para

frente. Estava ele olhando suas mãos sobre ela?

Passion piscou lentamente. Ela sentiu que estava em um sonho. Um forasteiro a

sustentava com descarada intimidade em um lugar público. Ele cheirava a verbena e

limão. Por que ela se sentia tão a salvo?

Quando se voltou para enfrentá-lo, seu olhar seguiu o caminho dos enluvados dedos

cinza de seu salvador. Acariciavam-lhe da cintura até o seio, convertendo seu mamilo em

um duro monte. Passion fechou seus olhos com um ofego. Então, enquanto suas mãos

subiam por seus braços em uma longa, implacável carícia, uma faísca infinita flamejou

entre a luva dele e sua manga. O quente formigamento penetrou sua pele e acendeu seus

nervos. Estremecimentos desceram por sua coluna, alagaram seu útero para em seguida

debilitar suas pernas.

Passion conteve um gemido. Seus dedos agarraram os ombros dele. Os seios lhe

doíam e sentiu a umidade em suas coxas. Quanto tempo tinha passado desde que tinha

sentido desejo?

O zumbido baixo mas constante de vozes a rodeou. Ela estava no Palácio De cristal, o

maravilhoso esforço do Príncipe Alberto em exibir os avanços do mundo em manufaturas,

têxteis, e arte. Ela tinha vindo para encontrar sua prima Charlotte, na porcelana, e não ser

acariciada por um estranho! Os olhos de Passion se abriram de repente.

Azuis. Os olhos que ela olhava fixamente eram vividamente azuis. Azuis como as

asas de uma mariposa que ela tinha visto uma vez revoar em sua janela. Inspirou

profundamente. Ela poderia pintar essa cor de olhos? Poderia capturar seu intenso olhar?

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Poderia desenhar a particular inclinação das escuras sobrancelhas que se franziam ao olhá-

la por debaixo da asa de sua cartola? E que de seu ampla e sensualmente curvada boca?

Por Deus, sim que era ele bonito.

As aletas do nariz dele ondularam antes de que suas mãos se deslizassem lentamente

por seus braços até suas mãos. Passion sentiu seus dedos apertando firmemente contra seu

acelerado pulso. Ela não podia mover-se. Não podia falar. Somente estar de pé, tremendo,

enquanto seu quente olhar fixo azul se deslocava por seus traços.

As pessoas se moveram na frente deles, rodeando-os. Atrás, alguém riu forte,

alarmando-a. Ele deu um rápido olhar, quase zangado, para a fonte da buliçosa risada

antes de liberar suas mãos. Durante um longo momento, seus olhos se perderam nos seus.

Ela voltou a olhá-lo fixamente, congelada. Finalmente, ele elevou a mão à asa de seu

chapéu. Com um assentimento de cabeça, deu-se a volta e se afastou.

Passion deixou escapar o fôlego retido. Ele era alto, e ela seguiu com seu olhar suas

largas costas enquanto ele se movia facilmente pela multidão. Justo quando ela pensou

que desapareceria completamente na multidão, ele fez uma pausa. Ela se esticou. Seus

olhos se alargaram quando ele se girou lentamente e a olhou diretamente através do

amplo espaço da área de exposição. Ela não podia ler sua expressão. No que estava

pensando ele?

Seu coração saltou em seu peito quando ele decididamente começou retornar para

ela. Passion deu dois passos instáveis para trás, depois se girou e se apressou à área de

exposição adjacente. Quando ela deu uma olhada sobre seu ombro, ele estava ainda ali,

fechando a distância entre eles, com uma intensidade decidida, predadora em seus olhos.

Passion se apressou a adiantar-se, passando de uma sala de exibição a seguinte sem

pensar aonde estava. Finalmente, ela se deteve ao lado de uma pequena multidão que

estava escutando a um homem com forte acento alemão. Relógios. Ele falava de relógios

suíços. Passion deu um olhar atrás dela. Um surdo golpe de decepção ressonou uma vez

em seu estômago. Ele não estava ali. Ela explorou a multidão antes de girar-se para olhar

fixamente um grande relógio de pé com uma ameaçadora cara branca.

Decepção? O bracelete grande avançou um minuto. Alívio, certamente. Suspirou. Por

que mentia a si mesma? Ela tinha querido que ele a seguisse. Tinha desejado que ele a

tocasse. Só uma vez mais.

O pequeno homem suíço falava de forma monótona. O bracelete grande avançou

outro minuto e o pesado pêndulo se balançava para frente e para trás, para frente e para

trás. Ela o olhou fixamente até que se viu impreciso. Sim, só uma vez mais. Ela fechou seus

olhos e evocou os penetrantes olhos azuis e as enluvadas grandes mãos cinza. As mãos

que a fizeram desejar…

Uma carícia! Os olhos de Passion se abriram de repente. Embora a asa de seu chapéu

lhe entorpecia a visão, ela podia cheirá-lo. Dedos nus pressionaram a pequena extensão de

pele entre sua luva e a manga de seu vestido. Ele a tinha encontrado.

Os nódulos de seus dedos se moveram devagar sobre a fina pele do interior de sua

mão. Ela se mordeu o lábio quando ele deslizou um dedo dentro de sua luva,

pressionando-o em sua palma nua enquanto seus outros dedos se envolviam ao redor de

sua mão. Certamente ele podia sentir seu sangue palpitando por suas veias.

O homem suíço ainda estava falando. O relógio grande ainda fazia tic-tac. Ninguém

estava olhando. Vacilante, Passion girou sua cabeça para olhá-lo. Ele estava perto, parado

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a um lado dela, olhando fixamente ao relojoeiro como se estivesse escutando cada palavra

pesadamente acentuada. Ainda oculto pelas dobras de sua saia, seu dedo se movia

devagar e sensualmente sobre as curvas e as linhas de sua palma. Ela fechou sua mão ao

redor de seu dedo e observou um músculo contrair-se em sua mandíbula.

Aplausos corteses pontuaram o final do discurso do relojoeiro. Mas Passion seguiu

olhando fixamente. Suas palavras chegaram antes que ela pensasse as conter.

—Seu perfil deveria estar cunhado sobre uma moeda.

Ele inclinou seu olhar azul sobre ela.

—Seu corpo deveria estar pressionado sobre o meu.

A boca de Passion se secou. Seu interior se tornou líquido.

—Me perdoe —sussurrou ela, retirando-se.

—Não —disse ele com indiferença. — Não a perdoo.

O tom grave de sua voz fez tremer um músculo em sua coxa. Ela umedeceu seus

lábios e tragou convulsivamente antes de reunir forças para afastar-se dele e entrar na

multidão.

Andando devagar pela galeria principal do Palácio de Cristal, ela entreabriu os olhos

um momento em reação a brilhante luz do sol que atravessava o altíssimo, abovedado

teto. Deveria voltar junto a sua tia. Deveria partir. Em troca, deu uma olhada para atrás

dela.

Ele estava ali, seguindo-a tranquilamente a vários passos atrás.

Um canto de sua formosa boca se levantava em uma espécie de meio sorriso.

Passion entrou em outra área de exibição, menos lotada que as demais. Peças de

prata, descansando sobre plataformas cobertas por veludo, davam brilho ao quarto

quando a luz se refletia nas polidas superfícies. Cruzando para um canto, ela fez uma

pausa ante uma grande sopeira decorada com uvas, folhas, e pães entrelaçados encetados

em incessantes bacanais

Sentia-lhe por trás, pressionando as protetoras capas de saia e anáguas contra suas

pernas. Ela se mordeu o lábio. O que ela estava fazendo? Por que não lhe parava?

Seus dedos subiam pelo meio de suas costas. Arrepiou-lhe nos braços, e seus

mamilos se esticaram como duros brotos. Isto era o que ela estava fazendo. Era o que

queria.

Movendo-se a seu lado, ele pareceu estudar a sopeira. Passion estudou a ele. Ele era

alto, grande também, mas não grosso. Impecavelmente vestido, o fino tecido de seu casaco

acentuava seu afilado peito. Sua camisa branca mostrava o agudo contraste de sua gravata

borboleta perfeitamente atada e o colete escuro. As longas pernas de sua calça terminavam

perfeitamente sobre suas polidas botas.

—Conto com sua aprovação?

Passion levantou seu olhar. Ele a olhava com uma quente intensidade. As pessoas se

moviam por detrás deles. Ela não se preocupou.

—Sim.

—Bem —de repente ele atraiu sua mão à frente de suas calças. Ela ofegou ao sentir

sua enorme e dura ereção contra sua palma. Seus olhos se obscureceram— Você conta com

minha aprovação também.

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Os dedos de Passion se apertaram convulsivamente. Sua mandíbula se esticou.

Senhor, ela não tinha pensado em fazer isto. Sentia ele tão grande, seus dedos se moveram

por vontade própria.

Ela tentou afastar-se, mas ele a sustentou firmemente contra ele. Seus olhos se

alargaram em um pedido silencioso quando um grupo grande de pessoas fez uma pausa

diretamente atrás deles. O canto de sua boca se elevou em um pequeno sorriso, então ele,

devagar e deliberadamente, esfregou sua mão para cima e para baixo sobre sua grossa

longitude.

Olhando fixamente seus olhos, Passion se congelou, segura de que qualquer

movimento ou som dela atrairia a imediata atenção de algum indivíduo observador. Seu

lábio tremeu, e o olhar dele caiu sobre sua boca.

—Medo ou entusiasmo? —perguntou ele em voz baixa.

—Ambos —a palavra saiu em uma suave rajada.

—E você simplesmente deve olhar esta maravilhosa sopeira —disse forte uma

mulher atrás deles.

Ele a liberou, mas deixou seus dedos acariciar seu mamilo quando levantou sua mão

para outra vez tocar a asa de seu chapéu. Ambos se distanciaram, e um pequeno grupo de

damas, acompanhadas por um cavalheiro, moveram-se para apinhar-se ao redor do

chamativo pedaço de prata.

Passion os olhou um momento enquanto admiravam a horrível coisa. Quão diferente

se sentiu deles, como alejada. Mas claro, exceto na companhia de suas irmãs, ela sempre se

sentia diferente. E agora, com todo seu corpo tremendo pelas sensações, ela se sentiu até

mais diferente. Era como se ela estivesse movendo-se na paisagem de um sonho.

Ela o olhou. Até agora ele era real, estava com ela. Embora desconhecido, ele era, de

algum modo, uma parte dela.

Seu casaco estava puxado para frente, seus braços cruzados sobre o peito. Ele

permanecia ao lado de um exibidor, observando-a olhar a outros. Seus olhos não a

deixaram. O que devia pensar ele? Que era uma prostituta? Que curioso. Ela, Passion

Elizabeth Der, respeitosa filha, dedicada irmã, respeitável viúva, sociável sobrinha, e

serviçal prima, uma puta?

Seu corpo se inclinou ligeiramente para ele. Oh, esquecer o dever e a obrigação. Ela

poderia satisfazer esta ânsia, este desejo? Só uma vez? Sentia-se perigoso, mas

completamente necessário.

Passion se adiantou, as pontas de seus dedos enluvados acariciaram a perna de sua

calça enquanto passava. Ela sabia que ele a seguia. Havia sentido a flexão de sua coxa

quando ele se deu a volta. Sua decisão não a surpreendeu tanto como sua audácia. De

repente ela se sentia como Bathsheba ou Dalila. E embora ela conhecia o caos que aquelas

mulheres tinham causado, não podia deter-se si mesma, apesar de um inquietante medo.

Passion andou de um objeto exposto a outro. Ele estava ali, a cada momento,

seguindo-a. Ela não sabia o que fazer ou onde ir. Só queria tocá-lo e ser tocada por ele.

Finalmente se deteve em uma habitação de móveis góticos. Como em todas as exibições, as

pessoas vagavam por toda parte.

Ela deu um passeio para o final da habitação, fazendo uma pausa ante um enorme

biombo aberto em um canto. Estava esculpido para parecer a fachada de um castelo

medieval. A seu lado se encontrava um alto genuflexório, uma peça italiana desenhada

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para propiciar a oração individual, completo com uma almofada para que o devoto se

ajoelhasse sobre ele. Uma Bíblia colocada aberta sobre a ampla parte superior. Passion a

olhou fixamente um momento antes de aproximar um passo. Ela se inclinou com

indecisão. As palavras na página lhe chamaram a atenção.

Fuja da fornicação. Cada pecado que um homem comete é sem o corpo; mas ele que comete

fornicação peca contra seu próprio corpo.

Por Deus, quantas vezes seu pai tinha citado Coríntios em suas homilias? Inclusive a

milhas de distância, não havia nenhuma escapatória a sua influência.

Ela o sentiu antes de que ele a tocasse. Não seu pai. Ele. Passion se estremeceu

quando sentiu sua mão descansar carinhosamente sobre sua cintura. Por que se sentia tão

consolada, tão segura?

Ele estava olhando por cima de seu ombro para Bíblia. Depois de só um momento,

sua voz soou perto de seu ouvido.

—Não leias isso —Ele se estendeu ao redor dela. — É pouco apropriado para a

ocasião.

Seu peito se pressionou contra seu ombro quando ele volteou as páginas. Suas mãos

eram grandes e bronzeadas. Os sutis aromas de verbena limão, linho, e sua pele a

rodearam.

—Ali —ele examinou seus olhos. Ele estava de pé tão perto. — Lê isto.

Passion afastou seu olhar dele para ver a passagem que lhe indicava. A Canção de

Salomão. Um pequeno sorriso curvou os cantos de sua boca.

—Formoso —ele disse a palavra como para si mesmo, mas estava olhando a ela,

olhando-a intensamente.

—Leia-me isso — disse ele, sua voz baixa. — Quero lhe ouvir dizer as palavras.

Passion vacilou.

Seus olhos piscavam sobre seu ombro, inspecionando o quarto. Então ele levantou

seu dedo, traçou uma linha desde sua bochecha até seu queixo, e, com uma suave pressão,

inclinou sua cabeça até encontrar a página.

—Lê-o —insistiu ele suavemente.

Ela não precisava lê-lo. Sabia as palavras de cor e as disse suavemente.

—Como a macieira entre as árvores do bosque, assim é meu amado entre os filhos.

Sentei-me sob sua sombra com grande deleite, e sua fruta foi doce para meu gosto — ela

viu seu ardente olhar, e sua voz tremeu. — Ele me trouxe para a casa do banquete — sua

mão grande cavou seu seio; o desejo a atravessou, umedecendo-a, — e seu estandarte

sobre mim era o amor — ela ofegou.

— Tenho o que necessitas — disse ele, sua voz áspera e urgente. Suas largas costas

evitava que lhes observassem enquanto sua mão se deslizava ao outro seio. — E você tem

o que eu necessito.

— Sim.

A palavra mal tinha saído de seus lábios quando, com um rápido olhar sobre seu

ombro, ele a empurrou para trás do enorme biombo.

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Passion se deu a volta e sentiu a parede contra suas costas. Ele fechou a pequena

distância entre eles em dois passos e pousou suas mãos a ambos os lados de sua cabeça.

Inclusive a débil luz ela podia ver o azul de seus olhos.

Sua voz saiu baixa e tranquila.

— Se quer dizer não, diga-o agora — ele sacudiu a cabeça. — Não em dois minutos,

nem em cinco minutos — com uma mão, ele devagar desfez as cintas de seu chapéu. —

Agora, ou nunca.

Passion o olhou fixamente. Sua respiração era rápida, mas ela era incapaz de reduzir

o ritmo. O bate-papo ruidoso das vozes flutuava por cima do biombo. Esta era a

bifurcação no caminho, sua última possibilidade para retirar-se. Ela nunca tinha pensado

em estar com um homem outra vez. Mas aqui estava de pé, na mais incrível e

extraordinária das situações. Este homem, este dia, estas circunstâncias nunca

aconteceriam outra vez. Ele era a oportunidade de "uma vez na vida”. Poderia ela afastar-

se? Tudo o que ela era, sangue, ossos, coração e alma, rogava por ficar. Ela não podia fazer

nada mais.

Devagar, ela alcançou a asa do chapéu dele e o tirou. Uma grossa mecha de cabelo

negro caiu sobre sua testa. De todos os modos ele não se moveu.

— Você tem o que preciso — suspirou Passion. Ela levantou a outra mão para seu

gorro e, empurrou-o para trás, deixando-o cair ao chão junto a seu chapéu. Ela colocou um

cacho castanho atrás de sua orelha — Sem recriminações. Sem desculpas — ela se tirou

suas luvas e as deixou cair — Sem arrependimentos.

A boca dele estava sobre a dela, seu corpo pressionando-a. Ela apenas tinha tido

tempo para inspirar um pouco de ar, mas isso não importava porque ela tinha deixado de

respirar.

A língua dele empurrou entre seus lábios separados. Sua mão agarrou seu seio, e sua

enorme ereção cresceu contra suas saias e empurrou contra seu estômago. Passion gemeu

em sua boca enquanto seu corpo tremia de insatisfeita necessidade.

Ela provou e chupou sua habilidosa língua. Sua nuca se sentia forte e firme sob seus

dedos, seu peito duro e sólido. Quando se tinha abraçado a ele? Não sabia. Não lhe

importava. Ele sabia como o desejava, e ela queria saboreá-lo para sempre.

A língua dele se afundava repetidamente para encontrar-se com a sua, e suas mãos

se moviam apertando, acariciando seus seios e ao redor de sua cintura. Ela se arqueou

contra ele. Suas coxas estavam molhadas.

Ele arrancou sua boca da dela e Passion encheu seus pulmões com uma forte,

ofegante inspiração. De repente, sua mão pressionou sobre sua boca, e ela fixou seu olhar

em seus olhos que estavam brilhando com luxúria e potente expectativa.

— Deve estar tranquila — disse ele baixinho, sua própria respiração breve e rápida.

Ela podia ouvir a voz da multidão justamente mais à frente do biombo.

Quando os dedos dele se moveram ligeiramente traçando o contorno de sua boca, ela

sentiu sua outra mão abrindo-se caminho entre eles. Ele baixou sua mão, e ela curvou seus

dedos ao redor do rígido, grosso eixo de seu pênis.

Sua mandíbula se esticou, e suas mãos caíram afastando-se dela.

— Olha-o — suas palavras eram uma demanda, mas seu tom era uma súplica.

Passion baixou seu olhar. Seus olhos se alargaram, e lhe olhou faminta.

Sobressaindo-se de suas calças como um gigantesco falo pagão, seu pênis se sobressaía

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enorme e pesado em sua mão. Percorrido por veias parecidas com uma corda, ela olhou,

como encantada, enquanto ele o empurrava para frente e para trás dentro de sua mão. Sua

mão parecia pequena e seus dedos apenas se fechavam ao redor dele. A boca lhe fez água,

e uma pesada palpitação começou entre suas pernas. Era formoso, e ela o desejava.

— Disse-te que tinha o que precisavas — murmurou ele. Uma gota clara de fluido

emanou da torcida cabeça de seu pênis — Olhe, está chorando para estar dentro de ti.

Passion ofegou suavemente e lambeu seus lábios.

Com um dedo sob seu queixo, ele levantou seu rosto para que o olhasse.

— Você está chorando, também?

Algo revoou no estômago de Passion enquanto seu útero pulsava com necessidade.

Ela olhou seu penetrante olhar azul e suas pernas tremeram.

Ele abaixou a cabeça e apenas roçou seus lábios contra os dela.

— Me diga — ele a beijou suave, brevemente — A sua chora por meu pênis?

— Sim! — a palavra chegou em um sussurro precipitado contra sua boca.

E em seguida ele a beijou outra vez profunda, implacavelmente. Suas mãos

empurraram sua saia e suas anáguas.

O peito de Passion subiu e baixou, e ela abriu mais sua boca sob a força de seu beijo.

Ela aspirou o ar de sua boca em um ofego quando sentiu sua mão entre suas coxas. Ele

continuava ainda beijando-a e beijando-a, lhe dando o fôlego que ela não parecia capaz de

tomar. Então seus dedos se abriram caminho pela fenda de seus calções e se afundaram

dentro dela.

O sangue de Passion se precipitou a seu centro. O tenso, palpitante ponto

pressionado pelo palma de sua mão pulsava como um segundo coração. Ela gemeu em

sua boca quando se encontrou apertando-se ao redor de seus invasores dedos. Suas pernas

tremiam de modo incontrolável e seus braços se apertavam ao redor dele por medo de

cair.

Ele interrompeu o beijo bruscamente, e sua voz soou baixa e rouca em seu ouvido.

— Meu Deus, foi tanto tempo?

Passion sentiu as lágrimas emanar de seus olhos. Tinha sido sempre. Tinha sido

nunca. Nunca como isto. Seus dedos seguraram o tecido de seu casaco.

— Por favor — pediu ela em um sussurro desesperado — Por favor!

Algo flamejou nos olhos dele. Uma mão se deslizou sobre sua boca; a outra se moveu

entre eles. Passion olhou fixamente seus formosos olhos e soluçou silenciosamente atrás de

sua mão quando ele esfregou a cabeça de seu pênis contra seus molhados cachos e a

sensível carne. Seus quadris se sacudiram uma vez, duas vezes.

Gemendo, Passion fechou seus olhos. Ela nunca se havia sentido tão fora do controle.

Então ele empurrou profundamente dentro dela, e em um incrível, dilacerador

momento, ela não se preocupou. Seus olhos se abriram de repente, e ela gritou contra sua

mão enquanto um profundo gemido escapava dele.

Passion não podia mover-se. Ela estava empalada, cheia, estirada; fixa contra à

parede. Os dedos de seus pés apenas tocavam o chão. Ela não queria mover-se.

Sustentava-se no lugar pela implacável pressão de seu pênis contra a abertura de seu

útero. Se só ela pudesse ficar aqui sempre; sempre cheia, nunca vazia. Sua carne palpitava

e se apertava ao redor dele.

9

Ele empurrou para cima, e Passion gemeu quando ela se elevou contra a parede. O

pulso palpitante entre suas pernas se intensificou, afogando-se com o batimento de seu

coração.

Seus olhos arderam nos seu e ele empurrou outra vez.

— Isto é o que precisa — sussurrou ele — Precisa ser amada — ele a investiu — E

amar.

Sim! Era verdade. Passion ofegou com cada investida, a pressão crescendo dentro de

seu corpo, enquanto ele parecia estar sempre empurrando, nunca retirando-se.

— Toma-me dentro de ti — gemeu ele, empurrando outra vez.

Seus músculos se esticaram com expectativa. Ela desejava gritar, tirar tudo dela que

não fosse um aliado do prazer. Para livrar-se da mulher que era e ser só esta mulher,

agora, sempre. Profundamente dentro dela, a pressão crescia. Estava ele tentando chegar,

ou ela tentando escapar? Ela se sentiu enjoada. Seus olhos se encheram de lágrimas pelo

desejo reprimido.

Viu ele sua necessidade? Ele devia ter visto, já que ela sentiu sua mão apertar-se

sobre sua nádega, e ao seguinte momento, ele golpeava com força sobre seu quadril

enquanto ele empurrava dentro dela.

Passion conteve um grito. Sua mente se cambaleou. Ela se esticou avidamente, de

maneira protetora ao redor do grosso eixo de seu pênis, embora a torcida cabeça estava

lentamente forçando a apertada entrada de seu útero. Isto a matava. Ela se retorceu contra

ele. Era o maior prazer que ela já tinha conhecido.

— Toma-me — ofegou ele — Isso é. Toma-me — ele chiou contra ela.

O corpo inteiro de Passion começou a sacudir-se e abrir-se. Ela sentiu que tudo

dentro dela ia romper-se. E o desejava.

Seus olhos nunca a deixaram.

— Toma-me todo. Te abra para mim. Te abra!

E ele empurrou com tanta força sobre ela e chegou com tanta ferocidade que Passion

estalou. A resistência em seu útero se levantou, movendo-se de uma pequena forma. Seu

coração se parou, e ela tomou ar. Então seu corpo inteiro começou a convulsionar

sacudido pelos quentes espasmos, tremendo de desejo. O único coração que pulsava era o

que estava entre suas pernas. Pulsava com tanta força, tão rápido, fazendo-a tremer com

violentas sacudidas de prazer. Seus olhos ficaram em branco, e com um fraco, agudo grito,

uma quente umidade emanou dela em uma torrencial esteira de sêmen e lágrimas.

Com um gemido afogado, ele bombeou com seus quadris nela, obrigando-a a lhe dar

mais. Passion soluçou pela deliciosa pressão e não pôde fazer nada para resistir a ela; não

queria resistir a ela.

— Isso é — ele soltou o fôlego por entre os dentes apertados — Te abra! Tenho mais

para te dar — ele empurrou com ferocidade em sua umidade quente, e Passion afogou um

soluço atrás de outro, de desejo, de angústia, e de gratidão — Está bem — ofegou ele —

Está bem — mas ele seguiu empurrando, mais rápido e mais rápido, seu pênis entrando

nela, levantando-a.

Passion viu a fome e a súplica em seus olhos. Seu corpo respondeu, e de algum modo

se moveu com cuidado abrindo-se outra pequena parte.

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Ele ofegou, seus olhos se fecharam por um momento. Então seus quadris a

empurraram contra a parede. Passion sentiu tudo em seu interior tenso e preparado. Ele

afastou sua mão de sua boca e a beijou, enchendo-a com sua língua.

Sua carne apertava e acariciava seu grosso eixo. O apertado canal de seu útero

esfregava a invasora cabeça de seu pênis. Seus braços lhe sustentaram, seus dedos se

enredaram no cabelo de sua nuca. Suas coxas tremeram em voluntária submissão.

Então com um longo, gutural gemido dentro de sua boca e investindo

profundamente em seu corpo, expulsou sua quente semente profundamente dentro dela.

Ele estremeceu, banhando seu interior com a quente lava de seu sêmen.

E Passion chorou silenciosamente entre ofegos e beijos enquanto o torturante pulsar

entre suas pernas explodia outra vez e enviava mil dardos de ardente prazer a seu útero, e

a todos os órgãos de seu corpo.

Capitulo Dois

A Sequela

— E? Como estava a senhorita Charlotte Lawrence?

Fora do Palácio de cristal, Mark se balançou no degrau ao lado de seu irmão.

— Não sei. Não a vi.

— Não a viu? Supunha-se que ela estava ali, na porcelana.

Mark se encolheu de ombros.

— Ela não estava.

— Onde demônios estiveste, então? — Matthew abriu seu relógio de bolso. — Vou

chegar tarde para o chá com Rosalind.

— O que estávamos acostumados a dizer sobre o matrimônio quando éramos moços,

Matt?

Matthew levantou sua sobrancelha com um sorriso zombador enquanto escorregava

seu relógio dentro de seu bolso.

— Seja ela taberneira, peixeira, lavadeira, ou puta; a mulher que amar meu pênis

inteiro será a que levarei para a porta da igreja.

Mark afundou suas mãos nos bolsos com um sorriso.

— Bem, não consegui me casar, mas estive mais perto que qualquer outra vez.

Matthew riu com incredulidade.

— O que? E como, no meio do espetáculo do Palácio de cristal, você, querido irmão,

conseguiu entrar em uma mulher?

Eles cumprimentaram educadamente a duas matronas que passavam.

— Mais facilmente do que você poderia imaginar —respondeu Mark.

— Isso tenho que escutá-lo.

— Não. Está atrasado para o chá.

Matthew sorriu abertamente enquanto levantava seu braço para chamar a seu chofer.

— Maldito seja. Conte-me isso no caminho.

Um carro com o brasão dos Hawkmore pintado sobre a porta se deteve frente a eles.

11

— À casa Benchley, Bingham — lhe indicou Matthew ao chofer enquanto os irmãos

introduziam suas altas figuras no carro.

Sentados um frente ao outro, apoiaram suas botas sobre o assento do outro enquanto

o carro partia. Tinham-no feito assim na infância, logo que suas pernas se tornaram o

suficiente longas para obtê-lo. Também em seu típico costume, Mark se sentava com seus

braços cruzados sobre seu peito, enquanto seu irmão se apoiava, relaxado, no canto.

— Bem? — cravou-o Matthew.

Mark se encolheu de ombros.

— O que posso dizer? O dia foi realmente mais encantado do que eu alguma vez

tivesse esperado.

— Você pode ser tão gracioso quando decide sê-lo. Agora me dê os detalhes antes

que dita fingir que não me interessam.

Mark sorriu abertamente.

— Eu a tive atrás de um grande biombo no salão de móveis góticos. Foi muito rápido

e, necessariamente, silencioso — seu sorriso zombador se murchou — E foi muito, muito

bom.

— Só bom?

Mark sacudiu sua cabeça e olhou fixamente para fora da janela. Ele não via a

paisagem que passava. Ele via uns amplos olhos cor avelã e uma boca perfeitamente

arqueada.

— Não. Melhor que bom. Melhor que esplêndido. Melhor que… algo — suas

sobrancelhas levantadas então caíram — O melhor — ele se voltou para seu irmão — O

melhor que me tenha acontecido.

Um ligeiro cenho franziu a testa de Matthew. Ele se inclinou para frente.

— Qual é seu nome? Quem é ela?

— Não sei.

O cenho se fez mais profundo.

— Tem a melhor transa de sua vida, e não sabe quem é ela ou como encontrá-la?

Mark lançou seu chapéu sobre o assento.

— Não.

— Bem. Me conte sobre ela. Como é?

Mark sentiu que os batimentos de seu coração se aceleravam.

— Ela é o desejo e a esperança e… — O que era o que ele estava por dizer?

Ele reclinou sua cabeça contra o assento com um suspiro.

— Ela tem olhos cor avelã tão grandes como uma gama. Olhos formosos, expressivos

que te convidam a examiná-los —ele recordou como tinha olhado o grupo de pessoas que

admirava a sopeira. Ela era uma forasteira, como ele. Tinha-o visto em sua expressão. Seus

olhos mostravam cada um de seus cambiantes pensamentos e emoções. Olhos que o

atraíam para ela. — Tem o cabelo castanho avermelhado e uma boca feita para beijar —

Mark fechou seus olhos e desfrutou com suas lembranças. — Cheira a flores de baunilha e

laranja. E sua risada é malditamente formosa para expressá-lo com palavras — seus braços

caíram a seu lado. — Sua voz é baixa e suave, e há uma ternura em sua forma de falar que

te faz querer tê-la ainda mais.

Mark abriu seus olhos e encontrou a seu irmão olhando-o fixamente com

concentrada intensidade. Quando se tinha detido o carro?

12

— Jovem? —perguntou Matthew, inclinando-se para frente.

Mark olhou ausentemente para fora da janela.

— Uma viúva jovem, eu apostaria. Ela estava usando lavanda e tinha uma cinta preta

atada ao redor de seu braço.

— Uma viúva jovem em seu segundo ano de luto seria uma fruta amadurecida,

verdade. Talvez deveria procurá-la e ver se posso provar da sorte?

Mark levantou de repente sua cabeça enquanto ardentes ciúmes rugiam através dele,

ferozes e inegáveis.

— Tenta-o, e te mandarei ao inferno —grunhiu.

O repentino sorriso de Matthew foi amplo.

— Um pouco possessivo com esta, não, irmão? Acredito que esta é a primeira vez —

aplaudiu com a mão o joelho de Mark. — Só brincava. Estou apaixonado pela Rosamund,

recorda?

Mark se encolheu de ombros e tentou parecer despreocupado.

— O que importa? É pouco provável que volte a vê-la outra vez.

— Não. Provavelmente não — Matthew fez uma pausa e depois ajustou seu chapéu.

— Tenho que ir. Rosalind estará esperando.

— É tal escravo dessa moça.

— Isso é o amor, irmão —disse Matthew enquanto saltava da carruagem— Amor

verdadeiro.

Mark estava fazendo rodar seus olhos quando Matthew voltou sua cabeça.

— E você? — perguntou Matt — Lhe deu seu nome?

— Não. Nenhum nome — Mark fez uma pausa enquanto recordava seus olhos

cheios de lágrimas — Ela chorou. Dei-lhe meu lenço.

— Ela chorou? Fez-lhe mal?

— Ela disse que não — Mark desejou estar de retorno em seus braços — Acredito

que eram lágrimas de desejo. Lágrimas de paixão.

As lágrimas de Passion tinham batizado o fino linho do lenço. Ela olhou fixamente o

monograma "M" na esquina do quadrado. Embora se sentava sobre um banco na ampla

galeria do Palácio de cristal, não via nada mais que este "M". Seu polegar se movia

devagar sobre os fios azuis escuros, remontando as linhas da letra. Quem era ele? Onde

estava agora? Pensava nela? Levando o lenço a seu nariz, seus olhos se entrecerraram

enquanto aspirava sua fragrância. Estava ele desejando-a como ela o desejava?

— Ah! Onde estiveste? E onde está Charlotte?

Os olhos de Passion se abriram para encontrar a sua nervosa tia sentada ao lado dela.

As redondas bochechas de Mathilda Der estavam avermelhadas, e ela soltava curtos bufos

de ar por seu nariz como se se dispusesse a arrojar fogo sobre qualquer um que pudesse

ofendê-la.

A tranquila solidão de Passion terminou.

—Sinto-o tanto, Tia Matty. Charlotte nunca chegou e temo que estive terrivelmente

distraída com todas as coisas expostas.